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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

AÇÃO

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” PAULO (Coríntios, 15:58.)

Nas lutas do dia-a-dia, todos somos impelidos a várias operações para avançar no caminho...

Sentimos.

Desejamos.

Falamos.

Estudamos.

Aprendemos.

Conhecemos.

Ensinamos.

Analisamos.

Trabalhamos.

Entretanto, é preciso sentir a necessidade do bem de todos para que saibamos desejar com acerto. Desejar com acerto para pensar honestamente.

Pensar honestamente para falar aproveitando. Falar aproveitando para estudar com clareza. Estudar com clareza para aprender com entendimento.

Aprender com entendimento para conhecer discernindo. Conhecer discernindo para ensinar com bondade. Ensinar com bondade para analisar com justiça e analisar com justiça para trabalhar em louvor do bem, porque, em verdade, todos somos diariamente constrangidos à ação e pelo que fazemos é que cada um de nós decide quanto ao próprio destino, criando para si mesmo a inquietante descida à treva ou a sublime ascensão à luz.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 44 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MANIFESTAÇÕES ESPIRITUAIS

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil” – Paulo (I Coríntios, 12:7)

Com a revivescência do Cristianismo puro, nos agrupamento do Espiritismo com Jesus, verifica-se idêntica preocupação às que torturavam os aprendizes dos tempos apostólicos, no que se refere à mediunidade.

A maioria dos trabalhadores na evangelização inquieta-se pelo desenvolvimento imediato de faculdades incipientes.

Em determinados centros de serviço, exigem-se realizações superiores às possibilidades de que dispõe; em outros, sonha-se com fenômenos de grande alcance.

O problema, no entanto, não se resume a aquisições de exterior.

Enriqueça o homem a própria iluminação íntima, intensifique o poder espiritual, através do conhecimento e do amor, e entrará na posse de tesouros eternos, de modo natural.

Muitos aprendizes desejariam ser grandes videntes ou admiráveis reveladores, embalados na perspectiva de superioridade, mas não se abalançam nem mesmo a meditar no suor da conquista sublime.

Inclinam-se aos proventos, mas não cogitam do esforço. Nesse sentido, é interessante recordar Simão Pedro, cujo espírito se sentia tão bem com o Mestre glorioso no Tabor, não suportou as angústias do Amigo flagelado no Calvário.

É justo que os discípulos pretendam o engrandecimento espiritual, todavia, quem possua faculdade humilde não a despreze porque o irmão mais próximo seja detentor de qualidades mais expressivas. Trabalhe cada um com o material que lhe foi confiado, convicto de que o Supremo Senhor não atende, no problema de manifestações espirituais, conforme o capricho humano, mas, sim, de acordo com a utilidade geral.

Livro: Pão Nosso, lição 162 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

28 Deixai Vir A Mim Os Pequeninos

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 8 Bem Aventurados Os Puros de Coração

JOÃO - O Evangelista, Paris, 1863

18 – Disse o Cristo: “Deixai vir a mim os pequeninos”. Essas palavras, tão profundas na sua simplicidade, não fazem apenas um apelo às crianças, mas também às almas que gravitam nos círculos inferiores, onde a desgraça desconhece a esperança. Jesus chamava a si a infância intelectual da criatura formada: os fracos, os escravos, os viciosos. Ele nada podia ensinar à infância física, presa na matéria, sujeita ao jugo dos instintos, e ainda não integrada na ordem superior da razão e da vontade, que se exercem em torno dela e em seu benefício. Jesus queria que os homens se entregassem a ele com a confiança desses pequenos seres de passos vacilantes, cujo apelo lhe conquistaria o coração das mulheres, que são todas mães. Assim, ele submetia as almas à sua terna e misteriosa autoridade. Ele foi à flama que espancou as trevas, o clarim matinal que tocou a alvorada. Foi o iniciador do Espiritismo, que deve, por sua vez, chamar a si, não as crianças, mas os homens de boa-vontade. A ação viril está iniciada; não se trata mais de crer instintivamente e obedecer de maneira mecânica: é necessário que o homem siga as leis inteligentes, que lhe revela a sua universalidade.

