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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Erros do Amor


Antes os erros do amor que aparecem na vida,
Nunca ergas a voz.
Recorda, coração, se a pessoa acusada
Fosse qualquer de nós.

Quem poderá pesar as circunstâncias
De convivência, angústia e solidão...
Quanta mudança chega de improviso
Por um “sim, por um não” ...

Entre afeto que sonha e dever que governa,
Quanto conflito surge e quanto anseio vêm...
Quando a dor de ser só escurece o caminho
Ninguém pode prever as lágrimas de alguém...

Votos no esquecimento, afeições destruídas,
Ocultas aflições, desencantos fatais ...
Quanto chora quem sofre, ante golpe e abandono,
E quem bate ou despreza, às vezes, sofre mais.

Ante as faltas de amor, alma querida,
Não te dês à censura sempre vã,
Que o teu dia de amor incompreendido
Talvez chegue amanhã.

Problemas de quem ama, em luta e prova,
Sejam teus, sejam meus...
Quem os conhecerá, desde o princípio? ...
Quem os verá? ... Só Deus.

Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 18 de julho de 2018

68 Quem É Minha Mãe e Quem São Meus Irmãos?


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 14 – Honra A Teu Pai e A Tua Mãe

5 – E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso.  E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora. — E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50).

6 – Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo. Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade. Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta consequência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.

7 – Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tenta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele. (Ver cap. VII)

Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma ideia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista. A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe. É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.

Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual.
Fonte da imagem: Internet Google

segunda-feira, 16 de julho de 2018

As respostas de Joãozinho


Numa linda manhã de primavera, Joãozinho e sua mãe estavam sentados na varanda, ao lado da janela aberta para o jardim.

Enquanto a mãe costurava, Joãozinho folheava um livro de gravuras. De repente, mamãe, olhando para o céu, exclamou:

- Olhe, Joãozinho, veja como está lindo o céu! As nuvens parecem lírios brancos num imenso lago azul!

- Está lindo mesmo! – disse Joãozinho – mas acho que as nuvens parecem barquinhos de velas brancas. Veja aquelas, mãe, tão longe, tão pequeninas... Não parecem carneirinhos?

Dona Laura sorriu ante as comparações do filho. E, concordando com ele, acrescentou:

- Repare como o vento faz com que elas movimentem.

- E que o vento é o pastor das ovelhinhas do céu, mãe! – concluiu o menino.

Dona Laura achou interessante a conclusão de Joãozinho e, muito entusiasmada, convidou:

- Ouça – disse mamãe, de repente – ouça como canta o passarinho.

O esperto garoto respondeu:

- É um Bem-te-vi, mãe. Repare como ele diz: bem-te-vi! Engraçado!

Como pode ser assim tão igual?

E os dois ficaram ouvindo o Bem-te-vi, cantar.

- Parece tão alegre! – comentou Joãozinho – Com certeza ele gosta do nosso jardim.

Mamãe sorriu novamente, com as apreciações de Joãozinho. E, para não ficar atrás, acrescentou, brejeira:

- O sol parece também muito alegre. Vamos ver quantas coisas alegres podemos encontrar neste dia tão lindo que Deus criou para nós.

E apontando os canteiros cheinhos de flores, perguntou:
- Quantas cores você pode contar ali, meu filho?

- Roxo, amarelo, azul, laranja... Quatro mamãe.

Dona Laura reclamou:

- Falta ainda uma: o vermelho. Olhe aquela rosa do outro lado. Não parece sorrir? Quantas coisas lindas estamos encontrando! Coisa que Deus criou.

Joãozinho, enumerou em seguida:

- Nuvens brancas, céu azul, o canto dos pássaros, flores coloridas e perfumadas...

- E o sol, as arvores, a grama verde – acrescentou mamãe – Na verdade, Deus tem feito coisas lindas para nós!

- Como Deus é bom, mamãe! – exclamou de repente o menino – Mas como é Deus? ... Eu nunca vi Deus! Naquele momento, um vento suave começou a soprar no jardim. Dona Laura perguntou:

- Sentes o vento, meu filho?

- Ora! Sinto, mamãe!

- Podes vê-lo?

