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quarta-feira, 19 de abril de 2017

40 NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 10 – Bem Aventurados Os Misericordiosos

AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

11 – Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).

12 – Então lhe trouxeram os escribas e os fariseus uma mulher que fora apanhada em adultério, e a puseram no meio, e lhe disseram: Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério; e Moisés, na Lei, mandou apedrejar a estas tais.

Qual é a vossa opinião sobre isto? Diziam, pois os judeus, tentando-o, para o poderem acusar. Jesus, porém, abaixando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra. E como eles perseveraram em fazer-lhe perguntas, ergueu-se Jesus e disse-lhes: Aquele dentre vós que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra. E tornando a abaixar-se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo-o, foram saindo um a um, sendo os mais velhos os primeiros. E ficou só Jesus com a mulher, que estava no meio, em pé. Então, erguendo-se, Jesus lhe disse: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Então Jesus lhe disse: Nem eu tampouco te condenarei; vai, e não peques mais. (João, VIII: 3-11).

13 – “Aquele que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra”, disse Jesus. Esta máxima faz da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo. Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros os que nós desculpamos em nós. Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada.

A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos criticamos. Este último motivo jamais tem escusa, pois decorre da maledicência e da maldade. O primeiro pode ser louvável, e torna-se mesmo um dever em certos casos, pois dele pode resultar um bem, e porque sem ele, o mal jamais será reprimido na sociedade. Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes? Não se deve, pois, tomar no sentido absoluto este princípio: “Não julgueis para não serdes julgados”, porque a letra mata e o espírito vivifica.

Jesus não podia proibir de se reprovar o mal, pois ele mesmo nos deu o exemplo disso, e o fez em termos enérgicos. Mas quis dizer que a autoridade da censura está na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia. Tornar-se culpável daquilo que se condena nos outros é abdicar dessa autoridade, e mais ainda, arrogar-se arbitrariamente o direito de repressão. A consciência íntima, de resto, recusa qualquer respeito e toda submissão voluntária àquele que, investido de algum poder, viola as leis e os princípios de que está encarregado de aplicar.

A única autoridade legítima, aos olhos de Deus, é a que se apóia no bom exemplo. É o que resulta evidentemente das palavras de Jesus.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A MARGARIDA FRIORENTA

Era uma vez uma margarida em um jardim.

Quando ficou de noite a margarida começou a tremer.

Ai passou a Borboleta Azul.

A borboleta parou de voar.

- Por que você esta tremendo?

- Frio!

- Oh! E horrível ficar com frio! E logo em um a noite tão escura!

A Margarida deu uma espiada na noite.

E se encolheu nas suas folhas. A Borboleta teve uma ideia:

- Espere um pouco! E voou para o quarto de Ana Maria.

-Psiu, acorde!

- Ah? E você, Borboleta? Como vai?

- Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.

- O que e que ela tem?

- Frio, coitada!

- Então já sei o remédio. É trazer a Margarida para o meu quarto.

- Vou trazer já.

A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:

- Você leva esse vaso para o quarto da Ana Maria?

Moleque era muito inteligente e levou o vaso muito bem .

Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito para Moleque.

A Margarida ficou na mesa de cabeceira.

Ana Maria se deitou. Mas ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo.

- Que e isso?

- Frio!

- Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho para você.

Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum. E vestiu o casaquinho na Margarida.

- Agora, você esta bem. Durma e sonhe com os anjos. Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. A Margarida continuou a tremer.

Ana Maria acordou com o barulhinho.

- Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa para você!

E Ana Maria arranjou um a casa para Margarida. Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.

Era a Margarida tremendo.

Então Ana Maria descobriu tudo.

Foi lá e deu um beijo na Margarida

A Margarida parou de tremer. E dormiram muito bem a noite toda.

No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:

Sabe, Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não! Era falta de carinho.

E a Borboleta respondeu:

- Ah! Entendi!


Autoria: Fernanda Lopes de Almeida

sábado, 15 de abril de 2017

Ato de Confiança

Alma fraterna e boa, em teu caminho,
Quando a vida pareça dor que se condensa,
Qual tempestade arrasadora e imensa,
Constrangendo-te o peito a terrível pesar,
Não te rendas às trevas da revolta,
E ante a sobra do mal que te injuria,
Ouve o Tempo a falar-te em novo dia:
- Amparar e seguir, esperar e esperar...

