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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 14 – Honra a Teu Pai e A Tua Mãe


Quem É Minha Mãe e Quem São Meus Irmãos?


5 – E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso. E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.— E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50).


6 – Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo.


Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade.


Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta conseqüência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.


7 – Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tanta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele. (Ver cap. VII)


Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma idéia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista.


A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe.


É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.


Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual.


Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

OLVIDEMOS O MAL


Cada criatura, segundo sente, lança de si mesma as idéias com que plasma as próprias obras.


Se estamos informados de que os pensamentos se atraem, conforme a natureza em que se expressam, urge fugir à corrente sombria em que as inteligências transviadas deitam os resíduos dos empreendimentos infelizes a que se afeiçoam.


Não bastará, por isso, ignorar-lhes o assédio, nem desculpar-lhes sempre a inesperada intromissão.


Imprescindível esquecer-lhes os golpes, prosseguindo, sem mágoa, no culto do dever.


O tempo guarda consigo a função de incessante renovador e o tempo, que converte o carbono em diamante, saberá transformar os caracteres que o lodo desfigura em vãos de eleição para a Vida.


Para isso, no entanto, o ofensor requisita o grande esquecimento, qual o carvão amorfo que exige largo tempo de olvido em serro bruto a fim de enobrecer-se.


Se a ingratidão te busca e apedreja o caminho, refugia-te em paz no serviço do bem, porque todo o Universo pertence em tudo a Deus, que a tudo atenderá no momento oportuno, sem que te caiba na vida interferir de leve nos ajustes da Lei.


Livro: Reconforto Psicografia – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

LÊ E MEDITA


O corpo sem alimento desce à desnutrição e à enfermidade.


O motor sem força que o acione volve à inércia.


A mente sem estudo que a renove padece retardamento.


Recorda a eternidade da vida e não desistas de aprender.


Abre um parêntese no turbilhão das atividades em que te agitas e consagra alguns instantes de cada dia à leitura e à reflexão.


O livro nobre é uma lâmpada que o Senhor determinou brilhasse em teu caminho.


Ensina sem exigência, corrige sem alarde, transforma sem ruído e ajuda sem paga.


Lê e medita...


No silêncio do espírito, os pensamentos do Céu iluminam os pensamentos da Terra e vozes benevolentes e sábias nos falam aos ouvidos, através do verbo inarticulado da inspiração.


Não menosprezes a página que constrói, auxilia, esclarece e melhora...


Realmente a educação legítima é obra de elevação moral, todavia, tanto quanto a árvore não se equilibra sem raízes, a perfeição interior não surge sem o conhecimento.


A sublimação exclui não apenas o egoísmo, mas também a ignorância...


Amar e saber, ajudar e discernir, eis alguns dos característicos das almas que se aproximam da residência dos anjos,


Disse-nos o Espírito da Verdade:


Amai-vos! – eis o primeiro ensino.


Instruí-vos! – eis o segundo.


Por isso mesmo, podemos acrescentar que amando-nos uns aos outros e instruindo-nos sempre, entraremos com Jesus na posse da Luz Eterna.


Livro: Intervalos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Preço de Um Milagre


Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia, cheio de moedas, que estava escondido no armário e derramou- as todas no chão.


Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.


Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.


Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim, tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!


- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos, explicou ele sem esperar uma resposta.


- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão! - respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.


- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.


- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.


- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.


- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.


O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.


- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.


- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.


- Um dólar e onze cêntimos, - respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.


- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!


Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa...


Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.


Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:


- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?


A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.


Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.


Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.


Autor Desconhecido.
Fonte da imagem: Internet Google




Uma Prece Verdadeira




Quando você estiver triste... Vou secar suas lágrimas.


Quando você estiver com medo... Eu lhe darei conforto.


Quando você estiver preocupado... Vou dar-lhe esperança.


Quando você estiver confuso... Vou ajudá-lo a enxergar.


E quando você estiver perdido... E não poder ver a luz,
Vou ser o seu farol... Brilhando cada vez mais.


Este é o Meu juramento... Prometo até o fim...


Por que? Você pode perguntar... Porque você é Meu amigo.


