Todo conteúdo deste blog é publico.

Todo conteúdo deste blog é publico. Copie, imprima ou poste textos e imagens daqui em outros blogs. Vamos divulgar o Espiritismo.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Homenagem a Jesus 4: Natal Em Nós

“Eis que vos trago uma Boa Nova de grande alegria: na cidade de David acaba de vos nascer, hoje, o Salvador, que é Cristo, Senhor... Glória a Deus nas alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade.”

Assim foi anunciado, aos pastores de Belém, por um Mensageiro celeste, o grande acontecimento.

Nas palavras “vos nascer” está toda a importância do Natal. Jesus nasceu para cada um em particular. Não se trata de um fato histórico, de caráter geral. É um acontecimento que, particularmente, diz respeito a cada um.

Realmente, a obra do Nazareno só tem eficácia quando individualizada.

A redenção, que é obra de educação, tem de partir da parte para o todo. Do indivíduo para a coletividade.

Enquanto esperamos que o ambiente se modifique não haverá mudanças. Cada um de nós deve realizar a sua modificação.

Depende somente de nós.

O Natal, desta forma, é aquele que se concretizará em nós, com a nossa vontade e colaboração.

O estábulo e a manjedoura da cidade de David não devem servir somente para composições poéticas ou literárias.

Devemos entendê-los como símbolos de virtudes, sem as quais nada conseguiremos, no que diz respeito ao nosso aperfeiçoamento.

O Espírito encarnado na Terra não progride ao acaso. Mas sim pelo influxo das energias próprias, orientadas por Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Assim, toda a magia do Natal está em cada um receber e concentrar em si esse advento.

Jesus é uma realidade. Ele é a Verdade, a Justiça e o Amor.

Onde estes elementos estiverem presentes, Ele aí estará.

Jesus não é o fundador de nenhum credo ou seita. Ele é o revelador da Lei Eterna, o expoente máximo da verdade, da vontade de Deus.

Jesus é a Luz do Mundo. Assim como o sol não ilumina somente um hemisfério, mas sim toda a Terra, assim o Divino Pastor apascenta com igual carinho todas as ovelhas do Seu redil.

O Espírito do Cristo vela sobre as Índias, a China e o Japão, como sobre a Europa e a América.

Não importa que O desconheçam quanto à denominação. Ele inspira aos homens a revelação divina, o evangelho do amor.

Aqui Lhe dão um nome, ali um outro título.

O que importa é que Ele é o mediador de Deus para os homens, e intérprete da Sua Lei.

Onde reside o Espírito do Cristo, aí há liberdade. Jesus jamais obrigou ninguém a crer desta ou daquela forma.

Sábio educador, sabia falar ao íntimo da criatura, despertar as energias latentes que ali dormiam.

Esta a Sua obra: de educação. Porque educar é pôr em ação, é agitar os poderes anímicos, dirigindo-os ao bem e ao belo, ao justo e ao verdadeiro.

Este é o ideal de perfeição pelo qual anseia a alma prisioneira da carne.

Jesus nasceu há mais de vinte séculos...

Mas o Seu natalício, como tudo o que Dele provém, reveste-se de perpetuidade.

O Natal do Divino Enviado é um fato que se repete todos os dias. Foi de ontem, é de hoje, será de amanhã e de sempre.

Os que ainda não sentiram em seu interior a influência do Espírito do Cristo, ignoram que Ele nasceu.

Só se sabe das coisas de Jesus por experiência própria. Só após Ele haver nascido na palha humilde do nosso coração é que chegamos a entendê-Lo, assimilando em Espírito e Verdade os Seus ensinos.

Neste Natal lhe desejamos muita paz. Em nome do Celeste Menino, o abraçamos.

Jesus lhe abençoe a vida e lhe confira redobradas oportunidades de servir no bem.

Que Sua mensagem de amor lhe penetre a alma em profundidade e que juntos possamos, em nome Dele, espalhar sementes de bondade, pela terra árida e sofrida dos que não creem, porque ainda não O conhecem.

Feliz Natal!