Meus bem-amados, eis chegados os tempos em que os erros explicados se transformarão em verdades. Nós vos ensinaremos o verdadeiro sentido das parábolas. Nós vos mostraremos a correlação poderosa, que liga o que foi ao que é. Eu vos digo, em verdade: a manifestação espírita se eleva no horizonte, e eis aqui o seu enviado, que vai resplandecer como o sol sobre o cume dos montes.

UM ESPÍRITO PROTETOR
Bordeaux, 1863

19 – Deixar vir a mim os pequeninos, pois tenho o alimento que fortifica os fracos. Deixai vir a mim os tímidos e os débeis, que necessitam de amparo e consolo. Deixai vir a mim os ignorantes, para que eu os ilumine. Deixai vir a mim todos os sofredores, a multidão dos aflitos e dos infelizes, e eu lhes darei o grande remédio para os males da vida, revelando-lhes o segredo da cura de suas feridas. Qual é, meus amigos, esse bálsamo poderoso, de tamanha virtude, que se aplica a todas as chagas do coração e as curas? É o amor, é a caridade! Se tiverdes esse fogo divino, o que havereis de temer? A todos os instantes de vossa vida direis: “Meu Pai, que se faça a tua vontade e não a minha! Se te apraz experimentar-me pela dor e pelas tribulações, bendito seja! Porque é para o meu bem, eu o sei, que a tua mão pesa sobre mim. Se te agrada, Senhor, apiedar-te de tua frágil criatura, dar-lhe ao coração as alegrias puras, bendito seja também! Mas faze que o amor divino não se amorteça na sua alma, e que incessantemente suba aos teus pés a sua prece de gratidão”.

Se tiverdes amor, tendes tudo o que mais se pode desejar na Terra, pois tereis a pérola sublime, que nem as mais diversas circunstâncias, nem os malefícios dos que vos odeiam e perseguem, poderão jamais arrebatar. Se tiverdes amor, tereis colocado os vossos tesouros aonde nem a traça nem a ferrugem os devoram, e vereis desaparecer insensivelmente da vossa alma tudo o que lhe possa manchar a pureza. Dia a dia sentireis que o fardo da matéria se torna mais leve. E, como um pássaro que voa nos ares e não se lembra da terra, subireis incessantemente, subireis sempre, até que a vossa alma, inebriada, se impregne da verdadeira vida, no seio do Senhor!

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A DESCOBERTA DE PAULA

Paula era uma menina da idade de vocês. Ela gostava de comer, brincar, pular, falar. Mas ela falava muito e muito alto, e só ela queria falar.

Paula não parava para escutar ninguém. Quando Alguém estava falando ela começava a falar junto.

A mamãe de Paula ensinava a filha que ela não podia ser assim, mas não adiantava. As crianças que moravam perto da casa de Paula não gostavam de brincar com ela, pois a menina chegava e não deixava ninguém falar; as crianças estavam acostumadas a brincar juntas , conversando, mas quando Paula chegava gritando e não deixando ninguém falar, todos se levantavam e a deixavam sozinha.

Um dia mamãe levou Paulinha ao cinema para ver "Chapeuzinho Vermelho", mas a menina ficou o tempo todo falando coisas assim:

- Olha lá mamãe! Olha lá!...

Ih! ... O que vai acontecer?

Já sei, já sei, já sei!

Ih!... Eu não quero ver o que vai acontecer agora!

E ela falava tanto que não deixava as pessoas escutarem o filme; e assim, todos que estavam sentados perto dela levantaram-se para procurar outros lugares.

Chegando em casa, mamãe disse à filha que não ficara contente com o comportamento dela no cinema e após Paulinha prometer não fazer mais aquilo a mamãe contou- lhe a história do filme, pois com a conversa ela não entendera nada.

Um dia, na escola de Paulinha, houve uma festa. A festa era de manhã para as crianças que estudavam de manhã e à tarde para as crianças que estudavam à tarde.

Pela manhã, mamãe levou Paula toda bonita para a festa; os palhaços iam fazer mágicas, brincadeiras da cadeira, corrida de saco, iam contar histórias e muitas outras coisas.

