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quinta-feira, 21 de julho de 2011

ABOLIÇÃO DO MAL


Quem se refere à perseguições e calúnias, rixas e desgostos, na maior parte das circunstâncias, está destacando a influência do mal.


Quantos milhares de caminhos, entretanto, para equilíbrio e restauração, alegria e esperança se todos nos empenhássemos a extinguir impressões negativas no nascedouro!...


Determinado amigo terá incorrido no erro de que o acusam, todavia se nos afastamos da censura que o envolve, anotando-lhe unicamente as qualidades nobres de filho de Deus, com possibilidades de recuperação iguais às nossas, mais depressa se verá liberto da inquietação na sombra para readquirir a tranqüilidade de consciência.


Certo acontecimento menos feliz haverá sido indiscutivelmente um desastre social, no entanto, se nos abstemos de comentá-lo nos aspectos destrutivos, teremos cooperado para que se lhe pulverizem os destroços morais, sem piores conseqüências.


Aquela injúria assacada contra nós efetivamente nos haverá queimado as entranhas do ser, entretanto desaparecerá nas correntes profundas do tempo, se nos consagramos a olvidá-la, sem comunicar-lhe o fogo devorador aos entes queridos, através de alegações menos edificantes.


Essa confidência amarga ter-nos-á atingido o coração, por farpa invisível, mas não ferirá outros, se nos dispusermos a esquecê-la.


Reflitamos na contribuição da paz a que todos somos chamados e para a qual todos somos capazes com segurança e eficiência.


Para começar, porém, de maneira substanciosa e definitiva, é preciso que o mal cesse de agir, tão logo nos alcance, encontrando em cada um de nós uma estação terminal das trevas.


Livro: Mãos Unidas – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 12 – Amai Os Vossos Inimigos


O ÓDIO


FÉNELON - Bordeaux, 1861


10 – Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo.


O Cristo, que deveis tornar o vosso modelo, deu-vos o exemplo dessa abnegação: missionário do amor, amou até dar o sangue e a própria vida.


O sacrifício de amar os que vos ultrajam e perseguem é penoso, mas é isso, precisamente, o que vos torna superiores a eles. Se vós os odiásseis como eles vos odeiam, não valereis mais do que eles. É essa a hóstia imaculada que ofereceis a Deus, no altar de vossos corações, hóstia de agradável fragrância, cujos perfumes sobem até Ele.


Mas embora lei do amor nos mande amar indistintamente todos os nossos irmãos, não endurece o coração para os maus procedimentos.


É essa, pelo contrário, a prova mais penosa.


Eu o sei, pois durante minha última existência terrena experimentei essa tortura. Mas Deus existe, e pune, nesta e na outra vida, os que não cumprem a lei do amor.


Não vos esqueçais, meus queridos filhos, de que o amor nos aproxima de Deus, e o ódio nos afasta dele.

terça-feira, 19 de julho de 2011

NA INTIMIDADE DOMÉSTICA


A história do bom samaritano, repetidamente estudada, oferece conclusões sempre novas.


O viajante compassivo encontra o ferido anônimo na estrada.


Não hesita em auxiliá-lo.


Estende-lhe as mãos.


Pensa-lhe as feridas.


Recolhe-o nos braços sem qualquer idéia de preconceito.


Conduze-o ao albergue mais próximo.


Garante-lhe a pousada.


Olvida conveniências e permanece junto dele, enquanto necessário.


Abstém-se de indagações.


Parte ao encontro do dever, assegurando-lhe a assistência com os recursos da própria bolsa, sem prescrever-lhe obrigações.


Jesus transmitiu-nos a parábola, ensinando-nos o exercício da caridade real, mas, até agora, transcorridos mais de dois milênios, aplicamo-la, via de regra, às pessoas que não nos comungam o quadro particular.


Quase sempre, todavia, temos os caídos do reduto doméstico.


Não descem de Jerusalém para Jericó, mas tombam da fé para a desilusão e da alegria para a dor, espoliados nas melhores esperanças, em rudes experiências.


Quantas vezes surpreendemos as vítimas da obsessão e do erro, da tristeza e da provação, dentro de casa!


Julgamos, assim, que a parábola do bom samaritano produzirá também efeitos admiráveis, toda vez que nos decidirmos a usá-la, na vida íntima, compreendendo e auxiliando os vizinhos e companheiros, parentes e amigos, sem nada exigir e sem nada perguntar.


