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domingo, 22 de novembro de 2009


AMIGOS


À medida que avances, montanha acima, nas trilhas da evolução, é possível que muitos de teus amigos se transformem, porque não possam ver o que vês.

É qual se o vinho capitoso surgisse transfigurado em resíduo de fel, ou como se o brilhante longamente acariciado se metamorfoseasse em pedra falsa.

Consagras-te agora à luz.

Dormitam muitos na sombra.

Escolhes hoje servir.

Demoram-se muitos reclamando o serviço alheio.

Buscas presentemente a verdade.

Afeiçoam-se muitos à mascara da ilusão.

Desapegas-te de prazeres inferiores e posses materiais.

Algemam-se muitos à egolatria.

Estranhando-te a nova atitude, quase sempre te classificam os anseios de elevação com adjetivos injuriosos.

Porque não mais te acomodas nas trevas, há entre eles quem te chame orgulhoso.

Porque conservas a humildade na luz da abnegação, há entre eles quem te chame covarde.

Porque não mais te relaciones com a mentira, há entre eles quem te chame fanático.

Porque esqueces a ti mesmo no culto do amparo a outrem, há entre eles quem te chame idiota.

Entretanto, ama-os, mesmo assim, sem exigir que te amem, cultivando o trabalho que a vida te confiou.

O serviço sustentado nas tuas mãos falará, sem palavras, de teus bons propósitos a criaturas diferentes que, tangidas pelo divino amor, chegarão de outros campos em teu auxílio.

Para isso, porém, é indispensável não entres no labirinto das lamentações vinagrosas.

Censurar é ferir, e queixar-se é perder tempo.

Renuncia, pois, à satisfação da convivência com aqueles que, embora continuem amados em teu coração, não mais te comunguem as esperanças.

Se te esquecerem, perdoa.

Se te desprezarem, perdoa mais uma vez.

Se te insultarem, perdoa novamente.

Se te atacarem, perdoa sempre.

Seja qual for a maneira pela qual te apareçam, nos dias da incompreensão, ajuda-os quanto puderes.

O silêncio em serviço é uma prece que fala.

Deus que concede à semente o refúgio da terra e a bênção da chuva para que germine, em louvor do pão, dar- te- á também outras almas, com as quais te associes para a glória do bem.



Livro Religião dos Espíritos, Médium Chico Xavier, Espírito Emmanuel.

sábado, 21 de novembro de 2009


SIMPATIA


Emmanuel


Ninguém é tão indigente que não possa algo oferecer de si próprio, na formação do tesouro da simpatia com que adquirirá a vitória na tarefa a que foi chamado no mundo...

Um sorriso de bom ânimo...

Uma frase de carinho...

Uma prece espontânea...

Uma fatia de pão...

O servicinho aparentemente sem importância...

Uma página confortadora...

Um bilhete fraterno...

Um olhar de compreensão...

Uma visita afetuosa...

Uma boa palavra...

Uma gota de remédio...

Uma flor pobre e humilde...

Uma simples conversação...

Um copo de água fria...

Um gesto de generosidade silenciosa...

Nem sempre possuímos a bolsa farta, suscetível de garantir a longa despesa ; entretanto, a bênção da amizade que suporta e ajuda, que ampara e incentiva o bem, é recurso que sobra invariavelmente no cofre vivo e milagroso da boa vontade...

Esqueçamos os pequeninos defeitos do próximo, para que as nossas grandes falhas sejam toleradas e esquecidas.

A plantação da simpatia é o único procedimento de estimular a colheita da verdadeira fraternidade.

Ninguém é tão intensamente mau que te não possa ouvir, de algum modo, a mensagem de amor...

Faze, pois, subir a luz do teu coração ao cérebro, e a tua palavra conseguirá realizar com a simpatia a sementeira de felicidade que nenhum dinheiro do mundo pode outorgar.


Livro Correio Fraterno. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


Algo Mais


Um crente sincero na Bondade do Céu, desejando aprender como colaborar na construção do Reino de Deus, pediu, certo dia, ao Senhor a graça de compreender os Propósitos Divinos e saiu para o campo.

De início, encontrou-se com o Vento que cantava e o Vento lhe disse:

- Deus mandou que eu ajudasse as sementeiras e varresse os caminhos, mas eu gosto também de cantar, embalando os doentes e as criancinhas.

Em seguida, o devoto surpreendeu uma Flor que inundava o ar com seu perfume, e a flor lhe contou:

- Minha missão é preparar o fruto; entretanto, produzo também o aroma que perfuma até mesmo os lugares mais impuros.

Logo após, o homem estacou ao pé de grande Árvore, que protegia um poço d'água, cheio de rãs, e a Árvore lhe falou:

- Confiou-me o Senhor a tarefa de auxiliar o homem; contudo, creio que devo amparar igualmente as fontes, os pássaros e os animais.

O visitante fixou os feios batráquios e fez um gesto de repulsa, mas a Árvore continuou:

- Estas rãs são nossas amigas. Hoje posso ajudá-las, mas depois serei ajudada por elas, na defesa de minhas próprias raízes, contra os vermes da destruição e da morte.

O devoto compreendeu o ensinamento e seguiu adiante, atingindo uma grande cerâmica.

Acariciou o Barro que estava sobre a mesa e o Barro lhe disse:

- Meu trabalho é o de garantir o solo firme, mas obedeço ao oleiro e procuro ajudar na residência do homem, dando forma a tijolos, telhas e vasos.

Então, o devoto regressou ao lar e compreendeu que para servir na edificação do Reino de Deus é preciso ajudar aos outros, sempre mais, e realizar, cada dia, algo mais do que seja justo fazer.

Chico Xavier. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


A VIDA

Por muito tempo eu pensei, que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho,
para a felicidade.

A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.

E aproveite-os mais, se você tem alguém especial para compartilhar.
Especial o suficiente para passar seu tempo e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar

até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
Lembre-se:

Felicidade é uma viagem, não um destino.


Henfil



Imagem da internet

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Perseverar

Sabendo da dificuldade que há no exercício do perdão, Pedro, o Apóstolo, pergunta a Jesus quantas vezes é necessário tal exercício, em relação ao próximo.

A resposta de Jesus convida-nos a um exercício constante, pois que o Mestre propõe que o perdão seja exercitado infindas vezes, representado na expressão de setenta vezes sete vezes.

