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segunda-feira, 4 de abril de 2022

A Casca de Banana

Laurinha estudava na escola de seu bairro, e estava na terceira série do primeiro grau.

Não se preocupava muito com os estudos, mas conseguia sempre ser aprovada, embora com dificuldade.

Agora, já quase no final do ano, Laurinha ia fazer uma prova muito importante.

Sua mãe aconselhava-a a estudar, mas Laurinha respondia:

— Depois. Agora estou brincando.

— Laurinha, venha estudar, minha filha!

— Mais tarde, mamãe. Agora preciso conversar com minha amiga.

Algumas horas depois a mãezinha atenta a chamava novamente, e ela replicava:

— Amanhã, mamãe. Posso assistir à televisão? Só um pouquinho!

Depois, ficava com sono e ia para a cama e, no dia seguinte, tudo se repetia da mesma maneira.

Até que chegou o dia da prova.

Nervosa, Laurinha foi para a escola e voltou bastante deprimida.

Uma vergonha! Tirara nota ZERO na prova e fora a chacota de toda a classe. Os outros alunos foram bem e acharam as questões fáceis. Só ela não sabia nada, e, portanto, nada respondera.

A professora a chamara na frente, inquirindo a razão daquele tremendo fracasso, porém Laurinha, de cabeça baixa e muito envergonhada, nada respondeu.

Ao chegar em casa contou à sua mãe, chorando muito. Sentia-se humilhada perante os colegas de classe, achava que ninguém gostava dela. E tomou uma decisão:

— Não vou mais à escola! Não quero mais ver ninguém.

A mãe, com carinho, afagou-lhe os cabelos dizendo com ternura:

— Não se comporte dessa maneira, minha filha. Na verdade, você recebeu uma lição merecida. Colheu o que plantou, entende? Como não estudou nada, nada poderia saber, não é? O seu fracasso é, portanto, responsabilidade sua!

A menina fitou a mãe, surpresa, já parando de chorar.

— Pode ser. Mas não volto mais àquela escola. Nunca mais! E, depois, vou perder o ano mesmo!

Sua mãe sorriu, sabendo que não era o momento para insistir no assunto. Laurinha iria refletir e, provavelmente, mudaria de atitude.

Para espairecer, convidou-a para irem juntas à padaria da esquina. No caminho, a menina, que se distraía com o movimento da rua, pisou numa casca de banana que alguém jogara na calçada. Levou o maior tombo!

Rapidamente, toda dolorida e olhando em torno, para ver se alguém presenciara sua queda, Laurinha levantou-se, envergonhada.

A mãezinha viu naquele incidente oportunidade para uma lição e não perdeu tempo:

— Por que você não ficou esparramada no chão?

Laurinha olhou para a mãe, surpresa e sem entender a pergunta.

— O quê? Por que não fiquei no chão? Claro que não!

— Ah! Você não pensou em ficar na calçada, estatelada?

Laurinha replicou, horrorizada:

— Que ideia, mamãe! Naturalmente que não. Levantei o mais rápido possível!

A senhora balançou a cabeça, concordando:

— Isso mesmo, minha filha. É assim que devemos agir sempre. Não acha você que a situação na escola seja mais ou menos a mesma?

Laurinha escutou e pareceu meditar por momentos.

— Pense bem, querida. Em nossas vidas as dificuldades são obstáculos que precisamos superar. E não importa quantas vezes levemos uma queda, temos sempre que nos levantar e seguir em frente.

A menina sorriu e seus olhos se iluminaram.

— A senhora tem razão, mamãe! Uma prova mal feita não significa nada, a não ser que preciso me esforçar mais. Amanhã vou para a escola.

No dia seguinte, logo cedo, Laurinha voltou às aulas e, para alegria sua, a professora deu-lhe uma nova oportunidade para que pudesse recuperar os pontos perdidos.

Afinal, aquele problema que lhe parecera tão grande e sem solução, na verdade era bem pequeno.

E Laurinha, desse dia em diante, sempre que se via em dificuldades e tinha vontade de desistir, lembrava-se da lição que lhe dera uma humilde e desprezada casca de banana.

Autoria: Célia Xavier Camargo – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Biografia: JOÃO PINTO DE SOUZA

1891 – 1943

Nascido na cidade de Palmares (Pernambuco), no dia 8 de fevereiro de 1891, e desencarnado no dia 31 de julho de 1943, no Hospital Central do Exército, do Rio de Janeiro.

João Pinto de Souza foi um dos pioneiros de programas espíritas radiofônicos, quando numa gloriosa noite de Quarta-feira às 21:00 horas, formada pela mais intensa emoção, anunciava ao microfone da PRE-6, “Rádio Sociedade Fluminense” – a Hora Espiritualista – o primeiro programa prolongado e permanente de Espiritismo pelo rádio. O pioneiro mesmo foi Caíbar Schutel um ano antes, em 1936, quando pela “Rádio Cultura de Araraquara PRD-4, irradiava palestras, que mais tarde reuniu num livro intitulado: “Palestras Radiofônicas”, com 206 páginas.

