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segunda-feira, 29 de outubro de 2012


SERVIÇO E INVEJA

“... A caridade não é invejosa...” – Paulo (I CORÍNTIOS, 13:4.)

Muitos companheiros asseveram a disposição de ajudar, em nome da caridade; entretanto, para isso, exigem os recursos que pertencem aos outros.

Querem amparar os necessitados...

Mas dizem aguardar vencimento igual ao do colega que lhes tomou a frente na organização de trabalho.

Declaram-se inclinados ao socorro de meninos desprotegidos...

Alegam, todavia, que apenas assumirão a iniciativa quando possuírem casa semelhante à do amigo mais próspero.

Afirmam-se desejosos de colaborar na construção da fé, amando e esclarecendo a quem sofre...

Interpõem, no entanto, a condição de desfrutarem a autoridade dos irmãos que se encarregam dessa ou daquela instituição, antes deles.

Expõem a intenção de escrever, na difusão da luz espiritual...

Contudo, somente entrarão em atividade quando dispuserem da competência de quantos já despenderam larga parte da vida, na estruturação da palavra escrita.

Se aspiras a servir ao bem, não te detenhas na cobiça expectante, a pedir que a possibilidade dos outros te passe às mãos.

A caridade não é invejosa.

Façamos a nossa parte.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 93 – Médium: Chico Xavier – Espírito Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 27 de outubro de 2012


Além das Estrelas

Voe comigo para além das estrelas!...
Muito além das fronteiras da imaginação,
De onde, somente os que amam podem vê-las,
E ouvi-las dentro do seu próprio coração.

Voe comigo ao mais alto das alturas!
Onde o tempo e o espaço se confundem,
Onde passado e futuro não existem,
E no presente, o ontem e o amanhã se fundem.

Venha comigo para onde não há tempo
E bem diverso é o conceito de espaço,
Onde passado e futuro são lembranças,
Sendo, o amor, o único e eterno laço.

Sonhemos juntos na infinita imensidão,
Deixando a Terra na distância se perder.
Quanto mais rápido no espaço nos movermos, Descobriremos que sempre há muito... Muito mais para se ver.

A imensidão já nos rodeia e inebria,
Sóis rutilantes em galáxias-continentes,
Tais joias raras em escrínios luminosos,
E tão sublimes, pois de Deus são os presentes.

Mas... Para além da imensidão... Ainda há espaço, e o tempo...
Ah!... O tempo é diferente.
Nossos conceitos não podem avaliar,
Sem que o conceito embaralhe nossa mente.

Voe comigo para muito além dos astros,
Lá apenas o amor pode ser lei,
Onde mais nada contraria a natureza,
E onde agora, em pleno amor, eu me encontrei.

Deixe fluir esta energia sideral
Que tanto cria o verme, a estrela, a flor e a luz.
Sinta e assimile o clima puro do universo.
Que vem do céu, a alma envolve e a Deus conduz!

Voemos juntos para o éden da poesia,
Que tanto encanta ao pio, quanto ao ateu.
São as moradas de que nos falou o Mestre
E que em poesia a nossa rima converteu.

Continuemos, sempre e sempre, mais além,
Buscando algures os portais da eternidade.
Almas libertas, sem tristeza, sem mais pranto,
Levando apenas leve toque de saudade.

Venha comigo para além das estrelas,
Não há fronteiras e nem há imaginação,
Pois é a verdade e só quem ama pode vê-las
E ouvi-las sempre, dentro do seu coração!

Médium: Maria José Mondin Moreira – Espírito: Giovani.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 21 - FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS

6 - Caracteres do Verdadeiro Profeta

9. Desconfiai dos falsos profetas. É útil em todos os tempos essa recomendação, mas, sobretudo, nos momentos de transição em que, como no atual, se elabora uma transformação da Humanidade, porque, então, uma multidão de ambiciosos e intrigantes se arvoram em reformadores e messias. É contra esses impostores que se deve estar em guarda, correndo a todo homem honesto o dever de os desmascarar. Perguntareis, sem dúvida, como reconhecê-los. Aqui tendes o que os assinala:

