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segunda-feira, 15 de março de 2010


PERANTE A FELICIDADE


O problema da felicidade está sempre condicionada ao foro íntimo.

E porque, ainda mesmo nos assuntos mais transcendentes, não podemos prescindir da simplicidade, em auxílio à nossa argumentação, invocamos a natureza, em cujos degraus evolutivos, é possível observar as crisálidas de consciência nas limitações relativas a que se ajustam.

Vemos que cada ser nos círculos inferiores à escola humana, possui as alegrias que lhe são próprias.

Para o corvo, a felicidade é a penetração nos detritos.

Para a serpente, é a absorção do veneno com que se fortalece na defensiva.

Para a coruja é a excursão nas trevas.

Para a lesma é a ociosidade incessante.

Para a andorinha é o culto da primavera onde a primavera fulgure.

Para a fonte é o serviço a todos.

Para a árvore é a incansável beneficência.

Para o sol é o privilegio de servir em luminosa doação de si mesmo.

Cada espírito, qual acontece aos elementos mais simples, demora-se mais ou menos na atitude mental que se lhe afigura como sendo a aspiração satisfeita.

Para muitos, a felicidade é a imersão na preguiça e no ódio, na discórdia e na crueldade, na penúria e na ignorância, no desalento e na rebeldia.

Entretanto, para as almas acordadas na Revelação do Cristo, a felicidade é a construção de si mesmas para a comunhão ideal com Deus.

Se já despertaste para a verdade, aceita o trabalho e a renúncia, as aflições e as penas da estância física por abençoado material de tua própria edificação.

E, aprendendo e servindo infatigavelmente, sem qualquer inventário de sacrifício e sem qualquer preocupação pelo tempo adequado ao reajuste, conseguirás o equilíbrio interior, tecendo com a própria luta, as asas com que livrarás nos cimos da vida, em pleno triunfo.


Livro: Nós - Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.

domingo, 14 de março de 2010


A RESPOSTA CELESTE


Solicitando Bartolomeu esclarecimentos quanto às respostas do Alto às súplicas dos homens, respondeu Jesus para elucidação geral:

— Antigo instrutor dos Mandamentos Divinos ia em missão da Verdade Celeste, de uma aldeia para outra, profundamente distanciadas entre si, fazendo-se acompanhar de um cão amigo, quando anoiteceu, sem que lhe fosse possível prever o número de milhas que o separavam do destino.

Reparando que a solidão em plena Natureza era medonha, orou, implorando a proteção do Eterno Pai, e seguiu.

Noite fechada e sem luar, percebeu a existência de larga e confortadora cova, à margem da trilha em que avançava, e acariciando o animal que o seguia, vigilante, dispôs-se a deitar-se e dormir.

Começou a instalar-se, pacientemente, mas espessa nuvem de moscas vorazes o atacou, de chofre, obrigando-o a retomar o caminho.

O ancião continuou a jornada, quando se lhe deparou volumoso riacho, num trecho em que a estrada se bifurcava.

Ponte rústica oferecia passagem pela via principal, e, além dela, a terra parecia sedutora, porque, mesmo envolvida na sombra noturna, semelhava-se a extenso lençol branco.

O santo pregador pretendia ganhar a outra margem, arrastando o companheiro obediente, quando a ponte se desligou das bases, estalando e abatendo-se por inteiro.

Sem recursos, agora, para a travessia, o velhinho seguiu pelo outro rumo, e, encontrando robusta árvore, ramalhosa e acolhedora, pensou em abrigar-se, convenientemente, porque o firmamento anunciava a tempestade pelos trovões longínquos.

O vegetal respeitável oferecia asilo fascinante e seguro no próprio tronco aberto.

Dispunha-se ao refúgio, mas a ventania começou a soprar tão forte que o tronco vigoroso caiu, partido, sem remissão.

Exposto então à chuva, o peregrino movimentou-se para diante.

Depois de aproximadamente duas milhas, encontrou um casebre rural, mostrando doce luz por dentro, e suspirou aliviado.

Bateu à porta.

O homem ríspido que veio atender foi claro na negativa, alegando que o sítio não recebia visitas à noite e que não lhe era permitido acolher pessoas estranhas.

Por mais que chorasse e rogasse, o pregador foi constrangido a seguir além.

Acomodou-se, como pode, debaixo do temporal, nas cercanias da casinhola campestre; no entanto, a breve espaço, notou que o cão, aterrado pelos relâmpagos sucessivos, fugia a uivar, perdendo-se nas trevas.

O velho, agora sozinho, chorou angustiado, acreditando-se esquecido por Deus e passou a noite ao relento.

Alta madrugada, ouviu gritos e palavrões indistintos, sem poder precisar de onde partiam.

Intrigado, esperou o alvorecer e, quando o Sol ressurgiu resplandecente, ausentou-se do esconderijo, vindo a saber, por intermédio de camponeses aflitos, que uma quadrilha de ladrões pilhara a choupana onde lhe fora negado o asilo, assassinando os moradores.

Repentina luz espiritual aflorou-lhe na mente.

Compreendeu que a Bondade Divina o livrara dos malfeitores e que, afastando dele o cão que uivava, lhe garantira a tranqüilidade do pouso.

Informando-se de que seguia em trilho oposto à localidade do destino, empreendeu a marcha de regresso, para retificar a viagem, e, junto à ponte rompida, foi esclarecido por um lavrador de que a terra branca, do outro lado, não passava de pântano traiçoeiro, em que muitos viajores imprevidentes haviam sucumbido.

O velho agradeceu o salvamento que o Pai lhe enviara e, quando alcançou a árvore tombada, um rapazinho observou-lhe que o tronco, dantes acolhedor, era conhecido covil de lobos.

Muito grato ao Senhor que tão milagrosamente o ajudara, procurou a cova onde tentara repouso e nela encontrou um ninho de perigosas serpentes.

Endereçando infinito reconhecimento ao Céu pelas expressões de variado socorro que não soubera entender, de pronto, prosseguiu adiante, são e salvo, para desempenho de sua tarefa.

Nesse ponto da curiosa narrativa, o Mestre fitou Bartolomeu demoradamente e terminou: — O Pai ouve sempre as nossas rogativas, mas é preciso discernimento para compreender as respostas d’Ele e aproveitá-las.


Livro Jesus no Lar, lição 28 - Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.

sábado, 13 de março de 2010


POR AFETO


Reclamamos, Senhor, da falta de afeto dos outros em relação a nós...

Seremos, no entanto, afetuosos para com eles, os irmãos dos quais nos queixamos?

É possível que não, porque terra cultivada é terra que produz.

Na maioria das vezes, queremos receber sem dar...

Colocamo-nos apenas e tão-somente na condição receptiva

Não amamos e queremos ser amados.

Não somos atenciosos e esperamos atenção.

Não permutamos afeto por carinho...

A ternura sempre vence o coração mais endurecido.

A mão de alguém que se estende é o comando irresistível de outra mão que se movimenta em sua direção...

Torna-nos, Mestre, afetuosos e dóceis para com todos!

Que assim seja.


Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli – Espírito: Irmão José.

O Segredo da Felicidade


O evangelho de Jesus espalha
Algo que traz a grande solução.
Para encontrar a verdadeira felicidade
É preciso a autotransformação.

