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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Estória: O Medo

Glorinha saiu de casa para ir à escola como fazia todos os dias. E aquele parecia ser um dia como todos os outros. Mas não era.

No trajeto, Glorinha percebeu que alguma coisa estava acontecendo. Nas ruas, as pessoas estavam agitadas, falavam alto e pareciam atemorizadas.

Intrigada, a menina desejou saber qual a novidade. Ao passar diante da banca de jornais, viu duas mulheres conversando e, curiosa, parou para escutar. Uma dizia à outra:

— Já se viu uma coisa dessas? Agora toda a cidade está em perigo!

— Mas, como foi que ele escapou? — perguntava a outra.

— Sei lá! Com certeza algum descuidado deixou aberta a porta da jaula e ele...zás! Fugiu!

Quem teria fugido? Glorinha resolveu perguntar ao dono da banca, um velhinho muito simpático com quem sempre conversava.

— Seu Antônio, “quem” foi que fugiu?

O velhinho arregalou os olhos, levantou as sobrancelhas e, ajeitando os óculos na ponta do nariz, informou:

— Você não sabe, Glorinha? Pois foi um leão! Escapou do circo que chegou ontem na cidade.

— Ah! Um leão?!... E ele é grande? — quis saber a menina.

— Se é grande? Dizem que é enorme! E muito feroz também. Tenha cuidado ao andar pela cidade.

Agradecendo o conselho, Glorinha continuou seu caminho. Agora, informada do que estava acontecendo, entendia melhor as conversas que ouvia de passagem.

Encontrou dois homens e um deles dizia:

— Olha, mandei minha mulher trancar toda a casa e não permitir que nossos filhos saiam para a rua. Os meninos não irão às aulas enquanto a fera não tiver sido capturada.

E o outro concordava plenamente:

— Tem toda razão. Certa vez ouvi contar que um animal escapou de um circo e feriu duas pessoas. Não podemos facilitar. Olha, já preparei até minha espingarda. Se o bicho aparecer, prego fogo!

Cada vez mais assustada, Glorinha chegou à escola. Ali os comentários eram os mesmos: giravam em torno do terrível leão que escapara do circo.

Preocupadas, as mães pediam às professoras que tomassem todo o cuidado com seus filhos. Outras eram de opinião que o melhor seria fechar a escola, dispensando os alunos das aulas naquele dia, ou até que fosse solucionado o problema.

As crianças estavam apavoradas e ouviam-se gritos e choros por toda parte. Enfim, o ambiente estava um verdadeiro caos!

A professora de Glorinha, moça tranquila e de bom-senso, reunindo os alunos na classe considerou, serena:

— O melhor que nós temos a fazer é manter a calma. A confusão apenas complica e o medo tem terrível poder sobre as pessoas, impedindo que se possa analisar e julgar com acerto. Não se preocupem. Fiquem tranquilos que nada nos acontecerá. Estamos seguros neste prédio e, em qualquer circunstância, devemos confiar em Deus, que nunca nos desampara. Além disso, nem sabemos se tudo isso é verdade!

Vendo que os alunos estavam mais calmos, a professora pediu que abrissem o livro, informando:

— Vamos à lição do dia.

Após as aulas, ao sair da escola Glorinha notou que a situação estava pior ainda. Agora, a confusão era geral. Carros da polícia percorriam as ruas da cidade orientando as pessoas para que permanecessem em suas casas. O corpo de bombeiros fora acionado e grupos de cidadãos, armados, procuravam pistas do terrível animal em todos os lugares da cidade e nos arredores, em defesa da população.

Chegando em casa, Glorinha encontrou a mãe toda apavorada, tremendo de medo.

— Graças a Deus você chegou, minha filha. Ocupada com o serviço doméstico, somente agora liguei o rádio e ouvi a notícia. Você está bem? O leão não te ameaçou?

Glorinha, lembrando o que a professora tinha dito, falou:

— Mamãe! Claro que estou bem! Além disso, minha professora disse que é importante manter a calma e confiar em Deus. Nada devemos temer.

Como se fosse uma confirmação daquelas palavras, de repente elas ouviram um miado estranho na porta da cozinha. Pensando que era o gato da vizinha, Glorinha correu a abrir a porta, que a mãe havia trancado.

Com surpresa, encontrou escondido num canto da escada uma coisa fofa e peluda que miava cheia de medo. Chegando mais perto, a menina reconheceu, naquele bichinho inofensivo, trêmulo e faminto, um filhote de leão.

Pegando-o no colo, chamou a mãe e exclamou:

— Veja mamãe! Aqui está o terrível e feroz leão que faz a cidade toda tremer! Parece que ele está mais assustado do que nós!

Dando uma sonora risada, completou satisfeita e aliviada:

— O que o medo pode fazer com as pessoas!