Somente a um hábil general, capaz de o dirigir, se confia o comando de um exército. Julgais que Deus seja menos prudente do que os homens? Ficai certos de que só confia missões importantes aos que ele sabe capazes de as cumprir, porquanto as grandes missões são fardos pesados que esmagariam o homem carente de forças para carregá-los. Em todas as coisas, o mestre há de sempre saber mais do que o discípulo; para fazer que a Humanidade avance moralmente e intelectualmente, são precisos homens superiores em inteligência e em moralidade. Por isso, para essas missões são sempre escolhidos Espíritos já adiantados, que fizeram suas provas noutras existências, visto que, se não fossem superiores ao meio em que têm da atuar, nula lhes resultaria a ação.

Isto posto, haveis de concluir que o verdadeiro missionário de Deus tem de justificar, pela sua superioridade, pelas suas virtudes, pela grandeza, pelo resultado e pela influência moralizadora de suas obras, a missão de que se diz portador. Tirai também esta outra consequência: se, pelo seu caráter, pelas suas virtudes, pela sua inteligência, ele se mostra abaixo do papel com que se apresente, ou da personagem sob cujo nome se coloca, mais não é do que um impostor, que nem sequer sabe imitar o modelo que escolheu.

Outra consideração: os verdadeiros missionários de Deus ignoram-se a si mesmos, em sua maior parte; desempenham a missão a que foram chamados pela força do gênio que possuem, secundado pelo poder oculto que os inspira e dirige a seu mau grado, mas sem desígnio premeditado. Numa palavra: os verdadeiros profetas se revelam por seus atos, são adivinhados, ao passo que os falsos profetas se dão, eles próprios, como enviados de Deus. O primeiro é humilde e modesto; o segundo, orgulhoso e cheio de si, fala com altivez e, como todos os mendazes, parece sempre temeroso de que não lhe deem crédito.

Alguns desses impostores tem havido, pretendendo passar por apóstolos do Cristo, outros pelo próprio Cristo, e, para vergonha da Humanidade, hão encontrado pessoas assaz crédulas que lhes creem nas torpezas. Entretanto, uma ponderação bem simples seria bastante a abrir os olhos do mais cego, a de que se o Cristo reencarnasse na Terra, viria com todo o seu poder e todas as suas virtudes, a menos se admitisse, o que fora absurdo, que houvesse degenerado. Ora, do mesmo modo que, se tirardes a Deus um só de seus atributos, já não tereis Deus, se tirardes uma só de suas virtudes ao Cristo, já não mais o tereis.

Possuem todas as suas virtudes os que se dão como sendo o Cristo? Essa a questão. Observai-os, perscrutai-lhes as ideias e os atos e reconhecereis que, acima de tudo, lhes faltam as qualidades distintivas do Cristo; a humildade e a caridade, sobejando-lhes as que o Cristo não tinha: a cupidez e o orgulho.

Notai, ao demais, que neste momento há, em vários países, muitos pretensos Cristos, como há muitos pretensos Elias, muitos S. João ou S. Pedro e que não é absolutamente possível sejam verdadeiros todos. Tende como certo que são apenas criaturas que exploram a credulidade dos outros e acham cômodo viver à custa dos que lhes prestam ouvidos.

Desconfiai, pois, dos falsos profetas, principalmente numa época de renovação, qual a presente, porque muitos impostores se dirão enviados de Deus. Eles procuram satisfazer na Terra a sua vaidade; mas uma terrível justiça os espera, podeis estar certos. - Erasto. (Paris, 1862.)
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 23 de outubro de 2012


COMUNICAÇÕES

A história parece brejeira, mas o fato é autêntico.

Rafael Provenzano escutava os grandes comentaristas do Evangelho, entre despeitado e infeliz. Atormentado de inveja. Queria também falar às massas, comover a multidão. Nada lhe fulgia tanto aos olhos como a tribuna. E aguardava ansioso, o dia em que pudesse alcançar aquele ponto saliente no espaço, de onde a sua voz conseguisse impressionar centenas de ouvidos. Embora fixado à semelhante ambição, era empregado de singela sapataria. E a sua especialidade era bater pinos em sola.

Bastas vezes, surpreendia-se no trabalho, mentalizando público enorme e ele a falar, a falar sob aplausos.