Assinado: DEUS


Autor Desconhecido
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Anseio de Amor


Quando me vi, depois da morte
E reclamei contra a fogueira
Em sublime transporte.
Que me havia calcinado a vida inteira
Pela sede de Amor...


Quando aleguei que fora, em toda a estrada.
Folha ao vento.
Andorinha esmagada
Sob o trator do sofrimento.

Quando exaltei a minha dor
Mágoa de quem amará sempre em vão
Farta de incompreensão...

Alguém chegou junto de mim
E disse assim
Tão cansada e infeliz
Que noticias me dá do vale fundo


De provação.
Onde a criatura de tanto padecer
Não consegue saber.
Se sofre ou não?
Você, que diz a seio morto


Que me pode falar
Dos meninos sem pão e sem conforto
Das mulheres sem lar
Dos enfermos sozinhos
Que a febre e a dor


Esmagam nos caminhos.
Sem sequer um lençol
Ou a benção de uma prece.
Dando graças a Deus
quando a morte aparece?


Você, Maria Dolores
Que afirma ter amado tanto
E que deve ter visto
O sacrifício e o pranto
De quem Clama por Cristo.


Suplicando o carinho que não tem
Que me pode contar daquelas outras dores
Daquelas outras aflições


Dos que choram trancados
Em manicômios e prisões.
Buscando amor, pedindo amor
Exaustos de tristeza e amargura


Como feras na grade
morrendo de secura
De solidão, de angustia
E de saudades.


Bem - querer!... Bem - querer!...
Ai de mim, que nada pude responder!
Que tortura, meu Deus a verdade, no Além!


Calei-me, envergonhada...
Eu apenas queria ser amada
nunca amara ninguém...


Maria Dolores

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CONCEITO DE SALVAÇÃO


“... Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação”. – Paulo. (II Coríntios, 6:2).


Salvar, em sinonímia correta, não é divinizar, projetar ao céu, conferir santidade a alguém através de magia sublimatória ou fornecer passaporte para a intimidade com Deus.


Salvar, em legítima significação, é “livrar de ruína ou perigo”, “conservar”, “defender”, “abrigar” e nenhum desses termos exime a pessoa da responsabilidade de se conduzir e melhorar-se.


Navio salvo de risco iminente não está exonerado da viagem, na qual enfrentará naturalmente perigos novos, e doente salvo da morte não se forra ao imperativo de continuar nas tarefas da existência, sobrepujando percalços e tentações.


O Evangelho não deixa dúvidas quanto a isso. Pedro, salvo da indecisão, é impelido a sustentar-se em trabalho até a senectude das forças físicas. Paulo, salvo da crueldade, é constrangido a esforço máximo, na própria renovação, até o último sacrifício


Se experimentas o coração chamado à verdade pela Doutrina Espírita, compreendamos que a salvação terá efetivamente chegado até nós. Não aquela que pretende investir-nos, ingenuamente, na posse de títulos angélicos, quando somos criaturas humanas, com necessidade de aprender, evoluir, acertar e retificar-nos, mas sim a salvação no verdadeiro sentido, isto é, como auxílio do Alto para que estejamos no conhecimento de nossas obrigações, diante da Lei, dispostos a esposá-las e a cumpri-las.


Sobretudo, não nos detenhamos em frases choramingueiras, perdendo mais tempo sobre o tempo perdido. Reconheçamos com o apóstolo Paulo: “o tempo sobremodo oportuno” para a salvação ou, melhor, para a corrigenda de nossos erros e aproveitamento da nossa vida, chama-se agora.


Livro: Palavras de Vida Eterna – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 15 - FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO


Fora Da Caridade Não Há Salvação


PAULO - Paris, 1860


10 – Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos do homem sobre a Terra e no céu. Sobre a Terra, porque, à sombra desse estandarte, eles viverão em paz; e no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor.


Esta divisa é a flama celeste, coluna luminosa que guia os homens pelo deserto da vida, para conduzi-los à Terra da Promissão. Ela brilha no céu como auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: “Passai à direita, benditos de meu Pai”.


Podeis reconhecê-los pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor. Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem, do que esta máxima de ordem divina.


O Espiritismo não podia provar melhor a sua origem, do que a oferecendo por regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Com essa orientação, o homem jamais se transviará.


Aplicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as conseqüências de sua aplicação, e a procurar por vós mesmos todas as maneiras de aplicá-la.


Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e a vossa consciência vos responderá: não somente ela evitará que façais o mal, mas ainda vos levará a fazer o bem. Porque não basta uma virtude negativa, é necessária uma virtude ativa. Para fazer o bem, é sempre necessária a ação da vontade, mas, para não fazer o mal, bastam freqüentemente à inércia e a negligência.


Meus amigos; agradeçam a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos.


Fazei, pois, que vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.

Fonte da imagem: Internet Google

domingo, 1 de janeiro de 2012

Hoje foi postada a biografia do mês de Janeiro de 2012 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a JOANA D’ARC.

sábado, 24 de dezembro de 2011

DESEJO A TODOS OS AMIGOS E SEGUIDORES UM NATAL DE PAZ E UM ANO NOVO DE SAÚDE E ALEGRIAS. - Novas postagens somente no inicio de 2012.

AMANHECEU O DIA


O dia apenas amanhecera...


Mas aquele não era um dia comum. Era o primeiro dia de uma Nova Era que ali se iniciava para a humanidade inteira...


A partir daquele acontecimento, o mundo jamais seria o mesmo. Um acontecimento que constituiria um novo marco na história...


Amanheceu o dia... E as luzes daquele amanhecer se espalharam lentamente sobre Israel para, logo mais, pairar soberanas por sobre toda a Terra...


As almas se aquietaram ante a mensagem silenciosa que envolvia o Oriente...


Os sofredores sentiram que um novo alento chegava para balsamizar seus corações em brasa...


Os cegos vislumbraram uma chama que despontava além da escuridão... E os pobres desprezados ouviram, naquele amanhecer, uma canção de esperança a ecoar por todos os rincões da Terra...


O dia apenas amanhecera...


E os equivocados, que se julgavam donos absolutos do poder, sentiram suas bases tremerem diante Daquele que viera investido de todos os poderes e glórias, em nome do Pai...


Os hipócritas se confundiram, e os ricos de alma pobre perceberam a fragilidade de suas posses temporárias...


É noite em Belém... E ele chega silencioso, puro, soberano, e fica...


Ele reúne os aflitos e os agasalha junto ao próprio peito...


Nada solicita, não exige coisa alguma..., apenas ampara.


Libertador por excelência, canta o hino da verdadeira liberdade, ensinando a destruir os grilhões da inferioridade que prende o homem às mais cruéis cadeias...


Sol de primeira grandeza, espanca com a Sua claridade as sombras dos milênios...


A suavidade da Sua voz mansa acorda as esperanças adormecidas e faz que se levantem os ideais esquecidos...


Ao forte clamor do seu verbo erguem-se os dias, e as horas do futuro vibram, aprofundando na alma do mundo os alicerces da humanidade feliz do porvir...


Jesus, Rei celeste, aceita como berço a manjedoura de uma estrebaria singela, deixando para a humanidade a profunda lição de humildade, inaugurando um reinado diferente entre as criaturas.

Senhor do mundo, deixa-se confundir com a multidão esfarrapada, espalhando Seu suave perfume entre os sofredores.


Troca as glórias dos Céus pelas tardes quentes de Jericó...


Deixa a companhia dos Espíritos puros para caminhar entre os miseráveis de toda sorte...


Aceita o pó das estradas e enfrenta fome e frio para acalentar os infelizes sem esperanças que se arrastavam sobre a terra.
Abandona os esplendores da Via Láctea para pregar a Boa Nova nas madrugadas mornas de Cafarnaum...


Deixa as melodias celestes para cantar a esperança embalada pela orquestra espontânea da natureza, no cenário das primaveras e verões, entre as aldeias e o lago.


É traído, desprezado e pregado numa cruz...


Mas ressurge numa tranqüila e luminosa manhã para dizer que a vida não cessa e reafirmar que estaria conosco para todo o sempre...


O dia apenas amanhece...


E hoje é um dia especial.


Que as luzes desse amanhecer se espalhem lentamente sobre seu coração, sobre o seu lar, sobre a Terra inteira...


