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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Poesia: Súplica de Todos

Companheiros enganados
São tantos que, ás vezes, penso
Que ninguém conseguiria
Enumerá-los num censo
A nomes de cada um...

Enquanto estive na terra,
Via este quadro comum:
Nas sendas por onde vão,
Nunca soube o que pediam
Por dentro do coração.

Passavam como eu passava,
Uns de carro, outros a pé,
Muitos deles se arrastavam
Clamando falta de fé.

Quantos nobres cavalheiros
Seguiam de fronte erguida,
Intentando dominar
As fontes da própria vida!...
Outros muitos caminhavam,
Face triste e passo lento,
Revelando sem palavras
Amargura e sofrimento.

De muitos, eu me afastava,
Ao vê-los em grandes crises,
Agressivos, revoltados,
Coléricos e infelizes...

Quantas mulheres passavam
Arquitetando aventura!...
Guardava comigo a ideia
De vê-las arrebatadas
Aos turbilhões da loucura.
De muitas somente ouvia
Os mais arrojados planos
Para conquista de laços
Que acabam em desenganos,
Outras seguiam adiante,
Indiferente à vida,
Tristes irmãs desprezadas,
De alma doente e sofrida.

Via passar homens fortes
Sob estranho cativeiro,
Queriam ouro e mais ouro,
Atolados em dinheiro.

Fitava moças e moços
Parecendo, mais ou menos,
Alucinados da Terra,
Usando estranhos venenos;
Quantos deles se mostravam
Irresponsáveis? Não sei.
Sabia apenas notá-los
Por irmãos fora da lei.

Em minha severidade,
Culpava filhos e pais,
Minhas censuras a esmo
Subiam cada vez mais.

No entanto, a morte surgiu,
Transformou-me, de repente,
Foi então que vi, de perto,
As lutas de tanta gente...

Esses passantes do mundo
Que encontrara, face a face,
Nunca haviam merecido
Palavra que os condenasse.
Morando agora, no além,
Conheço, em alta razão:
Ninguém caminha na terra
Buscando reprovação.
Sei hoje a grande verdade
Que sinto e não sei expor:
Todos nós, dentro da vida,
Pedimos somente amor.

Autora: Maria Dolores

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 18 de maio de 2022

152 Ação de Graças Por Um Favor Obtido

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

28. PREFÁCIO. Não se devem considerar como sucessos ditosos apenas o que seja de grande importância. Muitas vezes, coisas aparentemente insignificantes são as que mais influem em nosso destino. O homem facilmente esquece o bem, para, de preferência, lembrar-se do que o aflige. Se registrássemos, dia a dia, os benéficos de que somos objeto, sem os havermos pedido, ficaríamos, com frequência, espantados de termos recebido tantos e tantos que se nos varreram da memória, e nos sentiríamos humilhados com a nossa ingratidão.

Todas as noites, ao elevarmos a Deus a nossa alma, devemos recordar em nosso íntimo os favores que Ele nos fez durante o dia e agradecer-lhos. Sobretudo no momento mesmo em que experimentamos o efeito da sua bondade e da sua proteção, é que nos cumpre, por um movimento espontâneo, testemunhar-lhe a nossa gratidão. Basta, para isso, que lhe dirijamos um pensamento, atribuindo-lhe o benefício, sem que se faça mister interrompamos o nosso trabalho.

Não consistem os benefícios de Deus unicamente em coisas materiais. Devemos também agradecer-lhe as boas ideias, as felizes inspirações que recebemos. Ao passo que o egoísta atribui tudo isso aos seus méritos pessoais e o incrédulo ao acaso; aquele que tem fé rende graças a Deus e aos bons Espíritos. São desnecessárias, para esse efeito, longas frases. "Obrigado, meu Deus, pelo bom pensamento que me foi inspirado", diz mais do que multas palavras. 

O impulso espontâneo, que nos faz atribuir a Deus o que de bom nos sucede, dá testemunho de um ato de reconhecimento e de humildade, que nos granjeia a simpatia dos bons Espíritos. (Cap. XXVII, nº 7 e nº 8.)

29. Prece: - Deus infinitamente bom, que o teu nome seja bendito pelos benéficos que me hás concedido. Indigno eu seria, se os atribuísse ao acaso dos acontecimentos, ou ao meu próprio mérito.
Bons Espíritos, que fostes os executores das vontades de Deus, agradeço-vos e especialmente a ti, meu Anjo Guardião. Afastai de mim a ideia de orgulhar-me do que recebi e de não o aproveitar somente para o bem.

