AUTO DESOBSESSÃO
Se você já pode dominar a intemperança mental...
Se esquece os próprios constrangimentos, a fim de cultivar o prazer de servir...
Se sabe cultivar o comentário infeliz, sem passá-lo adiante...
Se vence a indisposição contra o estudo e continua, tanto quanto possível, em contato com a leitura construtiva...
Se olvida mágoas sinceramente, mantendo um espírito compreensivo e cordial, à frente dos ofensores...
Se você se aceita como é, com as dificuldades e conflitos que tem, trabalhando com tudo aquilo que não pode modificar...
Se persevera na execução dos seus propósitos enobrecedores, apesar de tudo que se faça ou fale contra você...
Se compreende que os outros têm o direito de experimentar o tipo de felicidade a que se inclinem, como nos acontece...
Se crê e pratica o princípio de que somente auxiliando o próximo, é que seremos auxiliados...
Se é capaz de sofrer e lutar na seara do bem, sem trazer o coração amargoso e intolerante...
Então, você estará dando passos largos para libertar-se da sombra, entrando, em definitivo, no trabalho da auto desobsessão.
Livro: Passos da Vida – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.
Todo conteúdo deste blog é publico.
Todo conteúdo deste blog é publico. Copie, imprima ou poste textos e imagens daqui em outros meios de comunicação. Vamos divulgar a Doutrina Espírita.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Agradecimento
Por eu ser um espírito multimilenar; Deus de infinita sabedoria e bondade, sabendo do meu reencarne e sabedor de que se eu tenho algumas virtudes, tenho muito mais defeitos e reajustes a enfrentar; colocou um anjo doce em meu caminho.
E foi assim que na minha juventude conheci a Cecília.
Após quase dois anos de namoro, casamos no fim de tarde de uma terça feira, em 14.04.1981.
Desta data para cá este anjo em forma de esposa foi e tem sido o melhor presente que a vida me ofertou.
Sempre fiel companheira, influenciou minha vida positivamente com sua docilidade, bondade, rigidez de caráter e inteligência.
Premiou-me com três filhos sendo sempre mãe dedicada e diligente.
É atenciosa e paciente enfermeira nas minhas crises de dor física.
Ombro amigo nas múltiplas vezes de fracassos e decepções da minha luta.
Foi o esteio da família na grave crise de depressão que enfrentei por mais de dois anos.
Sua paciência, tolerância e indulgência com meus erros é admirável.
Sua fé quase inabalável tem me sustentado em meus momentos de incerteza.
Irmã, amiga, amante e companheira; tem sido a luz dos meus dias de treva.
Cecília é uma pessoa constante, verdadeira, honesta, carinhosa, caridosa e um exemplo de humildade.
Eu poderia acrescentar mais adjetivos qualificativos da sua bela personalidade, mas vou concluir dizendo:
“OBRIGADO POR ESTES 30 ANOS DE CASAMENTO MEU AMOR”
Carlos Varoli
Ofereço à minha esposa Cecília este poema que Emmanuel dedicou à Lívia, sua esposa quando foi senador romano a mais de dois mil anos.
ALMA GÊMEA
Alma Gêmea da Minh'alma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão...
Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarzinho,
E encheste-me o coração.
Vinhas na benção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor...
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Por que sou tua esperança,
Como és todo o meu amor.
Alma Gêmea da minh’alma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores,
Da claridade dos céus...
Livro: Há Dois Mil Anos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Por eu ser um espírito multimilenar; Deus de infinita sabedoria e bondade, sabendo do meu reencarne e sabedor de que se eu tenho algumas virtudes, tenho muito mais defeitos e reajustes a enfrentar; colocou um anjo doce em meu caminho.
E foi assim que na minha juventude conheci a Cecília.
Após quase dois anos de namoro, casamos no fim de tarde de uma terça feira, em 14.04.1981.
Desta data para cá este anjo em forma de esposa foi e tem sido o melhor presente que a vida me ofertou.
Sempre fiel companheira, influenciou minha vida positivamente com sua docilidade, bondade, rigidez de caráter e inteligência.
Premiou-me com três filhos sendo sempre mãe dedicada e diligente.
É atenciosa e paciente enfermeira nas minhas crises de dor física.
Ombro amigo nas múltiplas vezes de fracassos e decepções da minha luta.
Foi o esteio da família na grave crise de depressão que enfrentei por mais de dois anos.
Sua paciência, tolerância e indulgência com meus erros é admirável.
Sua fé quase inabalável tem me sustentado em meus momentos de incerteza.
Irmã, amiga, amante e companheira; tem sido a luz dos meus dias de treva.
Cecília é uma pessoa constante, verdadeira, honesta, carinhosa, caridosa e um exemplo de humildade.
Eu poderia acrescentar mais adjetivos qualificativos da sua bela personalidade, mas vou concluir dizendo:
“OBRIGADO POR ESTES 30 ANOS DE CASAMENTO MEU AMOR”
Carlos Varoli
Ofereço à minha esposa Cecília este poema que Emmanuel dedicou à Lívia, sua esposa quando foi senador romano a mais de dois mil anos.
ALMA GÊMEA
Alma Gêmea da Minh'alma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão...
Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarzinho,
E encheste-me o coração.
Vinhas na benção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor...
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Por que sou tua esperança,
Como és todo o meu amor.
Alma Gêmea da minh’alma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores,
Da claridade dos céus...
Livro: Há Dois Mil Anos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap.5 – BEM AVENTURADOS OS AFLITOS
A Verdadeira Desgraça
DELPHINE DE GIRARDIN
Paris, 1861
24 – Todos falam da desgraça, todos a experimentaram e julgam conhecer o seu caráter múltiplo. Venho dizer-vos, porém, que quase todos se enganam, pois a verdadeira desgraça não é, de maneira alguma, aquilo que os homens, ou seja, os desgraçados supõem.
Eles a vêem na miséria, na lareira sem fogo, no credor impaciente, no berço vazio do anjo que antes sorria, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e coração partido, na angústia da traição, na privação do orgulhoso que desejava vestir-se de púrpura e esconde sua nudez nos farrapos da vaidade. Tudo isso, e muitas outras coisas ainda, chamam-se desgraça, na linguagem humana. Sim, realmente são a desgraça, para aqueles que nada vêem além do presente. Mas a verdadeira desgraça está mais nas conseqüências de uma coisa do que na própria coisa.