Em pouco tempo, a casa de Glorinha estava repleta de gente que viera ver o filhote de leão. A polícia, a imprensa, os bombeiros, os vizinhos, populares curiosos e até o prefeito municipal, todos queriam ver de perto o animalzinho. E, ao vê-lo, sentiam uma enorme vergonha do alarido todo que fora feito em torno do fato.

Chegou o dono do circo, constrangido, e o prefeito exigiu uma explicação:

— Por que não esclareceu que o animal que fugiu do seu circo era um pequeno e inofensivo filhote de leão?

Coçando a barba, o astuto proprietário justificou-se:

— Bem, achei que era uma excelente propaganda para o meu circo. Pelo menos, a cidade inteira ficou sabendo que chegamos, não é?

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 01.09.23

“Quem ama e perdoa vive em paz, vive sem conflitos e vive sem culpa”.

Autor: Chico Xavier

Biografia: JOHAN CARL FRIEDRICH ZÖLLNER

1834 - 1882

Zollner foi um jovem professor de Física e de Astronomia na Universidade de Leipzig, na Alemanha. Muito cedo ele interessou-se pelos fenômenos mediúnicos, desenvolvendo a teoria da quarta dimensão, defendendo-a apoiado em posições teóricas e, sobretudo em experiências práticas. Pela teoria do espaço quadrimensional, o universo teria, além das três dimensões euclidianas, uma quarta pela qual se explicam alguns fenômenos de ordem espírita. As dimensões suplementares no espaço seriam extensões da própria matéria invisível e imperceptível aos nossos sentidos físicos. Zollner exemplificava que "nós, seres de três dimensões, só poderemos atar ou desatar um nó, movendo uma das extremidades, 360º num plano que ser "inclinado" para o que contiver a parte do nó de duas dimensões". Porém se, entre nós, houver alguém que por sua vontade possa efetuar movimentos de quatro dimensões, este poder atar e desatar os nós de um modo muito mais simples.

A respeito da teoria da 4ª dimensão, Schiaparelli, famoso astrônomo italiano, escreveu em carta dirigida a Camille Flammarion: é a mais engenhosa e provável que pode ser imaginada. De acordo com essa teoria, o fenômeno mediúnico pode perder sua característica mística e passaria ao domínio da Física e da Filosofia ordinárias.

Para melhor entendimento do que seja a 4ª dimensão na concepção física atual, admitamos que o espaço possa encurvar-se nas proximidades das grandes massas gravitacionais, o que só poder fazê-lo no sentido da 4ª dimensão. Suponhamos que alguém que nos observe da realidade quadrimensional, ou seja, um ser da 4ª dimensão com capacidade de intervir em nosso universo tridimensional, decida retirar uma pessoa de um determinado local e colocá-la em outro. Isso equivaleria ao brusco desaparecimento dessa pessoa do primitivo lugar por ela ocupado e o seu súbito aparecimento em meio a vários outros seres sem que eles pudessem dar conta de como surgiu ali, inesperadamente, seu semelhante.

Pergunta-se: isso realmente pode ocorrer? Vejamos um entre muitos casos misteriosos de desaparecimento de pessoas que teriam sido levadas a uma quarta dimensão. "Em 25 de novembro de 1875, o embaixador britânico na corte de Viena, Benjamin Bathurst, dirigia-se para Londres. Pouco depois do meio dia chegara a Perleburg, pequena cidade alemã. A viatura estacionara diante de um albergue a fim de trocar os cavalos. O dia estava claro e ensolarado. O embaixador desceu da caleça e foi observar os animais. Contornou o palafreneiro que atrelava os cavalos, passou atrás dos mesmos e... desapareceu misteriosamente á frente de várias pessoas que ali se encontravam. Não havia árvores, buracos, moitas ou qualquer coisa que pudesse ocultar um homem. Buscas minuciosas foram feitas por todos que, exaustos, desistiram da procura por falta de um vestígio qualquer que os animasse a prosseguir. (Langelann, Georges-"Les faits maudits"). Ter-se-ia dado uma transferência do embaixador desse nosso espaço para um outro espaço paralelo, através da quarta dimensão? Não sabemos. Feito esse aparte que julgamos necessário para melhor compreensão do leitor sobre a 4ª dimensão, voltemos ao personagem biografado.

Para melhor confirmação de sua teoria, Zollner realizou inúmeras reuniões com médiuns e pesquisadores em sua própria residência. Em 1877, recepcionou pela primeira vez em Leipzig, o médium inglês Henry Slade. Este era protagonista de inúmeras manifestações de efeitos físicos. Para analisar a mediunidade de Slade contou ocasionalmente com a participação de vários outros professores universitários, o que imprimiu maior entusiasmo em suas pesquisas. Com o trabalho levado a efeito com esse médium, Zollner fez várias publicações em forma de artigos, em revistas científicas e posteriormente livros versando sobre a física transcendental.