Agradeço-vos, em particular,...

Assim seja.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Estória: Respeito Mútuo

O senhor Manoel era um homem muito bom e compassivo. Vivia do amanho da terra e suas tarefas eram executadas sempre com amor e devotamento. Ele tinha um filho que, não obstante a educação que lhe dava, era indisciplinado e agia sempre sem se preocupar com os outros, jamais cogitando se prejudicava alguém ou não.

O pai carinhoso tentava orientá-lo para o bem, afirmando-lhe que sempre devemos amar o próximo e respeitá-lo, como Jesus nos ensinou.

– E os animais? - perguntava Toninho, impaciente.

– Os animais também, meu filho. São nossos irmãos menores, credores de toda a nossa consideração e respeito, necessitando da nossa ajuda, tanto quanto nós não prescindimos do concurso deles para nossas tarefas do dia-a-dia.

Como estavam no campo, o pai fez uma pausa e exemplificou, apontando um animal atrelado ao arado.

– Veja o Gentil, por exemplo. É dócil e manso, nunca desdenhando o trabalho árduo do campo, e, nestes anos todos em que trabalhamos juntos, nunca o vi rebelde e indisciplinado. Jamais agrediu alguém!

– O Gentil ainda concordo, pois ele o ajuda, papai. Mas os outros!... – retrucou Toninho com desprezo.

– Os outros animais também ajudam, meu filho. Cada qual tem uma tarefa diferente, mas não menos importante. A Mimosa, nossa vaquinha, fornece o leite tão gostoso que bebemos toda manhã; as galinhas fornecem os ovos para a nossa alimentação e o nosso cão trabalha sem descanso, cuidando da defesa da nossa casa. Portanto, todos merecem nosso carinho e gratidão.

Mas Toninho ainda não estava convencido.

No dia seguinte, o senhor Manoel convidou Toninho para irem à cidade fazer umas compras. Toninho, eufórico com o passeio, aboletou-se na pequena carroça, feliz da vida.

Ao chegarem à cidade, enquanto seu pai entrou no armazém para fazer compras, Toninho ficou vendo o movimento da rua.

O tempo foi passando e seu pai não voltava. O menino foi ficando impaciente.

Olhou para Gentil, que permanecia parado, de olhos baixos, humilde, sem dar demonstrações de impaciência. Teve vontade de agredir o animal para ver sua reação.

– Vou dar uma volta. Veremos se ele é realmente obediente.

Toninho olhou ao redor e viu um pedaço de tábua, longo e fino, numa construção ali perto.

Pegou a ripa e, sem titubear, subiu na carroça e ordenou a Gentil que andasse. O animal, não reconhecendo a voz do dono a que estava habituado, não saiu do lugar.

Toninho, tomando da ripa, desceu com ela sobre o lombo do cavalo. Este relinchou de dor e, levantando as patas dianteiras, empinou perigosamente a frágil carroça, jogando Toninho ao chão.

Ao ouvir os gritos na rua, o Sr. Manoel acudiu correndo, encontrando o filho no solo, aos berros.

Ao saber do que acontecera, através de pessoas que assistiram ao fato, Manoel ficou indignado.

– Mas, papai, o senhor disse que o Gentil era manso e ele me derrubou! – gritava o garoto, surpreso.

E o pai, pegando o filho e levando-o até junto do animal, disse-lhe:

– E acha que ele poderia agir diferente? Veja o que você fez com o pobre animal!

Do lombo do cavalo escorria um filete de sangue. Toninho não percebera que na ponta da ripa existia um prego e fora a dor do ferimento que fizera Gentil reagir.

Aproveitando a oportunidade que se lhe oferecia, Manoel completou:

– Gentil é manso como um cordeiro. Apenas se defendeu de uma agressão, instintivamente. Todos nós, meu filho, recebemos de acordo com que tivermos feito. Se você tivesse lhe dado carinho e amor, teria recebido a retribuição correspondente. Como você agrediu, foi agredido. Entendeu?

Muito envergonhado, Toninho balançou a cabeça em sinal de assentimento e prometeu a si mesmo que nunca mais cometeria o mesmo erro.