Antes dessas datas históricas, raras vezes, ouviram-se um ou outro confrade, a irradiação de uma comemoração solene, mais um fato social do que doutrinário propriamente dito. A imprensa espírita de 1937 diz que João Pinto de Souza foi o pioneiro desses programas, no Brasil e no Mundo, porém, vamos fazer justiça ao grande Caíbar Schutel, que um ano antes irradiava semanalmente conferências pelo rádio. No programa inaugural na “Rádio Ipanema”, quando se transferiu de Niterói para o Rio de Janeiro compareceram eminentes figuras do Espiritismo, como Manoel Quintão, Dr. Guillon Ribeiro, Professor Leopoldo Machado, Dr. Leôncio Corrêa, Comandante João Torres, Carlos Imbassahy e muitos outros, conforme fotografia histórica pertencente ao Museu Espírita do Estado de Guanabara. A Hora Espiritualista contou com integral apoio da Liga Espírita do Brasil, de cujo conselho João Pinto de Souza fazia parte. 

A inauguração do Programa na “Rádio Ipanema” causou tanta repercussão, que ao ato compareceram representantes de inúmeras Instituições Espíritas do Distrito Federal e do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a Federação Espírita Brasileira. Graças ao dinamismo desse denodado companheiro, contamos hoje com a Fundação Cristã Espírita Cultural “Paulo de Tarso”, mantenedora da Rádio Rio de Janeiro, a Emissora dos Espíritas, dirigida pelo seu sucessor Geraldo de Aquino, que mantém o Programa até hoje com o nome de “Hora Espírita João Pinto de Souza”.

João Pinto de Souza era filho de família humilde, pobres de bens materiais, mas ricos de virtudes evangélicas na intimidade do lar. A situação financeira de seus pais não lhe permitiram receber instruções superior.

Fez o curso primário e trabalhou em algumas casas comerciais até atingir os 18 anos, quando se alistou no Exército como voluntário, sendo transferido para o 52.º Batalhão de Caçadores no Rio de Janeiro, onde fez os cursos de cabo e sargento. Posteriormente serviu na Fortaleza de São João e por merecimento foi lotado no Estado Maior do Exército, como sargento-escrevente. Estudando à noite, tentou por algumas vezes ingressar na Escola Militar, o que infelizmente não conseguiu. Serviu em alguns Estados da Federação, inclusive no Forte de Óbidos, no Pará, onde se reformou em 1931, na graduação de 1º Sargento, deixando bela folha de serviços. No Exército, foi um militar amante da disciplina, querido e respeitado por subordinados, colegas e superiores.

Não se sabe exatamente quando João Pinto de Souza aceitou a Doutrina. Na comunidade espírita era muito laborioso; de temperamento impulsivo e algumas vezes até explosivo, chegou a desagradar alguns confrades, porque em matéria de Espiritismo não admitia meio termo, era dinâmico, trabalhador e realizador, não compreendendo como certos confrades pudessem aceitar cargos e fugir dos encargos. Não ficava calado diante de coisas que lhe parecessem em desacordo com o espírito da Doutrina, extremamente sincero, desagradava aos acomodados, mas apesar de tudo, era fraterno e amigo e os companheiros compreendiam e toleravam os seus impulsos, sendo querido e admirado pelo seu constante e fecundo labor a bem da propaganda espírita e doutrinária.

Dotado de diversas faculdades mediúnicas, inclusive de efeitos físicos, serviu de instrumento para alguns pesquisadores nesse terreno. Essas sessões se realizavam na sua própria residência e eram dirigidas e controladas pelo saudoso confrade Sebastião Caramuru, com o máximo de cuidado para que não houvesse a mínima possibilidade de fraudes. Todos os assistentes e o próprio médium eram amarrados e lacrados, para que no final das sessões se pudesse constatar que ninguém havia se levantado de seus lugares.

Antes do início de cada sessão, fechava-se a porta que, além da fechadura, tinha trancas no seu interior e também ficava lacrada, com a assinatura de cada um dos presentes. Davam-se várias batidas no ambiente, investigando por todos os presentes, para que nem de leve pudesse duvidar da realidade dos fenômenos produzidos, na presença de respeitáveis personalidades. Nessas sessões registraram-se os fenômenos de voz direta, através de uma corneta acústica, escrita direta em línguas estrangeiras em papel previamente rubricado por todos os presentes e colocados dentro de uma caixa de madeira fechada, embrulhada e lacrada em vários pontos. Um artigo publicado na “Revista Espírita do Brasil”, de autoria do confrade Daniel Cristóvão, em setembro de 1943, afirma o seguinte: “Dos fenômenos de escrita direta, através da mediunidade de João Pinto de Souza, sobreleva uma mensagem escrita em francês, que jamais conseguimos esquecer, a qual foi redigida em papel rubricado por todos e colocada dentro de uma caixa cuidadosamente lacrada, cujo texto dizia assim: Ao meu Castelo, neste momento, nada mais quero senão revê-lo. Que seria a vida sem a virtude”. Mensagem assinada por Babet, destinada ao confrade Coronel José de Castelo Branco. E nesse artigo Daniel Cristóvão descreve com riqueza de detalhes os vários fenômenos produzidos naquela sessão.