Não basta se dirigir à Igreja
E orar com muito fervor.
Não basta ir ao centro espírita
E estudar a vida com muito ardor.

É preciso destruir o homem velho
Que vive ainda conosco.
É Preciso fazer nascer o homem novo
Ensinado por JESUS “o salvador”.

É preciso distribuir gentilezas
E amar de verdade o seu irmão.
É preciso viver não de aparências
Essa é a grande solução!

Para seguir Jesus existe uma fórmula
Que é simples mais exige perseverança
Amar a Deus sobre todas as coisas
E ao próximo com temperança...

Não basta dizer: “senhor, senhor”!
Para entrar no reino dos céus
É preciso se esforçar com muito amor
Para que o mestre em nós, exerça o seu papel.

Reynollds Augusto

sexta-feira, 12 de março de 2010


Felicidade Difícil


O perdão autêntico é semelhante a uma luz que se acende no escuro da incompreensão e da intolerância, descortinando novos caminhos na construção da paz e da alegria.


Herança de amor que o Mestre nos, legou,o perdão desarma todas as investidas do ódio, impedindo o avanço da violência.


Quem perdoa incondicionalmente, demonstra superioridade moral, porquanto sabe que o ofensor desconhece as conseqüências infelizes que o esperam.


Os que não perdoam, trazem o coração carregado de aflições e dúvidas, amarguras e temores, porque o Ressentimento é um dos maiores entraves à tranqüilidade da alma.


Perdoar é harmonizar-nos com a vida, permitindo que apenas o bem nos influencie o destino.


Não tenhamos nada contra ninguém e façamos o possível para não ferir os outros.


Sejamos felizes, compreendendo e perdoando aqueles que, somente à custa de duros e repetidos reveses, aprenderão por sua vez que para quem não se dispõe a perdoar e compreender, a felicidade se lhes faz muito difícil.


Livro: Tende Bom Ânimo – Médium: Chico Xavier – Espírito: Odilon Fernandes.

Fonte da imagem: Internet

quinta-feira, 11 de março de 2010


O Tesouro Oculto

Em determinada parábola, Jesus compara o Reino dos Céus a um tesouro oculto no campo.


Ele afirma que um homem achou e escondeu um tesouro.

Depois, tomado de regozijo, vendeu tudo o que possuía e comprou aquele campo.

A lição é por demais clara: quem tem a ventura de achar o Reino dos Céus não hesita em dispor de todos os seus bens para adquiri-lo.

Esse tesouro é apenas a alma humana, em sua plenitude evolutiva.

Afinal, em outro trecho do Evangelho, Jesus afirma que o Reino dos Céus está dentro de nós.

Ou seja, o Reino dos Céus não é um local no espaço, mas algo que se constrói no íntimo do ser.
Em geral, o homem procura edificar sua felicidade sobre coisas materiais.


Ele entende que ser feliz depende de riqueza, beleza, fama e saúde.

Entretanto, tais bens, conquanto desejáveis, são precários e incertos.

Eles duram, no máximo, uma existência física, que raramente ultrapassa 70 anos.

Ainda assim, um incêndio, uma enchente, uma quebra da bolsa ou alguns poucos micróbios podem fazê-los desaparecer.

Para milhões de criaturas permanece oculto o real tesouro que podem possuir.

Ele consiste nos dons espirituais e nos gozos inefáveis que propiciam.

Tais bens são os únicos valores reais e duradouros, que acompanham para sempre a criatura que deles se apossa.

Trata-se da compaixão, da pureza, da dignidade, do amor ao trabalho, da humildade, dentre outras virtudes cristãs.

A vivência dessas virtudes proporciona paz e ventura em níveis inimagináveis por quem ainda não as desenvolveu.

Elas representam o tesouro que nenhum ladrão pode roubar.

A ventura que propiciam não depende de elementos externos.

Há o exemplo notório dos mártires dos primeiros tempos do Cristianismo.

Eles afrontaram as feras no circo com o semblante luminoso e entoando hinos de louvor.

Ao contrário do que talvez pense o homem mundano, não se tratava de fanatismo.

Eram apenas criaturas que sabiam das realidades espirituais.

Ante a glória da espiritualidade que se avizinhava, os prazeres terrenos nada representavam.

Por isso, não hesitaram em sacrificar a própria vida em defesa do ideal que esposavam.

Tal é o sentido da parábola, quando diz que o homem se desfez de tudo para adquirir o campo onde o tesouro estava.

Não se cuida de menosprezar os bens terrenos, mas de entendê-los meros instrumentos de construção do bem real.

De nada vale enriquecer à custa de indignidades.

Ao contrário, se para viver de forma honrosa e solidária for necessário empobrecer ou fazer sacrifícios, vale a pena.


Fonte do texto desconhecida.

quarta-feira, 10 de março de 2010


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 8 – Bem Aventurados os Puros de Coração

Pecado por Pensamento e Adultério


5 – Ouvistes que foi dito aos antigos: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a, já no seu coração adulterou com ela. (Mateus, V: 27-28).

6 – A palavra adultério não deve ser aqui entendida no sentido exclusivo de sua acepção própria, mas com sentido mais amplo. Jesus a empregou freqüentemente por extensão, para designar o mal, o pecado, e todos os maus pensamentos, como, por exemplo, nesta passagem: “Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e de minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vierem na glória de seu Pai, acompanhado dos santos anjos”. (Marcos, VIII: 38).


A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa no mal. Foi isso que Jesus quis dizer, condenando o pecado, mesmo em pensamento, porque ele é um sinal de impureza.


7 – Este princípio leva-nos naturalmente a esta questão: Sofrem-se as conseqüências de um mau pensamento que não se efetivou?
Temos de fazer aqui uma importante distinção. À medida que a alma, comprometida no mau caminho, avança na vida espiritual, vai-se esclarecendo, e pouco a pouco se liberta de suas imperfeições, segundo a maior ou menor boa-vontade que emprega, em virtude do seu livre arbítrio. Todo mau pensamento é portanto o resultado da imperfeição da alma. Mas, de acordo com o desejo que tiver de se purificar, até mesmo esse mau pensamento se torna para ela um motivo de progresso, porque o repele com energia. É o sinal de uma mancha que ela se esforça por apagar. Assim, não cederá à tentação de satisfazer um mau desejo, e após haver resistido, sentir-se-á mais forte e contente com a sua vitória.
Aquela que, pelo contrário, não tomou boas resoluções, ainda busca a ocasião de praticar o mau ato, e se não o fizer, não será por não querer, mas apenas por falta de circunstâncias favoráveis. Ela é, portanto, tão culpada, como se o houvesse praticado.
Em resumo: a pessoa que nem sequer concebe o mau pensamento, já realizou o progresso; aquela que ainda tem esse pensamento, mas o repele, está em vias de realizá-lo; e por fim, aquela que tem esse pensamento e nele se compraz, ainda está sob toda a força do mal. Numa, o trabalho está feito; nas outras, está por fazer. Deus, que é justo, leva em conta todas essas diferenças, na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem.

Fonte da imagem: Internet




terça-feira, 9 de março de 2010


JORNADA ACIMA


Ergue a aclama da fé na imortalidade, e caminha!

Os que desertaram da confiança gritar-te-ão impropérios, entrincheirados na irresponsabilidade que lhes serve de esconderijo.