Autoria: Célia Xavier Camargo – Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 13 de maio de 2022

INTUIÇÃO

“Porque a profecia jamais foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (II PEDRO, 1: 21)

Todos os homens participam dos poderes da intuição, no divino tabernáculo da consciência, e todos podem desenvolver suas possibilidades nesse sentido, no domínio da elevação espiritual.

Não são fundamentalmente necessárias as grandes manifestações fenomênicas da mediunidade para que se estabeleçam movimentos de intercâmbio entre os planos visível e invisível.

Todas as noções que dignificam a vida humana vieram da esfera superior. E essas ideias nobilitantes não se produziram por vontade de homem algum, porque os raciocínios propriamente terrestres sempre se inclinam para a materialidade em seu arraigado egoísmo.

A revelação divina, significando o que a Humanidade possui de melhor, é cooperação da espiritualidade sublime, trazida às criaturas pelos colaboradores de Jesus, através da exemplificação, dos atos e das palavras dos homens retos que, a golpes de esforço próprio, quebram o círculo de vulgaridades que os rodeia, tornando-se instrumentos de renovação necessária.

A faculdade intuitiva é instituição universal. Através de seus recursos, recebe o homem terrestre as vibrações da vida mais alta, em contribuições religiosas, filosóficas, artísticas e científicas, ampliando conquistas sentimentais e culturais, colaboração essa que se verifica sempre, não pela vontade da criatura, mas pela concessão de Deus.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 156 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Prece: DAI-ME FORÇAS SENHOR

Pai Amado... Não está sendo nada fácil seguir em frente de cabeça erguida, em meio a tantos problemas! Doem-me os golpes desferidos pelas criaturas por quem me desvelei e que penso, em meu humilde entendimento, deviam-me um pouco mais de respeito e consideração...

Tenho procurado amar e auxiliar, na medida do possível, não só aos meus como a todos os meus semelhantes; tenho respeitado compromissos, honrado laços e cumprido fielmente todas as minhas obrigações, seja no lar, na rua ou no trabalho...

Ainda assim, Pai, minha recompensa tem sido a ingratidão e o pouco caso, como que a me fazer acreditar quão pouco valor possui aquilo que faço e que ofereço à vida!

Por isso estou aqui, Senhor, rogando envie os bons Espíritos, seus emissários junto às nossas dores - para me esclarecer, me consolar e me dar forças para seguir em frente mesmo que sob o clima da incompreensão e da intolerância em que vivo hoje.

Dá-me sustentação, meu Pai, dá-me coragem e serenidade para enxergar as situações como elas realmente são, a fim de que meu coração não se inunde com o fel da mágoa e o visco do ressentimento, envenenando não só a mim como também às oportunidades presentes e que podem trazer em seu bojo a solução de meus problemas...

Guarda-me de chorar além das lágrimas que aliviam, não permitindo que minha alma mergulhe em pensamentos negativos e neles permaneça, prejudicando minha vida e minha saúde conscientemente. Pelo contrário, Pai, dissipando as nuvens de meu desencanto, possa o Senhor colocar em seu lugar a confiança plena em Tua Justiça e em Teu Amor, na certeza de que, se hoje colho lágrimas e desconsideração, amanhã será dia de sorrir entre laços e afagos mais sinceros.

Assim seja!

Psicografia do Instituto André Luiz
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Estória: A Galinha Insatisfeita

Em certo sítio bastante agradável, vivia uma galinha chamada Petita.

Normalmente, Petita estava de mau-humor, reclamando de tudo e de todos.

O poleiro era muito alto, o ninho muito duro, o milho não tinha gosto, as minhocas não eram macias, e a água não era limpa nem fresca.

Enfim, nada estava bom para dona Petita.

As outras aves do terreiro andavam sempre alegres e felizes, mas dona Petita já acordava de mal com a vida.

Se o galo cantava muito cedo seu có-có-ró-có-có, ela reclamava que ele não a deixava dormir; se ele cantava mais tarde para atender-lhe a vontade, ralhava com ele porque a fizera perder a hora de levantar. Quando os animais faziam festa no terreiro, ela reclamava do barulho; se não a convidavam para dançar e participar das brincadeiras, afirmava-se abandonada por todos.

Enfim, não sabiam mais o que fazer para agradá-la.

Até que um belo dia ela ouviu a patroa conversando com o empregado encarregado de tratar dos animais:

— Amanhã logo cedo quero que você pegue a Petita e a mate. Eu desejo comer galinha ensopada no almoço. E ela está bem gordinha, no ponto de ir para a panela.

