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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DOMÍNIO ESPIRITUAL

“Não estou só, porque o Pai está comigo.” – Jesus. (João, 16:32)

Nos transes aflitivos a criatura demonstra sempre onde se localizam as forças exteriores que lhe subjugam a alma.

Nas grandes horas de testemunho, no sofrimento ou na morte, os avarentos clamam pelas posses efêmeras, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam credores, os super sentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.

Jesus, todavia, no campo supremo das últimas horas terrestres, mostra-se absoluto senhor de si mesmo, ensinando-nos a sublime identificação com os propósitos do Pai, com o mais avançado recurso de domínio próprio.

Ligado naturalmente às mais diversas forças, no dia do Calvário não se prendeu a nenhuma delas.

Atendia ao governo humano lealmente, mas Pilatos não o atemoriza.

Respeitava a lei de Moisés; entretanto, Calfás não o impressiona.

Amava enternecidamente os discípulos; contudo, as razões afetivas não lhe dominam o coração.

Cultivava com admirável devotamento o seu trabalho de instruir e socorrer, curar e consolar; no entanto, a possibilidade de permanecer não lhe seduz o espírito.

O ato de Judas não lhe arranca maldições.

A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero.

O pranto das mulheres de Jerusalém não lhe entibia o ânimo firme.

O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio.

A cruz não lhe altera a serenidade.

Suspenso no madeiro, roga desculpas para a ignorância do povo.

Sua lição de domínio espiritual é profunda e imperecível. Revela a necessidade de sermos “nós mesmos”, nos transes mais escabrosos da vida, de consciência tranquila elevada à Divina Justiça e de coração fiel dirigido pela Divina Vontade.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 170 - Médium Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

55 Pagar O Mal Com O Bem

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 12 – Amai Os Vossos Inimigos

1 – Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes senão aos que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também assim? E se saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? – Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mateus, V: 20, 43-47).

2 – E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento é o que vós tereis? Pois os pecadores também amam os que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que merecimento é o que vós tereis? Porque isto mesmo fazem também os pecadores. E se emprestardes somente àqueles de quem esperais receber, que merecimento é o que vós tereis? Porque também os pecadores emprestam uns aos outros, para que se lhes faça outro tanto. Amai, pois, os vossos inimigos, façam bem, e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas, VI: 32-36).

3 – Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistadas sobre o egoísmo e o orgulho.

Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não pretendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo.

A ternura pressupõe confiança. Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas.

Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam os mesmos pensamentos.

Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar um inimigo, que se tem com um amigo.
Esse sentimento, por outro lado, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos.

O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos.

Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração. Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.

4 – Amar aos inimigos é um absurdo para os incrédulos. Aquele para quem a vida presente é tudo, só vê no seu inimigo uma criatura perniciosa, a perturbar-lhe o sossego, e do qual somente a morte o pode libertar.

Daí o desejo de vingança. Não há nenhum interesse em perdoar, a menos que seja para satisfazer o seu orgulho aos olhos do mundo. Perdoar, até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna da sua personalidade. Se não se vinga, pois, nem por isso deixa de guardar rancor e um secreto desejo de fazer o mal.

Para o crente, e mais ainda para o espírita, a maneira de ver é inteiramente diversa, porque ele dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, a vida presente é um momento apenas.

Sabe que, pela própria destinação da Terra, nela devem encontrar homens maus e perversos; que as maldades a que está exposto fazem parte das provas que deve sofrer. O ponto de vista em que se coloca torna-lhe as vicissitudes menos amargas, quer venham dos homens ou das coisas. Se não se queixa das provas, não deve queixar-se também dos que lhe servem de instrumentos.

Se, em lugar de lamentar, agradece a Deus por experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe naturalmente ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que ocupa no mundo uma posição elevada não se considera ofendido pelos insultos daquele que olha como seu inferior.

