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domingo, 30 de setembro de 2012

Hoje foi postada a biografia do mês de Outubro de 2012 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a José Pedro de Freitas - ZÉ ARIGÓ.


CARTA ESTIMULANTE

Diz você, meu amigo, que, depois de haver assistido a alguns trabalhos interessantes de materialização, passou a registrar estranhas modificações no modo de ver.

Assinalou diversas entidades momentaneamente corporificadas, à frente dos olhos, e, pela surpreendente claridade que irradiavam, compreendeu a beleza da vida.

Quando os clarões das luzes inexprimíveis se apagaram, retomou quase desacoroçoado, à tarefa comum.

A lembrança das sugestivas revelações perdurava-lhe na memória; entretanto, a via pública pareceu-lhe mais fria e o ambiente doméstico, onde ninguém se lhe afeiçoa as idéias, figurou-se-lhe um cárcere ao pensamento.

No dia seguinte, em retomando o serviço habitual, os companheiros de luta, menos esclarecidos, eram mais duros de suportar.

Deslocara-se-lhe a mente.

À maneira do lenhador que examina uma central elétrica, você passou a sentir o peso do trabalho no carvão comum.

Para que alimentar o fogo a toras de madeira, se há força acessível e eficiente?

Tedioso cansaço assomou-lhe o coração.

E marcou espantado, o vigoroso conflito entre sua alma e a realidade, através de incoercível desajustamento.

Não seria razoável abandonar toda atividade considerada por inferior e partir em busca das claridades de cima? Valeria a pena prosseguir enfrentando o barro da cerâmica em que você trabalha, quando a imortalidade se lhe patenteou indiscutível e brilhante?

Todavia, é forçoso considerar que se a semente pudesse despertar ante a grandeza de uma espiga madura e não se sujeitasse mais ao serviço que lhe compete na cova lodacenta, naturalmente o mundo se privaria de pão.

O plano espiritual, contudo, não pretende instalar a fome ou a ociosidade na Terra.

O Planeta é uma escola em que a inteligência encarnada recebe a lição de que necessita.

Entre a maloca indígena e o castelo civilizado, medeiam muitos séculos de cultura, com experiências vastíssimas e assombrosas, e, entre o palácio dos homens e o santuário dos anjos, há que andar por numerosos séculos ainda...

O Cristianismo que você abraçou, com tanta sinceridade e ternura, permanece repleto de ensinamentos nesse sentido.

Diante do Tabor, em que Espíritos bem-aventurados se materializaram ao lado do Mestre, em transfiguração indescritível, Pedro, deslumbrado, pede para que uma choupana seja ali construída, a fim de que nunca mais regressassem ao mundo vulgar; entretanto, o grande apóstolo é arrebatado de lá, ao torvelinho de ação rotineira, dentro do qual perdeu e venceu várias vezes, sob o tacão de vicissitudes humanas até alcançar a verdadeira exaltação pelo martírio e pelo sacrifício.

Envolve-se Paulo num dilúvio de bênçãos nas vizinhanças de Damasco, mas, ao invés de acompanhar o Cristo magnânimo que o abraça de improviso, é convocado a perambular por muitos anos entre desapontamento e pedradas, no seio da multidão.

Que mais?

O próprio Mestre, no Jardim da prece solitária, sente-se visitado por um anjo divino que desce do firmamento em sublime esplendor; todavia, longe de segui-lo em carro de triunfo para as Esferas Superiores, desce para o cárcere, sofre o insulto da turba ameaçadora, e marcha humilhado para a crucificação.

Não transforme, pois, a excelência do estímulo revelador em desalento para o trabalho natural.

Valores imperecíveis não surgem de imediato.

Tempo e esforço são as chaves do crescimento da alma.

Se os Espíritos elevados reaparecem no intercâmbio dos dois círculos de vida a que nos ajustamos, é que se inspiram no ministério da caridade e desejam acordar os homens para mais altas noções de justiça e fraternidade, a fim de que se fortaleçam e aprimorem, perante a continuidade da vida e da individualidade, além túmulo...

Se você foi chamado às tarefas do oleiro, atenda, quanto possível, ao enriquecimento íntimo, nos estudos e serviços que a nossa Consoladora Doutrina oferece, mas não olvide os tijolos e manilhas, telhas e vasos que a sua indústria foi convidada a materializar.