Fonte - Momento Espírita - Baseada no livro: Na Seara do Mestre – Autor: Vinícius.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

domingo, 10 de dezembro de 2023

Homenagem a Jesus 3: UM AMIGO DE VERDADE

Você tem um amigo de verdade?

Existem muitos amigos por aí, mas os amigos verdadeiros ainda são uma raridade.

Um dia desses, enquanto alguns amigos conversavam de forma descontraída, podia-se observar que um deles, em especial, trazia no rosto um semblante calmo, e sua serenidade espalhava um hálito de paz no ambiente.

Logo mais, aquele jovem senhor deixava o recinto para atender alguns compromissos e, com a alma dorida, falava-nos de algumas dificuldades que estava enfrentando.

Qual espinho cravado no peito, a calúnia feita por um falso amigo lhe fustigava a alma.

E apesar de ter o coração dilacerado, ele conseguia exalar perfume ao seu redor, poupando os demais companheiros do seu infortúnio.

Falava-nos, com certa tristeza, mas sem rancor, que um amigo maledicente havia espalhado inverdades a seu respeito.

“Logo mais estarei com ele e sei que irá me abraçar. E mesmo sabendo o que ele diz de mim pelas costas, retribuirei o abraço sem nada dizer.” Dizia-nos aquele homem nobre.

Não negava que a atitude do amigo o incomodava, mas, em momento algum se deixou levar pelo ódio, pela mágoa ou pelo desejo de vingança.

Quem não gostaria de ter um amigo assim?

Sem dúvida, ter amigos de verdade é o que todos desejamos, mas nem sempre nos propomos a ser amigos verdadeiros.

Perdoar um amigo significa dar-lhe uma prova de amizade, pois quando cometemos algum deslize desejamos que, pelo menos os amigos, nos entendam e nos estendam a mão.

Mas, infelizmente, nem sempre agimos com os amigos da maneira que gostaríamos que eles agissem conosco.

E, no momento que ouvíamos aquele amigo de verdade mostrar tamanha compreensão para com o seu caluniador, lembramo-nos de Jesus.

Quando Judas chegou, trazendo os guardas romanos para o prender, Jesus dirigiu seu olhar compassivo ao traidor e lhe perguntou: “a que vieste, amigo?”

Jesus não só perdoou o amigo infeliz, como também compreendeu a sua miséria moral.

Em outro momento, quando Pedro negou que o conhecia, pela terceira vez, e se desesperou ao perceber que Jesus o observava, sereno, por entre as grades da prisão, o mestre o consola: “Pedro, os homens são mais frágeis que verdadeiramente maus.”

Certamente um afago que Pedro jamais esqueceria...

Um amigo de verdade, diante dos maus passos dos amigos, age com compaixão, com piedade, com tolerância, com benevolência...

São amigos assim que fazem falta no mundo...

Um amigo que olhe nos olhos, sem nada pra esconder...

Um amigo que defenda o seu amigo ausente diante de comentários maldosos...

Um amigo que não tenha medo de dizer que é amigo...

Que não sinta vergonha de admitir que está com saudades...

Que ligue tarde da noite só pra saber se o amigo está bem, porque teve um sonho ruim com ele e quer se certificar de que foi apenas um sonho...

Por tudo isso, vale a pena pensar um pouco sobre esse tesouro que se chama amizade.

E é sempre bom lembrar que não se consegue construir amizades sólidas em bases falsas e mentirosas.

Se você acha bom ter um amigo de verdade, lembre-se de que não se pode só desejar amigos assim, é preciso ser um amigo verdadeiro.

Amigos são como flores nobres semeadas ao longo do nosso caminho, para que possamos aspirar perfume em todas as estações.

Autor desconhecido.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

sábado, 9 de dezembro de 2023

Homenagem a Jesus 2: NATAL

"Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa-vontade para com os homens.” — (Lucas 2, v. 14.)

As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.

Glória a Deus no Universo Divino.

Paz na Terra.

Boa-vontade para com os Homens.

O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranqüilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.

Nem castigo ao rico avarento.

Nem punição ao pobre desesperado.

Nem desprezo aos fracos.

Nem condenação aos pecadores.

Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.

Nem anátema contra o gentio inconsciente.

Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa-Vontade.

A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.

Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível...

Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.

O algoz seria digno de piedade.

O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.

O criminoso passaria à condição de doente.
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos.

Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais seriam relegados ao abandono nos vales de imundície.

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.

Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.

Natal! Boa Nova! Boa-Vontade!

Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.

Livro Fonte Viva, lição180 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Homenagem a Jesus 1: Humildade Celeste

Ninguém mais humilde que Ele, o Divino Governador da Terra.

Podia eleger um palácio para a glória do nascimento, mas preferiu sem mágoa a manjedoura simples.

Podia reclamar os princípios da cultura para o seu ministério de paz e redenção; contudo, preferiu pescadores singelos para instrumentos sublimes do seu verbo de luz. 

Podia articular defesa irresistível a fim de dominar a governança política; no entanto, preferiu render-se à autoridade, presente em sua época, ensinando que o homem deve entregar ao mundo o que ao mundo pertence, e a Deus o que é de Deus.

Podia banir de pronto do colégio apostólico o amigo invigilante, mas preferiu que Judas conseguisse os seus fins, lamentáveis e escusos, descerrando-lhe aos pés o caminho melhor.

Podia erguer-se ao Sol da plena vida eterna, sem voltar-se jamais ao convívio humilhante daqueles que o feriram nos tormentos da cruz; no entanto, preferiu regressar para o mundo, estendendo de novo as mãos alvas e puras aos ingratos da véspera.

Podia constranger o espírito de Saulo a receber-lhe as ordens, mas preferiu surgir-lhe qual companheiro anônimo, rogando-lhe acordar, meditar e servir, em favor de si mesmo.

Em Cristo, fulge sempre a humildade celeste, pela qual aprendemos que, quanto mais poder, mais amplo o trilho augusto aberto às nossas almas para que nos façamos, não apenas humildes pelos padrões da Terra, mas humildes enfim pelos padrões de Deus.

Livro: Antologia Mediúnica do Natal – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Prece: Oração Para Ser Usado Por Deus

Senhor; quero ser uma benção nas Tuas mãos, por onde quer que eu esteja quero ser um canal de paz e de reconciliação.

Sei que muitos estão sofrendo longe de sua presença. Muitos estão desesperados porque lhes faltam a graça da vida.

Usa-me Senhor, para levar a Tua palavra e o Teu amor a todos que neste dia precisam de uma manifestação visível da Tua presença.

Capacita-me com os Teus dons e poder para que todos reconheçam que sou Teu servo e assim saibam que o Senhor se importa com cada pessoa que está sofrendo ao meu redor.

Quero ser Senhor, um vaso de bênçãos nas tuas mãos. Flua, através de mim, a Tua palavra de consolo e sabedoria e que todos os que estiverem comigo neste dia possam reconhecer que tenho estado contigo.

É o que eu mais desejo, Senhor Jesus,

Amém.

Autor: José dos Reis de Macedo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Pensamento do mês de Dezembro

“O Natal não é apenas uma festa no coração e no lar. É também a reafirmação da nossa atitude cristã perante a vida”.

Chico Xavier

Poesia: Na Vinha do Senhor

Precisa-se de um homem novo...
para atuar no movimento
Que encare com destemor...
os desafios deste momento

Que se integre nos grupos...
trace as metas confiante
Que abrace e honre seu cargo...
sereno e perseverante

Precisa-se de um homem sério...
entusiasta, empolgado
Que os outros sigam, respeitem...
por ser nobre e educado

Que arquitete e construa...
com responsabilidade e coerência
Perfil do homem de bem...
incorporado na vivência

Que use o discernimento...
atenda as “vozes amigas”
Partilhe trabalho e poder...
esqueça queixas e intrigas.

Precisa-se de um bom espírita...
conhecedor da Doutrina
Agindo conforme prega...
as leis da Justiça Divina

Que dignifique o seu grupo...
veja em cada servidor
Alguém buscando equilíbrio...
entre o respeito e o amor

Precisa-se de alguém com fé...
sensível e harmonizado
Mesmo não o reconhecendo...
seja bom e evangelizado

E por fim que seja humilde...
forte, que a hora é de dor
Para servir de operário...
na vinha de Nosso Senhor.

