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sábado, 30 de abril de 2011

Assim é o Homem Justo




O homem que crê em Deus
E na Justiça Divina
Vê amor e a bondade
No que o Pai determina.


E vive a murmurar
Buscando mais se doar
Sem se ligar ao vintém.


É feliz sem muito custo
Assim é o homem justo
É assim o homem de bem.


É o que vê na família
O laço espiritual
Sem esquecer que o próximo
É o irmão universal.


E pratica a caridade
Distribui fraternidade
Aqui, ali e além
Esse vive sem ter susto
Assim é o homem justo
É assim o homem de bem.


É o homem que não tolera
Injustiça contra o fraco
Defende o interesse justo
Ergue quem cai no buraco.


Mesmo à noite não descansa
Sempre a levar esperança.


Sem fazer mal a ninguém
Seu espírito é robusto
Assim é o homem justo
É assim o homem de bem.


Tem na força do trabalho
O seu maior aliado
Jamais mente, nunca engana
Pois não quer ser enganado.


Sabe que toda ação
Provoca igual reação.


Nos seus caminhos também
É este o legado vetusto
Assim é o homem justo
È assim o homem de bem


Levanta os que caíram
Socorre quem sofre e chora
Ampara o necessitado
E está pronto toda hora.


Se consulta a consciência
Lá só encontra a decência
Pois o que vai e o que vem
Pra todos será augusto
Assim é o homem justo
È assim o homem de bem


Não aceita os elogios
Por saber que a caridade
É sua obrigação
Tudo vê com igualdade
Não tolera o preconceito
E vai mantendo o seu jeito.


Muita humildade ele tem
É enorme, mas crê-se arbusto.
Assim é o homem justo
È assim o homem de bem

Merlânio Maia

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Orientação


Destinada aos Candidatos a Assistirem Reuniões de Materialização




Meus amigos.


Se você pretende cooperar no apostolado da revelação, materializando os benfeitores do Plano Espiritual no caminho dos homens, desmaterialize a própria vida, para que as suas forças se divinizem, auxiliando com eficiência a obra redentora do Mais Alto, em benefício da humanidade.


Reajuste os seus hábitos e santifique as suas manifestações de sentimento e pensamento, adaptando-se, quanto o possível, ao padrão de vida mais alta que o ministério dessa natureza reclama, em toda parte.


Em assembléias dessa ordem, cada visitante ou assistente irradia as ondas vitais com cuja intimidade se coloca.


O frasco de perfume esparge o aroma sublime de seu conteúdo.


O vaso de detritos fornecem emanações desagradáveis que lhe correspondem.


Outra não é a situação de cada companheiro da reunião se disponha a receber as demonstrações sagradas do Plano Superior.


Se você ainda aspira a subida para conviver com a luz, não se negue ao esforço de abandonar o vale sombras em que o seu coração vem respirando até agora.


Melhore tudo dentro de você, para que tudo melhore ao redor de seus passos.


Lembre-se de que as dificuldades impostas ao nosso roteiro pelos outros, não devem ser a norma de vida para nós.


É imprescindível a renovação nossa, para acompanhar o vôo deslumbrante dos espíritos que se renovam e evoluem.


Há pequeninos prazeres que, à maneira dos micróbios violentos ou perseverantes que nos desintregam o envoltório físico, nos intoxicam a alma e lhe destroem as mais santas esperança.


Todos nós somos dínamos viventes, nos mais remotos ângulos da vida, com o Infinito por clima de progresso e com a Eternidade por meta sublime.


Geramos raios, emitimo-los e recebemo-los, constantemente. Nossas atitudes e deliberações, costumes e emoções, criam cargas elétricas de variadas expressões.


O uso da carne estabelece raios embrutecentes.


O uso do álcool forma elementos intoxicantes.


O uso do fumo arremessa raios venenosos.


A cólera forma nuvens de princípios destruidores.


A maldade projeta dardos de treva.


O ciúme é uma tempestade interior.


A inveja é atmosfera enregelante.


O egoísmo é casulo de sombra.


A conversação indigna é pasto às entidades viciosas.


A queixa é tradução de ociosidade.


O abuso é sempre inclinação da alma ou queda do sentimento no precipício.


