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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

AGRADEÇAMOS SEMPRE

"Dando sempre graças a Deus por tudo, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo..." PAULO (Efésios 5:20)

Muita gente pergunta como se pode render graças a Deus pelas dores que sacodem a vida; entretanto, basta leve reflexão para que venhamos a reconhecer a função renovadora do sofrimento.

Atravessaste longo período de enfermidade, da qual te refazes, dificilmente, e se ouvires a própria consciência, perceberás que a moléstia física foi socorro valioso para que te não arrojasses a tremendas lutas de espírito.

Foste surrupiado na vantagem financeira que te colocava em destaque no trabalho que te assegura a subsistência, e se meditas severamente no assunto, observarás que a suposta humilhação te livrou de compromissos perigosos e arrasadores.

Perdeste recursos materiais que apenas te acrescentariam o reconforto desnecessário, no carro da própria existência, e se te deres ao exame desapaixonado da própria situação, verificarás que alijaste o peso dourado de enfeites suntuosos que te fariam, provavelmente, a vítima de criminosos assaltos.

Amargaste a deserção do amigo em cujo afeto depositavas a maior esperança, e se estudares a ocorrência, com plena isenção de ânimo, concluirás que o tempo te libertou de um laço impróprio, que se transfiguraria, talvez, de futuro, em pesado grilhão.

Não te confies às aparências.

Louva o céu azul que te imprime euforia ao pensamento, mas agradece, também, a nuvem que te garante a chuva, mensageira do pão.

Mesmo que não entendas, de pronto, os desígnios da Providência Divina, recebe a provação como sendo o melhor que merecemos hoje, em favor do amanhã, e, ainda que lágrimas dolorosas te lavem a alma toda, rende graças a Deus.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 113 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

DIANTE DA JUSTIÇA

“Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” – Jesus. (MATEUS, 5:20.)

Escribas e fariseus assumiam atitudes na pauta da Lei Antiga.

Olho por olho, dente por dente.

Atacados, devolviam insulto.

Perseguidos, revidavam, cruéis.

Com Jesus, porém, a justiça fez-se a virtude de conferir a cada qual o que lhe compete, segundo a melhor consciência.

Ele mesmo começou por aplicá-la a si próprio.

Enredado nas trevas pela imprudência de Judas, não endossa condenação ou desforço.

Abençoa-o e segue adiante, na certeza de que o amigo inconstante já carregava, consigo mesmo, infortúnio suficiente para chorar.

Ainda assim, porque o Mestre nos haja ensinado o amor sem lindes, isso não significa que os discípulos do Evangelho devam caminhar sem justiça, na esfera das próprias lutas.

Apenas é forçoso considerar que, no padrão de Jesus, a justiça não agrava os problemas do devedor, reconhecendo-lhe, ao invés disso, as necessidades que o recomendam à compaixão, sem furtar-lhe as possibilidades de reajuste.

Se ofensas, pois, caírem-te na alma, compadece-te do agressor e prossegue à frente, dando ao mundo e à vida o melhor que possas.

Aos que tombam na estrada, basta o ferimento da queda; e aos que fazem o mal, chega o fogo do remorso a comburir lhes o coração.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 112 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

PERANTE OS INIMIGOS

“Reconcilia-te sem demora com o teu adversário...” – Jesus. (MATEUS, 5:25.)

Diante dos inimigos, preservemos a própria serenidade.

Reconciliar-se alguém com os adversários, nos preceitos do Cristo, é reconhecer-lhes, acima de tudo, o direito de opinião.

Exigir a estima ou o entendimento dos outros e preocuparmo-nos em demasia com os apontamentos depreciativos que se façam em torno de nós, será perder tempo valioso, quando nos constitui sadio dever garantir a nós próprios tranquilidade de consciência.

Harmonizar-nos com todos aqueles que nos perseguem ou caluniam será, pois, anotar-lhes as qualidades nobres e desejar sinceramente que triunfem nas tarefas em cuja execução nos reprovam, aprendendo a aproveitar-lhes as advertências e as críticas naquilo que mostrem de útil e construtivo, prosseguindo ativamente no caminho e no trabalho em que a vida nos situou.