Autor Desconhecido
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

13 Limites da Encarnação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 4 – Ninguém Pode Ver o Reino de Deus, Se Não Nascer de Novo

SÃO LUIS                                                                                             Paris, 1859

24 – Quais são os limites da encarnação?

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se por isto se entende o envoltório que constitui o corpo do Espírito, pois a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Em certos mundos, mais avançados que a Terra, ele já se apresenta menos compacto, menos pesado e menos grosseiro, e consequentemente menos sujeito a vicissitudes. Num grau mais elevado, desmaterializa-se e acaba por se confundir com o perispírito. De acordo com o mundo a que o Espírito é chamado a viver, ele se reveste do envoltório apropriado à natureza desse mundo.

O perispírito mesmo sofre transformações sucessivas. Eteriza-se mais e mais, até a purificação completa, que constitui a natureza dos Espíritos puros. Se mundos especiais estão destinados, como estações aos Espíritos mais avançados, estes não ficam sujeitos a eles, como nos mundos inferiores: o estado de libertação que já atingiram permite-lhes viajar para toda parte, onde quer que sejam chamados pelas missões que lhes foram confiadas.

Se considerarmos a encarnação do ponto de vista material, tal como a vemos na Terra, podemos dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende do Espírito, portanto, libertar-se mais ou menos rapidamente da encarnação, trabalhando pela sua purificação.

Temos ainda a considerar que, no estado de erraticidade, ou seja, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito está em relação com a natureza do mundo a que o liga o seu grau de adiantamento. Assim, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, segundo for mais ou menos desmaterializado.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 04.12.23

“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer”.

Autoria: Gandhi

Estória: Presente Para Jesus

Quando a professora entrou na sala, os alunos estavam conversando entre si e cada um falava do presente que iria pedir no Natal.

Aproveitando a oportunidade, já que este seria o último dia de aula antes do encerramento do ano letivo, a professora lembrou aos seus alunos:

— Na Festa de Natal comemora-se o nascimento de Jesus. Então, o aniversariante é Jesus e não devemos ficar tão preocupados em ganhar presentes. Ao contrário, devemos nos lembrar das palavras do Mestre quando disse que tudo o que fizermos aos mais necessitados será a ele mesmo que estaremos fazendo.

— Mas então o que podemos fazer, professora? — perguntou um dos garotos.

— Isso é vocês que devem resolver. Pensem e decidam.

De toda a classe, somente Vera, Carla e Raul ficaram preocupados com as palavras da professora.

A caminho de casa eles iam conversando. Eram vizinhos e amigos, e estavam sempre juntos.

— O que podemos dar de presente de Natal para as pessoas, como se o estivéssemos dando ao próprio Jesus? — perguntou Carla, pensativa.

— Que tal dar balas e doces? Cada um de nós pedirá dinheiro à sua mãe e compraremos as guloseimas. Depois, sairemos distribuindo às pessoas! — sugeriu Raul.

Vera, porém, ponderou:

— Desse modo, na verdade serão nossas mães que estarão dando os presentes, não nós, porque não temos dinheiro! Então, penso que não podem ser coisas que precisamos comprar. Que tal darmos nossas roupas?

Carla e Raul ficaram pensativos durante alguns instantes, depois Carla retrucou:

— Acho que não daria certo. Mesmo porque, se nós dermos nossas roupas, teremos que comprar outras! Ou então, daremos as que não usamos mais e que nem gostamos. Não seria um verdadeiro presente.

— Já sei! — disse Raul — e se fizermos visitas às casas?

— Bem lembrado. Contudo, só a visita não é suficiente. Também precisamos levar “algo mais”. Mas, o quê?!... E não pode ser de comprar porque não temos dinheiro! — lembrou Vera.

Afinal, Carla, de olhos brilhantes, disse:

—Tive uma ideia! Se nós desejamos dar alguma coisa, e não pode ser adquirido com dinheiro, mas deve representar nosso esforço, nosso sentimento, que tal levarmos alegria e espírito natalino através da música? Olhem! Nós três gostamos de cantar. Podemos ensaiar algumas músicas natalinas e, na véspera do Natal iremos cantar para as pessoas! Que tal?