Institua facilidade e abundância para que os menos favorecidos de recursos e de inteligência consigam construir seus ninhos aos quais se abrigam pobres aves humanas, em peregrinação aflitiva na erraticidade.

Esforce-se para que seu nome seja louvado e abençoado pelos que compram e vendem, pelos que administram e obedecem, convencido de que, se não devemos esquecer a contemplação das estrelas, não encontraremos o caminho de acesso a elas se não acendermos alguma lamparina no chão.

Livro: Cartas e Crônicas – Médium: Chico Xavier - Espírito Irmão X.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 29 de setembro de 2012


E O TEMPO NÃO PÁRA...

E o tempo não pára, não pára, Não pára não... Disse o nosso amigo cazuza. É a “roda” do aperfeiçoamento Que nos conduz á ternura.

Ajustes aqui, desajustes ali, Altos e baixos da vida. Mecanismos do existir Que não podemos fugir.

Somos Espíritos milenares Que voltamos para progredir Mas a falta de consciência Parece nos destruir.

Ledo engano, pura enganação. E o tempo não pára não E com certeza está bem mais próximo O mundo de regeneração.

Quem quiser ver verá E estará por aqui Mas quem quiser não ver, não verá E custará a progredir.

A vida se apresenta de várias formas Disso não se pode enganar Vira um céu ou um inferno Depende de como você quer encarar

Por isso irmão não fiques nas trevas Por favor não te corrompas Desta vida só se leva Aquilo que não se compra.

E para finalizar e refletir de verdade O tempo é amigo do homem E a vida sua companheira Se o mundo o decepcionou, Não se desespere Busque Jesus e jamais o esqueça...

Reynollds Augusto

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NO PLANO DO BEM

“... Trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade”. – Paulo (EFÉSIOS, 4:28)

Acreditas na fraternidade e esperas que ela reine sobre as criaturas sem a imposição de conflitos quaisquer.

Aspiras, como é natural, a viver num mundo sem rixa de classes.

Almejas a luz da nova era em que o homem seja espontaneamente o irmão do homem, liquidando, sem exigência, as dificuldades um do outro.

Dói-te ao coração ver o supérfluo e a penúria, lado a lado, estimulando a loucura do excesso e o martírio da fome.

Queres que a abastança suprima a carência. Reclamas a melhoria do nível de vida, principalmente para os que choram em privação.

Para que o bem apareça, contudo, não aguardemos que semelhantes luzes venham inicialmente dos outros. Comecemos de nós, sem demandar com alguém ou contra alguém.

O apóstolo Paulo, nesse sentido, nos ofereceu, há quase dois milênios, indicação das mais valiosas.

Cada um, diz ele, “trabalhe, fazendo com as mãos o que seja bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade”.

Sejamos honestos e reconheçamos com a verdade que se nos consagrarmos ao serviço, produzindo, de nós mesmos, o que seja proveitoso para o bem geral, cada um de nós terá o que dividir a benefício dos outros, sem a mínima idéia de queixa e sem qualquer motivo à rebelião.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 163 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


BUSQUEMOS A LUZ

"Toda escritura inspirada por Deus é proveitosa... Para instrução na justiça”. Paulo. II TIMÓTEO, 3: 16

Procura a idéia pelo valor que lhe é próprio. Quando a moeda comum te vem às mãos, não indagas de onde proveio.

Ignoras se procede da casa de um homem justo ou injusto, se esteve, antes, a serviço de um santo ou de um malfeitor.

Conhecendo-lhe a importância, sabes conservá-la ou utilizá-la, com senso prático, porque aprendeste a perceber nela o selo da autoridade que te orienta a luta humana.

O dinheiro é uma representação do poder aquisitivo do governo temporal a que te submetes e, por isso, não lhe discutes a origem, respeitando-o e aproveitando-o, na altura das possibilidades com que se apresenta.

Na mesma base, surgem as idéias renovadoras e edificantes. Por que exigir sejam elas subscritas, em sua exposição, por nossos parentes ou amigos particulares, a fim de que produzam o efeito salutar que esperamos delas em nós e ao redor de nós?

Toda página consoladora e instrutiva é dádiva do Alto. Não importa que os pensamentos nela corporificados tenham vindo por intermédio do espírito de nossos pais terrestres ou de nossos filhos na carne, de nossos afeiçoados ou de nossos companheiros.