O nome de João Pinto de Souza aparece nos Anais do Congresso Espírita, realizado no Rio de Janeiro em 1925, o qual deu origem à Liga Espírita do Brasil, fundada em 31 de março de 1926, por um grupo de valorosos defensores da pureza doutrinária, dentro do pensamento de Allan Kardec, revelado pelo Espírito da Verdade. 

Homens de incontestável valor moral e intelectual assinaram a ata de fundação da Liga, como o Desembargador Gustavo Farnese, Ângelo Torteroli, Dr. Xavier de Araújo, o escritor Coelho Neto e muitos outros expoentes da história do Espiritismo no Brasil. A Liga Espírita do Brasil tomou caráter federativo nacional, abrigando em seu seio instituições de vários Estados do Brasil, só abrindo mão dessa prerrogativa, quando da criação do Conselho Federativo Nacional, instituído pelo Pacto Áureo, em 5 de outubro de 1949, ao qual aderiu, passando a ser o Órgão Federativo no antigo Distrito Federal. Essa casa tem sido um posto avançado, um celeiro de defensores da Doutrina Espírita em toda sua pureza, à luz da Terceira Revelação. A Egrégia Entidade permanece na mesma unidade de pensamento, defendendo os mesmos ideais de seus antepassados em cujo seio figurou o nome ilustre de João Pinto de Souza.

Por ocasião do I Congresso Brasileiro de Jornalismo Espíritas, em 1939, quando se inaugurava uma “Exposição de Revistas e Jornais Espíritas”, ele foi homenageado pela Diretoria do Congresso, por ser o decano dos jornalistas espíritas presentes ao ato. No campo do jornalismo desenvolveu trabalhos notáveis, redigindo artigos para a imprensa espírita de todo o País. Era associado da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), onde atuou brilhantemente. Escreveu uma coluna espírita no jornal “A Pátria” e foi assíduo colaborador de “A Vanguarda”, jornais de grande tiragem naquela ocasião, ambos já extintos. Tinha muita facilidade para escrever e falar. Na tribuna espírita era vibrante a ponto de empolgar a assistência, sendo um dos conferencistas mais solicitados de sua época.

Tomou parte ativa em diversos movimentos espíritas, promoveu caravanas ao interior, visitas de confraternização e conferências públicas. Fundou e presidiu a União dos Centros Espíritas dos Subúrbios da Leopoldina, foi Presidente do Centro Espírita “Fé e Caridade”, tomou parte em inúmeras diretorias e assinou várias atas de fundações de instituições espíritas. Organizou grupos de Estudos nas Unidades Militares onde serviu, conforme publicou “Vanguarda” em suas reminiscências.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 30 de março de 2022

PASSES

“E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva.” (MARCOS, 5: 23)

Jesus impunha as mãos nos enfermos e transmitia-lhes os bens da saúde.

Seu amoroso poder conhecia os menores desequilíbrios da Natureza e os recursos para restaurar a harmonia indispensável.

Nenhum ato do Divino Mestre é destituído de significação.

Reconhecendo essa verdade, os apóstolos passaram a impor as mãos fraternas em nome do Senhor e tornavam-se instrumentos da Divina Misericórdia.

Atualmente, no Cristianismo redivivo, temos, de novo, o movimento socorrista do plano invisível, através da imposição das mãos. Os passes, como transfusões de forças psíquicas, em que preciosas energias espirituais fluem dos mensageiros do Cristo para os doadores e beneficiários, representam a continuidade do esforço do Mestre para atenuar os sofrimentos do mundo.

Seria audácia por parte dos discípulos novos a expectativa de resultados tão sublimes quanto os obtidos por Jesus junto aos paralíticos, perturbados e agonizantes.

O Mestre sabe, enquanto nós outros estamos aprendendo a conhecer.
É necessário, contudo, não desprezar lhe a lição, continuando, por nossa vez, a obra de amor, através das mãos fraternas.

Onde exista sincera atitude mental do bem, pode estender-se o serviço providencial de Jesus.

Não importa a fórmula exterior. Cumpre­-nos reconhecer que o bem pode e deve ser ministrado em seu nome.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 153 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 28 de março de 2022

CIÊNCIA E AMOR

“A ciência incha, mas o amor edifica.” Paulo. (I CORÍNTIOS, 8: 1)

A ciência pode estar cheia de poder, mas só o amor beneficia. A ciência, em todas as épocas, conseguiu inúmeras expressões evolutivas. Vemo-la no mundo, exibindo realizações que pareciam quase inatingíveis. Máquinas enormes cruzam os ares e o fundo dos oceanos. 
A palavra é transmitida, sem fios, a longas distâncias. A imprensa difunde raciocínios mundiais. Mas, para essa mesma ciência pouco importa que o homem lhe use os frutos para o bem ou para o mal. Não compreende o desinteresse, nem as finalidades santas.

O amor, porém, aproxima-­se de seus labores e retifica-os, conferindo-lhe a consciência do bem. Ensina que cada máquina deve servir como utilidade divina, no caminho dos homens para Deus, que somente se deveria transmitir a palavra edificante como dádiva do Altíssimo, que apenas seria justa a publicação dos raciocínios elevados para o esforço redentor das criaturas.