Livro: Coragem – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ABENÇOA SEMPRE


Entre os sofrimentos e atritos da Terra, sejamos nós a bênção que alivia e consola.


Abençoa o homem rico – não lhe conheces a dívidas e as tribulações.


Abençoa o pobre – em muitas ocasiões ele traz o íntimo conflitado por revoltas ocultas.


Abençoa a tua família – muito embora, por vezes, teus pais e teus irmãos cultivem ideais diferentes dos teus.


Abençoa os felizes – ignoras quantas vezes aparentam alegria, conquanto carreguem o coração por vaso de dor.


Abençoa os infelizes – muitos deles permanecem encastelados na amargura por não aceitarem as provações que se lhes fazem necessárias.


Abençoa os jovens – às vezes, estão eles sob difíceis frustrações.


Abençoa a criança – desconheces o futuro que o mundo lhe reserva.


A experiência humana necessita muito mais daqueles que abençoam do que o azedume daqueles outros que maldizem ou reprovam.


Surjam, em torno de ti, críticas ou sarcasmos, lamentações ou queixas, desequilíbrios ou acusações, blasfêmias ou desafios, guarda a paz contigo.


E abençoa sempre.


Livro: Abençoa Sempre – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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domingo, 17 de julho de 2011

O MAIOR RECADO


Um sacerdote sábio, desejando ensinar o caminho do Céu aos crentes que confiavam nele, rogou a Jesus, depois de longas meditações e sacrifícios, lhe fosse revelado qual o maior impedimento contra a iluminação espiritual.


Com efeito, de mente limpa, dormiu e sonhou que era conduzido à Porta Celestial.


Nimbado de esplendor, um anjo recebeu-o, benevolente.


- Mensageiro de Deus! — clamou o sacerdote — venho rogar a verdade para as ovelhas humanas que me seguem...


- Que pretendes saber? — indagou a entidade angélica.


- Peço esclarecimento sobre o maior obstáculo para a alma, na marcha para Deus. Sei que temos sete pecados mortais que aniquilam em nós a graça divina, na ascensão para o Alto. Sob a influência de semelhantes monstros, rola o espírito no despenhadeiro infernal. Entretanto, desejaria explicações mais claras, quanto ao problema do mal, porque nossas faltas variam ao infinito.


O anjo sorriu e considerou:


- A solução é simples. Quais são os pecados a que te referes?


O ministro da fé movimentou os dedos e respondeu:


- Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Deles nascem as demais imperfeições.


O mensageiro, contudo, acrescentou:


- No fundo, porém, podemos reduzi-los à unidade. Todos os pecados, inclusive os mortais, procedem de uma fonte única.


O sacerdote, curioso, suplicou:


- Oh! anjo amigo, aclara-me o entendimento! Há muitos aprendizes, na Terra, aguardando-me a palavra!...


O emissário da Esfera Superior, sem qualquer presunção de superioridade, passou a elucidar:


- Escuta e atende!


Se o soberbo trabalhasse para o bem de todos, não encontraria ensejo de cultivar o orgulho e a vaidade que o levam a acreditar-se ponto central do universo.


Se o avarento conhecesse a vantagem do suor, na felicidade dos semelhantes, não se entregaria à volúpia da posse que o obriga a acumular dinheiro inutilmente.


Se o homem inclinado à tentação dos prazeres fáceis aprendesse a despender as próprias forças em favor da elevação coletiva, não disporia de ocasião para prender-se às paixões aniquiladoras que o arrastam ao crime.


Se as pessoas facilmente irascíveis estivessem dispostas a servir de acordo com os desígnios divinos, não envenenariam a própria saúde com remorsos e angústias injustificáveis.


Se o guloso vivesse atento à tarefa construtiva que lhe cabe no mundo, não se escravizaria aos apetites devastadores que lhe arruínam o corpo e a alma.


E se o invejoso utilizasse a existência, no trabalho digno, não gastaria tempo acompanhando maliciosamente as iniciativas do próximo, complicando o próprio destino...


Como vê, o maior dos pecados, a causa primordial de todos os males, é a preguiça.


Dá trabalho edificante às tuas ovelhas e convence-te de que, na posse do serviço, não se afastarão do caminho justo.


O sacerdote não mais teve o que perguntar.