O que Jesus dá a entender com essa expressão é que bons hábitos, assim como os menos nobres, se incorporam no nosso cotidiano através da insistência, da repetição, do exercício contínuo.

Alguém que consiga perdoar quatrocentos e noventa vezes, como aconselha Jesus, certamente, já terá incorporado o hábito de tal forma, que difícil lhe será não perdoar nas oportunidades seguintes.

Assim se dá com todos os hábitos saudáveis, positivos, bons, que queremos incorporar na nossa intimidade emocional.

Ninguém se transforma do dia para a noite, nem se santifica em breves momentos, apenas porque aceitou conceitos novos ou amadureceu valores de uma forma positiva.

Qualquer pessoa que decida se tornar melhor, precisa de uma companheira inseparável: a persistência.

Imagine-se querendo libertar-se da dependência do tabaco. Por mais que a decisão esteja tomada, por mais que o auxílio médico e terapêutico seja requisitado, sem a persistência no intento, não haverá sucesso.

Com os maus hábitos morais ocorre da mesma forma. Se desejamos nos tornar uma pessoa menos egoísta, ou menos orgulhosa, ou ainda, se o que nos incomoda é o fato de sermos muito arrogantes e gostaríamos de mudar a forma de agir, a persistência nos será desejada companheira.

Toda mudança exige esforço, energia, investimento. E é natural ainda que, ao percorrer a estrada para novos rumos, aconteçam tropeços, sintamo-nos um pouco perdidos ou, às vezes, até uma pontinha de arrependimento... Afinal, antes era tão mais fácil, pensamos...

Nesses momentos, a perseverança será a ferramenta a nos empurrar à frente, a nos estimular o continuar da marcha, a dar a coragem para insistir no processo de mudança, de melhoria, de vir a ser.

Sempre haverão aqueles a nos desestimular o progresso. Pigmeus morais que o são, não tendo coragem de mudar a si, se incomodam em ver que outros se esforçam, tentam melhorar.

Como não têm coragem de fazê-lo, não querem que outros o façam.

Não nos deixemos levar pelo pessimismo de uns ou pelo desencorajamento de outros.

Toda mudança para melhor é desejo de Deus para conosco, pois como nosso Pai, deseja o melhor para Seus filhos. Mas como Pai amoroso, sabe que deve partir de cada um de nós a iniciativa e o esforço para sermos melhores.

Persistir no bem, insistir no esforço da melhora pessoal para que o bem ganhe espaço em nossa intimidade é investimento sábio a que todos devemos nos dispor, o quanto antes.

Somente através do esforço pessoal e individual é que conseguiremos trilhar o caminho para a construção da felicidade em nossa intimidade, quando sentimentos de baixa conta cederão espaço para luz e paz na nossa estrutura emocional.


M.E.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009


PENSAMENTOS

Emmanuel

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” – Paulo. (Filipenses 4:8).



Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental que os produziu, nos movimentos incessantes da vida.

O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos.

Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.

O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação.


Livro Pão Nosso – Lição 15 - Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

domingo, 15 de novembro de 2009


OUVIDOS


“Quem tem ouvidos de ouvir, ouça.” – Jesus.
(MATEUS, 11 : 15.)


Ouvidos... Toda gente os possui.

Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.

Ouvidos que apenas registram sons.

Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.

Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.

Ouvidos de propostas inferiores.

Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.

Ouvidos de festa.

Ouvidos de mexericos.

Ouvidos de pessimismo.

Ouvidos de colar às paredes.

Ouvidos de complicar.

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os "ouvidos de ouvir”, a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria.



Livro Palavras de Vida Eterna. Lição 72 - Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Olhos

Nos apontamentos do evangelista Mateus, encontramos as seguintes palavras proferidas pelo Mestre de Nazaré: Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.

A frase nos levou a meditar acerca desse patrimônio de todos, que são os olhos.

No mundo encontramos olhos muito diferentes, não somente em formatos e cores, mas em qualidades íntimas.

Encontramos os olhos que veem os quadros da vida pelo prisma da malícia, deturpando tudo que alcançam.

Existem os olhos de ciúme, que despejam chispas de ódio, ante a possibilidade mínima de perderem o que consideram objeto de sua posse.

Há os olhos que ferem, capazes de intimidar subalternos e criaturas de condição social inferior. Olhos de agressão que censuram sem palavras e agridem sem pestanejar.

Olhos de frieza que observam a dor, a desesperança, a miséria sem se comoverem. Despejam tal gelo que impedem o necessitado de estender a mão em súplica ou a expressar o próprio infortúnio em palavras.

Olhos que perturbam quando encaram a outrem e chegam a desencorajar os que estejam tentando realizar algo de bom, e se mostram ainda tímidos.

Olhos de desespero que olham o panorama que os circunda e somente conseguem enxergar aflição e abandono. Levantam o olhar no sentido do firmamento e não percebem as estrelas que iluminam a noite escura, com seus raios brilhantes.

Olhos capazes de registrar os males alheios, desconsiderando as virtudes que se ocultam em todo ser humano.

Olhos de irritação que expressam seu desagrado ante a balbúrdia infantil que extravasa sua alegria de viver, as vozes dos animais que dizem da sua vitalidade, o pequeno esbarrão involuntário na rua, no mercado, na condução urbana.

Olhos de crueldade que ferem a quem atingem, que fazem o animal se encolher a um canto, a criança calar em constrangimento e a própria natureza estabelecer uma pausa no seu concerto constante.
Como serão os nossos olhos?

Se desejamos enobrecer os recursos da visão que nos enriquecem a vida, amemos e ajudemos, aprendamos a perdoar sempre, cultivemos o bem em nós, pois a expressão do nosso olhar fala do que nos vai na intimidade e nos alimenta a alma.

* * *

Cada um vê a paisagem que observa conforme a cor das lentes que tem sobre os olhos. Isto equivale a dizer que os tristes veem panoramas desoladores, enquanto os otimistas descobrem cores vibrantes e alegria em toda parte.

Somos responsáveis pela forma como utilizamos os nossos olhos, desde que eles são um dos talentos que Deus nos concede para instrumento de progresso.


Espírito Emmanuel – Médium Chico Xavier

quinta-feira, 12 de novembro de 2009


FALA AMPARANDO


Meimei


Quando estiveres a ponto de condenar alguém, lembra-te de ti mesmo.


Quantas vezes terás ferido, quando te propunhas auxiliar.