A galinha, que ciscava ali perto, ao ouvir isso estremeceu. Queriam botá-la numa panela!

E Petita já começou a sentir os tormentos que a aguardavam.

Aquela noite, Petita não conseguia dormir. E quando, afinal, fechou os olhos, exausta, teve sono agitado. Sonhou que o empregado corria atrás dela e agarrava-a com força; já se sentia num tacho com água fervente, e depois alguém lhe tirava as penas, deixando-a peladinha, peladinha. Foi temperada com esmero, e ia ser colocada no fogo, quando ela acordou, suando frio e toda arrepiada.

A pobre Petita chorou... Chorou muito. Quem poderia ajudá-la? Ninguém gostava dela! Tinha certeza de que ficariam muito felizes com seu sofrimento e ninguém sentiria sua ausência.

O dia começou a clarear e Petita lamentou, lembrando-se que nunca mais ouviria o lindo co-có-ró-có-có do galo; que nunca mais botaria ovos no seu ninho, que agora reconhecia ser tão macio e quentinho; que não mais comeria o milho gostoso e as minhocas tenras; que nunca mais conversaria com ninguém, e percebeu como iria sentir saudades de tudo aquilo.

Só então Petita se deu conta de como sua vida sempre fora boa e agradável. Quanto tempo ela perdera se lastimando!

— Oh! Deus! Se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente — pensava, suspirando profundamente.

O empregado já se aproximava para pegá-la, quando surgiu a patroa conduzindo seu filhinho pela mão.

O garoto, ao ver a intenção do empregado começou a chorar, gritando:

— Não! Não quero que matem a Petita! Não quero que matem ninguém!

E a mãe, surpresa com a atitude do menino, retrucou:

— Ora essa, meu filho! Galinha ensopada é tão bom!

— Não quero, mamãe. Prefiro comer batatas, se for para sacrificar alguém.

A mãe pensou... Pensou... Na atitude do filho e afinal concordou, dizendo-lhe:

— Tem razão, meu filho. Não devemos tirar a vida de ninguém. De hoje em diante todos os animais deste sítio estão a salvo e poderão viver tranquilos.

Petita respirou, aliviada. Estava salva! E devia sua vida justamente àquele garoto que ela sempre considerara tão desagradável, e que agora afirmava gostar dela!

Satisfeita e cacarejando feliz, Petita abraçou a todos no terreiro, e fizeram uma grande festa.

A partir desse dia, Petita transformou-se numa galinha alegre e satisfeita da vida, não se cansando de agradecer a bondade de Deus, que lhe dera uma nova oportunidade, pela mão de uma criança.

Autoria: Célia Xavier Camargo – Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Poesia: Senda de Luz

Carrega sem revolta a cruz que te aguilhoa
Às pedras e espinheiros da subida!...
Se aceitaste Jesus, transfiguraste a vida
E o suor no madeiro é a luz que te abençoa.

Olha ao redor da senda em que transitas
As criaturas vestidas de embaraços;
Largaram-se da cruz com os próprios braços
E te acenam, de longe, anônimas e aflitas.

Algumas em te vendo os passos vacilantes
Zombam de ti com impropérios e insultos,
Conservando, no entanto, os tormentos ocultos
Dos remorsos no fel de lágrimas constantes.

Ouves na retaguarda injúrias, desatinos...
E elevas-te aguentando a cruz pesada,
Demonstrando a humildade aos amigos adultos
E falando de amor aos pequeninos.

Mostras a fé robusta aos homens desatentos...
A viagem é longa, em longos trechos brutos,
Chegas, porém, ao topo, em passos diminutos,
A esquecer-te dos pés doridos e sangrentos...

Do topo para frente é tudo primavera,
A natureza brilha; É a força de outra luz.
E buscas, Mais além, o abraço de Jesus,
O Servidor Divino que te espera!...

Autora: Maria Dolores

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

151 Nas Aflições da Vida

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

26. PREFÁCIO. Podemos pedir a Deus favores terrenos e Ele no-los pode conceder, quando tenham um fim útil e sério. Mas, como a utilidade das coisas sempre a julgamos do nosso ponto de vista e como as nossas vistas se circunscrevem ao presente, nem sempre vemos o lado mau do que desejamos. Deus, que vê muito melhor do que nós e que só o nosso bem quer, pode recusar o que peçamos como um pai nega ao filho o que lhe seja prejudicial. Se não nos é concedido o que pedimos, não devemos por isso entregar-nos ao desânimo; devemos pensar, ao contrário, que a privação do que desejamos nos é imposta como prova, ou como expiação, e que a nossa recompensa será proporcionada à resignação com que a houvermos suportado. (Cap. XXVII, nº 6; cap. II, nº 5 a nº 7.)