Quando os palhaços começaram a festa, Paula começou a gritar também, como estava acostumada a fazer. E gritava tanto que as outras crianças não estavam escutando os palhaços. O palhaço Furequinha pediu que ela ficasse quieta e como ela não parou de falar, a professora pegou Paula pela mão e levou-a para fora dali.

E falou que ela não poderia mais participar da festa, pois ela estava atrapalhando. E falou carinhosamente para a Paula, que enquanto ela ficasse na secretaria, ela poderia ir pensando que a gente tem uma boca só e dois ouvidos p'ra gente falar menos e ouvir mais...

Parecia que Paula não se aborrecera. Ficaria com as pessoas na Secretaria até a hora da mãe ir buscá-la.

Mas quando o tempo foi passando, passando, Paula começou a pensar como a festa deveria estar bonita. Ela gostava muito de palhaços e de mágicas.

E Paula começou a chorar, pediu para voltar à festa, pois não iria mais atrapalhar; iria ficar quietinha, OUVINDO, só responderia quando os palhaços perguntassem.

Só que a festa estava acabando..., e Paula não mais poderia participar dela; a Professora, então, disse que se ela prometesse realmente não atrapalhar, ela poderia voltar à tarde e participar da outra festa.

À tarde, Paula conseguiu ficar quieta durante a festa e se divertiu muito.

Pôde contar para a mamãe as histórias dos palhaços, as mágicas, as brincadeiras:

- Pois é, Mamãe, foi muito divertido, e sabe o que eu aprendi?

- O que filhota?

- Que se eu deixar as pessoas falarem, ouvindo tudinho, vou me divertir muito mais, pois aí dá para prestar atenção direito no que está acontecendo, e você não precisará mais me contar quando a gente chegar em casa."


Fonte: AME/JF – Texto e imagem: Internet Google.

sábado, 17 de setembro de 2016

Cantiga da Reencarnação

Um homem agonizava, mas embora
Não pudesse expressar palavra alguma,
Na sombra interior que o desarvora,
Pede em silencio ao corpo:

- “ Ampara-me, por Deus!
Eu não quero morrer, ajuda, corpo amigo,
Não te quero deixar, preciso estar contigo,
Sem ti temo cair em abismos fatais...”

Era o apelo de instantes derradeiros
Naquele portador de moléstia obscura,
Que ainda não chegará aos cinquenta janeiros
E que tudo indicava
Estar descendo à morte prematura.

De consciência lúcida, lembrava
Em contrição sincera,
As forças que gastara, inutilmente,
As noites dos excessos de aguardente
E os abusos sem conta que fizera...

E, ante a morte a surgir, sempre mais perto,
Continua a rogar ao corpo enfraquecido:
- “Corpo que Deus me deu, não me deixes caído,
quero mais tempo, a fim de preparar-me
para aceitar sem medo e sem alarme,
a ideia de perder-te e entrar em rumo incerto”.

Entretanto,
De espírito cansado,
A desfazer-se em pranto,
Nas vascas da agonia,
Ouviu a voz do corpo fatigado,
Que, por fim, lhe dizia:

“Escuta, meu amigo,
Eu sou teu servo e sei que és meu senhor,
Sempre te obedeci com desvelado amor,
Deus me criou para a missão
De atender-te em completa servidão.

Nunca me viste a desobedecer
As ordens que me destes
Fossem justas ou não,
Porquanto o meu dever
É o de servir-te sem reclamação.

Mas indaga de ti quantas vez me impuseste
Noitadas de prazer, ruinosas ou vazias,
Depredando-me as próprias energias
Que Deus me concedeu, em teu favor...

Embora eu te avisasse
Com a minha própria dor
Que o remorso produz tristeza e enfermidade,
Adquiriste displicente,
Cargas de sombra sobre a própria mente,
Culpas e culpas sem necessidade...

Repito: sou teu servo e, em nada te condeno,
Mas demonstrando entendimento estreito,
Gastaste-me as reservas sem proveito,
Consumindo-me as forças,
A pedaços de abuso e a doses de veneno...

Dei-te tudo o que eu tinha,
Nada me resta agora,
Senão me recolher à derradeira hora,
Em que eu deva tornar, com segura presteza,
À recomposição da natureza!...”