E que o suave perfume de Jesus penetre em sua intimidade, discreto, silencioso e aí permaneça para sempre.


Autor desconhecido.
Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Jesus de Nazaré


Aqueles eram dias em que Roma dominava o mundo...


Sua águia sedenta de sangue sobrevoava o cadáver das civilizações e povos vencidos.


Os valores éticos eram esquecidos...


A desconsideração moral permitia que os ideais da humanidade fossem manipulados pelas estruturas políticas odientas que levavam por terra as construções filosóficas e espirituais do passado.


Foi nessa paisagem que Jesus veio apresentar a doutrina de amor, propondo uma nova ordem fundamentada na solidariedade fraternal.


Surgiu na Terra o Homem-Luz para modificar a arcaica estrutura do homem-fera.


Tratava-se de Personalidade inconfundível e única. Deixava transparecer nos olhos, profundamente misericordiosos, uma beleza suave e indefinível.


Longos e sedosos cabelos molduravam-Lhe o semblante compassivo, como se fossem fios castanhos, levemente dourados por luz desconhecida.


Sorriso divino, revelando ao mesmo tempo bondade imensa e singular energia.


Irradiava da Sua melancólica e majestosa figura uma fascinação irresistível.


Sua palavra, Seus feitos, Seus silêncios estóicos dividiram os tempos e os fatos da história.


Conviveu com a ralé, e, trabalhando-a, logrou fazer heróis e santos, servidores incansáveis e ases da abnegação...


Utilizando-se do cenário da natureza, compôs a mais comovedora sinfonia de esperança. Na cátedra natural de um monte, apresentou a regra áurea para a humanidade, através dos robustos e desafiadores conceitos contidos nas bem-aventuranças.


Dignificou um estábulo e sublimou uma cruz...


Exaltou um grão pequenino de mostarda e repudiou a hipocrisia dourada dos poderosos em trânsito para o túmulo; quanto a covardia mofa, embora disfarçada, dos déspotas da ilusão mentirosa.


Levantou paralíticos.


Limpou leprosos.


Restituiu a visão a cegos.


Reabilitou mulheres infelizes.


Curou loucos.


Reanimou desalentados e sofredores.


Em troca do amor que dedicou foi alçado à cruz...


Seus pés, que tanto haviam caminhado para a semeadura do bem, estavam ensangüentados.


Suas mãos generosas e acariciadoras eram duas rosas vermelhas, gotejando o sangue do suplício.


Sua fronte, em que se haviam abrigado os pensamentos mais puros do mundo, se mostrava aureolada de espinhos.


O Mestre, todavia, que vivera e falara da Boa Nova que é toda uma cascata de luz e de alegria, prenunciando a vitória da vida sobre a morte, do bem sobre o mal, da bondade sobre a perversidade, roga a Deus com extrema sinceridade:


"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!..."


O amor é o perene amanhecer, após as sombras ameaçadoras.


A palavra de Jesus, na tônica do amor, é a canção sublime que embalou Sua época e até hoje constitui o apoio e a segurança das vidas que se Lhe entregam em totalidade.


Autor desconhecido
Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Perfil de Jesus


Toda especial foi a Sua vida.


Anunciado por profecias, sonhos e anjos, Ele esteve aguardado pela ansiedade do povo, pelo orgulho nacional de raça e o despotismo dos dominadores políticos que O desejavam guerreiro arbitrário e apaixonado.


Quando o silêncio espiritual pairava em Israel, Ele nasceu no anonimato de uma noite gentil, numa manjedoura, cercado por animais domésticos e assistido pelo amor dos pais humildes, sem outras testemunhas.


Seus primeiros visitadores eram amantes da natureza, pastores simples, logo seguidos por magos poderosos, num contraste característico, que sempre assinalaria a Sua jornada entre os homens.


Nas paisagens de Nazaré Ele cresceria desconhecido, movimentando-se entre a carpintaria do pai e as meditações nas campinas verdejantes, confundido com outros jovens sem qualquer destaque portador de conflitos antes da hora.


Amadureceu no lar como o trigo bom no solo generoso, e, quando chegou a hora, agigantou-Se na sinagoga, desvelando-Se e anunciando-Se.


