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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

História de Amor

Certa mulher sofrida no trabalho
E que agia tão-só na prática do bem,
Teve, um dia, saudade de Jesus
E passou a viver concentrada no Além.
Muito tempo, lutara dia-a-dia,
Vencendo sombra, empeço, tentação,
Servira a muita gente, mas supunha
Que todo o longo esforço houvera sido vão.
Trazia os pés feridos, indagando
Se a Terra não seria estranho espinheiral,
Conquanto a fé a acalentasse o peito,
Declarava temer a vitória do mal.

Suportara, sem mágoa, ingratidões e golpes,
Entretanto, cansara-se, por fim,
Queria agora a paz do Lar Celeste,
Sonhava entrar em fulgido jardim ...
Desejava esquecer a tristeza e a fadiga,
A poeira do mundo e a cinza do pesar,
Suplicava a Jesus lhe concedesse,
O caminho do Além e o dom de descansar.
Jesus, porém, um dia, veio e disse: –
"Enquanto houver na Terra algum sinal de dor,
Estarei, entre os homens, trabalhando
Para a Bênção de Deus, em tarefas de amor.

Mas se queres partir, segue adiante,
Busca os sóis da Divina Primavera,
Construíste, lutaste, padeceste,
Conquistaste o repouso, a Paz te espera."
Mas aquela que ouvira o Cristo Amado,
Não mais pensou no Céu, nem no Porvir,
E, se seguindo a Jesus, achou na própria Terra
A alegria de amar e o prazer de servir.


Autora: Maria Dolores

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

58 Fazer O Bem Sem Ostentação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita

1 – Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. (Mateus, VI: 1-4).

2 – E depois que Jesus desceu do monte, foi muita a gente do povo que o seguiu. E eis que, vindo um leproso, o adorava dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra. Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles. (Mateus, VIII: 1-4).

3 – Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.

Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.

Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensas na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.

Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.

O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço, mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém.

A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

NA ESFERA DA LÍNGUA

“Quem quer amar a vida e ver os dias felizes, refreie a sua língua do mal...” - PEDRO (I PEDRO, 3:10.)
             
Reflete no bem que esperas na palavra dos outros, para que a tua palavra não se converta em agente do mal.

Necessitando desse ou daquele concurso, agradeces ao companheiro que te endossa as solicitações com apontamentos de simpatia.

No instante do erro, quando muitos te malsinam a invigilância, assinalas, feliz, a frase de entendimento do irmão que te justifica ou desculpa.

De Espírito desarvorado, ante as provas que chegam em monte, na luta de cada dia, consideras por recurso do Céu a indicação generosa daqueles que te induzem à paciência.

De coração obrigado a atitudes constrangedoras, observas que a ansiedade se te alivia, perante a referência confortadora dos que te ofertam apoio e compreensão.

Entre dificuldades amargas, diante da queixa ou da desesperação que te escampam da boca, bendizes o amparo de quantos te acalmam, usando notas de tolerância.

Sempre que estiveres a ponto de complicar os problemas ou azedar o ânimo de alguém, através da palavra, lembra o auxílio verbal de que precisas, por intermédio dos semelhantes.

Se aspiramos a desfrutar os tesouros da vida e do tempo, apliquemos a regra áurea, na esfera de nossa língua.

Insuflemos nos ouvidos alheios a tranquilidade que ambicionamos e falemos dos outros aquilo que desejamos que os outros falem de nós.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 109 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

57 Convidar os Pobres e Estropiados

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita

7 – Dizia mais ainda ao que o tinha convidado: Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não tem com que te retribuir, mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos. Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam à mesa disse para Jesus: Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus. (Lucas, XIV: 12-15).

8 – “Quando fizeres um banquete, disse Jesus, não convides os teus amigos, mas os pobres e os estropiados”. Essas palavras, absurdas, se as tomarmos ao pé da letra, são sublimes, quando procuramos entender-lhes o espírito. Jesus não poderia ter querido dizer que, em lugar dos amigos, fosse necessário reunir à mesa os mendigos da rua.

Sua linguagem era quase sempre figurada, e para os homens incapazes de compreender os tons mais delicados do pensamento, precisava usar de imagens fortes, que produzissem o efeito de cores berrantes. O fundo de seu pensamento se revela por estas palavras: “E serás bem-aventurado, porque esses não têm com o que te retribuir”. O que vale dizer que não se deve fazer o bem com vistas à retribuição, mas pelo simples prazer de fazê-lo.

Para tornar clara a comparação, disse: convida os pobres para o teu banquete, pois sabes que eles não podem te retribuir. E por banquete é necessário entender, não propriamente a refeição, mas a participação na abundância de que desfrutas.