- Não! – respondeu ele um pouco surpreso. – Nem eu, nem ninguém pode ver o vento.

Mamãe sorriu e continuou, com os olhos alegres.

- Mas você nota o que o vento faz?

- Claro! ... Ele balança as flores e as folhas, está em todos os lugares, e passa por nós com um arzinho tão gostoso.

Dona Laura achou graça e continuou:

- Você tem cada ideia... Mas é isso mesmo. Não podemos ver o vento, mas sabemos que ele está em toda parte e sentimos sempre a sua presença, logo...

Mamãe não completou a frase, pois, Joãozinho, muito esperto, disse depressa:

- Já sei! Já adivinhei tudo. A gente não vê Deus, não sabe como é ..., mas a gente sabe que Ele é bom, que está em toda parte e que fez todas as coisas lindas que vemos hoje.

- Não só as que vemos hoje, mas muitas outras nos falam do amor e da proteção de Deus. – acrescentou Dona Laura, toda comovida.

E Joãozinho, todo importante, concluiu:

- Ora, nós não precisamos ver Deus, para sabermos que Ele nos ama muito, muito, não é mamãe?

Foi então que alguém gritou, da janela da varanda.

- Bravos! Bravos! ... Você é mesmo um pequeno sabichão!

- Papai! - Gritou Joãozinho correndo – Papai já chegou!

E muito alegre, entrou em casa para abraçar o pai.

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

ORDEM


“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” Paulo (Coríntios, 14:40)

Todos os êxitos da ciência humana se verificam na base da ordem estabelecida pela Sabedoria Divina, em todas as esferas da Criação.

A Astronomia assinala com antecedência determinados fenômenos que se verificarão no Cosmo, à face do equilíbrio em que se regem os movimentos do Universo.

A Medicina formula prognósticos exatos, em vista de contar com a regularidade das ocorrências orgânicas no veículo físico.

Em qualquer região da Terra, é possível prever as horas de sombra e de luz.

Cultivadores orientam atividades na gleba, segundo as estações.

A planta produz, conforme a espécie, e toda enxertia praticada pelo homem se caracteriza por limitações definidas, nas estruturas do reino vegetal.

Tudo na Obra Divina se engrena em princípios de harmonia.

Abstenhamo-nos, pois, de tumultuar as construções do espírito, com a desculpa de exaltar a caridade ou com o pretexto de cumprir a vontade de Deus.

Evolução e aperfeiçoamento constituem realização de todos, atribuindo tarefas a cada um.

A primeira mostra do Desígnio da providência, seja onde for, aparece no dever a que somos chamados na construção do bem comum.

Sejamos assim, leais ao encargo que nos compete.

Qualquer engenho, para atender com segurança, pede ordem. E a ordem solicita se afirme cada peça em seu justo lugar.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 138 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

CRENÇA


“Crês que há um só Deus e fazes o bem. Mas os demônios também o creem e Estremecem.” (Thiago, 2:19).

Alguns momentos de reflexão no Evangelho sacodem-nos o raciocínio, para que venhamos despertar no reconhecimento de nossas responsabilidades em matéria de crença.

Asseveramos, a cada passo, a convicção iniludível, quanto à existência de Deus.

Habitualmente, enquadramos à vida mental um determinado tipo de interpretação religiosa, a fim de reverenciá-lo, através do modo que supomos mais digno.

Construímos santuários para honrar lhe a munificência.

Pretendemos enobrecê-lo em obras de arte.

Sabemos admirar lhe a sabedoria, seja na grandeza do firmamento ou na simplicidade do chão.

Certificamo-nos de que as suas leis são inelutáveis, desde as que foram estatuídas para a semente até as que traçam caminho às constelações.

Articulamos preces em louvor ou de súplica, nas quais lhe endereçamos os anseios mais íntimos.

Receitamos confiança em Deus para todos aqueles que ainda não conseguiram entesourá-la.

Ás vezes, chegamos até mesmo ao entusiasmo infantil dos que imaginam adivinhar as opiniões de Deus, nisso ou naquilo.

Todas essas atitudes nascem da pessoa que reconhece a imanência de Deus.