O homem ouviu o corpo em despedida
Mas não tinha defesa
Contra os próprios desmandos, ante a vida...
No silencio de mágoa indefinida,
Voltou-se para Deus em oração,
Pediu misericórdia, amparo e proteção,
E, ante o corpo que se lhe enrijecia,
Chorou o companheiro que perdia...

Longo tempo passou, em clima de amargura,
No entanto, ao se afundar em crises de loucura,
Fez-se-lhe a prece continuada,
Nos sofrimentos em que avança
Um clarão de esperança...

Tinha nódoas de culpa, em lágrimas sofria,
Mas, o Céu lhe apontava a luz de novo dia...
No íntimo, o Senhor o exortava somente,
A regressar ao mundo e tentar novamente
Extinguir em si mesmo os males que trazia...

O espírito em falência, exânime, inseguro,
Pensou nas novas bênçãos do futuro,
Viu a reparação por justiça e dever,
E agradecendo aos Céus
Gritou feliz, livre, mas preso ao chão:

- “Glória a Deus pela benção de sofrer,
Glória a reencarnação que obterei um dia,
A fim de achar na dor a essência da alegria,
O Dom de trabalhar e a graça de nascer!”


Autora: Maria Dolores

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

VÓS, QUE DIZEIS?

“E perguntou-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou?” – Lucas, 9:20.

Nas discussões propriamente do mundo, existirão sempre escritores e cientistas dispostos a examinar o Mestre, na pauta de suas impressões puramente intelectuais, sob os pruridos da presunção humana.

Esses amigos, porém, não tiveram contato com a alma do Evangelho, não superaram os círculos acadêmicos e nem arriscam títulos convencionais, numa excursão desapaixonada através da revelação divina; naturalmente, portanto, continuarão enganados pela vaidade, pelo preconceito ou pelo temor que lhes são peculiares ao transitório modo de ser, até que se lhes renove a experiência nas estradas da vida imperecível.

Entretanto, na intimidade dos aprendizes sinceros e fieis, a pergunta de Jesus reveste-se de singular importância.

Cada um de nós deve possuir opiniões próprias, relativamente à sabedoria e à misericórdia com que temos sido agraciados.

Palestras vãs, acerca do Cristo, quadram bem apenas a espíritos desarvorados no caminho da vida. A nós outros, porém, compete o testemunho da intimidade com o Senhor, porque somos usufrutuários diretos de sua infinita bondade. Meditemos e renovemos aspirações em seu Evangelho de Amor, compreendendo a impropriedade de mútuas interpelações, com respeito ao Mestre, porque a interrogação sublime vem d’Ele a cada um de nós e todos necessitamos conhecê-lo, de modo a assinalá-lo em nossas tarefas de cada dia.

Livro: Pão Nosso, lição 161 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

SALVAR - SE

“Palavra fiel é esta e digna de toda a aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores...” - Paulo. (I TIMÓTEO, 1:15).

É digna de nota a afirmativa do Apóstolo, asseverando que Jesus veio ao mundo salvar os pecadores, para reconhecermos que salvar não significa arrebatar os filhos de Deus à lama da Terra para que fulgurem, de imediato, entre os anjos do Céu.

Assinalemos que, logo após a passagem do Senhor entre as criaturas, a fisionomia íntima dos homens, de modo geral, era a mesma do tempo que lhe antecedera a vinda gloriosa.

Mantinham-se os romanos no galope de conquista ao poder, os judeus permaneciam algemados a racismo infeliz, os egípcios desciam à decadência, os gregos demoravam-se sorridentes e impassíveis, em sua filosofia recamada de dúvidas e prazeres.

Os senhores continuavam senhores, os escravos prosseguiam escravos...

Todavia, o espírito humano sofrera profundas alterações.

As criaturas, ao toque do exemplo e da palavra do Cristo, acordavam para a verdadeira fraternidade, e a redenção, por chama divina, começou a clarear os obscuros caminhos da Terra, renovando o semblante moral dos povos...

Salvar-se, pois, não será subir ao Céu com alparcas do favoritismo religioso, mas sim converter-se ao trabalho incessante do bem, para que o mal se extinga no mundo.

Salvou-nos o Cristo ensinando-nos como reerguer-nos da treva para a luz.