Talvez por isso fosse ranzinza. Conflito permanente entre a vocação e a profissão. A família e os companheiros pagavam a diferença. A esposa e as quatro filhinhas, em casa, sofriam-lhe a teimosia e o desespero. Irritadiço, classificava-se à conta de tirano doméstico. Apurava com esmero o hábito de chacoalhar e ferir. A tensão não se limitava ao círculo mais íntimo. A parentela toda aguentava espancamentos morais. Entre amigos era temido na condição de crítico impertinente. Apesar de tudo isso, a paixão de Rafael era pregar solenemente a verdade cristã nos templos espíritas.

Certa noite, quando falava Martinho, o orientador espiritual da reunião mediúnica de que era participante, Rafael consultou o comunicante a respeito de seus velhos propósitos.

Sim, meu filho – comentou o benfeitor, através do médium -, você poderá ensinar, mais tarde, das tribunas. Agora, porém, é cedo. Convém estudar, preparar-se, aprender a servir...

E prosseguiu explicando que a banca de solador era também lugar santo. Podia demonstrar fé e abnegação pelo exemplo, edificar, inspirar, auxiliar...

Ouviu paciente, mas saiu desapontado.

Decorridas algumas semanas, o grupo se aprestava à reunião, em sala adequada. Conversa amena. Uma hora faltando para o início das orações.

Rafael chega alegre. Participa que deseja expor ao estimado Martinho o estudo de um belo sonho e contou aos circunstantes que, na noite anterior, se vira espiritualmente, fora do corpo físico. Sentira-se volitando, leve qual pluma ao vento. E contemplara aos céus um cartaz com seis letras “A.D.P.S.B.P.”, em projeção radiante. Tomara nota de tudo ao despertar.

Dona Emília, que supunha nos sonhos um constante veículo para grandes ensinamentos, inquiriu dele, quanto à conclusão a que chegara.

Pois a senhora não compreende?

Rafael explanou para o auditório interessado:

Segundo a minha intuição, as letras querem dizer: “agora deves pregar sem bater pinos”.

E acentuou que, apesar de algum sacrifício para a família, se dispunha a tentar outro emprego. Precisava de tempo livre. Se isso redundasse em privações e provações, afirmava-se pronto para o que desse e viesse. Por fim, declarou-se cansado de bater couro de boi para calçados. Aspirava a posição diferente.

No horário justo, a pequena assembleia se entregou às tarefas que, naquela noite, se vinculavam à desobsessão.

Atividades preparatórias. Preces. E começou movimentado socorro às entidades enfermas. Martinho ocupava o médium esclarecedor, que, de quando em quando, orientava os serviços, dava ideias.

Rafael pediu vez para conversar. O instrutor, contudo, recomendou-lhe esperasse. Necessário desincumbir-se de obrigações mais urgentes. Entender-se-iam no fim. Com efeito, ao término das atividades, Martinho convidou-o à palavra.

Algo tímido. Provenzano narrou o sonho, referiu-se às letras luminosas que descobrira no firmamento, como que brilhando especialmente para ele, e reasseverou os antigos desejos. Queria ser grande conferencista e prometia consagrar-se, de corpo e alma, aos ensinamentos públicos do Evangelho.

O amigo espiritual, sereno, perguntou sobre a interpretação que ele, o interessado, dera às letras.

Rafael repetiu, impávido: “agora deves pregar sem bater pinos”.

O benfeitor espiritual, todavia, pintou expressão de complacência no rosto do médium e observou:

Efetivamente, Rafael, você esteve fora do corpo de carne e viu, de fato, a mensagem do plano espiritual... Mas, engana-se, quanto ao que julga ter lido. As letras querem dizer, simplesmente: “antes de pregar seja bom primeiro”.

Livro: Cartas e Crônicas – Médium: Chico Xavier - Espírito Irmão X.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 21 de outubro de 2012

Como Estarei?

Como estarei
Ao voltar ao "lar",
Terei crescido
E aprendido a amar?

Como verei
O efeito, então,
Da trajetória
Desta encarnação?

As provas são de muito rigor
Mas sempre tive a meu favor
O apoio certo de um protetor
Me dando sempre amparo
Me envolvendo em muito amor!