Entretanto, os Espíritos perversos também sabem que Deus existe.

Crença por crença, há crença nos planos superiores, e há crença nos planos inferiores.

Meditemos nisso para considerar que, acima de tudo, importa saber o que estamos fazendo de nossa fé.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 137 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

AS JANELAS DOURADAS


O menino trabalhava duro o dia todo, no campo, no estábulo e no galpão, pois seus pais eram fazendeiros pobres e não podiam pagar um ajudante. Mas quando o sol se punha, seu pai deixava aquela hora só pra ele.

O menino subia para o alto de um morro e ficava olhando para o outro morro, alguns quilômetros ao longe. Nesse morro distante, via uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes.

As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele piscava. Mas, pouco depois, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, ao que parecia, e então a casa ficava igual a qualquer casa comum de fazenda.

O menino achava que faziam isso por ser hora do jantar; então voltava para casa, jantava seu pão com leite e ia se deitar.

Um dia, o pai do menino chamou-o e disse:

- Você tem sido um bom menino e ganhou um feriado. Tire esse dia para você, mas lembre-se de que Deus o deu, e tente usar para aprender alguma coisa boa.

O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe.

Guardou um pedaço de pão no bolso e partiu para encontrar a casa de janelas douradas.

Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o estavam seguindo e fazendo companhia. A sombra também seguia ao seu lado, dançando e correndo como ele desejasse: estava muito divertido.

O tempo foi passando e ele ficou com fome. Sentou-se à beira de um riacho que corria atrás da cerca de um mamoeiro e comeu seu almoço, bebendo a água clara. Depois jogou os farelos para os passarinhos, como sua mãe ensinara, seguindo em frente.

Passando um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa. Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada dourado. Chegou mais perto e aí quase chorou, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada de ouro nelas.

Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.

- Eu vi as janelas de ouro lá do nosso morro - disse ele - e vim para vê-las, mas agora elas são só de vidro!

A mulher balançou a cabeça e riu.

- Nós somos pobres fazendeiros - disse -, e não iríamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através!

Fez o menino sentar-se no largo degrau de pedra e lhe trouxe um copo de leite e um pedaço de bolo, dizendo que descansasse. Então chamou a filha, da idade do menino; acenou carinhosamente com a cabeça, para os dois e voltou aos seus afazeres.

A menininha estava descalça como ele e usava um vestido de algodão marrom, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia. Ela passeou com o menino pela fazenda e mostrou a ele seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele contou do seu próprio bezerro em casa, que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas.

Depois, quando já haviam comido uma maçã juntos, e assim se tornado amigos, ele perguntou a ela sobre as janelas douradas. A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele havia errado de casa.

- Você veio na direção completamente errada! - disse ela. - Venha comigo, vou mostrar a casa de janelas douradas e você vai conferir onde fica.

Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas a uma certa hora, perto do pôr-do-sol.

- É isso mesmo, eu sei! - disse o menino.

No cimo do outeiro, a menina virou-se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro brilhante e diamantes, exatamente como ele havia visto. E quando olhou bem, o menino viu que era sua própria casa!

Logo, disse à menina que precisava ir. Deu a ela sua melhor pedrinha, a branca com listra vermelha, que levava há um ano no bolso. Ela lhe deu três castanhas-da-índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca como leite. Ele deu-lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina o olhava na luz do poente.

O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou à casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando-as quase tão brilhantes como as vira do outeiro.

Quando abriu a porta, sua mãe veio beijá-lo, e a irmãzinha correu para abraçá-lo pelo pescoço, sentado perto da lareira, seu pai levantou os olhos e sorriu.

- Teve um bom dia? - perguntou a mãe.

- Sim! - o menino havia passado um dia ótimo.

- E aprendeu alguma coisa? - perguntou o pai.

- Sim! - disse o menino. - Aprendi que nossa casa tem janelas de ouro e diamantes...

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Encontro de Fé


Busquei a Natureza procurando
Definições da Fé para que, enfim, pudesse
Reter comigo a força da esperança
E compreender, de todo, a mensagem da prece.