Zollner teve contatos com outros médiuns famosos do século XIX. Um destes foi a Madame D'Esperance, protagonista de fenômenos de aparição e de transporte de objetos. Ela esteve na Alemanha e procurou o prof. Zollner. Numa ocasião, de viagem para Breslau, ele sugeriu que ela procurasse seu amigo Dr. Friese. Este a recepcionou e acabou convencido das manifestações da médium. Ela própria relatava um fato pitoresco a respeito de uma visita que Zollner fez a ela e Dr. Friese em Breslau: "Durante a visita do prof. Zollner, a morada do Dr. Friese foi invadida por muitíssimas pessoas, que vinham com ansiedade informar-se dos últimos acontecimentos.

Como um relâmpago, a notícia havia sido propalada entre os estudantes e as histórias mais extraordinárias estavam em circulação. Muitos imaginavam que o doutor tinha um batalhão de espíritos à sua disposição para fazer milagres e escamoteações, curar enfermos e dar informações sobre amigos desaparecidos ou qualquer outra coisa."- Que devo dizer a todas essas pessoas? - perguntava ele. Parecem ignorar que o Espiritismo não é sinônimo de feitiçaria e de magia negra".

Zollner através de seus livros atraiu a atenção do mundo filosófico para suas ideias originais registradas em sua obra "A Natureza dos Cometas" e em outras como: "Esboços de Fotometria Universal dos Céus Estrelados", "Natureza dos Corpos Celestes" e "Física Transcendental". Destacou-se como membro da Real Sociedade de Ciências, da Real Sociedade Astronômica de Londres e da Imperial Academia de Ciências Físicas e Naturais de Moscou. Foi também Membro Honorário da Associação de Ciências Físicas de Frankfurt e Membro da Sociedade Científica de Estudos Psíquicos de Paris onde sua atuação lúcida era respeitada por todos.

Em março de 1880, o Barão Von Hoffmann engajou o médium inglês William Egliton para participar de reuniões com Zollner. Foram ao todo 25 reuniões. Egliton era médium de efeitos físicos, principalmente materialização e escrita direta. Zollner mostrou-se muito satisfeito com os resultados e declarou que não havia nada de errado nas manifestações. Pretendia até publicar outro livro sobre suas experiências, porém, faleceu antes disto.

Zollner foi um grande batalhador da causa espírita notabilizando-se por suas experiências físicas onde a atuação dos espíritos não deixaram dúvidas nem incertezas. Sendo físico, utilizou esta ciência para demonstrar a imortalidade e divulgar a interferência dos desencarnados no cotidiano dos encarnados. Ao propor a teoria da 4ª dimensão para explicar os fenômenos observados antecipou-se aos físicos atuais e demonstrou como a Ciência pode auxiliar a religião e quanto à religião pode ser científica. Foi um cientista que ultrapassou os limites acanhados dos laboratórios terrenos para alçar-se aos altiplanos filosóficos da própria Ciência, tornando-se assim um caçador de verdades, verdades que alimentam os sonhos imortais dos homens.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 30.08.23

“Não há progresso sem esforço, aperfeiçoamento sem sacrifício, assim como não existe tranquilidade sem paciência”.

Autor: Chico Xavier

PORTA ESTREITA

"Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão." - Jesus. (LUCAS, 13:24.)

Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na "porta estreita" a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador.

Anseia pelo sacrifício que redime.

Exalta o obstáculo que ensina.

Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as "portas largas" por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal.

Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.

"Ah! se fosse possível voltar!...

" - pensam todos.

Com que aflição, acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!...

Com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros! ...

Mas... É tarde.

Rogaram a "porta estreita" e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo.

E porque se acomodaram muito bem nas "portas largas", volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

Livro: Vinha de Luz – Lição 020 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel.
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.

 

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 28.08.23

“Todos nós temos o extraordinário codificado dentro de nós, esperando para ser liberado”.

Autor: Jean Houston

EXECUTAR BEM

"E ele lhes disse: - "Não peçais mais do que o que vos está ordenado." - João Batista. (LUCAS, 3:13.)

A advertência de João Batista à massa inquieta é dos avisos mais preciosos do Evangelho.

A ansiedade é inimiga do trabalho frutuoso.

A precipitação determina desordens e recapitulações consequentes.

Toda atividade edificante reclama entendimento.

A palavra do Precursor não visa anular a iniciativa ou diminuir a responsabilidade, mas recomenda espírito de precisão e execução nos compromissos assumidos.

As realizações prematuras ocasionam grandes desperdícios de energia e atritos inúteis.

Nos círculos evangélicos da atualidade, o conselho de João Batista deve ser especialmente lembrado.