O essencial é o proveito que nos possa oferecer.

O dinheiro com que adquires o pão de hoje pode ter passado ontem pelas mãos do teu adversário maior, mas não deixa de ser uma bênção para a garantia de tua sustentação, pelo valor de que se reveste.

Assim também, a mensagem de qualquer procedência, que nos induza ao bem ou à verdade, é sempre valiosa e santa em seus fundamentos, porque, usando-a em nossa alma e em nossa experiência, podemos adquirir os talentos eternos da sabedoria e do amor, por tratar-se de recurso salvador nascido da infinita misericórdia de nosso Pai Celestial.

Busquemos a luz onde se encontre e a treva não nos alcançara.

Livro: Fonte Viva, lição 121 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 25 de setembro de 2012


INCONSTANTES

“Porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte.” – Tiago, 1:6.

Inegavelmente existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que, alojada em corações leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas convicções; entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que, procurando receber os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas, costuma perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem qualquer propósito de confiar nos valores substanciais da vida.

Quem se preocupa em transpor diversas portas, em movimento simultâneo, acaba sem atravessar porta alguma.

A leviandade prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas posições de trabalho, nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.

Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe as características.

Necessitamos, acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém ou com alguma causa que nos ajude e edifique.

Os inconstantes permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo vento e atirada de uma para outra parte.

Quando servires ou quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes conduzir pela inquietude doentia.

O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor Paternal, através de todos eles.

A dádiva chegará, mas depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva, persistindo ou não na confiança, sem a qual o Divino Poder encontra obstáculos naturais para exprimir-se em teu caminho.

Livro: Pão Nosso, lição 22 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SEMPRE AGORA

“... eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.” - Paulo. (II Coríntios, 6:2).

Há também uma sinonímia para as estâncias da vida e oportunidades da alma.

Todas as circunstâncias significam ocasiões para o cultivo de valores do espírito, como sejam:

saúde - edificação;

moléstia – aprimoramento;

juventude- preparo;

madureza – juízo;

prosperidade – construção;

penúria – diligência;

êxito – serviço;

fracasso – experiência;

direção – exemplo;

subalternidade – cooperação;

regozijo – prudência;

tristeza – coragem;

liberdade – disciplina;

compromisso – fidelidade;

casamento – aprendizado;

celibato – abnegação;

trabalho – dever;

repouso – proveito.

As mais diversas situações do cotidiano expressam a vinda de momento adequado para que venhamos a realizar o melhor.

Não te ponhas, assim, a aguardar o futuro para atender à procura da verdade e à lavoura do bem.

O apóstolo Paulo, profundo conhecedor das necessidades humanas, indica acertadamente o tempo da elevação espiritual como sendo sempre agora.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 150 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


SERVICINHOS

"Antes sede uns para com os outros benignos." - Paulo. (EFÉSIOS, 4:32.)

Grande massa de aprendizes queixa-se, por vezes, da ausência de grandes oportunidades nos serviços do mundo.

Aqui, é alguém desgostoso por não haver obtido um cargo de alta relevância; além, é um irmão inquieto porque ainda não conseguiu situar o nome na grande imprensa.

A maioria anda esquecida do valor dos pequenos trabalhos que se traduzem, habitualmente, num gesto de boas maneiras, num sorriso fraterno e consolador...

Um copo de água pura, o silêncio ante o mal que não comporta esclarecimentos imediatos, um livro santificante que se dá com amor, uma sentença carinhosa, o transporte de um fardo pequenino, a sugestão do bem, a tolerância em face de uma conversação fastidiosa, os favores gratuitos de alguns vinténs, a dádiva espontânea ainda que humilde, a gentileza natural, constituem serviços de grande valor que raras pessoas tomam à justa consideração.

Que importa a cegueira de quem recebe? Que poderá significar a malevolência das criaturas ingratas, diante do impulso afetivo dos bons corações? Quantas vezes, em outro tempo, fomos igualmente cegos e perversos para com o Cristo, que nos tem dispensado todos os obséquios, grandes e pequenos? Não te mortifiques pela obtenção do ensejo de aparecer nos cartazes enormes do mundo. Isso pode traduzir muita dificuldade e perturbação para teu espírito, agora ou depois.

Sê benevolente para com aqueles que te rodeiam.