Fiz a pergunta ao Mar e o Mar me disse:
- Em Deus, deponho a minha própria fé,
Mas devo criar vida e equilibrar o mundo,
Desde a treva abissal à fúria da maré.

A Árvore me explicou: a Deus me entrego,
O Grande Deus do Eterno e Sumo Bem,
Muito embora, no entanto, apedrejada
Devo servir sem perguntar a quem...

A Fonte esclareceu: em Deus me guardo,
Pai da Beneficência e do Progresso,
Compete-me, porém, suportar pedra e lodo,
Ao fecundar o campo que atravesso.

A Roseira falou: pertenço a Deus,
Que me criou na luz de dons renovadores,
Mas, mesmo ao corte que me desfigura,
Não posso me queixar de quem me leva as flores.

Então pensei: a Fé persiste e vence,
Do espírito mais nobre aos mais plebeus,
No coração que serve, age e confia,
Sempre a espalhar amor no amor de Deus.

Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 4 de julho de 2018

67 PIEDADE FILIAL


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 14 – Honra a Teu Pai e a Tua Mãe

1 – Sabes os mandamentos: não cometas adultérios; não mates; não furtes; não digas falso testemunho; não cometais fraudes; honra a teu pai e a tua mãe (Marcos, X: 19; Lucas, XVIII: 20; Mateus, XIX: 19).
2 – Honra a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a Terra que o Senhor teu Deus te há de dar. (Decálogo, XX: 12)

3 – O mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, é uma conseqüência da lei geral da caridade e do amor ao próximo, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais; mas o imperativo honra implica um dever a mais para com eles: o da piedade filial.

Deus quis demonstrar, assim, que ao amor é necessário juntar o respeito, a estima, a obediência e a condescendência, o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que se encontram no lugar dos pais, e cujo mérito é tanto maior, quanto o devotamento é para elas menos obrigatório. Deus pune sempre de maneira rigorosa toda violação desse mandamento.

Honrar ao pai e à mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionando-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância.

É, sobretudo para com os pais sem recursos que se demonstra a verdadeira piedade filial. Satisfariam a esse mandamento os que julgam fazer muito, aos lhes darem o estritamente necessário para que não morram de fome, enquanto eles mesmos de nada se privam?

Relegando-os aos piores cômodos da casa, apenas para não deixá-los na rua, e reservando para si mesmos os melhores aposentos, os mais confortáveis? E ainda bem quando tudo isso não é feito de má vontade, sendo os pais obrigados a pagar o que lhes resta da vida com a carga dos serviços domésticos! É então justo que pais velhos e fracos tenham de servir a filhos jovens e fortes? A mãe lhe teria cobrado o leite, quando ainda estavam no berço? Teria, por acaso, contado as suas noites de vigília, quando eles ficavam doentes, os seus passos para proporcionar-lhes o cuidado necessário? Não, não é só o estritamente necessário que os filhos devem aos pais pobres, mas também, tanto quanto puderem, as pequenas alegrias do supérfluo, as amabilidades, os cuidados carinhosos, que são apenas os juros do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada.

Essa, somente, é a piedade filial aceita por Deus.

Infeliz, portanto, aquele que se esquece da sua dívida para os que o sustentaram na infância, os que, com a vida material, lhe deram também a vida moral, que freqüentemente se impuseram duras privações para lhe assegurar o bem-estar! Ai do ingrato, porque ele será punido pela ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, às vezes desde a vida presente, mas de maneira certa noutra existência, em que terás de sofrer o que fez os outros sofrerem!

Certos pais, é verdade, descuidam dos seus deveres, e não são para os filhos o que deviam ser. Mas é a Deus que compete puni-los, e não aos filhos. Não cabe a estes censurá-los, pois que talvez eles mesmos fizeram por merecê-los assim. Se a caridade estabelece como lei que devemos pagar o mal com o bem, ser indulgentes para as imperfeições alheias, não maldizer do próximo, esquecer e perdoar as ofensas, e amar até mesmo os inimigos, quanto essa obrigação se faz ainda maior em relação aos pais! Os filhos, devem por isso mesmo, tomar como regra de conduta para com os pais todos os preceitos de Jesus referentes ao próximo, e lembrar que todo procedimento condenável em relação aos estranhos, mais condenável se torna para com os pais. Devem lembrar que aquilo que no primeiro caso seria apenas uma falta, pode tornar-se um crime no segundo, porque, neste, à falta de caridade se junta à ingratidão.