Autor: Maria Helena

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


DESCULPISMO

“E todos a uma vez começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: comprei um campo e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado.” – Jesus (LUCAS, 14:18.)

Desculpismo sempre foi a porta de escape dos que abandonam as próprias obrigações.

Irmãos nossos que tiveram a infelicidade de escorregar na delinqüência costumam justificar-se com vigoroso poder de persuasão, mas isso não lhes exonera a consciência do resgate preciso.

Companheiros que arruínam o corpo em hábitos viciosos arquitetam largo sistema de escusas, tentando legitimar as atitudes infelizes que adotam, comovendo a quem os ouve, entretanto, acabam suportando em si mesmos as conseqüências das responsabilidades a que se afeiçoam.

E, ainda agora, quando a Doutrina Espírita revive o Evangelho, concitando os homens à construção do bem na Terra, surgem às pencas desculpas disfarçando deserções:

- Estou muito jovem ainda...

- Sou velho demais...

- Assumi compromissos de monta e não posso atender...

- Minhas atribulações são enormes...

- Obrigações de família estão crescendo...

- Os negócios não me permitem qualquer atividade espiritual...

- Empenhei-me a débitos que me afligem...

- Os filhos tomam tempo...

- Problemas são muitos...

Tantas são as evasivas e tão veementes aparecem que os ouvintes mais argutos terminam convencidos de que se encontram à frente de grande sofredores ou de criaturas francamente incapazes, passando até mesmo a sustentá-los na fuga.

Os convidados para a lavoura de luz, no entanto, engodados por si próprios, acordam para a verdade no momento oportuno e, atados às ruinosas conseqüências da própria leviandade, não encontram outra providência restauradora senão a de esperarem por outras reencarnações.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 128 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


OS PROBLEMAS DA EXISTÊNCIA

O que importa ao homem saber, acima de tudo, é: o que ele é, de onde vem, para onde vai, qual o seu destino.

As idéias que fazemos do universo e de suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância capital.

Por elas dirigimos nossos atos. Consultando-as, estabelecemos um objetivo em nossas vidas e para ele caminhamos. Nisso está a base, o que verdadeiramente motiva toda civilização.

Tão superficial é seu ideal, quanto superficial é o homem.

Para as coletividades, como para o indivíduo, é a concepção do mundo e da vida que determina os deveres, fixa o caminho a seguir e as resoluções a adotar.

Mas, como dissemos a dificuldade em resolver esses problemas, muito freqüentemente, nos faz rejeitá-los.

A opinião da grande maioria é vacilante e indecisa, seus atos e caracteres disso sofrem a conseqüência.

É o mal da época, a causa da perturbação à qual se mantém presa. Tem-se o instinto do progresso, pode-se caminhar, mas para chegar aonde? É nisto que não se pensa o bastante.

O homem, ignorante de seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre maquinalmente um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objetivo a atingir.

A insuficiência e obscuridade das doutrinas religiosas e os abusos que têm engendrado, lançam numerosos espíritos ao materialismo.

Crê-se, voluntariamente, que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o de se esvanecer no nada.

Demonstraremos a seguir como esta maneira de ver está em oposição flagrante à experiência e à razão. Digamos, desde já, que está destituída de toda noção de justiça e progresso.

Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer sua existência, o homem não teria outra lei senão a de seus instintos, apetites e gozos.

Pouco importaria que amasse o bem e a eqüidade. Se não faz senão aparecer e desaparecer nesse mundo, se traz consigo o esquecimento de suas esperanças e afeições, sofreria tanto mais quanto mais puras e mais elevadas fossem suas aspirações; amando a justiça, soldado do direito, acreditarse-ia condenado a quase nunca ver sua realização; apaixonado pelo progresso, sensível aos males de seus semelhantes, imaginaria que se extinguiria antes de ver triunfarem seus princípios.

Com a perspectiva do nada, quanto mais tivesse praticado o devotamento e a justiça, mais sua vida seria fértil em amarguras e decepções. O egoísmo, bem compreendido, seria a suprema sabedoria; a existência perderia toda sua grandeza e dignidade.