27. Prece: - Deus Onipotente, que vês as nossas misérias, digna-te de escutar, benevolente, a súplica que neste momento te dirijo. Se é desarrazoado o meu pedido, perdoa-me; se é justo e conveniente segundo as tuas vistas, que os bons Espíritos, executores das tuas vontades, venham em meu auxílio para que ele seja satisfeito.

Como quer que seja, meu Deus, faça-se a tua vontade. Se os meus desejos não forem atendidos, é que está nos teus desígnios experimentar-me e eu me submeto sem me queixar.

Faze que por isso nenhum desânimo me assalte e que nem a minha fé nem a minha resignação sofram qualquer abalo.

(Formular o pedido)...

Assim seja.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Biografia: JOÃO RODRIGUES COSTA

(JOÃOZINHO)
1912 – 1991

Desencarnou em Recife, PE, em 29/03/1991, tendo nascido em 14/08/1912, em Recife, PE.

Origem humilde fez o curso primário, dedicando-se ao ofício de barbeiro, por intermédio de um amigo, permanecendo no salão por muitos anos.

Sua origem foi o catolicismo, mas quando abraçou o Espiritismo teve uma vida missionária.

A convite de Nelson Kerensky participou de uma reunião de cura de uma senhora obsedada.

Na Segunda reunião ela estava curada. Certa vez, ao voltar para casa, tarde da noite, foi abordado por um assaltante exigindo-lhe o relógio e a carteira, mas reconhecido que era o Joãozinho nada lhe aconteceu.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem: Internet Google.
 

sexta-feira, 29 de abril de 2022

ENTRE OS CRISTÃOS

“Mas entre vós não será assim.” Jesus (MARCOS, 10: 43)

Desde as eras mais remotas, trabalham os agrupamentos religiosos pela obtenção dos favores celestes.

Nos tempos mais antigos, recordava-se da Providência tão-­só nas ocasiões dolorosas e graves. Os crentes ofereciam sacrifícios pela felicidade doméstica, quando a enfermidade lhes invadia a casa; as multidões edificavam templos, em surgindo calamidades públicas.

Deus era compreendido apenas através dos dias felizes.

A tempestade purificadora pertencia aos gênios perversos.

Cristo, porém, inaugurou uma nova época. A humildade foi o seu caminho, o amor e o trabalho o seu exemplo, o martírio a sua palma de vitória. Deixou a compreensão de que, entre os seus discípulos, o princípio de fé jamais será o da conquista fácil de favores do céu, mas o de esforço ativo pela iluminação própria e pela execução dos desígnios de Deus, através das horas calmas ou tempestuosas da vida.

A maior lição do Mestre dos Mestres é a de que ao invés de formularmos votos e sacrifícios convencionais, promessas e ações mecânicas, como a escapar dos deveres que nos competem, constitui-nos obrigação primária entregarmo-nos, humildes, aos sábios imperativos da Providência, submetendo-nos à vontade justa e misericordiosa de Deus, para que sejamos aprimorados em suas mãos.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 155 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Prece: DIANTE DA INJUSTIÇA

Mestre, não nos deixes cometer a menor atitude de injustiça contra quem quer que seja...

No entanto, se somos os injustiçados, que saibamos esperar de Ti, sem que extrapolemos, na ânsia de nos defendermos.

A verdade acaba sempre se impondo por si mesma.

No momento justo, as nossas obras falarão por nós...

Haverá, sim, quem nos advogue a causa... A injustiça humana jamais prevalecerá sobre a Justiça Divina, que é Incorruptível.

As forças ocultas da Criação agindo em silêncio, conspiram em favor de quem é bom!

Senhor, a injustiça que sofremos hoje talvez nos seja corrigenda do ontem...

Quem sabe o que fizemos ou deixamos de fazer aos que jaziam sob a nossa tutela?

Quantas vezes, no passado, a nossa mão não terá se erguido para apedrejar?...

Dá-nos paciência, mas dá-nos também esperança!


Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José.

Fonte da imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Poesia: Sugestões da Vida

Muita gente pensa e diz
Que todo coração a envolver-se no bem
Parece caminhar na tempestade,
A lutar e sofrer como ninguém.

Entretanto, alma boa,
Prossegue edificando sem crer nisso,
Ninguém progride e nem se aperfeiçoa
Sem calos e sem choques em serviço.

Tudo o que serve, tudo o que auxilia,
É ação em disciplina firme e atenta;
Anota os benefícios mais singelos
Com que a vida na Terra te sustenta.

Fita uma vela acesa, em pleno escuro,
Nobre lição de apoio a que o mundo nos leva,
Recorda um vagalume afastando um gigante,
Um guarda a consumir-se eliminando a treva.

Solo ferido é o berço da semente,
Semente sufocada é a fonte da fartura,
O trigo não fornece pão à mesa,
Sem sofrer na engrenagem que o tritura.

O piso que mantém a casa erguida
Oculta-se no chão em gratuito recesso,
A movimentação das máquinas no mundo
É força que se queima em louvor do progresso.

As férreas vigas do edifício enorme
Em que dispões de lar, segurança e defesa,
Vestem-se no cimento que se faz
Das pedras que se arranca à natureza.

Assim também, alma querida e bela,
Aprendendo a servir no campo do Senhor,
É preciso esquecer-nos no trabalho,
Buscando na humildade a presença do amor.

Por: Maria Dolores

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

150 Para Pedir Um Conselho

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

24. PREFÁCIO. Quando estamos indecisos sobre o fazer ou não fazer uma coisa, devemos antes de tudo propor-nos a nós mesmos as questões seguintes:

1ª - Aquilo que eu hesito em fazer pode acarretar qualquer prejuízo a outrem?

2ª - Pode ser proveitoso a alguém?

3ª - Se agissem assim comigo, ficaria eu satisfeito?

Se o que pensamos fazer, somente a nós nos interessa, licito nos é pesar as vantagens e os inconvenientes pessoais que nos possam advir.

Se interessa a outrem e se, resultando em bem para um, redundará em mal para outro, cumpre, igualmente, pesemos a soma de bem ou de mal que Se produzirá, para nos decidirmos a agir, ou a abster-nos.

Enfim, mesmo em se tratando das melhores coisas, importa ainda consideremos a oportunidade e as circunstâncias concomitantes, porquanto uma coisa boa, em si mesma, pode dar maus resultados em mãos inábeis, se não for conduzida com prudência e circunspecção. Antes de empreendê-la, convém consultemos as nossas forças e meios de execução.

Em todos os casos, sempre podemos solicitar a assistência dos nossos Espíritos protetores, lembrados desta sábia advertência: Na dúvida, abstém-te. (Cap. XXVIII, nº 38.)

25. Prece: - Em nome de Deus Todo-Poderoso, inspirai-me, bons Espíritos que me protegeis, a melhor resolução a ser tomada na incerteza em que me encontro. Encaminhai meu pensamento para o bem e livrai-me da influência dos que tentarem transviar-me.

Assim seja.

Fonte da imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Estória: A Dor de Garganta

Sentada à porta da sua casa em companhia de Cláudia, uma amiga, Mariana divertia-se a observar as pessoas que passavam, tecendo comentários em torno de cada uma delas. E dizia, rindo:

— Veja, Cláudia, aquela mulher lá do outro lado da rua. Que roupa horrorosa!

Dali a pouco comentava:

— E aquela outra? Olhe os cabelos dela, desgrenhados. Parece uma bruxa! Só falta a vassoura! — e caía na gargalhada.

Ao ver um garoto que passava na frente delas, criticou em voz alta, sem se preocupar que ele ouvisse:

— Olha o tênis desse menino! Está todo sujo e rasgado! Deve tê-lo encontrado numa lata de lixo.

O garoto, que ouvira a observação de Mariana feita com desprezo, virou-se e olhou para elas com expressão de tristeza e humilhação, e, baixando a cabeça, continuou seu caminho sem dizer nada.

Cláudia, de coração bom e generoso, ficou muito envergonhada com a atitude da amiga.

— Mariana, precisamos ter respeito com as pessoas. Não podemos tratá-las dessa maneira. Viu como o garoto ficou chateado?

Indiferente, Mariana retrucou, balançando os ombros:

— Que me importa? É bom mesmo que tenha ouvido, assim não sairá mais à rua daquele jeito!