Salvar é, portanto, levantar, iluminar, ajudar e enobrecer, e salvar-se é educar-se alguém para educar os outros.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 38 - Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

ENQUANTO PODES

“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o Tribunal de Cristo”.
PAULO (ROMANOS, 14:10.)


Constrangido a examinar a conduta do companheiro, nessa ou naquela circunstância difícil, não lhe condenes os embaraços morais.

Lembra-te dos dias de cinza e pranto em que o Senhor te susteve a queda a poucos milímetros da derrota.

Não te acredites a cavaleiro dos novos problemas que surgirão no caminho...

Todo serviço incompleto, que deixaste na retaguarda, buscar-te-á, de novo, o convívio para que lhe ofereças acabamento. E o remate legal de todas as nossas lutas pede o fecho do Amor puro como selo da Paz Divina.

As pedras que arremessaste ao telhado alheio voltarão como tempo sobre o teto em que te asilas, e os venenos que destilastes sobre a esperança dos outros tornarão, no hausto da vida, ao clima de tua própria esperança, testando-te a resistência.

Aprende, pois, desde hoje, a ensaiar tolerância e entendimento, para que o remédio por ti mesmo encomendado às mãos do “agora” não te amargue a existência, destruindo-te o coração.

Toda semente produz no solo do tempo e as almas imaculadas não povoam ainda a Terra.

Distribui, portanto, a paciência e a bondade com todos aqueles que se enganaram sob a neblina do erro, para que te não faltem a paciência e a bondade do irmão a que te arrimarás no dia em que a sombra te ameace o campo das horas.

Auxilia, enquanto podes.

Ampara, quanto possas.

Socorre, quanto possível.

Alivia, quanto puderes.

Procura o bem, seja onde for.

E, enquanto podes, desculpa sempre, porque ninguém fugirá do exato julgamento na eterna lei.


Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 40 - Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A GRANDE LUTA

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” – Paulo. (Efésios, 6:12).

Segundo nossas afirmativas reiteradas, a grande luta não reside no combate com o sangue e a carne, propriamente, mas sim com as nossas disposições espirituais inferiores.

Paulo de Tarso agiu divinamente inspirado, quando escreveu sua recomendação aos companheiros de Éfeso.

O silencioso e incessante conflito entre os discípulos sinceros e as forças da sombra está vinculado em nossa própria natureza, porquanto nos acumpliciávamos abertamente com o mal, em passado não remoto.

Temos sido claramente participantes das ações delituosas nos lugares celestiais.

E, ainda hoje, entre os fluidos condensados da carne ou nas esferas que lhes são próximas, agimos no serviço de auto restauração em pleno paraíso.

A Terra é, igualmente, sublime degrau do Céu.

Quando alguém se reporta aos anjos caídos, os ouvintes humanos guardam logo a impressão de um palácio soberbo e misterioso, de onde se expulsam criaturas sábias e luminosas.

Não se verifica o mesmo, quando um homem culto se entrega ao assassínio, à frente de uma universidade ou de um templo?

Geralmente o observador terrestre relaciona o crime, não se detendo, porém, no exame do lugar sagrado e venerável em que se consumou.

A grande luta, a que o Apóstolo se refere, prossegue sem descanso.

As cidades e as edificações humanas são zonas celestiais. Nem elas e nem as células orgânicas que nos servem, constituem os poderosos inimigos, e, sim, as “hostes espirituais da maldade”, com as quais nos sintonizamos através dos pontos inferiores que conservamos desesperadamente conosco, vastas arregimentações de seres e pensamentos sombrios que obscurecem a visão humana, e que operam com sutileza, de modo a não perderem os ativos companheiros de ontem.

Livro: Pão Nosso, lição 160 – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

27 Escândalos Cortar a Mão

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 8 Bem Aventurados Os Puros de Coração

11 – O que escandalizar, porém, a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de atafona, e o lançassem ao fundo do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos. Porque é necessário que sucedam escândalos, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo. Ora, se a tua mão, ou o teu pé, te escandaliza, corta-o e lança-o fora de ti. Melhor te é entrar na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo do inferno. E se o teu olho te escandaliza, tira-o, e lança-o fora de ti. Melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois, seres lançado no fogo do inferno. Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos declaro que os seus anjos no céu incessantemente estão vendo a face de meu Pai, que está nos céus. Porque o Filho do Homem veio a salvar o que havia perecido. (Mateus, XVIII: 6-11).