Demagogos do desânimo, dirão, apressados, que o mundo nunca se desvencilhará da lei de Caim; que os tigres da inteligência continuarão devorando os cordeiros do trabalho; que a mentira, na História, prosseguirá entronizando criminosos na galeria dos mártires; que a perfídia se anteporá, indefinidamente, à virtude; que a mocidade é carne para canhões e prostíbulos; que as mães amamentam para o sepulcro; que as religiões são fábulas piedosas para consumo de analfabetos; que as tenazes da guerra te constringirão a cabeça, sufocando-te a voz no silêncio do horror... Tentarão, decerto, envolver-te na nuvem do pessimismo, induzindo-te a esquecer o presente e o futuro, na taça de tranqüilidade e prazer em que anestesiam o pensamento.

Contudo, reflete levemente e perceberás que os trânsfugas do dever, acolhidos à negação e infantilizados no medo, simplesmente desfrutam a paz dos entrevados e a alegria dos loucos.

Ora por eles, nossos irmãos que ainda não amadureceram o entendimento para a altura da vida, e segue adiante.

Na escuridão mais espessa, acende a chama da prece, e, onde todos se sentirem desalentados, fala, sem revolta, a palavra de esperança que desenregele os corações mumificados no desconsolo. Um gesto de bondade sobre a agonia de alguém que oscila, à beira do abismo, e uma gota de bálsamo espremida com amor numa ferida que sangra bastam, muitas vezes, para renovar multidões inteiras.

Sobretudo, nos mais aflitivos transes da provação, não percas a paciência.

Não consegues emendar os companheiros desarvorados, mas podes restaurar a ti mesmo.

Embora contemplando assaltos e violências, ruínas e escombros, avança jornada acima, apagando o mal e fazendo o bem.

Criatura alguma, na Terra, escapará da grandeza fatal da justiça e da morte ; no entanto, sabemos todos que a justiça, por mais dura e terrível, é sempre a resposta da Lei às nossas próprias obras, e que a morte, por mais triste e desconcertante, é sempre o toque de ressurgir.


Livro: A Justiça Divina – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

segunda-feira, 8 de março de 2010


Mulher Especial


Há mulheres que são especiais.

Em dadas circunstâncias, parecem princesas ou mesmo rainhas, pois encantam, fascinam e mostram ter poderes de tal modo expressivos, diante dos quais dobramos a cerviz.

Há ocasiões em que são como administradoras ou economistas, quando se põem a organizar a vida do lar, seus movimentos e despesas, tudo aquilo que se compra e o que se põe na mesa, para a fruição de todos.

Conseguem, muitas vezes, ajuntar alguma quantia que sobra para momentos mais difíceis.

Quantas vezes se mostram como agentes de disciplina?

Alteiam a voz, como quem dá voz de comando, ordenam, impactam com o tipo de inflexão que utilizam, e põem, dessa maneira, tudo e todos em seus devidos lugares, dentro de casa.

São quais colegas, quais colegiais, variadas vezes.

Envolvem-se com os pequenos, brincam, jogam com eles; riem-se deles e com eles, até o momento justo de estancar a brincadeira.

Mulheres há que se tornam médicas ou enfermeiras, diante das necessidades dos seus filhos.

Acolhem-nos, preparam-lhes poções e chás diversos, e, muitas vezes contrariando as instruções formais, dão-lhes xaropes e pastilhas.

Se enfermos, banham-nos, põem-nos em seus leitos, recobrem-nos, acalentam e vigiam, dias ou noites, dias e noites, até que retornem à saúde.

Mas, dentre essas mulheres incríveis, especiais de verdade, temos aquelas que reúnem todas essas habilidades:

São mestras, são agentes disciplinares; são administradoras e economistas, enfermeiras, psicólogas, são médicas.

São cozinheiras, lavadeiras, artesãs e fiandeiras. Conseguem ser governantas, serviçais e chegam a ser santas.

Essas almas geniais de mulher são alimentadas pelo estranho ideal de sempre entender, de atender e de sempre servir.

São companheiras próximas dos anjos, são servidoras de Deus e mensageiras da vida. São nossas fãs, amigas extremadas para quem nunca há nada impossível, quando se trata de atender-nos, de alegrar-nos, de ajudar-nos.

São mulheres sem igual. Perfumam como flores, são ardentes como a chama e brilham como estrelas.

Nada obstante todos os elogios que lhes possamos dirigir, o que é mais tocante, mais comovente, é saber que uma dessas mulheres, incumbidas por Deus para mudar o mundo, ajudando-o a ser melhor, a ser um campo bom de se viver, tem uma missão particular.

Há uma mulher para quem o Criador entregou a missão de cuidar-me, de fazer-me estudar para entender, de ensinar-me a orar e a crescer, a respeitar a todos e a servir para o bem.

Essa mulher é um encanto em minha vida, e não há ninguém que se lhe assemelhe.

Ao vê-la, meus olhos marejam e bate forte o meu coração. Ela é tal qual mistura de ouro e brilhante...

Ela é, por fim, a luz que torna meu caminho cintilante.

É aquela a quem chamo de minha mãe.


Autor desconhecido.

domingo, 7 de março de 2010


A ARMA INFALÍVEL


Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.

O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porque. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.

Foi a vez de o subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível.

Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável.

Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração o estilete invisível.

Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.

O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa na via pública.

Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.

O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.

- Estou farto! – bradou – a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!

Pronunciou nomes terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.

A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:

- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razões para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos legou...

Abraçou-o comovida, e afagou-lhe os cabelos!

O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.

Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.

A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.


Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.

sábado, 6 de março de 2010


Prece de Cáritas

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.


CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.

A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873.

Amor e humildade


Nós viveremos, universo em fora,

Trazendo dentro d’alma a vida acesa,

No ritmo da luz da Natureza,

Que é a eterna vibração da eterna autora.


A dor, somente a dor nos aprimora,

Nos caminhos da prova e da aspereza,

Elevando a nossa alma na grandeza,

Da grande claridade redentora.


Somos os lutadores peregrinos,

Sonhando pela estrada dos destinos,

Um castelo de paz, ventura e glórias.


Sabemos do passado envolto em ruínas

Que a luz do amor e as rudes disciplinas,

São as chaves das últimas vitórias.


Autor:Raul de Leoni.

Soneto psicografado por Chico Xavier em 1936.

sexta-feira, 5 de março de 2010


PERSISTE E SEGUE


"Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados." - Paulo. HEBREUS,12 :12.


O lavrador desatento quase sempre escuta as sugestões do cansaço.

Interrompe o serviço, em razão da tempestade, e a inundação lhe rouba a obra começada e lhe aniquila a coragem incipiente. Descansa, em virtude dos calos que a enxada lhe ofereceu, e os vermes se incumbem de anular-lhe o serviço.

Levanta as mãos, no princípio, mas não sabe tornar a levantá-las, na continuidade da tarefa, e perde a colheita.

O viajor, por sua vez, quando invigilante, não sabe chegar convenientemente ao termo da jornada.

Queixa-se da canícula e adormece na penumbra de ilusórios abrigos, onde inesperados perigos o surpreendem. De outras vezes, salienta a importância dos pés ensangüentados e deita-se às margens da senda, transformando-se em mendigo comum.

