Todo conteúdo deste blog é publico.

Todo conteúdo deste blog é publico. Copie, imprima ou poste textos e imagens daqui em outros blogs. Vamos divulgar o Espiritismo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

JUCA LAMBISCA

Rabugento e malcriado,
Esperto como faísca,
Era um menino guloso
O nosso Juca Lambisca.

Toda hora na despensa,
Pé macio e mão ligeira,
O maroto parecia
Um rato na prateleira.

No instante das refeições,
Afligindo os próprios pais,
Ele comia depressa,
Repetindo: - Quero mais!

Gritava: - Quero mais peixe!
Quero mais leite e mais pão!
Quero mais sopa no prato,
Mais arroz e mais feijão!

D. Nicota falava,
Ao vê-lo sobre o pudim:
- Meu filho, escute! Você
Não deve comer assim.

Mas o Juca respondão
Gritava, erguendo a colher:
- A senhora nada sabe;
Eu como quanto eu quiser.

Na escola, Juca furtava,
Pastéis, bananas, pepinos,
Tomando à força a merenda
Das mãos dos outros meninos.

A vida do nosso Juca
Era comer e comer...
Mas foi ficando pesado,
E a barriguinha a crescer...

Gabriela, a companheira,
Da cozinha e do quintal,
Falava triste: - Ah! Meu Juca,
A sua vida vai mal!

Não valiam bons conselhos
Do papai ou da vovó,
Fugia de todo estudo,
Queria a panela só...

Espíritos benfeitores,
No lar em prece, ao seu lado,
Preveniam caridosos:
- Meu filho, tenha cuidado.

Mas, depois das orações,
O nosso Juca, sem fé,
Comia restos de prato
Na terrina ou na cuité.

A todo instante aumentava
A grande comedoria,
Sujava a cozinha e a copa,
Procurando papa fria.

Um dia, caiu doente,
E o doutor João do Sobrado
Receitou: - Este garoto
Precisa comer regrado.

Mas alta noite ele foge...
E, mais tarde, a Gabriela
Viu que o Juca estava morto
Debruçado na gamela.

Muito triste o caso dele...
Coitado! Embora gordinho,
O Juca morreu cansado
De tanto comer toucinho.

Médium: Chico Xavier – Espírito: Casemiro Cunha.

Fonte da imagem: Internet Google.

Nenhum comentário:

Postar um comentário