As mais nobres faculdades e as mais generosas tendências do espírito humano terminariam por se dobrar e extinguir inteiramente.

A negação da vida futura suprime também toda sanção moral. Com ela, quer sejam bons ou maus, criminosos ou sublimes, todos os atos levariam aos mesmos resultados. Não haveria compensações às existências miseráveis, à obscuridade, à opressão, à dor; não haveria consolação nas provas, esperança para os aflitos.

Nenhuma diferença se poderia esperar, no porvir, entre o egoísta, que viveu somente para si, e freqüentemente na dependência de seus semelhantes, e o mártir ou o apóstolo que sofreu, que sucumbiu em combate para a emancipação e o progresso da raça humana. A mesma treva lhes serviria de mortalha.

Se tudo terminasse com a morte o ser não teria nenhuma razão de se constranger, de conter seus instintos e seus gostos.

Fora das leis terrestres, ninguém o poderia deter.

O bem e o mal, o justo e o injusto se confundiriam igualmente e se misturariam no nada.

E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas.

A crença no nada, ao mesmo tempo em que arruína toda sanção moral, deixa sem solução o problema da desigualdade das existências, naquilo que toca à diversidade das faculdades, das aptidões, das situações e dos méritos.

Com efeito, por que a uns todos os dons de espírito e do coração e os favores da fortuna, enquanto que tantos outros não têm compartilhado senão a pobreza intelectual, os vícios e a miséria?

Por que, na mesma família, parentes e irmãos, saídos da mesma carne e do mesmo sangue, diferem essencialmente sobre tantos pontos?

Tantas questões insolúveis para os materialistas e que podem ser respondidas tão bem pelos crentes.

A essas questões, nós iremos encontrar a resposta à luz da razão estudando a Doutrina Espírita através da lei da preexistência da alma após a morte física e da ampla possibilidade de reajuste ou recomeço do processo evolutivo pela reencarnação.

Livro: O PORQUÊ DA VIDA – Autor: Léon Denis.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 16 de outubro de 2012


QUANDO HÁ LUZ

"O amor do Cristo nos constrange". - Paulo. (2 CORÍNTIOS, 5:14.)

Quando Jesus encontra santuário no coração de um homem, modifica-lhe a marcha inteiramente.

Não há mais lugar dentro dele para a adoração improdutiva, para a crença sem obras, para a fé inoperante.

Algo de indefinível na terrestre linguagem transtorna-lhe o espírito.

Categoriza-o a massa comum por desajustado, entretanto, o aprendiz do Evangelho, chegando a essa condição, sabe que o Trabalhador Divino como que lhe ocupa as profundidades do ser.

Renova-se-lhe toda a conceituação da existência.

O que ontem era prazer, hoje é ídolo quebrado.

O que representava meta a atingir, é roteiro errado que ele deixa ao abandono.

Torna-se criatura fácil de contentar, mas muito difícil de agradar.

A voz do Mestre, persuasiva e doce, exorta-o a servir sem descanso.

Converte-se-lhe a alma num estuário maravilhoso, onde os padecimentos vão ter, buscando arrimo, e por isso sofre a constante pressão das dores alheias.

A própria vida física afigura-se-lhe um madeiro, em que o Mestre se aflige. É-lhe o corpo a cruz viva em que o Senhor se agita crucificado. O único refúgio em que repousa é o trabalho perseverante no bem geral.

Insatisfeito, embora resignado; firme na fé, não obstante angustiado; servindo a todos, mas sozinho em si mesmo, segue, estrada afora, impelido por ocultos e indescritíveis aguilhões...

Esse é o tipo de aprendiz que o amor do Cristo constrange, na feliz expressão de Paulo.

Vergasta-o a luz celeste por dentro até que abandone as zonas inferiores em definitivo.

Para o mundo, será inadaptado e louco.

Para Jesus, é o vaso das bênçãos.

A flor é uma linda promessa, onde se encontre.

O fruto maduro, porém, é alimento para Hoje.

Felizes daqueles que espalham a esperança, mas bem-aventurados sejam os seguidores do Cristo que suam e padecem, dia a dia, para que seus irmãos se reconfortem e se alimentem no Senhor!