Muitos daqueles que povoam as penitenciárias, dariam a própria vida para que o tempo recuasse, propiciando-lhes ensejo de se fazerem vítimas ao invés de verdugos...


Prefeririam cegueira e mudez no instante de vazarem a acusação ou extrema paralisia na hora da violência.


E qual acontece aos irmãos segregados no cárcere, quantas criaturas carregam enfermidade e frustração nas grades mentais do arrependimento tardio?


Trajam-se em figurino recente e conservam a bolsa farta, mas, por dentro trazem desencanto e remorso por fogo e cinza no coração.


Supõem-se livres, no entanto, jazem presas, intimamente, na cela da angústia em que enjaularam a própria alma, por não haverem calado a frase cruel no momento oportuno.


Poderiam ter evitado o desastre moral que lhes dói na lembrança, contudo, por se acomodarem à impaciência, atearam o incêndio que resultou em loucura e destruição.


Não sirvas vinagre e fel à mesa da própria vida.


Onde surpreendas perturbação e sombra estende o socorro da paz e o benefício da luz.


Compadece-te dos ingratos e desertores, quanto te condóis dos que passam sob teus olhos, mutilados e infelizes.


Ninguém praticaria o mal se, antes, lhe conhecesse o fruto amargoso.


Compreendamos para que sejamos compreendidos.


Agora, talvez, poderás censurar os erros dos semelhantes.


Amanhã, porém, mendigarás o perdão dos outros pelos teus desatinos.


Entrega a aflição de cada dia ao silêncio de cada noite.


Lembra-te de que, por maiores tenham sido os desregramentos da Humanidade na Terra, o Céu nunca fez coleções de nuvens para amaldiçoar ou punir, mas sim, cada manhã, acende o brilho solar por mensagem bendita de tolerância e de amor, endereçando aos homens a esperança infatigável de Deus.



Fonte: Do Livro “Irmãos Unidos” Francisco Cândido Xavier/Autores Diversos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009


SER FELIZ

"...Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam..." (Cap. V, ítem 20)

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior. Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.

Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho. No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como consequência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.

Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas. Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.

A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural. O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.

Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá. É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível.

A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.

Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais. Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.

Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, consideramos que o trabalho interior que produz felicidade não é obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da eternidade, nas muitas moradas da Casa do Pai.

Hammed

terça-feira, 10 de novembro de 2009



AMOR E CARIDADE


Bezerra de Menezes


O Amor é luz Divina.

A Caridade é benemerência humana.

A claridade revela.

A bondade socorre.

Consagrastes o coração ao ministério bendito com Jesus e esperamos que os espinhos da senda produzam flores para a tua fé renovadora e vibrante e que as pedras da estrada se convertam, ao toque de tua compreensão e de tua boa vontade, em sublime pão do espírito.

Em verdade, a sementeira e a seara são infinitas. Cada setor reclama mil braços e cada leira exige devotamento e vigilância: entretanto, um discípulo somente, que se afeiçoe ao Mestre, pode realizar milagres de amor e da caridade por onde passe, acordando corações para o serviço redentor.

Não nos cansemos, pois, na dedicação com que nos devotamos ao apostolado da renunciação.

Samaritano do Evangelho vivo, percebeste que não venceremos na batalha de nós mesmos, sem partilharmos o carga que aflige nossos irmãos mais próximos.

Penetraste, feliz o santuário do entendimento novo e dispuseste o coração ao serviço mediúnico, aprendendo o valor do serviço aos semelhantes. Abençoado sejas.

Fenômenos e discussões, muita vez, constituem meros processos de enrijecer as fibras da alma, porque nem todos se colocam, no mesmo nível, para a recepção das dádivas celestiais.

Todavia é imperioso reconhecer que o bem é a porta sublime através da qual o próprio pensamento de Jesus se manifesta, consolando e salvando, edificando e lenindo, amparando e iluminando o coração do homem cada vez mais.

Não descansemos, portanto, em nossa faina de ajuda e construir sempre.

Espiritismo sem aprimoramento espiritual é templo sem luz.

A hora do mundo é sombria e a jornada humana reclama lâmpadas acesas, para que as ovelhas retardadas não se precipitem nos despenhadeiros fatais.

Irmanemo-nos no ministério da evangelização e avancemos.

Amor sem caridade é teoria de lábios desprevenidos: caridade sem amor é aquele sino que tange da imagem paulina.

Unamo-nos, em vista disso, na luz que redime a na fraternidade que socorre, convencidos de que não nos faltará a benção daquele Divino Amigo que prometeu caminhar conosco até o fim dos séculos.

Psicografia Chico Xavier - Livro "Bezerra, Chico e Você"

domingo, 8 de novembro de 2009


CONVITE AO ESTUDO


Emmanuel

"E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência,
acrescentei à vossa fé a virtude e à virtude a ciência..."
– Pedro (II PEDRO, 1:5.)


Milhões de criaturas possuíram a fé no passado, revelando extremada confiança em Deus; mas, porque a bondade lhes desertasse dos corações, ergueram suplícios inomináveis para quantos não lhes comungassem o modo de sentir e de ser.

Diziam-se devotadas ao culto do Supremo Senhor; entretanto, alçavam fogueiras e postes de martírio, perseguindo ou exterminando pessoas sensíveis e afetuosas em seu nome.

Milhões de criaturas evidenciaram admirável bondade no pretérito, demonstrando profunda compreensão fraternal no trabalho que foram chamadas a desenvolver entre os homens; no entanto, porque a educação lhes escasseasse no espírito, caíram em terríveis enganos, favorecendo a tirania e a escravidão sobre a Terra.

Denotavam obediência a Deus, no exercício da própria generosidade, entretanto, compraziam-se na ignorância, estimulando delitos e abusos, a pretexto de submissão à Providência Divina.

Nesse sentido, porém, a palavra do apóstolo Pedro é de notável oportunidade em todos os tempos.

Procuremos alicerçar a fé na bondade, para que a nossa fé não se converta em fanatismo, mas isso ainda não basta.

É forçoso coroar a fé e a bondade com a luz do conhecimento edificante.

Todos necessitamos esperar no Infinito Amor, todavia, será justo aprender "como"; todos devemos ser bons, contudo, é indispensável saber "para quê".

Eis a razão pela qual se nos impõe o estudo em todos os lances da vida, porquanto, confia realizando o melhor, e auxiliar na extensão do eterno bem, realmente demanda discernir.