Essas palavras podem também ser aplicadas em sentido mais literal. Quantos só convidam para a sua mesa os que podem, como dizem, honrá-los ou retribuir-lhes o convite.

Outros, pelo contrário ficam satisfeitos de receber parentes ou amigos menos afortunados, que todos possuem. Essa é por vezes a maneira de ajudá-los disfarçadamente. Esses, sem ir buscar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e se sabem disfarçar o benefício com sincera cordialidade.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Bom Samaritano

João é um menino que adora andar de bicicleta.

Certa tarde, depois de pedalar perto de sua casa, ele resolveu ir um pouco mais longe. Distanciou-se alguns quarteirões, e viu um terreno baldio, que parecia uma pista de bicicross: sem vegetação e com muitos altos e baixos, perfeito para treinar suas habilidades com a bicicleta.

E foi o que ele fez! Muito pedalou naquele terreno repleto de barro, pois havia chovido de manhã.

- Chega! – pensou João. Vou pra casa! Está quase na hora do meu programa de mágicas na TV.

Mas quando estava saindo do terreno, já próximo à calçada, João não viu um buraco no chão e PLOFT! Caiu da bicicleta e a bicicleta caiu por cima dele e ele machucou seriamente o pé.

- Como dói! – pensou alto enquanto tentava se levantar. Não conseguiu caminhar e sentou de novo. Estava sujo, assustado e com muita dor.

João então se arrastou até a calçada, para pedir ajuda. Logo viu um menino da sua idade que mora perto de sua casa. Quando pensou em chamá-lo, o menino atravessou a rua, evitando passar perto de João.

- Será que ele não me reconheceu? Parece que ele mudou o caminho...

Mal tinha terminado esse pensamento, João avistou Pedro, um colega de escola. Quando pensou em pedir ajuda ao colega, o garoto fez meia volta e retornou de onde estava vindo.

João não sabia o que pensar... Resolveu, então, fazer uma prece, solicitando ajuda. Poucos minutos depois de terminar a prece, ele viu que um menino desconhecido, andando de bicicleta.

E foi aquele menino que não conhecia João que atravessou a rua para auxiliá-lo.

- Está machucado? – perguntou o menino desconhecido.

João contou o que aconteceu, falou da dor do pé e que não conseguia caminhar.

O menino ajudou-o a ficar em pé, pegou o celular e ligou para a mãe de João.

- Obrigado – agradeceu sinceramente João.

- Vou ficar aqui até sua mãe chegar – disse o menino.

Logo a mãe de João chegou e os dois meninos se despediram, momento em que João novamente agradeceu a ajuda.

O menino sorriu e disse:

- Fazer aos outros o que queremos pra nós, lembra dessa frase? E se despediu com um sorriso.

João nunca mais viu Joaquim – esse era o nome do menino que o havia ajudado, mas nunca mais esqueceu aquela frase, que orientou muitas decisões em sua vida.

Claudia Schmidt - Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Esperança dos Céus

Há choro dentro da noite...
É o doloroso gemido
De pobre recém-nascido
Que não encontra lugar...

Mãos insensíveis sufocam
Pequenina flor humana...
É o aborto, em lide insana,
Ferindo a Lei sem pensar.

Ah! Quantas almas formosas,
Nos planos em que me movo,
Sonhando nascer de novo,
No entanto, rogam em vão...

Agasalham-se no amor,
Mas, em lágrimas convulsas,
Ei-las batidas e expulsas
A golpes de ingratidão.

Irmãos da Terra, escutem! ...
Detende a marcha do aborto,
Estendei vosso conforto
Aos companheiros do Além! ...

Cada criança que surge,
Mesmo entre rudes labéus,
É uma esperança dos Céus
Para a vitória do Bem.


Autora: Maria Dolores

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Fevereiro de 2018 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a ILDEFONSO DA SILVA DIAS.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

PAZ EM CASA

...e em qualquer casa onde entrardes, dizei antes: “paz seja nesta casa” - Jesus

Compras na terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.

Dar-te-á o dinheiro, residência e conforto, com exceção da tranquilidade de espírito.

Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa: "paz seja nesta casa".

A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.

No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.

Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.

Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.

Recebe a refeição por bênção divina.

Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.

Não movas objetos, de arranco.

Foge à gritaria inconveniente.

Atende ao culto da gentileza.

Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime. Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.

Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.

Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 108 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

COMPAIXÃO EM FAMÍLIA

"Mas se alguém não tem cuidado dos seus e, principalmente dos da sua família, negou a fé..." Paulo. (I Timóteo, 5:8.)