Não menosprezes os servicinhos úteis. Neles repousa o bem-estar do caminho diário para quantos se congregam na experiência humana.

Livro: Vinhas de Luz, lição 38 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 21 - Falsos Cristos e Falsos Profetas

2 - Missão dos Profetas

4. Atribui-se comumente aos profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas.

No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual. Pode, pois, um homem ser profeta, sem fazer predições.

Aquela era a idéia dos judeus, ao tempo de Jesus. Daí vem que, quando o levaram à presença do sumo-sacerdote Caifás, os escribas e os anciães, reunidos, lhe cuspiram no rosto, lhe deram socos e bofetadas, dizendo: "Cristo, profetiza para nós e dize quem foi que te bateu."

Entretanto, deu-se o caso de haver profetas que tiveram a presciência do futuro, quer por intuição, quer por providencial revelação, a fim de transmitirem avisos aos homens.

Tendo-se realizado os acontecimentos preditos, o dom de predizer o futuro foi considerado como um dos atributos da qualidade de profeta.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

NO PÃO ESPIRITUAL

“Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: “amas-me?” e disse-lhe: “Senhor, tu sabes que eu te amo.” Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas.” (JOAO, 21:17.)

Assinalando a preocupação do Divino Pastor, em se dirigindo a Simão Pedro para recomendar-lhe as ovelhas, é importante observar que o Mestre não solicita qualquer atividade maravilhosa.

Não ordena que o apóstolo lhes converta os balidos em trechos de música.

Não determina se lhes transforme o pelo em fios de ouro.

Não aconselha se transfigure o redil em palácio.

Não exige se lhes conceda regime de exceção.

Não manda se lhes dê asas.

Roga simplesmente para que o apóstolo lhes administre alimento, a fim de que vivam e produzam para o bem geral, sem fugir aos preceitos do trabalho e sem abolir os ditames da evolução.

Certo, no entanto, o Excelso Condutor não sentia necessidade de advertir o companheiro quanto ao cuidado justo de não se adicionarem agentes tóxicos aos bebedouros e à forragem normal.

Assim também, no domínio das criaturas humanas.

Trabalhadores das idéias; chamados a nutrir o pensamento da multidão, em verdade, o Cristo não espera mudeis os vossos leitores e ouvintes em modelos de heroísmo e virtude.

Conta com o vosso esforço correto para que a refeição do conhecimento superior seja distribuída com todos aguardando, porém que a mesa de vossas atitudes se mostre asseada e que o alimento de vossas palavras esteja limpo.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 123 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

BICHINHOS

Declara-se você esgotado pelos conflitos internos da instituição espírita de que se fez devotado servidor, e revela-se faminto de uma solução para os problemas que lhe atormentam a antiga casa de fé.

Lutas entre companheiros e hostilidades constantes minaram o altar do templo, onde, muitas vezes, você observou a manifestação da Providência Divina, através de abnegados mensageiros da luz, e hoje, ao invés da fraternidade e da confiança, do entusiasmo e da alegria, imperam no santuário a discórdia e a dúvida, o desânimo e a tristeza.

Pede-nos você um esclarecimento, entretanto, a propósito do assunto, lembro-me de velha e valorosa árvore que conheci em minha primeira infância. Verde e forte, assemelhava-se a uma catedral na obra prodigiosa da Natureza. Cheia de ninhos, era o palácio predileto das aves canoras que, em suas frondes, trinavam felizes.

Tropeiros exaustos encontravam a sua sombra, que protegia cristalina fonte, o reconforto e a paz, o repouso e o abrigo.

Lenhadores, de quando em quando, furtavam-lhe pedaços vivos e peregrinos ingratos roubavam-lhe ramos preciosos para utilidades diversas.

Tempestades terríveis caíam sobre ela, anualmente, oprimindo-a e dilacerando-a, mas parecia refazer-se, sempre mais bela.

Coriscos alcançaram-na em muitas ocasiões, mas a árvore robusta ressurgia sublime.

Ventanias furiosas, periodicamente, inclinavam-lhe a copa, decepando-lhe galhos vigorosos; a canícula demorada impunha-lhe pavorosa sede e a enxurrada costumava rodeá-la de pesados detritos... O tronco, porém, sempre adornado de milhares e milhares de folhas seivosas, parecia inabalável e invencível.