Se a ciência descobre explosivos, esclarece o amor quanto à utilização deles na abertura de estradas que liguem os povos; se a primeira confecciona um livro, ensina o segundo como gravar a verdade consoladora. A ciência pode concretizar muitas obras úteis, mas só o amor institui as obras mais altas. Não duvidamos de que a primeira, bem interpretada, possa dotar o homem de um coração corajoso, entretanto, somente o segundo pode dar um coração iluminado.

O mundo permanece em obscuridade e sofrimento, porque a ciência foi assalariada pelo ódio, que aniquila e perverte, e só alcançará o porto de segurança quando se render plenamente ao amor de Jesus Cristo.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 152 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 25 de março de 2022

MOCIDADE

“Foge também dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” Paulo (II TIMÓTEO, 2: 22)

Quase sempre os que se dirigem à mocidade lhe atribuem tamanhos poderes que os jovens terminam em franca desorientação, enganados e distraídos. Costuma-se esperar deles a salvaguarda de tudo.

Concordamos com as suas vastas possibilidades, mas não podemos esquecer que essa fase da existência terrestre é a que apresenta maior número de necessidades no capítulo da direção.

O moço poderá e fará muito se o espírito envelhecido na experiência não o desamparar no trabalho.

Nada de novo conseguirá erigir, caso não se valha dos esforços que lhe precederam as atividades. Em tudo, dependerá de seus antecessores.

A juventude pode ser comparada a esperançosa saída de um barco para viagem importante. A infância foi a preparação, a velhice será a chegada ao porto.

Todas as fases requisitam as lições dos marinheiros experientes, aprendendo-se a organizar e a terminar a viagem com o êxito desejável.

É indispensável amparar convenientemente a mentalidade juvenil e que ninguém lhe ofereça perspectivas de domínio ilusório.

Nem sempre os desejos dos mais moços constituem o índice da segurança no futuro.

A mocidade poderá fazer muito, mas que siga, em tudo, “a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 151 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 23 de março de 2022

Prece: Acalma Minha Alma Senhor

Acalma minha alma, Senhor, que se confrange em pesares, ante os problemas mal resolvidos ou sem solução.

Acalma minha alma, Senhor, quando a madrugada chega e o sono não vem para o reclamado repouso do corpo cansado da luta diária.

Acalma minha alma, Senhor, e toma minha vida em Tuas mãos.

Conduza-me para que eu não me perca nos caminhos tortuosos do desespero e da angústia que, insistentes, batem à porta de meus      pensamentos e de meu coração.

Acalma minha alma, Senhor, equilibra minhas energias e fortalece meu espírito e assim, somente assim, com Teu amor alicerçando minha vida, é que poderei vencer hoje e sempre.

Amém!

Autoria Desconhecida.
 

segunda-feira, 21 de março de 2022

Estória: A Pipa de Coração

Gabriel era apaixonado por pipas.

Desde pequeno seu pai lhe ensinara a fazer pipas e a soltá-las.

Era com imensa alegria que ele levava a pipa para o campo e corria, soltando a linha, até vê-la subir no ar, cada vez mais alto.

Margarida, uma amiga de Gabriel, sempre pedia:

— Gabriel, você me deixa soltar a sua pipa? Só desta vez!

Mas ele respondia:

— Não. Isso não é coisa de menina. Além disso, você não sabe, e vai estragar minha pipa.

E a menina, inconformada, reclamava:

— Mas eu deixo você andar na minha bicicleta! E ler meus livros!

Certo dia, Gabriel tinha feito uma linda pipa nova e a garota tornou a pedir para que ele a deixasse soltá-la.

— Não adianta, Margarida. Você não vai colocar a mão na minha pipa nova.

A menina afastou-se dele e foi embora, muito brava e revoltada.

Após as aulas, passando perto da casa de Gabriel, Margarida viu que ele estava se divertindo num balanço, junto de outra amiga. Viu também que ele havia deixado a pipa nova encostada em uma árvore.

Ela se aproximou e, sem que ele percebesse, pegou a pipa e saiu correndo.

Chegando em casa, foi logo empinar a pipa. Com satisfação, viu que ela subiu e soltou mais linha. De repente, tentou puxar e não conseguiu: a pipa estava presa num galho. Com medo de que Gabriel, procurando a pipa e não a encontrando, viesse atrás dela, puxou com força e a pipa rasgou, caindo no chão, toda estragada.

Margarida, assustada, recolheu os restos e correu a escondê-los em seu quarto.

Não demorou muito, apareceu Gabriel.

— Roubaram minha pipa, Margarida. Você viu quem foi?

— Não, não vi.

Ela entrou em sua casa e deixou-o na rua, sozinho.

A mãe notou que Margarida estava estranha. Na hora de dormir perguntou a ela:

— Você não está bem, minha filha, parece triste. Quer contar o que aconteceu?

A menina começou a chorar e contou para a mãe o que tinha acontecido.

— Não tive intenção de estragar a pipa dele, mamãe. Só quis ter o gostinho de brincar um pouco com ela! Agora não sei o que fazer!