Renunciemos, assim, à presunção de viver sem adversários que, em verdade, funcionam sempre por fiscais e examinadores de nossos ato, mas saibamos continuar em serviço, aproveitando-lhes o concurso sob a paz em nós mesmos.

Nem o próprio Cristo escapou de semelhantes percalços.

Ninguém conseguiu furtar a paz do Mestre, em momento algum; entretanto, ele, que nos exortou a amar os inimigos, nasceu, cresceu, lutou, serviu e partiu da Terra, com eles e junto deles.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 111 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

NO CAMPO DO AFETO

“... Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”
Paulo. (Gálatas, 6:7.)

Quase sempre, anelamos trato diverso e melhor, por parte daqueles que nos rodeiam.

Ansiamos pela afeição que nos compreenda os intentos mais íntimos; que se mantenha invariável, sejam quais sejam as circunstâncias; que nos escute sem reclamar, nos momentos mais duros; que nos releve todas as faltas; que não nos exija tributações de carinho; que não nos peça impostos de gratidão; que nos encoraje e sustente nos dias tristes e nos partilhe o contentamento nas horas de céu azul...

Suspiramos pelo entendimento integral e pela amizade perfeita; entretanto, se rogamos afetos marcados por semelhantes valores, é indispensável comecemos a ser para os outros esse amigo ideal.

Se desejamos recolher amor e paciência, nas manifestações do próximo, saibamos distribuí-los com todos aqueles que nos partilham a marcha.

Bondade forma bondade.

Abnegação gera abnegação.

A palavra do apóstolo Paulo é clara e franca nesse sentido: “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 110 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A Vovó Sabe Tudo

I - BRINCANDO E APRENDENDO

Vovó Esmeralda tricotava, enquanto, por cima dos óculos, cuidava de seus netinhos que brincavam na redondeza.

Depois de certo tempo, cansados de brincar cada um por si, os meninos vieram assentar perto de Paula, que lia poesias.

Conversa vai, conversa vem, Paula contou que a poesia que acabara de ler dizia que nascer e morrer são acontecimentos da vida.

Este assunto deixou Luizinho arrepiado que até pedira:

- Não fale em morte! Eu tenho medo.

- Mas o que é a morte? Perguntou Roberto com ares de intelectual.

- Não sei explicar. Disse Paula.

- Nem eu. Complementou Luizinho.

- Acho melhor a gente perguntar à vovó...

- Vamos, a vovó sabe tudo! Concordaram todos.

II - CONVERSANDO COM A VOVÓ

Um após o outro, seguiram até o banco onde vovó os observava.
Tão logo chegaram, vovó Esmeralda perguntou com a sabedoria de quem já viveu muito:

- O que houve crianças? O que está perturbando vocês?

- Estou com medo, vovó! Respondeu Luizinho.

- Medo de que? Perguntou vovó Esmeralda.

Antes que Luizinho respondesse, Paula explicou:

- Estou lendo uma poesia que diz que nascer e morrer são fatos naturais da vida, aí Luizinho ficou com medo e o Roberto quis saber o que é morte, mas nós não soubemos explicar.

- Então viemos lhe perguntar. Completou Roberto.

Aparentando indiferença às preocupações das crianças, vovó Esmeralda olhou em volta como se procurasse alguma coisa no jardim.

Continuou em silêncio até que seus olhos brilharam quando encontrou o que procurava.

III - A PASSAGEM

- Meus queridinhos, olhem que beleza aquela flor! Vejam, continuou a vovó, aquela borboleta como é linda. Observem como a vida está presente por todos os lados. Olhem...

- Vovó, acho que a senhora não entendeu a nossa pergunta. Atalhou Paula, interrompendo a fala da vovó.

- Nós queremos saber é o que é a morte.