Usa os joelhos sadios, não se dispondo, todavia, a mobilizá-los quando desconjuntados e feridos, e perde a alegria de alcançar a meta na ocasião prevista.

Assim acontece conosco na jornada espiritual.

A luta é o meio.

O aprimoramento é o fim.

A desilusão amarga.

A dificuldade complica.

A ingratidão dói.

A maldade fere.

Todavia, se abandonarmos o campo do coração por não sabermos levantar as mãos, de novo, no esforço persistente, os vermes do desânimo proliferarão, precipites, no centro de nossas mais caras esperanças, e se não quisermos marchar, de joelhos desconjuntados, é possível sejamos retidos pela sombra de falsos refúgios, durante séculos consecutivos.


Livro Fonte Viva, lição 99 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quinta-feira, 4 de março de 2010


AMARÁS SERVINDO


Ainda quando escutes alusões em torno da suposta decadência dos valores humanos, exaltando as forças das trevas, farás da própria alma lâmpada acesa para o caminho.

Mesmo quando a ambição e o orgulho te golpeiem de suspeitas e de rancores o espírito desprevenido, amarás servindo sempre.

Quando alguém te aponte os males do mundo, lembrar-te-ás dos que te suportaram as fraquezas da infância, dos que te auxiliaram a pronunciar a primeira oração, dos que te encorajaram os ideais de bondade no nascedouro, e daqueles outros que partiram da Terra, abençoando-te o nome, depois de repetidos exemplos do sacrifício para que pudesses livremente viver. Recordarás os benfeitores anônimos que te deram entendimento e esperança, prosseguindo fiel ao apostolado do amor e serviço que te legaram...
Para isso, não te deterás na superfície das palavras.

Colocar-te-ás na posição dos que sofrem, a fim de que faças por eles tudo aquilo que desejarias se te fizesse nas mesmas circunstâncias.

Ante as vítimas da penúria, imagina o que seria de ti nos refúgios de ninguém, sob a ventania da noite, carregando o corpo exausto e dolorido a que o pão mendigado não forneceu suficiente alimentação; renteando com os doentes desamparados, reflete quanto te doeria o abandono sob o guante da enfermidade, sem a presença sequer de um amigo para minorar-te o peso da angústia; à frente das crianças despejadas na rua, pensa nos filhos amados que aconchegas ao peito, e mentaliza o reconhecimento que experimentarias por alguém que os socorresse se estivessem desvalidos na via pública; e, perante os irmãos caídos em criminalidade, avalia o suplício oculto que te rasgarias as entranhas da consciência, se ocupasses o lugar deles, e medita no agradecimento que passarias a consagrar aos que te perdoassem os erros, escorando-te o passo, das sombras para a luz.

Ainda mesmo quando te vejas absolutamente a sós, no trabalho do bem, sob a zombaria dos que se tresmalham temporariamente no nevoeiro da negação e do egoísmo, não esmorecerás. Crendo na misericórdia da Providência Divina e nas infinitas possibilidades de renovação do homem, seguirás Jesus, o Mestre e Senhor, que, entre a humildade e a abnegação, nos ensinou a todos que o amor e o serviço ao próximo são as únicas forças capazes de sublimar a inteligência para que o Reino de Deus se estabeleça em definitivo nos domínios do coração.


Livro: Alma e Coração - Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quarta-feira, 3 de março de 2010


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 6 – O Cristo Consolador


O Jugo Leve

1 – Vinde a mim, todos os que andam em sofrimento e vos achais carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus, XI: 28-30)

2 – Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perdas de seres queridos, encontram sua consolação na fé no futuro, e na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, pelo contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições pesam com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem abrandar sua amargura. Eis o que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim, vós todos que estais fatigados, e eu vos aliviarei”.

Jesus, entretanto, impõe uma condição para a sua assistência e para a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição é a da própria lei que ele ensina: seu jugo é a observação dessa lei. Mas esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõe como dever o amor e a caridade.

terça-feira, 2 de março de 2010


BEM AVENTURADOS


Bem-aventurados os aflitos,

Que, chorando – não se desanimam,

Que, ofendidos – não revidam,

Que, esquecidos pelos outros – não olvidam os deveres que lhes são próprios,

Que, dilacerados – não ferem,

Que, caluniados – não caluniam,

Que, desamparados – não desamparam,

Que, acoitados – não praguejam,

Que, injustiçados – não se justificam,

Que, traídos – não atraiçoam,

Que, perseguidos – não perseguem,

Que, desprezados – não desprezam,

Que, ridicularizados – não ironizam,

Que, sofrendo – não fazem sofrer...

Até agora, raros aflitos da Terra conseguiram merecer as bem-aventuranças do Céu, porque, realmente, com amor puro somente o Grande Aflito da Cruz se entregou ao sacrifício total pelos próprios verdugos, rogando perdão para a ignorância deles e voltando das trevas do túmulo para socorrer e salvar, com sua ressurreição e com o seu devotamento, a Humanidade inteira.


Livro: Através do Tempo – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.

segunda-feira, 1 de março de 2010


COM AMOR


"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vinculo da perfeição." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:14.)


Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.

Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades.

O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.

O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.

Toda a preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.

A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.

A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.

Mas, como amaremos no serviço diário? Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.

Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com a justiça.

Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.

Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.


Livro: Vinha de Luz, lição 5 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Guia de publicações e atualizações deste Blog.

De 2ª, 3ª, 5ª e 6ª feira: Postagens de temas Espíritas diversos.

Na 4ª feira: Postagem de um texto do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Aos sábados:
Postagem de uma prece e uma poesia e troca da prece na coluna “Prece da Semana”.

Domingo: Postagem de uma História ou Estória de fundo Espírita.

No inicio de cada mês:
Nova biografia na coluna “Grandes Nomes do Espiritismo” e troca da “Imagem” do Blog.

Agradecido aos Amigos e Seguidores deste Blog, peço a Deus que me ilumine sempre a publicar matérias que possam de alguma forma trazer conhecimento da doutrina, paz e reconforto a todos.
Foi publicado hoje na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" a biografia do mês de Março em homenagem a EURÍPEDES BARSANULFO.

O PIOR INIMIGO


Um homem, admirável pelas qualidades de trabalho e pelas formosas virtudes do caráter, foi visto pelos inimigos da Humanidade que conhecemos por Ignorância, Calúnia, Maldade, Discórdia, Vaidade, Preguiça e Desânimo, os quais tramaram, entre si, agir contra ele, conduzindo-o à derrota.

O honrado trabalhador vivia feliz, entre familiares e companheiros, cultivando o campo e rendendo graças ao Senhor Supremo pelas alegrias que desfrutava no contentamento de ser útil.

A Ignorância começou a cogitar da perseguição, apresentando-o ao povo como mau observador das obrigações religiosas. Insulava-se no trato da terra, cheio de ambições desmedidas para enriquecer a custa do alheio suor. Não tinha fé, nem respeitava os bons costumes.

O lavrador ativo percebeu as notícias do adversário que operava, de longe, sorriu calmo e falou com sinceridade:

- A Ignorância está desculpada.