Um dia, contudo, alguns bichinhos começaram a penetrá-la de modo imperceptível.

Ninguém lhes conferiria qualquer significação.

Microscópicos, incolores, quase inatingíveis, que mal poderiam trazer ao gigante do solo?

Viajores e servos do campo não lhes identificaram a presença.

Mas os bichinhos multiplicaram-se, indefinidamente, invadiram as raízes e ganharam o coração da árvore vigorosa, devorando-o, pouco a pouco...

E o vegetal que superara as ameaças do céu e as tentações da Terra, em reduzido tempo, triste e emurchecido, transformava-se em lenho seco, destinado ao fogo.

Assim também, meu caro, são muitas das associações respeitáveis, quando não se acautelam contra os perigos, aparentemente sem importância. São admiráveis na caridade e na resistência aos golpes do exterior. Suportam, com heroísmo e serenidade, estranhas provações e contundentes pedradas. Afrontam a calúnia e a maldade, a perseguição e o menosprezo público, dentro de inalterável paciência e indefinível força moral...

Visitadas, entretanto, pelos vermes invisíveis da inveja ou do ciúme, da incompreensão ou da suspeita, depressa se perturbam e se desmantelam; incapazes de reconhecer que os melindres pessoais são parasitas destruidores das melhores organizações do espírito.

Quando o “disse-me-disse” invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual.

Que fazer? - pergunta você, assombrado.

Dentro da minha nova condição, apenas conheço um remédio: nossa adaptação individual e coletiva à prática real do Evangelho do Cristo.

Contra os corrosivos bichinhos do egoísmo degradante, usemos os anti-sépticos da Boa Nova.

- “Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição - disse o Senhor -, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos.”

Quando pudermos realizar essa caminhada, com esquecimento de nossas carunchosas suscetibilidades, estaremos fora do alcance dos sinistros micróbios da treva, imunizados e tranqüilos em nosso próprio coração.

Livro: Cartas e Crônicas – Médium: Chico Xavier - Espírito Irmão X.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 15 de setembro de 2012

OS REVEZES DA VIDA

O rico passa pela calçada, onde
o mendigo com fome e doente
lhe pede uma esmola
Este porém, lhe cospe e o insulta
dizendo, afasta-te e não me amola

Muitos anos se passaram,
e com os negócios ruins,
o rico fora a falência,
e sendo desprezado por todos
de sua antiga roda,
o novo mendigo quase chegára a demência

Se valendo dos revezes da vida
onde a vida é uma escola
o primeiro mendigo,
acolhido por um benfeitor
a uma vida digna retorna.

Voltando ao seio de sua verdadeira
família de onde se afastara
ainda criança, descobriu-se rico,
pois era detentor de uma enorme herança

Lembrou-se de sua infância
dos sofrimentos vividos
mais também não olvidou,
das ajudas que havia recebido
decidiu então, também
socorrer aos mendigos

E passando pela mesma calçada,
onde muitas vezes dormiu,
era ele quem socorria agora
um homem que sentia fome e frio

Sem ao menos desconfiar
que prestava aquela caridade
a um homem que já fora rico
orgulhoso e cheio de vaidade

Onde anos atrás
naquele mesmo lugar,
fora ele que lhe insultara
dizendo-lhe para não perturbar.

Autor: João Prezado.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O MUNDO E O MAL

"Não peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal." Jesus - (JOÃO, 17:15).

Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas preocupadas com a idéia da morte. Muitos companheiros não crêem na paz, nem no amor, senão em planos diferentes da Terra.

A maioria aguarda situações imaginárias e injustificáveis para quem nunca levou em linha de conta o esforço próprio.

O anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do espírito.

Orando ao Pai pelos discípulos, Jesus rogou para que não fossem retirados do mundo, e, sim, libertos do mal.

O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que os habitam.

A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado aroma, sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.

De nada vale partirmos do planeta, quando nossos males não foram exterminados convenientemente.

Em tais circunstâncias, assemelhamo-nos aos portadores humanos das chamadas moléstias incuráveis.

Podemos trocar de residência; todavia, a mudança é quase nada se as feridas nos acompanham.

Faz-se preciso, pois, embelezar o mundo e aprimorá-lo, combatendo o mal que está em nós.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 30 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 20 - TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

Missão dos Espíritas

4. Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniqüidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.

Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!... Sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados.

Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação.

Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!

Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo infinito!... Lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.

Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.

Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz.

Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios do Sol nascente.

A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Partí, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniqüidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.

Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.

Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.

Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! Entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.

Pergunta. - Se, entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho?
Resposta. - Reconhecê-los-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-los-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-los-eis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-los-eis, finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição. - Erasto, anjo da guarda do médium. (Paris, 1863).
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

BELARMINO BICAS

Depois da festa beneficente, em que servíramos juntos, Belarmino Bicas, prezado companheiro a que nos afeiçoamos, no Plano Espiritual, chamou-me à parte e falou, decidido:

- Bem, já que estivemos hoje em tarefa de solidariedade, estimaria solicitar um favor...

Ante a surpresa que nos assaltou, Belarmino prosseguiu:

- Soube que você ainda dispõe de alguma facilidade para escrever aos companheiros encarnados na Terra e gostaria de confiar-lhe um assunto...

- Que assunto?

- Acontece que desencarnei com cinqüenta e oito anos de idade, após vinte de convicção espírita. Abracei os princípios codificados por Allan Kardec, aos trinta e oito anos de idade, e, como sempre fora irascível por temperamento, organizei, desde os meus primeiros contactos com a Doutrina Consoladora, uma relação diária de todas as minhas exasperações, apontando-lhes as causas para estudos posteriores...

Os meus desconchavos, porém, foram tantos que, apesar dos nobres conhecimentos assimilados, suprimi, inconscientemente, vinte e dois anos da quota de oitenta que me cabia desfrutar no corpo físico, regressando à Pátria Espiritual na condição de suicida indireto...

Somente aqui, pude examinar os meus problemas e acomodar-me às desilusões... Quantos tesouros perdidos por bagatelas! Quanta asneira em nome do sentimento!...

E, exibindo curioso papel, Belarmino acrescentava:

- Conte o meu caso para quem esteja ainda carregando a bobagem do azedume! Fale do perigo das zangas sistemáticas, insista na necessidade da tolerância, da paciência, da serenidade, do perdão!

Rogue aos nossos companheiros para que não percam a riqueza das horas com suscetibilidades e amuos, explique ao pessoal na Terra que mau-humor também mata!...

Foi então que passei à leitura da interessante estatística de irritações, que não me furto à satisfação de transcrever: Belarmino Bicas – Número de cóleras e mágoas desnecessárias com a especificação das causas respectivas, de 1936 a 1956:

1811 em razão de contrariedades em família;

906 por indispor-se, dentro de casa, em questão de alimentação e higiene;

1614 por altercações com a esposa, em divergência na conduta doméstica e social;

1801 por motivo de desgostos com os filhos, genros e nora;

11 por descontentamento com os netos;

1015 por entrar em choque com chefes de serviço;

1333 por incompatibilidade no trato com os colegas;

1012 em virtude de reclamações a fornecedores e lojistas em casos de pouca monta;

614 por mal-entendidos com vizinhos;

315 por ressentimentos com amigos íntimos;

1089 por melindres ante o descaso de funcionários e empregados de instituições diversas;

615 por aborrecimentos com barbeiros e alfaiates;

777 por desacordos com motoristas e passageiros desconhecidos, em viagem de ônibus, automóveis particulares, bondes e lotações;

419 por desavenças com leiteiros e padeiros;

820 por malquistar-se com garçons em restaurantes e cafés;

211 por ofender-se com dificuldades em serviços de telefones;

90 por motivo de controvérsias em casas de diversões;

815 por abespinhar-se com opiniões alheias em matéria religiosa;

217 por incompreensões com irmãos de fé, no templo espírita;

901 por engano ou inquietação, diante de pessoas imaginárias ou da perspectiva de acontecimentos desagradáveis que nunca sucederam.

Total: 16.386 exasperações inúteis.

Esse, o apanhado das irritações do prestimoso amigo Bicas: 16.386 dissabores dispensáveis em 7.300 dias de existência, e, isso, por quatro lustros mais belos de sua passagem no mundo, porque iluminados pelos clarões do Evangelho Redivivo.

Cumpro-lhe o desejo de tornar conhecida a sua experiência que, a nosso ver, é tão importante quanto as observações que previnem desequilíbrios e enfermidades, embora estejamos certos de que muita gente julgará o balanço de Belarmino por mera invencionice de Espírito loroteiro.