Vovó Esmeralda com paciência e serenidade de que lhe eram peculiares, respondeu carinhosamente:

- Meus queridos, não há motivos para vocês se preocuparem tanto assim com esse assunto. Deus, que é Pai bondoso, não permitiria que nos acontecesse coisa ruim. A morte é uma passagem desta vida física para a vida espiritual.

- Como assim vovó? Quis saber Luizinho que não entendeu bem esta coisa de físico-espiritual.

- Mas vovó, é verdade que todos..., que todos nós vamos morrer?

Perguntou Roberto preocupado.

IV - A BORBOLETA

- Sim, isto é verdade, respondeu vovó Esmeralda. Mas só o corpo morre, e ele é uma sala de aula para o espírito.


- Como assim?

- Vejamos a borboleta. Ela passa por vários corpos durante a sua vida para dar o seu voo majestoso.

- Vocês conhecem as transformações da borboleta? perguntou a bondosa Esmeralda.

- Não! Deve ser legal. Conta prá nós vovó. Conta, insistiu Luizinho.

- A borboleta - diz vovó; nasce inicialmente de um pequeno ovo, a futura borboleta ensaia seus movimentados no desajeitado e irrequieto corpo de uma larva.

V - O SONO PROFUNDO

Treinada nos movimentos, ensaia os passos no corpo, agora transformado, da comilona lagarta. É hora do sono profundo...

A lagarta, tem dentro de si a futura borboleta. Ela sabe que precisa dormir para a grande transformação. Caminha silenciosa ao local onde deve adormecer. Deixa de ser comilona. Para e se enrosca e se transforma num casulo, aparentemente sem vida. Morre para o mundo...

Vovó fez uma pequena pausa.

- E aí vovó? Ela morreu mesmo? Pergunta Paula curiosa.

VI - A METAMORFOSE

- Não, querida. Sorriu e completou a vovó: É como se ela estivesse trocando de roupas.

Passados alguns dias, depois de várias transformações, nasce do casulo inerte a borboleta de extraordinária beleza.

Trêmula, inibida, encara o mesmo mundo em que vivera antes, como se nunca o tivesse conhecido.

Ensaia os primeiros movimentos com suas lindas asas. Voa, voa...

Olha de cima, o solo em que antes rastejava com seu pesado corpo de lagarta. É a beleza da vida superando a morte...

- Então morrer é isso vovó? pergunta Roberto.

- Meus queridos, a metamorfose da borboleta serve apenas para ilustrar o que a vovó quer explicar. Conosco acontece uma transformação parecida apenas.

- Como assim vovó? Quis saber Luizinho.

- A nossa vida também continua, independentemente do corpo, que é como o casulo da borboleta. Deixamos para trás ao morrermos, mas seguimos com o nosso ser espiritual, a nossa alma, o nosso ser que é imortal...

Continuamos a ser nós mesmos, com nossos pensamentos, nossa personalidade e gostos. A vida não cessa com a morte. A morte é como se fosse uma troca de roupas, assim como a borboleta trocou de corpo.

- Entenderam? perguntou a vovó.

- Quase tudo! Responderam todos.

Vovó Esmeralda sorriu um sorriso de quem já viveu muito, de quem é paciente e sabe que vai ter tempo para ensinar e aprender muito mais...

Morelli, Jaci.: A Vovó Sabe Tudo. Tema: A morte. Edição Editora Espírita Cristã Fonte Viva.


CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

História de Amor

Certa mulher sofrida no trabalho
E que agia tão-só na prática do bem,
Teve, um dia, saudade de Jesus
E passou a viver concentrada no Além.
Muito tempo, lutara dia-a-dia,
Vencendo sombra, empeço, tentação,
Servira a muita gente, mas supunha
Que todo o longo esforço houvera sido vão.
Trazia os pés feridos, indagando
Se a Terra não seria estranho espinheiral,
Conquanto a fé a acalentasse o peito,
Declarava temer a vitória do mal.