— Ele não tem culpa de ser um menino pobre, Mariana. Com certeza é o melhor par de calçados que tem! Além disso, Jesus ensinou que devemos fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam. Você gostaria que alguém agisse assim com você?

Mariana, porém, que não estava acostumada a ser contestada pela amiga, reclamou com maus modos:

— Você é uma chata! Vá embora!

Levantou-se irritada e entrou batendo a porta, deixando Cláudia sozinha no portão.

A mãe, ao vê-la chegar daquele jeito indagou:

— Que falta de educação, minha filha! Por que bateu a porta daquela maneira?

E Mariana, numa crise de raiva, respondeu nervosa:

— A Cláudia me irrita, mamãe! Não quero mais saber dela. Não sou mais sua amiga.

A mãe não disse nada, limitando-se a convidá-la para almoçar.

A família acomodou-se para a refeição. Sentados à mesa, Mariana continuava de péssimo humor: reclamou do irmãozinho, que não comia direito; do avô, que fazia barulho para tomar a sopa; da comida, que não estava a seu gosto; e até do cachorro, que latia no quintal.

Após a refeição, a mãezinha chamou Mariana, sentou-se com ela no sofá e, aconchegando-a ao coração com muito carinho, perguntou:

— Minha filha, quer me contar o que aconteceu e que a deixou tão mal-humorada?

Mais calma, Mariana contou tudo o que acontecera. A mãe ouviu e, com serenidade, lembrando-se de todas as vezes que havia alertado a filha para esse problema, considerou:

— Sua amiga Cláudia tem razão, minha querida. Comece a observar seu comportamento e perceberá que você só enxerga o lado negativo de tudo. À hora do almoço mesmo, limitou-se a criticar seu irmãozinho, o avô, a comida e até o cãozinho de quem você gosta tanto. Nada disse de agradável para ninguém!

A bondosa senhora parou de falar, analisando o efeito de suas palavras, e prosseguiu:

— Não acha que deve mudar a maneira de encarar a vida, procurando ver mais o lado positivo das pessoas, das situações e das coisas? Você será bem mais feliz, pode acreditar. Além disso, Jesus ensinou que cada um receberá de acordo com as próprias obras. Aquilo que semeamos, colhemos. É da Lei.

Mariana ouviu as palavras da mãe e permaneceu pensativa o resto do dia.

Naquela noite, foram fazer uma visita à vovó que morava do outro lado da cidade. Na volta, o tempo virou para chuva e ventava muito. A temperatura caiu e, quando chegaram em casa, já estava chovendo.

No dia seguinte, Mariana acordou com dor de garganta e completamente sem voz. Ao ver a mãe na cozinha preparando o café, apanhou uma folha de caderno e escreveu:

— A senhora tinha razão. Já estou colhendo!

Ao ler o que estava escrito, a mãezinha sorriu achando graça e respondeu:

— É natural que você esteja com a garganta irritada, filha. Ontem apanhou muita friagem!

Mas apesar do comentário materno, Mariana conservou a íntima certeza de que estava recebendo pelo que fizera aos outros. Havia falado demais, menosprezado seus semelhantes, e agora estava sem voz.

— E se eu não puder falar nunca mais?!... — pensou ela, assustada.

Naquele momento, Mariana tomou uma decisão. Procuraria modificar sua maneira de agir, realçando o lado bom de tudo e passaria a respeitar todas as pessoas.

Começou a colocar em prática suas boas disposições logo ao sair de casa para ir à escola, pedindo desculpas à Cláudia pelo que fizera. Mas, tranquila e bem humorada, a amiga nem se lembrava mais do desentendimento.

Satisfeita da vida, levantando a cabeça e olhando o céu, Mariana exclamou contente:

— Que dia lindo!

Autoria: Célia Xavier Camargo – Imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 13 de abril de 2022

RENUNCIAR

“E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” Jesus (MATEUS, 19: 29)

Neste versículo do Evangelho de Mateus, o Mestre Divino nos induz ao dever de renunciar aos bens do mundo para alcançar a vida eterna. Há necessidade, proclama o Messias, de abandonar pai e mãe, mulher e irmãos do mundo. No entanto, é necessário esclarecer como renunciar.

Jesus explica que o êxito pertencerá aos que assim procederem por amor de seu nome.

A primeira vista, o alvitre divino parece contrassenso.

Como olvidar os sagrados deveres da existência, se o Cristo veio até nós para santificá-los?