Se você deseja, assim, auxiliar a materialização dos espíritos elevados, traga aos Mensageiros do Senhor a água viva da paz, a bênção da fraternidade, o tesouro do entendimento, o concurso da dedicação, o Dom da alegria, a beleza do otimismo, o calor da fé, a claridade da esperança, a luz da cooperação, a segurança da pontualidade, os eflúvios do carinho e, sobretudo, a fonte aberta da claridade que é o Amor Divino, compreendendo, auxiliando esclarecendo e levantando, em todas as ocasiões.


Sem esses títulos, o seu propósito de colaborar será, talvez curiosidade doentia ou improdutiva que não rende senão espinhos na lavoura do Pomicultor Celeste.


Lembre-se da finalidade antes do fenômeno, do chamamento do Alto acima das preocupações puramente terrestres.


A Obra de Jesus pede amor e colaboração, bondade e devotamento.


Se pudermos trazer ao Apostolado do Evangelho semelhantes bens, avancemos confiantes e alegres para o trabalho em Cristo, mas, se nosso coração ainda está paralítico no velho catre da discórdia e do personalismo inferior, abstenhamo-nos de perturbar a movimentação dos semeadores do Infinito Bem, a fim de que não nos convertamos em pedras de tropeço na jornada de nossos irmãos para Deus.




Livro: Tarefa Espírita – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

MALES MENORES




Maldade é sempre treva no coração, que nos cabe evitar a benefício dos outros e em favor de nós mesmos.


Entretanto, nos chamados males da Terra, é indispensável discernir as ligações do Senhor nos mínimos ângulos de cada dia, para que lhes percebam a valiosa função na garantia do Bem.


Observemos a Natureza.


Quase sempre, a plantação é amparada pelos detritos do campo para atingir a produção desejável.


Para que o leito do rio se não desfaça, atendendo aos requisitos do charco, a dureza da pedra e a secura da areia lhe defendem a segurança.


O minério anônimo, para entrar no campo das formas, não prescinde do fogo que lhe plasma as figurações.


E o próprio pão que regala à mesa é sempre um fruto da Bondade da Vida, filtrado através das dilacerações incontáveis. Aprendamos a receber os males menores que nos asseguram paz e triunfo sobre os grandes males do mundo.


Rara porcentagem das súplicas que sobem da Terra ao Céu recolhe, de retorno, a assistência precisa, na forma imediatista de alegria ou de reconforto. Quase todas, para alcançar o objetivo a que se propõem, obtêm do Senhor os males menores por resposta providencial e oportuna.


Aqui, é uma enfermidade-socorro que te preserva o espírito contra o assalto das tentações.


Ali, é um obstáculo-benção que te impede a adesão à irresponsabilidade e à loucura.


Além, é um amor-ferramenta que te obriga ao sacrifício constante, na sublimação de ti mesmo.


Acolá, é um desencanto-auxílio, constrangendo-te ao reajuste da própria alma.


Adiante, é uma dificuldade-luz, impelindo-te à comunhão com as Esferas Superiores.


Abençoemos as pequenas aflições e os humildes tropeços da estrada, de vez que a luta bem vivida e o trabalho bem realizado constituem os únicos recursos de ascensão ao verdadeiro Bem.


Muitas Almas com os bens aparentes do mundo compram apenas desilusão e tragédia, amargura e arrependimento, enquanto que muitas outras se elevam diariamente da Vida Física às culminâncias da Luz, conduzidas pelos supostos males que Lhes minavam a passageira existência.


Recordemos a cruz de Cristo.


Quando se ergueu, diante dos Homens, era humilhação e derrota, mas, aceita com Amor e Renúncia, converteu-se em Caminho de Paz e Ressurreição.




Livro: Cura – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Agradeço à amiga Marlene do blog: mimoseselinhos.blogspot.com por este selo.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO




Cap. 11 – Amar o Próximo Como a Si Mesmo




Dai a César o Que É de César




5 – Então, retirando-se os fariseus, projetaram entre si comprometê-lo no que falasse. E enviaram-lhe seus discípulos, juntamente com os herodianos, que lhe disseram: Mestre; sabemos que és verdadeiro, e não se te dá de ninguém, porque não levas em conta a pessoa dos homens; dize-nos, pois, qual é o teu parecer: é lícito dar tributo a César ou não? Porém Jesus, conhecendo a sua malícia, disse-lhes: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me cá a moeda do censo.