Quantos pedem novas mensagens espirituais, sem haver atendido a sagradas recomendações das mensagens velhas? Quantos aprendizes aflitos por transmitir a verdade ao povo, sem haver cumprido ainda a menor parcela de responsabilidade para com o lar que formaram no mundo? Exigem revelações, emoções e novidades, esquecidos de que também existem deveres inalienáveis desafiando o espírito eterno.

O programa individual de trabalho da alma, no aprimoramento de si mesma, na condição de encarnada ou desencarnada, é lei soberana.

Inútil enganar o homem a si mesmo com belas palavras, sem lhes aderir intimamente, ou recolher-se à proteção de terceiros, na esfera da carne ou nos círculos espirituais que lhe são próximos.

De qualquer modo, haverá na experiência de cada um de nós a ordenação do Criador e o serviço da criatura.

Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo.

Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo.

Livro: Vinha de Luz – Lição 019 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel.
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 25.08.23

“A vida é um processo de crescimento da alma ao encontro da grandeza Divina”.

Autor: Chico Xavier

OUÇAMOS ATENTOS

"Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça." - Jesus. (MATEUS, 6:33.)

Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração.

Recorre-se à fé, na sede de paz espiritual, no anseio de luz, na pesquisa da solução aos problemas graves do destino.

Todavia, antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a subordinação de outrem aos seus pontos de vista; a submissão dos demais à força direta ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no imediatismo vulgar.

Raros aceitam as condições do discipulado.

Em geral, recusam o título de seguidores do Mestre.

Querem ser favoritos de Deus.

Conhecemos, no entanto, a natureza humana, da qual ainda somos participes, não obstante a posição de espíritos desencarnados.

E sabemos que a vida burilará todas as criaturas nas águas lustrais da experiência.

Lutaremos, sofreremos e aprenderemos, nas variadas esferas de luta evolutiva e redentora.

Considerando, porém, a extensão das bênçãos que nos felicitam a estrada, acreditamos seria útil à nossa felicidade e equilíbrio permanentes ouvir, com atenção, as palavras do Senhor: "Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça".

Livro: Vinha de Luz – Lição 018 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel.
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 23.08.23

“O único refúgio em que repousa na vida física é o trabalho incessante no bem geral”.

Autor: Chico Xavier

Prece: PAI

Pai; ando cansado de tantas batalhas, por isso peço-lhe que renove as minhas forças.

Que a Sua luz possa sempre iluminar os meus passos, quando eu estiver diante da dúvida.

Que a confiança, seja minha aliada diante das tormentas que terei que enfrentar.

Pai; peço que a perseverança possa me auxiliar a não temer o desconhecido.

Que a Sua misericórdia, suavize as minhas dores.

Que a fé aqueça o meu coração.

Pai; que eu possa combater dia a dia, todos os meus vícios e continuar buscando pelo caminho da verdade.

Que a esperança possa renascer em meu ser a cada amanhecer.

Que eu use da sabedoria para buscar os Seus ensinamentos.

Pai; que a Tua mão me levante nos momentos em que eu fraquejar diante da provação que está a minha frente.

Que eu possa compreender que os bens espirituais serão sempre as minhas maiores riquezas.

Que a Tua palavra, me acalme diante das calúnias sofridas.

Que a paciência esteja ao meu lado nos momentos de tormenta.

Pai; que eu possa sempre continuar conversando com o Senhor.

Porque sei que Tu me ouves, não julgas as minhas fragilidades e compreende o meu grau de evolução. E a cada conversa, sinto-me mais fortalecido e confiante para continuar trilhando a estrada que me levará até Ti.

E sei que o Senhor, meu Pai, me espera de braços abertos. Hoje e Sempre.

Amém!

Sônia Carvalho

Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 21.08.23

”A educação, se bem compreendida, é a chave do progresso moral”.

Autor: Allan Kardec

Estória: O Salvamento

O dia estava lindo. Um sol radioso brilhava no céu sem nuvens.

Bruno resolveu ir à praia brincar e jogar bola com uns amigos.

Duas horas depois, cansados da brincadeira, os garotos pararam para descansar um pouco.

De repente, Bruno olhou para o mar e viu alguém que parecia estar em dificuldades.

— Socorro! Socorro! Acudam! — gritava o rapazinho.

— É o Zeca! — disse alguém — Conheço aquele rapaz.

Naquela praia não havia guarda-vidas. Bruno, apavorado, olhou para todos os lados, esperando que alguém se jogasse na água para salvar o garoto.

Todavia, os adultos que ali estavam não tomavam nenhuma atitude. Ficaram assustados e sem ação, apenas olhando fixo para o menino que gritava por socorro.

Bruno sentiu que precisava fazer alguma coisa. Era preciso salvar aquele rapazinho, de qualquer jeito.