Suportara, sem mágoa, ingratidões e golpes,
Entretanto, cansara-se, por fim,
Queria agora a paz do Lar Celeste,
Sonhava entrar em fulgido jardim ...
Desejava esquecer a tristeza e a fadiga,
A poeira do mundo e a cinza do pesar,
Suplicava a Jesus lhe concedesse,
O caminho do Além e o dom de descansar.
Jesus, porém, um dia, veio e disse: –
"Enquanto houver na Terra algum sinal de dor,
Estarei, entre os homens, trabalhando
Para a Bênção de Deus, em tarefas de amor.

Mas se queres partir, segue adiante,
Busca os sóis da Divina Primavera,
Construíste, lutaste, padeceste,
Conquistaste o repouso, a Paz te espera."
Mas aquela que ouvira o Cristo Amado,
Não mais pensou no Céu, nem no Porvir,
E, se seguindo a Jesus, achou na própria Terra
A alegria de amar e o prazer de servir.


Autora: Maria Dolores

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

58 Fazer O Bem Sem Ostentação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita

1 – Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. (Mateus, VI: 1-4).

2 – E depois que Jesus desceu do monte, foi muita a gente do povo que o seguiu. E eis que, vindo um leproso, o adorava dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra. Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles. (Mateus, VIII: 1-4).

3 – Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.

Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.

Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensas na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.

Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.

O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço, mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém.

A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

NA ESFERA DA LÍNGUA

“Quem quer amar a vida e ver os dias felizes, refreie a sua língua do mal...” - PEDRO (I PEDRO, 3:10.)
             
Reflete no bem que esperas na palavra dos outros, para que a tua palavra não se converta em agente do mal.

Necessitando desse ou daquele concurso, agradeces ao companheiro que te endossa as solicitações com apontamentos de simpatia.

No instante do erro, quando muitos te malsinam a invigilância, assinalas, feliz, a frase de entendimento do irmão que te justifica ou desculpa.

De Espírito desarvorado, ante as provas que chegam em monte, na luta de cada dia, consideras por recurso do Céu a indicação generosa daqueles que te induzem à paciência.

De coração obrigado a atitudes constrangedoras, observas que a ansiedade se te alivia, perante a referência confortadora dos que te ofertam apoio e compreensão.

Entre dificuldades amargas, diante da queixa ou da desesperação que te escampam da boca, bendizes o amparo de quantos te acalmam, usando notas de tolerância.

Sempre que estiveres a ponto de complicar os problemas ou azedar o ânimo de alguém, através da palavra, lembra o auxílio verbal de que precisas, por intermédio dos semelhantes.

Se aspiramos a desfrutar os tesouros da vida e do tempo, apliquemos a regra áurea, na esfera de nossa língua.

Insuflemos nos ouvidos alheios a tranquilidade que ambicionamos e falemos dos outros aquilo que desejamos que os outros falem de nós.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 109 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

57 Convidar os Pobres e Estropiados

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita

7 – Dizia mais ainda ao que o tinha convidado: Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não tem com que te retribuir, mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos. Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam à mesa disse para Jesus: Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus. (Lucas, XIV: 12-15).

8 – “Quando fizeres um banquete, disse Jesus, não convides os teus amigos, mas os pobres e os estropiados”. Essas palavras, absurdas, se as tomarmos ao pé da letra, são sublimes, quando procuramos entender-lhes o espírito. Jesus não poderia ter querido dizer que, em lugar dos amigos, fosse necessário reunir à mesa os mendigos da rua.

Sua linguagem era quase sempre figurada, e para os homens incapazes de compreender os tons mais delicados do pensamento, precisava usar de imagens fortes, que produzissem o efeito de cores berrantes. O fundo de seu pensamento se revela por estas palavras: “E serás bem-aventurado, porque esses não têm com o que te retribuir”. O que vale dizer que não se deve fazer o bem com vistas à retribuição, mas pelo simples prazer de fazê-lo.