E eles lhes apresentaram um dinheiro. E Jesus lhes disse: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam-lhe eles: De César. Então lhes disse Jesus: Pois daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E quando ouviram isto, admiraram-se, e deixando-o se retiraram. (Mateus, XXII: 15-22; Marcos, XII: 13-17).


6 – A questão proposta a Jesus era motivada pela circunstância de haverem os judeus transformado em motivo de horror o pagamento do tributo exigido pelos romanos, elevando-o a problema religioso. Numeroso partido se havia formado para rejeitar o imposto.


O pagamento do tributo, portanto, era para eles uma questão de irritante atualidade, sem o que, a pergunta feita a Jesus: “É lícito dar tributo a César ou não?”, não teria nenhum sentido. Essa questão era uma cilada, pois, segundo a resposta, esperavam excitar contra ele as autoridades romanas ou os judeus dissidentes. Mas “Jesus, conhecendo a sua malícia”, escapa à dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, ao dizer que dessem a cada um o que lhes era devido.


7 – Esta máxima: “Daí a César o que é de César” não deve ser entendida de maneira restritiva e absoluta. Como todos os ensinamentos de Jesus, é um princípio geral, resumido numa forma prática e usual, e deduzido de uma circunstância particular. Esse princípio é uma conseqüência daquele que manda agir com os outros como quereríamos que os outros agissem conosco.


Condena todo prejuízo moral e material causado aos outros, toda violação dos seus interesses, e prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja ver os seus respeitados. Estende-se ao cumprimento dos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, bem como para os indivíduos.

terça-feira, 26 de abril de 2011

TU E TUA CASA




"E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa." - (ATOS, 16:31).




Geralmente, encontramos discípulos novos do Evangelho que se sentem profundamente isolados no centro doméstico, no capítulo da crença religiosa.


Afirmam-se absolutamente sós, sob o ponto de vista da fé. E alguns, despercebidos de exame sério, tocam a salientar o endurecimento ou a indiferença dos corações que os cercam. Esse reporta-se à zombaria de que é vítima, aquele outro acusa familiares ausentes.


Tal incompreensão, todavia, demonstra que os princípios evangélicos lhes enfeitam a zona intelectual, sem lhes penetrarem o âmago do coração.


Por que salientar os defeitos alheios, olvidando, por nossa vez, o bom trabalho de retificação que nos cabe, no plano da bondade oculta?


O conselho apostólico é profundamente expressivo.


No lar onde exista uma só pessoa que creia sinceramente em Jesus e se lhe adapte aos ensinamentos redentores, pavimentando o caminho pelos padrões do Mestre, aí permanecerá a suprema claridade para a elevação.


Não importa que os progenitores sejam descrentes, que os irmãos se demorem endurecidos, nem interessam a ironia, a discussão áspera ou a observação ingrata.


O cristão, onde estiver, encontra-se no domicílio de suas convicções regenerativas, para servir a Jesus, aperfeiçoando e iluminando a si mesmo.


Basta uma estaca para sustentar muitos ramos. Uma pedra angular equilibra um edifício inteiro.


Não te esqueças, pois, de que se verdadeiramente aceitas o Cristo e a Ele te afeiçoas, serás conduzido para Deus, tu e tua casa.




Livro: Vinhas de Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CARIDADE DO TEMPO




Amplia-se na vida, segundo as nossas necessidades, o tema sempre novo da caridade.


Ninguém calcula a importância do pão que socorre o faminto, nem o valor do remédio que alivia o doente.


Outras expressões de beneficência, contudo, vão surgindo imperiosas.


Uma delas, que raramente refletimos, baseia-se na dádiva das horas – caridade do tempo, ao alcance de todos.


Não há criatura impedida de exercê-la. Em qualquer clima social, semelhante cooperação é fundamento do bem.


Um dia de trabalho gratuito no levantamento das boas obras. . .


Uma semana tomada às férias para concurso desinteressado às instituições que reúnem doentes menos felizes. . .