4 – Deus disse: “Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a Terra que o Senhor teu Deus te há de dar”. Mas por que promete como recompensa a vida terrena e não a celeste? A explicação se encontra nestas palavras: “Que Deus vos dará”, suprimidas na forma moderna do decálogo, o que lhe desfigura o sentido. Para compreendermos essas palavras, temos de nos reportar à situação e às idéias dos hebreus, na época em que elas foram pronunciadas. Eles ainda não compreendiam a vida futura. Sua visão não se estendia além dos limites da vida física. Por isso, deviam ser mais fortemente tocados pelas coisas que viam, do que pelas invisíveis. Eis o motivo porque Deus lhes fala numa linguagem ao seu alcance, e, como as crianças, lhes apresentam como perspectiva aquilo que poderia satisfazê-los. Eles estavam então no deserto. A Terra que Deus lhes dará é a Terra da Promissão, alvo de suas aspirações. Nada mais desejavam e Deus lhes diz que viverão nela por longo tempo, o que significa que a possuirão por longo tempo, se observarem os seus mandamentos.

Mas, ao advento de Jesus, suas idéias estavam mais desenvolvidas. Tendo chegado o momento de lhes ser dado um alimento menos grosseiro, Jesus os inicia na vida espiritual, ao dizer: “Meu Reino não é deste mundo; é nele, e não sobre a Terra, que recebereis a recompensa das vossas boas obras”. Com estas palavras, a Terra da Promissão material se transforma numa pátria celeste. Da mesma maneira, quando lhes recorda a necessidade de observação do mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, já não é mais a Terra que lhes promete, mas o céu. (Caps. II e III).
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segunda-feira, 2 de julho de 2018

NOVA BIOGRAFIA


Hoje foi postada a biografia do mês de Julho de 2018 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a INDALÍCIO MENDES.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

NA VITÓRIA REAL


“Tende bom ânimo; eu venci o mundo.” - Jesus

É importante enumerar algumas das circunstâncias difíceis em que se encontrava Jesus, quando asseverou perante os discípulos: “tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

Ele era alguém que, na conceituação do mundo, não passava de vencido vulgar.

Sabia-se no momento de entrar em amarga solidão.

Confessava que fora incompreendido pelos homens aos quais se propusera servir.

Não ignorava que os adversários lhe haviam assaltado a comunidade em formação, através de um amigo invigilante.

Dirigia-se aos companheiros, anunciando que eles próprios seriam dispersos.

Falava, sem rebuços, da flagelação de que seria vítima.

Via-se malquisto pela maioria, perseguido, traído.

Não desconhecia que lhe envenenavam as intenções.

Certificara-se de que as pessoas mais altamente colocadas eram as primeiras a examinar o melhor processo de confundi-lo.

Percebera o ódio de que se tornara objeto, principalmente por parte daqueles que pretendiam açambarcar o nome de Deus, a serviço de interesses inferiores.

Reconhecia-se a poucos passos da morte, a que se inclinaria, condenado sem culpa.

Entretanto ele dizia: “tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

Quanto te encontres em crise, lembra-te do Mestre.

Subjugado, seria o conquistador inesquecível.

Batido, passaria à condição de senhor da vitória.

Assim ocorre, porque os construtores do aperfeiçoamento espiritual não estão na Terra para vencer no mundo, mas notadamente para vencer o mundo, em si mesmos, de modo a servirem ao mundo, sempre mais, e melhor.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 136 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

DIANTE DO MESTRE


“Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando." – Jesus.

Aspirando ao título de amigos do Senhor, urge não lhe perdermos as instruções.

Imbuídos de entusiasmo, somos pródigos em manifestações exteriores, quanto a esse propósito, acrescento notar que quase todas elas se caracterizam por alto valor indutivo.

Esforçamo-nos por estudar-lhe palavras e atitudes: e, claramente, não dispomos de quaisquer recursos outros para penetrar-lhes o luminoso sentido.