A mãe abraçou-a, carinhosa:

— Eu sei, minha filha. Porém você cometeu um gesto feio: pegou o brinquedo dele sem pedir. E depois, acabou estragando-o.

— O que devo fazer, mamãe?

— Faça uma prece e peça que Jesus a ajude. Lembre-se de tudo o que já aprendeu. Consulte sua cabecinha, pense bem. Amanhã tenho certeza que você acordará com a solução. Agora, boa noite. Durma bem, minha filha.

Margarida pensou... pensou... pensou...

Lembrou-se de que pegar a pipa do amigo sem permissão dele, mesmo tendo a intenção de devolver, foi um desrespeito e que, numa situação semelhante, não gostaria que fizessem o mesmo com ela.

No dia seguinte, tinha decidido o que fazer.

Após as aulas, comprou papel, muniu-se do necessário e fez uma pipa. Muitas vezes tinha visto Gabriel trabalhar e sabia como fazê-lo.

Mais tarde, enchendo-se de coragem, procurou o amigo e contou-lhe o que tinha acontecido, terminando por dizer:

— Peço-lhe desculpas, Gabriel. Não tive intenção de estragar sua pipa. Mas, para compensá-lo, aqui está outra que fiz especialmente para você.

— Aqui está, Gabriel. Espero que goste! — pegou a pipa e entregou ao garoto.

O menino ficou comovido ao ver sua pipa nova. Tinha o formato de um coração.

Depois, ele abraçou Margarida com carinho:

— Margarida, eu reconheço que sempre fui muito chato com você. Por isso, também tenho que lhe pedir desculpas. De hoje em diante, tudo vai ser diferente.

— Amigos?

— Amigos!

Dali a pouco, Gabriel já estava testando sua pipa nova, todo feliz da vida, enquanto Margarida o observava, satisfeita por ter resolvido o problema.

Gabriel virou-se para Margarida e sugeriu com um sorriso:

— Bom trabalho. Ela ficou ótima! Quer experimentar?

Autoria: Célia Xavier Camargo – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 18 de março de 2022

Poesia: Silêncio

Quando a palavra não seja
Estrutura definida
De luz, esperança e vida,
Nas falas que vêm e vão...
Modifica o assunto em pauta,
Guardando-a no grande arquivo
Do silêncio claro e vivo
Em que pulsa o coração.

É na escola social
Que a vida se aperfeiçoa;
Mesmo que a prova doa,
Nunca censures ninguém...
Se falas, fala evitando
Conflito, maldade e luta;
Auxilia a quem te escuta
Para o cultivo do bem.

As frases de sombra e lama,
Quando a queixa nos procura,
São lâminas de loucura,
Lembrando finos punhais...
São armas das mais estranhas
Nos mais estranhos perigos,
Matando grupos amigos
Ou abrindo chagas mortais.

Ninguém existe sem erros...
Se alguém te ofende ou injuria,
Perdoa!...O tempo em vigia
Corrige crentes e ateus.
Se alguém te fere; silêncio!...
Segue a luz em que te elevas;
o poder que vence as trevas
É a força do amor de Deus.

Autora: Maria Dolores

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 16 de março de 2022

148 Para Pedir a Força de Resistir a Uma Tentação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

20. PREFÁCIO. Duas origens pede ter qualquer pensamento mau: a própria imperfeição de nossa alma, ou uma funesta influência que sobre ela se exerça. Neste último caso, há sempre indício de uma fraqueza que nos sujeita a receber essa influência; há, por conseguinte, indício de uma alma imperfeita. De sorte que aquele que venha a falir não poderá invocar por escusa a influência de um Espírito estranho, visto que esse Espírito não o teria arrastado ao mal, se o considerasse inacessível à sedução. 

Quando surge em nós um mau pensamento, podemos, pois, imaginar um Espírito maléfico a nos atrair para o mal, mas a cuja atração podemos ceder ou resistir, como se se tratara das solicitações de uma pessoa viva. Devemos, ao mesmo tempo, imaginar que, por seu lado, o nosso anjo guardião, ou Espírito protetor, combate em nós a influência e espera com ansiedade a decisão que tomemos. A nossa hesitação em praticar o mal é a voz do Espírito bom, a se fazer ouvir pela nossa consciência. 

Reconhece-se que um pensamento é mau, quando se afasta da caridade, que constitui a base da verdadeira moral, quando tem por princípio o orgulho, a vaidade, ou o egoísmo; quando a sua realização pode causar qualquer prejuízo a outrem; quando, enfim, nos induz a fazer aos outros o que não quereríamos que nos fizessem. (Cap. XXVIII, n° 15; cap. XV, nº 10.) 

21. Prece: - Deus Todo-Poderoso, não me deixes sucumbir à tentação que me impele a falir. Espíritos benfazejos, que me protegeis; afastai de mim este mau pensamento e dai-me a força de resistir à sugestão do mal. Se eu sucumbir, merecerei expiar a minha falta nesta vida e na outra, porque tenho a liberdade de escolher. Assim seja,

Fonte da imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 14 de março de 2022

AGUILHÕES

“Duro é para ti recalcitrar contra o aguilhão.” Jesus (ATOS, 9: 5)

O caminho evolutivo está sempre repleto de aguilhões.