Um horário de serviço puramente fraterno na esfera profissional para os que nos reclamam a experiência. . .


Um momento de tolerância e respeito para os que se extraviam na cólera. . .


Um minuto a mais de atenção para a conversa de alguém que ainda ignora o processo de resumir. . .


Uma hora para a visita espontânea ou solicitada em que sejamos úteis. . .


Todos podemos calar para que outros falem, extrair alguns instantes dos apertos do dia a dia para atividades edificantes, empregar retalhos de repouso no estudo para conseguir esclarecer ou ensinar, suprimir um passeio ou uma distração para a felicidade de servir. . .


Não nos esqueçamos de articular oportunidades em auxílio de outrem.


Caridade do tempo, fonte de amor e luz. É com ela e por ela que a própria Sabedoria Divina nos ampara e nos reergue, corrige e aprimora, usando paciência infinita conosco, através das reencarnações.




Médium: Waldo Vieira – Espírito: André Luiz.
Fonte da imagem: Internet

domingo, 24 de abril de 2011

A PREGAÇÃO FUNDAMENTAL




Um aprendiz de Nosso Senhor Jesus Cristo entusiasmou-se com os ensinamentos do Evangelho e decidiu propagá-los, enquanto vivesse.


Leu atencioso as lições do Mestre e começou a comentá-las por toda parte, gastando dias e noites nesse mister.


Chegou, porém, o momento em que precisou pagar as próprias despesas e foi compelido a trabalhar.


Empregou-se sob as ordens de um orientador que lhe não agradou. Esse diretor de serviço achava-se muito distante da fé e, por isto, contrariava-lhe as tendências religiosas. Controlava-lhe as horas com rigor e observava-o com apontamentos acrimoniosos e rudes.


O pregador do Crucificado não mais se movimentava com a liberdade de outro tempo. Era obrigado a consagrar largos dias a trabalhos difíceis que lhe consumiam todas as forças. Prosseguia, ensinando a boa doutrina, quanto lhe era possível; porém, não mais podia agir e falar, como queria ou quando pretendia. Tinha os minutos contados, as oportunidades divididas, as semanas tabeladas e, porque se julgasse vítima das ordenações de sua chefia, procurou o diretor do serviço e despediu-se.


O proprietário que o empregara indagou do motivo que o levava a semelhante resolução.


Um tanto irônico, o rapaz explicou-se:


-Quero ser livre para melhor servir a Jesus. Não posso, pois, aceitar o cativeiro de sua casa.


Nesse dia de folga absoluta, sentiu-se tão independente e tão satisfeito que discorreu, animadamente, sobre a doutrina cristã, até depois de meia-noite, em várias casas religiosas.


Repousando, feliz, alta madrugada sonhou que o Mestre vinha encontrá-lo. Reparou-lhe a beleza celeste e ajoelhou-se para beijar-lhe a túnica resplandecente.


Jesus, porém, estampava na fisionomia dolorosa e indisfarçável tristeza.


O discípulo inquietou-se e interrogou:


-Senhor, porque te sentes amargurado?


O Cristo, respondeu, melancolicamente:


-Porque desprezaste, meu filho, a pregação que te confiei?


-Como assim, Senhor? — replicou o jovem — ainda hoje abandonei um homem tirânico para melhor ensinar a tua palavra. Tenho discursado em vários templos e comentado a Boa Nova por onde passo.


-Sim — exclamou o Mestre —, esta é a pregação que me ofereces e que desejo continues fervorosamente; todavia, confiei ao teu espírito a pregação fundamental da verdade a um homem que administra os meus interesses na Terra e não soubeste executá-la. Classificaste-o de ignorante e cruel; entretanto, olvidas que ele ignora o que sabes.


E pretendes, acaso, desconhecer que o orientador humano que te dei somente poderia abordar-me os ensinos, nesta hora, através de teu exemplo? Tua humildade construtiva, no espírito de serviço, modificar-lhe-ia o coração... Se lhe desses cinco anos consecutivos de demonstrações evangélicas, estaria preparado a caminhar, por si mesmo, na direção do Reino Divino!... E ele, que determina sobre o tempo de duzentos homens, se faria melhor, mais humano e mais nobre, sem prejuízo da energia e da eficiência... Poderás ensinar o caminho celestial a cem mil ouvidos, mas a pregação do exemplo, que converta um só coração ao Infinito Bem, estabelece com mais presteza a redenção do mundo!...