Ele sabia nadar um pouco, porém não tinha muito fôlego e também não ignorava que para retirar de dentro da água alguém que estava se afogando, era preciso muita força e destreza, caso contrário correria o risco de também morrer afogado.

Mas alguém tinha que fazer alguma coisa. Pesando os prós e os contras, resolveu arriscar, pensando:

— Eu confio em Deus. Ele vai me ajudar!

Jogou-se na água, nadando rápido contra as ondas, indo ao encontro do Zeca.

Estava já cansado, quando, ao olhar para trás, viu que diversos homens igualmente haviam se jogado na água para tentar salvar o garoto e, rapidamente, o estavam alcançando.

Mais tranquilo Bruno diminuiu o ritmo das braçadas, e foi com imenso alívio que viu os homens passarem por ele, aproximando-se do rapazinho em dificuldades.

Dentro em pouco, a turma do salvamento chegou à praia trazendo o menino, desacordado.

Após os primeiros-socorros, o garoto voltou a si, começando a respirar novamente e jogando para fora a água que havia engolido.

Foi uma alegria geral! Todos estavam muito felizes e agradecidos a Deus por terem salvo uma vida.

Recuperado, Zeca agradeceu a seus salvadores:

— Muito obrigado. Se não fosse a coragem de vocês, eu teria morrido.

Um dos homens respondeu, envergonhado:

— Não agradeça a nós, garoto. O corajoso realmente foi esse menino aqui, o Bruno, que, sem pensar na sua própria segurança e nos riscos que corria, jogou-se no mar para salvar você.

Zeca olhou para Bruno com os olhos cheios de lágrimas:

— Bruno, você é incrível! Nem sei como lhe agradecer. Mas, diga-me, você acha que conseguiria me salvar? Sou bem maior do que você e iria dar trabalho! Como você iria me carregar?

Bruno coçou a cabeça, deu um sorrisinho e respondeu:

— Na verdade não sei, Zeca. Porém, tinha muita confiança em Jesus e a esperança de que outras pessoas também seguissem meu gesto e se jogassem na água. Foi o que aconteceu, graças a Deus!

Os demais estavam emocionados diante do gesto corajoso de Bruno. O menino se sacrificara para dar o exemplo a todos os que estavam apenas observando, sem ação.

E, com o amparo de Deus e a coragem de Bruno, uma vida fora salva.

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 18.08.23

“Tenho saudades de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que fui perdendo; mas continuo vivendo e aprendendo”.

Autor: Martha Medeiros

Poesia: TEMAS DO AMOR

Américo Falcão

Quem sente o amor de verdade

Nada espera nem reclama.

Já sente a felicidade

De ver feliz a quem ama


Pedro Silva

Amor na feição extrema

Vive em seu próprio lugar

E não encontra problema

Difícil de suportar


Livio Barrete

Amor puro, amor que eu vejo

Parece um anjo risonho,

Que se alimenta do beijo

Que existe apenas no sonho.


Jaks Aboab

Quando o casal já não quer

O amor em nobre sentido,

O homem perde a mulher

E a mulher perde o marido.


Casimiro Cunha

Afeição que se procura

Entre o ciúme e a paixão,

Às vezes, é só loucura,

Às vezes, obsessão.


Marcelo Gama

No amor mais alto e mais lindo

Ligado à força do bem,

Quanto maior a renúncia,

Maior o amor que se tem.


Múcio Teixeira

O amor vê luzes na treva

Quando a prova se avoluma,

Se mais sofre mais se eleva

Sem ter concessão alguma


Edwar Santana

A união de duas almas

É um laço sublime e forte

Que nos sustenta na vida

E prossegue, além da morte.


Auta de Souza

Do mais nobre aos mais plebeus,

O amor que ampara e perdoa

É sempre a parte de Deus

Vibrando em cada pessoa.

Livro: Tão Fácil - Médium: Chico Xavier – Espíritos Diversos.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 16.08.23

“As oportunidades são como o nascer do sol; se você esperar demais, vai perdê-las”.

Autor: William Arthur Ward

6 UMA REALEZA TERRENA

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 2 – Meu Reino Não É Deste Mundo

Uma Rainha De França - Havre, 1863
 
8 – Quem poderia, melhor do que eu compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a Terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não o compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no Reino dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!

Para preparar um lugar nesse reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.

Oh, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois o caminho através de espinhos e abrolhos e não por entre as flores!

Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes podem abrir as portas dessa morada.

Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus. Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo; é o traço de união entre o Céu e a Terra. 

Não o esqueçais!
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 14.08.23

“JESUS ainda será considerado pela ciência a luz de toda a sabedoria e a essência de toda a verdade”.

Dr. Inácio Ferreira - psicografado por Carlos A. Baccelli

AUXÍLIO EFICIENTE

"E abrindo a sua boca os ensinava." - (MATEUS, 5:2.)