De outro modo, não enxergaríamos a porta redentora.

Entrega-­se Deus aos filhos da Criação inteira, reparte com todos os tesouros de seu amor infinito, estimula-os a se elevarem, através de mil modos diferentes; entretanto, existem círculos numerosos como a Terra, em que as criaturas não se apercebem dessas realidades gloriosas e paralisam a marcha, dormindo no leito da ilusão.

Perante tal inércia, os mensageiros da Providência, aos quais se confiou a tarefa de iluminação dos que estacionam na sombra, promovem recursos para que se verifique o despertar.

Cientes de que Deus dá tudo — a vida, os caminhos, os bens infinitos, os gênios inspiradores e só pede às criaturas se lhe dirijam aos braços paternais — esses divinos emissários organizam os aguilhões, por amor aos seus tutelados.

Nesse programa, criou Jesus os mais nobres incitamentos, para a esfera terrestre. A riqueza e a pobreza, a fealdade e a formosura, o sofrimento e a luta são aguilhões ou oportunidades instituídos pelo Cristo, a benefício dos homens.

Cada existência e cada pessoa tem a sua dificuldade particular, simbolizando ensejo bendito.

Analisa a tua vida, situa teus aguilhões e não te voltes contra eles.

Se um espírito da grandeza de Paulo de Tarso não podia recalcitrar, imagina o que se pedirá do nosso esforço.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 150 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 11 de março de 2022

Ante o Céu Estrelado

Senhor:

Ante o céu estrelado, que nos releva a tua grandeza, deixa que nossos corações se unam à prece das coisas simples...

Concede-nos, Pai,
a compaixão das árvores,
a espontaneidade das flores,
a fidelidade da erva tenra,
a perseverança das águas que procuram o repouso nas profundezas.
a serenidade do campo,
a brandura do vento leve,
a harmonia do outeiro,
a música do vale,
a confiança do inseto humilde,
o espírito de serviço da terra benfazeja,

Para que não estejamos recebendo, em vão, tuas dádivas, e para que o teu amor resplandeça, no centro de nossas vidas, agora e sempre.

Assim Seja.

Emmanuel

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 9 de março de 2022

147 Para Pedir a Corrigenda de Um Defeito

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

18. PREFÁCIO. Os nossos maus instintos resultam da imperfeição do nosso próprio Espírito e não da nossa organização física; a não ser assim, o homem se acharia isento de toda espécie de responsabilidade. De nós depende a nossa melhoria, pois todo aquele que se acha no gozo de suas faculdades tem, com relação a todas as coisas, a liberdade de fazer ou de não fazer. Para praticar o bem, de nada mais precisa senão do querer. (Cap. XV, nº 10; cap. XIX, nº 12.) 

19. Prece: - Deste-me, ó meu Deus, a inteligência necessária a distinguir o que é bem do que é mal. Ora, do momento em que reconheço que uma coisa é mal, torno-me culpado, se não me esforçar por lhe resistir. 

Preserva-me do orgulho que me poderia impedir de perceber os meus defeitos e dos maus Espíritos que me possam incitar a perseverar neles. 

Entre as minhas imperfeições, reconheço que sou particularmente propenso a...; e, se não resisto a esse pendor, é porque contrai o hábito de a ele ceder. 

Não me criaste culpado, pois que és justo, mas com igual aptidão para o bem e para o mal; se tomei o mau caminho, foi por efeito do meu livre-arbítrio. Todavia, pela mesma razão que tive a liberdade de fazer o mal tenho a de fazer o bem e, conseguintemente, a de mudar de caminho. 

Meus atuais defeitos são restos das imperfeições que conservei das minhas precedentes existências; são o meu pecado original, de que me posso libertar pela ação da minha vontade e com a ajuda dos Espíritos bons. 

Bons Espíritos que me protegeis, e, sobretudo tu, meu anjo da guarda, dai-me forças para resistir às más sugestões e para sair vitorioso da luta. 

Os defeitos são barreiras que nos separam de Deus e cada um que eu suprima será um passo dado na senda do progresso que dele me há de aproximar. 

O Senhor, em sua infinita misericórdia, houve por bem conceder-me a existência atual, para que servisse ao meu adiantamento. Bons Espíritos, ajudai-me a aproveitá-la, para que me não fique perdida e para que, quando ao Senhor aprouver ma retirar, eu dela saia melhor do que entrei. Assim seja. (Cap. V, n° 5; cap. XVII, n° 3.)

Fonte da imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 7 de março de 2022

A Visita

Sílvia morava numa casa confortável, tinha pais amorosos, frequentava uma boa escola e nada lhe faltava.

Filha única, ela se acostumara a ver satisfeitas todas as suas vontades, e jamais aceitava “não” como resposta.

Com o passar dos anos, os pais de Sílvia perceberam como tinham errado na educação da filha. Reconheceram que tinham transformado a menina, agora com oito anos, numa criaturinha egoísta, arrogante, insatisfeita, orgulhosa e exigente. Quando não faziam sua vontade, jogava-se no chão e esperneava, berrando a plenos pulmões.