Despertou, edificado, e, do dia seguinte em diante, o povo reparou que o ministro modificara as pregações.


Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
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sábado, 16 de julho de 2011

CONFISSÃO


Não escutei o velhinho
Que quis contar sua história
Me falar dos seu caminhos
Gravados em sua memória.


Não pronunciei seu nome
Pro doente moribundo
O meu irmão sentia fome
E o chamei vagabundo.


Enfeitei com ramalhetes
Os caminhos de um nobre
Porém puxei o tapete
Na hora que vinha um pobre.


Não visitei o hospício
Tive medo da loucura
Isso era sacrifício
E eu não tinha estrutura.


Também não fui generosa
Eu não soube ser assim
E tão somente dei rosas
A quem já tinha jardim.


Muitas vezes fui omissa
Isso hoje reconheço
Eu somente fiz justiça
A quem já trouxe do berço.


Eu somente dei as sobras
Pensando no meu futuro
E hoje a vida me cobra
Tudo isso e mais os juros.


Médium: Lúcia - Espírito: Um amigo Poeta.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

À MARGEM DO SEXO


“Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou reprova o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos”.


Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema, tereis, quiçá, cometido faltas mais graves. (Item 16, do Cap. X, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo").


Companheiros da Terra, à frente de todas as complicações e problemas do sexo; abstende-vos de censura e condenação.


Todos nós - os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do Planeta - estamos emergindo de passado multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra, para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito.


Ainda assim, achamo-nos todos muito longe da meta por alcançar.


Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai! Se alguém se vos afigura tombar em delinqüência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!...


Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã.


Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros.


Somos todos peças integrantes de uma só família, operando em dois mundos, simultaneamente - aquele das inteligências corporificadas no plano físico e aquele outro das inteligências desencarnadas que se domiciliam nas regiões da mesma Terra que habitais, disputando convosco, tanto quanto igualmente entre si, a aquisição de recursos substanciais da evolução.


Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão.


A vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!...


Abençoai e amai sempre.


Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.


Livro: Vida e Sexo – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

MALES E REMÉDIOS


Inconformação diante dos sofrimentos?
Olhe em derredor e reconhecerá legiões de pessoas que sofrem muito mais sem as suas possibilidades de reconforto.




Desentendimento em família?
Oriente as crianças de casa e respeite os adultos, deixando a eles a faculdade de se decidirem, quanto às próprias realizações, qual acontece no mundo íntimo de cada um de nós.




Algum erro cometido?
Reconsidere a própria atitude e não se constranja em aceitar as suas deficiências, de modo a corrigi-las.




Erros alheios?
Observando-se quão difícil aprender sem errar, saibamos desculpar os desacertos dos outros, tanto quanto esperamos tolerância para os nossos.




Entes queridos em falha?
Deus que nos criou a todos saberá conduzí-los sem que tenhamos a obrigação de arrasar-nos ao vê-los adquirindo as experiências da vida, pelas quais também nós temos pago ou pagaremos o preço que nos compete.




Provação?
Uma visita ao hospital pode dar a você a ficha de suas vantagens em relação aos outros.




Problemas?
Não se sabe de criatura alguma que evolua ou se aperfeiçoe, sem eles, incluindo aquelas que se supõe tranqüilas por estarem fugindo provisoriamente de trabalhar.




Angústia?
Ao que se conhece, todo tratamento para supressão da ansiedade está baseado ou complementado pelo serviço em favor de alguma causa nobre ou em auxílio de alguém.




Censura?
Um minuto de auto-análise nos fará sentir que não estamos muito certos, quanto à nossa própria resistência, se acaso estivéssemos no lugar daqueles que jazem caídos em desapreço.




Desilusões e fracassos no relacionamento afetivo?


Experimente Jesus.


Livro: Respostas da Vida – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita


A Beneficência (2)


CÁRITAS - Martirizado em Roma, Lyon, 1861


13 – Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, porque eu sou a meta a que vós todos deveis visar.
Fiz nesta manhã o meu passeio habitual, e com o coração magoado venho dizer-vos: Oh, meus amigos, quantas misérias, quantas lágrimas, e quanto tendes de fazer para secá-las todas! Inutilmente tentei consolar as pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem!


Há corações bondosos que velam por vós, que não vos abandonarão; paciência! Deus existe, e vós sois as suas amadas, as suas eleitas.