O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.

Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.

Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.

Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.

E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.

A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.

O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.

O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.

De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.

Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.

Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.

Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.

Observando que os filhos do povo se aproximavam d’Ele, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.

Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo.

Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.

Livro: Vinha de Luz – Lição 017 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel.
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 11.08.23

“Ser profundamente amado por alguém nos dá força. Amar alguém profundamente nos dá coragem”.

Autor: Lao-Tsé

Prece: Oração pela Iluminação Espiritual

Senhor, quantas vezes Tu estás perto de mim e não percebo a Tua presença; quantas vezes me sinto fraco sendo que Tu estás no meu coração e o Senhor tem todo o poder.

Por isso e por outras razões eu venho Te pedir que abra meus olhos espirituais, que eu veja com clareza a Tua presença e tenha toda iluminação espiritual.

Que eu veja a cada dia, uma oportunidade de crescer mais, no meu interior e assim exalar com perfeição o genuíno perfume da Vida.

Espírito Santo, ajuda-me a viver em harmonia, para que eu sinta o Teu amor por mim, dá-me um coração de sabedoria e revelação espiritual, que eu sinta sempre a Tua presença e possa ter a iluminação da Tua palavra e da Tua vontade.

Em Teu nome Jesus, eu peço, 

Amém.

Autor: José dos Reis de Macedo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 09.08.23

“Dê valor às pessoas enquanto elas estão por perto, pois saudade não será motivo suficiente para que elas voltem”.

Autor: desconhecido

5 O Ponto de Vista

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 2 – Meu Reino Não É Deste Mundo

A ideia clara e precisa que se faça da vida futura dá uma fé inabalável no porvir, e essa fé tem consequências enormes sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista pelo qual eles encaram a vida terrena. Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num país ingrato. As vicissitudes e as tribulações da vida são apenas incidentes que ele enfrenta com paciência, porque sabe que são de curta duração e devem ser seguidos de uma situação mais feliz. A morte nada tem de pavoroso, não é mais a porta do nada, mas a da libertação, que abre para o exilado a morada da felicidade e da paz. 

Sabendo que se encontra numa condição temporária e não definitiva, ele encara as dificuldades da vida com mais indiferença, o que resulta uma calma de espírito que lhe abranda as amarguras.

Pelas simples dúvida sobre a vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena. Incerto do porvir, dedica-se inteiramente ao presente. Não entrevendo bens mais preciosos que os da Terra, ele se porta como a criança que nada vê além dos seus brinquedos e tudo faz para os obter. A perda do menor dos seus bens causa-lhe pungente mágoa. Um desengano, uma esperança perdida, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que for vítima, o orgulho ou a vaidade ferida, são tantos outros tormentos, que fazem da sua vida uma angústia perpétua, pois que se entrega voluntariamente a uma verdadeira tortura de todos os instantes.

Sob o ponto de vista da vida terrena, em cujo centro se coloca, tudo se agiganta ao seu redor. O mal o atinge, como o bem que toca aos outros, tudo adquire aos seus olhos enorme importância. É como o homem que, dentro de uma cidade, vê tudo grande em seu redor: os cidadãos eminentes como os monumentos; mas que, subindo a uma montanha, tudo lhe parece pequeno.

Assim acontece com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da vida futura: a humanidade, como as estrelas no céu, se perdem na imensidade; ele então se apercebe de que grandes e pequenos se confundem como as formigas num monte de terra; que operários e poderosos são da mesa estatura; e ele lamenta essas criaturas efêmeras, que tanto se esfalfam para conquistar uma posição que os eleva tão pouco e por tão pouco tempo. É assim que a importância atribuída aos bens terrenos está sempre na razão inversa da fé que se tem na vida futura.

6 – Se todos pensarem assim, dir-se-á, ninguém mais se ocupando das coisas da Terra, tudo perigará. Mas não, porque o homem procura instintivamente o seu bem estar, e mesmo tendo a certeza de que ficará por pouco tempo em algum lugar, ainda quererá estar o melhor ou o menos mal possível. Não há uma só pessoa que, sentindo um espinho sob a mão, não a retire para não ser picada. 

Ora, a procura do bem estar força o homem a melhorar todas as coisas, impulsionado como ele é pelo instinto do progresso e da conservação, que decorre das próprias leis da natureza. Ele trabalha, portanto, por necessidade, por gosto e por dever, e com isso cumpre os desígnios da Providência, que o colocou na Terra para esse fim. Só aquele que considera o futuro pode dar ao presente uma importância relativa, consolando-se facilmente de seus revezes, ao pensar no destino que os aguarda.

Deus não condena, portanto, os gozos terrenos, mas o abuso desses gozos, em prejuízo dos interesses da alma. É contra esse abuso que se previnem os que compreendem estas palavras de Jesus: O meu reino não é deste mundo.