Após passar por inúmeros vexames, os pais de Sílvia resolveram que era preciso mudar, antes que fosse tarde demais. O que era engraçadinho numa criança de dois anos tornara-se inaceitável numa garota de oito.

Querendo colocá-la diante da realidade, certo dia a mãe lhe disse:

— Venha, minha filha. Vamos sair.

— Oba! Vamos fazer compras? Estou mesmo precisando de um montão de coisas! Quero comprar algumas camisetas, três calças jeans, alguns calçados e também brinquedos. Estou cansada dos que tenho. São velhos e imprestáveis! — considerou a menina, fazendo uma careta.

A mãe, tranquilamente, afirmou:

— Não vamos fazer compras, Sílvia.

— Ah! Não? E aonde vamos, posso saber?

— Vamos fazer uma visita.

— Não quero fazer visita! Quero fazer compras! — respondeu a criança, mal-humorada.

Sem perder a calma, a mãe insistiu:

— Primeiro a visita. Depois, se você se comportar, veremos!

Sem dar maiores explicações, Olinda pegou a filha pela mão e levou-a até o carro. De cara amarrada, a menina olhava pela janela.

O carro deixou as ruas de maior movimento, encaminhando-se para um bairro na periferia. Aonde iriam? — pensou Sílvia.

Estacionaram numa rua muito pobre. As casas eram miseráveis, as pessoas sujas e malvestidas. Nas ruas, não havia calçadas nem asfaltamento. Crianças brincavam na terra, em meio a poças de lama malcheirosa.

Sílvia sentiu nojo. Que lugar horrível!

A mãe parecia não notar tanta sujeira. Caminhava serena, cumprimentando as pessoas com um sorriso amistoso. Diante de uma casa, parou. Bateu na porta e alguém veio abrir. Era uma mulher toda despenteada, rosto sujo e roupas remendadas.

— Bom dia, Maria. Viemos fazer-lhes uma visita.

O semblante da dona da casa iluminou-se ao ver a recém-chegada.

— Dona Olinda! Que prazer tê-la em nossa casa! Entre! Entre!

Sílvia estranhou. Nunca pensou que sua mãe tivesse relacionamento com “essa gentinha”.

Entraram. A moradia era muito pequena. Na sala, que também servia de quarto, Sílvia viu um leito. Aproximou-se, curiosa.

Uma menina, que parecia ter a sua idade, estava deitada.

— Ela está doente? — perguntou surpresa.

— Márcia, quando bebê, esteve muito doente. A partir daí, não saiu mais dessa cama. Não anda, não fala, não enxerga. Só ouve. Tenho que lhe dar comida na boca. Faz as necessidades aí mesmo, por isso não há roupa que chegue. Agora mesmo, já está molhada. Fez xixi e preciso trocá-la.

Sílvia ficou olhando aquela menina que ali estava deitada, sem poder sair do leito, brincar, ir à escola ou passear. Seus olhos se encheram de lágrimas e sentiu o coração inundar-se de compaixão.

Nesse momento, ouviu que sua mãe dizia:

— Maria, trouxe gêneros alimentícios, leite e bolachas; para a Marcinha, roupas e calçados. Além disso, pegue este dinheiro. Não é muito, mas será o suficiente para pagar as contas de água, energia elétrica e comprar gás. Se precisar de mais alguma coisa, me avise. Sei que você é sozinha e não pode trabalhar porque tem que cuidar da Marcinha.

A pobre mulher não cabia em si de felicidade. Com lágrimas nos olhos agradeceu, comovida:

— Dona Olinda, foi Jesus quem mandou a senhora. Deus lhe pague! Nunca há de faltar nada para a senhora e para sua filha.

Despediram-se. Entrando no carro, iniciaram o caminho de volta. Chegando ao centro da cidade, Olinda perguntou:

— Quer fazer compras agora, minha filha?

Sílvia enxugou uma lágrima e balançou a cabeça:

— Não, mamãe. Descobri que não preciso de nada. Já tenho demais.

O resto do trajeto a menina manteve-se calada.

Mais tarde. Sílvia chamou sua mãe no quarto. Duas caixas de papelão se achavam no meio do aposento, abarrotadas de roupas, calçados e brinquedos. Com um sorriso radiante, Sílvia perguntou:

— O que acha, mamãe, de levarmos todas essas coisas para Marcinha? Afinal, não preciso delas. Tenho certeza de que, lá, terão muito mais utilidade. Também tenho alguns livros que pretendo doar. Como ela ouve, pretendo ler para ela.

Olinda abraçou a filha com carinho. A lição fora bem aproveitada. Agora estava certa de que Sílvia jamais voltaria a ser a mesma criança exigente e egoísta.

— Tem toda razão, querida. Hoje mesmo levaremos tudo para a Marcinha. Ela vai adorar!

Autoria: Célia Xavier Camargo – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 4 de março de 2022

Vencer

Em muitas ocasiões,
Sofres ante os próprios gritos,
Abafados nos conflitos
Das tentações a transpor...

É o fel do orgulho ferido,
A rebeldia, a tristeza,
As lutas da natureza,
Agindo em nome do amor.

Queres seguir nos princípios,
Que a Lei Divina te aponta,
Mas as sombras são sem conta
Que o desânimo produz...