E se o teu olho direito te serve de escândalo, arranca-o e lança-o fora de ti; porque melhor te é que se perca um de teus membros, do que todo o teu corpo ser lançado no inferno. E se a tua mão direita te serve de escândalo, corta-a e lança-a fora de ti; porque melhor te é que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno. (Mateus, V: 29-30).

12 – Em seu sentido vulgar, escândalo é tudo aquilo que choca a moral ou as conveniências, de maneira ostensiva. O escândalo não está propriamente na ação, mas nas repercussões que ela pode ter. A palavra escândalo implica sempre a ideia de um certo estrépito.

Muitas pessoas se contentam com evitar o escândalo, porque o seu orgulho sofreria com ele e a sua consideração diminuiria entre os homens, procurando ocultar as suas torpezas, o que lhes basta para tranquilizar a consciência. Esses são, segundo as palavras de Jesus: “sepulcros brancos por fora, mas cheios de podridão por dentro; vasos limpos por fora, mas sujos por dentro”.

No sentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão frequentemente empregada, é muito mais ampla; motivo por que não é compreendida em certos casos. Escândalo não é somente o que choca a consciência alheia, mas tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições humanas, todas as más ações de indivíduo para indivíduo, com ou sem repercussões. O escândalo, nesse caso, é o resultado efetivo do mal moral.

13 – É necessário que sucedem escândalos no mundo, disse Jesus, porque os homens, sendo ainda imperfeitos, têm inclinação para o mal, e porque as más árvores dão maus frutos. Devemos, pois entender, por essas palavras, que o mal é uma consequência da imperfeição humana, e não que os homens tenham obrigação de praticá-lo.

14 – É necessário que venha o escândalo, para que os homens, em expiação na Terra, se punam a si mesmos, pelo contato de seus próprios vícios, dos quais são as primeiras vítimas, e cujos inconvenientes acabam por compreender. Depois que tiverem sofrido o mal, procurarão o remédio no bem. A reação desses vícios serve, portanto, ao mesmo tempo de castigo para uns e de prova para outros. É assim que Deus faz sair o bem do mal, e que os próprios homens aproveitam as coisas más ou desagradáveis.

15 – Se assim é, dir-se-á, o mal é necessário e durará sempre, pois se viesse a desaparecer, Deus ficaria privado de um poderoso meio de castigar os culpados. É inútil, portanto, procurar melhorar os homens. Mas, se não houvesse culpados, não haveria necessidade de castigos. Suponhamos a humanidade transformada numa comunhão de homens de bem: nenhum procuraria fazer mal ao próximo, e todos seriam felizes, porque seriam bons. Tal é o estado dos mundos adiantados, dos quais o mal foi excluído. Tal será o estado da Terra, quando houver progredido suficientemente. Mas enquanto certos mundos avançam, outros se formam, povoados por Espíritos primitivos, e que servem ainda de morada, de exílio e de lugar de expiação para os Espíritos imperfeitos, rebeldes, obstinados no mal, rejeitados pelos mundos que se tornam felizes.

16 – Mas ai daquele por quem vem o escândalo: quer dizer que o mal sendo sempre o mal, aquele que serviu, sem o saber, de instrumento para a justiça divina, sendo utilizados os seus maus instintos, nem por isso deixou de fazer o mal, e deve ser punido. É assim, por exemplo, que um filho ingrato é uma punição ou uma prova para o pai que o suporta, porque esse pai talvez tenha sido um mau filho, que fez sofrer o seu pai, e agora sofre a pena de talião. Mas o filho não terá desculpas por isso, e deverá ser castigado por sua vez, através dos seus próprios filhos ou de outra maneira.

17 – Se tua mão te serve de causa de escândalo, corta-a: figura enérgica, que seria absurdo tomar-se ao pé da letra, e que significa simplesmente a necessidade de destruirmos em nós todas as causas de escândalo, ou seja, do mal. É necessário arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa.

