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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 28.02.23

“O ódio paralisa a vida, o amor a liberta; o ódio confunde a vida, o amor a harmoniza; o ódio escurece a vida, o amor a ilumina”.

Autor: Martin Luther King


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Estória: Sacrifício de Mãe

O pai havia desencarnado fazia já algum tempo, partindo para a Pátria Espiritual, e Maneco ficou sozinho com sua mãe.

A vida, que até aquela data fora tranquila, sem que nada lhes faltasse, tornou-se difícil. Os recursos que o pai deixara minguavam dia a dia e, em poucos meses, acabaram por completo.

Maneco, porém, sem perceber a situação, continuava na mesma vida: estudava, brincava e divertia-se.

Acostumado a ter o que desejava, sem se privar de nada, começou a reclamar de tudo: da comida, das roupas gastas, dos sapatos usados, mostrando-se exigente e insatisfeito.

A mãezinha amorosa, cujos recursos restringiam-se à pensão que o marido deixara ao desencarnar, não sabia o que fazer para agradar o filho.

Não tendo dinheiro, a pobre mulher recorria à bondade dos vizinhos e amigos, emprestando o suficiente para comprar algo melhor para o filho: uma fruta, um pedaço de carne, algumas batatas, algum doce.

Quando o rapazinho se sentava à mesa e comia com apetite, a mãe sentia-se compensada de seus esforços, e fitava-o embevecida, satisfeita. Maneco perguntava:

— Não vai almoçar, mamãe?

Invariavelmente ela respondia, dando uma desculpa:

— Não estou com fome, meu filho.

Ou, então, alegava que já havia almoçado, ou que almoçaria depois.

Certo dia, ao chegar à sua casa, Maneco encontrou a mãezinha na cama, desfalecida.

O médico, chamado às pressas, após examiná-la, informou:

— O estado de sua mãe é de fraqueza extrema. Provavelmente não come há vários dias. Precisa alimentar-se melhor para poder recuperar as forças.

Maneco, surpreso, não sabia o que dizer. Aproximando-se do leito, perguntou à mãe:

— Por que não tem se alimentado, mamãe?

A generosa senhora, um pouco envergonhada, nada disse; apenas uma lágrima desceu pelo seu rosto pálido.

Maneco, perplexo, compreendeu enfim. Aos poucos foi ligando os fatos, lembrando-se de tudo o que vinha acontecendo, e entendeu que a mãezinha sacrificava-se por ele. Dava o melhor de si para o filho, nada reservando para ela mesma. E ele, insensível e prepotente, nunca percebera o sacrifício da mãe.

Maneco caiu ajoelhado, em lágrimas, ao lado do leito pobre, enquanto lhe dizia com voz entrecortada de emoção:

— Perdoe mãezinha, não ter percebido a nossa real situação e a grandeza da sua generosidade. Mas, nunca senti falta de nada! Como é que a senhora conseguia comprar tudo que me oferecia?

Uma vizinha, que chegara há pouco e ouvia a conversa, respondeu comovida:

— Sua mãe emprestava o dinheiro de um e de outro para que nada lhe faltasse, Maneco.

— Meu Deus! Como pude ser tão cego? Mamãe, eu arranjarei um emprego, pois já tenho idade para trabalhar. Não ganharei muito, por certo, mas o pouco que receber será o suficiente para amenizar nosso infortúnio. Deus nos ajudará mamãe, e seremos muito felizes ainda.

A mãe, com sorriso terno, afirmou contente:

— Deus já nos ajudou meu filho, e considero-me muito feliz por Ele ter-me dado um filho como você!

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 24.02.23

 “O lar não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas…”

 Autor: Emmanuel

Poesia: O AMOR

O amor é o maior aprendizado,

Que devemos lutar para alcançar.

O fato de se sentir amado,

Leva-nos a desta vida mais gostar.


Para isto as vezes há muitas lutas...

Muita dor e muito sofrimento,

Porque impõe ao viver, as disputas,

Que nem sempre envolvem bom sentimento.


Aquele sentimento aprimorado,

Pouco cultivado nesta dimensão,

Onde poucos têm bem elaborado

O que se vai dentro de seu coração.


É o que há de mais puro no universo.

É o que encanta e nos faz crescer.

É o que motiva este meu verso.

É o que me ensina o meu tempo vencer.

Maria Dolores
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 17.02.23

“Somos livres para decidir sobre os nossos atos, muito embora nos tornemos escravos de suas consequências.”