Administramos conselhos preciosos, em nome dele, sem que nos seja permitido manejar veículo mais adequado às circunstâncias, a fim de que irmãos nossos consigam encontrar a direção ou o caminho de que se mostram carecedores.

Escrevemos páginas que lhe expressam as diretrizes; e não nos cabe agir de outro modo para que se nos amplie, na Terra, a cultura de espírito.

Levantamos tribunais, em que lhe retratamos o ensino pelo verbo bem-posto, sendo necessário que assim procedamos, difundindo esclarecimentos edificantes que nos favoreçam a educação dos sentimentos.

Realizamos pesquisas laboriosas, ajustando as elucidações inspiradas por ele aos preceitos gramaticais em voga, competindo-nos reconhecer que não existe outra via senão essa para fazer-lhe a orientação respeitada nas assembleias humanas.

Entretanto, isso não basta.

Ele mesmo não se limitou a induzir. Demonstrando a própria união com o Eterno Bem, consagrou-se a substancializá-lo na construção do bem de todos.

Em verdade, podemos reverenciar o Cristo, aqui e ali, dessa ou daquela forma, resultando, invariavelmente, alguma vantagem de semelhante norma externa; mas, para sabermos como usufruir-lhe a sublime intimidade, é forçoso lhe ouçamos a afirmação categórica: "Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando".

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 135 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

PÃO


“Eu sou o pão da vida.” – Jesus. (JOÃO, 6:48.)

Importante considerar a afirmativa de Jesus, comparando-se ao pão.

Todos os povos, em todos os tempos, se ufanam dos pratos nacionais.

As mesas festivas, em todas as épocas, banqueteiam-se com viandas exóticas. Condimentação excitante, misturas complicadas, confeitos extravagantes, grande cópia de animais sacrificados.

Às vezes, depois das iguarias tóxicas, as libações de entontecer.

O pão, no entanto, é o alimento popular. Ainda mesmo quando varie nos ingredientes que o compõem e nos métodos de confecção em que se configura, é constituído de farinha amassada e vulgarmente fermentada e que, depois de submetida ao calor do forno, se transforma em fator do sustento mundial. Sempre o mesmo, na avenida ou na favela, na escola ou no hospital. Se lhe adicionam outra espécie de quitute, entre duas fatias, deixa de ser pão. É sanduíche. Se lançado à formação de acepipe que o absorva, naturalmente desaparece.

O pão é invariavelmente pão.

Quando alguém te envolva no confete da lisonja, insuflando-te vaidade, não te dês à superestimação dos próprios valores. Não te acredites em condições excepcionais e nem te situes acima dos outros.

Abraça nos deveres diários o caminho da ascensão, recordando que Jesus – o Enviado Divino e Governador Espiritual da Terra – não achou para si mesmo outra imagem mais nobre e mais alta que a do pão puro e simples.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 134 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

EM TORNO DA LIBERDADE


“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne; antes, pelo amor, servi-vos uns aos outros”. – PAULO. (Gálatas, 5:13.)

Quanto mais se agiganta a evolução intelectual da Terra, mais se propalam reclamos em torno da Liberdade.

Há povos que se batem por Liberdade mais ampla.

Aparecem os chamados campeões da liberdade, levantando quartéis de opressão e esfogueadas legendas de rebeldia.

Fala-se em mais Liberdade para a juventude.

No entanto, basta uma vista de olhos, nas máquinas aperfeiçoadas do mundo moderno, para que se reconheça o impositivo inevitável da disciplina.

O automóvel chispa, vencendo barreiras, mas, se o motorista foge do equilíbrio ao volante ou se desobedece aos sinais do trânsito, o acidente sobrevém.

O avião devora distâncias, transportando o homem, através de todos os continentes, no espaço de poucas horas; todavia, se o piloto não atende aos planos traçados na direção, o desastre não se faz tardio.

Louvemos a liberdade, sim, mas a liberdade de construir, melhorar, auxiliar, elevar...

Ninguém, na Terra, foi mais livre que o Divino Mestre. Livre até mesmo da posse, da tradição, da parentela, da autoridade. Entretanto, ninguém mais do que ele se fez escravo dos Desígnios Superiores, para beneficiar e iluminar a comunidade.