Surgiu, então a Calúnia e denunciou-o às autoridades por espião de interesses estranhos. Aquele homem vivia, quase sozinho, para melhor comunicar-se com vasta quadrilha de ladrões. O serviço policial tratou de minuciosas averiguações e, ao término do inquérito vexatório, a vítima afirmou sem ódio:

- A Calúnia estava enganada.

E trabalhou com dobrado valor moral.

Logo após, veio a Maldade, que o atacou de mais perto. Principiou a ofensiva, incendiando-lhe o campo. Destruiu-lhe milharais enormes, prejudicando-lhe a vinha, poluiu-lhe as fontes. Todavia, o operário incansável, reconstruindo para o futuro, respondeu sereno:

- Contra as sombras do mal, tenho a luz do bem.

Reconhecendo os perseguidores que haviam encontrado um espírito robusto na fé, instruíram a Discórdia que passou a assediá-lo dentro da própria casa. Provocações cercaram-no e amigos da véspera relegaram-no ao abandono.

O servo diligente, dessa vez, sofreu bastante, mas ergueu os olhos para o céu e falou:

- Meu Deus e meu Senhor, estou só, no entanto, continuarei agindo e servindo Teu nome. A Discórdia será por mim esquecida.

Apareceu, então, a Vaidade que o procurou nos aposentos particulares, afirmando-lhe:

- És um grande herói... Venceste aflições e batalhas! Serás apontado à multidão na auréola dos justos e dos santos!...

O trabalhador sincero repeliu-a, imperturbável:

- Sou apenas um átomo que respira. Toda glória pertence a Deus!

Ausentando-se a Vaidade com desapontamento, entrou a Preguiça e, acariciando-lhe a fronte com mãos traiçoeiras, afiançou:

- Teus sacrifícios são excessivos... Vamos ao repouso! Já perdeste as melhores forças!...

Vigilante, contundo, o interpelado replicou sem hesitar:

- Meu dever é o de servir em benefício de todos, até ao fim da luta.

Afastando-se a Preguiça vencida, o Desânimo compareceu. Não atacou de longe, nem de perto. Não se sentou na poltrona para conversar, nem lhe cochichou aos ouvidos. Entrou no coração do operoso lavrador e, depois de instalar-se lá dentro, começou a perguntar-lhe:

- Esforçar-se para quê? servir por quê? Não vê que o mundo está repleto de colaboradores mais competentes? que razão justifica tamanha luta? quem mandou nascer neste corpo? não foi a determinação do próprio Deus? não será melhor deixar tudo por conta de Deus mesmo? que espera? Sabe, acaso, o objetivo da vida? tudo é inútil... não se lembra de que a morte destruirá tudo?

O homem forte e valoroso, que triunfara de muitos combates, começou a ouvir as interrogações do Desânimo, deitou-se e passou cem anos sem levantar-se...



Livro: Alvorada Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.

sábado, 27 de fevereiro de 2010


SOFRE E CONFIA


Por mais intensa a mágoa que te oprime,

Sob a aflição que ruge, longe ou perto,

Na tormenta, na dor, no lar deserto,

Guarda contigo a paz do amor sublime.



Em tua própria cruz, clara, se arrime

A fé suprema de teu passo incerto...

Chora, guardando o espírito liberto

De todo arrastamento à treva e ao crime.



Sorve o pranto na taça da amargura,

Sob a flagelação da noite escura,

Mas não te inclines para a fuga inglória.



Sofre e confia valorosamente,

Que amanhã brilhará no céu ridente

O teu dia de luz e de vitória.


Livro - Seguindo Juntos - Médium: Chico Xavier – Espírito: Arnold de Souza.


Nas Aflições da Vida



Deus todo poderoso, que vedes nossas misérias,

dignai-vos escutar, favoravelmente,

a súplica que vos dirijo neste momento.

Se meu pedido for inconveniente, perdoai-me;

Se for útil e justo aos vossos olhos,

que os bons espíritos que executam as vossas vontades,

venham em minha ajuda para a realização.



Como quer que seja, meus Deus, que vossa vontade seja feita.

Se meus desejos não forem atendidos,

é que é de vossa vontade provar-me,

e eu me submeto sem queixas.



Fazei que eu não desanime e nem desencoraje

e que nem minha fé e nem minha resignação sejam abaladas.


Que assim seja !!

Graças a Deus



Autor Desconhecido.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


A Procura da Fé


Enquanto dolorosos fenômenos políticos e sociais afligem os povos do mundo, a alma humana procura ansiosamente a fé.

Angustiado, desiludido, o homem do século vertiginoso, busca a solução do mistério do destino e do ser. Ele sabe que as civilizações vieram e passaram, que as guerras se sucederam às promessas de paz, que numerosos códigos surgiram e desapareceram, que as afirmações científicas e filosóficas não são as mesmas do passado próximo.

Onde a estabilidade?

Na dominação política? Não desconhece que Alexandre e Napoleão brilharam, como pirilampos, através de algumas noites.

Na cultura intelectual, pura e simplesmente? A inteligência desvirtuada fortalece os monstros bélicos.

No império dos sentidos? As emoções transitórias não resolvem o problema fundamental da vida.

Na satisfação egoística dos interesses individuais? É possível que a morte física se verifique para cada lutador terrestre em minuto inesperado.

Aflito, o transviado do País Divino recorre às religiões antigas, mas o culto externo, aparatoso e convencional, dificulta a visão da consciência.

O por isto que o Espiritismo, em sua feição de cristianismo restaurado, provoca os interesses de todos os trabalhadores do pensamento, sequiosos de libertação espiritual. Acorrem todos aos seus estudos, experiências e benefícios.

Urge compreender, todavia, que não se arrebata a luz divina, através dos aparelhos materiais, com que se observam os médiuns humanos, nem se colhe o trigo eterno da verdade, à força de interrogatórios e imposições.

A aquisição de qualquer utilidade terrestre exige pagamento ou compromisso. A obtenção da fé reclama, por sua vez, determinados valores da natureza espiritual. Buscar-lhe o valor positivo, exibindo um coração carregado de forças negativas das convenções terrestres é o mesmo que reclamar água cristalina da fonte, trazendo um cântaro cheio de vinagre e detritos.

Não vale experimentar sem entendimento, responsabilidade, sinceridade e consciência. A fé, ciosa de suas dádivas, não se interessa pelos insensatos, já de si mesmos recomendados à piedade do bem.

É por este motivo que Espiritismo sem a edificação do homem interior é simples fenômeno e de fenômenos estão repletos todos os recantos da vida. O por isto que a procura da fé, sem a reforma íntima dos interessados, em Jesus Cristo, costuma representar mera aventura da vaidade humana, impermeável à revelação superior, nas densas trevas dos abismos do “eu”.


Livro: Coletâneas do Além – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


ASCENDAMOS A LUZ DA VIDA


“Ressuscitai os mortos” – disse-nos o Senhor – mas se é verdade que não podemos ordenar a um cadáver se levante, é justo tentemos o reavivamento daqueles que nos acompanham, muitas vezes, mortificados pela dor ou necrosados pela indiferença.

Não nos esqueçamos.

Os verdadeiros mortos estão sepultados na carne terrestre.

Alguns permanecem no inferno do remorso ou do sofrimento criado por eles mesmos, acreditando-se relegados a supremo abandono; outros jazem no purgatório da aflição a que se arrojam, desprevenidos, em dolorosas súplicas de auxílio; e ainda outros repousam, inadvertidamente, em supostos céus de adoração religiosa, que, em muitos casos, são simples faixas de ociosidade mental.