Incompreendido, como era de esperar-se, saiu na busca daqueles que iriam segui-Lo e ficariam como pilotis da Nova Era que Ele iniciava.


No bucolismo da Galiléia, pobre e sonhadora, fértil e rica de beleza, Ele começou o ministério que um dia se alargaria por quase toda a Terra, apresentando o programa de felicidade que faltava às criaturas.


Jamais igualado, Sua voz possuía a mágica entonação do amor que penetra e dulcifica, ensinando como ninguém mais conseguiu fazê-lo.


A majestade do Seu porte confundia os hipócritas e desarmava os adversários gratuitos, pela serena inocência, profunda sabedoria e invulgar personalidade.


Nunca Se perturbou diante das conjunturas humanas, sobre as quais pairava, embora convivendo com gente de má vida, pecadores e perversos, pobres desesperados e ricos desalmados, vítimas morais de si mesmos no vício e perseguidores contumazes...


Ele compreendia a pequenez humana e impulsionava os indivíduos ao crescimento interior, às conquistas maiores.


Penetrando o futuro referiu-Se às hecatombes que a insânia humana provocaria, mas apresentou também a realidade do bem como coroamento dos esforços e sacrifícios gerais.


Poeta, fez-Se cantor.


Príncipe, tornou-Se vassalo.


Senhor, converteu-Se em servo.


Nobre de origem celeste, transformou-Se em escravo por amor.


Ninguém disse o que Ele disse, conforme O fez e O viveu.


Jesus é a síntese histórica da ascensão humana.


Demarcando as épocas, assinalou-as com o Estatuto da Montanha, em bem-aventuranças eternas.


Nem a morte O diminuiu. Pelo contrário, antecipou-Lhe a luminosa ressurreição, que permanece como vida de sabor eterno, varando as Eras.


Grandioso, hoje como ontem, é o amanhã dos que choram, sofrem, aguardam e amam.


Sua veneranda Presença paira dominadora sobre a humanidade, que n’Ele encontra o Alfa e o Ômega das suas aspirações.


Jesus é a Vida em representação máxima do Criador, como modelo para a humanidade de todos os tempos.


Unamo-nos a Ele e vivamo-Lo.


Autor do texto desconhecido.
Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nas Orações de Natal...


Rememorando o Natal, lembramo-nos de que Jesus é o Suprimento Divino à Necessidade Humana.


Para o Sofrimento, é o Consolo;


Para a Aflição, é a Esperança;


Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;


Para o Desespero, é a Fé Viva;


Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;


Para o Orgulho, é a Humildade;


Para a Violência, é a Tolerância;


Para a Vaidade, é a Singeleza;


Para a Ofensa, é a Compreensão;


Para a discórdia, é a Paz;


Para o egoísmo, é a Renúncia;


Para a ambição, é o Sacrifício;


Para a Ignorância, é o Esclarecimento;


Para a Inconformação, é a Serenidade;


Para a Dor, é a Paciência;


Para a Angústia, é o Bálsamo;


Para a Ilusão, é a Verdade;


Para a Morte, é a Ressurreição.


Se nos propomos, assim, aceitar o Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos, é imprescindível recordar que o seu Apostolado não veio para os sãos e, sim, para os antigos doentes da Terra, entre os quais nos alistamos...


Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, façamos de nosso coração uma luz que possa inflamar-se ao toque de seu infinito amor, cada dia, a fim de que nossa tarefa ilumine com Ele a milenária estrada de nossas experiências, expulsando as sombras de nossos velhos enganos e despertando-nos o espírito para a glória imperecível da Vida Eterna.


Livro: Os Dois Maiores Amores – Médium: Chico Xavier - Autores Diversos.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

NA BARCA DO CORAÇÃO


Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...


Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - que dia!


Lembra-te...


Caía a tarde e a multidão ainda estava reunida na praia.


Desde que o Sol surgira, Jesus atendera as incontáveis súplicas daqueles que o buscavam. Mãos e lágrimas roçavam-lhe o rosto e a túnica - antes tão limpa e alva - e agora, toda manchada de lamentos.