 Autor: Chico Xavier

Prece: POR VIGILÂNCIA

Mestre Amado, que estejamos sempre de sentinela às portas da alma...

Que não descuidemos de nós mesmos um instante sequer.

A sombra daquilo que fomos - e não mais queremos ser - ainda paira sobre nós...

Não permitas que continuemos influenciados pelas vozes sussurrantes do mal.

Ocupa Senhor, a nossa mente e as nossas mãos!

Repleta-nos a vida de trabalho, para que o minuto ocioso não nos comprometa o destino.

Não leves em conta as nossas queixas e lamúrias, relativas a cansaço e sobrecarga de tarefas.

A prática do Bem genuíno é compromisso que a ninguém exaure.

Ignoramos que são os espinhos que protegem a roseira e que são as pedras que defendem a nascente.

Não nos atenda as reivindicações de injustificada trégua na luta contra nós mesmos!

Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 16.02.23

“O mal existe, mas nunca sem o bem, tal como a sombra existe, mas jamais sem a luz”.

Autor: Alfred Musset

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

168 Por Um Inimigo Que Morreu

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

67. PREFÁCIO. A caridade para com os nossos inimigos deve acompanhá-los ao além-túmulo. Precisamos ponderar que o mal que eles nos fizeram foi para nós uma prova, que há de ter sido propícia ao nosso adiantamento, se a soubemos aproveitar. Pode ternos sido, mesmo, de maior proveito do que as aflições puramente materiais, pelo fato de nos haver facultado juntar, à coragem e à resignação, a caridade e o esquecimento das ofensas. (Cap. X, n° 6; cap. XII, n° 5 e n° 6.)

68. Prece. - Senhor, foi do teu agrado chamar, antes da minha, a alma de N... Perdoo-lhe o mal que me fez e as más intenções que nutriu com referência a mim. Possa ele ter pesar disso, agora que já não alimenta as ilusões deste mundo. 

Que a tua misericórdia, meu Deus, desça sobre ele e afaste de mim a ideia de me alegrar com a sua morte. Se incorri em faltas para com ele, que mas perdoe, como eu esqueço as que cometeu para comigo.

Assim seja.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 14.02.23

“Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir”.

Autor: Facundo Cabral

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Frequentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro: Vinha de Luz, lição 001 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 10.02.23

“A cortesia é irmã da caridade, que apaga o ódio e fomenta o amor”.

 Autor: Desconhecido

Poesia: ALMA GÊMEA

Alma Gêmea da Minh'alma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão...
Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarzinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na benção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor...
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Por que sou tua esperança,
Como és todo o meu amor.

Alma Gêmea da minh’alma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores,
Da claridade dos céus...

Livro: Há Dois Mil Anos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 09.02.23

“Na natureza não existem recompensas nem castigos e, sim, existem consequências”.

Autoria: Ingersoll

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

167 Pelas Almas Sofredoras Que Pedem Preces

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

64. PREFÁCIO. Para se compreender o alívio que a prece pode proporcionar aos Espíritos sofredores, faz-se preciso saber de que maneira ela atua, conforme atrás ficou explicado. (Cap. XXVII, n° 9, n° 18 e seguintes.) Aquele que se ache compenetrado dessa verdade ora com mais fervor, pela certeza que tem de não orar em vão.
 
65. Prece. - Deus clemente e misericordioso, que a tua bondade se estenda por sobre todos os Espíritos que se recomendam às nossas preces e particularmente sobre a alma de N... 

Bons Espíritos, que tendes por única ocupação fazer o bem, intercedei comigo pelo alívio deles. Fazei que lhes brilhe diante dos olhos um raio de esperança e que a luz divina os esclareça acerca das imperfeições que os conservam distantes da morada dos bem-aventurados. Abri-lhes o coração ao arrependimento e ao desejo de se depurarem, para que se lhes acelere o adiantamento. Fazei-lhes compreender que, por seus esforços, podem eles encurtar a duração de suas provas.
 
Que Deus, em sua bondade, lhes dê a força de perseverarem nas boas resoluções! 

Possam essas palavras repassadas de benevolência suavizar lhes as penas, mostrando-lhes que há na Terra seres que deles se compadecem e lhes desejam toda a felicidade.
 
66. (Outra) - Nós te pedimos, Senhor, que espalhes as graças do teu amor e da tua misericórdia por todos Os que sofrem, quer no espaço como Espíritos errantes, quer entre nós como encarnados. 

