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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Na Estrada de Emaús

Cleofas e um companheiro caminhavam por uma estrada que conduzia a uma aldeia chamada Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Faziam o trajeto a pé, como era costume naquela época entre as pessoas sem recursos.

Enquanto caminhavam, eles iam conversando. Sentiam-se amargurados. Jesus tinha sido crucificado e eles comentavam sobre os trágicos acontecimentos que tinham ocorrido e lamentavam a morte do Mestre que nunca mais poderia estar com eles.

Assim falavam, quando se aproximou um homem e começou a caminhar ao lado deles, mas eles estavam tão angustiados que não se preocuparam em olhar direito para ele e por isso não perceberam que era Jesus.

Então, o homem lhes disse:

— Sobre o que vocês estão conversando? E por que estão tristes?

Cleofas, tomando a palavra e até um pouco irritado pela intromissão do desconhecido, disse-lhe, surpreso:

- Pois quê! O senhor é tão estrangeiro em Jerusalém que não sabe o que se tem passado ali nestes últimos dias?

— O quê? — indaga o estranho.

E os dois seguidores do Mestre responderam:

— Sobre Jesus Nazareno, que foi profeta poderoso diante de Deus e de todo o povo, e de que modo os sacerdotes e nossos senadores o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Ora, esperávamos que fosse ele o Messias e que resgatasse Israel. Entretanto, depois de tudo isto, este é o terceiro dia que estas coisas sucederam. Por outro lado, algumas mulheres, seguidoras do Mestre, foram até seu túmulo e não o encontraram, declarando que tinham visto anjos que afirmaram estar ele vivo.

Então, o homem lhes disse:

— Ó insensatos e lentos de coração, para crer em tudo o que os profetas disseram! Não era preciso que o Cristo sofresse todas as coisas e que entrasse assim na sua glória?

E, começando por Moisés e depois por todos os profetas, ele lhes explicava o que tinham dito dele as Escrituras.

Quando estavam perto da aldeia para onde iam, ele deu mostras de que ia mais longe.

Os dois amigos, porém, o convenceram a parar, dizendo:

— Fique conosco. Já é tarde e o dia está terminando. É perigoso andar por estas estradas à noite.

O desconhecido, achando que tinham razão, decidiu-se a ficar com eles.

Sentaram-se para cear. Estando com Cleofas e seu companheiro à mesa, ele tomou o pão, abençoou e, tendo-o partido, lhes deu.

Nesse momento, sentados diante dele, à luz de uma tocha, puderam vê-lo melhor. Seus olhos se abriram e eles o reconheceram.

— É Jesus! — disseram a um só tempo.

Seus corações batiam descompassados, e uma grande alegria inundava lhes o íntimo. Mal podiam acreditar em tamanha felicidade!

Todavia, foi um momento só. Logo em seguida, o Mestre desapareceu diante deles.

— Como não o reconhecemos? — disse um ao outro.

— Contudo, a verdade é que sentimos o coração se nos aquecer enquanto ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras.

Estavam eufóricos. Levantaram-se no mesmo instante e voltaram para Jerusalém.

Precisavam contar a todos o que lhes tinha acontecido em caminho e como eles reconheceram Jesus no partir do pão.

Um grande bem-estar os dominava. Sentiam-se agora confiantes e seguros como jamais estiveram. O Mestre estava vivo! Ele não morrera na cruz. Retornara para lhes dar a derradeira lição da imortalidade da alma, confirmar tudo o que lhes tinha ensinado, mostrando aos seus discípulos que a morte não existe.

(Adaptação do cap. 24:13 a 35 do Evangelho de Lucas.)

Por: Célia Xavier Camargo - Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita.
Fonte da imagem: Internet Google.

7 comentários:

  1. Pois é amigo Carlos, veja só que ironia, a Igreja Católica, a maior igreja cristã, a mais antiga transmissora da doutrina de Cristo nega a comunicação entre os dois mundos, em suma, nega o Espiritismo.
    Um abraço. Tenhas uma ótima semana.

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  2. Sempre me emociono com essas histórias...Precisamos ter o coração aberto para sentir que Jesus está sempre ao nosso lado, Ele nunca nos abandona.

    Que sua semana seja iluminada, querido amigo Carlos!!
    Beijos!!♥

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    1. Oi querida Mari. Jesus é mestre, irmão, protetor e companheiro.
      Uma linda semana para você.
      Beijos,
      Carlos

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  4. Carlos, quantas vezes nos comportamos como esses discípulos, tendo Jesus ao nosso lado, através de inspiração, e não O reconhecemos. Muita paz!

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    1. É assim mesmo querida Denise. Vamos observar melhor.
      Beijos,
      Carlos

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