Aguçai a visão e observaremos a infortunada caravana de fantasmas que seguem vacilantes e enganados, dentro da vida.

Há quem morreu sufocado em orgulho vão, no mausoléu da vaidade infeliz.

Há quem permaneça cadaverizado em sepulcro de ouro, incapaz de um simples olhar à plena luz.

Há mortos que vos partilham o pão cotidiano, no túmulo das terríveis ilusões que lhes anulam a existência e há corações paralíticos no catre da crueldade e da incompreensão que nos armam ciladas de angústia, a cada passo, para os quais se faz imprescindíveis a assistência de nossa devoção fraternal infatigável .

Se o Cristo penetrou o templo de vossa alma, auxiliemo-los na necessária ressurreição.

Acendamos a luz da vida.

Trabalhemos no bem, enriquecendo as horas de peregrinação terrena com os melhores testemunhos de nossa boa vontade para com os semelhantes em nome do Mestre da Redenção, para quem o nosso espírito já se inclina, à maneira da planta à procura do sol, de vez que somente irradiando a luz do Amor Infinito conseguiremos aniquilar e vencer, na Terra, as densas trevas da morte.


Livro: Servidores no Além - Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


MAIS AMOR


Ama sempre para que possas compreender sempre mais.

Muitas vezes, no mundo, ensandecemos o cérebro e envenenamos o coração, indagando sem proveito quanto aos problemas que afligem os grandes e os pequenos, os felizes e os infelizes. Entretanto, bastaria um raio de amor no imo d'alma para entendermos a profunda união em que nos imanizamos uns aos outros.

Ajuda antes de qualquer indagação.

Não peças diretrizes à Vida Superior, antes de haver praticado a fraternidade no círculo de criaturas em que te encontras. A Terra é a nossa escola multimilenária, onde o amor é o Sol para as mínimas lições.

Descerra o espírito à claridade dessa luz e perceberás a dor que, muitas vezes, se agita sob vestes douradas e observarás o brilho da vida que, em muitas ocasiões, se destaca sob andrajos e sombras. Oferece-lhe a mente e aprenderás que alegria e sofrimento, escassez e abastança, segurança e instabilidade na Terra não passam de oportunidades preciosas para a nossa elevação espiritual.

Não te esqueças de que somente aquele que se faz irmão do próximo pode soerguê-lo a mais altos destinos.

O nosso verbo pronunciará eloqüentes discursos.

A nossa pena escreverá páginas comovedoras.

A nossa influência social assegurar-nos-á subido destaque na vida pública.

As nossas facilidades econômicas garantir-nos-ão transitório respeito entre as criaturas.

Todavia, que será de nós sem o tesouro da compreensão que apenas o amor nos pode conferir?

Mais amor em nossas atividades de cada dia é solução gradativa a todos os enigmas que nos cercam.

Só a luz é capaz de extinguir a sombra.

Só a sabedoria aniquila a ignorância.

Só o amor redime, vitoriosamente, a miséria.

Não nos abeiremos da revelação, simplesmente indagando, pedindo, reclamando. Aprendamos a trabalhar e servir.

Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade, que decorre de nosso ajustamento às Leis Celestiais.

O momento é de prova? Ergue-te e aceita a vida.


Livro: Assim Vencerás – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Significado da Vida

Você já se perguntou qual o significado da sua vida? Para que você vive, trabalha, corre tanto, educa filhos, estuda, e tantas outras coisas?

Muitos de nós pouco paramos para pensar nessas coisas. Ou por falta de hábito ou por imaginar que não vale a pena parar para pensar nessas questões, e apenas vamos seguindo.

Seguimos buscando saciar necessidades básicas, preocupados com o comer, o dormir, o sustento próprio e o sustento dos seus, como se cada vida tivesse apenas um significado fisiológico e nada mais.

Vivendo assim, qual a diferença que haverá entre nossa vida e a vida dos irracionais?

Eles também se preocupam com essas questões.

A vida é valiosa demais para se restringir somente ao que diz respeito ao corpo, às necessidades do corpo ou aos prazeres a ele vinculado.

Como temos uma natureza espiritual, há a necessidade de se buscar um significado para a vida, que diga respeito também às questões da alma.

Não somos feitos somente de um corpo físico. Habitamos um corpo físico a fim de levar a cabo nossa experiência terrena.

Nossa alma preexistia antes do nosso corpo ser formado no ventre materno, assim como continuará a existir após o processo da morte desse corpo.

Assim, durante esse período em que estamos aqui em nosso planeta, vivenciando mais uma vez a experiência de estarmos reencarnados, não podemos esquecer nossa essência, sob pena de imputarmos, a nós mesmos, dificuldades maiores.

Quando os momentos de decisões graves na vida se fizerem, quando os dias de desafios chegarem, antes de optar por algum caminho, antes de definir ações, levemos em consideração as coisas da alma.

Jamais pautemos nossa vida somente pelas coisas que brilham aos olhos, esquecendo das que falam à alma.

Em um mundo onde as preocupações do ter muitas vezes são maiores do que as do ser, é necessário refletir qual efetivamente é o significado de estar vivendo, de estar reencarnado.

Jesus nos alerta a respeito, recomendando não nos preocuparmos com juntar tesouros que a ferrugem corrói, ladrões levam ou traças comem mas, sim, buscar tesouros que possamos guardar na intimidade do coração.

Quais os valores que elegemos para nossa vida?

A resposta a essa pergunta dirá qual o significado que damos a ela.

É sabedoria pautar a vida com a ponderação de quem sabe que está no mundo, porém a ele não pertence, posto que a morte nos levará de retorno à verdadeira pátria, o mundo espiritual.

Desta forma, vigiemos as fontes do nosso coração, para que lá possamos encontrar valores e estruturas para alimentar e cuidar não somente do corpo físico, mas sobretudo da alma, fonte verdadeira da vida.

Momento Espírita

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


NOS CAMINHOS DO TEMPO


Achamo-nos todos enleados nas teias da justiça, no campo infinito do tempo, buscando resgatar antigos débitos de ordem espiritual, uns à frente dos outros, e, enquanto nos encarceramos no propósito de cobrança, permaneceremos algemados ao poste mental das flagelações íntimas, encontrando no mundo vasto purgatório de nossos próprios sentimentos.

Só o amor verdadeiro, sentido e vivido, é capaz de subtrair-nos ao fardo da sombra.

Só ele possui bastante luz para dissipar as trevas de que somos antigos prisioneiros.

Não olvides a necessidade de desculpar infinitamente.

Diante da palavra que te magoe, cultiva o silêncio de quem auxilia sem o intuito de recompensa.

Compadece-te sempre.

O amigo que a vaidade cristalizou na ignorância, o familiar que se enregelou na indiferença, o companheiro que desertou do dever a cumprir, o irmão que se converteu em adversário, o inimigo gratuito que te parece são pessoas dignas de piedade.

Quando puderes submeter a própria vida ao câmbio do Cristo, que nos solicita permutar o bem pelo mal, transformando-te em manancial vivo da fraternidade legítima para todos os que te cruzem os passos, o amor será tua experiência, o gênio libertador do coração, pulverizando as sombras que ainda te ocultam os horizontes da Vida Maior, os quais em se descerrando os teus olhos deslumbrados, converter-se-ão em apelos de luz à tua própria ascensão.