Livro: Cartas e Crônicas – Médium: Chico Xavier - Espírito: Irmão X.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

TEMPO DE HOJE

“... Andai enquanto tendes luz...” – JESUS – JOÃO, 12:35.

“Chamado a prestar contas do seu mandato terreno, o Espírito se apercebe da continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada. Ele vê, sente que apanhou de passagem, o pensamento dos que o precederam. Entra de novo na liça, amadurecido pela experiência, para avançar mais.” – Cap. XX, 3. (O Evangelho segundo o Espiritismo)

Hoje é o tema fundamental nas proposições do tempo.

Ontem, retaguarda. Amanhã, porvir.

Hoje, no entanto, é a oportunidade adequada a corrigir falhas havidas e executar o serviço à frente... Dia de começar experiências que nos melhorem ou reajustem; de consultar essa ou aquela página edificante que nos iluminem a rota; de escrever a mensagem ao coração amigo que nos aguarda a palavra a fim de reconfortar-se ou assumir uma decisão; de promover o encontro que nos valorize as esperanças; de estender as mãos aos que se nos fizeram adversários ou de orar por eles se a consciência não nos permite ainda a reaproximação...

Quantas mágoas se converteram em crimes por não havermos dado um minuto de amor para extinguir o braseiro do ódio! Quantos pequeninos ressentimentos se transfiguraram em separações seculares, nos domínios da reencarnação por não termos tido coragem de exercer a humildade por meia hora!

Analisa a planta que se elevou nos poucos dias em que estiveste ausente, reflete no prato que se corrompeu durante os momentos breves em que te distanciaste da mesa...

Tudo se transforma no tempo.

No trecho de instantes, deslocam-se mundos, proliferam micróbios.

O tempo, como a luz solar, é concedido a nós todos em parcelas iguais; as obras é que diferem, dentre dele, por partirem de nós.

Observa o tempo que se chama hoje. Relaciona os recursos de que dispões: olhos que vêem, ouvidos que escutam, verbo claro, braços e pernas úteis sob controle do celebro livre...

Ninguém te impede fazer do tempo consolação e tranqüilidade, exemplo digno e conhecimento superior.

O próprio Jesus atribuía tamanha importância ao tempo que não se esqueceu de glorificar a última hora dos seareiros da verdade que se decidam a trabalhar.

Aproveita o dia corrente, faze algo melhor.

Hoje consegues agir e pensar, comandar e seguir, sem obstáculos.

Vale-te, assim, do momento que passa e toma a iniciativa do bem, porque o tempo é concessão do Senhor e amanhã a bondade do Senhor poderá modificar-te o caminho ou renovar-te os programas.

Livro da Esperança - Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.



O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mario Quintana


sábado, 1 de setembro de 2012

Hoje foi postada a biografia do mês de Setembro de 2012 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a Franz Anton Mesmer.

Mutilações e Juventude

Nunca renegues a tua própria vida
Porque vens de vivência decaída
Dos tempos distanciados do Senhor.
As marcas que hoje trazes na carcaça
São fruto do tormento que não passa
De quando desdenhaste a lei do amor.

Mutilações, deficiências, lesões
Ainda a incidência das obsessões
São as respostas da lei de justiça.
Tiveste complicadas atitudes
Zombaste da beleza das virtudes
E não tiveste o bem como premissa.

Escuta o ensinamento de Jesus
Que ensejos novos a tua vida aduz
A cada ser conforme as próprias obras.
Não te rebeles nem te desmereças
Pela agonia que agora padeças
Por conta das tuas antigas manobras.

Jamais te apóies sobre o pessimismo
Crendo que a dor tenha continuísmo
Ou que um porvir mais agro se anuncia.
Confia em Deus e crê que o teu futuro
Trar-te-á beleza em tempo mais seguro
Se te empenhas no bem, dia por dia.

A juventude que hoje em ti enflora
É luz solar, não sombra que apavora
É ensejo p’ra que alcances lucidez.
Vibra e estuda feliz, pratica esporte
Para que o bem te aponte um novo norte
E te vejas liberto de uma vez.

Essas marcas que carregas na vida
São resíduos da pauta descabida
Que vivestes em outras encarnações.
Hoje, não mais conduta reprochável
Hoje em ti vibra o coração amável
Superadas velhas expiações

Pelo espírito: Ivan de Albuquerque