Assim acontece com aquele que se eleva, no mundo moral, acima da humanidade material. Compreende que o ódio e o rancor o envileceriam e rebaixariam, pois, para ser superior ao seu adversário, deve ter a alma mais nobre, maior e mais generosa.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A VIDA DE JESUS

Maria era uma jovem muito bondosa. Ela casou com José, um carpinteiro de Nazaré. Um dia, ela foi informada pelo Plano Espiritual que daria a luz a um menino; ele se chamaria Jesus. Quando Maria estava em estado adiantado de gravidez, ela e seu marido precisaram viajar de Nazaré (Galileia), até Judéia, pois naquela época César Augusto decretou que fosse realizado um Censo (contagem dos habitantes de um lugar) e todos deveriam se alistar na cidade do patriarca da família. Como José nasceu na cidade de Belém (Judéia) precisaram ir até lá para participarem do Censo, conforme mandava a Lei. E aconteceu que, estando ali, chegou o dia em que Maria devia dar à luz. José e Maria tentaram achar uma hospedaria para acomodarem-se, mas estavam todas lotadas, restando-lhes como único local, uma estrebaria. Maria deu à luz ao menino Jesus.

Os primeiros a adorarem Jesus foram os pastores avisados por um Espírito de Luz, quando eles cuidavam de suas ovelhas.

Ficaram maravilhados ao ver Jesus e entenderam que um homem que vinha salvar a humanidade começava sua vida de forma simples.

Assim foi, porque ao nascer já nos deu a primeira lição de humildade. Porque Jesus deu exemplo de tudo que ensinou.

Jesus nasceu há 2000 anos, na Judéia, na cidade de Belém, mas cresceu na Galileia, na cidade de Nazaré.

Maria, mãe de Jesus, trabalhava no tear. Além de tecer, fazia o serviço da casa e cozinhava. Jesus a ajudava carregando lenha e água, atendendo sempre os pedidos da mãe.

O pai de Jesus se chamava José. Ele trabalhava em sua oficina ao lado da casa, pois era carpinteiro. Jesus gostava muito de ajudar o pai e quando ficou adulto tornou-se carpinteiro (quem faz móveis de madeira).

Certo dia, José e Maria estavam no templo e, após um momento de distração, não encontraram o menino. Jesus estava com os Doutores da Lei, homens que estudavam a Lei de Moisés. O garoto deixou esses sábios surpresos com os seus conhecimentos e com a sua inteligência. Tinha Jesus doze anos nessa ocasião e se preparava para desempenhar grande missão na Terra.

O batismo de água era uma prática simbólica em que a pessoa dava um testemunho público do arrependimento e propósito de corrigir-se, ficando então livre dos seus pecados. Naquela época o batismo era realizado em adultos, através da imersão (mergulho) em um rio.

João, conhecendo Jesus como pessoa de costumes puros, não o queria batizar. Disse ele:

- Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?
- Deixa, por agora, porque nos convém cumprir toda a justiça - respondeu Jesus.

A justiça a que Jesus se referia eram as ordenações de Moisés e dos profetas, que o povo judeu tinha por lei.

Entre outros anúncios sobre o Messias, Isaías profetizara (cap. 11 v.2):

- E repousará sobre ele o espírito do senhor, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

Esse aviso se cumpriu logo, quando, após ser batizado por João, Jesus saiu das águas do rio e, na margem, se pôs a orar. Então, a João "se lhe abriram os céus" (enxergou espiritualmente) e viu o espírito de Deus (um bom espírito da parte de Deus) descendo como pomba (em manifestação espiritual) sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: "Este é meu filho amado, em quem me comprazo". (Mt. 3 vs 16- 17.).

Era o sinal espiritual que João Batista vinha esperando para conhecer o Messias. A partir de então, João testemunhava a respeito de Jesus.

Jesus ia por toda Galileia, ensinando nas Sinagogas, preparando o Evangelho do reino e curando as enfermidades do povo. Ele falava de amor, perdão, caridade, paz e humildade. Sua reputação se espalhou por vários lugares e era acompanhado por grande multidão em suas pregações.

De todos os fatos que dão testemunho do poder de Jesus, os mais numerosos são as curas. Ele deseja ensinar que o verdadeiro poder é o daquele que faz o bem. O seu objetivo era ser útil e não satisfazer a curiosidade dos indiferentes, por meio de coisas extraordinárias.

Assustados com o poder das palavras de Jesus sobre a multidão, os sacerdotes, receosos de perderem o prestígio de que gostavam junto ao povo, reuniram-se na casa de um deles (Caifás) e planejaram a morte de Jesus.