Quanta gente no mundo, a esta mesma hora,
Traz o cérebro em fogo e o coração vazio,
Atravessando a noite a tiritar com frio
E debalde buscando o refúgio de um lar!...
É o doente esquecido na calçada,
É a criança largada aos recantos da rua...
E, ao lado de quem chora, a vida continua,
- Socorrendo e lenindo, a esperar e a esperar...

Pensa no coração materno em sofrimento,
Quando medita sobre um filho morto;
Na dor do companheiro em desconforto,
Que a penúria compele a mendigar,
Na solidão amarga dos enfermos
Cuja prova se agrava, instante a instante,
Aos quais a fé relembra, em apelo incessante:
- Resistir e vencer, esperar e esperar...

Tudo segue no mundo de passagem,
Fama, beleza, Fausto, honraria, nobreza...
A alegria é irmã gêmea da tristeza,
A vitória e a derrota alternam de lugar;
Mas acima de toda circunstância,
Na civilização martelada e sofrida,
Reina a Lei do Senhor, rogando-nos à vida:
- Amar e recompor, esperar e esperar...

E se a frente da luta desdobrada
De grupo contra grupo, em quase toda a Terra,
Atraindo a violência e as torturas da guerra,
Qual se a força do Bem devesse naufragar,
Se pedimos a Deus resposta às nossas ânsias,
Ouviremos do Céu que nos guarda e ilumina
A mensagem de amor da compaixão Divina:
- Trabalhar e servir, esperar e esperar...


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 12 de abril de 2017

AÇÃO DE GRAÇAS

"Tomou o cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos”. (MATEUS, 26:27).

No mundo, as festividades gratulatórias registram invariavelmente os triunfos passageiros da experiência física.

Lautos banquetes comemoram reuniões da família consanguínea, músicas alegres assinalam o término de contendas na justiça dos homens, nas quais, muitas vezes, há vítimas ignoradas, soluçando na sombra.

Com JESUS, no entanto, vemos um ato de ação de graças que parece estranho à primeira vista.

O Mestre Divino ergue hosanas ao Pai, justamente na hora em que vai partir ao encontro do sacrifício supremo.

Conhecerá desoladora solidão no Jardim das Oliveiras...

Padecerá injuriosa prisão...

Meditará na incompreensão de Judas...

Ver-se-á negado por Simão Pedro...

Experimentará o escárnio público...

Será preterido por Barrabás, o delinquente infeliz...

Sorverá fel, sob a coroa de espinhos...

Recolherá o abandono e o insulto.

Sofrerá injustificável condenação...

E receberá a morte na cruz entre dois malfeitores...

Entretanto, agradece...

É que na lógica do senhor, acima de tudo, brilham os valores eternos do espírito.

O CRISTO louva o Todo-Misericordioso pela oportunidade de completar com segurança o seu Divino Apostolado na Terra, rendendo graças pela confiança com que o Pai o transforma em exemplo vivo para a redenção das criaturas humanas, embora essa redenção lhe custe martírio e flagelação, suor e lágrimas.

Não te percas desse modo, em lances festivos sobre pretensas conquistas na carne que a morte confundirá hoje ou amanhã, mas, no turbilhão da luta que santifica e aperfeiçoa, saibamos agradecer os recursos com que Deus nos aprimora para a beleza da luz e para a glória da vida.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 19 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

NA EXALTAÇÃO DO REINO DIVINO

“Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto e assim tornar-vos-eis meus discípulos.” – Jesus. (João, 15:8.)

Glorificarás o Senhor Supremo e serás discípulo do Grande Mestre...

Contudo, não apenas porque te mostres entendido nas Divinas Escrituras...

Não somente porque saibas apregoar os méritos da Sublime Revelação, comovendo a quem te ouve...

Não apenas por guardares de cor as tradições dos antepassados...

Não somente por te sustentares no culto externo...

Não apenas pelo reconforto recebido de mensageiros da Vida Superior...

Não somente por escreveres páginas brilhantes...

Não apenas porque possuas dons espirituais...

Não somente porque demonstres alevantadas aspirações...

A palavra do Evangelho é insofismável.