São muitos assim:

Descarregam primorosa mensagem nas assembleias, exortando o povo à compaixão; bordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja lembrada; entretanto, no instituto doméstico, são carrascos de sorriso na boca.

Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo multidões; mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam entre as paredes familiares.

Promovem subscrições de auxílio público, em socorro das vítimas de calamidades ocorridas em outros continentes, transformando-se em titulares da grande benemerência; contudo, negam simples olhar de carinho ao servidor que lhes pões a mesa.

Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no levantamento de albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em torno do próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o avô menos feliz que a provação expôs à caducidade.

Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.

Toda migalha de amor está registrada na lei, em favor de quem a emite.

Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem algum.

Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quanto nos seja possível; entretanto, sejamos igualmente bons para com aqueles que respiram em nosso hálito.

Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal ou na parentela, as nossas principais testemunhas de quitação.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 107 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CONFIEMOS SERVINDO

"Assim também a fé, se não tiver obras, está morta em si mesma.” (TIAGO, 2:17.)

Asseguras o mérito da semente, valorizando lhe as qualidades, mas, se alguém foge de plantá-la, todo o teu esforço verbal terá sido vão.

Gabas-te de possuir primorosos talentos artísticos; no entanto, se não trabalhas por expressá-los, descerás fatalmente ao ridículo diante dos que te ouvem.

Esboças valioso projeto para o levantamento de largo edifício; entretanto, se não promoves a construção, os teus planos, por mais belos, estarão relegados ao mofo.

Confias plenamente no credor que te emprestou recursos determinados; todavia, se não pagas a dívida, serás levado à insolvência.

Apregoas as vantagens de certa máquina, mas, se ninguém lhe experimenta os mecanismos na atividade, o engenho, por mais precioso, acabará esquecido por traste inútil.

Assim também nos assuntos da alma. Em verdade, reverenciamos a Providência Divina, depositamos em Cristo a nossa esperança, admiramos a virtude e acreditamos na força do bem; contudo, se nada realizamos, na esfera das boas obras, a nossa fé pode ser vigorosa e resplendente, mas não adianta.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 106 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ESTEJAMOS ATENTOS

“... Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”. (TIAGO, 4:15.)

Age para o bem, sabendo que apenas o bem guarda força bastante para o sustento da paz.

Além disso, se o conhecimento superior já te clareia o espírito, não desconheces que todas as nossas realizações estão subordinadas à Divina Supervisão.

A criatura humana dispõe de livre arbítrio para criar o destino, porém, cada individualidade, nesse ou naquele plano de existência, atua num campo determinado de tempo.

Tiranos e santos, malfeitores e heróis atingem sempre um limite da estrada em que o Mundo Maior lhes impõe a pausa de exame.

Todas as grandes figuras de ontem e todas as grandes personalidades, na Terra de hoje, conheceram e conhecerão o momento em que a vida lhes adverte: "não mais além”.

Forma, pois, os teus planos de ação; usa a inteligência, maneja a autoridade, cunha as palavras, mobiliza as relações, aproveita os laços afetivos, aplica o dinheiro, desenvolve o trabalho e assinala a tua presença, onde estiveres, atendendo ao bem para o bem de todos, porquanto, creiamos ou não, aceitemos a verdade ou recusemo-la, seja errando para aprender ou acertando para elevar, a nossa tarefa chegará simplesmente até o ponto que o Senhor permitir.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 105 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

EXISTIMOS

"Vim para que tenhais vida e vida em abundância". - Jesus (João, 10:10)

Existimos.

Existem todas as criaturas saídas do Hálito Criador.

A pedra existe, a planta existe, o animal existe...

Existem almas nos passos diversos da evolução.

Em sentido espiritual, no entanto, viver é algo diferente de existir.

A vida é a experiência digna da imortalidade.

Há muita gente que se esfalfa, perdendo saúde e possibilidades em movimento vazio, quando não se mergulha nas tramas do mal, entretecendo reencarnações dolorosas.

Há muita gente que destrói o próprio cérebro, escrevendo sem proveito, quando não expressa o pensamento para inspirar negação e crueldade, entrando em sofrimentos reparadores.

Há muita gente que aniquila as horas, falando a esmo, quando não se utiliza do verbo para ferir e enlouquecer os semelhantes, adquirindo débitos escabrosos.

Há muita gente que pede essa ou aquela concessão para frustrá-la em atividades sem sentido, quando não a maneja em prejuízo dos outros, criando lágrimas que empregará longo tempo para enxugar.

Todos esses agentes da inutilidade e da delinquência existem como todos nós existimos.