Livro: Fonte Viva, lição 74 – Médium: Chico Xavier - Espírito Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


AMIGOS DE JESUS

“Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando” JESUS (JOÃO, 15:14).

Em toda parte, CRISTO possui:

legiões de admiradores, mas os tiranos da Humanidade também as adquiriram;

multidões de partidários, entanto, os verdugos de nações igualmente as tiveram;

grupos de incensadores, todavia os promotores das guerras de assalto e de extermínio também lhes conheceram a adulação;

filas de defensores intransigentes, contudo, os inimigos do progresso igualmente as enumeraram junto de si;

assembléias de analistas, no entanto, os chefes transviados, que passaram nas eminências da História, ainda hoje contam com elas.

JESUS, até agora, é cercado entre os povos mais cultos da Terra de inúmeros crentes e fanáticos, seguidores e intérpretes, adoradores e adversários, mas os empreiteiros da desordem e da crueldade também os encontram.

Fácil reconhecer que os comandantes da perturbação e da delinqüência não conhecem amigos, de vez que o tempo se incumbe de situá-los no ponto certo que lhes cabe na vida, extinguindo a hipnose de ilusão com que se jungem aos companheiros.

O Cristo, porém, dispõe de amigos reais, que se multiplicam em todas as regiões do planeta terrestre, à medida que os séculos se lhe sobrepõem à crucificação.

E esses amigos que existem, no seio de todas as filosofias e crenças, não se distinguem tão só por legendas exteriores, mas, acima de tudo, porque se associam a Ele, em Espírito e Verdade, entendendo-lhe as lições e praticando-lhe os ensinos.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 174 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


Jesus, Modelo e Guia

Referência, todos precisamos de referências para saber como agir.

Desde criança nossas ações são influenciadas profundamente pelos referenciais que temos mais próximos de nossas vidas.

Entendemos hoje que a família é o primeiro modelo de comportamento que o infante tem à sua disposição, e que será de suprema importância em seu desenvolvimento.

Foi assim que, entendendo esta característica humana milenar, Allan Kardec, iniciando a exposição das Leis Morais em sua obra-prima, O Livro dos Espíritos, inquiriu à Espiritualidade:

“Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?”

Há sabedoria na pergunta kardequiana, que inicialmente vê como indispensável termos referencial, e depois na solicitação de “um tipo mais perfeito”.

Sim, precisamos ter um Guia e Modelo acima de todos os outros. Um inquestionável, que apresente todas as características de perfeição possíveis.

A resposta dos Espíritos é muito clara e objetiva:

“Jesus”.

Logo em seguida, o professor lionês faz um comentário esclarecedor: Para o homem, Jesus constitui o tipo de perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra.

Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor.

Aí está Kardec ressaltando uma vez mais a idéia de Modelo e Guia proposta por ele mesmo no questionamento inicial.

Faz-se mister que diferenciemos, didaticamente, estas duas características desse Mestre maior, para que nos aprofundemos mais nas reflexões.

O que podemos entender por “modelo”?

Modelo seria uma forma típica para se reproduzir ou imitar.

Para os pintores, escultores, o modelo é a figura a ser copiada, ou a referência única de inspiração para se compor uma obra.

No mundo da moda, os modelos são padrões de beleza ditados por esta ou aquela corrente, neste ou naquele momento da história.

Entender Jesus como modelo, é perceber em Seus atos, em Suas atitudes, na maneira como procedeu nesta ou naquela situação, uma referência atemporal a ser imitada.

Quando o Mestre proclama, heróico: “Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei comigo que sou manso e humilde de coração”, Ele nos diz: “Percebam Minha mansidão ao enfrentar as adversidades da vida. Mirem-se na Minha humildade, virtude que já tenho conquistada, para que vocês construam a sua.”

Em outra feita, quando nos momentos finais de sua vida na Terra, pede ao Pai Maior que compreenda os que O estavam assassinando, Ele exemplifica o perdão incondicional.

Nas entrelinhas poderíamos ler: “Inspirem-se no Meu exemplo. Estou compreendendo, perdoando aqueles que Me matam. Façam o mesmo.”

O que podemos entender como “guia”?