Livro: Assim Vencerás - Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.

domingo, 21 de fevereiro de 2010


AS TRÊS ORAÇÕES

Muitas vezes costumamos nos decepcionar com as preces que fazemos. Pedimos alguma coisa e a resposta nunca chega. Então, perdemos a confiança em Deus.

O que, não raro acontece, é que a resposta chega, mas não a compreendemos, por pensarmos que ela tenha que vir conforme o nosso pedido.

Acontece que o Criador sabe o que é melhor para nós.
A respeito disso existe uma antiga lenda que pode ilustrar melhor esse assunto.

Em grande bosque da Ásia Menor, três árvores ainda jovens pediram a Deus lhes concedesse destinos gloriosos e diferentes.

A primeira explicou que aspirava a ser empregada no trono do mais alto soberano da Terra. Após ouvi-la, a segunda declarou que desejava ser utilizada na construção do carro que transportasse os tesouros desse rei poderoso, e a terceira, por último, disse então que almejava transformar-se numa torre, nos domínios desse potentado, para indicar o caminho do céu.

Depois das preces formuladas, um mensageiro angélico desceu à mata e avisou que o Todo Misericordioso lhes recebera as rogativas e lhes atenderia às petições.

Decorrido muito tempo, lenhadores invadiram o horto selvagem e as árvores, com grande pesar de todas as plantas circunvizinhas, foram reduzidas a troncos, despidos por mãos cruéis.

Arrastadas para fora do ambiente familiar, ainda mesmo com os braços decepados, elas confiaram nas promessas do supremo senhor e se deixaram conduzir com paciência e humildade.

Qual não lhes foi, porém, a aflitiva surpresa!...

Depois de muitas viagens, a primeira caiu sob o poder de um criador de animais que, de imediato, mandou convertê-la num grande cocho destinado à alimentação de carneiros; a segunda foi adquirida por um velho praiano que construía barcos por encomenda e a terceira foi comprada e recolhida para servir, em momento oportuno, numa cela de malfeitores.

As árvores amigas, conquanto separadas e sofredoras, não deixaram de acreditar na mensagem de Deus e obedeceram sem queixas às ordens inesperadas que as leis da vida lhes impunham...

No bosque, contudo, as outras plantas tinham perdido a fé no valor da oração, quando, transcorridos muitos anos, vieram a saber que as três árvores haviam obtido as concessões gloriosas solicitadas...

A primeira, forrada de panos singelos, recebera Jesus das mãos de Maria de Nazaré, servindo de berço ao Dirigente mais alto do mundo.

A segunda, trabalhando com pescadores, na forma de uma barca valente e pobre, fora o veículo de que Jesus se utilizou para transmitir sobre as águas muitos dos Seus mais belos ensinamentos.

E a terceira, convertida apressadamente numa cruz em Jerusalém, seguira com Ele, o Senhor, para o monte e, ali, ereta e valorosa, guardara-lhe o coração torturado, mas repleto de amor no extremo sacrifício, indicando o verdadeiro caminho do reino celestial...

Todos nós podemos endereçar a Deus, em qualquer parte e em qualquer tempo, as mais variadas preces. No entanto, precisamos cultivar paciência e humildade para esperar e compreender as respostas de Deus.

Autor desconhecido

sábado, 20 de fevereiro de 2010



Ouve, Coração


Perguntas, coração,

Como sanar as dores sem medida,

De que modo enxugar a lágrima incontida

Sob nuvens de fel e de pesar!...

Recordemos o chão...

Quando o lodo ameaça uma estrada indefesa,

Em cada canto roga a Natureza:

Trabalhar, trabalhar.



Fita o aguaceiro que se fez tormenta.

Ao granizo que estala, o vento insulta;

Seio de mágoas que se desoculta,

A terra, em torno, geme a desvairar...

Mas, finda a longa crise turbulenta,

Sobre teto quebrado, pedra e lama,

Renasce a paz do céu que vibra e chama:

Trabalhar, trabalhar.



Ressurge, inalterado, o sol risonho,

Não pergunta se o mal ganhou no mundo

A tudo abraça em seu amor profundo,

A criar e a brilhar!

Recebe cada flor um novo sonho,

Cada tronco uma bênção, cada ninho

Canta para quem passa no caminho:

Trabalhar, trabalhar.



Assim também, nas horas de amargura,

Enquanto a sombra ruge ou desgoverna,

Pensa na glória da Bondade Eterna,

Acende a luz da prece tutelar!

E vencerás tristeza e desventura,

Obedecendo à voz de Deus na vida

Que te pede em silêncio, à alma ferida:

Trabalhar, trabalhar.

Médium: Chico Xavier – Espírito: Maria Dolores - Recebida na Comunhão Espírita Cristã, na noite de 20-11-65, em Uberaba, MG.

Paciência

A paciência é um exercício de amor e sabedoria.

Só amando podemos compreender os nossos semelhantes, ter tolerância e indulgência. Sem isto não há paciência.

Ajudai-me Senhor a ser paciente.

Vendo as falhas de nossos irmãos, possa compreendê-los com amor e paciência, sabendo que sou também um ser errante.

Dai Senhor, a paciência para educar e ensinar, para socorrer e tratar, para ouvir e calar, sem pressa saiba esperar.

Que eu possa dar, a cada momento da vida prova de amor e paciência a meus companheiros de jornada.

Que eu tenha olhos e compreensão para ser paciente para comigo.

Não permita Pai, que eu me perca na renovação e evolução de meu espírito, pela precipitação ou por julgamentos precipitados e impensados.

Que eu tenha sempre Vossa luz me iluminando para que eu saiba sempre: amar, compreender e ser paciente.

Amem.

Marina C. Cruz

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


PERANTE OS SONHOS


Encarar com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico, sem preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou idéias que se reportem a eles.

Há mais sonhos em vigília que no sono natural.

Extrair sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho

Em tudo há sempre uma lição.

Repudiar as interpretações supersticiosas que pretendam correlacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, gastando preciosos recursos e oportunidades da existência em preocupação viciosa e fútil.

Objetivos elevados, tempo aproveitado.

Acautelar-se quanto às comunicações inter-vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto o fenômeno seja real, a sua autenticidade é bastante rara.

O Espírito encarnado é tanto mais livre no corpo denso, quanto mais escravo se mostre aos deveres que a vida lhe preceitua.

Não se prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas oníricas de que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância.

A lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.

Preparar um sono tranqüilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo a luz da oração, antes de entregar-se ao repouso normal.

A inércia do corpo não é calma para o Espírito aprisionado à tensão.

Admitir os diversos tipos de sonhos, sabendo, porém, que a grande maioria deles se originam de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo orgânico.

O Espírito encarnado e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no reino das vibrações.


“E rejeita as questões loucas...” — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:23).


Ditado Pelo Espírito: André Luiz – Médium: Waldo Vieira

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


SENTIMENTO, IDÉIA E AÇÃO


Adulterar significa tisnar, viciar, mentir. . .

E nenhuma falta dessa espécie é mais lamentável que aquela de nossa deserção diante das Leis de Deus.