Dizei-me se o mais feliz acontecimento do momento, que traz funestas conseqüências, não é, na realidade, mais desgraçado que aquele inicialmente aborrecido, que acaba por produzir o bem? Dizei-me se a tempestade, que despedaça as árvores, mas purifica a atmosfera, dissipando os miasmas insalubres que poderiam causar a morte, não é antes uma felicidade que uma desgraça?
Para julgar uma coisa, é necessário, portanto, ver-lhe as conseqüências. É assim que, para julgar o que é realmente feliz ou desgraçado para o homem, é necessário transportar-se para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se manifestam. Ora, tudo aquilo que ele chama desgraça, de acordo com a sua visão, cessa com a vida e tem sua compensação na vida futura.
Vou revelar-vos a desgraça sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais, com todas as forças de vossas almas iludidas. A desgraça é a alegria, o prazer, a fama, a fútil inquietação, a louca satisfação da vaidade, que asfixiam a consciência, oprimem o pensamento, confundem o homem quanto ao seu futuro. A desgraça enfim, é o ópio do esquecimento, que buscais com o mais ardente desejo.
Tendes esperanças, vós que chorais! Tremei, vós que rides, porque tendes o corpo satisfeito! Não se pode enganar a Deus: ninguém escapa ao destino. As provas, credoras, mais impiedosas que a malta que vos acossa na miséria, espreitam o vosso repouso ilusório, para vos mergulhar de súbito na agonia da verdadeira desgraça, daquela que surpreende a alma enlanguescida pela indiferença e o egoísmo.
Que o Espiritismo vos esclareça, portanto, e restabeleça sob a verdadeira luz da verdade e o erro, tão estranhamente desfigurados pela vossa cegueira. Então, agireis como bravos soldados que, longe de fugir ao perigo, preferem a luta nos combates arriscados, à paz que não oferece nem glória nem progresso. Que importa ao soldado perder as armas, o equipamento e a farda na refrega, contanto que saia vitorioso e coberto de glória? Que importa àquele que tem fé no porvir, deixar a vida no campo de batalha, sua fortuna e sua veste carnal, contanto que sua alma possa entrar, radiosa, no reino celeste?
Cap.5 – BEM AVENTURADOS OS AFLITOS
A Verdadeira Desgraça
DELPHINE DE GIRARDIN
Paris, 1861
24 – Todos falam da desgraça, todos a experimentaram e julgam conhecer o seu caráter múltiplo. Venho dizer-vos, porém, que quase todos se enganam, pois a verdadeira desgraça não é, de maneira alguma, aquilo que os homens, ou seja, os desgraçados supõem.
Eles a vêem na miséria, na lareira sem fogo, no credor impaciente, no berço vazio do anjo que antes sorria, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e coração partido, na angústia da traição, na privação do orgulhoso que desejava vestir-se de púrpura e esconde sua nudez nos farrapos da vaidade. Tudo isso, e muitas outras coisas ainda, chamam-se desgraça, na linguagem humana. Sim, realmente são a desgraça, para aqueles que nada vêem além do presente. Mas a verdadeira desgraça está mais nas conseqüências de uma coisa do que na própria coisa.
Dizei-me se o mais feliz acontecimento do momento, que traz funestas conseqüências, não é, na realidade, mais desgraçado que aquele inicialmente aborrecido, que acaba por produzir o bem? Dizei-me se a tempestade, que despedaça as árvores, mas purifica a atmosfera, dissipando os miasmas insalubres que poderiam causar a morte, não é antes uma felicidade que uma desgraça?
Para julgar uma coisa, é necessário, portanto, ver-lhe as conseqüências. É assim que, para julgar o que é realmente feliz ou desgraçado para o homem, é necessário transportar-se para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se manifestam. Ora, tudo aquilo que ele chama desgraça, de acordo com a sua visão, cessa com a vida e tem sua compensação na vida futura.
Vou revelar-vos a desgraça sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais, com todas as forças de vossas almas iludidas. A desgraça é a alegria, o prazer, a fama, a fútil inquietação, a louca satisfação da vaidade, que asfixiam a consciência, oprimem o pensamento, confundem o homem quanto ao seu futuro. A desgraça enfim, é o ópio do esquecimento, que buscais com o mais ardente desejo.
Tendes esperanças, vós que chorais! Tremei, vós que rides, porque tendes o corpo satisfeito! Não se pode enganar a Deus: ninguém escapa ao destino. As provas, credoras, mais impiedosas que a malta que vos acossa na miséria, espreitam o vosso repouso ilusório, para vos mergulhar de súbito na agonia da verdadeira desgraça, daquela que surpreende a alma enlanguescida pela indiferença e o egoísmo.
Que o Espiritismo vos esclareça, portanto, e restabeleça sob a verdadeira luz da verdade e o erro, tão estranhamente desfigurados pela vossa cegueira. Então, agireis como bravos soldados que, longe de fugir ao perigo, preferem a luta nos combates arriscados, à paz que não oferece nem glória nem progresso. Que importa ao soldado perder as armas, o equipamento e a farda na refrega, contanto que saia vitorioso e coberto de glória? Que importa àquele que tem fé no porvir, deixar a vida no campo de batalha, sua fortuna e sua veste carnal, contanto que sua alma possa entrar, radiosa, no reino celeste?
terça-feira, 12 de abril de 2011
LUZ NO LAR
Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social.
Em casa, começa nossa missão no mundo.
Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos.
Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos.
Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideais com Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo.
Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre.
Livro: Luz no Lar – Médium: Chico Xavier – Espírito: Sheilla.
Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social.
Em casa, começa nossa missão no mundo.
Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos.
Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos.
Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideais com Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo.
Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre.
Livro: Luz no Lar – Médium: Chico Xavier – Espírito: Sheilla.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
BARREIRAS
Que há sofrimentos, em toda parte do mundo, não há negar.
Reflitamos, porém, nos sofrimentos criados por nós mesmos.
Aquele da solidão em que nos ilhamos, através de falsos conceitos, é um deles. E dos maiores.
Constrangedoras cercas mentais em que nos gradeamos, desertando da vida comum.
Barreiras as mais diferentes.
Há os que se admitem demasiadamente envelhecidos na experiência física e se emparedam contra toda a espécie de renovação, como se a madureza não fosse o período áureo da reflexão, com as alegrias conscientizadas da vida.