O aprendiz desejou perguntar alguma coisa; entretanto, o Cristo afastou-se num turbilhão de luminosa neblina.


Acordou, sobressaltado, e não mais dormiu naquela noite.


De manhã, pôs-se a caminho do estabelecimento em que trabalhara, procurou o diretor de quem se despedira e pediu humildemente:


-Senhor, rogo-lhe desculpas pelo meu gesto impensado e, caso seja possível, readmita-me nesta casa! Aceitarei qualquer gênero de tarefa.


O chefe, admirado, indagou:


-Quem te induziu a esta modificação?


-Foi Jesus — respondeu o rapaz —; não podemos servi-lo por intermédio da indisciplina ou do orgulho pessoal.


O diretor concordou sem vacilação, exclamando:


-Entre! Estamos ao seu dispor.


Anotou a boa vontade e o sincero desejo de servir de que o empregado dava agora vivo testemunho e passou a refletir na grandeza da doutrina que assim orientava os passos de um homem no aperfeiçoamento moral. E o aprendiz do Evangelho que retomou o trabalho comum, intensamente feliz, compreendeu, afinal, que poderia prosseguir na propaganda verbal que desejava e na pregação básica do exemplo que Jesus esperava dele.




Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.

sábado, 23 de abril de 2011

Alguém na Estrada




Alguém te espera o amor, estrada afora.
Seja o dia translúcido ou cinzento.
Para extinguir a sombra e o sofrimento.
Nas empedradas trilhas de quem choras!...


Não te detenhas!...Vem!...O tempo é agora.
Há quem se arrase ao temporal violento.
E corações ao frio, à noite e ao vento
Ante a descrença que se desarvora...


Vem à estrada do mundo!...Ampara e ama!...
Esclarece e consola, alça por chama
O próprio coração fraterno amigo!...


Esse alguém é Jesus, que te abençoa!...
Trabalha, serve, esquece-te, perdoa
E o Mestre amado seguirá contigo!...




Auta de Souza

sexta-feira, 22 de abril de 2011

NO CAMPO DAS PROVAS




A vida na Terra pode ser comparada a campo imenso de provas em que cada espírito ingressa, procurando o triunfo em si próprio, na pauta dos valores de que não prescinde na Imortalidade Vitoriosa.


É assim que não há berços iguais para os que abordam a enorme arena de nossas antigas lutas.


Cada coração recolhe a valiosa oportunidade da experiência no lugar e no clima que digam respeito às suas justas necessidades.


Sabendo agora que carreamos para o Além as paixões desvairadas e as indesejáveis inclinações a que nos afeiçoamos, durante o estágio no corpo físico, é preciso lembrar que renascemos sempre na paisagem e na situação em que possamos alcançar a bênção de nosso resgate ou de nossa cura.


Desse modo o alcoólatra reaparecerá junto de pais dipsômanos, para sofrer de novo a vizinhança do vício, alijando-o de si mesmo.


O criminoso ressurge no ambiente em que delinqüiu para dominar os pensamentos culposos que lhe vergastam o espírito.


O suicida retornará ao veículo denso com os mesmos problemas em que se emaranhou nas trevas da alma, recapitulando, de novo, a lição do sofrimento para entesourar fortaleza e superação.


O malfeitor renascerá nos sítios em que as sombras se refugiam para compreender a grandeza da luz, consagrando-se a ela.


Quase sempre pela porta de entrada na esfera das criaturas humanas, é possível identificar a natureza de nossos débitos e reconhecer a nossa posição diante da Lei, exceção feita aos grandes missionários cujo patrimônio de virtude e amor, de compreensão e sabedoria transcende o quadro de todas as influências terrestres.


Repara em que espécie de provação e em que linha social te situas, buscando exercer a humildade e o bem, a coragem e o serviço onde estiveres, porque, hoje, ou amanhã, a vida ensinar-te-á que ninguém recebe um corpo de carne para falir, mas sim para trabalhar e aprender dignamente, alçando-se com o tempo a mais altos níveis da Vida Eterna.