Elas pareciam ouvir-me e voltavam para mim os seus grandes olhos assustados. Eu lia em seus pobres semblantes que o corpo, esse tirano do Espírito, tinha fome, e que, se as minhas palavras lhes tranqüilizam um pouco o coração, não lhes saciavam o estômago.


Então eu repetia: Coragem! Coragem! E uma pobre mãe, muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e ergueu-a no espaço vazio, como para me rogar que protegesse aquele pobre e pequeno ser, que só encontrava num seio estéril alimento insuficiente.


Mais adiante, meus amigos, vi pobres velhos sem trabalho e logo sem abrigo, atormentados por todos os sofrimentos da necessidade, e envergonhados de sua miséria, não se atrevendo, eles que jamais mendigaram, a implorar a piedade dos passantes. Coração empolgado de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles, e vou para toda parte estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos. Eis por que venho até vós, meus amigos, e vos digo: Lá em baixo há infelizes cuja cesta está sem pão, a lareira sem fogo, o leito sem cobertas.


Não vos digo o que deveis fazer, deixo a iniciativa aos vossos bons corações; pois se eu vos ditasse a linha de conduta, não teríeis o mérito de vossas boas ações. Eu vos digo somente: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos sofredores.


Mas, se peço, também dou, e muito; eu vos convido para um grande festim e ofereço a árvore em que vós todos podereis saciar-vos. Vede como é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, tomai todos os frutos dessa bela árvore que se chama beneficência. Em lugar dos ramos que lhe arrancardes, porei todas as boas ações que fizerdes e levarei a árvore a Deus, para que Ele a carregue de novo, porque a beneficência é inesgotável.


Segui-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos possa contar entre os que se alistam sob a minha bandeira. Sede intrépidos: eu vos conduzirei pela via da salvação, porque eu sou a Caridade!

terça-feira, 12 de julho de 2011

TESTEMUNHO DOMÉSTICO


“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” - Paulo. (Gálatas, 6:10).


Decerto que o apóstolo Paulo, em nos recomendando carinho especial para com a família da nossa fé, mantinha em vista a obrigação inarredável da assistência imediata aos que convivem conosco.


Se não formos úteis e compreensivos, afáveis e devotados, junto de alguns companheiros, como testemunhar a vivência das lições de Jesus, diante da Humanidade?


Admitimos, porém, à luz da Doutrina Espírita, que o aviso apostólico se reveste de significação mais profunda.


É que, entre os nossos domésticos, estão particularmente os laços de existências passadas, muitos deles reclamando reajuste e limpeza.


Na equipe dos familiares do dia a dia formam, comumente, aqueles Espíritos que, por força de nossos compromissos do pretérito, nos fiscalizam, criticam, advertem e experimentam.


Sempre fácil dar boa impressão a quem não prive intimamente conosco. Num gesto ou numa frase, arrancamos, de improviso, o aplauso ou a admiração de quantos nos encontram exclusivamente na paisagem escovada dos atos sociais.


Diante dos amigos que se despedem de nós, depois de uma solenidade ou de qualquer encontro formal, nada difícil cairmos desastradamente sob a hipnose de lisonja com que se pretende exagerar as nossas virtudes de superfície.


Examinemos, contudo, as nossas conquistas morais, demonstrando-as perante aqueles que nos conhecem os pontos fracos.


Não nos iludamos.


Façamos o bem a todos, mas provemos, a nós mesmos, se já somos bons, fazendo o bem, a cavaleiro de todos os embaraços, diante daqueles que diariamente nos acompanham a vida, policiando o nosso comportamento entre o bem e o mal.


Livro: Palavras de Vida Eterna – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

PERANTE O TEMPO


Em nenhuma condição, malbaratar o tempo com polêmicas e conversações estéreis, ocupações fantasistas e demasiado divertimento.


Desperdiçar tempo é esbanjar patrimônio divino.


Autodisciplinar-se em todos os cometimentos a que se proponha, revestindo-se do necessário discernimento.


“Fazer muito” nem sempre traduz “fazer bem”.


Fugir de chorar o passado, esforçando-se por reparar toda ação menos correta.


O passado é a raiz do presente, mas o presente é a raiz do futuro.


Afastar aflições descabidas com referência ao porvir, executando honestamente os deveres que o mundo lhe designa no minuto que passa.


O “amanhã” germinará das sementes do “hoje”.