Livro Palavras de Vida Eterna. Lição 122. Médium Chico Xavier.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009


A AMIZADE REAL

Néio Lúcio

Um grande senhor que soubera amontoar sabedoria, além de riqueza, auxiliava diversos amigos pobres, na manutenção do bom ânimo, na luta pela vida.

Sentindo-se mais velho, chamou o filho à cooperação. O rapaz deveria aprender com ele a distribuir gentilezas e bens.

Para começar, enviou-o à residência de um companheiro de muitos anos, ao qual destinava trezentos cruzeiros mensais.

O jovem seguiu-lhe as instruções.

Viajou seis quilômetros e encontrou a casa indicada. Contrariando-lhe a expectativa, porém, não encontrou um pardieiro em ruínas. O domicílio, apesar de modesto, mostrava encanto e conforto. Flores perfumavam o ambiente e alvo linho vestia os móveis com beleza e decência.

O beneficiário de seu pai cumprimentou-o, com alegria efusiva, e, depois de inteligente palestra, mandou trazer o café num serviço agradável e distinto. Apresentou-lhe familiares e amigos que se envolviam, felizes, num halo enorme de saúde e contentamento.

Reparando a tranqüilidade e a fartura, ali reinantes, o portador regressou ao lar, sem entregar a dádiva.

- Para quê? – confabulava consigo mesmo – aquele homem não era pedinte. Não parecia guardar problemas que merecesse compaixão e caridade. Certo, o genitor se enganara.

De volta, explicou ao velho pai, particularizadamente, quanto vira, restituindo-lhe a importância de que fora emissário.

O ancião, contudo, após ouvi-lo calmamente, retirou mais dinheiro da bolsa, dobrou a quantia e considerou:

- Fizeste bem, tornando até aqui. Ignorava que o nosso amigo estivesse sob mais amplos compromissos. Volta à residência dele e, ao invés de trezentos, entrega-lhe seiscentos cruzeiros, mensalmente em meu nome, de ora em diante. A sua nova situação reclama recursos duplicados.

- Mas meu pai – acentuou o moço -, não se trata de pessoa em posição miserável. Ao que suponho, o lar dele possui tanto conforto, quanto o nosso.

- Folgo bastante com a notícia – exclamou o velho.

E, imprimindo terna censura à voz conselheiral, acrescentou:

- Meu filho, se não é lícito dar remédio aos sãos e esmolas aos que não precisam delas, semelhante regra não se aplica aos companheiros que Deus nos confiou. Quem socorre o amigo, apenas nos dias de extremo infortúnio, pode exercer a piedade que humilha ao invés do amor que santifica. Quem espera o dia do sofrimento para prestar o favor, muita vez não encontrará senão silêncio e morte, perdendo a melhor oportunidade de ser útil. Não devemos exigir que o irmão de jornada se converta em mendigo, a fim de parecermos superiores a ele, em todas as circunstâncias. Tal atitude de nossa parte representaria crueldade e dureza. Estendamos-lhe nossas mãos e façamo-lo subir até nós, para que nosso concurso não seja orgulho vão.


Toda gente no mundo pode consolar a miséria e partilhar as aflições, mas raros aprendem a acentuar a alegria dos entes amados, multiplicando-a para eles, sem egoísmo e sem inveja no coração. O amigo verdadeiro, porém, sabe fazer isto. Volta, pois, e atende ao meu conselho para que nossa afeição constitua sementeira de amor para a eternidade. Nunca desejei improvisar necessitados, em torno de nossa porta e, sim, criar companheiros para sempre.

Foi então que o rapaz, envolvido na sabedoria paterna, cumpriu quanto lhe fora determinado, compreendendo a sublime lição de amizade real.



Francisco Cândido Xavier. Da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio..

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


JESUS


Espírito: MARTA.


Jesus foi na Terra

a mais perfeita encarnação do Amor Divino.

E ainda hoje,

nos dias amargurados que transcorrem,

é para a Humanidade

a promessa de Paz,

o manto protetor que abriga os aflitos e os infelizes,

o pão que sacia os esfomeados das verdades eternas,

a fonte que desaltera todos os sofredores.



Apegai-vos a Ele, cheio de confiança!

Ele é misericórdia personificada,

o Jardineiro Bendito,

que jorra no coração

dos transviados do caminho do bem,

as sementes do arrependimento

que hão de florir na regeneração

e frutificar na perfeita felicidade espiritual.



Ouvi a sua voz

no silêncio da consciência que vos fala

do cumprimento austero

de todos os deveres cristãos,

e um dia

descansareis reunidos,

ligados pelos liames inquebrantáveis

da fraternidade além da morte,

à sombra da árvore luminosa

das boas ações que praticastes,

longe das lágrimas do orbe obscuro,

Dos prantos e das provações remissoras !...



Livro Antologia Mediúnica do Natal - Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


Prece do Coração

Deus, guia-me por entre as trevas.

Ilumina meu caminho.

Dá-me forças para caminhar pelo estreito caminho da salvação.

Orienta-me para não me julgar nem pior nem melhor que ninguém.

Que nenhuma injustiça me faça injusto.

Que as ingratidões não me tornem ingrato.

Que nenhuma maldade que eu venha receber me faça mal.

Que eu possa, meu Deus, preferir receber todas as injustiças e maldades a fazer uma só.

Ajuda-me a servir, mesmo nos pequenos atos, e auxilia-me a vencer o egoísmo de querer ser servido.

Ó meu Deus! que eu seja feliz servindo com amor, sem, contudo, esquecer de fazer a felicidade de outros.

Faze de minha vida um luminoso reflexo de sua luz !

Obrigado meu Deus !


Do livro Mistério do sobrado- Antonio carlos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Só Por Hoje

Só por Hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.

Só por Hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras, conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que sou. Como penso que sou feliz, logo sou.

Só por Hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa e farei da festa a minha vida.

Só por Hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz, depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí esquece onde a colocou. Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.

Só por Hoje rirei à toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto a história daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar as lentes.

Só por Hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda opinião contrária.

Só por Hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo. Já estou rindo.

Só por Hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser.

Só por Hoje guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior brinque comigo o tempo todo.

Só por Hoje estarei tão bem-humorado que rirei até daquele anúncio que diz: "Vende-se uma mala por motivo de viagem."

Só por Hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz.

Só por Hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade.

Só por Hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom-humor.