Tem piedade das nossas fraquezas. Falíveis nos fizeste, mas dando-nos capacidade para resistir ao mal e vencê-lo. Que a tua misericórdia se estenda sobre todos os que não hão podido resistir aos seus maus pendores e que ainda se deixam arrastar por maus caminhos. Que os bons Espíritos os cerquem; que a tua luz lhes brilhe aos olhos e que, atraídos pelo calor vivificante dessa luz, eles venham prosternar-se a teus pés, humildes, arrependidos e submissos. 

Pedimos-te, igualmente, Pai de misericórdia, por aqueles dos nossos irmãos que não tiveram forças para suportar suas provas terrenas. Tu, Senhor, nos deste um fardo a carregar e só aos teus pés temos de o depor. Grande, porém, é a nossa fraqueza e a coragem nos falta algumas vezes no curso da jornada. Compadece-te desses servos indolentes que abandonaram antes da hora o trabalho. Que a tua justiça os poupe, e consente que os bons Espíritos lhes levem alivio, consolações e esperanças no futuro. A perspectiva do perdão fortalece a alma; mostra-a, Senhor, aos culpados que desesperam e, sustentados por essa esperança, eles haurirão forças na grandeza mesma de suas faltas e de seus sofrimentos, a fim de resgatarem o passado e se prepararem a conquistar o futuro.

Assim seja.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 07.02.23

“A melhor maneira de ajudar aos outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar”.

Autor: Dom Hélder Câmara

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Estória: Responsabilidade e Amizade

Juquinha voltava da escola com a mochila dependurada nas costas e uma bola nas mãos. Brincando, ele chutou a bola e quebrou a vidraça da janela de uma residência pela qual estava passando.

Temeroso pelo que fizera, ele saiu correndo e dobrou a esquina, rápido.

Zezé, seu colega, que vinha um pouco atrás, preocupado com uma prova que faria no dia seguinte, nem notou o que tinha acontecido.

Ao passar diante da casa, deparou-se com um homem muito zangado, que, o agarrando pelo braço, gritou:

— Peguei você, moleque safado!

Assustado, sem entender o que estava acontecendo, Zezé se defendeu:

— Eu não fiz nada! Não sei do que a senhor me acusa.

— Como não sabe? Você acaba de quebrar a vidraça da janela de minha casa e não sabe?...

— Não sei não, senhor. Não fui eu! Não fui eu!

— Ah, não? E essa bola aqui, de quem é?

Zezé havia reconhecido a bola, nova e bonita, que pertencia ao seu amigo Juquinha. Porém ele não era dedo-duro e não entregaria o colega. Então, apenas respondeu:

— Não é minha, senhor, eu juro!

— Se você estiver mentindo para mim, vai se arrepender. Vamos! Vou levá-lo até sua casa e falar com seus pais.

— Por favor, senhor, solte-me! Meus pais estão trabalhando e não tem ninguém em casa.

Zezé chorava e suplicava tanto, que o homem cedeu. Largou o braço dele e pediu-lhe o endereço, que o garoto deu. Depois, voltando aos poucos à normalidade, ele informou:

— Amanhã irei à escola falar com sua professora. Como é seu nome?

— José Luiz Barbosa, mas todos me chamam de Zezé.

— Muito bem, Zezé. Pode ir agora.

Zezé continuou seu caminho, aliviado. No dia seguinte tudo se esclareceria, tinha certeza. Certamente Juquinha não deixaria que ele fosse acusado injustamente.

De manhã Zezé levantou-se, confiante, e foi para a escola.

Eram dez horas quando o homem apareceu na porta da sala de aula.

A professora Dorinha o recebeu e perguntou o que desejava. Ele entrou e explicou o que tinha acontecido diante de toda a classe.

Juquinha encolheu-se na carteira.

Diante da acusação daquele homem, Zezé esperou que Juquinha assumisse a culpa, não deixando que ele fosse acusado injustamente.

Como Juquinha continuasse calado, Zezé baixou a cabeça triste e desiludido.

A professora Dorinha, vendo a situação criada, saiu em defesa do aluno.

— O senhor tem toda razão de reclamar e até de desejar uma reparação, porém não pode vir aqui e acusar um aluno meu sem ter certeza da culpa dele. Além disso, esta bola não é do Zezé, posso lhe afirmar.

— Mas alguém quebrou minha janela com esta bola e quero saber quem foi.