Quanto possível, plasmar as resoluções do bem no momento em que surjam, de vez que, posteriormente, o campo da experiência pode modificar-se inteiramente.


Ajuda menos, quem tarde serve.


Ainda que assoberbado de realizações e tarefas, jamais descurar o bem que possa fazer em favor dos outros.


Quando procuramos o bem, o próprio bem nos ensina a encontrar o “tempo de auxiliar”.


“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” — Jesus. (JOÃO, 7:6.)


Ditado Pelo Espírito: André Luiz – Psicografia: Waldo Vieira.
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domingo, 10 de julho de 2011

NA DIREÇÃO DO BEM


O senhor tudo criou na direção do bem.


Todas as criaturas, por isto, são chamadas a produzir proveitosamente.


A erva tenra sustenta os animais.


A fonte oculta socorre o inseto humilde.


A árvore é abençoada companheira dos homens.


A flor produzirá fruto.


O fruto dar-nos-á mesa farta.


O rio distribui as águas.


A chuva lava o céu e sacia a terra sedenta.


A pedra faz o alicerce de nossa casa.


A boa palavra revela o bom caminho.


Como desconhecer os santos propósitos da vida, se a natureza que a sustenta reflete os sábios desígnios da Providência?


Grande escola para o nosso espírito, a Terra é um livro gigantesco em que podemos ler a mensagem de amor universal que o Pai celeste nos envia.


Desde a gota de orvalho que alimenta o cacto espinhoso, à luz do sol que brilha no alto para todos os seres, podemos sentir o apelo da Infinita Sabedoria ao serviço de cooperação na felicidade, na paz e na alegria dos semelhantes.


Todo homem e toda mulher nascem no mundo para tarefas santificantes, segundo a Divina Lei.


Com alegria, o bom administrador governa os interesses do povo.


Com alegria, o bom lavrador ara o solo e protege a sementeira.


O homem que semeia no chão, garantindo a subsistência das criaturas, é irmão daquele que dirige o pensamento das nações para o conhecimento divino.


A mulher que recebe homenagens pelas suas virtudes públicas é irmã daquela que, na intimidade do lar, se sacrifica pela criancinha doente.


Deus conhece as pessoas pelo que produzem, assim como nós conhecemos as árvores pelos frutos que nos estendem.


Em razão disto, os homens bons são amados e respeitados.


A presença deles atrai o carinho e a veneração dos semelhantes. Os maus, todavia, são portadores de ações e palavras indesejáveis e toda gente lhes evita o convívio, tanto quanto nos afastamos das plantas espinhosas e ingratas.


O homem bom compreende que a vida lhe pede a bênção do serviço e levanta-se cada manhã, pensando: “Que belo dia para trabalhar”.


O mau, porém, ergue-se de mau humor. Não sabe sorrir para os que o cercam e costuma exclamar: “Dia terrível! Que destino cruel! Detesto o trabalho e odeio a vida!”.


Um homem, qual esse, precisa de auxílio dos homens bons, porque em não se dedicando ao serviço digno será realmente muito infeliz.


Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
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sábado, 9 de julho de 2011

Bilhete Fraterno


Meu amigo, prossigamos


No trabalho, dia a dia,


Procurando com Jesus


A verdadeira alegria.




Se no caminho despontam


Problemas a resolver,


Perseveremos no bem


Cumprindo o nosso dever.




A dor faz parte da vida...


Ninguém vive sem lutar,


Mas é feliz quem já sabe


Esquecer e perdoar.




Incompreensões? Dissabores?


Não desistas de servir


Silencia e segue em frente


Na construção do porvir.




Amanhã, após a noite,


Que a morte impõe aos teus passos,


Encontrarás, redivivo,


O Cristo a estender-te os braços!


Médium: Chico Xavier – Espírito: Casimiro Cunha.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

OBEDIÊNCIA E EDUCAÇÃO


Enumeremos alguns símbolos extremamente simples da natureza, mas profundamente reais para nos auxiliarem o raciocínio na escola da experiência.


A semente que se resigna à solidão, no claustro da terra, é aquela que germina para enriquecimento do campo; e a que não passa por semelhante processo renovador, de modo geral, se encaminha para os misteres do adubo.


A planta que resiste à tempestade, adaptando-se construtivamente ao clima em que foi situada, é a que se esmalta de utilidades e flores, frutos e ninhos, na sustentação das criaturas; aquela, porém, que não tolera as vicissitudes do tempo, desce à própria desagregação, antes de haver cumprido a tarefa para que fora indicada.