Quer dizer ainda que mais vale para o homem ter a mão cortada, do que esta ser para ele o instrumento de uma ação má; ser privado da vista, do que os seus olhos lhe servirem para maus pensamentos.

Jesus nada disse de absurdo, para quem souber compreender o sentido alegórico e profundo das suas palavras; mas muitas coisas não podem ser compreendidas, sem a chave oferecida pelo Espiritismo.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A DOENÇA DE LULU

O sol já declinara no horizonte. Vovó Amélia, reunida aos garotos, como de costume conversava sobre a vida.

Zezinho comentava:

- Sabe, Vovó, hoje dois garotos brigaram na escola, por causa de uma bola.

- Ah! Mas isso é muito feio. Devemos sempre viver em paz com todos.

- Ora, Vovó, eles já trazem essa rixa de muito longe e por qualquer motivo estão se desentendendo - voltou a falar Zezinho, enquanto os outros garotos faziam sinal de assentimento.

- Bem. Se é assim, creio que a coisa se torna mais complicada, exigindo reparação imediata. Lembremos o ensino de Jesus, que nos manda reconciliar com os nossos adversários, enquanto estamos a caminho com eles. Somente assim viveremos felizes e em paz.

- É, a professora de religião já falou do perdão, mas não adiantou muito. Quem sabe a senhora teria uma história sobre o perdão para nos contar. Poderíamos, então, contar prá eles e, talvez assim, resolvessem acabar a contenda - comentou Lívia.

- Ah! Agora lembrei-me de uma história muito bonita e que fala sobre a lei do perdão.

Fiquem em silêncio, que a contarei. E, após breve pausa, a Vovó, começou:

- Esta é a história de Lulu, a lebre que morava na Floresta Alegre.

Conta-se que outrora Lulu tinha uma grande plantação de cenouras. Ela mesma cultivava com muito esmero, dali tirando o seu sustento e de sua família.

Todos colaboravam na sua preservação. Tudo aconteceu quando, um dia, Lulu foi colher cenouras para o almoço. Notou que muitas delas haviam desaparecido, não sabia como.

Recolheu a quantidade necessária para a refeição daquele dia e seguiu para casa de cenho franzido. Ficara preocupada. Quem teria retirado as cenouras?

Na hora do almoço, toda a família reunida, indagou:

- Algum de vocês colheu cenouras, de ontem para hoje?

Responderam negativamente.

- Pois alguém anda surrupiando nossas cenouras e precisamos estar atentos para impedir que isto volte a acontecer. Quem quiser cenouras, que as plante - acrescentou Lulu, visivelmente irritada.

Todos os seus familiares resmungaram agitados e descontentes, após suas palavras.

Resolveram montar guarda na plantação, dali por diante. Por nenhum momento, esta deveria ficar sem os atentos olhos de algum deles.

Os dias se passaram. Mas, apesar da vigilância cerrada, as cenouras continuavam desaparecendo.

Lulu quase foi à loucura. Prometeu que ela mesma montaria guarda naquele dia, e assim o fez.

Após muito esperar, já quase desistira. De repente, percebeu um pé de cenoura sendo rapidamente puxado para o interior da terra.

Correu para ver quem era. Contudo, somente depois de mais quatro pés succionados, conseguiu divisar o invasor responsável.

Um pequeno filhote de lebre cavara um túnel subterrâneo e era quem estava lesando a plantação de Lulu.

Entretanto, Lulu não quis saber se era filhote ou adulto; partiu para cima do intruso e o obrigou a devolver as cenouras, falando em seguida:

- Vá embora daqui e aprenda a trabalhar.

- Mas, Senhora...- assustado, o filhote tentava argumentar.

Lulu não o deixou prosseguir:

- Não me interessa o que você tenha a dizer. Só quero que abandone minha plantação, agora mesmo.

Cabisbaixo e triste, este afastou-se derramando uma lágrima, que Lulu não chegou a perceber.

Passaram-se os dias sem nenhuma novidade na plantação. Lulu, porém, não havia perdoado. Guardando a mágoa dentro de si, adoeceu e, pouco a pouco, o seu corpo definhava, como se fosse o prelúdio de um fim próximo.