Glorifiquemos a Deus e converter-nos-emos em discípulos do Cristo, produzindo frutos da paz e aperfeiçoamento. Regeneração e progresso, luz e misericórdia.

A semente infecunda, por mais nobre, é esperança cadaverizada no seio da terra.

Assim também, por mais ardente, a fé que não se exprime em obras de educação e de amor, redenção e bondade, é talento morto.

Se te dizes seguidor de Jesus, segue-lhe os passos.

Ajuda, ampara, consola, instrui, edifica e serve sempre.

Façamos algo na extensão do bem de todos.

Somente assim, cresceremos para o Céu, na construção do Reino de Deus.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 17 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Agradecimento

Agradeço, alma irmã, o clima da alegria
A que a tua bondade nos conduz
Os brindes de ternura que nos deste
E as palavras de luz.

Agradeço-te o campo de trabalho
Em que me renovaste a noção de valor,
Fizeste-me enxergar em minha própria vida
A fonte de serviço a meu dispor.

Agradeço o remédio que me estendes
Para que eu possa agir,
Sendo mais forte para ser mais útil
Em demanda ao porvir

Agradeço o ambiente em que me acolhes
Onde aprendo a servir e onde posso cantar,
Resguardando-me, em tudo, o júbilo bendito,
De que me encontro no meu próprio lar!...

Mas, acima de tudo, alma querida,
Estou feliz porque me deste as mãos
Fazendo-me sentir que a luz do amor existe
E que na luz do amor todos somos irmãos.


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 5 de abril de 2017

39 É Permitido Repreender Os Outros?

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 10 – Bem Aventurados Os Misericordiosos

19 – Ninguém sendo perfeito, não se segue que ninguém tem o direito de repreender o próximo?

Certamente que não, pois cada um de vós deve trabalhar para o progresso de todos e, sobretudo dos que estão sob a vossa tutela.

Mas isso é também uma razão para o fazerdes com moderação, com uma intenção útil, e não como geralmente se faz, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a censura é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda cumprir com todas as cautelas possíveis; e ainda assim, a censura que se faz a outro deve ser endereçada também a nós mesmos, para vermos se não a merecemos.
SÃO LUIS - Paris, 1860

20 – Será repreensível observar as imperfeições dos outros, quando disso não possa resultar nenhum benefício para eles, e mesmo que não as divulguemos?

Tudo depende da intenção. Certamente que não é proibido ver o mal, quando o mal existe. Seria mesmo inconveniente ver-se por toda a parte somente o bem: essa ilusão prejudicaria o progresso. O erro está em fazer essa observação em prejuízo do próximo, desacreditando-o sem necessidade na opinião pública. Seria ainda repreensível fazê-la com um sentimento de malevolência, e de satisfação por encontrar os outros em falta. Mas dá-se inteiramente o contrário, quanto, lançando um véu sobre o mal, para ocultá-lo do público, limitamo-nos a observá-lo para proveito pessoal, ou seja, para estudá-lo e evitar aquilo que censuramos nos outros. Essa observação, aliás, não é útil ao moralista? Como descreveria ele as extravagâncias humanas, se não estudasse os seus exemplos?

SÃO LUIS - Paris, 1860

21 – Há casos em que seja útil descobrir o mal alheio?

Esta questão é muito delicada, e precisamos recorrer à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não há jamais utilidade em divulgá-las. Mas se elas podem prejudicar a outros, é necessário preferir o interesse do maior número ao de um só. Conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia, do que muitos serem enganados e se tornarem suas vítimas. Em semelhante caso, é necessário balancear as vantagens e os inconvenientes.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A LIÇÃO DO JABUTI

A águia abriu as grandes asas e ergueu voo. E viu na Floresta Maravilhosa vários porquinhos brincando de rolar pela grama.

"Onde estará a mãe deles?" - pensou ela.

E, como não visse Dona Porca pelas redondezas, voou com rapidez em direção aos porquinhos e... zás! Levou um para o seu ninho na Montanha Azul.

- Pare de chorar, disse a águia. Não vou lhe fazer mal. Eu vivo sozinha e você será tratado como se fosse um filhote meu.

Mas o porquinho continuava a chorar, cada vez mais alto, chamando pela verdadeira mãe.