Observa, assim, o que fazes.

O berço confere a existência, mas a vida é obra nossa.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 104 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PRODUZIMOS

“Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.” – Jesus. (JOÃO, 15:4)

Produzimos.

Tudo o que é alguma coisa produz algo.

Elementos considerados desprezíveis estão fazendo isso ou aquilo.

Pedras produzem aspereza.

Espinhos produzem lacerações.

Lama produz sujidade.

Martelo produz golpes.

Entretanto, se produzimos para o bem, esses mesmos recursos, em nossas mãos, veem-se promovidos a instrumentos valiosos, porquanto, pedras ajudam nas construções, espinhos de natureza técnica podem colaborar no serviço cirúrgico, lama devidamente tratada é terra de sementeira, e martelo controlado é auxiliar prestimoso.

Cada criatura, desse modo, produz conforme os agentes em que se inspira.

Os seres mais lastimáveis, ainda que não queiram, estão produzindo sempre.

O delinquente produz o desequilíbrio.

O viciado produz o desregramento.

O preguiçoso produz a miséria.

O pessimista produz o desânimo.

Onde estiveres, estás produzindo, de acordo com as influências a que te afeiçoas, e atuando mecanicamente sobre todos aqueles que se afeiçoam ao teu modo de ser.

Todos produzimos, inevitavelmente.

Aprendizes do Evangelho, na escola espírita-cristã, recordemos, pois, a lição do Cristo: “Permanecerei convosco se permanecerdes em mim”.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 103 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

56 Se Alguém Te Ferir Na Face Direita

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 12 – Amai Os Vossos Inimigos

7 – Vós tendes ouvido o que se disse: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos que não resistais ao mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quer demandar-te em juízo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e se alguém te obrigar a ir carregado mil passos, vai com ele ainda mais outros dois mil. Dá a quem te pede, e não volte às costas ao que deseja que lhe emprestes. (Mateus, V: 38-42).

8 – Os preconceitos do mundo, a respeito daquilo que se convencionou chamar ponto de honra, dão esta suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e do exagerado personalismo, que leva o homem à geralmente retribuir injúria por injúria, golpe por golpe, o que parece muito justo para aqueles cujo senso moral não se eleva acima das paixões terrenas.

Eis por que dizia a lei mosaica: Olho por olho e dente por dente, mantendo-se em harmonia com o tempo em que Moisés vivia.

Mas veio o Cristo e disse: “Não resistais aos que vos fizer mal; mas se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra”.

Para o orgulhoso, esta máxima parece uma covardia, porque ele não compreende que há mais coragem em suportar um insulto, que em se vingar. E isto, sempre, por aquele motivo que não lhe permite enxergar além do presente. Deve-se, entretanto, tomar essa máxima ao pé da letra? Não, da mesma maneira que aquela que manda arrancar o olho, se ele for causa de escândalo.

Levada as últimas consequências, ela condenaria toda repressão, mesmo legal, e deixaria os campos livres aos maus, que nada teriam a temer; não se pondo freio às suas agressões, bem logo todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da natureza, nos diz que não devemos entregar de boa-vontade o pescoço ao assassino.

Por essas palavras, Jesus não proibiu a defesa, mas condenou a vingança. Dizendo-nos, para oferecer uma face quando formos batidos na outra, disse, por outras palavras, que não devemos retribuir o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que tende a reduzir-lhe o orgulho; que é mais glorioso para ele ser ferido que ferir; suportar pacientemente uma injustiça que cometê-la; que mais vale ser enganado que enganar, ser arruinado que arruinar os outros.

Isto, ao mesmo tempo, é a condenação do duelo, que nada mais é que uma manifestação do orgulho.

A fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa o mal impune, é a única que nos pode dar força de suportar, pacientemente, os atentados aos nossos interesses e ao nosso amor próprio.

Eis por que vos dizemos incessantemente: voltai os vossos olhos para o futuro; quanto mais vos elevardes, pelo pensamento, acima da vida material, menos sereis feridos pelas coisas da Terra.


Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Deus te Guarde

Deus te guarde, alma querida e boa,
Pela dor que não dizes,
Quando a injúria te induz a suportar
Os problemas e os atos infelizes.

Deus te compense a tolerância
Quando olvidas o mal,
Interpretando aquele que te agride
Por doente mental.

Deus te ilumine a frase de humildade
Ante o verbo agressor,
Quando te apagas para garantir
A presença do amor.

Deus te engrandeça o gesto de renúncia,
Onde a ambição, às tontas, se compraz,
Quando saber perder conforto e benefício
Em proveito da paz.