Livro: Semeador Em Tempos Novos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO




Cap.5 – BEM AVENTURADOS OS AFLITOS




Um Homem de Bem Teria Morrido




FÉNELON - Sens, 1861


22 – Dizeis freqüentemente, ao falar de um malvado que escapa a um perigo: Se fosse um homem de bem, teria morrido. Pois bem, ao dizer isso estais com a verdade, porque, efetivamente, Deus concede muitas vezes, a um espírito ainda jovem na senda do progresso, uma prova mais longa que a um bom, que receberá, em recompensa ao seu mérito, o favor de uma prova tão curta quanto possível. Assim, pois, quando empregais este axioma, não duvideis de que estais cometendo uma blasfêmia.


Se morrer um homem de bem, vizinho de um malvado, apressai-vos a dizer: Seria bem melhor se tivesse morrido aquele. Cometeis então um grande erro, porque aquele que parte terminou a sua tarefa, e o que ficou talvez nem a tenha começado. Por que, então, quereis que o mau não tenha tempo de acabá-la, e que o outro continue preso à gleba terrena? Que diríeis de um prisioneiro que, tendo concluído a sua pena, continuasse na prisão, enquanto se desse à liberdade a outro que não tinha direito? Ficai sabendo, pois, que a verdadeira liberdade está no desprendimento dos laços corporais, e que enquanto estais na Terra, estais em cativeiro.


Habitue-vos a não censurar o que não podeis compreender, e crede que Deus é justo em todas as coisas. Freqüentemente, o que vos parece um mal é um bem. Mas as vossas faculdades são tão limitadas, que o conjunto do grande todo escapa aos vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por superar, pelo pensamento, a vossa estreita esfera, e à medida que vos elevardes, a importância da vida terrena diminuirá aos vossos olhos. Porque, então, ela vos aparecerá como um simples incidente, na infinita duração da vossa existência espiritual, a única verdadeira existência.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Agradeço à amiga Marlene pelo Selo

VIDA CONJUGAL




“Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o seu marido.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5:33).




As tragédias da vida conjugal costumam povoar a senda comum. Explicando o desequilíbrio, invoca-se a incompatibilidade dos temperamentos, os desencantos da vida íntima ou as excessivas aflições domésticas.


O marido disputa companhias novas ou entretenimentos prejudiciais, ao passo que, em muitos casos, abre-se a mente feminina ao império das tentações, entrando em falso rumo.


Semelhante situação, porém, será sempre estranhável nos lares formados sobre as escolas da fé, nos círculos do Cristianismo.


Os cônjuges, com o Cristo, acolhem, acima de tudo, as doces exortações da fraternidade.


É possível que os sonhos, muita vez, se desfaçam ao toque de provas salvadoras, dentro dos ninhos afetivos, construídos na árvore da fantasia. Muitos homens e mulheres exigem, por tempo vasto, flores celestes sobre espinhos terrenos, reclamando dos outros atitudes e diretrizes que eles são, por enquanto, incapazes de adotar, e o matrimônio se lhes converte em instituição detestável.


O cristão, contudo, não pode ignorar a transitoriedade das experiências humanas. Com Jesus, é impossível destruir os divinos fundamentos da amizade real. Busque-se o lado útil e santo da tarefa e que a esperança seja a lâmpada acesa no caminho...


Tua esposa mantém-se em nível inferior à tua expectativa? Lembra-te de que ela é mãe de teus filhinhos e serva de tuas necessidades. Teu esposo é ignorante e cruel? Não olvides que ele é o companheiro que Deus te concedeu...




Livro: Vinha de Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet

segunda-feira, 18 de abril de 2011

MAIS TEMPO




“... Misericórdia, quero e não holocaustos...” Jesus – Mateus,12:7




Mais tempo concedido – paciência de Deus.


Trezentos e sessenta e cinco dias do ano podem ser comparados a trezentas e sessenta e cinco áreas de plantio. E esse patrimônio doado pelo Criador, em quotas iguais e de igual modo, para todas as criaturas, é constituído de oito mil e setecentos e sessenta horas, equivalendo a outras tantas oportunidades para sementeiras do bem, indústrias do progresso, construções de luz e investimentos de amor.