Há os que vararam acidentes afetivos e entram em pessimismo sistemático, como se o amor – divina herança do Criador para todas as criaturas – devesse estar escravizado ao nível da incompreensão.
Há os que se declaram ludibriados pelo fracasso e se encasulam no desanimo, olvidando a construção da felicidade própria.
Há os que acreditam muito mais na doença que na saúde e se estiram em desalento, rendendo culto à suposta incapacidade.
Em todos os lugares, cercas de amarguras, desalento, tristeza, deserção...
Entretanto, a vida igualmente, em toda parte, oferece a todos os seus filhos uma senha de progresso: - trabalho e participação.
Se te dispões a aprender e servir, ninguém pode avaliar o tesouro das oportunidades de elevação que te descerrará ao caminho.
Abençoa a disciplina que nos orienta o coração com diretrizes justas, mas não te prendas a limitações imaginárias que te separem da idéia de Deus e da grandeza da vida.
Quando te encontrares em dúvida, quanto à liberdade espiritual a que todos nos achamos destinados pelos princípios de evolução e aperfeiçoamento, olha para o Alto.
Toda a região que nomeamos por céu não é mais que uma saída gloriosa com milhões de portas abertas para a celeste ascensão.
Livro: Rumo Certo – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
Que há sofrimentos, em toda parte do mundo, não há negar.
Reflitamos, porém, nos sofrimentos criados por nós mesmos.
Aquele da solidão em que nos ilhamos, através de falsos conceitos, é um deles. E dos maiores.
Constrangedoras cercas mentais em que nos gradeamos, desertando da vida comum.
Barreiras as mais diferentes.
Há os que se admitem demasiadamente envelhecidos na experiência física e se emparedam contra toda a espécie de renovação, como se a madureza não fosse o período áureo da reflexão, com as alegrias conscientizadas da vida.
Há os que vararam acidentes afetivos e entram em pessimismo sistemático, como se o amor – divina herança do Criador para todas as criaturas – devesse estar escravizado ao nível da incompreensão.
Há os que se declaram ludibriados pelo fracasso e se encasulam no desanimo, olvidando a construção da felicidade própria.
Há os que acreditam muito mais na doença que na saúde e se estiram em desalento, rendendo culto à suposta incapacidade.
Em todos os lugares, cercas de amarguras, desalento, tristeza, deserção...
Entretanto, a vida igualmente, em toda parte, oferece a todos os seus filhos uma senha de progresso: - trabalho e participação.
Se te dispões a aprender e servir, ninguém pode avaliar o tesouro das oportunidades de elevação que te descerrará ao caminho.
Abençoa a disciplina que nos orienta o coração com diretrizes justas, mas não te prendas a limitações imaginárias que te separem da idéia de Deus e da grandeza da vida.
Quando te encontrares em dúvida, quanto à liberdade espiritual a que todos nos achamos destinados pelos princípios de evolução e aperfeiçoamento, olha para o Alto.
Toda a região que nomeamos por céu não é mais que uma saída gloriosa com milhões de portas abertas para a celeste ascensão.
Livro: Rumo Certo – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
domingo, 10 de abril de 2011
APONTAMENTO
Manifestaste indisfarçável aborrecimento, ante as observações paternas que te contrariaram os propósitos impensados.
Ontem abusaste da alimentação, hoje pretendias uma excursão inconveniente.
Referiu-se teu pai às necessidades do espírito com acentuada tristeza; todavia, longe de lhe entenderes a nobreza do gesto, buscaste, intempestivo, os braços maternos, na ânsia incontida de aprovação aos teus caprichos juvenis.
Foste, porém, injusto.
O jovem que recusa a orientação acertada dos mais velhos que lhe desejam o bem, procede qual lavrador leviano que reprova a boa semente.
Estimas as longas incursões no pomar, quando as laranjeiras se cobrem de frutos e quando a parreira deita uvas doces.
Acreditas, no entanto, que as árvores excelentes teriam crescido sem cuidado? Admites que a vinha não necessitou de amparo em pequena?
Todas as plantas, mormente as mais tenras, sofrem insistentes perseguições de detritos e vermes . Sem carinhosas mãos que as protejam, ser-lhes-ia impraticável o desenvolvimento e a frutificação; muitos dias de vigilância requerem do pomicultor antes de nos atenderem na chácara.
Ignoras que o mesmo acontece no campo do coração?
As más experiências de uma criança acompanham-na a vida inteira.
Diz o provérbio: "Com o tempo, a folha da amoreira converte-se em veludoso cetim"; mas não podemos esquecer que também com o tempo as águas desamparadas e esquecidas se transformam em pântano.
Não te revoltes contra a sementeira de reflexão e bondade que o carinho paterno realiza em teu espírito.
Sobretudo, não te impressiones com a fantasiosa opinião de colegas de rua. O tempo dará corpo aos princípios inferiores ou superiores que abraçares e, enquanto o companheiro estranho ao teu lar pode ser o amigo de alguns dias, o papai ser-te-á o amigo e benfeitor de muitos anos.
Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
Manifestaste indisfarçável aborrecimento, ante as observações paternas que te contrariaram os propósitos impensados.
Ontem abusaste da alimentação, hoje pretendias uma excursão inconveniente.
Referiu-se teu pai às necessidades do espírito com acentuada tristeza; todavia, longe de lhe entenderes a nobreza do gesto, buscaste, intempestivo, os braços maternos, na ânsia incontida de aprovação aos teus caprichos juvenis.
Foste, porém, injusto.
O jovem que recusa a orientação acertada dos mais velhos que lhe desejam o bem, procede qual lavrador leviano que reprova a boa semente.
Estimas as longas incursões no pomar, quando as laranjeiras se cobrem de frutos e quando a parreira deita uvas doces.
Acreditas, no entanto, que as árvores excelentes teriam crescido sem cuidado? Admites que a vinha não necessitou de amparo em pequena?
Todas as plantas, mormente as mais tenras, sofrem insistentes perseguições de detritos e vermes . Sem carinhosas mãos que as protejam, ser-lhes-ia impraticável o desenvolvimento e a frutificação; muitos dias de vigilância requerem do pomicultor antes de nos atenderem na chácara.
Ignoras que o mesmo acontece no campo do coração?
As más experiências de uma criança acompanham-na a vida inteira.
Diz o provérbio: "Com o tempo, a folha da amoreira converte-se em veludoso cetim"; mas não podemos esquecer que também com o tempo as águas desamparadas e esquecidas se transformam em pântano.
Não te revoltes contra a sementeira de reflexão e bondade que o carinho paterno realiza em teu espírito.
Sobretudo, não te impressiones com a fantasiosa opinião de colegas de rua. O tempo dará corpo aos princípios inferiores ou superiores que abraçares e, enquanto o companheiro estranho ao teu lar pode ser o amigo de alguns dias, o papai ser-te-á o amigo e benfeitor de muitos anos.
Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
sábado, 9 de abril de 2011
Amor Sem Fronteiras
Gostei do seu poema
Exprime sensibilidade
Quem conheceu Jesus
Exerce a Caridade.
Sou como você
Poema é o meu forte
Mas forte é ter Jesus como Guia
Nos indicando o rumo norte
Cabe a mim e a você
No ocidente ou oriente
Trabalharmos sem demora
Para o bem estar sempre presente.
A luz do cristo é tão imensa
Que para ela não existe fronteiras
Pois o bem é bem em qualquer cultura
Não existe nenhum dilema.
Vamos todos darmos as mãos
E aumentarmos essa fileira
Para que o mundo se “contamine”
Do amor sem fronteiras...
Reynollds Augusto
Gostei do seu poema
Exprime sensibilidade
Quem conheceu Jesus
Exerce a Caridade.
Sou como você
Poema é o meu forte
Mas forte é ter Jesus como Guia
Nos indicando o rumo norte
Cabe a mim e a você
No ocidente ou oriente
Trabalharmos sem demora
Para o bem estar sempre presente.
A luz do cristo é tão imensa
Que para ela não existe fronteiras
Pois o bem é bem em qualquer cultura
Não existe nenhum dilema.
Vamos todos darmos as mãos
E aumentarmos essa fileira
Para que o mundo se “contamine”
Do amor sem fronteiras...
Reynollds Augusto
sexta-feira, 8 de abril de 2011
OBEDIÊNCIA JUSTA
"Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus". - Paulo. (Filipenses, 2:6).
Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o Divino Poder.
Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita. A guerra e o seu século pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres espirituais que lhes são conseqüentes constituem-lhe as obras.
Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas... Sempre, o Pai Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas... Doloroso quadro... Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre...
Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.
O coração do discípulo fiel ao Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa. E que guarde, sobretudo, a serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e ironia de todos.
Livro: Segue-me – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
"Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus". - Paulo. (Filipenses, 2:6).
Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o Divino Poder.
Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita. A guerra e o seu século pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres espirituais que lhes são conseqüentes constituem-lhe as obras.
Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas... Sempre, o Pai Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas... Doloroso quadro... Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre...
Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.
O coração do discípulo fiel ao Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa. E que guarde, sobretudo, a serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e ironia de todos.
Livro: Segue-me – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
quinta-feira, 7 de abril de 2011
ESQUECE O MAL
A paz depende muito mais do esquecimento do mal que do propósito de corrigi-lo.
Toda vez que buscarmos a retificação de nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do próximo.
Esquece o mal e o bem aparecerá.
A própria natureza é uma lição viva nesse particular.
O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa à face e produz o milagre do pão.
O tronco robusto olvida o serrote áspero que lhe fere as entranhas e converte-se em utilidades valiosas para a vida.
O mármore ignora os golpes contundentes do martelo e converte-se em obra prima.
A pedra esquece a máquina que a tritura e abre o próprio seio em pepitas de ouro que constituem a garantia do trabalho e do reconforto no campo da civilização.
A ostra ferida desapega-se da própria dor e fabrica a pérola sublime.
A semente desconhece a solidão da cova escura a que é projetada e transubstancia-se em folhagem, perfume, flor e fruto.
Se desejas a vanguarda de luz, liberta-te das algemas da sombra.
Se te propões a ajudar, não te detenhas em demandas inúteis.
Enquanto te demoras, na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do bem.
Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da verdadeira ascensão espiritual.
Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos convencidos, com a sabedoria do povo, de que, em qualquer lugar, ou em qualquer tempo, “muito ajuda quem não atrapalha”.
Livro: Urgência – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
A paz depende muito mais do esquecimento do mal que do propósito de corrigi-lo.
Toda vez que buscarmos a retificação de nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do próximo.
Esquece o mal e o bem aparecerá.
A própria natureza é uma lição viva nesse particular.
O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa à face e produz o milagre do pão.
O tronco robusto olvida o serrote áspero que lhe fere as entranhas e converte-se em utilidades valiosas para a vida.
O mármore ignora os golpes contundentes do martelo e converte-se em obra prima.
A pedra esquece a máquina que a tritura e abre o próprio seio em pepitas de ouro que constituem a garantia do trabalho e do reconforto no campo da civilização.
A ostra ferida desapega-se da própria dor e fabrica a pérola sublime.
A semente desconhece a solidão da cova escura a que é projetada e transubstancia-se em folhagem, perfume, flor e fruto.
Se desejas a vanguarda de luz, liberta-te das algemas da sombra.
Se te propões a ajudar, não te detenhas em demandas inúteis.
Enquanto te demoras, na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do bem.
Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da verdadeira ascensão espiritual.
Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos convencidos, com a sabedoria do povo, de que, em qualquer lugar, ou em qualquer tempo, “muito ajuda quem não atrapalha”.
Livro: Urgência – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap.5 – BEM AVENTURADOS OS AFLITOS
Provas Voluntárias e Verdadeiro Cilício
UM ANJO DA GUARDA
Paris, 1863
26 – Perguntais se é permitido abrandar a vossas provas. Essa pergunta lembra estas outras: É permitido ao que se afoga procurar salvar-se? E a quem se espetou num espinho, retirá-lo? Ao que está doente, chamar um médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação. Um homem pode nascer numa posição penosa e difícil, precisamente para obrigá-lo a procurar os meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em suportar sem murmurações as conseqüências dos males que não se podem evitar, em perseverar na luta, em não se desesperar quando não se sai bem, e nunca em deixar as coisas correrem, que seria antes preguiça que virtude.
Essa questão nos conduz naturalmente a outra. Desde que Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, há mérito em procurar as aflições, agravando as provas por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito claramente: Sim, é um grande mérito, quando os sofrimentos e as privações têm por fim o bem do próximo, porque se trata da caridade pelo sacrifício; não, quando eles só têm por fim o bem próprio, porque se trata de egoísmo pelo fanatismo.
Há uma grande distinção a fazer. Quanto a vós, pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda, não aumenteis a carga já por vezes bem pesada; aceitai-as sem queixas e com fé, eis tudo o que Ele vos pede. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem propósito, porque tendes necessidades de todas as vossas forças, para cumprir vossa missão de trabalho na Terra. Torturar voluntariamente, martirizar o vosso corpo, é infligir a lei de Deus, que vos dá os meios de sustentá-lo e de fortalecê-lo. Debilitá-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio.
Usai, mas não abuseis: tal é a lei. O abuso das melhores coisas traz as suas punições, pelas conseqüências inevitáveis.
Bem outra é a questão dos sofrimentos que uma pessoa se impõe para aliviar o próximo. Se suportardes o frio e a fome para agasalhar e alimentar aquele que necessita, e vosso corpo sofrer com isso, eis um sacrifício que é abençoado por Deus. Vós, que deixais vossos toucadores perfumados para levar consolação aos aposentos infectos; que sujais vossas mãos delicadas curando chagas; que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que aplicais a vossa saúde na prática das boas obras, tendes nisso o vosso cilício, verdadeiro cilício de bênçãos, porque as alegrias do mundo não ressecaram o vosso coração. Vós não adormecestes no seio das voluptuosidades enlanguescedoras da fortuna, mas vos transformastes nos anjos consoladores dos pobres deserdados.
Mas vós que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no isolamento, qual a vossa utilidade na Terra? Onde está a vossa coragem nas provas, pois que fugis da luta e desertais do combate?
Se quiserdes um cilício, aplicai-o à vossa alma e não ao vosso corpo; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho; recebei as humilhações sem vos queixardes; machucai vosso amor próprio; insensibilizai-vos para a dor da injúria e da calúnia, mais pungente que a dor física. Eis aí o verdadeiro cilício, cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus.
Cap.5 – BEM AVENTURADOS OS AFLITOS
Provas Voluntárias e Verdadeiro Cilício
UM ANJO DA GUARDA
Paris, 1863
26 – Perguntais se é permitido abrandar a vossas provas. Essa pergunta lembra estas outras: É permitido ao que se afoga procurar salvar-se? E a quem se espetou num espinho, retirá-lo? Ao que está doente, chamar um médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação. Um homem pode nascer numa posição penosa e difícil, precisamente para obrigá-lo a procurar os meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em suportar sem murmurações as conseqüências dos males que não se podem evitar, em perseverar na luta, em não se desesperar quando não se sai bem, e nunca em deixar as coisas correrem, que seria antes preguiça que virtude.
Essa questão nos conduz naturalmente a outra. Desde que Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, há mérito em procurar as aflições, agravando as provas por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito claramente: Sim, é um grande mérito, quando os sofrimentos e as privações têm por fim o bem do próximo, porque se trata da caridade pelo sacrifício; não, quando eles só têm por fim o bem próprio, porque se trata de egoísmo pelo fanatismo.
Há uma grande distinção a fazer. Quanto a vós, pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda, não aumenteis a carga já por vezes bem pesada; aceitai-as sem queixas e com fé, eis tudo o que Ele vos pede. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem propósito, porque tendes necessidades de todas as vossas forças, para cumprir vossa missão de trabalho na Terra. Torturar voluntariamente, martirizar o vosso corpo, é infligir a lei de Deus, que vos dá os meios de sustentá-lo e de fortalecê-lo. Debilitá-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio.
Usai, mas não abuseis: tal é a lei. O abuso das melhores coisas traz as suas punições, pelas conseqüências inevitáveis.
Bem outra é a questão dos sofrimentos que uma pessoa se impõe para aliviar o próximo. Se suportardes o frio e a fome para agasalhar e alimentar aquele que necessita, e vosso corpo sofrer com isso, eis um sacrifício que é abençoado por Deus. Vós, que deixais vossos toucadores perfumados para levar consolação aos aposentos infectos; que sujais vossas mãos delicadas curando chagas; que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que aplicais a vossa saúde na prática das boas obras, tendes nisso o vosso cilício, verdadeiro cilício de bênçãos, porque as alegrias do mundo não ressecaram o vosso coração. Vós não adormecestes no seio das voluptuosidades enlanguescedoras da fortuna, mas vos transformastes nos anjos consoladores dos pobres deserdados.
Mas vós que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no isolamento, qual a vossa utilidade na Terra? Onde está a vossa coragem nas provas, pois que fugis da luta e desertais do combate?
Se quiserdes um cilício, aplicai-o à vossa alma e não ao vosso corpo; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho; recebei as humilhações sem vos queixardes; machucai vosso amor próprio; insensibilizai-vos para a dor da injúria e da calúnia, mais pungente que a dor física. Eis aí o verdadeiro cilício, cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus.
terça-feira, 5 de abril de 2011
OBSTÁCULOS (2)
Que admitisse no Espiritismo uma doutrina de acomodação com o menor esforço, na qual as inteligências desencarnadas devessem andar cativas aos caprichos dos homens, decerto vaguearia, irresponsável, à distância da Lei.
Descerrando o intercâmbio entre os dois mundos, a nossa fé não vem pulverizar os óbices do caminho que para todos nós funciona à conta de estímulo e advertência, amparo e lição.
Achamo-nos todos, encarnados e desencarnados, na sublime escola da vida.
Cada criatura estagia na experiência que abraçou ou na luta que preferiu.
Não seria lógico subtrair o remédio ao doente, o serviço ao trabalhador e o ensinamento ao aprendiz.
Somos prisioneiros de nossas próprias culpas, não burlaremos a justiça.
Todavia, pela nossa conduta no trilho espinhoso da regeneração, podemos conquistar amplo socorro da confiança divina.
Eis, porque, antes de pedir, devemos merecer, para que nossos apelos não se apaguem no clamor do petitório vazio e inútil.
Para rogar proteção é preciso também proteger.
Somos elos da imensa corrente da evolução que em se perdendo no abismo insondável das origens repousa, com segurança, nas mãos misericordiosas e justas de Deus.
Desse modo, suplicando auxílio aos Benfeitores que nos auxiliam, não nos esqueçamos de que é necessário auxiliar aos irmãos menos felizes que gravitam em torno de nossos passos.
Os obstáculos são bênçãos em que podemos receber e dar, conforme a nossa atitude perante a vida.
Recolhendo sem revolta as pedras do caminho e oferecendo ao espinheiro as flores de nossa fé, atraímos o concurso do Céu e inspiramos a paz e o perdão, a bondade e a renúncia àqueles que nos partilham as dificuldades e o sonho de cada dia.
Cada um de nós permanece, portanto, entre os instrutores do monte da luz e os necessitados do vale das trevas, com a possibilidade de amealhar as bênçãos do Alto e com a obrigação de distribuí-las.
Em razão disso, no estudo da assistência salvadora que nos é administrada, não nos esqueçamos de que outros irmãos, em problemas e lutas mais aflitivas que as nossas, estão esperando por nossa fraternidade e por nosso auxílio que somente ao preço de humildade e de amor conseguiremos distender.
Livro: Doutrina De Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
Que admitisse no Espiritismo uma doutrina de acomodação com o menor esforço, na qual as inteligências desencarnadas devessem andar cativas aos caprichos dos homens, decerto vaguearia, irresponsável, à distância da Lei.
Descerrando o intercâmbio entre os dois mundos, a nossa fé não vem pulverizar os óbices do caminho que para todos nós funciona à conta de estímulo e advertência, amparo e lição.
Achamo-nos todos, encarnados e desencarnados, na sublime escola da vida.
Cada criatura estagia na experiência que abraçou ou na luta que preferiu.
Não seria lógico subtrair o remédio ao doente, o serviço ao trabalhador e o ensinamento ao aprendiz.
Somos prisioneiros de nossas próprias culpas, não burlaremos a justiça.
Todavia, pela nossa conduta no trilho espinhoso da regeneração, podemos conquistar amplo socorro da confiança divina.
Eis, porque, antes de pedir, devemos merecer, para que nossos apelos não se apaguem no clamor do petitório vazio e inútil.
Para rogar proteção é preciso também proteger.
Somos elos da imensa corrente da evolução que em se perdendo no abismo insondável das origens repousa, com segurança, nas mãos misericordiosas e justas de Deus.
Desse modo, suplicando auxílio aos Benfeitores que nos auxiliam, não nos esqueçamos de que é necessário auxiliar aos irmãos menos felizes que gravitam em torno de nossos passos.
Os obstáculos são bênçãos em que podemos receber e dar, conforme a nossa atitude perante a vida.
Recolhendo sem revolta as pedras do caminho e oferecendo ao espinheiro as flores de nossa fé, atraímos o concurso do Céu e inspiramos a paz e o perdão, a bondade e a renúncia àqueles que nos partilham as dificuldades e o sonho de cada dia.
Cada um de nós permanece, portanto, entre os instrutores do monte da luz e os necessitados do vale das trevas, com a possibilidade de amealhar as bênçãos do Alto e com a obrigação de distribuí-las.
Em razão disso, no estudo da assistência salvadora que nos é administrada, não nos esqueçamos de que outros irmãos, em problemas e lutas mais aflitivas que as nossas, estão esperando por nossa fraternidade e por nosso auxílio que somente ao preço de humildade e de amor conseguiremos distender.
Livro: Doutrina De Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
NO SOLO E NO TEMPO
Sustentarás na Terra plantações diferentes, cuja sementeira responderá sempre pela colheita certa.
Alentarás a lavoura de espécie múltipla, segundo as tuas inclinações e interesses.
E a leira produzirá grão que te alimente, flor que te perfume, tronco que te agasalhe, ramo que te medique, raiz que te ampare...
Também no solo invisível do tempo, semearás com teus gestos os ingredientes da felicidade ou do infortúnio, da ascensão ou da queda...
Isso porque nossas emoções e ideais, pensamentos e obras, palavras e atitudes, perante os outros, geram nos outros respostas correspondentes à natureza de nossos desejos e decisões.
Falando ou silenciando, agindo ou repousando, promoveremos lavouras diversas, no campo do espírito, que decidirão de nosso futuro.
Não nos esqueçamos das sementeiras da alegria e bondade, compaixão e serviço, porque tanto quando a terra empedrada ou espinhosa reclama auxílio justo para nos doar conforto e pão; as almas que nos cercam solicitam de nós, compreensão e auxílio, para que se convertam em vasos de esperança e fontes de luz.
Livro: Neste Instante – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
Sustentarás na Terra plantações diferentes, cuja sementeira responderá sempre pela colheita certa.
Alentarás a lavoura de espécie múltipla, segundo as tuas inclinações e interesses.
E a leira produzirá grão que te alimente, flor que te perfume, tronco que te agasalhe, ramo que te medique, raiz que te ampare...
Também no solo invisível do tempo, semearás com teus gestos os ingredientes da felicidade ou do infortúnio, da ascensão ou da queda...
Isso porque nossas emoções e ideais, pensamentos e obras, palavras e atitudes, perante os outros, geram nos outros respostas correspondentes à natureza de nossos desejos e decisões.
Falando ou silenciando, agindo ou repousando, promoveremos lavouras diversas, no campo do espírito, que decidirão de nosso futuro.
Não nos esqueçamos das sementeiras da alegria e bondade, compaixão e serviço, porque tanto quando a terra empedrada ou espinhosa reclama auxílio justo para nos doar conforto e pão; as almas que nos cercam solicitam de nós, compreensão e auxílio, para que se convertam em vasos de esperança e fontes de luz.
Livro: Neste Instante – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet
domingo, 3 de abril de 2011
CARTA PATERNA
Meu filho; não tinhas razão em favor da cólera.
Vi, perfeitamente, quando o velhinho se aproximou para servir-te.
Trazia um coração amoroso e atento que não soubeste compreender.
Deste uma ordem que o pobrezinho não ouviu tão bem, quanto desejavas. Repetiste-a e, porque novamente te perguntasse qualquer coisa, proferiste palavras feias, que lhe feriram as fibras mais íntimas.
Como foste injusto!...
Quando nasceste, o antigo servidor já vencera muitos invernos e servira a muita gente.
Enfraqueceram-se-lhe os ouvidos, ante as imperiosas determinações alheias.
Nunca refletiste na neblina que lhe enevoa o olhar? Adquiriu-a trabalhando à noite, enquanto dormias despreocupado.
Sabes por que traz ele as pernas trêmulas? Devorou muitas léguas a pé, solucionando problemas dos outros.
Irritas-te, quando se demora a movimentar-se a teu mando. Contudo, exiges o automóvel para a viagem de dois quilômetros.
Em muitas ocasiões, queixas-te contra ele. É relaxado aos teus olhos, tem as mãos descuidadas e a roupa não muito limpa. Entretanto, nunca imaginaste que o apagado servidor jamais encontrou oportunidades iguais às que recebeste. Além disto, não lhe oferecem o ensinamento amigo e nem tempo para cogitar das próprias necessidades espirituais.
Reclamas longos dias para examinar pequenina questão, referente ao teu bem estar; todavia, não lhes consagra nem mesmo uma hora por semana, ajudando-o a refletir...
Respondes, enfadado, quando o velho companheiro te pede alguns níqueis, mais não vacilas em despender pequenas fortunas com amigos ociosos, em noitadas alegres, nas quais te mergulhas em fantasioso contentamento.
Interrogas, ingrato: – que fizeste do dinheiro que te dei?
Esqueces que o servidor de fronte enrugada não dispôs de tempo e recurso para calcular, com exatidão, os processos de ganhar além do necessário e não conseguiu ensejo de ilustrar o raciocínio com o refinamento que caracteriza o teu.
Ah! meu filho quando a impaciência te visita o espírito, recorda que o monstro da ira indesejável te bate à porta do coração. E quando a ele te entregas, imprevidente, tuas conquistas mais elevadas tremem nos alicerces. Chego a desconhecer-te, porque a fúria dos elementos interiores te alteram a individualidade aos meus olhos e eu não sei se passas à condição de criança ou de demônio!...
Se não podes conter, ainda, os movimentos impulsivos de sentimentos perturbadores; chegado o instante do testemunho, cala-te e espera.
A cólera nada edifica e nada restaura... Apenas semeia desconfiança e temor, ao redor de teus passos.
Não ameaces com a voz, nem te insurjas contra ninguém.
É provável que guardes alguma reclamação contra mim, teu pai, porque eu também sou ainda humano. No entanto, filho, acima de nós ambos permanece o Pai Supremo, e que seria de ti e de mim, se Deus, um dia, se encolerizasse contra nós?
Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
Meu filho; não tinhas razão em favor da cólera.
Vi, perfeitamente, quando o velhinho se aproximou para servir-te.
Trazia um coração amoroso e atento que não soubeste compreender.
Deste uma ordem que o pobrezinho não ouviu tão bem, quanto desejavas. Repetiste-a e, porque novamente te perguntasse qualquer coisa, proferiste palavras feias, que lhe feriram as fibras mais íntimas.
Como foste injusto!...
Quando nasceste, o antigo servidor já vencera muitos invernos e servira a muita gente.
Enfraqueceram-se-lhe os ouvidos, ante as imperiosas determinações alheias.
Nunca refletiste na neblina que lhe enevoa o olhar? Adquiriu-a trabalhando à noite, enquanto dormias despreocupado.
Sabes por que traz ele as pernas trêmulas? Devorou muitas léguas a pé, solucionando problemas dos outros.
Irritas-te, quando se demora a movimentar-se a teu mando. Contudo, exiges o automóvel para a viagem de dois quilômetros.
Em muitas ocasiões, queixas-te contra ele. É relaxado aos teus olhos, tem as mãos descuidadas e a roupa não muito limpa. Entretanto, nunca imaginaste que o apagado servidor jamais encontrou oportunidades iguais às que recebeste. Além disto, não lhe oferecem o ensinamento amigo e nem tempo para cogitar das próprias necessidades espirituais.
Reclamas longos dias para examinar pequenina questão, referente ao teu bem estar; todavia, não lhes consagra nem mesmo uma hora por semana, ajudando-o a refletir...
Respondes, enfadado, quando o velho companheiro te pede alguns níqueis, mais não vacilas em despender pequenas fortunas com amigos ociosos, em noitadas alegres, nas quais te mergulhas em fantasioso contentamento.
Interrogas, ingrato: – que fizeste do dinheiro que te dei?
Esqueces que o servidor de fronte enrugada não dispôs de tempo e recurso para calcular, com exatidão, os processos de ganhar além do necessário e não conseguiu ensejo de ilustrar o raciocínio com o refinamento que caracteriza o teu.
Ah! meu filho quando a impaciência te visita o espírito, recorda que o monstro da ira indesejável te bate à porta do coração. E quando a ele te entregas, imprevidente, tuas conquistas mais elevadas tremem nos alicerces. Chego a desconhecer-te, porque a fúria dos elementos interiores te alteram a individualidade aos meus olhos e eu não sei se passas à condição de criança ou de demônio!...
Se não podes conter, ainda, os movimentos impulsivos de sentimentos perturbadores; chegado o instante do testemunho, cala-te e espera.
A cólera nada edifica e nada restaura... Apenas semeia desconfiança e temor, ao redor de teus passos.
Não ameaces com a voz, nem te insurjas contra ninguém.
É provável que guardes alguma reclamação contra mim, teu pai, porque eu também sou ainda humano. No entanto, filho, acima de nós ambos permanece o Pai Supremo, e que seria de ti e de mim, se Deus, um dia, se encolerizasse contra nós?
Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
sábado, 2 de abril de 2011
A Mediunidade Levada a Sério
A mediunidade deve ser levada a sério
Porque além de ser um dom sagrado
Também faz parte do “mistério”
De um plano que foi traçado.
Quem faz da mediunidade um negócio
Para assim enriquecer
Atrai , maus espíritos prá sócios
Pondo assim tudo a perder.
Se alguém erra por ignorância
Não é assim tão culpado
O senhor tem tolerância
Porque não foi informado.
Mas se alguém faz pouco caso
É um médium leviano
A dor vem, não por acaso
É a cobrança do plano.
O médium deve orar e vigiar
Para assim se defender
Com todas as forças lutar
Para não se corromper.
Jesus, em sua mediunidade
Foi sempre calmo e tranqüilo
Fazia o bem com humildade
Porém , pedia sigilo.
Um amigo Poeta
A mediunidade deve ser levada a sério
Porque além de ser um dom sagrado
Também faz parte do “mistério”
De um plano que foi traçado.
Quem faz da mediunidade um negócio
Para assim enriquecer
Atrai , maus espíritos prá sócios
Pondo assim tudo a perder.
Se alguém erra por ignorância
Não é assim tão culpado
O senhor tem tolerância
Porque não foi informado.
Mas se alguém faz pouco caso
É um médium leviano
A dor vem, não por acaso
É a cobrança do plano.
O médium deve orar e vigiar
Para assim se defender
Com todas as forças lutar
Para não se corromper.
Jesus, em sua mediunidade
Foi sempre calmo e tranqüilo
Fazia o bem com humildade
Porém , pedia sigilo.
Um amigo Poeta
sexta-feira, 1 de abril de 2011
OBSESSÃO (2)
1 - Existe relação entre obsessão e correntes mentais?
Quem se refere à obsessão há de reportar-se, necessariamente, a correntes mentais. O pensamento é a base de tudo.
2 - Todos temos desafetos do passado?
Inegável que todos carreamos ainda, do pretérito ao presente, enorme carga de desafetos.
3 - Qual a nossa posição, depois de desencarnados, quando não somos integralmente bons, nem integralmente maus?
Quando desencarnados, em condições de relativamente felizes, guardadas as justas exceções, somos equiparados a devedores em refazimento, habilitando-nos, pelo trabalho e pelo estudo, ao prosseguimento do resgate dos compromissos de retaguarda.
4 - Onde somos defrontados com mais freqüência pelos desafetos do passado, na Terra ou no Plano Espiritual?
É compreensível que seja na esfera física que mais direta e freqüentemente nos abordem aqueles mesmos espíritos a quem ferimos ou com quem nos acumpliciamos na delinqüência.
5 - Como poderemos classificar aqueles que em outras existências nos foram inimigos ou de quem fomos adversários e que, no presente, desempenham, na base da profissão ou da família, o papel de nossos companheiros ou parentes?
São eles as testemunhas de nosso aperfeiçoamento, experimentando-nos as energias morais, quando não lhes suportamos o permanente convívio, por força das provas regenerativas que trazemos ao renascer. Acompanham-nos por instrumentos do progresso a que aspiramos, vigiam-nos as realizações e policiam-nos os impulsos.
6 - Quando estaremos realmente em paz com todos aqueles que ainda são para nós aversões naturais ou pessoas difíceis?
Um dia, chegaremos a agradecer-lhes a colaboração, imitando o aluno que, incomodado na escola, se rejubila, mais tarde, por haver passado sob atenção de professor exigente.
7 - Como se transformam os nossos adversários do passado?
Nos processos de obsessão, urge reconhecer que os nossos opositores ou adversários se transformam para o bem, à medida que, de nossa parte, nos transformaremos para melhor.
8 - As sessões de desobsessão tem valor? Em que condições?
Toda recomendação verbal e todo entendimento pela palavra, através das sessões de desobsessão, se revestem de profundo valor, mas somente quando autenticados pelo nosso esforço de reabilitação íntima, sem a qual todas as frases enternecedoras passarão infrutíferas, qual música emocionante sobre a vasa do charco.
9 - Em que tempo e situação nos podem atingir os fenômenos deprimentes da obsessão?
Salientando-se que o pensamento é alavanca de ligação, para o bem ou para o mal, é muito fácil perceber que os fenômenos deprimentes da obsessão podem atingir-nos, em qualquer condição e em qualquer tempo.
10 - É preciso que o obsidiado observe a própria vida mental para contribuir para as próprias melhoras?
Sim. As correntes mentais são tão evidentes quanto as correntes elétricas, expressando potenciais de energias para realizações que nos exprimem direção, propósito ou vontade, seja para o mal ou para o bem.
11 - Qual o papel do desejo, da palavra, da atividade e da ação no fenômeno obsessivo?
Cada um de nós é um acumulador por si, retendo as forças construtivas ou destrutivas que geramos. Desejo, palavra, atitude e ação representam eletroímãs, através dos quais atraímos forças iguais àquelas que exteriorizamos, no rumo dos semelhantes.
12 - Quais as conseqüências para alguém que se detém em qualquer aspecto do mal?
Deter-se, em qualquer aspecto do mal, é aumentar-lhe a influência, sobre nós e sobre os outros.
13 - Qual a relação entre as manifestações do sentimento aviltado e os desequilíbrios da personalidade?
Todas as manifestações de sentimento aviltado, quais sejam a calúnia e a maledicência, a cólera e o ciúme, a censura e o sarcasmo, a intemperança e a licensiociosidade, estabelecem a comunicação espontânea com os poderes que representam, nos círculos inferiores da natureza, criando distonias e enfermidades, em que se levantam fobias e fixações, desequilíbrios e psicoses, a evoluírem para alienação mental declarada.
14 - O que nos acontece moralmente quando emitimos um pensamento?
Emitindo um pensamento, colocamos um agente energético em circulação no organismo da vida - agente esse que retornará fatalmente a nós, acrescido do bem ou do mal de que o revestimos.
15 - Qual a relação entre nossos pontos vulneráveis e o retorno do mal que praticamos?
Compreendendo-se que cada um de nós possui pontos vulneráveis, no estado evolutivo deficitário que ainda nos encontramos, toda vez que o mal se nos associe a essa ou aquela idéia, teremos o mal de volta a nós mesmos, agravando-se doenças e fraquezas, obsessões e paixões.
16 - O que recebemos dos outros?
Assimilamos dos outros o que damos de nós.
17 - Que imagens reflete o espelho da mente?
A mente pode ser comparada a espelho vivo, que reflete às imagens que procura.
18 - Qual o nexo existente entre a obsessão e os interesses da criatura?
A obsessão, em qualquer tipo pelo qual se expresse, está fundamente vinculada aos processos mentais em que se baseiam os interesses da criatura.
19 - As companhias tem influência na obsessão?
Assevera o Cristo - "Busca e acharás". Encontraremos, sim , os companheiros que buscamos, seja para o bem ou para o mal.
20 - Qual a solução mais simples ao problema da obsessão?
Consagremo-nos à construção do bem de todos, cada dia e cada hora, porquanto caminhar entre espíritos nobres ou desequilibrados, sejam eles encarnados e desencarnados, será sempre questão de escolha e sintonia.
Livro: Leis de Amor, item V – Médiuns: Chico Xavier e Waldo Vieira -
Espírito: Emmanuel - 3º ed. FEESP.
Hoje foi postada a biografia do mês de Abril de 2011 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a Bittencourt Sampaio.
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