Não podemos olvidar, por isto, que toda negação do bem começa em nosso íntimo, transformando-se, logo após, em idéia, para exteriorizar-se, em seguida, no campo da ação.

Desse modo, podemos atender à justa autocrítica, analisando as nossas tendências ocultas e retificando os próprios hábitos, compreendendo que os nossos sentimentos fecundam, em nosso prejuízo, os resultados que nos caracterizam a marcha.

É assim que temos a preguiça sustentando a ignorância e a ignorância nutrindo a miséria

A malícia gerando a crueldade e a crueldade formando o crime. . .

A suspeita criando a maledicência e a maledicência armando a calúnia...

A disciplina criando o trabalho e o trabalho presidindo o progresso.

A bondade plasmando a cooperação e a cooperação construindo a beneficência. . .

O amor inspirando a renúncia e a renúncia garantindo a felicidade.

Não te esqueças, dessa forma, de que em ti mesmo se levanta o cárcere de sofrimento a que te aprisionas ou se ergue o ninho de bênçãos em que te preparas à frente de glorioso porvir.

Não basta te convertas em censor de consciências alheias para que o reequilíbrio do mundo se faça, vitorioso. É indispensável a nossa própria defesa contra o assalto das trevas, consoante o ensinamento da Revelação Divina, que recomenda vigiarmos o coração por situar-se nele o manancial das forças de nossa vida.


Livro: Mãos Unidas – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


SALVAÇÃO


Muitos se reportam ao Divino Salvador, como se o Mestre fosse apenas um doador de aposentadoria espiritual.

Entretanto, o conceito de salvação é, na realidade, muito diverso daquele que vulgarmente se lhe atribui.

Um navio é arrebatado à tormenta para servir àqueles que o tripulam.

Uma árvore consegue exonerar-se da praga que lhe corrói as raízes, a fim de produzir com eficiência e segurança.

Uma casa se sobrepõe à intempérie, de modo a atender aos que lhe ocupam as dependências.

Um enfermo é arrancado aos braços da morte, para recuperar a saúde e reassumir o seu posto de trabalhador respeitado e digno, no setor de luta em que foi chamado a viver.

Jesus não veio salvar as criaturas para situá-las num paraíso de ociosidade incompreensível.

O Excelso Semeador prescinde de flores simplesmente ornamentais que serviriam apenas como exaltação de parasitismo, injustificável em sua lavoura de redenção.

O Mestre veio até nós para transformar-nos em obreiros de seu Reino.

Veio salvar-nos da inutilidade que nos é própria, a fim de soerguer-nos à condição de cooperadores diligentes em sua construção de amor e concórdia.

Ninguém pretenda, desse modo, escalar o Céu sem a cruz da Terra ou senhorear a paz sem extinguir a guerra inferior das paixões escuras a se entrechocarem, violentas, no mundo de si mesmo.

À nossa frente, brilham as oportunidades de serviço no campo imenso da vida.

Somos convocados ao bem nos mínimos ângulos da caminhada.

Se quisermos, pois, a posição de tutelados do Cristo, busquemos servi-lo na pessoa do próximo, na convicção de que somente assim formaremos ao Seu lado a vanguarda sublime da luz.


Livro: Escrínio de Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


NA TRILHA DA FELICIDADE


Falas comumente da felicidade, qual se te referisses à deidade remota, quando esse filão de alegria se te localiza ante os pés.

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Felicidade, porém, não é conquista fácil, prodígio de herança, episódio social ou bafejo da fortuna.

Somos convidados pela vida a criá-la em nós e por nós, como sucede com todas as nossas aquisições humanas.

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Plantas o milharal e o milharal te responde ao carinho com o tesouro da colheita.

Instalas a usina, junto de forças determinadas da natureza, e essas forças da natureza te retribuem com vigorosos reservatórios de força.

No mesmo sentido, a felicidade atira as próprias sementes no caminho de todos, especialmente entre aqueles que jazem atormentados por desenganos e lágrimas e, a breve tempo, ei-la que te oferta messes valiosas de esperança e ventura, tranqüilidade e cooperação.

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Aqui, o próximo em penúria te solicita singela fatia de reconforto; ali, se te pede ligeiro auxílio a favor de mães e crianças desamparadas; além, irmãos enfermos em desvalia esperam de ti alguns minutos de atenção e bondade, categorizados por eles à conta de apoio celeste; adiante, as vítimas das inquisições sociais esmolam-te simpatia e compreensão num olhar de ternura; mais adiante, os caídos em viciação e delinqüência suplicam-te apenas uma palavra de encorajamento e de paz que lhes dulcifique o coração; e, por toda a parte, amigos e adversários, muitas vezes, aguardam de ti uma frase só de entendimento e generosidade, fé e bênção, que os auxilie a caminhar.

Descerra a própria alma à influência do Cristo que jamais se segou a criar o bem nos outros e para os outros e, um dia, escutarás de espírito jubiloso, ao te despedires dos nossos irmãos da Terra:

- "Bendito sejas, coração amigo! O mundo ficou melhor e mais feliz porque viveste".


Livro: Mãos Unidas – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


DIANTE DO AMANHÃ


Compreendemos, sim, todos os teus cuidados no mundo, assegurando a tua tranqüilidade.

Organizas com esmero a casa em que vives.

Proteges as vantagens imediatas da parentela.

Preservas, apaixonadamente, a segurança dos filhos.

Atendes, com extremado carinho, ao teu grupo social.

Valorizas o que possuis.

Arranjas habilmente o leito calmo.

Selecionas, com fino gosto, os pratos do dia.

Defendes como podes a melhoria das tuas rendas.

Aspiras a conquistar salário mais amplo.

Garantes o teu direito, á frente dos tribunais.

Vasculhas avidamente o noticiário do que vai pelo mundo.

Sabes procurar, com pontualidade e respeito, os serviços do médico e os préstimos do dentista.

Marcas horárias para o cabeleireiro.

Escolhes com devoção o filme que mais te agrada.

Examinas a moda, ainda mesmo com simplicidade e moderação, como quem obedece á força de um ritual.

Questionas sucessos políticos.

Discutes veementemente os serviços públicos.

Tentas, de maneira instintiva, influenciar opiniões e pessoas.

Desvelas-te em atrair a simpatia dos companheiros.

Observas, a cada instante, as condições do tempo, como se trouxesses, obrigatoriamente, um barômetro na cabeça.

Tudo, isso meu irmão da Terra, é compreensível, tudo isso é preocupação natural da existência.

No entanto, não conseguimos explicar o teu desvairado apego ás ilusões de superfície, nem entendemos porque não dedicas alguns minutos de cada dia, de cada semana ou de cada mês, a refletir na transitoriedade dos recursos humanos, reconhecendo que nada levarás, materialmente, do plano físico, tanto quanto, afora os bens do espírito, nada trouxeste ao pousar nele.

Ainda assim, não te convidamos á idéia obcecaste da morte, porquanto a morte é sempre a vida noutra face.

Desejamos tão-somente destacar que, nessa ou naquela convicção, ninguém fugirá do porvir.

Disse o Cristo: “andai enquanto tendes luz”.

Isso quer dizer que é preciso aproveitar a luz do mundo, para fazer luz em nós.


Livro: Justiça Divina – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.