Ele olhava para toda a classe, fitando um por um. Todavia, ninguém se manifestou. Irritado, ele disse:

— Muito bem. Vocês estão se protegendo, mas eu vou descobrir quem foi e, aí, tomarei providências. Deixarei a bola aqui na mesa. Que o dono a pegue depois, se tiver coragem. Passem bem.

O homem retirou-se pisando duro. Após a saída dele, Dorinha olhou para sua classe, triste, e considerou:

— Estou bastante decepcionada com vocês. Não importa o que tenhamos feito, temos a obrigação moral de assumir nossos erros. Mentir é muito feio e, omitir nossa responsabilidade, deixando que alguém seja acusado em nosso lugar, é pior ainda.

Zezé, com a cabeça entre as mãos, chorava baixinho.

Nesse momento, Juquinha levantou-se, tímido e envergonhado:

— Professora, fui eu que quebrei a vidraça. Mas não fiz por querer! Foi um acidente!

Depois, virando-se para o amigo que chorava, disse:

— Zezé, me desculpe! Não quis criar um problema para você, apenas fiquei com medo da reação de meus pais ao ficarem sabendo. Porém, você sabia que eu era culpado e não me entregou, e isso me deixou com vergonha de mim mesmo. Será que você pode me perdoar?

Zezé levantou a cabeça, limpou as lágrimas e sorriu:

— Claro, Juquinha. Sabia que você não deixaria que eu fosse acusado injustamente. Afinal, somos bons amigos!

Juquinha caminhou até Zezé e abraçaram-se, contentes por terem resolvido bem a situação.

Depois, Juquinha, também emocionado, prometeu:

— Professora, eu prometo que ao sair daqui irei à casa daquele senhor, contarei a verdade e me responsabilizarei pelos danos que causei.

— Ótimo, Juquinha. Você decidiu muito bem — concordou Dorinha.

E Zezé, ao lado dele, afirmou:

— Eu acompanho você, Juquinha.

A professora abraçou a ambos, depois olhando para os demais alunos, informou:

— Neste dia tivemos uma lição ao vivo. Uma situação difícil se resolveu de forma pacífica, e todos amadureceram um pouco mais. Juquinha aprendeu que a mentira só prejudica, e pôde comprovar a grandeza de Zezé que não entregou o amigo, mesmo sabendo-o culpado.

Ela parou de falar por alguns momentos, depois prosseguiu comovida:

— Juquinha ainda vai enfrentar dificuldades com o homem a quem prejudicou, e também com seus pais, mas tudo ficará mais fácil diante da sua resolução de dizer a verdade. Que todos possamos ter aprendido a lição.

Ao terminar a aula, Zezé acompanhou Juquinha, que explicou ao homem o que tinha acontecido, desculpando-se e prometendo pagar os danos causados, usando sua mesada para comprar-lhe uma vidraça nova.

Contaria a seus pais o que tinha acontecido, e tinha certeza de que o problema seria resolvido com tranquilidade.

O mais difícil fora admitir a culpa. Tudo o mais não tinha importância.

Sereno e confiante, Juquinha retornou para casa, certo de que, dali por diante, não haveria problema que não conseguisse resolver.

Aprendera, também, que uma amizade sincera como a de Zezé, não tinha preço e precisava ser valorizada.

E desse dia em diante, tornaram-se ainda mais amigos.

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 03.02.23

“Os dois maiores presentes que podemos dar aos filhos são raízes e asas”.

Autoria: Hodding Carter

Prece: Oração Para Receber Mais Amor

Senhor meu, está escrito na tua palavra: "Deus é amor", e eu, como teu filho, quero receber e transbordar deste amor que emana do Senhor.

Pelo Espírito Santo, derrama no meu coração o amor que transforma, que cura e liberta.

Senhor, que eu possa amar intensamente tudo aquilo que o Senhor me deu, e que todos ao meu redor possam sentir o teu amor na minha vida. Quero, de todo o coração, fazer tudo com amor, mesmo as coisas mais difíceis, amando o meu semelhante como a Ti mesmo.

Que eu possa fluir, como fonte de águas vivas: Amor, Paz e Alegria.

Oro também por todos aqueles que têm ódio no coração, por pecado e sofrimento e estão agora vazios deste amor, que sejam transformados e que a cada instante, o teu amor seja exalado na minha vida.

Em nome de Jesus, 

Amém.