Eles ofereceram a Judas, um de seus discípulos, trinta moedas de prata para que o entregasse ao Templo.

Quando o soldado chegou ao Horto das Oliveiras para prender Jesus, Pedro quis defendê-lo, atacando com uma espada, mas o Mestre disse-lhe: "Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, pela espada perecerão". (Mateus 26.52).

Em nenhum momento Jesus permitiu a violência e acompanhou os guardas com calma, dizendo aos discípulos que tudo se faria conforme as escrituras sagradas. Foi condenado à crucificação, mas não fugiu, demonstrando a coragem de ensinar a verdade até o último momento.

Jesus foi levado da casa de Caifás (sumo sacerdote dos judeus naquele ano) para a casa de Pilatos (governador romano) como se fosse um malfeitor. Os judeus não queriam matar Jesus, por estarem comemorando a páscoa e por isso, levaram-no a Pilatos para que o governo romano ordenasse sua morte.

Após fazer várias perguntas a Jesus, Pilatos voltou aos judeus e disse que não achava nele crime algum, perguntando-lhes se gostariam que soltasse o rei dos judeus. Mas o povo não aceitou e Pilatos mandou então os soldados açoitarem Jesus. Após várias torturas, Pilatos novamente entregou Jesus aos judeus, dizendo que não achava nele crime algum, mas os judeus responderam que ele deveria morrer por ter afirmado que era filho de Deus.

Então Pilatos o entregou para ser crucificado. Jesus carregou sua própria cruz até um lugar chamado Gólgota. Ali ele foi crucificado, no meio de dois ladrões. Junto da cruz estavam Maria, sua mãe, Maria de Cleófas, Maria Madalena e o discípulo João.

Jesus, após a morte de seu corpo físico, apareceu, em espírito, aos apóstolos e a alguns amigos, ficando junto deles por alguns dias.

Comprovou, assim, que o espírito não morre e que a vida continua, em espírito, após a morte do corpo material.


Autor Desconhecido – Fonte do texto: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Mensagem do Natal

Desejava, Jesus, ter as palavras certas
Para exaltar-te o Luminoso Dia!
Do pouso humilde às mansões opulentas,
Tudo é festa de Paz e de Alegria.

Recordamos Belém, na noite em que surgiste.
A Estrela... O vento frio... As casas às escuras
E as vozes cristalinas que cantavam:
- "O Enviado nasceu! Glória a Deus nas Alturas!

Entretanto, depois de teus ensinos,
Veio o dragão do ódio, armando a guerra,
E separou, em fúria, os grupos e as nações,
Marcando a sangue e pranto os caminhos da Terra...

Passam conquistadores inclementes,
Reclamando o poder, no ouro que os seduz;
Matam, furtam, mas, morrem esquecidos
E a multidão prossegue: "ampara-nos Jesus!"

É por isso que hoje repetimos,
Enquanto vinte séculos se vão:
- "Fica, Jesus, guardando-nos a vida,
Celeste Amor de nosso coração!"


Autora: Maria Dolores

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Dezembro de 2017 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a IDALINDA DE AGUIAR MATTOS.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

NAS CONTAS

"De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus".
Paulo (Romanos, 14:12)

Benfeitores garantem.

Instrutores educam.

Pastores guiam.

Amigos amparam.

Companheiros alentam.

Adversários avisam.

Relações ajudam.

Preces iluminam.

Lições preparam.

Dificuldades adestram.

Provas definem.

Dores corrigem.

Lutas renovam.

Problemas propõem.

Soluções indicam.

Atitudes revelam.

Lágrimas purificam.

Experiências marcam.

Entretanto, segundo a palavra do Apóstolo Paulo, todas as criaturas e todas as situações, todas as circunstâncias e todas as coisas foram dispostas, nas contas da Lei, de "maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus."

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 102 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

DE ACORDO

“O qual recompensará a cada um, segundo as suas obras”. – Paulo.
(ROMANOS, 2:6.)

A vida, exprimindo os desígnios do Criador, assumirá para contigo atitudes que assumes para com ela.