Guia é aquele que aponta o caminho, que conduz, que aconselha.

E o Cristo sempre foi o Guia por excelência, mostrando-nos todos os caminhos seguros, alertando-nos sobre as trilhas incertas e perigosas.

Jesus estava sendo Guia quando disse: “Aquele que quiser ser o maior dentre vós, seja o servo de todos.”

Ele apontava assim o caminho da grandeza de Espírito, a grandeza de quem serve.

Ao recitar as bem-aventuranças, Ele deixava claro quais as conseqüências de quem tomasse o caminho da misericórdia, do pacifismo, da pureza de coração...

Finalmente, coroando Sua missão como Guia e Modelo, deixa-nos Seu maior ensinamento: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.”

Como Guia lúcido, indica o caminho seguro do amor.

Como Modelo irretocável, sugere-nos que nos inspiremos em Sua forma de amar, na maneira sublime com que amou a Humanidade inteira.

Momento Espírita
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


CONTENTAR-SE

"Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho." - Paulo. (Filipenses, 4:11.)

A vertigem da posse avassala a maioria das criaturas na Terra.

A vida simples, condição da felicidade relativa que o planeta pode oferecer, foi esquecida pela generalidade dos homens.

Esmagadora percentagem das súplicas terrestres não consegue avançar além do seu acanhado âmbito de origem.

Pede-se a Deus absurdos estranhos.

Raras pessoas se contentam com o material recebido para a solução de suas necessidades, raríssimas pedem apenas o "pão de cada dia", como símbolo das aquisições indispensáveis.

O homem incoerente não procura saber se possui o menos para a vida eterna, porque está sempre ansioso pelo mais nas possibilidades transitórias.

Geralmente, permanece absorvido pelos interesses perecíveis, insaciado, inquieto, sob o tormento angustioso da desmedida ambição.

Na corrida louca para o imediatismo, esquece a oportunidade que lhe pertence, abandona o material que lhe foi concedido para a evolução própria e atira-se a aventuras de conseqüências imprevisíveis, em face do seu futuro infinito.

Se já compreendes tuas responsabilidades com o Cristo, examina a essência de teus desejos mais íntimos.

Lembra-te de que Paulo de Tarso, o apóstolo chamado por Jesus para a disseminação da verdade divina, entre os homens, foi obrigado a aprender a contentar-se com o que possuía, penetrando o caminho de disciplinas acerbas.

Estarás, acaso, esperando que alguém realize semelhante aprendizado por ti?

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição29 – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 9 de outubro de 2012


FERMENTO VELHO

"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 5:7.)

Existem velhas fermentações de natureza mental, que representam tóxicos perigosos ao equilíbrio da alma.

Muito comum observarmos companheiros ansiosos por íntima identificação com o pretérito, na teia de passadas reencarnações.

Acontece, porém, que a maioria dos encarnados na Terra não possuem uma vida pregressa respeitável e digna, em que possam recolher sementes de exemplificação cristã.

Quase todos nos embebedávamos com o licor mentiroso da vaidade, em administrando os patrimônios do mundo, quando não nos embriagávamos com o vinho destruidor do crime, se chamados a obedecer nas obras do Senhor.

Quem possua forças e luzes para conhecer experiências fracassadas, compreendendo a própria inferioridade, talvez aproveite algo de útil, relendo páginas vivas que se foram.

Os aprendizes desse jaez, contudo, são ainda raros, nos trabalhos de recapitulação na carne, junto da qual a Compaixão Divina concede ao servo falido a bênção do esquecimento para a valorização das novas iniciativas.

Não guardes, portanto, o fermento velho no coração.

Cada dia nos conclama à vida mais nobre e mais alta.

Reformemo-nos, à claridade do Infinito Bem, a fim de que sejamos nova massa espiritual nas mãos de Nosso Senhor Jesus.

Livro: Vinhas de Luz, lição 64 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


VONTADE DIVINA

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. – Paulo. (Romanos, 12:2.).

Expressa-se a Vontade de Deus pelas circunstâncias da existência; todavia, devemos apreendê-la na essência e no rumo, o que nos será claramente possível.

Não só pelos avisos religiosos que nos ajudam a procurá-la.

