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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A VOLTA DE JUCA

Desencarnado, o Lambisca,
Na vida espiritual,
Estava do mesmo jeito
E o barrigão tal e qual.

Acorda num campo lindo...
E agora, que não mais dorme,
Vê muita gente a sorrir
Por vê-lo de pança enorme.

Tem a impressão de trazer
O peso de um grande bumbo.
Quer levantar-se, porém
A pança cai como chumbo.

Juca xinga nomes feios...
Faz birra, choro e escarcéu
E pede com gritaria:
- Eu quero subir ao Céu!

Surge um Espírito amigo,
Carinhoso e benfeitor,
Que o recolhe com bondade
Nos braços cheios de amor.

Deu-lhe as mãos e disse: - Filho,
Levante-se, cale e ande...
Ninguém sobe à Luz Divina
Com barriga assim tão grande...

Mas o Juca, revoltado,
Ergue os punhos pesadões
Contra tudo e contra todos,
A murros e pescoções.

Depois berra: - Esta barriga
É grandona, mas é minha!
Eu quero comer no tacho,
Quero morar na cozinha!

Multidões surgem a ver
O menino barulhento.
E o Juca, com pontapés,
Aumentava o movimento.

Um sábio aparece e fala:
- O Lambisca não regula,
Enlouqueceu de repente
De tanto cair na gula.

Foi preciso, então, prendê-lo...
Amarrado e furioso,
O pequeno parecia
Um cachorrinho raivoso.

Os Protetores, após
Guardá-lo em corda segura,
Oravam, dando-lhe passes,
Com bondade e com doçura...

Viu-se logo o olhar do Juca
Fazer-se brando, mais brando...
O menino foi dormindo
E a barriga foi murchando...

Os amigos decidiram,
Assim como um grande povo,
Que o Juca a fim de curar-se
Devia nascer de novo.

Lambisca a dormir, coitado,
Ele – tão forte e mandão,
Renasceu, muito pequeno,
Um simples bebê chorão.

E para esquecer a gula
Cresceu doente e magrinho...
Só bebia caldo leve,
Sem feijão e sem toucinho.

Médium: Chico Xavier – Espírito: Casemiro Cunha.

Fonte da imagem: Internet Google.

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