Eis porque nos adverte o apóstolo Paulo, sensatamente: “fostes chamados à liberdade, mas não useis a liberdade, favorecendo a devassidão; ao invés disso, santifiquemos a liberdade, através do amor, procurando servir”.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 133 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

66 Parentesco Corporal e Espiritual


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 14 – Honra a Teu Pai e A Tua Mãe

8 – Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Mas deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para o fazer progredir.

Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são os mais freqüentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena.

Mas pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na Terra, a fim de lhes servir de prova.

Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consangüinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os Espíritos, antes, durante e após a encarnação. Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem, pois, atrair-se, procurar-se, tornarem-se amigos, enquanto dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias.

Problema moral, que só o Espiritismo podia resolver, pela pluralidade das existências. (Ver cap. IV, nº 13)

Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais. As primeiras, duradouras, fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das diversas migrações da alma. As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida atual. Foi o que Jesus quis fazer compreender, dizendo aos discípulos: “Eis minha mãe e meus irmãos”, ou seja, a minha família pelos laços espirituais, pois “quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de São Marcos, desde que, segundo este, eles se propunham a apoderar-se dele, sob o pretexto de que perdera o juízo. Avisado de que haviam chegado, e conhecendo o sentimento deles a seu respeito, era natural que dissesse, referindo-se aos discípulos, em sentido espiritual: “Eis os meus verdadeiros irmãos”. Sua mãe os acompanhava, e Jesus generalizou o ensino, o que absolutamente não implica que ele pretendesse que sua mãe segundo o sangue nada lhe fosse segundo o Espírito, só merecendo a sua indiferença. Sua conduta, em outras circunstâncias, provou suficientemente o contrário.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

AS FÉRIAS DE FAFÁ


Fafá é uma garota sempre sorridente, mas ela não conhecia conchinhas, nem estrela-do-mar, nunca brincara de baldinho no mar, pois ela nunca havia ido à praia.

Nestas férias, Tia Malu convidou-a para ir com ela à praia. Fafá ficou muito feliz, pois ela só conhecia o mar pela televisão.

Chegando à praia, Fafá ficou maravilhada com tanta água, com a areia branquinha e fofa. Ela corria para o mar e voltava para a areia com seu baldinho.

O Sol brilhava muito forte e tia Malu estava preocupada, então chamou Fafá e passou protetor e filtro solar, e tomou conta do tempo que ficavam na praia, para não pegar o horário que o sol não era legal para a pele.

No tempo que Fafá ficava na praia ela fazia muitos castelos na areia, montava figuras divertidas com os brinquedos que acompanham o baldinho, se divertia a valer.

Fafá se divertia também catando conchinhas no mar, vendo o siri passeando na areia; um vento muito gostoso refrescava o ambiente.

À tarde tia Malu levava Fafá para passear caminhando pela praia até um setor da praia que havia muitas flores e árvores que faziam sombra. Fafá estava maravilhada com a vida das flores que por causa da variação do tempo entre a chuva e o sol estavam muito brilhantes, perfumadas e de cor viva.

À noite Fafá e tia Malu iam passear e tomar sorvete, e Fafá sempre se encantava com o céu todo estrelado, pois nunca vira na cidade tantas estrelas no céu.

No dia de voltarem para casa, Fafá sentou-se na areia e ficou pensativa e falou para tia Malu:

- Tia, o mundo que a gente vive é muito bonito né? Papai do céu criou a terra com tantas coisas bonitas e boas para vivermos nela, você já reparou?

- Verdade mesmo Fafá, a Terra que Deus criou para nós é muito bela.

- Vamos agradecer então tia? Eu lembrei de uma música que aprendi na Escola Espírita que é muito legal e diz assim ó, me acompanha tia:

Nas conchinhas lá do mar,
Nas estrelinhas do céu,
No universo infinito,
E comigo Deus está!
Quem quiser pode escutá-lo
No cantar de um sabiá,
No sussurro do vento
No chuá das ondas do mar,
Churuá, churuá...
Chuááá...
Churuá, churuá...
Chuááá...

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.