- Já lhe disse para não chorar nem gritar. Não quero ficar irritada e castigar você.

Enquanto isso, lá em baixo, Dona Porca e seus filhinhos continuavam desesperados com o que acontecera. Foi quando vários animais, ouvindo lamentações, aproximaram-se, perguntando o que houve.

- A águia levou para o pico da montanha um de meus filhinhos!

Ajudem-me! Por favor, ajudem-me! Quero meu filhinho mais novo de volta!

Os animais entreolharam-se...

- Eu gostaria de ajudá-la, disse o tamanduá. Mas não posso, não tenho forças para subir a montanha, que é muito alta!

- E o senhor Quati?

- Eu?

- Sim, pode me ajudar?

O Quati sacudiu a cabeça, negativamente.

- Ah, não posso... Tenho medo de dona Águia!

Nesse momento, aproximou-se devagarzinho o jabuti conhecido pelo apelido de "Capacete", devido à sua casca. E foi logo dizendo:

- Se a dona Porca quiser, estou aqui para ajudá-la.

Os animais deram uma gargalhada.

- Ajudar com essas pernas curtinhas e esse corpo pesado? Exclamou o tamanduá rindo.

- Você não conseguirá com essas perninhas e com esse peso chegar ao pico da montanha! É melhor desistir, acrescentou o quati, achando, também graça.

O jabuti, muito sério, respondeu:

- Deus ajuda quem tem boa vontade. Eu sou pesado e tenho as pernas curtas, é verdade. Mas com minha vontade hei de trazer de volta o filhinho de dona Porca.

E começou lentamente a subir a montanha. Gastou muito tempo para chegar ao alto. A águia, felizmente, fora buscar alimentos, longe... O porquinho, ao ver o jabuti, saiu do ninho e correu ao seu encontro.

- Graças a Deus alguém veio me salvar! Rezei tanto para isso! Como está minha mãezinha?

- Sua mãe e seus irmãos estão bem, respondeu o jabuti, respirando com dificuldade. Eu é que não estou... Deixe-me respirar um pouco... Pronto! Agora sim, estou ótimo!

- Como fugir daqui? Não sei o caminho de volta e você, Capacete, não consegue correr. A águia nos pegará... Ela vai voltar de um momento para o outro!

- Tenha fé em Deus e encontraremos uma solução.

- Olhe! Exclamou de repente o porquinho, arregalando os olhos. Veja aquela nuvem negra... É a águia! Ela chegará dentro de pouco tempo! O que fazer?

- Orar meu amiguinho. A prece remove montanhas! E nós estamos em uma montanha... Oremos já!

E começaram a orar o Pai Nosso. Após a prece, ambos viram aparecer o espírito luminoso do pai do jabuti, que disse:

- Ouvi o pedido de socorro e vou ajudá-los. Ao pé desta montanha existe um grande lago de águas azuis.

Vocês devem mergulhar nele.

- Eu sei nadar muito bem. Foi o senhor que me ensinou! Respondeu o jabuti.

- Depressa meu filho. Faça o que eu disse! A águia já está chegando. Mergulhe no lago com seu amiguinho... Coragem!

O jabuti pediu que o porquinho se agarrasse firme em seu casco.

- Segure com mais força. Assim!

E ambos se atiraram no lago... Tibum! Exatamente quando a águia pousava no ninho.

Dona porca, quando viu o filhinho chegar carregado pelo jabuti, correu ao seu encontro, chorando de alegria.

O jabuti, humilde, olhava os dois.

- Deus lhe pague pelo que fez! Disse dona Porca. Realizou uma façanha que muitos animais grandes e ligeiros não seriam capazes!

Como conseguiu?

- Com a minha fé! Respondeu o jabuti.

E, lentamente, afastou- se, enquanto pensava:

- Eu nada sou, mas, estando com Deus, que pode o mundo contra mim?


Livro "O Besouro Casca Dura" – Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 1 de abril de 2017

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Abril de 2017 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a HERMÍNIO CORREA DE MIRANDA.

sexta-feira, 31 de março de 2017

NO ROTEIRO DA FÉ

"Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me." Jesus.

O aviso do Senhor é insofismável.

"Siga-me" - diz o Mestre.