Deus proteja o silêncio em que te esforças
Na compreensão que te sustém,
Quando toleras golpe ou desafio
Sem ferir a ninguém.

Por tudo o que há de bom que nos ofertas
Na jornada de luz que te bendiz,
Pelo perdão constante em que te nutres,
Deus te guarde, alma irmã, Deus te faça feliz.


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A VOLTINHA DE RENATO

Um dia, Renato foi dar uma “voltinha”.

Antes de sair, porém, passou pela cozinha e ao ver um prato de bananas, exclamou:

- Oba! ... Está para mim! ...

E, guloso como era, pegou duas bananas e saiu. Então, começou a saborear uma delas.

- Como está gostosa! ... A sorte é que peguei duas...

E os olhos luzindo de prazer, ia dando sua “voltinha”.

A manhã estava linda! ... Os céus bem azuis, salpicados de nuvenzinhas brancas que passavam de um lado para outro.

- Parecem carneirinhos pastando – pensou Renato enquanto caminhava.

Andou, andou... Depois de comer as duas bananas, ficou todo atrapalhado.

- E agora, que vou fazer com estas coisas? ... Atirar no chão não devo... No bolso não dá... Minhas calças estão limpinhas... Ficar com elas na mão... Também não dá...

E Renato olhava para as cascas de banana, sem saber o que fazer com elas.

Nisto, ao passar por um jardim, um cão saltou nas grades, latindo.
- Oi Rajá! ... Tudo bom? ...

E largou na calçada as desagradáveis cascas, para melhor acariciar seu amigo cão.

Durante algum tempo, Renato ali esteve. Depois, continuou a dar sua “voltinha”, completamente esquecido de tudo.

Foi então que encontrou seu amigo Pepe.

- Oi! ... Vamos brincar um pouco?

- Não posso, Nato! Meu pai está esperando a marmita. Ele almoça lá no emprego.

Renato sabia que Pepe era um bom menino, levava sempre a marmita para o pai, com muito cuidado. Por isso, sem insistir, prosseguiu sua “voltinha”.

Mas, mal tinha dado alguns passos, ouviu um grito – Ui! ...- e um barulho forte – ploctt...

Renato voltou-se. Lá estava Pepe estendido no chão! A seu lado, a marmita virada e toda a comida derramada! Rajá latia, como a pedir socorro.

Renato correu para o amigo.

- Que foi? ... Está machucado? ...

- Ui! – Gemia Pepe, esfregando a perna – Que escorregão! ... Também, cascas de banana! ...

Renato ficou vermelho! ... O coração bateu forte, forte ....

- Você quebrou a perna? – Perguntou, aflito.

- Não sei... Acho que não! ...

E Pepe, ajudado por Renato, pôs-se de pé. Depois, forçou um sorriso e disse:

- Estou bem... A perna não quebrou...

E meio manco, deu alguns passos. Foi quando viu a comida esparramada na calçada. Então, começou a chorar.

Coitado do papai! Vai ficar sem almoço! ...

Renato ficou nervoso. E enquanto pegava as cascas de banana, dizia:

- Não chore! ... Seu pai terá outro almoço...

Mas Pepe, segurando a marmita vazia, explicou: a mãe trabalhava fora e já tinha saído.

Renato ficou mais aflito. Correu para casa e, chorando, contou tudo à sua mãe.

- Eu sou o culpado! ... A culpa é minha...

Dona Vera ficou muito aborrecida, mas logo falou:

- Vá buscar Pepe. Vamos dar um jeito...

Renato saiu com um tufão. Em dois segundos estava de volta com o amigo. E os dois choravam juntos.

Dona Vera examinou Pepe. Tinha o tornozelo inchado, mas não havia fratura.

- Não chore mais! ... Seu pai não ficará sem almoço...

E assim dizendo, ia abrindo as panelas e acomodando a comida na marmita.

Um largo sorriso apareceu no rosto de Pepe. E muito agradecido, disse:

- Muito obrigado! ... A senhora é muito boa! ... Renato também...

- Meu filho é muito descuidado! – comentou dona Vera.

E como Renato baixasse a cabeça muito triste, ela acrescentou:

- Mas garanto, também, que ele vai se corrigir...

Os olhos de Renato brilharam.

- Sim, mãe, garanto! Não me esquecerei nunca do dia de hoje! ...

E enquanto ele acompanhava Pepe, contou-lhe, muito envergonhado, o que havia acontecido quando parara para brincar com Rajá.

FONTE: LIVRO: CONTE MAIS - TEMA: RESPEITO A VIDA DOS SEMELHANTES.


CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Janeiro de 2018 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a IAN STEVENSON.