Autor: José dos Reis de Macedo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 02.02.23

“Usem a coerência e autenticidade, façam aquilo que digo, mas não aquilo que faço”.

Autor: Papa Francisco

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Biografia: JOAQUIM ANTONIO DE S. THIAGO

1857 – 1916

O Professor Joaquim Antônio de S. Thiago foi notável pioneiro do Espiritismo no Estado de Santa Catarina.

Filho de Peregrino Servita de S. Thiago e de Dona Maria Augusta de S. Thiago, ambos catarinenses, nasceu no dia 25 de Outubro de 1857, na cidade de Florianópolis (SC), vindo a desencarnar em S. Francisco do Sul (SC) em 5 de Outubro de 1916.

Era irmão mais moço do ilustre engenheiro doutor Polidoro Olavo de S. Thiago, jornalista e político, que chegou a vice-governador do Estado de Santa Catarina e que, em 20 de Abril de 1890, criou, na Federação Espírita Brasileira, a “Assistência aos Necessitados”, de existência ininterrupta até os dias de hoje.

Joaquim S. Thiago fez seus estudos preliminares no Colégio “Santíssimo Salvador”, de Florianópolis, dirigido pelos padres jesuítas, continuando-os no Rio de Janeiro, onde frequentava um curso particular de português e matemática mantido pelo seu irmão acima mencionado.

Espírito de grande sensibilidade e de uma ternura inigualável por sua mãe, Joaquim S. Thiago, à notícia do seu falecimento, ocorrido em virtude da dedicação com que se entregara D. Maria Augusta ao tratamento dos enfermos de febre amarela, que na época fazia inúmeras vitimas em São Francisco do Sul, regressou a essa cidade, onde seus pais residiam. E nunca mais daí se ausentou, a não ser acidentalmente, para exercer funções eletivas, pois fora deputado à constituinte estadual, como seu irmão Polidoro.

Em São Francisco do Sul foi sempre – e com que dedicação e elevação moral e cívica! – preceptor da mocidade. Sucediam-se as gerações, e o mesmo professor ali estava para encaminhá-las no amor da cultura e do bem. Até 1886 foi professor particular e, desse ano até 1916, professor público. Republicano histórico, a política, entretanto, por muito pouco tempo o seduziu. Preferiu entregar-se a obras de assistência social e ao cultivo das belas letras, nas quais adquiriu, como autodidata, extraordinário realce.

Casou em 1880 com D. Clara Almeida de S. Thiago, descendente da família Campos e Almeida, e natural do Rio de Janeiro. Ela exercia em São Francisco do Sul as funções de professora pública, ensinando música, sobretudo. Do casamento houve sete filhos, que receberam educação esmerada.

No desempenho de suas tarefas no magistério, o casal S. Thiago deu belos exemplos de abnegação e do mais alto espírito construtivo.

Não sabemos ao certo quando Joaquim S. Thiago se tornou espírita, iniciado pelo seu irmão Polidoro, mas pode-se afirmar que ele foi um dos pioneiros do Espiritismo em Santa Catarina. “Comecei a ser feliz” – escreveu o nosso biografado em seu Livro Íntimo – “desde o dia em que meu irmão Polidoro, a quem rendo aqui profundo preito de gratidão, transfundiu em meu coração os sagrados ensinos da doutrina espírita que abracei com toda a sinceridade e firme convicção”. Iniciando a sementeira do Evangelho no seu próprio lar, teve a felicidade de ver todos os filhos vinculados estreitamente ao trabalho espírita, e hoje o seu nome é invocado por uma descendência que se eleva a mais de cem pessoas, entre filhos, netos e bisnetos, todos militantes no Espiritismo.

Em 21 de Julho de 1895, fundava em sua casa, com outros companheiros, entre eles a virtuosa e notável médium D. Maria Amélia de Miranda e Silva, o Centro Espírita “Caridade de Jesus”, que funcionou, sob a sua presidência, até 1916, reconstituindo-se, sob a direção do Professor Arnaldo Claro de S. Thiago, em 1924. Essa entidade espalhou e continua espalhando muitos benefícios à população francisquense. Tinha um órgão de divulgação doutrinária – “A Revelação”, que reapareceu mais tarde e continua até hoje a sua missão construtiva.

De 1895 em diante, o Professor Joaquim S. Thiago redobrou seus esforços na propagação da Doutrina Espírita, na assistência aos necessitados e na educação do povo.

Orador, jornalista e dramaturgo, sabia aprimorar, pelo seu esforço de autodidata, os atributos intelectuais inatos.