Honra aos títulos que procuras honrar.

Tratamento correto à conduta correta.

Dignidade ao que dignificas.

Experiência na pauta de tua escolha.

Instrução no nível que te colocas.

Confiança no grau de tua fé.

Distinção naquilo em que te distingues.

Respeito em tudo o que te faças respeitável.

Versão disso ou daquilo, conforme os teus desejos.

Clareza ao que alimpes.

Isso significa, igualmente, que seja qual for a posição em que te situes, tens a resposta da Vida na vida que procuras.

É assim que dor ou alegria, paz ou inquietação, merecimento ou desvalia, sombra ou luz, em nosso caminho, será sempre salário moral, de acordo com as nossas próprias obras.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 101 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

54 Os Inimigos Desencarnados

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 12 – Amai Os Vossos Inimigos

5 – O espírita tem ainda outros motivos de indulgência para com os inimigos. Porque sabe, antes de qualquer coisa, que maldade não é o estado permanente do homem, mas que decorre de uma imperfeição momentânea, e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mal reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.

Sabe ainda que a morte só pode livrá-lo da presença material do seu inimigo, e que este pode persegui-lo com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra.

Assim, a vingança assassina não atinge o seu objetivo, mas, pelo contrário, tem por efeito produzir maior irritação, que pode prosseguir de uma existência para outra.

Cabia ao Espiritismo provar, pela experiência e pela lei que rege as relações do mundo visível com o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, pois a verdade é que o sangue conserva o ódio no além-túmulo. Ele dá, por conseguinte, uma razão de ser efetiva e uma utilidade prática ao perdão, bem como à máxima de Cristo: Amai os vossos inimigos.

Não há coração tão perverso que não se deixe tocar pelas boas ações, mesmo a contragosto. O bom procedimento não dá pelo menos, nenhum pretexto a represálias, e, com ele se pode fazer, de um inimigo, um amigo antes e depois da morte. Com o mau procedimento ele se irrita, e é então que serve de instrumento à justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou.

6 – Pode-se, pois, ter inimigos entre os encarnados e os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações, a que tantas pessoas estão expostas, e que representam uma variedade das provas da vida.

Essas provas, como as demais, contribuem para o desenvolvimento e devem ser aceitas com resignação, como uma conseqüência da natureza inferior do globo terrestre: se não existirem homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao redor da Terra.

Se devermos, portanto, ter indulgência e benevolência para os inimigos encarnados, igualmente as devemos ter para os que estão desencarnados.

Antigamente, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais, que nada mais eram do que os Espíritos maus. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa.

O Espiritismo vem provar que esses demônios não são mais do que as almas de homens perversos, que ainda não se despojaram dos seus instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade; e que a caridade não tem apenas o efeito de impedi-los de fazer o mal, mas também de induzi-los ao caminho do bem e contribuir para a sua salvação.

É assim que a máxima: Amai aos vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A VIAGEM

Na véspera da viagem marcada, o motorista esmerou-se em preparar o carro.

Conduziu-o à oficina para reparos diversos.

Levou-o ao posto para que fosse bem lavado.

Exigiu que se fizesse limpeza da faixa branca dos pneus.

Dirigiu-se ao eletrotécnico, para revisão da eletrola e do rádio, garantindo notícias e música durante a viagem.

Buscou pessoal competente para polimento da pintura e dos metais.

Foi ao tapeceiro, adquirindo nova e bela capa para o estofamento.

Finalmente, comprou um adorno para o interior do automóvel e aproveitou a ocasião para trocar o chaveiro.

No dia seguinte, quando havia percorrido apenas alguns quilômetros, o carro parou por falta de combustível.

***

Nas devidas proporções, fato semelhante ocorre conosco.

Passamos uma existência inteira reunindo valores superficiais.

Pontificamos na moda e na elegância.

Brilhamos nas rodas sociais.

Conquistamos influência e poder.

Entretanto, somente quando viajamos para a Vida Espiritual, descobrimos que o mais importante foi esquecido.

Antônio Baduy Filho por Hilário Silva e Valérium: Histórias da Vida

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Família e Vida

Família é o ponto de encontro,
Que a vida, em si, nos oferta,
Para a conta viva e certa
Do que se tem a fazer;
Às vezes, indica empresas
De amor, renúncia e talento,
De outras, é o pagamento
De débitos a vencer.

No lar, ressurgem afetos,
Dedicações incontidas,
Riquezas em luz de outras vidas
No tempo, a se recompor;
Mas também, dentro de casa,
É que o ódio de outras eras,
Abre feridas austeras,
Reconduzindo ao amor.
Vemos pais largando os filhos
Com desprezo e indiferença,
E os filhos em turba imensa
Combatendo os próprios pais,
Parentes contra parentes,
Lembrando aversões em brasa,
Unidos na mesma casa
Sob direitos iguais.

Se sofrimento em família
É o quadro em que te renovas,
Tolera farpas e provas,
Aceitando-as, tais quais são! ...
Não fujas! ...Suporta e avança! ...
Seja tolerância, aonde vás,
Segurança pede paz
E a paz é luz do perdão.


Autora: Maria Dolores

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

QUEIXUMES

“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais reprovados.” (TIAGO, 5:9.)

Cada vez que nossos lábios cedem ao impulso da queixa, quase sempre estamos simplesmente julgando a vida que nos é própria.

Observa, assim, a ti mesmo e deixa que a consciência te vigie a palavra.

Se viste uma pessoa em falta contra outra, não lhe exageres a culpa, recordando quantas vezes terás faltado igualmente contra o próximo. E assim como agradeceste a quantos te desculparam os senões da conduta, confiando em que te melhorarias com o tempo, ampara também o irmão caído em erro, através de teu otimismo fraternal, para que se levante e te bendiga.

Se um companheiro te ofendeu, não te confies a reações descabidas, refletindo nas ocasiões em que terás igualmente ferido os semelhantes. E assim como te rejubilaste, diante de todos os que te esqueceram os golpes, na certeza de que saberias reconsiderar a própria atitude, auxilia também o amigo que se fez instrumento de tua dor, através do olvido de todo mal, a fim de que ele se restaure e te abençoe a grandeza de espírito.

Em toda conversação, na qual sejamos induzidos a examinar o comportamento do próximo submetido à censura alheia, vasculhemos o íntimo, concluindo se não teríamos praticado incorreções iguais ou maiores no lugar dele. E, em todas as circunstâncias, não nos esqueçamos de que, estaremos intimando, automaticamente, a nós mesmos a viver em nível mais alto e a fazer coisa melhor.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 100 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Deus Te Faça Feliz

Gradeço, alma irmã, todo o concurso
Com que me reconforta e garantes,
Fazendo-me canal mesmo singelo
De assistência e de alívio aos semelhantes!. . .

O prato generoso que me deste
Não foi somente auxílio à penúria pungente,
Fez-se clarão iluminando anseios,
Felicidade para muita gente.

A roupa usada com que me brindaste,
Além da utilidade em que se aprova,
Transfigurou-se em benção de esperança
A busca de serviço e vida nova.

E leve cobertor que me entregaste
E parecia aos olhos simples pano,
Converteu-se em presença da fé viva
Entretecida de calor humano!. . .

Recursos vários que me ofereceste,
Muito mais que socorro à pessoa insegura,
Transformaram-se em festa de alegria
E retorno ao regaço da ventura.

Por tudo que me dás em bondade e trabalho,
Repito-te no amor que a palavra não diz:
“Pelo Dom de servir nos bens com que me amparas,
Deus te guarde, alma irmã,
Deus te faça feliz”.


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A TINA

Meu pai morreu quando eu era muito pequena.

Viúva e pobre, sem desejar contrair novo matrimônio, minha mãe teve de trabalhar muito para nos sustentar.

Quando fiquei um pouco maior, disse-lhe que gostaria imensamente de estudar música.

Ela me ouviu com muita atenção e, dali para a frente, redobrou esforços para alugar um piano e custear o pagamento das aulas.

Mas, dentro em pouco, eu já me aborrecia com os infindáveis exercícios que, de tanto serem repetidos, acabavam por me cansar e entediar.

Quando eu fechava o piano e fugia para o quintal, para minhas brincadeiras, ela olhava para mim, muito tranquila e não dizia nenhuma palavra de reprovação.

Depois voltava ao trabalho, que tomava o seu tempo, de manhã à noite.

Um dia, quando eu já dedilhava o teclado preguiçosamente e com pouco – ou nenhum – interesse, ela se aproximou silenciosamente de mim e disse com naturalidade:

- Você está cansada do estudo, minha filha. Feche o piano e, por favor, venha me ajudar a alvar aquela tina de roupa. Estou um pouco fatigada e vai ser bom trabalharmos um pouco juntas.

Trabalhamos a tarde toda. Minha mãe dissera que estava um pouco cansada e, de fato, eu percebia que os esforços que ela despendia estava, praticamente, acima de suas forças. Entretanto, ela não parecia disposta a interromper o trabalho e as pilhas de roupa iam se renovando dentro da tina.

Paramos para jantar e, por essas alturas, eu já me sentia tão exausta que estava a ponto de cair em pranto. A água e o sabão me haviam arroxeado as mãos, meus dedos estavam duros e entorpecidos.

Então notei uma coisa: as mãos de minha mãe – embora até então eu não o tivesse notado – estavam sempre daquele jeito.

Engolindo um soluço, eu disse a minha mãe:

- Mamãe, eu estive pensando. Desejo, realmente, estudar música. Vai me cansar muito, porém preciso perseverar e prosseguir sempre.

- Está bem, querida! Disse minha mãe me olhando nos olhos. Se você deseja se tornar uma pianista eu não posso lhe pedir que seja uma lavadeira de roupa: eu me esforçarei de um lado e você do outro. Não é mesmo?

Hoje eu sou uma concertista.

Rodrigues, Wallac e Leal V. :Para o Resto da Vida.


CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

53 O DUELO

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 12 – Amai Os Vossos Inimigos

ADOLFO - Bispo de Alger, Marmande, 1861

12 – Só é verdadeiramente grande aquele que, considerando a vida como uma viagem que tem um destino certo, não se incomoda com as asperezas do caminho, não se deixa desviar nem por um instante da rota certa. De olhos fixos no seu objetivo, pouco se importa de que os obstáculos e os espinhos da senda o ameacem; estes apenas o roçam, sem o ferirem, e não o impedem de avançar.

Arriscar os dias para vingar uma ofensa é recuar diante das provas da vida; é sempre um crime aos olhos de Deus; e, se não estivésseis tão enleados, como estais, nos vossos preconceitos, seria também uma ridícula e suprema loucura aos olhos dos homens.

É criminoso o homicídio por duelo, o que a vossa própria legislação reconhece. Ninguém tem o direito, em caso algum de atentar contra a vida de seu semelhante. Isso é um crime aos olhos de Deus, que vos determinou a linha de conduta. Nisto, mais que em qualquer outra coisa, sois juízes em causa própria. Lembrai-vos de que vos será perdoado segundo tiverdes perdoado. Pelo perdão vos aproximais da Divindade, porque a clemência é irmã do poder.

Enquanto uma gota de sangue correr na Terra pelas mãos dos homens, o verdadeiro Reino de Deus ainda não terá chegado; esse reino de pacificação e de amor, que deve banir para sempre do vosso globo a animosidade, a discórdia e a guerra. Então, a palavra duelo não mais existirá na vossa língua, senão como uma longínqua e vaga recordação do passado: os homens não admitirão entre eles outro antagonismo, que a nobre rivalidade do bem.



SANTO AGOSTINHO - Paris, 1862

12 – O duelo pode, sem dúvida, em certos casos, ser uma prova de coragem física, de menosprezo pela vida, mas é incontestavelmente uma prova de covardia moral, como o suicídio.