Vera e Raul bateram palmas, aplaudindo a ideia.

Assim, os três amiguinhos escolheram as músicas e ficaram dias ensaiando.

Na véspera do Natal, se arrumaram direitinho e saíram de casa percorrendo as ruas do bairro. Paravam na frente das casas, começavam a cantar e, ao ouvirem as vozes infantis, os moradores abriam as portas, atraídos pelas belas melodias.

E em cada casa que eles passavam, os moradores iam acompanhando o pequeno grupo, que crescia sempre. Percebendo o movimento, eles olharam para trás e perceberam, com emoção, que agora todas as pessoas do bairro os acompanham e cantavam junto com eles. A alegria, o entendimento e a fraternidade haviam dominado os corações de todos, graças àquelas crianças.

Como a noite avançasse, sorridentes e felizes, os moradores resolveram fazer uma grande festa no meio da rua.

Em pouco tempo, trouxeram mesas, cadeiras, toalhas e enfeites natalinos. Cada um colaborou com os pratos que havia preparado em casa para a sua ceia, e, juntando tudo, uma linda festa surgiu!

Pessoas necessitadas, moradores de rua, se aproximaram, encantados, e também participaram, tornando-se a grande festa realmente uma comemoração digna do Aniversário de Jesus.

Vibrações de paz, amor e fraternidade envolveram a todos. Vizinhos que estavam brigados fizeram as pazes. Pessoas que não se conheciam, começaram a conversar e se tornaram amigas, aumentando os elos afetivos.

Estavam todos satisfeitos e abraçaram Carla, Vera e Raul, agradecendo-lhes pela excelente ideia.

Pela primeira vez na vida, sentiam-se mais perto de Jesus, comemorando a Festa de Natal como se o Divino Aniversariante estivesse ali presente!

FELIZ NATAL!

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 01.12.23

“Não existe grandeza onde não há simplicidade, bondade e verdade”.

Autor: Leon Tolstoi

Biografia: JOHANN HEINRICH PESTALOZZI

1746 – 1827

UM DOS MAIORES EDUCADORES DA HUMANIDADE E MESTRE DE ALLAN KARDEC

Pestalozzi passou a ser conhecido, devido ao conjunto de sua obra, como "O Educador da Humanidade".

Johann Heinrich Pestalozzi nasceu em Zurich, Suíça, no ano de 1746. Órfão de pai aos 4 anos, passou por grandes dificuldades, juntamente com a mãe e três irmãos, fato este que ajudou a consolidar sua personalidade predominantemente humanista, tornando-o um homem sensível e sonhador, sempre preocupado com o destino dos necessitados. Ainda estudante, já demonstrava interesse pela causa dos desamparados, participando sempre de movimentos de reforma política e social. Em 1774, na esteira de seu pioneirismo, fundou um orfanato, onde tinha a intenção de ensinar técnica de agricultura e comércio, tentativa que fracassou alguns anos depois. Resolveu, então, transformar o projeto agrícola fracassado em um Instituto Filantrópico para crianças abandonadas, no que também não teve sucesso. Porém, nunca desistiu de seus objetivos.

Durante a Invasão Napoleônica, em 1798, quando a cidade de Stans foi invadida e seus habitantes massacrados pelas tropas, Pestalozzi reuniu as crianças desamparadas e passou a cuidar delas em meio às mais precárias condições. Claramente influenciado pelas ideias de Jean Jacques-Rousseau, acreditava na educação como um desenvolvimento total do indivíduo, num conjunto moral, intelectual e físico, cuja potencialidade se encontra na criança, que deve ser estimulada, principalmente no lar em que vive: "A escola deve ser a continuação do lar. É no lar que se encontra o fundamento de toda cultura verdadeiramente humana e social" – concluía o educador.