Mais tempo concedido – crédito refeito.


E com crédito refeito, na Contadoria da Vida, ser-nos-á sempre possível:


Aumentar o trabalho;


Granjear talentos novos;


Retificar erros havidos;


Realizar projetos edificantes;


Ativar estudos;


Extinguir discórdias;


Intensificar prestações de serviço;


Ampliar o círculo de afeições.


Tempo é empréstimo valioso, em que o Senhor dispensa avais e juros, conquanto o benefício seja tributado por critérios e correções, conforme o uso que fizermos dele.


Vê, assim, o que atiras no chão das horas, porque, como ocorre na gleba comum, de tudo o que dermos ao tempo, receberemos colheita certa.


Em suma, recordemos que o dia renascente é uma dádiva que Deus faz para nós. Justo observar o que estamos fazendo de semelhante dádiva para Deus.




Livro: Inspiração – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

domingo, 17 de abril de 2011

O BARRO DESOBEDIENTE




Houve um oleiro que chegou ao pátrio de serviço e reparou com alegria um pequeno bloco de barro. Contemplou-o, enlevado, em face da cor viva com que se apresentava e falou:


- Vamos! Farei de ti delicado pote de laboratório. O analista alegrar-se-á com teu concurso valioso.


Imensamente surpreendido, porém, notou que o barro retrucava:


- Oh! Não, não quero! Eu, num laboratório, tolerando precipitações químicas? Por favor, não me toques para semelhante fim!


O oleiro, espantado, considerou:


- Desejo dar-te forma por amor, não por ódio. Sofrerás o calor do forno para que te faças belo e útil... Entretanto, porque te recusas ao que proponho, transformar-te-ei numa caprichosa ânfora destinada a depósito de perfumes.


- Oh! Nunca! Nunca! ... - exclamou o barro - isto não! Estaria exposto ao prazer dos inconscientes. Não estou inclinado a suportar essências, através de peregrinações pelos móveis de luxo.


O dono do serviço meditou muito na desobediência da lama orgulhosa, mas, entendendo que tudo devia fazer por não trair a confiança do Céu, ponderou:


- Bem, converter-te-ei, então, num prato honrado e robusto. Comparecerás à mesa de meu lar. Ficarás conosco e serás companheiro de meus filhinhos


- Jamais! - bradou o barro, na indisciplina - isto seria pesada humilhação... Transportar arroz cozido e agüentar caldos gordurosos na face? Assistir, inerme, às cenas de glutonaria em tua casa? Não, não me submetas! ...


O trabalhador dedicado perdoou-lhe a ofensa e acrescentou


- Modificaremos o programa ainda uma vez. Serás um vaso amigo, em que a límpida água repouse. Ajudarás aos sedentos que se aproximarem de ti. Muita gente abençoar-te-á a cooperação. Despertarás o contentamento e a gratidão nas criaturas! ...


- não, não! - protestou a argila - não quero! Seria condenar-me a tempo indefinido nas cantoneiras poeirentas ou nas salas escuras de pessoas desclassificadas. Por favor, poupa-me! Poupa-me! ...


O oleiro cuidadoso considerou, preocupado:


- Que será de ti quando te conduzirem ao forno? Não passarás de matéria endurecida e informe, sem qualquer utilidade ou beleza. Sem sacrifício e sem disciplina, ninguém se eleva aos planos da vida superior.


O barro, todavia, recusou a advertência, bradando:


- Não aceito sacrifício, nem disciplina...


Antes que pudesse prosseguir, passou o enfornador arrebanhando a argila pronta, e o barro desobediente foi também conduzido ao forno em brasa.


Decorrido algum tempo, a lama vaidosa foi retirada e - ó surpresa! - não era pote de laboratório, nem ânfora de perfume, nem prato de refeição, nem vaso para água e, sim, feio pedaço de terra requeimada e morta, sem qualquer significação, sendo imediatamente atirada ao pântano.


Assim acontece a muitas criaturas no mundo. Revoltam-se contra a vontade soberana do Senhor que as convida ao trabalho de aperfeiçoamento, mas, depois de levadas pela experiência ao forno da morte, se transformam em verdadeiros fantasmas de desilusão e sofrimento, necessitando de longo tempo para retornarem às bênção da vida mais nobre.




Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.

sábado, 16 de abril de 2011

A Morte




A morte é o reflexo do homem instintivo
Que protege-se para se preservar
Mas quando o indivíduo cresce em espírito
Ela não mais o amedrontará.


Ela serve de liame maior
É a balança de nossa existência
Quem viveu plenamente perseverando
A paz por certo se apresenta.


Quem viveu praticando o bem, viverá.
Quem viveu praticando o mal, morrerá.
Pois morre-se verdadeiramente de espírito
Quando de Jesus procura se distanciar.


Morre-se, quando não se vive o bem
Espargindo a luz maior
Vive-se quando se desperta o espírito
Ás leis do criador.


Jesus disse com firmeza
Aos discípulos seus
Não há morte em lugar nenhum da vida
Só há vida em tudo, meus irmãos.




Essa é a lei de Deus...




Reynollds Augusto

sexta-feira, 15 de abril de 2011

AUTO DESOBSESSÃO




Se você já pode dominar a intemperança mental...


Se esquece os próprios constrangimentos, a fim de cultivar o prazer de servir...


Se sabe cultivar o comentário infeliz, sem passá-lo adiante...


Se vence a indisposição contra o estudo e continua, tanto quanto possível, em contato com a leitura construtiva...


Se olvida mágoas sinceramente, mantendo um espírito compreensivo e cordial, à frente dos ofensores...


Se você se aceita como é, com as dificuldades e conflitos que tem, trabalhando com tudo aquilo que não pode modificar...


Se persevera na execução dos seus propósitos enobrecedores, apesar de tudo que se faça ou fale contra você...


Se compreende que os outros têm o direito de experimentar o tipo de felicidade a que se inclinem, como nos acontece...


Se crê e pratica o princípio de que somente auxiliando o próximo, é que seremos auxiliados...


Se é capaz de sofrer e lutar na seara do bem, sem trazer o coração amargoso e intolerante...


Então, você estará dando passos largos para libertar-se da sombra, entrando, em definitivo, no trabalho da auto desobsessão.




Livro: Passos da Vida – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Agradecimento




Por eu ser um espírito multimilenar; Deus de infinita sabedoria e bondade, sabendo do meu reencarne e sabedor de que se eu tenho algumas virtudes, tenho muito mais defeitos e reajustes a enfrentar; colocou um anjo doce em meu caminho.


E foi assim que na minha juventude conheci a Cecília.


Após quase dois anos de namoro, casamos no fim de tarde de uma terça feira, em 14.04.1981.


Desta data para cá este anjo em forma de esposa foi e tem sido o melhor presente que a vida me ofertou.


Sempre fiel companheira, influenciou minha vida positivamente com sua docilidade, bondade, rigidez de caráter e inteligência.


Premiou-me com três filhos sendo sempre mãe dedicada e diligente.


É atenciosa e paciente enfermeira nas minhas crises de dor física.


Ombro amigo nas múltiplas vezes de fracassos e decepções da minha luta.


Foi o esteio da família na grave crise de depressão que enfrentei por mais de dois anos.


Sua paciência, tolerância e indulgência com meus erros é admirável.


Sua fé quase inabalável tem me sustentado em meus momentos de incerteza.


Irmã, amiga, amante e companheira; tem sido a luz dos meus dias de treva.


Cecília é uma pessoa constante, verdadeira, honesta, carinhosa, caridosa e um exemplo de humildade.


Eu poderia acrescentar mais adjetivos qualificativos da sua bela personalidade, mas vou concluir dizendo:


“OBRIGADO POR ESTES 30 ANOS DE CASAMENTO MEU AMOR”


                                                                      Carlos Varoli


 Ofereço à minha esposa Cecília este poema que Emmanuel dedicou à Lívia, sua esposa quando foi senador romano a mais de dois mil anos.
ALMA GÊMEA




Alma Gêmea da Minh'alma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão...
Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarzinho,
E encheste-me o coração.


Vinhas na benção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor...
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Por que sou tua esperança,
Como és todo o meu amor.


Alma Gêmea da minh’alma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores,
Da claridade dos céus...




Livro: Há Dois Mil Anos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.