O suicida não tem coragem de enfrentar as vicissitudes da vida: o duelista não a tem para suportar as ofensas. Cristo não vos disse que há mais honra e coragem em oferecer a face esquerda a quem vos feriu a direita, do que em se vingar de uma injúria? Cristo não disse a Pedro, no Jardim das Oliveiras: “Embainhai de novo a vossa espada, pois aquele que mata pela espada perecerá pela espada?” Por essas palavras, Jesus não condenou o duelo para sempre? Com efeito, meus filhos, que coragem é essa, que brota de um temperamento violento, pletórico e furioso, bramindo à primeira ofensa? Onde está a grandeza de alma daquele que, à menor injúria, quer lavá-la em sangue? Mas que trema, porque sempre, do fundo da sua consciência, uma voz lhe gritará: Caim! Caim! Que fizeste de teu irmão? Ele responderá: Foi necessário o sangue para salvar minha honra! Mas a voz replicará: Quiseste salvá-la perante os homens nos breves instantes que te restavam na Terra, e não pensaste em salvá-la perante Deus! Pobre louco, que não vos pediria então o Cristo, por todos os ultrajes que lhe tendes feito?

Não somente o feristes com os espinhos e a lança, não somente o erguestes num madeiro infamante, mas ainda, em meio de sua agonia, pode ele ouvir as zombarias que lhe prodigalizastes.

Que reparações vos pediu ele, depois de tantos ultrajes? O último gemido do cordeiro foi uma prece pelos seus algozes. Oh, como ele, perdoai e orai pelos que vos ofendem!

Amigos, lembrai-vos deste preceito: Amai-vos uns aos outros, e então, ao golpe do ódio respondereis com um sorriso, e ao ultraje com o perdão. O mundo sem dúvida se erguerá furioso e vos chamará de covarde: erguei a fronte bem alta e mostrai, então, que a vossa fronte também não recearia ser coroada de espinhos, a exemplo do Cristo, mas que a vossa mão não quer participar de um assassinato autorizado; podemos dizer, por uma falsa aparência de honra, que nada mais é senão orgulho e amor próprio.

Ao vos criar, Deus vos deu o direito de vida e de morte, uns sobre os outros? Não, pois só deu esse direito à natureza, para se reformar e se refazer. Mas a vós, nem sequer permitiu dispordes de vós mesmos.

Como o suicida, o duelista estará marcado de sangue quando comparecer perante Deus, e a um como a outro, o soberano Juiz reserva rudes e longos castigos. Se ameaçou com a sua justiça àqueles que dizem racca a seus irmãos, quanto mais severa não será a pena reservada àquele que comparecer diante dele com as mãos sujas do sangue de um irmão!


UM ESPÍRITO PROTETOR - Bordeaux, 1861

13 – O duelo, como o que outrora se chamava Juízo de Deus, é uma dessas instituições bárbaras que ainda regem a sociedade. Que diríeis, entretanto, se vísseis os dois antagonistas mergulharem na água fervente ou sujeitarem-se ao contato do ferro em brasa, para decidir a sua disputa, dando razão ao que melhor se saísse da prova?

Chamaríeis de insensatos a esses costumes. Pois o duelo é ainda pior que tudo isso. Para o duelista emérito, é um assassinato cometido a sangue frio, com toda a premeditação desejada, porque está seguro do golpe que irá desferir; para o adversário, quase certo de sucumbir, em virtude de sua fraqueza e de sua inabilidade, é um suicídio, cometido com a mais fria reflexão.

Bem sei que muitas vezes procura-se evitar essa alternativa, igualmente criminosa, recorrendo-se ao azar. Mas isso não é, embora sob outra forma, uma volta ao juízo de Deus da Idade Média? E lembre-se que, naquela época, era-se infinitamente menos culpado.

O próprio nome de Juízo de Deus revela uma fé ingênua, é verdade, mas sempre uma fé na Justiça de Deus, que não poderia deixar sucumbir um inocente, enquanto no duelo tudo se entrega à força bruta, de tal maneira que é freqüente sucumbir o ofendido.

Oh, estúpido amor próprio, tola vaidade e louco orgulho, quando sereis substituídos pela caridade cristã, pelo amor do próximo e a humildade, de que o Cristo nos deu o exemplo e o ensino? Somente então desaparecerão esses preconceitos monstruosos que ainda dominam os homens, e que as leis são impotentes para reprimir.

Porque não é suficiente proibir o mal e prescrever o bem, é necessário que o princípio do bem e o horror do mal estejam no coração do homem.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Novembro de 2017 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a HUMBERTO MARIOTTI.