E assim ser-nos-á possível prosseguir lembrando no educandário da vida:


Solo que agüenta arado e trator, enxada e pisoteio é o que produz em consonância com as necessidades da multidão; pedra que escora o edifício é a que obedece aos projetos do construtor;


Fio que comunica a força elétrica para benefício do reconforto é aquele que permanece no esquema de serviço em que foi colocado;


Violino que irradia a bênção da música será sempre aquele que demonstra firmeza na função a que foi chamado, sem se sobrepor aos planos do artista.


Acontece o mesmo, no reino do Espírito.


Reconhecemos que não será justo comparar o homem a objetos e seres considerados de condição inferior.


O homem é a inteligência que já chegou à Razão e, por isso, é ele o mordomo responsável da vida, mas se não obedece, voluntariamente, em favor do bem de todos, conscientizando as próprias atitudes e aceitando os deveres que se lhe atribuem, ainda mesmo com sacrifício pessoal, a felicidade do Mundo vai se tornando cada vez mais distante e o aprimoramento individual cada vez menos possível.


Livro Inspiração – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

RESISTÊNCIA AO MAL


"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal." - Jesus. (MATEUS, 5:39.)


Os expoentes da má fé costumam interpretar falsamente as palavras do Mestre, com relação à resistência ao mal.


Não determinava Jesus que os aprendizes se entregassem, inermes, às correntes destruidoras.


Aconselhava a que nenhum discípulo retribuísse violência por violência.


Enfrentar a crueldade com armas semelhantes seria perpetuar o ódio e a desregrada ambição no mundo.


O bem é o único dissolvente do mal, em todos os setores, revelando forças diferentes.


Em razão disso, a atitude requisitada pelo crime jamais será a indiferença e, sim, a do bem ativo, enérgico, renovador, vigilante e operoso.


Em todas as épocas, os homens perpetraram erros graves, tentando reprimir a maldade, filha da ignorância, com a maldade, filha do cálculo. E as medidas infelizes, grande número de vezes, foram concretizadas em nome do próprio Cristo.


Guerras, revoluções, assassínios, perseguições foram movimentados pelo homem, que assim presume cooperar com o Céu. No entanto, os empreendimentos sombrios nada mais fizeram que acentuar a catástrofe da separação e da discórdia. Semelhantes revides sempre constituem pruridos de hegemonia indébita do sectarismo pernicioso nos partidos políticos, nas escolas filosóficas e nas seitas religiosas, mas nunca determinação de Jesus.


Reconhecendo, antecipadamente, que a miopia espiritual das criaturas lhe desfiguraria as palavras, o Mestre reforçou a conceituação, asseverando: "Eu, porém, vos digo..."


O plano inferior adota padrões de resistência, reclamando "olho por olho, dente por dente"...


Jesus, todavia, nos aconselha a defesa do perdão setenta vezes sete, em cada ofensa, com a bondade diligente, transformadora e sem fim.


Livro: Vinha de Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 8 – Bem Aventurados os Puros de Coração


Bem Aventurados Os Que Têm Os Olhos Fechados


Vianney - Cura de Ars, Paris, 1863


20 – Meus bons amigos, porque me chamastes? Para que eu imponha as mãos sobre esta pobre sofredora que está aqui, e a cure? Ah, que sofrimento, bom Deus! Perdeu a vista, e as trevas se fizeram para ela. Pobre criança! Que ore e espere. Eu não sei fazer milagres, eu, sem à vontade do bom Deus. Todas as curas que obtive, e que conheceis, não se atribuais senão Aquele que é o Pai de todos nós.


Nas vossas aflições, voltai sempre os vossos olhos para o céu, e dizei, do fundo do vosso coração: “Meu Pai, curai-me, mas fazei que a minha alma doente seja curada antes das enfermidades do corpo; que minha carne seja castigada, se necessário, para que a minha alma se eleve para vós com a brancura que possuía quando a criastes”. Após esta prece, meus bons amigos, que o bom Deus sempre ouvirá, a força e a coragem vos serão dadas, e talvez também a cura que temerosamente pedistes como recompensa da vossa abnegação.


Mas desde que aqui me encontro, numa assembléia em que se trata, sobretudo de estudar, eu vos direi que os que estão privados da vista deviam considerar-se como os bem-aventurados da expiação.