Nem pelos constrangimentos da Terra, que nos impelem a compromissos determinados.

Nem pelos preceitos sociais que nos resguardam em disciplina. N

em pela voz dos amigos que nos apóiam a caminhada.

Nem pelos acicates da prova que nos corrigem os sentimentos.

A fé ilumina, o trabalho conquista, a regra aconselha, a afeição reconforta e o sofrimento reajusta; no entanto, para entender os “Desígnios Divinos” a nosso respeito, é imperioso renovar-nos em espírito, largando a hera do conformismo que se nos arraia no íntimo, alentada pelo adubo do hábito, em repetidas experiências no plano material.

Recebamos o auxílio edificante que o mundo nos ofereça, mas fujamos de contemporizar com os enganos do mundo, diligenciando burilar-nos cada vez mais, porque educação conosco é clarão no âmago da própria alma e por muito brilhemos por fora, no jogo das ocorrências temporárias da estância física, nada entenderemos da luz de Deus que nos sustenta a vida, sem luz em nós.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 158 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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sábado, 6 de outubro de 2012


Amor de Deus

O amor Divino se expressa em todo o Universo.

Sua presença está na leve brisa que acaricia as pétalas de uma flor, e nos vendavais que agitam ondas imensas nos oceanos.

Está no tênue sussurro da criança e também nas estrondosas explosões solares.

Está presente na luz singela do vaga-lume, que quebra a escuridão das noites silenciosas do sertão, e nas estrelas de primeira grandeza, engastadas na imensidão dos espaços siderais.

O amor Divino está na florzinha singela, que espalha aroma em pequenos canteiros, e nas miríades de mundos que enfeitam galáxias nos jardins dos céus...

Os passarinhos que saltitam nos prados, cantam nos ramos e alimentam seus filhotes, dão mostras do amor de Deus.

As ondas agitadas que arrebentam nas praias, tanto quanto o filete de água cristalina que canta por entre as rochas, falam do amor de Deus.

A fera que ruge na selva e os astros que giram na amplidão enaltecem o amor Divino, enquanto falam dessa cadeia que une os seres e as coisas no Universo infinito.

No andar pesado do elefante e no vôo leve e gracioso do beija-flor, expressa-se o amor de Deus.

Da ferocidade da leoa em busca do alimento à dedicação do pingüim chocando os ovos, percebe-se o amor Divino.

Da leviandade do chupim, que bota seus ovos em ninho alheio, à operosidade e engenharia do joão-de-barro, notamos a presença do amor de Deus.

Nos insetos nocivos tanto quanto no exemplo de trabalho comunitário das abelhas, cupins e formigas, percebemos o amor Divino.

No instinto de sobrevivência de homens, animais e plantas, está presente o amor de Deus.

Na minúscula semente que traz no íntimo o código genético de sua espécie, está contemplado o amor do Criador.

A destreza instintiva do pássaro tecelão, a graciosidade da borboleta, a habilidade inconteste dos reflorestadores alados, falam do amor de Deus.

A criança que sorri inocente e feliz no regaço materno, e a que chora triste, sem rumo e sem lar, são a presença do Criador no mundo, com acenos de esperança.

O homem sábio, que emprega seus conhecimentos nos serviços do bem e aquele que se enobrece no trabalho rude da lavoura, apresentam o amor de Deus, elevando a vida.

Até mesmo nas tempestades que destroem nossas flores de ilusão, vemos o convite do Criador para que plantemos em solo firme de felicidade perene.

O ar que respiramos é dádiva do amor Celeste...

O amor que trazemos na alma é herança do Criador da vida...

A esperança que alimentamos é ânfora de luz nutrindo a vida com a chama do amor de Deus.

Por fim, não há espaço algum no Universo, onde não pulse o amor de Deus.

Na inquietude dos delinqüentes, o amor Divino se faz atento...

Na dor dos aflitos, o amor de Deus é afago...

Na inocência da criança, o amor Divino se mostra...

Na mansuetude dos sábios, o amor de Deus é quietude.

Na harmonia do Universo, o amor do Criador repousa...

No coração de quem ama, o amor de Deus se realiza.

Momento Espírita
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