Só por Hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas.


Só por Hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.


Paulo Trevisan

sábado, 31 de outubro de 2009


Em Oração

Néio Lucio


Na véspera da partida do Senhor, no rumo de Sídon, o culto do Evangelho, na residência de Pedro, revestiu-se de justificável melancolia. As atividades do estudo edificante prosseguiriam,
mas o trabalho da revelação, de algum modo, experimentaria interrupção natural.
A leitura de comoventes páginas de Isaías foi levada a efeito por Mateus, com visível emotividade; entretanto, nessa noite de despedidas ninguém formulou qualquer indagação.
Intraduzível expectativa pairava no semblante de todos.

O Mestre, por si, absteve-se de qualquer comentário, mas, ao término da reunião, levantou os olhos lúcidos para o Céu e suplicou fervorosamente:
— Pai, acende a Tua Divina Luz em torno de todos aqueles que Te olvidaram a bênção, nas sombras da caminhada terrestre.

Ampara os que se esqueceram de repartir o pão que lhes sobra na mesa farta.

Ajuda aos que não se envergonham de ostentar felicidade, ao lado da miséria e do infortúnio.

Socorre os que se não lembram de agradecer aos benfeitores.

Compadece-te daqueles que dormiram nos pesadelos do vício, transmitindo herança dolorosa aos que iniciam a jornada humana.

Levanta os que olvidaram a obrigação de serviço ao próximo.

Apieda-te do sábio que ocultou a inteligência entre as quatro paredes do paraíso doméstico.

Desperta os que sonham com o domínio do mundo, desconhecendo que a existência na carne é simples minuto entre o berço e o túmulo, à frente da Eternidade.

Ergue os que caíram vencidos pelo excesso de conforto material.

Corrige os que espalharam a tristeza e o pessimismo entre os semelhantes.

Perdoa aos que recusaram a oportunidade de pacificação e marcham disseminando a revolta e a indisciplina.
Intervém a favor de todos os que se acreditam detentores de fantasioso poder e supõem loucamente absorver-te o juízo, condenando os próprios irmãos.

Acorda as almas distraídas que envenenam o caminho dos outros com a agressão espiritual dos gestos intempestivos.

Estende paternas mãos a todos os que olvidaram a sentença de morte renovadora da vida que a tua lei lhes gravou no corpo precário.

Esclarece os que se perderam nas trevas do ódio e da vingança, da ambição transviada e da impiedade fria, que se acreditam poderosos e livres, quando não passam de escravos, dignos de compaixão, diante de teus sublimes desígnios.

Eles todos, Pai, são delinqüentes que escapam aos tribunais da Terra, mas estão assinalados por Tua Justiça Soberana e Perfeita, por delitos de esquecimento, perante o Infinito Bem...

A essa altura, interrompeu-se a rogativa singular.

Quase todos os presentes, inclusive o próprio Mestre, mostravam lágrimas nos olhos e, no alto, a Lua radiosa, em plenilúnio divino, fazendo incidir seus raios sobre a modesta vivenda de Simão, parecia clamar sem palavras que muitos homens poderiam viver esquecidos do Supremo Senhor; entretanto, o Pai de Infinita Bondade e de Perfeita Justiça, amoroso e reto, continuaria velando...



Do Livro Jesus no Lar – Lição nº 50 - Médium Francisco C. Xavier

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Homenagem a Henrique Varoli
26.05.1927 a 28.10.2009

NINGUÉM MORRE


Não reclames da Terra

Os seres que partiram...

Olha a planta que volta

Na semente a morrer.

Chora, de vez que o pranto

Purifica a visão...

No entanto, continua

Agindo para o bem.

Lágrimas sem revolta

É orvalho de esperança.

A morte é a própria vida

Numa nova edição.



Psicografia. Chico Xavier - Livro Caravana de Amor - Emmanuel

Obrigado, Pai por esta reencarnação, por todo desvelo e dedicação e pela paciência com minha imperfeição.
Luz, paz e progresso na vida verdadeira.

Carlos Varoli

ANTE OS QUE PARTIRAM


Emmanuel



Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparado ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.

Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno ou paterno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.

Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem e choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.

Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.

Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.

Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Do livro "Religião dos Espíritos", por Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 27 de outubro de 2009


Quem Te Ama e Quem Não Te Ama


Quem te ama te acompanha na subida,
quem não te ama te empurra para a descida;


quem te ama perdoa os teus desacertos,
quem não te ama se apressa em fazer "consertos";

quem te ama respeita tua intimidade,
quem não te ama destrói tua privacidade;

quem te ama te ouve com o coração,
quem não te ama só quer ter razão;

quem te ama, ama também a tua Luz,
quem não te ama quer ser o que te conduz;

quem te ama não se impõe à tua vontade,
quem não te ama cerceia tua liberdade;

quem te ama, ama também teu passado,
quem não te ama quer ver tudo deletado;

quem te ama alardeia os teus sucessos,
quem não te ama tem medo dos teus progressos;

quem te ama quer ver-te brilhar, de fato,
quem não te ama te impele ao anonimato;

quem te ama aplaude o que aqui é mostrado,
quem não te ama pode ver-se incomodado.


Olha bem as diferenças que te foram reveladas,
e as considera sementes que estão em ti já plantadas.

Se agora não tens certeza de que és amado ou não,
põe tuas dúvidas no peito e escuta o teu coração.


S í l v i a S c h m i d t
São Paulo/SP - março de 2006 -

domingo, 25 de outubro de 2009


MELHORAR PARA PROGREDIR

Emmanuel

"E a um deu cinco talentos e a outro dois e a outro um,
a cada um segundo a sua capacidade..." - Jesus. (MATEUS, 25:15.)


Melhorar para progredir - eis a senha da evolução.

Passa o rio dos dons divinos em todos os continentes da vida, contudo, cada ser lhe recolhe as águas, segundo o recipiente de que se faz portador.

Não olvides que os talentos de Deus são iguais para todos, competindo a nós outros a solução do problema alusivo à capacidade de recebê-los.

Não te percas, desse modo, na lamentação indébita.

Uma hora anulada na queixa é vasto patrimônio perdido no preparo da justa habilitação para a meta a alcançar.

Muitos suspiram por tarefas de amor, confiando-se à aversão e à discórdia, enquanto que muitos outros sonham servir à luz, sustentando-se nas trevas da ociosidade e da ignorância.

A alegria e o fulgor dos cimos jazem abertos a todos aqueles que se disponham à jornada da ascensão.

Se te afeiçoas, assim, aos ideais de aprimoramento e progresso, não te afastes do trabalho que renova, do estudo que aperfeiçoa, do perdão que ilumina, do sacrifício que enobrece e da bondade que santifica...

Lembra-te de que o Senhor nos concede tudo aquilo de que necessitamos para comungar-Lhe a glória divina, entretanto, não te esqueças de que as dádivas do Criador se fixam, nos seres da Criação, conforme a capacidade de cada um.



Livro Palavras de Vida Eterna, Cap. 7, psicografado por Chico Xavier.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009


O Bem é a Meta


Surge a Era Nova.

O sol da esperança desbasta as trevas da ignorância.

Pequenos grupos de servidores verdadeiros do Evangelho, no silêncio da renúncia, estão levantando os pilotis sobre os quais será erguida a Era Nova.

Sem alarde, em luta constante, esses corações convidados constituem segurança para o mundo melhor de amanhã.

Não obstante o vendaval, as ameaças do desequilíbrio e o predomínio aparente das forças da violência, o bem, como fluido de libertação, penetra todo o organismo terrestre preparando o mundo novo.

Não engrossam as fileiras dos desanimados, nem aplaudem a insensatez dos perversos ou apóiam a estultícia dos vitoriosos da ilusão.

Quem aprendeu a confiar em Jesus põe as suas raízes na verdade. São minoria, não porém, grupo ao abandono.

Todos os grandes ideais da humanidade surgem em pequeninos núcleos, que se alargam em gerações após gerações.

O Cristianismo restaurado, por sua vez, é a doutrina do amanhã, no enfoque espírita, porque, enquanto a mensagem de Jesus teve de destruir as bases do paganismo para erguer o santuário do amor, o Espiritismo deve apenas erigir, sobre o Cristianismo, o templo luminoso da caridade.

Chamados para este ministério, não duvidam, alegrando-se por ter seus nomes inscritos, como diz o Evangelho, no livro do reino dos céus e serem conhecidos do Senhor.

Nossa Casa tem ação. É hoje reduto festivo, santuário que alberga Espíritos mensageiros da luz, oficina onde se trabalha, escola de educação e hospital de recuperação de vidas.

Com outros Obreiros aqui temos estado, mantendo a chama da verdade acesa, como ocorria com os antigos faróis com a flama ardente, apontando a entrada dos portos e mais tarde dando notícias dos recifes e perigos do mar.

Filhos da alma, nunca desistam de fazer o bem, face ao aparente triunfo do mal em desgoverno, em torno de suas vidas.

Passada a tempestade, a luz volta a fulgir.

A sombra é somente ausência da claridade. Não é real.

Só Deus é Vida; somente o Bem é meta.

Divaldo P. Franco. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


Almas-Problema

A pessoa que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida...
O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.

O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...

O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.

Todos eles provêm do teu passado espiritual.

Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas, tu também.

Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes, que induzem e levam ao abismo. Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.

Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consangüinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.

Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.

Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.

Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses... Horas soam em que um sentimento de surda animosidade contra eles te anceia o desejo de ver-te libertado...

Grave engano!

Só há liberdade real, quando se resgata o débito. Distância física não constitui impedimento psíquico. Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio. O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.

Arrima-te ao amor e sofre com paciência. Suporta a alma-problema que se junge a ti e não desfaleças nos ideais de amparar e prosseguir.

Ama, socorrendo.

Dias nascerão, luminosos, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.

O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.

Mas o amor, que "cobre a multidão dos pecados", voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.


Divaldo P. Franco, Da obra: Alerta, Pelo Espírito Joanna de Ângelis
.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009


HOJE E AMANHÃ

Toda ampliação dos valores humanos cresce conforme a despersonalização a que te afeiçoes no culto da verdadeira fraternidade.
Bens terrenos e aptidões intelectuais desenvolvem-se e progridem, desde que lhes canalizes as forças no suprimento do bem alheio.
Aquele que dispõe do que usufrui a favor dos semelhantes, caminha consolidando a própria paz.
A distribuição do ouro é imprescindível à saúde do homem abastado que não lhe resiste ao peso por longo tempo.
O emprego das tendências artísticas e das possibilidades da inteligência em prol da felicidade geral, significa libertação das teias enfermiças da sombra.
Somos hoje, o reflexo do ontem.
Seremos amanhã, o reflexo de hoje.
Usurários, prendendo o dinheiro agora, estaremos depois encarcerados por ele.
Intelectuais viciosos aqui, surgiremos dementados além.
Menos abuso na arte, mais altura de espírito.
Menos preconceito na ciência, mas luminosa ascensão.
Auxílio desinteressado, apoio a nós mesmos.
Renovação interior, subida moral.
Observa em teu presente, o futuro que se avizinha.
Não te enganes.
Extensões de terra, evidência econômica, parques industriais, tanto quanto a máquina do raciocínio, o arquivo da memória e a fonte imaginativa, representam empréstimos do Senhor, a serem mobilizados a serviço de todos, sem o que sofrerás pelos danos da omissão na esfera das consequências.
Não te esqueças, pois, de que és, e serás sempre, o único construtor dos instrumentos de que disponhas na vida e na estrada do teu próprio destino, na marcha insofreável da evolução.


André Luiz


Do livro "Sol nas Almas, Waldo Vieira,

terça-feira, 20 de outubro de 2009


Defenda-se


Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.

Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela de sua mente.

Não Faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.

Não menospreze suas faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.

Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.

Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.

Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

* * *

André Luiz

Do livro "Agenda Cristã" psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 18 de outubro de 2009


VIGIEMOS E OREMOS




"Vigiai e orai, para não cairdes em tentação."
- Jesus. MATEUS, 26:41



As mais terríveis tentações decorrem do fundo sombrio de nossa individualidade, assim como o lodo, mais intenso, capaz de tisnar o lago, procede do seu próprio seio.

Renascemos na Terra com as forças desequilibradas do nosso pretérito para as tarefas do reajuste.

Nas raízes de nossas tendências, encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade. Nas íntimas relações com os nossos parentes, somos surpreendidos pelos mais fortes motivos de discórdia e luta.

Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé e a humildade. Em contacto com os afetos mais próximos, temos copioso material de aprendizado para fixar em nossa vida os valores da boa vontade e do perdão, da fraternidade pura e do bem incessante.

Não te proponhas, desse modo, atravessar o mundo, sem tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates, dedicadamente, qual o lavrador sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes.

Caminhar do berço ao túmulo sob as marteladas da tentação, é natural. Afrontar obstáculos, sofrer provações, tolerar antipatias gratuitas e atravessar tormentas de lágrimas são vicissitudes lógicas da experiência humana.

Entretanto, lembremo-nos do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência que sorrir sob os narcóticos da queda.


Livro Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia Chico Xavier
Lição nº 110

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


Chegar e Ficar


Chegar,
Como brisa que atravessa a janela.
Soprando de leve,
As brumas do passado.

Chegar,
Como o barco.
Trazendo alegrias,
Após enfrentar as procelas sombrias.

Chegar,
Como a saudade.
Que bate,
De manso, no coração.

Chegar,
Como Chuva, fininha,
Mansinha, criadeira,
Necessária e tão querida.

Ficar,
Nas lembranças do passado,
Nas estampas do presente,
A retratar nosso ontem no hoje.

Ficar,
Para sempre.
Na imagem nunca esquecida,
Dos que nos são tão queridos.

A vida,
É chegar e ficar,
Para sempre.
Vida nunca será partida.



Cecília Meireles (espírito)

Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos

quinta-feira, 15 de outubro de 2009



Amor


O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos.

Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.
Palpita em todas as criaturas.
Alimenta todas as ações.

O ódio é o Amor que se envenena.

A paixão é o Amor que se incendeia.

O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.

O ciúme é o Amor que se dilacera.

A revolta é o Amor que se transvia.

O orgulho é o Amor que enlouquece.

A discórdia é o Amor que divide.

A vaidade é o Amor que ilude.

A avareza é o Amor que se encarcera.

O vício é o Amor que se embrutece.

A crueldade é o Amor que tiraniza.

O fanatismo é o Amor que petrifica.

A fraternidade é o Amor que se expande.

A bondade é o Amor que se desenvolve.

O carinho é o Amor que se enflora.

A dedicação é o Amor que se estende.

O trabalho digno é o Amor que aprimora.

A experiência é o Amor que amadurece.

A renúncia é o Amor que se ilumina.

O sacrifício é o Amor que se santifica.

O Amor é o clima do Universo.

É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.
Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.

Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos.

Com ele, tudo se aclara.Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.

Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

João de Brito

Livro "Falando à Terra" - Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Oração da natureza

A natureza revela o amor e a criatividade
suprema de Deus.

Senhor, abra os meus olhos e os de meus semelhantes para ver e desfrutar a grande maravilha que o Senhor criou para alegrar as
nossas vidas: a natureza feita para embelezar, para manter nossas vidas e para nutrir as mais variadas necessidades.

Senhor, sabemos que a água, o sol, as estrelas, as plantas, os animais e muitas outras coisas são Tua obra de arte para a humanidade.
Muitas vezes, o egoísmo, a falta de amor e a ganância destroem e rejeitam a Tua grande criação. Ajude-nos a conservar, amar e a
ressuscitar a velha e sempre nova natureza.

Que o nosso carinho seja sempre derramado sobre a maravilhosa obra de Tuas mãos.
Quer seja para vermos, cheirarmos, nos alimentar ou desfrutarmos.
Que possamos sempre amar e cuidar
da nossa sempre amiga e amada natureza.

Amém.

terça-feira, 13 de outubro de 2009


RENUNCIA

Emmanuel



"Compadece-te dos que não pensam com as tuas idéias e não lhes encarceres a vida em tua própria vida. . .".

Contempla a criança que nasce e recorda a condição de carência a que aportaste no mundo.

Não eras senão o minúsculo viajor, destituído de todos os recursos, a valer-se do sacrifício materno, para abordar a embarcação frágil do berço, iniciando a viagem no oceano da experiência terrestre.

Nem vestimenta, nem pão.

Nem dinheiro, nem títulos.

É preciso lembrar algumas vezes a nossa posição de usufrutuários da Terra, quando lhe envergamos o veículo físico, a fim de que não venhamos a viver entre os homens no falso regime da apropriação indébita.

É por isso que Jesus, a cada passo do Ministério Divino, ensinou a renúncia e exemplificou-a, desassombrando e humilde, da manjedoura de palha à cruz da morte.

Honra a teus pais e ajuda-os quanto possas.

Isso é simples dever.

Entretanto, não te ensombre o coração a tirania de exigir-lhes a adesão ao teu próprio caminho.

Ama a tua esposa ou ao teu esposo, aos teus filhos ou aos teus afeiçoados e amigos.

Isso é obrigação na luta diária, contudo, não lhes imponhas o teu modo de ser e de ver, porquanto, cada criatura respira no degrau de evolução e entendimento que lhe é próprio.

Estudando o Evangelho, não olvides a lição do Reino de Deus que, segundo o Senhor, não se encontra aqui ou acolá, mas sim em ti mesmo, portas a dentro do próprio espírito, nos mais íntimos refolhos da consciência e do coração.

E, renunciando ao capricho de padronizar as opiniões e preferências daqueles a quem amas pelo estalão de teus próprios pontos de vista, aprenderás que deixar alguém, isso ou aquilo, por amor do Cristo, é servir com mais devotamento a todos os que nos cercam, deixando de lado os nossos desejos e exigências, para, em suprema fidelidade a Deus, perseverarmos, valorosos e firmes, na obra do bem até o fim.

Livro: Irmão - Espírito Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier

sábado, 10 de outubro de 2009


FELICIDADE POSSÍVEL


Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.

Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.

Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.

Passam-se anos, e somas frustrações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.

Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes...

Crês que eles são felizes...

Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.

Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.

Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.

Muitos se entregaram a drogas perturbadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.

Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.

*

Felicidade, porém, é conquista íntima.

Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.

Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão.

Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.

As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.

A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.

Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.

Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.

Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.


Joanna de ângelis

quinta-feira, 8 de outubro de 2009


A Prece


João de Deus


O Senhor da Verdade e da Clemência

Concedeu-nos a fonte cristalina

Da prece, água do amor, pura e divina,

Que suaviza os rigores da existência.



Toda oração é a doce quinta-essência

Da esperança ditosa e peregrina,

Filha da crença que nos ilumina

Os mais tristes refolhos da consciência.



Feliz o coração que espera e ora,

Sabendo contemplar a eterna aurora

Do Além, pela oração profunda e imensa.



Enquanto o mundo anseia, estranho e aflito,

A prece alcança as bênçãos do Infinito,

Nos caminhos translúcidos da Crença.



Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


Ainda Hoje

“Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?”
“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: — Conhece-te a ti mesmo.”
O Livro dos Espíritos – questão 919


Aplique-se à campanha do otimismo, no país convulsionado da sua alma.

*

Esqueça o pesadelo da noite anterior e alegre-se com o dia que surge.

*

Conserve nos lábios o sorriso que traduz confiança e estabilidade interior.

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Desfaça as algemas fortes do desencanto que o limitam na movimentação.

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Modifique a rotina dos seus dias com a introdução de trabalhos renovadores.

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Acaricie a esperança todas as horas.

Faça exercícios mentais de saúde, repetindo: — Jesus é vida abundante!

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Afaste do caminho os fantasmas do receio com as armas da resolução confiante.

*

Liberte-se das recordações deprimentes, passando adiante os objetos que as evocam.

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Aproveite este dia para reconciliar-se com alguém que não tem coragem de achegar-se a você.

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Escute com bondade um pedinte das ruas e dê-lhe um “toque” de fraternal amizade.

*

Programe para o seu dia pequenos trabalhos que o melhorem intimamente.

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A luz que brilha em tudo fala da vitória do dia otimista sobre a noite escura.

“Brilhe a sua luz” — disse o Senhor.

Acenda a luz da sua alegria e avance.

*

A mais eficiente maneira de conhecer-se a si mesmo é você exercitar o espírito e o corpo com a virtude, a nobre ginástica da vida sadia.


Divaldo P. Franco - "Legado Kardequiano". Pelo Espírito Marco Prisco.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


O SABER VIVER



Para viver não há dificuldade,

Basta aceitar o que a vida oferece.

É ficar sempre alheio à maldade.

É reconhecer o valor da prece.



A prece é nosso elo de ligação.

É o que nos une a nosso Criador,

Para nossa alma ela é como o pão.

Ela é uma manifestação de amor.



Nela encontramos algo de divino.

Ela para nós é como um hino

Cuja cadência nos incita a marchar.



Leva-nos a um inusitado lugar,

Onde a vida real se faz presente

E a felicidade não é aparente.


Júlio 07/12/99

domingo, 4 de outubro de 2009


Perdoa-te

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.

Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.

Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.

A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.

Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.

Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.

Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.

És discípulo da vida em constante crescimento.

Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.

Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.

Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.

Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.

Quando acertes, avança, eliminando receios.

Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.

O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Divaldo P. Franco. Livro: Filho de Deus. Espírito Joanna de Angelis.








sábado, 3 de outubro de 2009


Amai-vos uns aos outros

Queridos irmãos, que a graça de Deus seja convosco. Vós tendes necessidade de ajudar-vos uns aos outros, seguindo o exemplo do Mestre e atendendo às vossas palavras que diz: “Amai-vos uns aos outros; façais aos outros o que gostaria que os outros vos fizessem”. Se pudésseis orientar vossas vidas por estas palavras, certamente seríeis mais felizes e não haveriam tantos sofrimentos.

É necessário vos preocupar com as necessidades do vosso irmão, pois sabeis que a tendência do homem é atender aos próprios interesses e esquecer-se das necessidades daqueles que estão a sua volta. O que para vós é supérfluo, para vosso irmão, muitas vezes, é o sustento, capaz de conceder a ele uma vida mais digna.

O egoísta não progride porque entende a vida e vê o mundo somente através de suas lentes, não sendo capaz de enxergar nada que vá além dos seus próprios interesses. Quantos são os necessitados deste vosso mundo, e podeis auxilia-los em muitas situações, levando-lhes o pão material e principalmente o pão espiritual, o único capaz de livra-lo das suas aflições. Poderia ser vós a viver esta situação, pois não conheceis plenamente a vossa intimidade, portanto, não sabeis das necessidades que tendes para ajustar vosso Espírito.

Se conhecêsseis os mecanismos que regem vossas vidas, saberíeis que todos vós tendes na vida as mesmas oportunidades e cabe a cada um de vós aprender a vivenciá-las, de maneira, que se hoje sois ricos, amanhã podereis viver na pobreza, se fordes irresponsáveis diante da vida e se não soubestes auxiliar os menos favorecidos deste vosso mundo.

Deixai que os governantes façam o que lhes cabe, porém vós não podeis vos esconder atrás destes homens que tem nas mãos grande responsabilidade. Façais a vossa parte cumprindo com vossos compromissos diante da vida, sem vos prenderdes às críticas que nada aliviam a dor dos que sofrem. Sede sinceros convosco mesmos, e busqueis olhar aqueles que sofrem, com piedade, e que este sentimento possa move-lo em benefício daqueles que, muitas vezes, só conhecem da vida a dor e a aflição.

Que o amor e a benção de Jesus possam estar entre vós e direcionar vossos passos rumo ao vosso irmão e que estejais imbuídos de boa vontade e disposição para amenizar a dor daqueles que sofrem.

Espírito: José Augusto

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Sinais de Alarme


Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:

quando entramos na faixa da impaciência;

quando acreditamos que a nossa dor é a maior;

quando passamos a ver ingratidão nos amigos;

quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;

quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;

quando reclamamos apreço e reconhecimento;

quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;

quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;

quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;

quando julgamos que o dever é apenas dos outros.

Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.

Chico Xavier, Da obra: Paz e Renovação. Pelo Espírito Scheilla.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


PRECE POR VISÃO


Senhor Jesus!

Todos sabemos que, em tua infinita misericórdia, nos aceitas por irmãos.

Entretanto, Senhor, reconhecemos que, por agora, somos apenas pequeninos servidores ou servos de teus servos.

Em vista disso, nós te rogamos nos auxilies a ser, no caminho em que nos achamos, mais irmãos uns dos outros, aprendendo paciência e humildade, tolerância e perdão, bondade e entendimento, paz e fraternidade, a fim de que, no trabalho que nos deste a fazer, possamos ser, um dia, teus irmãos para sempre, tanto quanto já és nosso Mestre e Senhor.

Amado Jesus, sê, como sempre, o nosso Amparo e Guia, em todas as estradas que o mundo nos estende para o encontro com Deus.



Livro:Tesouro De Alegria – Médium Chico Xavier – Espírito Emmanuel