Cais, reergues-te e caminhas,
Às vezes, cambaleando,
E, em preces, perguntas quando
Chegarás à Grande Luz.

Entretanto, alma querida,
Deus nos conhece os problemas,
Cala-te, serve e não temas
Treva, amargura ou pesar...

O erro é sinal de escola,
A dor é lição contigo
E Jesus segue contigo.
Não pares de trabalhar.

Autora: Maria Dolores

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 2 de março de 2022

Biografia: JOÃO PEDRO SCHLEDER

1846 - 1921

Nasceu em 1846, filho de Miguel Schleder e Marianna Pletz Schleder.

Foi fundador da Federação Espírita do Paraná e em 02de agosto de 1908, passou a integrar a Comissão Central; primeiro Conselho Superior e Legislativo da nova entidade.

Em 30 do mesmo mês e ano foi eleito presidente, permanecendo no cargo até 11de abril de 1909.

Em 10 de julho de 1921 desencarnou, sendo na oportunidade o Conselheiro mais antigo. Infelizmente não temos nos registros da Federação Paranaense melhores informes sobre as atividades desse confrade, que permaneceu por quase 20 anos como membro efetivo do órgão superior. Esse fato, todavia, não desmerece seu valor como membro que foi da família federativa.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

PROPRIEDADE

“E o mancebo, ouvindo esta palavra, retirou­-se triste, porque possuía muitas propriedades.” (MATEUS, 19: 22)

O instinto de propriedade tem provocado grandes revoluções, ensanguentando os povos. Nas mais diversas regiões do planeta respiram homens inquietos pela posse material, ciosos de suas expressões temporárias e dispostos a morrer em sua defesa.

Isso demonstra que o homem ainda não aprendeu a possuir.

Com esta argumentação, não desejamos induzir a criatura a esquecer a formiga previdente, adotando por modelo a cigarra descuidosa. Apenas convidamos, a quem nos lê, a examinar a precariedade das posses efêmeras.

Cada conquista terrestre deveria ser aproveitada pela alma, como força de elevação.

O homem ganhará impulso santificante, compreendendo que só possui verdadeiramente aquilo que se encontra dentro dele, no conteúdo espiritual de sua vida. Tudo o que se relaciona com o exterior — como sejam: criaturas, paisagens e bens transitórios — pertence a Deus, que lhes concederá de acordo com os seus méritos.

Essa realidade sentida e vivida constitui brilhante luz no caminho, ensinando ao discípulo a sublime lei do uso, para que a propriedade não represente fonte de inquietações e tristeza, como aconteceu ao jovem dos ensinamentos de Jesus.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 149 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

CUIDADO DE SI

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo Isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” Paulo (I TIMÓTEO, 4: 16)

Em toda parte há pelotões do exército dos pessimistas, de braços cruzados, em desalento.

Não compreendem o trabalho e a confiança, a serenidade e a fé viva, e costumam adotar frases de grande efeito, condenando situações e criaturas.

Às vezes, esses soldados negativos são pessoas que assumiram a responsabilidade de orientar.

Todavia, embora a importância de suas atribuições, permanecem enganados.

As dificuldades terrestres efetivamente são enormes e os seus obstáculos reclamam grande esforço das almas nobres em trânsito no planeta, mas é imprescindível não perder cada discípulo o cuidado consigo próprio. É indispensável vigiar o campo interno, valorizar as disciplinas e aceitá-­las, bem como examinar as necessidades do coração. Esse procedimento conduz o espírito a horizontes mais vastos, efetuando imensa amplitude de compreensão, dentro da qual abrigamos, no íntimo, santo respeito por todos os círculos evolutivos, dilatando, assim, o patrimônio da esperança construtiva e do otimismo renovador.

Ter cuidado consigo mesmo é trabalhar na salvação própria e na redenção alheia. Esse o caminho lógico para a aquisição de valores eternos.

Circunscrever-­se o aprendiz aos excessos teóricos, furtando-­se às edificações do serviço, é descansar nas margens do trabalho, situando-­se, pouco a pouco, no terreno ingrato da crítica satânica sobre o que não foi objeto de sua atenção e de sua experiência.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 148 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

PRECE: DIANTE DA DOR

Mestre, diante da dor que nos surge, por indispensável corrigenda ao espírito rebelde, que nos submetamos aos Teus desígnios sem reclamar.

Auxilia-nos a silenciarmos toda queixa e a não conservarmos qualquer traço de mágoa no coração.

Compreendamos que a dificuldade nos torna mais fortes e que a lágrima nos faz melhor enxergar o caminho a ser percorrido.

Não nos deixes, Senhor, viver apenas em função do próprio sofrimento.

Quantos, neste exato momento, estarão suportando dores maiores e mais lancinantes do que as nossas?

Quantos, em nosso lugar, haveriam de se considerar felizes, nas provas que nos aborrecem e nos induzem ao desencanto da Vida?

A dor é processo de purificação espiritual.

Se não sofrêssemos, como haveríamos de nos lembrar de nossa fragilidade?

Bendita seja a dor que nos burila e aperfeiçoa!

 
Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José.

Fonte da imagem: Internet Google.