Aquele que se identifica com a vida futura é semelhante a um homem rico, que perde uma pequena soma sem se perturbar; e aquele que concentra os seus pensamentos na vida terrestre é como o pobre que ao perder tudo o que possui, cai em desespero.

7 – O Espiritismo dá amplitude ao pensamento e abre-lhe novo horizonte. Em vez dessa visão estreita e mesquinha, que o concentra na vida presente, fazendo do instante que passa sobre a terra o único e frágil esteio do futuro eterno, ele nos mostra que esta vida é um simples elo do conjunto harmonioso e grandioso da obra do Criador, e revela a solidariedade que liga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos o mundos. Oferece, assim, uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma, no momento do nascimento de cada corpo, faz que todos os seres sejam estranhos uns aos outros. Essa solidariedade das partes de um mesmo todo explica o que é inexplicável, quando apenas consideramos uma parte. 

Essa visão de conjuntos, os homens do tempo de Cristo não podiam compreender, e por isso o seu conhecimento foi reservado para mais tarde.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 07.08.23

“Nunca aja por impulso de uma raiva, ela nos leva a fazer coisas das quais iremos realmente nos arrepender”.

Autor: Allan Kardec

Estória: O Recém Nascido

Em certa região bem distante, morava um homem muito pobrezinho. Um dia, andando pela mata à procura de lenha para vender, à margem do caminho encontrou uma cesta e, dentro dela, viu uma criança.

Ouviu o choro fraco do recém-nascido, que estava cuidadosamente embrulhado numa manta e, cheio de compaixão, pegou o pequenino aconchegando-o ao peito.

De coração generoso, imediatamente resolveu levá-lo para casa. Preocupava-o, porém, a pobreza extrema em que vivia. Como cuidar do bebê, prover-lhe as necessidades, ele, a quem muitas vezes faltava o que comer? Quem sabe alguém com mais recursos, que passasse por aquela estrada, poderia ficar com ele e dar-lhe uma vida melhor?

Contudo, ouvindo os vagidos da criança que o fitava com olhinhos vivos, comentou alto:

— Não posso abandoná-la aqui exposta aos perigos. Deus vai me ajudar! Além disso, sempre quis ter um filho. Melhor dividir com esta criança a minha pobreza do que deixá-la entregue a destino incerto.

Como se entendesse a decisão que o lenhador tomara, o recém-nascido se aquietou e dormiu tranquilo.

Chegando em casa, o homem abriu a porta e disse:

— Mulher, veja o que eu trouxe!

A esposa, curiosa, aproximou-se e abriu o embrulho que o marido trazia nos braços. O recém-nascido dormia serenamente, e seu coração se enterneceu. Cheia de alegria, exclamou:

— O filho que sempre quisemos ter! Deus ouviu nossas preces!

Ao mesmo tempo, consciente da miséria em que vivia, indagou, aflita:

— Mas, como vamos cuidar do bebê, João? Não temos comida nem para nós! E uma criança precisa de cuidados especiais!

Confiante, o marido respondeu:

— Não se aflija, Ana. Se o Senhor nos mandou este bebê, certamente nos dará os meios para sustentá-lo.

Era um menino e deram-lhe o nome de Benvindo.

A partir desse dia, tudo mudou. A casa, antes triste e sem vida, tornou-se alegre e cheia de risos.

João, mais estimulado ao trabalho, agora não se limitava a procurar lenha no mato para vender. Buscava outras fontes de renda.

Sabendo da criança, um sitiante das redondezas vendeu-lhe uma cabra por preço módico que João poderia pagar como pudesse. Assim estava garantido o leite do bebê.

A vida estava mudando. Mas isso não bastava. O que mais poderia fazer?

João, na soleira da porta da casa, olhava o terreno que se estendia à sua frente e pensou que poderia cultivá-lo. Assim, teriam verduras, legumes e talvez algumas frutas.

Não pensou duas vezes. O homem que lhe vendera a cabra arrumou-lhe também sementes e mudas diversas, satisfeito por vê-lo interessado no trabalho.

João pegou o machado e derrubou algumas árvores, limpando o terreno. Depois, fez canteiros e jogou as sementes no solo. Plantou as mudas e cuidou delas com muito amor.

Logo, tudo estava diferente. À medida que Benvindo crescia, forte e saudável, as plantas igualmente se desenvolviam na terra fértil.

Dentro de pouco tempo, no terreno, antes inculto e abandonado, os legumes e as verduras surgiam, encantando a vista e trazendo fartura. As árvores frutíferas logo começaram a produzir: agora tinham bananas, laranjas, maçãs, mangas e limões à vontade. Como a produção fosse grande, além de terem alimentos, João passou a vender as frutas, os legumes e as verduras excedentes.