Lembrai-vos de que o Cristo disse que era necessário arrancar o vosso olho, se ele fosse mau, e que mais valia atirá-lo ao fogo que ser a causa da vossa perdição. Ah, quantos existem sobre a Terra que um dia maldirão, nas trevas, por terem visto a luz! Oh, sim, como são felizes os que, na expiação, foram punidos pelos olhos! Seu olho não será causa de escândalo e de queda, e eles podem viver completamente a vida das almas, podem ver mais do que vós que tendes boa visão.


Quando Deus me permite abrir as pálpebras de algum desses pobres sofredores e devolvê-los à luz, digo a mim mesmo: Alma querida, por que não conheces todas as delícias do Espírito, que vive de contemplação e de amor? Então não pediríeis para ver as imagens menos puras e menos suaves, que aquelas que podes entrever na tua cegueira.


Oh, sim, bem-aventurado o cego que quer viver com Deus! Mais feliz do que vós que estais aqui, ele sente a felicidade, pode tocá-la, vê as almas e pode lançar-se com elas nas esferas espirituais, que nem mesmo os predestinados da vossa Terra conseguem ver. O olho aberto está sempre pronto a fazer a alma cair; o olho fechado, pelo contrário, está sempre pronto a fazê-la subir até Deus. Crede-me, meus bons e queridos amigos, a cegueira dos olhos é quase sempre a verdadeira luz do coração, enquanto a vista é quase sempre o anjo tenebroso que conduz à morte.


E agora algumas palavras para ti, minha pobre sofredora: espera e tem coragem! Se eu te dissesse: Minha filha, teus olhos vão abrir-se, como ficarias alegre! E quem sabe se esta alegria não te perderia?


Tem confiança no bom Deus, que fez a felicidade e permite a tristeza! Farei tudo o que me for permitido em teu favor; mas, por tua vez, ora, e sobretudo, pensa em tudo o que venho de dizer-te.
Antes de me afastar, vós todos que estais aqui, recebei a minha benção.


21 – NOTA: Quando uma aflição não é a conseqüência dos atos da vida presente, é necessário procurar a sua causa numa vida anterior. Isso que chamamos caprichos da sorte nada mais são que os efeitos da justiça de Deus. Ele não aplica punições arbitrárias, pois quer sempre que entre a falta e a pena exista correlação. Se, na sua bondade, lança um véu sobre os nossos atos passados, entretanto nos aponta o caminho a dizer: “Quem matou pela espada, pela espada perecerá”, palavras que podemos traduzir assim: “Somos sempre punidos naquilo em que pecamos”. Se, pois, alguém é afligido com a perda da visão, é que a vista foi para ele uma causa de queda.


Talvez também tenha sido causa da perda da vista para outro; pode alguém ter ficado cego pelo excesso de trabalho que lhe impôs, ou ainda em conseqüência de maus tratos, de falta de cuidados, etc., e então sofre agora a pena de talião. Ele mesmo, no seu arrependimento, pode ter escolhido esta expiação, aplicando a si próprio estas palavras de Jesus: “Se vosso olho for motivo de escândalo, arrancai-o”.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Hoje foi postada a biografia do mês de Julho de 2011 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a Militão Pacheco.
RUSGAS DOMÉSTICAS


De pequena rusga doméstica pode nascer extensa caudal de rixas e aversões.


Aprender a ouvir sem contradizer, para aclarar qualquer ponto obscuro em momento adequado, é sinal evidente de compreensão e sabedoria.


Auxilia à criança, não apenas a sorrir, mas também a se educar.


Respeitar os parentes do coração, que se nos ligam nas experiências terrestres, é valioso preservativo contra desajustes positivamente desnecessários.


Evita criticar essa ou aquela minudência menos agradável no ambiente caseiro, cooperando em silêncio para que os senões desapareçam.


Nada censures, colaborando para que os problemas sejam resolvidos sem alterações e reproches.


Silenciar sobre questões nevrálgicas em família impede a explosão de conversas ofensivas ou inúteis.


Não revivas os mal entendidos de ontem ou de qualquer fase do passado, para que faltas e erros no lar sejam realmente esquecidas.


Aprendamos a não gritar e sim conversemos.


Não te esqueças: a união começa de casa, mas a calma geral começa em ti mesmo.


Livro: Calma – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet