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segunda-feira, 31 de maio de 2010


AMAI-VOS


“Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.” - João. (I JOÃO, 3:18.)


Por norma de fraternidade pura e sincera, recomenda a Palavra Divina: “Amai-vos uns aos outros”.

Não determina seleções.

Não exalta conveniências.

Não impõe condições.

Não desfavorece os infelizes.

Não menoscaba os fracos.

Não faz privilégios.

Não pede o afastamento dos maus.

Não desconsidera os filhos do lar alheio.

Não destaca a parentela consangüínea.

Não menospreza os adversários.

E o apóstolo acrescenta: “Não amemos de palavra, mas através das obras, com todo o fervor do coração.”

O Universo é o nosso domicílio.

A Humanidade é a nossa família.

Aproximemo-nos dos piores, para ajudar.

Aproximemo-nos dos melhores, para aprender.

Amarmo-nos, servindo uns aos outros, não de boca, mas de coração, constitui para nós todos, o glorioso caminho de ascensão.


Livro: Vinha de Luz, lição 130 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

domingo, 30 de maio de 2010


A VISITA DA VERDADE


Certa feita, disse o Mestre que só a Verdade fará livre o homem; e, talvez porque lhe não pudesse apreender, de imediato, a vastíssima extensão da afirmativa, perguntou-lhe Pedro, no culto doméstico:

— Senhor, que é a Verdade? Jesus fixou no rosto enigmática expressão e respondeu:

— A Verdade total é a Luz Divina total; entretanto, o homem ainda está longe de suportar-lhe a sublime fulguração.

Reparando, porém, que o pescador continuava faminto de esclarecimentos novos, o Amigo Celeste meditou alguns minutos e falou:

— Numa caverna escura, onde a claridade nunca surgira, demorava-se certo devoto, implorando o socorro divino.

Declarava-se o mais infeliz dos homens, não obstante, em sua cegueira, sentir-se o melhor de todos.

Reclamava contra o ambiente fétido em que se achava.

O ar empestado sufocava-o — dizia ele em gritos comoventes.

Pedia uma porta libertadora que o conduzisse ao convívio do dia claro.

Afirmava-se robusto, apto, aproveitável.

Por que motivo era conservado ali, naquele insulamento doloroso? Chorava e bradava, não ocultando aflições e exigências.

Que razões o obrigavam a viver naquela atmosfera insuportável?

Notando Nosso Pai que aquele filho formulava súplicas incessantes, entre a revolta e a amargura; profundamente compadecido enviou-lhe a Fé.

A sublime virtude exortou-o a confiar no futuro e a persistir na oração.

O infeliz consolou-se, de algum modo, mas, a breve tempo, voltou a lamuriar.

Queria fugir ao monturo e, como se lhe aumentassem as lágrimas, o Todo-Poderoso mandou-lhe a Esperança.

A emissária afagou-lhe a fronte suarenta e falou-lhe da eternidade da vida, buscando secar-lhe o pranto desesperado.

Para isso, rogou-lhe calma, resignação, fortaleza.

O pobre pareceu melhorar, mas, decorridas algumas horas, retomou a lamentação.

Não podia respirar — clamava, em desalento.

Condoído, determinou o Senhor que a Caridade o procurasse.

A nova mensageira acariciou-o e alimentou-o, endereçando-lhe palavras de carinho, qual se lhe fora abnegada mãe.

Todavia, porque o mísero prosseguisse gritando, revoltado, o Pai Compassivo enviou-lhe a Verdade.

Quando a portadora de esclarecimento se fez sentir na forma de uma grande luz, o infortunado, então, viu-se tal qual era e apavorou-se.

Seu corpo era um conjunto monstruoso de chagas pustulentas da cabeça aos pés e, agora, percebia, espantado, que ele mesmo era o autor da atmosfera intolerável em que vivia.

O pobre tremeu cambaleante, e, notando que a Verdade serena lhe abria a porta da libertação, horrorizou-se de si mesmo; sem coragem de cogitar da própria cura, longe de encarar a visitadora, frente a frente, para aprender a limpar-se e a purificar-se, fugiu, espavorido, em busca de outra furna onde conseguisse esconder a própria miséria que só então reconhecia.

O Mestre fez longa pausa e terminou:

— Assim ocorre com a maioria dos homens, perante a realidade.

Sentem-se com direito à recepção de todas as bênçãos do Eterno e gritam fortemente, implorando a ajuda celestial.

Enquanto amparados pela Fé, pela Esperança ou pela Caridade, consolam-se e desconsolam-se, crêem e descrêem, tímidos, irritadiços e hesitantes; todavia, quando a Verdade brilha diante deles, revelando-lhes a condição em que se encontram, costumam fugir, apressados, em busca de esconderijos tenebrosos, dentro dos quais possam cultivar a ilusão.


Livro Jesus no Lar, lição 25 – Médium: Chico Xavier – Espírita: Néio Lúcio.

sábado, 29 de maio de 2010


ORAÇÃO

Pai Nosso, que estás nos Céus,
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos,
Deste mundo de escarcéus.

Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão no caminho
Feito na luz, no carinho
Do pão espiritual.

Santificado, Senhor,
Seja o teu nome sublime,
Que em todo Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.

Perdoa-nos, meu Senhor,
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
De iniqüidade e de dor.

Venha ao nosso coração
O teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada da redenção.

Auxilia-nos, também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar nossos irmãos
Que vivem longe do bem.

Cumpra-se o teu mandamento
Que não vacila e nem erra,
Nos Céus, como em toda Terra
De luta e de sofrimento.

Com a proteção de Jesus,
Livra a nossa alma do erro,
Sobre o mundo de desterro,
Distante da vossa luz.

Que a nossa ideal igreja
Seja o altar da Caridade,
Onde se faça a vontade
Do vosso amor...

Assim Seja.


Livro: Parnaso de Além Túmulo – Médium: Chico Xavier – Espírito: José Silvério Horta.

Três Trovas


Quem procura ultrapassar
A inteligência Divina
Acaba em cansaço inútil,
Titubeia e desatina.

Vida, amor, lar, alegria
São da Divina Graça,
Deus entrega tudo ao Tempo,
Age o Tempo e tudo passa...


De energias que conheço
Aquela que mais domina
É a fé sincera e constante
Na Providência Divina.


Médium: Chico Xavier – Espírito: Cornélio Pires.

sexta-feira, 28 de maio de 2010


Cristificação Pelo Amor

É certo que gostarias de ser amado, recebendo a afetividade de outrem em demonstrações de carinho conforme as necessidades que acreditas te afligirem.

Talvez fosse melhor que te chegassem ao sentimento as expressões retributivas do amor que asparzes, diminuindo-te as carências íntimas, acalmando-te as ansiedades, alegrando-te.

O problema, porém, é geral.

Não há indivíduo algum que se encontre refeito na Terra, nessa área.

Quem recebe amor de determinadas pessoas, aspira pelo afeto de outras, que não aquelas que se lhe acercam.

Tens o pensamento dirigido para alguém que, possivelmente, não te corresponde, assim como outrem te anela, sem que sintas algo de especial por ele.

Se as pessoas se correspondessem na faixa de ternura; se os corações se manifestassem na mesma onda de sentimento; se os afetos se exteriorizassem na mesma vibração de trocas, a Terra já seria o paraíso desejado.

Há, no entanto, infinidade de graus, nos quais se manifestam as emoções.

Ninguém, todavia, que viaje a sós.

Possivelmente, não te associas com a pessoa de quem gostas, ou não recebes a companhia do ser amado. Todavia, se espraiares o olhar de bondade compreensiva, identificarás companhias outras agradáveis, que se encontravam solitárias, porque anelavam por ti e não logravam aproximar-se.

São os aparentemente inexplicáveis paradoxos da existência corporal, cujas causas se encontram na conduta passada, quando de outras reencarnações.

Ama, desse modo, sem te impores, sem exigires retribuição.

Experimenta querer bem, pelo prazer pessoal de fazê-lo, e descobrirás um filão de ouro atraente que te propiciará uma grande fortuna, em forma de paz e de satisfação pessoal.

O melhor do amor é amar, e não somente ser amado.

A preparação de uma viagem, não raro, é sempre mais agradável do que esta em si mesma, ou a sua chegada, que, às vezes, causa frustração e desencanto.

As chamadas "pessoas maravilhosas", por quem te apaixonas, assim o são, porque as desconheces.

Todos os homens têm problemas, limitações, defeitos, necessidades.

O insucesso das uniões conjugais, na maioria dos casos, resulta da precipitação na escolha, da imaturidade na busca, do apego às ilusões e da afetividade por ídolos de pés de barro que se despedaçam facilmente.

Enobrece-te com o amor, irradiando-o em forma de simpatia, de gentileza, de serviço pelo próximo, de abnegação.

Não há quem resista à força do amor sem interesse imediato, sem aprisionamento.

Ama, portanto, libertando.

Cristifica-te através do amor. Talvez, para consegui-lo, seja-te necessário crucificares-te nas traves da renúncia e da sublimação. Todavia, somente por meio da crucificação é que alguém se pode cristificar.

E o amor, sem dúvida, ainda é o mais suave, perfeito e eficaz instrumento para consegui-lo.


Livro: Momentos de Coragem – Médium: Divaldo P. Franco – Espírito: Joanna de Angelis.

quinta-feira, 27 de maio de 2010


CARIDADE

Filhos, em verdade, outra virtude não existe mais bela.
Todos os dons da vida, emoldurando-a, empalidecem como os lumes terrenos quando o sol aparece vitorioso.

Desde a antiguidade, a ciência e a filosofia erigem à própria exaltação gloriosos monumentos que se transformam em cinza, a fim de que elas mesmas se renovem.

Em todos os tempos, a autoridade e o poder fazem guerra que esbarram no sepulcro, entre sombra e lamentação.
Só a Caridade, filha do Amor Celeste é invariável.

Com ela, desceu Nosso Senhor Jesus Cristo à treva humana e, abraçando os fracos e enfermos, os vencidos e desprezados, levantou os alicerces do Reino de Deus que as Forças do Bem na Terra ainda estão construindo.

Vinde, pois, à Seara do Evangelho, trazendo no coração a piedade fraternal que tudo compreende e tudo perdoa!...
Acendamos a flama da caridade quando orarmos!

Em nossas casas de socorro espiritual, achamo-nos cercados por todos os tipos de sofrimento, enquanto nos devotamos à prece... que decorrem de tristes almas desencarnadas a carregarem consigo as escuras raízes de ilusão e delinqüência, com que se prendem à retaguarda...

São as filas atormentadas daqueles que traficaram com o altar, que venderam a consciência nos tribunais da justiça, que mercadejaram com os títulos respeitáveis, que menosprezaram a benção do lar, que tripudiaram sobre o amor puro, que fizeram do corpo físico uma porta à viciação, que se renderam às sugestões das trevas alimentando-se de vingança, que fizeram da violência cartilha habitual de conduta, que acreditaram na força sobre o direito, que se desmandaram no crime, que sepultaram a mente em pântanos de usura e que se abandonaram, inermes, à ociosidade, à perturbação, à perversidade e à morte moral...

Para todos esses corações encarcerados na sombra expiatória, é indispensável saibamos trazer, em nome do Cristo, a chama do sacrossanto amor que ilumina e salva, esclarece e aprimora...

Inegavelmente, enquanto na carne, não conseguis analisar a extensão das consciências em desequilíbrio que se nos abeiram das preces, como sedentos em torno à fonte...

Viveis, provisoriamente, a condição do manancial incapaz de saber quão longo é o caminho da própria corrente na regeneração do deserto.

Cabe-nos, assim, o mais amplo esforço para que a caridade persista em nossos pensamentos, palavras e ações, porquanto é imprescindível avivá-la também quando agimos.

No círculo doméstico e na vida pública, tanto quanto em todos os domínios de vossa atuação nas lides terrestres, sois igualmente defrontados pelos companheiros em desajuste que, como nos acontece a todos, anseiam por reerguimento e restauração.

Guardemos caridade para com todos aqueles que nos rodeiam... Para com os felizes que não sabem medir a própria ventura e para com os infortunados que não podem ainda compreender o valor da provação que os vergasta; para com jovens e velhos, crianças e doentes, amigos e adversários!...

Cultivemo-la em toda parte... Caridade que saiba renunciar a favor de outrem, que se cale ajudando em silêncio, e que se humilhe, sobretudo, a fim de que o desespero não domine os corações que pretendemos amar...
Todos na Terra suspiram pelo melhor.

A mulher que vedes excessivamente adornada, muita vez traz o coração chagado de angústia.
O homem que surge, assinalado pela riqueza terrestre, quase sempre é portador de um vulcão no crânio entontecido.
A juventude espera orientação, a velhice pede amparo.
Onde estiverdes, não condeneis!
O lodo da miséria nasce no charco da ignorância em cujos laços viscosos a leviandade ainda se enleia.

Nós, porém, que já conhecemos a lição do Senhor, aquinhoados que fomos por sua benção, podemos abreviar o caminho para a grande libertação, desde que a caridade brilhe conosco, dissipando a sombra e lenindo o sofrimento.

É assim que vos concitamos à mais intensa procura do Cristo para que o Cristo esteja em nós, de vez que somente no Espírito Divino de Jesus é que conseguiremos vencer a dominação das trevas, estendendo no mundo o império silencioso da caridade, por vitoriosa luz do Céu.


Fonte: Instruções Psicofônicas - Médium: Chico Xavier – Espírito: José Silvério Horta.

quarta-feira, 26 de maio de 2010


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 15 – Fora da Caridade Não Há Salvação

A Caridade Segundo São Paulo

6 – Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até a ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada. E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se todavia não tiver caridade, nada disto me aproveita. A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. A caridade nunca jamais há de acabar, ou deixem de ter lugar às profecias, ou cessem as línguas, ou seja abolida a ciência.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes; porém a maior delas é a caridade. (Paulo, I Coríntios, XIII: 1-7 e 13).

7 – São Paulo compreendeu tão profundamente esta verdade, que diz: “Se eu falar as línguas dos anjos; se tiver o dom de profecia, e penetrar todos os mistérios; se tiver toda a fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver caridade, nada sou. Entre essas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade”. Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima da própria fé. Porque a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre; e porque independe de toda a crença particular.

E faz mais: define a verdadeira caridade; mostra-a, não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

terça-feira, 25 de maio de 2010


Examinemos a Nós Mesmos


Qual é o meio prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida, e resistir aos arrastamentos do mal?

- Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo. (Questão nº. 919 de “O Livro dos Espíritos”)



O dever do espírita cristão é tornar-se progressivamente melhor.

Útil, assim, verificar de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.

Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.

Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?

Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?

Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?

Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?

Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?

Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?

Usas mais intensamente os pronomes “nós”, “nosso”, e “nossa” e menos os determinativos “eu”, “meu” e “minha”?

Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?

Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?

Dissipaste antigos desafetos e aversões?

Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência?

Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?

Entendes melhor a função da dor?

Ainda cultivas alguma discreta desavença?

Auxilias aos necessitados com mais abnegação?

Tens orado realmente?

Teus ideais evoluíram?

Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?

Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?

Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?

Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!

Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.

Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.

Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...


Livro: Opinião Espírita – Médium: Waldo Vieira – Espírito: André Luiz.

segunda-feira, 24 de maio de 2010


AUXILIA


Não olvides a lei da cooperação, a fim de que a caridade, por estrela de amor, fulgure nos céus de teu destino...

Auxilia a terra seca e amanhã não te faltará o celeiro farto.
Auxilia a fonte amiga e a água pura te regenerara a saúde orgânica.
Auxilia a criança e clarearás o futuro.
Auxilia o ancião desamparado e colherás um tesouro de bênçãos.
Auxilia o aflito e a esperança te coroará a visão da justiça.
Auxilia o faminto e acrescentarás o próprio reconforto.
Auxilia o companheiro da peregrinação em que te encontras e a fraternidade te protegerá, generosa.

Dispões do consolo das horas...
Dispões da palavra fácil...
Dispões de mãos diligentes...
Dispões de movimentos livres...
E, sobretudo, dispões do conhecimento evangélico a enriquecer-te a inteligência...

Não te percas, assim, na província torturada dos momentos perdidos.
Recorda que o relógio humano, agora ou depois, dirá das oportunidades preciosas que recebeste...
Auxilia, pois, enquanto é tempo, ajudando, compreendendo, servindo, perdoando, construindo para o bem e amando, cada vez mais, na certeza de que o auxílio prestado desinteressadamente aos outros, nas lutas da Terra, é investimento de paz e vitória, felicidade e luz, para a glória do Céu.


Livro: Correio Fraterno - Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.

domingo, 23 de maio de 2010


A LIÇÃO INESQUECÍVEL


Hilda, menina abastada, diariamente dirigia más palavras à pequena vendedora de doces que lhe batia humildemente à porta da casa.

-Que vergonha! De bandeja! De esquina a esquina! Vai-te daqui! – gritava, sem razão.

A modesta menina se punha pálida e trêmula. Entrementes, a dona da casa, tentando educar a filha, vinha ao encontro da pequena humilhada e dizia, bondosa:

-Que doces tão perfeitos! Quem os fez assim tão lindos?

A mocinha, reanimada, respondia, contente:

-Foi a mamãe.

A generosa senhora comprava sempre alguma coisa e, em seguida, recomendava à filha:

-Hilda, não brinques com o destino. Nunca expulses o necessitado que nos procura. Quem sabe o que sucederá amanhã? Aqueles que socorremos serão provavelmente nossos benfeitores.

A menina resmungava e, à noite, ao jantar, o pai secundava os conselhos maternos, acrescentando:

-Não zombes de ninguém, minha filha! O trabalho, por mais humilde, é sempre respeitável e edificante. Por certo, dolorosas necessidades impelirão uma criança a vender doces, de porta em porta.

Hilda, contudo, no dia seguinte, fustigava a vendedora, exclamando:

-Fora daqui! Bruxa! Bruxa!...

A mãe devotada acolhia a pequena descalça e repetia à filha as advertências carinhosas da véspera.

Correu o tempo e, depois de quatro anos, o quadro da vida se modificara.

O paizinho de Hilda adoeceu e debalde os médicos procuraram salvá-lo. Morreu numa tarde calma, deixando o lar vazio.

A viúva recolheu-se ao leito extremamente abatida e, com as despesas enormes, em breve a pobreza e o desconforto invadiram-lhe a residência.

A pobre senhora mal podia mover-se.

Privações chegaram em bando. A menina, anteriormente abastada, não podia agora comprar nem mesmo um par de sapatos.

Aflita por resolver a angustiosa situação, certa noite Hilda chorou muitíssimo, lembrando-se do papai. Dormiu, lacrimosa, e sonhou que ele vinha do Céu conforta-la. Ouviu-o dizer, perfeitamente:

-Não desanimes, minha filha! Vai trabalhar! Vende doces para auxiliar a mamãe!...

Despertou, no dia imediato, com o propósito firme de seguir o conselho.

Ajudou a mãezinha enferma a fazer muitos quadrinhos de doce de leite e, logo após, saiu a vendê-los. Algumas pessoas generosas compravam-nos com evidente intuito de auxiliá-la; entretanto, outras criaturas, principalmente meninos perversos, gritavam-lhe aos ouvidos:

-Sai daqui! Bruxa de bandeja!...

Sentia-se triste e desalentada, quando bateu à porta de uma casa modesta. Graciosa jovem atendeu.

Ah! Que surpresa! Era a menina pobre que costumava vender cocadas noutro tempo. Estava crescidinha, bem vestida e bonita.

Hilda esperou que ela a maltratasse por vingança, mas a jovem humilde fitou nela os grandes olhos, reconheceu-a, compreendeu a nova situação e exclamou, contente:

-Que doces tão perfeitos! Quem os fez assim tão lindos?

A interpelada lembrou os conselhos maternos de anos passados e informou:

-Foi a mamãe.

A ex-vendedora comprou quantos quadrinhos restavam na bandeja e abraçou-a com sincera amizade.

Desse dia em diante, a menina vaidosa transformou-se para sempre. A experiência lhe dera inesquecível lição.


Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.

sábado, 22 de maio de 2010


Gratidão a Deus


Quando a sombra da tristeza
cobrir seus sonhos de ventura.
Quando você quiser chorar
diante da taça da amargura.

Quando a dor bater à porta
ferindo bem fundo o coração.
Quando a esperança é morta
e a vida amarga ilusão.

Olhe para trás,
veja quanta dor!
Súplicas de paz
clamando amor!

Olhos sempre em trevas!
Mãos mendigam pão!
Bocas que não falam
e risos sem razão...

Deixe de chorar!
Volte a sorrir.
Você é tão feliz
volte a cantar!

Faça uma prece,
seja grato à Deus!
Ele sempre abençoa
os filhos seus!


Autor: João Cabete


POR LUZ


Senhor; ilumina os nosso caminhos...

Há quantos séculos nos encontramos perdidos nas trevas de nós mesmos?

Dissipa, por caridade, toda sombra que projetemos ao redor...

Ansiamos por caminhar na Tua luz!

Que possamos enxergá-la brilhando junto a nós...

Onde estávamos, que antes não a pudemos ver?

Em que noite espessa havíamos mergulhado o espírito?...

Tanto quanto o nosso coração, os nossos olhos por Ti anseiam e Te buscam em toda parte.

Mostra-nos, Senhor, mostra-nos a Tua luz, para que possamos seguí-la para sempre

Guia-nos pelos labirintos escuros da vida e não nos deixes cair, outra vez, no abismo das amargas desilusões de onde estamos nos retirando.


Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli – Espírito: Irmão José.

sexta-feira, 21 de maio de 2010


EXTENSÃO DA ALMA


"...Amai, pois, vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que são indicadas pela própria Natureza é desconhecer a lei de Deus. Não o castigueis pelas faltas que o vosso livre-arbítrio fê-lo cometer, e das quais ele é tão irresponsável como o é o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa..." (Cap. XVII, item 11)

Ele se densificou moldado por nossos pensamentos, obras e crenças mais íntimas. Extensão da própria alma, ele é a parte materializada de nós mesmos e que nos serve de conexão com a vida terrena.

Há quem o despreze, dizendo que todas as tentações e desastres morais provêm de suas estruturas intrínsecas, e o culpe pelas quedas de ordem sexual e pelos transtornos afetivos, esquecendo-se de que ele apenas expressa a nossa vida mental.

Foi considerado, particularmente na Idade Média, como o próprio instrumento do demônio, que impunha à alma, nele encarcerada, o cometimento dos maiores desatinos e desastres morais.

Se cuidado e bem tratado, era isto atribuído aos vaidosos e concupiscentes; se macerado e flagelado, era motivo de regozijo dos tementes a Deus e cultivadores da candidatura ao reino dos céus.

Essas crenças neuróticas do passado afiançavam que, quanto maiores as cinzas que o cobrissem e quanto mais agudas as dores que o afligissem, mais alto o espírito se sublimaria, alcançando assim os píncaros da evolução.

Porém, não é propriamente nosso corpo o responsável pelas intenções, emoções e sentimentos que ressoam em nossos atos e atitudes, mas nós mesmos, almas em processo de aprendizagem e educação.

Nossos pensamentos determinam nossa vida e, consequentemente, são eles que modelam nosso corpo. Portanto, somos nós, fisicamente, o produto do nosso eu espiritual.

A crença em anjos rebeldes destinados eternamente a induzir as almas a pecar, tira-nos a responsabilidade pelas próprias ações, e ficamos temporariamente na ilusão de que os outros é que comandam nossos feitos, atuações e inclinações, e não nós mesmos, os verdadeiros dirigentes de nosso destino.

Corpo e alma unidos a serviço da evolução, eis o que determina a Natureza. Nosso físico não é apenas um veículo usável, mas também a parte mais densa da alma.

Não o separaremos, pois, de nós mesmos, porque, apesar de sua matéria ficar na Terra no processo da morte física, é nele que avaliamos as sensações do abraço de mãe, do ósculo afetivo e das mãos carinhosas dos amigos.

Através dele é que podemos identificar angústias e aflições, que são bússolas a nos indicar que, ou quando, devemos mudar nossa maneira de agir e pensar, para que possamos percorrer caminhos mais adequados do que os que vivemos no momento.

A lei divina não nos pede sofrimento para que cresçamos e evoluamos; pede-nos somente que amemos cada vez mais. Cuidemos, pois, de nosso corpo e o aceitemos plenamente. Ele é o instrumento divino que Deus nos concede para que possamos aprender e amar cada vez mais.


Livro: Renovando Atitudes – Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito: Hammed.

quinta-feira, 20 de maio de 2010


CÓLERA E NÓS


Tema – Prejuízos da Irritação.


Não farias explodir uma bomba dentro e casa, comprometendo a vida daqueles que mais amas. No entanto, por vezes, não vacilamos em detonar a dinamite da cólera, aniquilando as energias dos companheiros que nos trazem apoio e cooperação.

Nesse sentido, vale destacar que cada um de nós desempenha papel determinado na construção do benefício comum; e se contamos, na execução dos nossos deveres, com amigos abnegados, capazes do mais alto sacrifício em nosso favor, temos, ainda, nas linhas da existência, aqueles espíritos que se erigem à condição de nossos credores, com os quais ainda não nos quitamos, de todo, no terreno das contas pessoais, transferidas à contabilidade de hoje pelo saldo devedor de passadas reencarnações. Ocultos na invisibilidade, por efeito da diferença vibratória no estado específico da matéria sutil em que se localizam, quando desencarnados, ou mesmo revestidos na armadura de carne e osso, no plano físico, eles se instalam na sombra da antipatia sistemática ou da perseguição gratuita, experimentando-nos com persistência admirável os propósitos e testemunhos de melhoria interior.

É assim que vamos vencendo em exames diversos, opondo valores morais entesourados na alma ao assédio das provas, como sejam paciência na adversidade, resistência na dor, fé nos instantes de incerteza e generosidade perante as múltiplas solicitações do caminho... Chega, porém, o dia em que somos intimados ao teste da dignidade pessoal. Seja pelo dardo do insulto ou pelo espinho da desconsideração, somos alvejados no amor próprio, e, se não dispomos suficientemente de humildade e compaixão, eis que a altivez ferida se assemelha em nós ao estopim afogueado de que a cólera irrompe em fuzilaria de pensamentos descontrolados, arruinando-nos preciosas edificações espirituais do presente e do futuro.

Estejamos alertas contra semelhante poder fulminativo, orando e abençoado, servindo e desculpando, esquecendo o mal e restaurando o bem.

Decerto, nem sempre a doçura pode ser a marca de nosso verbo ou de nossa atitude porquanto, momentos surgem nos quais o bem geral reclama a governança da providência rija ou da frase salgada de advertência, mas, é preciso não olvidar que a cólera a nada remedeia, em tempo algum, e que, além de tudo, ela estabelece fácil ganho de causa a todos aqueles que, por força de nossa evolução deficitária, ainda se nos alinham, nas trilhas da existência, à conta de nossos inimigos e obsessores.


Livro: Encontro Marcado – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

terça-feira, 18 de maio de 2010


VENCERÁS

Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultive pessimismo.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.

Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.

Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressione a dificuldade.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para dia-a-dia.
Não desista da paciência.

Não creias em realização sem esforço.
Silêncio para a injúria.
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.

Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.

Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens, nem fracassos.
Estuda buscando aprender.

Não te voltes contra ninguém.
Não dramatize provocações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.
Resguarda-te em Deus, persevera no trabalho que Deus te confiou.

Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego
E assim vencerás.


Médium: Francisco Cândido Xavier - Espírito: Emmanuel.

segunda-feira, 17 de maio de 2010


A Flor da Amizade

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.
Quem sabe como conseguiu crescer e ser um sinal de vida
no meio de tanta tristeza...

Passou uma jovem e ficou admirada com a flor.
Logo pensou em Deus.
Cortou a flor e a levou para a igreja.
Mas, após uma semana a flor tinha morrido.

Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus,
agradeceu e a deixou ali: não quis cortá-la para não matá-la.
Mas, dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu...

Passou uma criança e achou que aquela flor
era parecida com ela: bonita, mas sozinha.

Decidiu voltar todos os dias.

Um dia regou, outro dia trouxe terra,
outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo...

Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor,
havia um jardim!

Assim se cultiva uma amizade...

E como nem sempre a distância nos permite cultivar as amizades como gostaríamos..., espero que essa mensagem possa ser um pouquinho de adubo para que nossa amizade nunca morra por falta de cultivo...


Autor desconhecido.

domingo, 16 de maio de 2010


A FÉ VITORIOSA


Destacava André certas dificuldades na expansão dos novos princípios redentores de que o Mestre se fazia emissário e se referia aos fariseus com amargura violenta, concitando os companheiros à resistência organizada.

Jesus, porém, que ouvia com imperturbável tolerância a argumentação veemente, asseverou tão logo se estabeleceu o silêncio: — Nenhuma escola religiosa triunfará com o Pai, ausentando-se do amor que nos cabe cultivar uns para com os outros.

E talvez porque se manifestasse justificada expectativa em torno dos apólogos que a sua divina palavra sabia tecer, contou, muito calmo: — Na época da fé selvagem, três homens primitivos com as suas famílias se localizaram em vasta floresta e, findo algum tempo de convívio fraternal, passaram a discutir sobre a natureza do Criador.

Um deles pretendia que o Todo-Poderoso vivia no trovão, outro acreditava que o Pai residisse no vento e o terceiro, que Ele morasse no Sol.

Todos se sentiam filhos d’Ele, mas queriam à viva força a preponderância individual nos pontos de vista.

Depois de ásperas altercações, guerrearam abertamente.

Um dos três se munira de pesada carga de minério, outro reuniu grande acervo de pedras e o último se ocultara por trás de compacto monte de madeira.

Achas de lenha e rudes calhaus eram as armas do grande conflito.

Invocam todos a proteção do Supremo Senhor para os seus núcleos familiares e empenhavam- se em luta.

E tamanhas foram as perturbações que espalharam na floresta, prejudicando as árvores e os animais que lhes sofreram a flagelação, que o Todo-Compassivo lhes enviou um anjo amigo.

O mensageiro visitou-lhes o reduto, na forma de um homem vulgar, e, longe de retirar-lhes os instrumentos com que destruíam a vida, afirmou que os patrimônios de que dispunham eram todos preciosos entre si, elucidando-os tão-somente de que necessitavam imprimir nova direção às atividades em curso.

Explicou-lhes que os três estavam certos na crença que alimentavam, porque Deus reside no Sol que sustenta as criaturas, no vento que auxilia a Natureza e no trovão que renova a atmosfera.

E, com muita paciência, esclareceu a todos que o Criador só pode ser honrado pelos homens, através do trabalho digno e proveitoso, ensinando o primeiro a transformar os duros fragmentos de minério em utensílios para o trato da terra, nas ocasiões de sementeira; ao segundo, a converter as achas de lenha em peças valiosas ao bem estar, e, ao terceiro, a utilizar as pedras comuns na edificação de abrigos confortáveis, acrescentando, em tudo, a boa doutrina do serviço pelo progresso e aperfeiçoamento geral.

Os contendores compreenderam, então, a grandeza da fé vitoriosa pela ação edificante, e a discórdia terminou para sempre...

O Mestre fez pequena pausa e aduziu: — Em matéria religiosa, cada crente possui razões respeitáveis e detém preciosas possibilidades que devem ser aproveitadas no engrandecimento da vida e do tempo, glorificando o Pai.

Quando a criatura, porém, guarda a bênção do Céu e nada realiza de bom, em favor dos semelhantes e a benefício de si mesma, assemelha-se ao avarento que se precipita no inferno da sede e da fome, no intuito de esconder, indebitamente, a riqueza que Deus lhe emprestou.

Por isto mesmo, a fé que não ajuda, não instrui e nem consola, não passa de escura vaidade do coração.

Pesado silêncio desceu sobre todos e André baixou os olhos tímidos, para melhor fixar a mensagem de luz.

Livro Jesus no Lar, lição 32 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lucio.

sábado, 15 de maio de 2010


O VERDADEIRO AMOR

Senhor; educa-me o espírito para que eu não erre mais sempre que me relacionar comigo e com o mundo...

Meu coração está ansioso para amar da forma como Tu nos ensinaste!

Porém, ainda vive em mim todo um passado de hábitos e experiências que nem sempre foram de acordo com a Tua Lei e a Tua vontade. Em meu coração palpita ainda um apego excessivo aos bens amealhados, materiais e sentimentais, e um sentido exagerado de propriedade dentro do qual me movimento como pequeno tirano de minha própria submissão...

Por isso estou aqui, pedindo-te orientação e força.

Sei que recolho da vida aquilo que dou a ela, e meu coração está cansado de recolher dor e sentimentos mesquinhos em quase todas as minhas manifestações...

Quero amar de verdade, para ser amado também, verdadeiramente!

Não quero mais o egoísmo norteando meus sentimentos, não quero mais reter para ter; aprisionar para possuir; tiranizar para receber!

Quero experimentar a sublime sensação das grandes almas que souberam romper com o passado para glorificar o futuro; quero abençoar meu presente para não chorar por mim mesmo amanhã; quero resgatar meu passado para que meu dia amanheça em paz, de uma vez por todas, mesmo que à minha volta o mundo todo se mantenha em turbilhão...

Quero renunciar para conquistar, quero libertar para ter...

Roga-me o coração uma forma de manifestação mais elevada e pura, qual se não mais suportasse ele o egoísmo em que tenho estacionado e onde vejo meus irmãos conforme apenas a sua utilidade aos meus propósitos e contingências...

Não sou feliz assim, meu Pai, não sou!

Como declarar-me feliz se estou sempre refazendo a minha vida para tornar a perder? Como dizer-me realizado se todo dia necessito contabilizar o que possuo, somando prejuízos à conta de lucros e lucros à conta de prejuízos?

O verdadeiro amor não produz inquietações e danos, e sim felicidade perene...

Por isso, Senhor, ajuda-me agora a cuidar melhor de mim e de tudo o que me destes ao longo da vida! Não quero mais a sensação amarga de tempo perdido, de castelos na areia!

Ampara-me o desejo de crescimento real. Mostre-me os caminhos pelos quais devo seguir de ora em diante e, abençoando-me a alma, concede-me a chance de refazer mente e coração para assim conhecer um dia, jubiloso, a verdadeira face do amor!

Assim seja!

André Luiz

LIÇÃO DE FÉ


Coração, não te perturbes,

Se, em torno, há quem se desmande,

Se a luta surge tão grande,

Que tudo é aflição no ar...

Abraça os próprios deveres,

Acalma-te, serve e lida,

Que Deus, sustentando a vida,

Só nos pede confiar.



Olha os exemplos do campo,

Na noite de tempestade,

O solo é treva e ansiedade

Sob o granizo e bater;

Caem troncos, rolam penhas,

O raio quebra a montanha,

O lodo se desentranha,

É a gleba a se desfazer.



Escondem-se, furna em furna,

Os peregrinos da estrada,

Passarinhos na ramada

Lançam pios de oração;

Ouvem-se gritos selvagens,

É o vento brandindo o açoite,

Cortando as formas da noite

E uivando desolação.



Mas outro dia está pronto...

A madrugada vem vindo,

Um roseiral no céu lindo

É o jardim que o Sol produz;

O clarão cresce e se espalha,

A brisa afaga os caminhos,

Brilham copas, cantam ninhos,

Toda a Terra é um mar de luz.



Coração, assim também,

Depois da estrada de prova,

Eis que a vida se renova

Na esperança a ressurgir;

A bênção do amor renasce,

A alegria se proclama,

É Deus que te busca e chama

A novo e belo porvir.


Livro: Antologia da Criança – Médium: Chico Xavier – Espírito: Maria Dolores.

sexta-feira, 14 de maio de 2010


EM LOUVOR DA ALEGRIA


“Bem-aventurados, vós, que agora chorais, porque rireis.”- JESUS – LUCAS: 6: 21.


“Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes que desempenhar uma missão de que não suspeitas, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.” Cap. V, 25.


Nos dias em que a experiência terrestre se faça amargosa e difícil, não convertas a depressão em veneno.

Quando a aflição te ronda o caminho, anuncias trazer o espírito carregado de sombra, como quem se encontra ausente do lar, ansiando regresso, entretanto, isso não é motivo para que te precipites no desânimo arrasador.

Acusas-te em trevas e podes mentalizar coma própria cabeça luminosos pensamentos de otimismo e fraternidade ou retratar nas pupilas o fulgor do sol e a beleza das flores.

Entregas-te à mudez, proclamando não suportar os conflitos que te rodeiam.

E nada te impede abrir a boca, a fim de pronunciar a frase de reconforto e apaziguamento.

Asseveras que o mundo é imenso vale de lágrimas, cruzando os braços para chorar os infortúnios da Terra e possuis duas mãos por antenas de amor capazes de improvisar canções de felicidade e esperança, no trabalho pessoal em favor dos que sofrem.

Trancas-te em aposento solitário para a cultura da irritação alegando que os melhores amigos te não entendem e perdes horas inteiras de pranto inútil; e senhorias dois pés, à maneira de alavancas preciosas prontas a te transportarem na direção dos que atravessam provações muito mais dolorosas que as tuas, junto dos quais um minuto de tua conversação ou leve migalha do que te sobra, te granjeariam a compreensão e a simpatia de enorme família espiritual.

Em verdade, existe a melancolia edificante, expressando saudade da Vida Superior, contudo aqueles que a registram no âmago do próprio ser, consagram-se com redobrado fervor ao serviço do bem, preparando no próprio coração a nesga de céu, suscetível de identificá-los ao plano celestial que esperam ansiosos suspirando pelo reencontro com os entes que mais amam.

Ainda assim, é imperioso arredar de nós o hábito da tristeza destrutiva, como quem guerreia o culto do entorpecente.

Espíritos vinculados às diretrizes do Cristo, não podemos olvidar que o Evangelho, considerado em todos os tempos como sendo um livro de dor, por descrever obstáculos e perseguições, dificuldades e martírios sem conta, começa exaltando a grandeza de Deus e a boa vontade entre os homens, através de cânticos jubilosos e termina com a sublime visão da Humanidade futura, na Jerusalém assentando-se, gloriosa, na alegria sem fim.


Livro: O Livro da Esperança – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quinta-feira, 13 de maio de 2010


AMANHÃ


"Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã."
- (TIAGO, 4:14.)



Diz o preguiçoso: "amanhã farei".

Exclama o fraco: "amanhã, terei forças".

Assevera o delinqüente: "amanhã, regenero-me".

É imperioso reconhecer, porém, que a criatura, adiando o esforço pessoal, não alcançou, ainda, em verdade, a noção real do tempo.

Quem não aproveita a bênção do dia, vive distante da glória do século.

Alma sem coragem de avançar cem passos, não caminhará vinte mil.

O lavrador que perde a hora de semear, não consegue prever as conseqüências da procrastinação do serviço a que se devota, porque, entre uma hora e outra, podem surgir impedimentos e lutas de indefinível duração.

Muita gente aguarda a morte para entrar numa boa vida, contudo, a lei é clara quanto à destinação de cada um de nós.

Alcançaremos sempre os resultados a que nos propomos.

Se todas as aves possuem asas, nem todas se ajustam à mesma tarefa, nem planam no mesmo nível.

A andorinha voa na direção do clima primaveril, mas o corvo, de modo geral, se consagra, em qualquer tempo, aos detritos do chão.

Aquilo que o homem procura agora, surpreenderá amanhã, à frente dos olhos e em torno do coração.

Cuida, pois, de fazer, sem delonga, quanto deve ser feito a benefício de tua própria felicidade, porque o Amanhã será muito agradável e benéfico somente para aquele que trabalha no bem, que cresce no ideal superior e que aperfeiçoa, valorosamente, nas abençoadas horas de Hoje.


Livro: Vinha de Luz, lição 170 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quarta-feira, 12 de maio de 2010


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 10 – Bem Aventurados Os Misericordiosos

I - Perdão das Ofensas


SIMEÃO - Bordeaux, 1862

14 – Quantas vezes perdoarei ao meu irmão? Perdoá-lo-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete. Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso coração. Comparai essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou aos discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento. Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas ela vos for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e às injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a mansuetude; e farás, enfim, para os outros, o que desejas que o Pai celeste faça por ti. Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?

Ouvi, pois essa resposta de Jesus, e como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo pródigos no vosso amor. Daí, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à sua direita.


Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, da parte daquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e continua com amor a tarefa ingrata que começou há dezoito séculos. Perdoai, pois, os vossos irmãos, como tendes necessidade de ser perdoados. Se os seus atos vos prejudicaram pessoalmente, eis um motivo a mais para serdes indulgentes, porque o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal, e não haveria nenhum em passar por alto os erros de vossos irmãos, se estes apenas vos incomodassem de leve.

Espíritas, não vos olvideis de que, tanto em palavras como em atos, o perdão das injúrias nunca deve reduzir-se a uma expressão vazia. Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito, e pensai apenas numa coisa: no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento, pois sois responsáveis pelos vossos pensamentos, que Deus conhece. Fazei, pois, que eles sejam desprovidos de qualquer sentimento de rancor. Deus sabe o que existe no fundo do coração de cada um. Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: Nada tenho contra o meu próximo.

PAULO - Apóstolo, Lyon, 1861

15 – Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos é dar prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora. Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus vos perdoe. Porque, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se guardardes até mesmo uma ligeira ofensa, como quereis que Deus esqueça que todos os dias tendes grande necessidade de indulgência? Oh, infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei, porque pronuncia a sua própria condenação! Quem sabe se, mergulhando em vós mesmos, não descobrireis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por um simples aborrecimento e acaba pela desavença, não fostes vós a dar o primeiro golpe? Se não vos escapou uma palavra ferina? Se usaste de toda a moderação necessária? Sem dúvida o vosso adversário está errado ao se mostrar tão suscetível, mas essa é ainda uma razão para serdes indulgentes, e para não merecer ele a vossa reprovação. Admitamos que fosseis realmente o ofendido, em certa circunstância.


Quem sabe se não envenenastes o caso com represálias, fazendo degenerar numa disputa grave aquilo que facilmente poderia cair no esquecimento? Se dependeu de vós impedir as conseqüências, e não o fizestes, sois realmente culpado. Admitamos ainda que nada tendes a reprovar na vossa conduta, e, nesse caso, maior o vosso mérito, se vos mostrardes clemente.

Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração.


Muitos dizem do adversário: “Eu o perdôo”, enquanto que, interiormente, experimentam um secreto prazer pelo mal que lhe acontece, dizendo-se a si mesmo que foi bem merecido. Quantos dizem: “Perdôo”, e acrescentam: “mas jamais me reconciliarei; não quero vê-lo pelo resto da vida”! É esse o perdão segundo o Evangelho? Não. O verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado. É o único que vos será levado em conta, pois Deus não se contenta com as aparências: sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos, e não se satisfaz com palavras e simples fingimentos. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade.

Não esqueçais que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, muito mais que pelas palavras.

terça-feira, 11 de maio de 2010


FÉ INOPERANTE


“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. – (TIAGO, 2:17).


A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam com clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, a benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.

Que diremos de um motor precioso do qual ninguém se utiliza? De uma fonte que não se movimente para fertilizar o campo? De uma luz que não se irradie?

Confiaremos com segurança em determinada semente, todavia, se não a plantamos, em que redundará nossa expectativa, senão em simples inutilidade? Sustentaremos absoluta esperança nas obras que a tora de madeira nos fornecerá, mas se não nos dispomos a usar o serrote e a plaina, certo a matéria-prima repousará, indefinidamente, a caminho da desintegração.

A crença religiosa é o meio.

O apostolado é o fim.

A celeste confiança ilumina a inteligência para que a ação benéfica se estenda, improvisando, por toda parte, bênçãos de paz e alegria, engrandecimento e sublimação.

Quem puder receber uma gota de revelação espiritual, no ímo do ser, demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior, procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor do progresso comum.

A fé, na essência, é aquele embrião de mostarda do ensinamento de JESUS que, em pleno crescimento, através da elevação pelo trabalho incessante, se converte no Reino Divino, onde a alma do crente passa a viver.

Guardar, pois, o êxtase religioso no coração, sem qualquer atividade nas obras de desenvolvimento da sabedoria e do amor, consubstanciados no serviço da caridade e da educação, será conservar na terra viva do sentimento um ídolo morto, sepultado entre as flores inúteis das promessas brilhantes.


Livro: Fonte Viva, lição 39 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

segunda-feira, 10 de maio de 2010


A FÉ E A ESPERANÇA

A fé e a esperança são amigas inseparáveis. Poderíamos dizer que a fé está para a esperança como o Sol está para a Lua.

A Lua não tem luz própria: reflete aquela que recebe do Sol. Daí porque a Lua difunde raios pálidos e isentos de calor, enquanto o Sol espalha raios intensos e fúlgidos que, além de iluminar, aquecem e vivificam.

O Sol é a própria luz; a Lua não é, reflete a luz recebida. Assim, a fé é como o Sol. É força comunicativa que se irradia do coração de quem a tem e se reflete no coração de outrem gerando neste a esperança.

Jesus tinha fé. Seus discípulos tinham a esperança gerada pela fé exemplificada de seu Mestre.

Assim também os corações que se aproximam de Jesus e estabelecem com Ele certa comunhão, iluminam-se com a luz patente do Seu imaculado espírito.

A Lua clareia os caminhos em noites escuras tal qual a esperança nos sustenta nas horas de trevas.

O Sol ilumina e fecunda a estrada da vida, como a fé fortalece as fibras íntimas da alma, robustecendo-a na caminhada para Deus.

O Sol é energia: movimenta, vivifica, ativa e produz.

A luz amortecida da Lua mostra os obstáculos; a luz brilhante e vívida do Sol distingue e remove os tropeços dos caminhos da vida.

A esperança faz nascer no coração do homem as boas e nobres aspirações; só a fé, porém, as realiza.

A esperança sugere, a fé concretiza.

A esperança desperta nos corações o anseio de possuir luz própria, conduzindo, portanto, as criaturas à fé.

Quem alimenta a esperança está, invariavelmente, sob o impulso da fé que lhe vem de alguém. A força da fé é eminentemente conquistadora.

Quem admira os exemplos e os feitos edificantes, põe-se, desde logo, em harmonia com o poder de quem os realizou. Este, projeta naqueles suas influências benfazejas: é o Sol fazendo a Lua refletir a sua luz, ou seja, a fé gerando a esperança.

Saulo de Tarso, doutor da lei e membro do sinédrio, após conhecer e absorver os ensinos do Sublime Carpinteiro de Nazaré, passou a refletir com fidelidade as verdades da Boa Nova. Contagiado pela fé dos discípulos singelos do Meigo Rabi, chamados homens do caminho, dispõe-se a reformular sua vida, passando de perseguidor a defensor ardoroso das idéias cristãs, convertendo-se no grande pregador Paulo, também chamado Apóstolo do gentios.

Foi refletindo a fé do Cristo que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio de cabeça erguida e serenidade no olhar.

Bem-vinda seja a esperança! Bendita seja a fé!

Uma e outra espancam as trevas interiores.

Que seria da alma encarcerada na carne se não houvesse fé, nem esperança?

Pense nisso!

Se é doce ter esperança, é valor e virilidade ter fé.

Enquanto a esperança suaviza o sofrimento, a fé neutraliza seus efeitos depressivos.

Se a esperança nos sustenta nas lutas deste século, a fé nos assegura desde já a vitória da vida sobre a morte.


Fonte do texto: Internet

domingo, 9 de maio de 2010


PÁGINA DE AMOR



MÃEZINHA Querida.

Volto hoje a buscar-te.

Quisera trazer-te flores que te mostrassem toda a extensão do meu afeto, mas, acima de tudo, venho agradecer-te o dilúvio das pétalas de amor com que me alentaste a vida.

Desejara oferecer-te as pérolas mais lindas do mundo significando gratidão, entretanto, penso no tesouro de lágrimas que a minha experiência te custou e devo jubilar-me com o privilégio de fitar-te simplesmente.

Sei agora quanto te doeram os meus anseios de liberdade.

Ouvi conceitos diversos, induzindo-me à independência e acreditei, um dia, que a desvinculação se baseasse na necessidade de romper com todas as forças que me estruturaram a existência. E porque ninguém me quis tanto quanto me queres, concentrei sobre ti os meus impulsos de agressividade inconsciente.

Sonhei com a emancipação, ignorando como escolher os meios de conquistá-la e acusei-te.

Disse-te que aspirava a caminhar com a minha própria autenticidade, aleguei que me prendias, que o teu apego me torturava e que o mundo me fizera livre.

Ouviste-me em silêncio e, enquanto as minhas frases contundentes te afligiam, rogavas a Deus me abençoasse, ante os novos caminhos.

Esqueci-me de que precisavas amar-me quase até a loucura para suportar-me, por tanto tempo, nos próprios braços, dia por dia, com abnegação e renúncia, até que eu pudesse adquirir a liberdade que hoje desfruto, até mesmo para ferir-te!... Tudo esqueci, no entanto, o mundo, por onde andei, me ensinou a perceber quanto me amas.

Nada vi na Terra que se parecesse contigo, que te alquebraste alegremente, a fim de que eu viesse e que te apagasse de modo a cercar-me constantemente de luz.

Hoje volto a ver-te para sentir Deus mais perto.

Transformei-me, Mãezinha!...

O tempo me renovou, entretanto, sinto imensas saudades de teu carinho.

Cura-me o cansaço com tuas palavras de compreensão, ameniza o rigor das lutas que carrego com o teu bálsamo de bondade e perdoa-me o pranto de alegria em que se me afoga o pensamento, ao pedir-te, de novo, esperança e consolo.

Agasalha-me o coração em teu coração e, guardando-me no colo, deixa que eu te beije com a ternura da infância, enquanto me abraças para repetir-me, outra vez:

- Deus te abençoe!... Deus te faça feliz!



Livro: Os Dois Maiores Amores – Espírito: Meimei - Médium: Chico Xavier.

MINHA MÃE



Lembro-te, Mãe, revendo a nossa casa...
O pequeno jardim, o poço, a horta...
O vento brando que transpunha a porta,
Afagando o fogão de lenha em brasa...


Esfregavas a roupa na bacia...
Eu ficava na rede, aos teus desvelos...
Depois, vinhas beijando-me os cabelos,
A embalar-me, cantando de alegria.


Dorme, dorme, prenda minha,
Dorme agora, meu amor,
És a jóia que eu não tinha,
Prenda minha, minha flor!


Lá no Céu tem três estrelas, prenda minha,
Todas são de prata e luz...
Lá do Céu você me veio, prenda minha,
Por presente de Jesus!...


E lá se foi o tempo, ante as mudanças...
Cresci, fiquei rebelde... Estradas novas...
Entrei no mundo grande, em grandes provas,
Carregando saudades e esperanças...


Hoje, volto a rever-te, mãe querida!...
Quero dizer-te, em minha gratidão,
Que és o amor sempre amor, em minha vida,
É a própria vida de meu coração.


Livro: Mãe – Espírito: Maria Dolores - Médium: Chico Xavier
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sábado, 8 de maio de 2010


Eu Não Sei


Eu não sei dizer
para onde vão
as almas das andorinhas.
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu não sei dizer
para onde vão
perfume de tantas flores
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu só sei dizer
que dentro de minh'alma
sinto a natureza
cantando e chorando...
Eu só sei dizer
que sinto Deus
sorrindo para mim...

Eu não sei dizer
para onde vão
tristezas e alegrias.
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu não sei dizer
para onde vão
saudades e desencantos.
Eu não sei!... Eu não sei!...

Eu só sei dizer
que dentro de minh'alma
sinto a natureza
cantando e chorando...
Eu só sei dizer
que sinto Deus
sorrindo para mim.


Autor: João Cabete

VÍCIOS E TENTAÇÕES


Senhor!... Não posso passar pela vida sem anotar tudo o que se encontra ao meu lado, e que muitas vezes contraria a tua lei de amor e justiça! Meus olhos vêem e meus ouvidos ouvem o que se passa ao derredor, ressaltando, muitas vezes, o que há de mais equivocado na longa e difícil marcha humana!...

Mesmo assim, participando ativamente do torvelinho onde me situastes a presente encarnação, mesmo no centro de muitos acontecimentos que rebaixam a todos nós, teus filhos, mesmo que em contato com toda a sorte de ciladas e tentações, venho à tua presença, neste momento, dizer que meu coração é e sempre será apenas teu!

No entanto, peço me ajude, pois ainda sou frágil e sei que de muitas coisas ainda estou à mercê, e de muitas outras tantas sou devedor...

Nem sempre poderei me colocar a salvo de situações onde o vício e a degradação, brilhantemente dissimulados hoje em novos e cândidos nomes, estarão naturalmente ao meu lado, induzindo-me a pensar que são componentes habituais e até saudáveis da natureza humana...

Sei, no entanto, que não nos criastes para este destino, onde o uso e o abuso recíproco de forças nada mais tem feito que gerar sombras e desencanto... Sei que nos criastes para a glória e para a luz, e tudo o que se encontra à nossa disposição na atualidade, são lições preciosas embora amargas da escola rude em que nos encontramos matriculados por ora; são aulas que Tu ministras em silêncio, visando nossa recuperação e nosso adiantamento...

Por isso me ajuda, Pai Amado, a passar incólume pelas provas que denunciam dolorosamente a nossa dívida para contigo, me protege e me guarda em teu amor, me afastando sempre das situações que podem me fazer tropeçar e cair, e retém contigo o meu coração para que eu não me iluda e não me corrompa entre falsos brilhos e antigos vícios, a título de diversão ou lazer, e para não assumir diante de Ti novos e escabrosos débitos dos quais me será cada vez mais difícil desvencilhar...

Abençoa-me, Senhor, inspira-me sempre a atividade útil e o lazer saudável, o encontro feliz e o convívio fraterno, para que meu espírito possa realmente se renovar ao contato com forças benéficas.

Assim seja!


André Luiz

sexta-feira, 7 de maio de 2010


Paz e Luz


"Dias difíceis, atravessamos na Terra"... – Ouves dizer. E revisas o que sabes.

O noticiário relaciona o antagonismo crescente entre os povos. Desentendimentos dominam as classes sociais, reclamando tato e compreensão das lideranças, a fim de que não se façam conflitos destruidores. Dramas passionais, nas versões da imprensa, traumatizam milhares de pessoas.

As desvinculações familiares, em regime de precipitação, os assaltos, as reclamações em massa, os distúrbios de opinião, os acidentes que constituem a preocupação da vida comunitária, em quase todos os lugares do mundo, as calamidades que emergem da natureza...

Todos esses elementos sombrios, somados aos problemas individuais, criam a dilapidação psicológica com que milhões de criaturas comparecem no trabalho ou nas vias públicas, estabelecendo o clima de tensão que deforma a personalidade e lhe consome grande contingente de forças.

É nesse quadro de trabalho que as Leis do Senhor nos engajaram para servir no mundo de hoje.

Muitas pessoas, inconscientemente, se mostram prevenidas para a revolta por bagatelas, prontas a transfigurar cólera ou azedume em formas estranhas de agressão.

Escora-te na paciência e caminha.

Haja o que houver, faze o melhor que puderes, abençoa e passa.

Cala-te e auxilia.

Onde estiveres, espalha a beneficência das boas palavras e oferece a bênção do teu sorriso de paz e fraternidade.

Todos os acontecimentos de ordem negativa são subprodutos das trevas de espírito.

No torvelinho das sombras, o Céu não nos pede para que sejamos estrelas. Basta a cada um de nós o compromisso de acender, em nome de Deus, um raio de luz.


Livro: Deus Aguarda – Médium: Chico Xavier – Espírito: Meimei.

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Fazendo Sol

Amanheceste chorando pelos que te não compreendem.

Amigos rixaram contigo.

Nos mais amados, viste o retrato da ingratidão.

Aspiravas a desentranhar o carinho nos corações queridos, com a pureza e a simplicidade da abelha que extrai o néctar das flores sem alterá-las, e, porque não conseguiste, queres morrer...

Não te encarceres, porém, nos laços do desespero.

Afirmas-te à procura do amor, mas não te recordas daqueles para quem o teu simples olhar seria assim como o sorriso da estrela, descerrado nas trevas.

Mostram a cabeça encanecida, à feição de nossos pais, são irmãos semelhantes a nós ou são jovens e crianças que poderiam ser nossos filhos... Contudo, estiram-se em leitos de pedra ou refugiam-se em antros, fincados no solo, quais se fossem proscritos atormentados.

Não te pedem mais que um pão, a fim de que se lhes restaurem as energias do corpo enfermo, ou uma palavra de esperança que lhes console a alma dorida.

Não percas o tesouro das horas, na aflição sem proveito.

Podes ser, ainda hoje o apoio dos que esmorecem desalentados, ou a luz dos que jazem nas sombras; podes estender o cobertor agasalhante sobre aqueles a quem a noite pede perdão por ser fria, aliviar o suplício dos companheiros que a moléstia carcome ou dizer a frase calmante para os que enlouqueceram de sofrimento...

Sai, pois de ti mesmo para conhecer a glória de amar!...

Perceberás, então, que a existência na Terra é apenas um dia na eternidade, aprendendo a iluminá-la de amor, como quem anda fazendo sol, nos caminhos da vida, e encontrarás, mais tarde, em cânticos de alegria, todos aqueles que te não amam agora, amando-te muito mais, por te buscarem a luz no instante do entardecer.

Meimei

quarta-feira, 5 de maio de 2010


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap.25 – BUSCAI E ACHAREIS

1 - Ajuda-te, que o céu te ajudará


1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? - Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? -Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, cap. VII, v. 7 a 11).

2. Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.

Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal; o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, a moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. E assim que o homem passa da selvageria à civilização.

Mas, bem pouca coisa o homem realiza individualmente durante a vida terrena, em grande número deles, o progresso que cada um realiza no curso da vida é imperceptível. Como poderia então progredir a Humanidade, sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas se fossem todos os dias, para não mais voltarem, a Humanidade se renovaria incessantemente com os elementos primitivos, tendo de fazer tudo, de aprender tudo. Não haveria, nesse caso, razão para que o homem se achasse hoje mais adiantado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez que a cada nascimento todo o trabalho intelectual teria de recomeçar. Ao contrário, voltando com o progresso que já realizou e adquirindo de cada vez alguma coisa a mais, a alma passa gradualmente da barbárie à civilização material e desta à civilização moral. (Vede: cap. IV, nº 17.)

3. Se Deus houvesse isentado o trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado o trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.

4. Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nº 291 e seguintes.)

5. Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho.

Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.

terça-feira, 4 de maio de 2010


Letreiros Vivos


Nas faixas mínimas da sua experiência cotidiana surge o roteiro humano que você representa para os outros.

Os traços do semblante pintam-lhe o clima interior.

Os seus objetos de uso pessoal compõem o edifício da sua simplicidade.

A ordem dos seus afazeres indica-lhe o grau de disciplina.

O cumprimento das suas obrigações denuncia-lhe o valor da palavra empenhada.

O teor da amizade dos seus vizinhos, para com a sua pessoa, qualifica a sua capacidade de se fazer entendido.

O diapasão da sua palestra dá o tom da sua altura íntima.

A segurança da sua opinião traduz a firmeza dos seus ideais.

Os tecidos que lhe envolvem o corpo configuram-lhe o senso de naturalidade.

As iguarias da sua mesa revelam-lhe o papel do estômago no mundo moral.

A natureza do cuidado com o seu físico fala francamente de suas possíveis relações com a vaidade.

O seu presente diz, para todos, o que você foi no passado e o que você será no porvir, com reduzidas possibilidades de erro.

A uniformidade entre o movimento das suas idéias, dos seus conceitos e das suas ações disseca, à vista de todos a fibra da sua vontade.

Todas as criaturas que lhe partilham a existência lêem incessantemente os letreiros vivos que lhe estabelecem a verdadeira identidade nos panoramas da Vida, respondendo-lhe as mensagens inarticuladas com aversão ou simpatia, contentamento ou desagrado, conforme a sua plantação de bem ou mal.


ANDRÉ LUIZ

segunda-feira, 3 de maio de 2010


Um Amigo de Verdade


Você tem um amigo de verdade?

Existem muitos amigos, mas os amigos verdadeiros ainda são uma raridade.

Um dia desses, enquanto alguns amigos conversavam de forma descontraída, podia-se observar que um deles, em especial, trazia no rosto um semblante calmo, e sua serenidade espalhava um hálito de paz no ambiente.

Logo mais, aquele jovem senhor deixava o recinto para atender alguns compromissos e, com a alma dorida, falava-nos de algumas dificuldades que estava enfrentando.

Qual espinho cravado no peito, a calúnia feita por um falso amigo lhe fustigava a alma. E, apesar de ter o coração dilacerado, ele conseguia exalar perfume ao seu redor, poupando os demais companheiros do seu infortúnio.

Falava-nos, com certa tristeza, mas sem rancor, que um amigo maledicente havia espalhado inverdades a seu respeito.

Logo mais estarei com ele e sei que irá me abraçar. E mesmo sabendo o que ele diz de mim pelas costas, retribuirei o abraço sem nada dizer. - Falava-nos aquele homem nobre.

Não negava que a atitude do amigo o incomodava, mas, em momento algum se deixou levar pelo ódio, pela mágoa ou pelo desejo de vingança.

Quem não gostaria de ter um amigo assim?

Sem dúvida, ter amigos de verdade é o que todos desejamos, mas nem sempre nos propomos a ser amigos verdadeiros.

Perdoar um amigo significa dar-lhe uma prova de amizade, pois quando cometemos algum deslize desejamos que, pelo menos, os amigos nos entendam e nos estendam a mão.

Mas, infelizmente, nem sempre agimos com os amigos da maneira que gostaríamos que eles agissem conosco.

E, no momento que ouvíamos aquele amigo de verdade mostrar tamanha compreensão para com o seu caluniador, lembramo-nos de Jesus.

Quando Judas chegou, trazendo os guardas para prendê-lo, Jesus dirigiu seu olhar compassivo ao traidor e lhe perguntou: A que vieste, amigo?

Jesus não só perdoou o amigo infeliz, como também compreendeu a sua miséria moral.

Em outro momento, quando Pedro negou que o conhecia, por três vezes, e se desesperou ao perceber que Jesus o observava, sereno, por entre as grades da prisão, o Mestre o consola:

Pedro, os homens são mais frágeis que verdadeiramente maus.

Certamente um afago que Pedro jamais esqueceria...

Um amigo de verdade, diante dos maus passos dos amigos, age com compaixão, com piedade, com tolerância, com benevolência...

São amigos assim que fazem falta no mundo...

Um amigo que olhe nos olhos, sem nada para esconder...

Um amigo que defenda o seu amigo ausente diante de comentários maldosos...

Um amigo que não tenha medo de dizer que é amigo...

Que não sinta vergonha de admitir que está com saudades...

Que ligue tarde da noite só para saber se o amigo está bem, porque teve um sonho ruim com ele e quer se certificar de que foi apenas um sonho...

Por tudo isso, vale a pena pensar um pouco sobre esse tesouro que se chama amizade.

E é sempre bom lembrar que não se consegue construir amizades sólidas em bases falsas e mentirosas.

Se você acha bom ter um amigo de verdade, lembre-se de que não se pode só desejar amigos assim, é preciso ser um amigo verdadeiro.

Amigos são como flores nobres semeadas ao longo do nosso caminho, para que possamos aspirar perfume em todas as estações.


Fonte: Momento Espírita

domingo, 2 de maio de 2010


A MENSAGEM DA COMPAIXÃO


Dentro da noite clara, a assembléia familiar em casa de Pedro centralizara-se no exame das dificuldades no trato com as pessoas.

Como estender os valores da Boa Nova? Como instalar o mesmo dom e a mesma bênção em mentalidades diversas entre si? Findo o longo debate fraternal, em que Jesus se mantivera em pesado silêncio, João perguntou- lhe, preocupado:

— Senhor, que fazer diante da calúnia que nos dilacera o coração? — Tem piedade do caluniador e trabalha no bem de todos — respondeu o Celeste Mentor, sorrindo —, porque o amor desfaz as trevas do mal e o serviço destrói a idéia desrespeitosa.

— Mestre — ajuntou Tiago, filho de Zebedeu —, e como agir perante aquele que nos ataca, brutalmente? — Um homem que se conduz pela violência — acentuou o Cristo, bondoso —, deve estar louco ou envenenado.

Auxiliemo-lo a refazer-se.

— Senhor — aduziu Judas, mostrando os olhos esfogueados —, e quando o homem que nos ofende se reveste de autoridade respeitável, qual seja a dum príncipe ou dum sacerdote, com todas as aparências do ordenador consciente e normal?

— A serpente pode ocultar-se num ramo de flores e há vermes que se habitam nos frutos de bela apresentação.

O homem de elevada categoria que se revele violento e cruel é enfermo, ainda assim.

Compadece-te dele, porque dorme num pesadelo de escuras ilusões, do qual será constrangido a despertar, um dia.

Ampara-o como puderes e marcha em teu caminho, agindo na felicidade comum.

— Mestre, e quando a nossa casa é atormentada por um crime? Como procederei diante daquele que me atraiçoa a confiança, que me desonra o nome ou me ensangüenta o lar?

— Apieda-te do delinqüente de qualquer classe — elucidou Jesus — e não desejes violar a Lei que o próximo desrespeitou, porque o perseguidor e o criminoso de todas as situações carrega consigo abrasadora fogueira.

Uma falta não resgata outra falta e o sangue não lava sangue.

Perdoa e ajuda.

O tempo está encarregado de retribuir a cada criatura, de acordo com o seu esforço.

— Mestre — atalhou Bartolomeu —, que fazer do juiz que nos condena com parcialidade? — Tem compaixão dele e continua cooperando no bem de todos os que te cercam.

Há sempre um juiz mais alto, analisando aqueles que censuram ou amaldiçoam e, além de um horizonte, outros horizontes se desdobram, mais dilatados e luminosos.

— Senhor — indagou Tadeu —, como proceder diante da mulher que amamos, quando se entrega às quedas morais?

— Jesus fitou-o com brandura, e inquiriu, por sua vez: — Os sofrimentos íntimos que a dilaceram, dia e noite, não constituirão, por si só, aflitiva punição? Fez-se balsâmico silêncio no círculo doméstico e, logo ao perceber que os aprendizes haviam cessado as interrogações, o Senhor concluiu: — Se pretendemos banir os males do mundo, cultivemos o amor que se compadece no serviço que constrói para a felicidade de todos.

Ninguém se engane.

As horas são inflexíveis instrumentos da Lei que distribui a cada um, segundo as suas obras.

Ninguém procure sanar um crime, praticando outros crimes, porque o tempo tudo transforma na Terra, operando com as labaredas do sofrimento ou com o gelo da morte.

Livro: Jesus no Lar, lição 42 - Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lucio.