Entretanto, há muita gente a lamentar-se de fracassos e desilusões, em matéria de fé, nas escolas do Cristianismo, por não Lhe acatarem o conselho.

Buscam Jesus, fazendo a idolatria em derredor de seus intermediários humanos e, como toda criatura terrestre, os intermediários humanos do Evangelho não podem substituir o Cristo, junto à sede das almas.

Aqui, é o padre católico, caridoso e sincero, contudo, incapaz de oferecer a santidade perfeita.

Ali, é o pastor da Igreja Reformada, atento e nobre, mas inabilitado à demonstração de todas as virtudes.

Acolá, é o médium espírita, abnegado e diligente, todavia distante da própria sublimação.

Mais além, surgem doutrinadores e comentaristas, companheiros e parentes, afeiçoados ao estudo e excelentes amigos, mas ainda longe da integração com o Benfeitor Eterno.

E quase sempre aqueles que o acompanham, na suposição de buscarem o Cristo, ante os mínimos erros a que se arrojam, por força da invigilância ou inexperiência, retiram-se, apressados, do serviço espiritual, alegando desapontamento e amargura.

O convite do Senhor, no entanto, não deixa margem à dúvida.

Não desconhecia Jesus que todos nós, os Espíritos encarnados ou desencarnados que suspiramos pela comunhão com Ele, somos portadores de cicatrizes e aflições, dívidas e defeitos, muitas vezes escabrosos. Daí o recomendar-nos: - "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me".

Se te dispõe, desse modo, a encontrar o Senhor para a edificação da tua felicidade, renuncia com desassombro às bagatelas da estrada, suporta corajosamente as consequências dos teus atos de ontem e de hoje e procura Jesus por Divino Modelo.

Não olvides que há muita diferença entre seguir o Cristo e seguir os cristãos.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 15 – Médium: Chico Xavier - Espírito Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 29 de março de 2017

BOAS OBRAS

"Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que estás nos Céus".
JESUS (MATEUS, 5:16.)

“Brilhe vossa luz” – disse-nos o MESTRE - e muitas vezes julgamo-nos unicamente no dever de buscar as alturas mentais. E suspiramos inquietos pela dominação do cérebro.

Contudo, o CRISTO foi claro e simples no ensinamento: “brilhe também a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus”.

Não apenas pela cultura intelectual. Não somente pela frase correta. Nem só pelo verbo flamejante. Não apenas pela interpretação eficiente das Leis Divinas. Não somente pela prece labial, apurada e comovedora. Nem só pelas palavras e pelos votos brilhantes.

É indiscutível que não podemos menosprezar a educação da inteligência, mesmo porque escola, em todos os planos, é obra sublime com que nos cabe honrar o Senhor, mas JESUS, com a referência, convidava-nos ao exercício constante das boas obras, seja onde for, pois somente o coração tem o poder de tocar o coração e, somente aperfeiçoando os nossos sentimentos, conseguiremos nutrir a chama espiritual em nós, consoante o Divino apelo.

Com o amor estimularemos o amor...

Com a humildade geraremos a humildade...

Com a paz em nós ajudaremos a construir a paz dos outros...

Com a nossa paciência edificaremos a paciência alheia.

Com a caridade em nosso passo, semearemos a caridade nos passos do próximo.

Com a nossa fé garantiremos a fé ao redor de nós mesmos.

Atendamos, pois, ao nosso próprio burilamento, porquanto apenas contemplando a luz das boas obras em nós, é que os outros entrarão no caminho das boas obras, glorificando a bondade e a sabedoria de Deus.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 13 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 27 de março de 2017

AJUDEMOS TAMBÉM

"Ele respondeu e disse: Dai-lhes vós, de comer...” (MARCOS, 6:37.)

Em muitas ocasiões propomos a Benfeitores Espirituais determinados serviços que, acima de tudo, são oportunidades de trabalho que o Senhor, abnegado e vigilante, nos oferece.

Enunciamos rogativas e relacionamos diversos quadros de ação para a caridade.

O doente de certa rua.

O parente necessitado.

O obsesso que sofre não distante.

A casa conflagrada do vizinho.

O companheiro algemado ao leito.

O amigo em prova inquietante.