Todos já temiam que tal pudesse acontecer, dado a fraqueza que a possuía, quando resolveram apelar para o Dr. Corujão, na esperança de que este solucionasse a enfermidade que a deixava abatida e em quebranto.

Às pressas, correram a chamá-lo. Este não se fez esperar. Chegando à casa de Lulu, depois de cumprimentar a todos, pediu para ficar a sós com a doente, a fim de examiná-la.

Após alguns instantes, verificando que nada tinha de anormal no funcionamento de seu organismo, começou a conversar, no intuito de saber como tudo acontecera e desde quando estava assim.

A enferma, sentando-se com dificuldades, disse ao Dr. Corujão tudo o que lhe tinha acontecido nos últimos meses.

Quando Lulu se referiu ao incidente com o filhote de lebre, o Dr. Corujão, arqueando as sobrancelhas, falou:

- Ah! Minha amiga. A causa de sua doença é mágoa. Mágoa que você guardou no coração.

- Como assim? - perguntou Lulu, sem entender.

- Então você não sabe? A mágoa retida no coração aniquila não só as forças da alma, mas também compromete a saúde do corpo.

- Tem certeza? - argumentou a doente.

- Claro que tenho. Já vi casos assim antes; e, foi só o doente perdoar a quem o tinha ofendido para a enfermidade ceder lugar à saúde e à felicidade.

- E como posso fazer para perdoar? Não tenho forças para tanto.

- Faça o seguinte. Levante-se; dirija-se à plantação e colha o máximo que puder de cenouras. Em seguida, leve-as ao seu adversário. Assim vai se sentir mais aliviada.

- Puxa! Mas, sequer sei onde mora o pequeno! – exclamou Lulu.

- Não se preocupe. Eu o localizarei.

Apoiada na asa do Dr. Corujão, Lulu dirigiu-se à plantação, colhendo as cenouras como fora orientada.

Enquanto isso, o Dr. Corujão saiu à procura do filhote de lebre. Informado de onde morava, partiu em busca de Lulu.

Esta havia colhido cenoura suficiente para alimentar uma pequena família, por vários dias.

Auxiliada pelo Dr. Corujão, nossa amiga foi até a residência do pequeno filhote, batendo palmas à entrada.

Logo depois este surgiu, magro, sujo e com os olhos um tanto assustados. Confuso, falou, ao ver Lulu:

- A senhora é a dona das cenouras, não é? Juro que não colhi mais nada em sua plantação e, se o fiz naqueles dias, foi porque minha mãezinha está muito doente, impossibilitada de trabalhar. Eu não sabia o que fazer, pois não tenho pai, nem irmãos, e preciso cuidar dela.

- Sua mãe ainda está doente? - perguntou o Dr. Corujão.

- Está sim. Acho que ela não resistirá por muito tempo, pois, além de muito enferma, quase não tem se alimentado. Mal tenho conseguido algumas raízes, insuficientes para reerguer lhe o ânimo. Em virtude de sua doença, não posso cultivar nada. Tenho que estar constantemente ao seu lado.

Lulu começou a chorar e, cheia de arrependimento, abraçou o pequeno filhote com tanto amor que ficou curada de repente. A partir daquele instante cuidou não só dele, mas de sua mãezinha, qual se fossem familiares muito queridos.

Com isso, em breves dias a mãe do pequeno estava restabelecida, ficando para todos a lição inesquecível do perdão das ofensas.

Desde então, sentindo-se uma só família, viveram todos felizes, livres de mágoas e ressentimentos.

A Vovó silenciou, após o relato, dando ensejo a que os garotos assim falassem:

- Puxa Vovó! Achamos que se contarmos esta história para os nossos coleguinhas, eles irão se reconciliar.

- É verdade. Aproveitemos a oportunidade, pois, precisamos combater o ressentimento com o amor que Jesus ensinou. Só assim, seremos realmente felizes.

Naquela noite, com a permissão da Vovó, as crianças ficaram conversando até tarde, e sentiam-se leves, felizes e serenas, com a lição recebida.

“Perdoai para que Deus vos perdoe” – “Jesus”


Médium: Samuel Nunes Magalhães – Espírito: José Renato