Pestalozzi acreditava que o indivíduo, desde criança, possui todos os meios necessários para a socialização plena e que o papel do educador é justamente promover o desenvolvimento desses valores já existentes em cada indivíduo, sempre ressaltando a importância da família na formação da personalidade. Para ele, a mãe é a figura central do desenvolvimento educacional. E ele entendia que o conhecimento não é propriamente adquirido, mas sim desenvolvido, pois cada ser humano já nasce com a tendência espontânea da natureza de seu próprio desenvolvimento. Somente precisa do estímulo do educador, sempre subordinado à educação moral e espiritual.

Em 1805, Pestalozzi fundou o famoso Internato de Yverdon, cujas atividades principais eram desenho, escrita, canto, educação física, modelagem, cartografia e excursões ao ar livre. Durante os 20 anos de funcionamento, a escola foi frequentada por estudantes de vários países europeus. Tal Instituto, devido à sua popularidade, ganhou renome internacional.

O espiritismo trouxe grandes influências das ideias de Pestalozzi, principalmente no que diz respeito à importância do lar como base para a educação espiritual e para a formação da personalidade do indivíduo. A didática de Pestalozzi, preceitua que "[...] a melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter" e que "[...] a universidade pode fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem".

Em 1825, devido a disputas internas, foi obrigado a encerrar suas atividades no Instituto de Yverdon, o que lhe causou enorme tristeza. Dotado de vasta cultura, em 1781, publicou um romance em quatro volumes, intitulado "Leonardo e Gertrude", muito divulgado, onde expunha suas ideias de reforma social e política. O livro conta a história de Gertrudes, uma mulher generosa, dotada de bondade e inteligência infinitas. Sua dedicação aos filhos era tamanha que, além de tirar seu marido Leonardo do vício da embriaguez, conseguiu influenciar os habitantes da aldeia onde morava: fez com que todos aplicassem seus métodos em benefício da população, alcançando o bem estar social tão almejado por Pestalozzi, que acreditava plenamente possível realizar na prática, o conteúdo de sua obra. Johann Heinrich Pestalozzi casou-se com Ana Schultz, companheira amiga e fiel, que lhe deu o filho Jacob, falecido ainda jovem. Jacob, porém, deixou-lhe o neto Gottlieb, que permaneceu ao lado do avô até os últimos dias deste, quando, acometido de grave doença, veio a desencarnar em 17 de fevereiro de 1827.

Fonte do texto: Biografias Espíritas

Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 30.11.23

“Se você se sentar e pensar sobre o que traz mais sentido para a vida, verá que ajudar os outros a encontrar felicidade e liberdade do sofrimento é o que faz sentido”.

 

Autoria: Dzigar Kangtrul Rinpoche

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

INDICAÇÃO DE PEDRO

"Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a." - Pedro. (I PEDRO, 3:11.)

A indicação do grande apóstolo, para que tenhamos dias felizes, parece extremamente simples pelo reduzido número de palavras, mas revela um campo imenso de obrigações.

Não é fácil apartar-se do mal, consubstanciado nos desvios inúmeros de nossa alma através de consecutivas reencarnações, e é muito difícil praticar o bem, dentro das nocivas paixões pessoais que nos empolgam a personalidade, cabendo-nos ainda reconhecer que, se nos conservarmos envolvidos na túnica pesada de nossos velhos caprichos, é impossível buscar a paz e segui-la.

Cegaram-nos males numerosos, aos quais nos inclinamos nas sendas evolutivas, e acostumados ao exclusivismo e ao atrito inútil, no desperdício de energias sagradas, ignoramos como procurar a tranquilidade consoladora.

Esta é a situação real da maioria dos encarnados e de grande parte dos desencarnados que se acomodam aos círculos do homem, porque a morte física não soluciona problemas que condizem com o foro íntimo de cada um.

A palavra de Pedro, desse modo, vale por desafio generoso.

Nosso esforço deve convergir para a grande realização.

Dilacere-se-nos o ideal ou fira-se-nos a alma, apartemo-nos do mal e pratiquemos o bem possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-la.

E tão logo alcancemos as primeiras expressões do sublime serviço, referente à própria edificação, lembremo-nos de que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele, semeando sempre o bem, e que não vale tão-somente desejar a paz, mas buscá-la e segui-la com toda a persistência de nossa fé.

Livro: Vinha de Luz – Lição 027 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel.
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 27.11.23

“Cada boa ação que você pratica é uma luz que você acende em torno dos seus próprios passos”.

Autor: Chico Xavier

Estória: O Brinquedo Avariado

Naquele quarteirão morava uma criança diferente.

Netinho havia nascido com uma deficiência mental e não conseguia pensar ou falar direito. Ficava sentado no portão, quietinho, pois gostava de olhar o movimento da rua e ver as crianças brincarem.

E, porque era diferente, muitas crianças o rejeitavam, maltratando-o, jogando-lhe pedras ou caçoando dele. Agiam assim especialmente os amigos André, Tiago, Pedro e Alfredo.

Às vezes, atingido por uma pedrada, Netinho corria para dentro do portão, chorando. Sua mãe abraçava-o com carinho, olhava os meninos e dizia:

— Por que agem assim com meu filho? Que mal ele lhes fez?!...

Um dia, Dona Júlia, a mãe de Pedro, passando por ali viu o grupo de meninos mexendo com Netinho. Encolhido num canto, com os braços protegendo a cabeça, ele chorava, assustado.

A senhora aproximou-se, cheia de compaixão, abraçou o menino, consolando-o, e levou-o para dentro, entregando-o aos cuidados da mãe.

Depois voltou e, sem qualquer crítica ao comportamento dos garotos, convidou-os para irem tomar um suco em sua casa. Eles aceitaram satisfeitos o convite, muito surpresos por não terem levado a bronca que esperavam.

Enquanto preparava o suco, a mãe de Pedro deu alguns brinquedos para eles se distraírem: um violão, um pequeno toca-fitas, um pianinho, alguns jogos e várias outras coisas.

Quando voltou trazendo os copos de suco, perguntou risonha:

— Como é, estão se divertindo?

Os garotos reclamaram, decepcionados:

— Não dá para brincar! Está tudo quebrado! O violão está sem cordas — afirmou Tiago.

— E o toca-fitas não dá para ouvir música. Está sem as pilhas! — disse André.

— O pianinho está desafinado e faltam algumas teclas! — resmungou Alfredo.

E Pedro, indignado, explodiu:

— É isso mesmo, mamãe! Você sabe que estes brinquedos não funcionam. Os jogos estão faltando peças e o trenzinho elétrico está quebrado... Nada funciona!

Dona Júlia sentou-se e, olhando um por um, concordou:

— É verdade. Vocês têm toda razão. Estes brinquedos não funcionam. Mas, felizmente, são os brinquedos que estão avariados, e não vocês. Devem ser gratos a Deus por isso.

Sem entender direito, os meninos perguntaram:

— Como assim?

Com serenidade, Dona Júlia esclareceu:

— Todos vocês nasceram perfeitos! Não têm qualquer dificuldade para pensar e estudam com facilidade, pois seus cérebros trabalham com perfeição. E seus corpos também funcionam corretamente; seus sentidos não apresentam qualquer avaria: ouvem, falam, sentem e enxergam sem qualquer problema. Vocês têm mãos e pés que se movimentam com facilidade. Isso não é ótimo?

As crianças concordaram, satisfeitas. A mãe de Pedro prosseguiu:

— Já pensaram se um de vocês tivesse nascido cego? Ou sem um braço? Ou sem uma perna, e não pudesse andar?

— Ah! Seria horrível! Nem é bom pensar! — disse um dos meninos.

Dona Júlia concordou, continuando:

— Pois é. Mas existem pessoas que não são tão felizes, como vocês. Nasceram com alguma dificuldade de expressão no corpo ou na mente, como um brinquedo avariado. Vocês conhecem alguém assim?

Os garotos lembraram-se do menino que eles tanto amolavam.

— É o caso do Netinho, não é? — perguntou alguém.

— Exatamente. Netinho nasceu com um problema na cabeça e por isso não pode se expressar como todo mundo. Ele, como espírito, é inteligente como vocês, mas não consegue fazer o “aparelho”, que é o corpo, funcionar direito. Compreenderam?

— Quer dizer que ele entende tudo o que acontece ao seu redor? — indagou Pedro.