Na tribuna foi sempre um evangelizador, quer falasse aos operários, aos rudes trabalhadores, em cujos corações ganhara amizades perduráveis, quer se dirigisse aos adeptos do Espiritismo, cujos princípios professava e punha em prática na família, na escola e na sociedade, ainda que injuriado e caluniado por adversários da nova doutrina, que chegaram até o insulto material, apedrejando o Centro Espírita “Caridade de Jesus”, quando este funcionava na casa do seu confrade Joaquim Simplício da Silva, casa situada na esquina da rua Fonte com a rua Marechal Floriano.

No jornalismo só se ocupava de assuntos austeros, predicando virtudes cívicas e morais. No teatro exerceu influência benéfica, escrevendo dramas de fundo moral, que muito contribuíram para a educação das gerações de sua época. Desses dramas, há ainda um inédito – “Vicentina”, achando-se dois outros publicados: “A Enjeitada” e “A Órfã”, ambos de caráter espírita. Além dessas obras teatrais, há um trabalho didático de sua lavra, mui valioso, que mereceu do Conselho Superior da Instrução Pública de Santa Catarina, então sob a presidência do teatrólogo e poeta Horácio Nunes Pires, referencias enaltecedoras. Publicado esse trabalho para servir de livro de leitura nas catorze escolas mantidas pela antiga Colônia de Pescadores Z-2, “Nossa Senhora da Graça”, muito contribuiu para a divulgação de ideias nobres e elevadas entre os praieiros catarinenses.

O Professor Joaquim S. Thiago utilizou-se, ainda, da imprensa local para explicar ao povo os princípios espíritas e, quando faltava a imprensa, recorria à publicação de folhetos, sendo que o último, em 25 de Agosto de 1916, às vésperas de sua desencarnação, foi escrito para defender a Doutrina Espírita contra os ataques de um sacerdote da Igreja Católica.

Homem austero, de conduta irrepreensível, intransigentemente honesto, devotado ao ministério do ensino e da caridade, não se compreende, conforme escreveu seu filho Arnaldo de S. Thiago in “Historia da Literatura Catarinense”, Rio de Janeiro, 1957, que um dos governos de Santa Catarina tenha mandado substituir o nome desse egrégio preceptor da mocidade, no Grupo Escolar de Joinville, que assim fora denominado, consoante o seguinte oficio número 394, de 20 de Janeiro de 1927, remetido ao Professor Arnaldo S. Thiago: “Tenho a honra de comunicar a V.S. que o Exmo. sr. dr. Adolpho Konder, Governador do Estado, assinou ontem o decreto número 2.017, convertendo as escolas reunidas em Grupos Escolares de 2ª. Classe, dando-lhes os nomes de professores que exerceram abnegada e brilhantemente o magistério público, no Estado. Outrossim, comunico-vos com a mais viva satisfação que o Grupo Escolar de 2ª. Classe da cidade de Joinville tomou o nome de Grupo Escolar Professor Joaquim S. Thiago, tradição viva do professor que votou o melhor de sua existência para educar e instruir a infância, cooperando assim para a grandeza de nossa Pátria. Mâncio da Costa – Diretor de Instrução”.

O valor social e o prestigio de que desfrutou, entre os seus contemporâneos, levaram a Academia Catarinense de Letras a fazê-lo patrono de uma cadeira daquele sodalício intelectual, a de número 21, ocupada presentemente por um dos seus filhos.

O Professor Joaquim Antônio de S. Thiago foi um lidimo valor da Doutrina Espírita, abnegado apostolo da Caridade, cultivando no mais alto grau o espírito de humildade. Seu nome está hoje vinculado a diversos Centros Espíritas de Santa Catarina e ao “Bezerra de Menezes”, do Andaraí, no Rio de Janeiro, aos quais ele vem dando sua esclarecida assistência, dos planos da Espiritualidade.

Cultura polimorfa, além dos livros já citados, deixou muitos inéditos de profunda beleza espiritual, nos quais se revela um escritor fluente, de muita imaginação, sabendo extrair de simples temas, como a semente, por exemplo, um mundo de verdades filosóficas e de reflexões altamente educativas e moralizadoras.

Mais pelos exemplos que pelo ensino oral ou escrito, o Professor Joaquim S. Thiago permanece inesquecível na comunidade espírita de Santa Catarina, querido e respeitado pelos seus reais serviços em bem do próximo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.