Com o coração alegre pelas novas funções como mãe, transformando sua casa num lar, Ana passou a cuidar com mais carinho da moradia, a exemplo do marido, plantando um jardim e cultivando flores que enfeitavam e perfumavam o ambiente.

Benvindo crescia aprendendo a trabalhar com o pai. Era um menino vivo e inteligente. Ainda pequeno, João contou a ele como o encontrara abandonado e da satisfação de trazê-lo para casa, afirmando sempre:

— Você é nosso filho muito querido. Foi Deus quem o mandou para nós.

O tempo passou. Benvindo começou a frequentar a escola, na aldeia. João e Ana faziam questão absoluta que o filho não fosse um analfabeto, como eles.

Mas, apesar de se considerarem ignorantes, souberam dar ao menino noções realmente importantes para sua vida, como amor a Deus e ao Evangelho de Jesus. E ele cresceu sabendo valorizar a honestidade, o trabalho, o respeito ao próximo, o perdão das ofensas e, acima de tudo, o bem.

Já moço, Benvindo foi morar numa cidade grande para continuar os estudos. Terminando o curso, com grande satisfação dos pais, ele retornou para casa e disse, emocionado:

— Papai, não sei como agradecer tudo o que fizeram por mim. Criança abandonada, poderia ter morrido de fome e de frio, mas graças a sua bondade, vim para esta casa como filho que tanto tenho recebido de ambos. Tudo o que sou hoje devo a vocês. Muito obrigado!

Enxugando as lágrimas, Benvindo fitou o pai, já velhinho e encarquilhado, abraçando-o com profundo amor.

Comovido, João pegou o filho pela mão e levou-o para fora de casa, onde se descortinava lindo panorama: bem próximo, o jardim cheio de flores coloridas e perfumadas; um pouco mais além, do lado esquerdo, as árvores do pomar, carregadas de frutos. Do lado direito, a perder de vista, a horta, onde as verduras e legumes produziam fartamente.

— Está vendo tudo isso, meu filho?

— Sim, meu pai. É uma imagem que não me canso de admirar. Como é bonita a nossa propriedade!

— Pois bem. Nada disso existia antes de você vir para cá. Eu e sua mãe, envelhecidos e cansados da vida, não tínhamos disposição para lutar. Passamos até fome.

Fez uma pausa, limpou uma lágrima, e prosseguiu:

— Quando você chegou, meu filho, encheu-nos de esperança e de novo ânimo. Precisávamos alimentá-lo, vesti-lo, cuidá-lo. Para isso, tive que trabalhar muito. Mas o resultado aí está.

Abraçando o filho com imenso carinho e justo orgulho, apontou as terras cultivadas:

— Assim, devemos tudo isso a você! E devo mais ainda. Devo a você, meu filho, a oportunidade e a bênção de ser chamado de PAI!

A mãe, que chorava comovida, aproximou-se também e permaneceram abraçados por longo tempo.

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 04.08.23

"Enche-se de felicidade aquele que vê, sem inveja, a felicidade dos outros".

Autor: São Francisco de Assis

Poesia: Eu Não Sei

Eu não sei dizer
para onde vão
as almas das andorinhas.
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu não sei dizer
para onde vão
perfume de tantas flores
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu só sei dizer
que dentro de minh'alma
sinto a natureza
cantando e chorando...
Eu só sei dizer
que sinto Deus
sorrindo para mim...

Eu não sei dizer
para onde vão
tristezas e alegrias.
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu não sei dizer
para onde vão
saudades e desencantos.
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu só sei dizer
que dentro de minh'alma
sinto a natureza
cantando e chorando...
Eu só sei dizer
que sinto Deus
sorrindo para mim.

Autor: João Cabete
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

PENSAMENTO DO DIA 02.08.23

“A lição dada com amor é caminho para novas lições”.

Autor: Chico Xavier

Biografia: JOAQUIM MARQUES SARABANDA

1903 – 1999

Desencarnou em 24 de fevereiro de 1999, no Rio de Janeiro, tendo nascido aos 16 de julho de 1903 na Cidade de Campos dos Goitacazes, RJ.

Ativo militante no movimento espírita exercendo, além de outros, o cargo de Tesoureiro da FEB, Diretor da União dos Discípulos de Jesus, Conselheiro do Lar de Anália Franco, Lar de Júlia, Casa da Mãe Pobre e fundador da Aliança da Fraternidade e Lar do Irmão Francisco, para atendimento a famílias carentes.

Suas atividades se iniciaram bem cedo, sob a orientação de seu irmão Francisco Marques Sarabanda.

Foi iniciado no comércio de móveis, onde muito ajudou algumas instituições a mobiliarem suas sedes.

Fonte do texto: Biografias Espíritas.
Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.