Os obreiros da Espiritualidade movimentam-se e ajudam, devotados e operosos; contudo, em suplicando o socorro alheio, não nos cabe olvidar o socorro que podemos prestar por nós mesmos.

É indispensável acionar as possibilidades da nossa cooperação fraterna, os recursos ainda que reduzidos de nossa bolsa, o nosso concurso pessoal, o nosso suor e as nossas horas, a benefício daqueles que a sabedoria Divina situou em nossa estrada para testemunharmos a própria fé.

Diante da turba faminta, ouvindo as alegações dos discípulos que lhe solicitavam a atenção para as necessidades do povo, disse-lhes o Senhor:

- "Dai-lhes vós, de comer...”.

E os discípulos angariaram diminuta porção de alimentos, antes que o Mestre a convertesse em pão para milhares.

A lição é expressiva.

Não basta rogar a intervenção do céu, em favor dos outros, com frases bem feitas, a fim de que venhamos a cumprir o nosso dever cristão. Antes de tudo, é necessário fazer a nossa parte, quanto nos seja possível, para que o bem se realize, de modo a entrarmos em sintonia com os poderes do bem eterno.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 11 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 24 de março de 2017

NO RUMO DO AMANHÃ

"Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" Jesus (Marcos, 8:36.)

Lembra-te de viver, conquistando a glória eterna do Espírito.

Diariamente retiram-se da Terra criaturas cujo passo se imobiliza nos angustiosos tormentos da frustração...

Estendem os braços para o ouro que amontoaram, contudo..., esse ouro apenas lhes assegura o mausoléu em que se lhes guardam as cinzas.

Alongam a lembrança para o nome em que se ilustraram nos eventos humanos, todavia..., quase sempre a fulguração pessoal de que se viram objeto apenas lhes acorda o coração para a dor do arrependimento tardio.

Contemplam o campo de luta em que desenvolveram transitório domínio, mas..., não enxergam senão a poeira da desilusão que lhes soterra os sonhos mortos.

Sim, em verdade, passaram no mundo em carros de triunfo na política, na fortuna, na ciência, na religião, no poder...

No entanto, incapazes do verdadeiro serviço aos semelhantes, enganaram tão somente a si próprios, no culto ao egoísmo e ao orgulho, à intemperança e à vaidade que lhes devastaram a vida.

E despertaram, além da morte, sem recolher lhe a renovadora luz.

Recorda os que padecem na derrota de si mesmos, depois de se acreditarem vencedores, dos que choram as horas perdidas, e procura, enquanto é hoje, enriquecer o próprio espírito para o amanhã que te aguarda, porque, consoante o ensino do Senhor, nada vale reter por fora o esplendor de todos os impérios do mundo, conservando a treva por dentro do coração.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 06 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 22 de março de 2017

FÉ E OBRAS

“A fé se não tiver obras, é morta em si mesma”. TIAGO 2:l7

Imaginemos o mundo transformado num templo vasto, respeitável sem dúvida, mas plenamente superlotado de criaturas em perene adoração ao Céu.

Por dentro, a fé reinando sublime: Orações primorosas...

Discursos admiráveis... Louvores e cânticos...

Mas, por fora, o trabalho esquecido: Campos ao desamparo...

Enxadas ao abandono... Lareiras em cinza...

De que teria valido a exaltação exclusiva da fé, senão para estender a morte no mundo que o SENHOR nos confiou para a glória da vida?

Não te creias, desse modo, em comunhão com a Divina Majestade, simplesmente porque te faças cuidadoso no culto externo da religião a que te afeiçoas.

Conhecimento nobre exige atividade nobre.

Elevação espiritual é também dever de servir ao Eterno Pai na pessoa dos semelhantes.

É por isso que fé e obras se completam no sistema de nossas relações com a vida superior.

Prece e trabalho.

Santuário e oficina.

Cultura e caridade.

Ideal e realização.

Nesse sentido, Jesus é o nosso exemplo indiscutível.

Não se limitou o Senhor a simples glorificação de DEUS nos Paços Divinos, quanto à edificação dos homens.

Por amor infinitamente a Deus, na Sublime Tarefa que lhe foi cometida, desceu à esfera dos homens e entregou-se à obra do Amor infatigável, levantando-nos da sombra terrestre para a Luz Espiritual.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 05 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.