Para tornar clara a comparação, disse: convida os pobres para o teu banquete, pois sabes que eles não podem te retribuir. E por banquete é necessário entender, não propriamente a refeição, mas a participação na abundância de que desfrutas.

Essas palavras podem também ser aplicadas em sentido mais literal. Quantos só convidam para a sua mesa os que podem, como dizem, honrá-los ou retribuir-lhes o convite.

Outros, pelo contrário ficam satisfeitos de receber parentes ou amigos menos afortunados, que todos possuem. Essa é por vezes a maneira de ajudá-los disfarçadamente. Esses, sem ir buscar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e se sabem disfarçar o benefício com sincera cordialidade.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Bom Samaritano

João é um menino que adora andar de bicicleta.

Certa tarde, depois de pedalar perto de sua casa, ele resolveu ir um pouco mais longe. Distanciou-se alguns quarteirões, e viu um terreno baldio, que parecia uma pista de bicicross: sem vegetação e com muitos altos e baixos, perfeito para treinar suas habilidades com a bicicleta.

E foi o que ele fez! Muito pedalou naquele terreno repleto de barro, pois havia chovido de manhã.

- Chega! – pensou João. Vou pra casa! Está quase na hora do meu programa de mágicas na TV.

Mas quando estava saindo do terreno, já próximo à calçada, João não viu um buraco no chão e PLOFT! Caiu da bicicleta e a bicicleta caiu por cima dele e ele machucou seriamente o pé.

- Como dói! – pensou alto enquanto tentava se levantar. Não conseguiu caminhar e sentou de novo. Estava sujo, assustado e com muita dor.

João então se arrastou até a calçada, para pedir ajuda. Logo viu um menino da sua idade que mora perto de sua casa. Quando pensou em chamá-lo, o menino atravessou a rua, evitando passar perto de João.

- Será que ele não me reconheceu? Parece que ele mudou o caminho...

Mal tinha terminado esse pensamento, João avistou Pedro, um colega de escola. Quando pensou em pedir ajuda ao colega, o garoto fez meia volta e retornou de onde estava vindo.

João não sabia o que pensar... Resolveu, então, fazer uma prece, solicitando ajuda. Poucos minutos depois de terminar a prece, ele viu que um menino desconhecido, andando de bicicleta.

E foi aquele menino que não conhecia João que atravessou a rua para auxiliá-lo.

- Está machucado? – perguntou o menino desconhecido.

João contou o que aconteceu, falou da dor do pé e que não conseguia caminhar.

O menino ajudou-o a ficar em pé, pegou o celular e ligou para a mãe de João.

- Obrigado – agradeceu sinceramente João.

- Vou ficar aqui até sua mãe chegar – disse o menino.

Logo a mãe de João chegou e os dois meninos se despediram, momento em que João novamente agradeceu a ajuda.

O menino sorriu e disse:

- Fazer aos outros o que queremos pra nós, lembra dessa frase? E se despediu com um sorriso.

João nunca mais viu Joaquim – esse era o nome do menino que o havia ajudado, mas nunca mais esqueceu aquela frase, que orientou muitas decisões em sua vida.

Claudia Schmidt - Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Esperança dos Céus

Há choro dentro da noite...
É o doloroso gemido
De pobre recém-nascido
Que não encontra lugar...

Mãos insensíveis sufocam
Pequenina flor humana...
É o aborto, em lide insana,
Ferindo a Lei sem pensar.

Ah! Quantas almas formosas,
Nos planos em que me movo,
Sonhando nascer de novo,
No entanto, rogam em vão...

Agasalham-se no amor,
Mas, em lágrimas convulsas,
Ei-las batidas e expulsas
A golpes de ingratidão.

Irmãos da Terra, escutem! ...
Detende a marcha do aborto,
Estendei vosso conforto
Aos companheiros do Além! ...

Cada criança que surge,
Mesmo entre rudes labéus,
É uma esperança dos Céus
Para a vitória do Bem.


Autora: Maria Dolores

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Fevereiro de 2018 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a ILDEFONSO DA SILVA DIAS.