— Sem dúvida. Só não consegue fazer com que as outras pessoas saibam disso e sofre muito. Netinho merece todo o nosso respeito e carinho. Se Deus é Pai Justo e Bom, e sabe o que é melhor para nós, e fez com que Netinho nascesse com esse problema, é que esse sofrimento será útil para seu progresso.

Fez uma pausa e concluiu:

— Jesus disse que “deveríamos fazer aos outros, o que gostaríamos que os outros nos fizessem”. Assim, se vocês estivessem no lugar de Netinho, como gostariam de ser tratados?

Os meninos, meditando sobre o que tinham ouvido, ficaram envergonhados, somente agora percebendo como tinham sido injustos com Netinho, cada qual refletindo que poderia ter sido “ele” a nascer com qualquer problema.

No dia seguinte, houve uma grande mudança. Arrependidos, os meninos pediram desculpas a Netinho por tudo o que lhe tinham feito. Passaram a conversar com ele, chamando-o para brincar e aceitando-o como amigo.

Satisfeito e risonho, Netinho participava de tudo, aprendendo as brincadeiras e mostrando que as suas dificuldades não eram tão grandes como pareciam.

Dessa forma, Netinho se tornou um ótimo companheiro para todos eles.

*

A Doutrina Espírita nos fala sobre a responsabilidade dos pais em relação aos filhos, Espíritos que Deus lhes confiou, acreditando na capacidade deles como educadores.

Especialmente a mãe, cuja presença é tão necessária ao filho, tem um papel preponderante no encaminhamento desse espírito, através da orientação ético-moral, constante das lições que Jesus nos legou.

No lar, primeira escola da alma, encontram-se todos os conteúdos imprescindíveis ao crescimento e amadurecimento do filho, especialmente através do exemplo dos pais, preparando-o para, no futuro, ser um cidadão digno e útil à sociedade, sabendo respeitar e amar a seus semelhantes como irmãos.

Às Mães, na passagem do seu dia, as nossas melhores e mais sinceras homenagens.

FELIZ DIA DAS MÃES!

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 24.11.23

“Se deres as costas à luz nada mais verás do que a tua própria sombra”.

Autoria: Zalkind

Prece: Oração Pelo Dia de Hoje

Senhor; venho a Ti neste dia entregar em tuas mãos todos os projetos que tenho para hoje, do amanhecer até que se ponha o sol. 

Louvado seja o Senhor em minha vida! 

Livra-me, Senhor, de toda intenção maligna contra mim no dia de hoje; dá-me forças para trabalhar com alegria e habilidade. Que eu possa, neste dia, ser usado como instrumento para levar a tua paz aos que necessitarem ou conviverem comigo.

Senhor, quero receber no meu coração todas as bênçãos que estão reservadas para mim. Ajuda-me a crescer mais um pouco neste dia.

Senhor, eu oro para que todas as bênçãos que estão preparadas para mim, eu as receba neste dia, e que eu possa crescer em comunhão e fé no Senhor Jesus.

Rendo-te graças, Senhor, porque Tu és bom; porque a Tua benignidade dura para sempre.

Em nome de Jesus, 

Amém.

Autor: José dos Reis de Macedo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 22.11.23

“Haja o que houver, distribua confiança e bom ânimo, porque a alegria é talvez a única dádiva que você é capaz de ofertar sem possuir”.

Autor: André Luiz

12 Progressão dos Mundos

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 3 – HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

SANTO AGOSTINHO
Paris, 1862

19 – O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece, para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada.

Ao mesmo tempo em que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente os progressos do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário na natureza.

Quanto esta ideia é grandiosa e digna da majestade do Criador! E como, ao contrário, é pequena e indigna do seu poder aquela que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia da Terra, e restringe a humanidade a algumas criaturas que o habitam!

A Terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao de hoje, e atingirá; sob esses dois aspectos, um grau mais avançado. Ela chegou a um de seus períodos de transformação, e vai passar de mundo expiatório a mundo regenerador. Então os homens encontrarão nela a felicidade, porque a lei de Deus a governará.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.