Os discípulos precipitados não souberam atingir o sentido do texto, nos tempos mais antigos.

Numerosos irmãos de ideal recolheram-se à sombra do claustro, esquecendo obrigações superiores e inadiáveis.

Fácil, porém, reconhecer como o Cristo renunciou.

Aos companheiros que o abandonaram; aparece glorioso, na ressurreição.

Não obstante as hesitações dos amigos, divide com eles, no cenáculo, os júbilos eternos. Aos homens ingratos que o crucificaram oferece sublime roteiro de salvação com o Evangelho e nunca se descuidou um minuto das criaturas.

Observemos, portanto, o que representa renunciar por amor ao Cristo. É perder as esperanças da Terra, conquistando as do Céu.

Se os pais são incompreensíveis, se a companheira é ingrata, se os irmãos parecem cruéis, é preciso renunciar à alegria de tê-los melhores ou perfeitos, unindo-nos, ainda mais, a eles todos, a fim de trabalhar no aperfeiçoamento com Jesus.

Acaso, não encontras compreensão no lar? Os amigos e irmãos são indiferentes e rudes?

Permanece ao lado deles, mesmo assim, esperando para mais tarde o júbilo de encontrar os que se afinam perfeitamente contigo. Somente desse modo renunciarás aos teus, fazendo-lhes todo o bem por dedicação ao Mestre, e, somente com semelhante renúncia, alcançarás a vida eterna.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 154 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Prece: Aos Anjos GUARDIÕES e ESPÍRITOS Protetores

Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho, amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal.

Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo. Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus.

Meu Deus, permiti que os Bons Espíritos que me assistem possam ajudar-me, quando me achar em dificuldades, e amparar-me nas minhas vacilações. Senhor, que eles me inspirem a fé, a esperança e a caridade, que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova da Vossa misericórdia. Fazei, enfim, que eu neles encontre a força que me faltar nas provas da vida, e para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.

Espíritos amados, Anjos Guardiães, vós a quem Deus, na sua infinita misericórdia, permite velarem, pelos homens, sede o nosso amparo nas provas desta vida terrena. Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos na senda do bem, detendo-nos no declive do mal; que vossa doce influência impregne as nossas almas; fazei que sintamos a presença, ao nosso lado, de um amigo devotado, que assista os nossos sofrimentos e participe das nossas alegrias. 

E vós, meu Anjo Bom, nunca me abandoneis. Necessito de toda a vossa proteção, para suportar com fé e amor as provas que Deus quiser enviar-me.

Assim seja.
 

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Poesia: Tomadas de Sombra

O assunto parece estranho:
Tomadas de obsessão...
No entanto, elas são quais são
E surgem por onde vais;
Começam frequentemente
Nas palavras do caminho,
Quais se fossem seda ou linho.
Guardando finos punhais.

Aqui, uma queixa amarga
Recorda brando cochicho,
Atirando lama ou lixo
Sobre a conduta de alguém;
Ali, a conversa linda,
Na transmissão de um recado,
Lembra um doce envenenado,
Matando a força do bem.

Aparecem sob a forma
De ciúme ou desavença,
De desajuste que pensa
Ou pretende o que não é...
Faz-se impressão negativa
De certa mancha na estrada,
Uma frase desastrada,
Que nasce onde falta a fé.

Alma querida, se buscas
A paz segura de Cristo,
Crê, trabalha e atende a isto:
Não uses o verbo em vão...
Relembra que Deus nos chama para ajudar e servir
Que a nova luz do porvir
Nascerá do coração.

Autora: Maria Dolores

Fonte da imagem: Internet Google.
 

quarta-feira, 6 de abril de 2022

149 Ação de Graças Pela Vitória Alcançada Sobre Uma Tentação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

22. PREFÁCIO. Aquele que resistiu a uma tentação deve-o à assistência dos bons Espíritos, a cuja voz atendeu. Cumpre-lhe agradecê-lo a Deus e ao seu anjo de guarda. 

23. Prece. - Meu Deus; agradeço-te o haveres permitido eu saísse vitorioso da luta que acabo de sustentar contra o mal. Faze que essa vitória me dê a força de resistir a novas tentações. 

E a ti, meu anjo guardião, agradeço a assistência com que me valeste. Possa a minha submissão aos teus conselhos granjear-me de novo a tua proteção! 

Assim seja

Fonte da imagem: Internet Google.