Finalmente, chegara às margens do lago, vencendo a dor e as tristezas dos sofredores. Aqueles que O viram deixando atrás de si um rastro confortador de estrelas, perguntavam-se: - quem será este homem, a quem as dores obedecem?


O céu acendia as cores da noite quando a barca de Pedro recolheu preciosa a carga.


Jamais Jesus mostrara na face sinais tão evidentes de cansaço. Acomodado sobre uma almofada de couro, sua majestosa cabeça pendeu sobre o peito, como um girassol real despedindo-se ao poente.


Seus lábios deixaram escapar um longo suspiro antes de adormecer. Seus amigos pescadores não ousaram perturbar-lhe o merecido sono, manejando remos com cuidado, auxiliados pelos sussurros de doce brisa.


O lago de Genesaré assemelhava-se a gigantesco espelho de prata ao luar, tranqüilo e sereno como o Mestre adormecido.


Faltava pouco para completar a travessia, quando tudo transformou-se.
O tempo irou-se, sem aviso. Adensadas, as nuvens de gaze leve tornaram-se tenebrosa tempestade, e o lago esqueceu a calmaria, encrespando-se, açoitado pelo vento.


Para a barca, vencer a tormenta era como lutar contra vigoroso e invencível Titã.
Pedro usou toda a sua força e sabedoria nos remos, gritando ordens que se perdiam entre as gargalhadas dos trovões e dos relâmpagos.


Os discípulos assustados correram a acordar Jesus que ainda dormia.
- Mestre! - exclamaram em coro desesperado - pereceremos!


Jesus, assim desperto, levantou-se prontamente, equilibrando o corpo cansado muito ereto, apesar da barca que por pouco não naufragava.


Sua majestosa silhueta parecia estar envolta em misteriosa luz, quando ergueu os braços, ordenando à tempestade:
- Calai-vos! E voltando-se para os amigos:- acalmai-vos! Homens, onde está a vossa fé?


Os ventos emudeceram e o lago baixou suas ondas, aplacado por misterioso imperativo.


Os discípulos olhavam-se, num misto de surpresa e alívio.
Envergonhados, voltaram-se para os remos. No compasso ritmado avançava a barca, ao compasso do coração daqueles homens que se perguntavam: quem será este homem, a quem os ventos obedecem?


Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...


Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - que dia!


Lembra-te... Acorda a mensagem do Cristo adormecida em ti e... Acalma-te!


Autor do Texto Desconhecido.
Fonte do texto e da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal Em Nós


“Eis que vos trago uma Boa Nova de grande alegria: na cidade de David acaba de vos nascer, hoje, o Salvador, que é Cristo, Senhor... Glória a Deus nas alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade.”


Assim foi anunciado, aos pastores de Belém, por um Mensageiro celeste, o grande acontecimento.


Nas palavras “vos nascer” está toda a importância do Natal. Jesus nasceu para cada um em particular. Não se trata de um fato histórico, de caráter geral. É um acontecimento que, particularmente, diz respeito a cada um.


Realmente, a obra do Nazareno só tem eficácia quando individualizada.


A redenção, que é obra de educação, tem de partir da parte para o todo. Do indivíduo para a coletividade.


Enquanto esperamos que o ambiente se modifique não haverá mudanças. Cada um de nós deve realizar a sua modificação.


Depende somente de nós.


O Natal, desta forma, é aquele que se concretizará em nós, com a nossa vontade e colaboração.


O estábulo e a manjedoura da cidade de David não devem servir somente para composições poéticas ou literárias.


Devemos entendê-los como símbolos de virtudes, sem as quais nada conseguiremos, no que diz respeito ao nosso aperfeiçoamento.


O Espírito encarnado na Terra não progride ao acaso. Mas sim pelo influxo das energias próprias, orientadas por Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.


Assim, toda a magia do Natal está em cada um receber e concentrar em si esse advento.


Jesus é uma realidade. Ele é a Verdade, a Justiça e o Amor.


Onde estes elementos estiverem presentes, Ele aí estará.


Jesus não é o fundador de nenhum credo ou seita. Ele é o revelador da Lei Eterna, o expoente máximo da verdade, da vontade de Deus.


Jesus é a Luz do Mundo. Assim como o sol não ilumina somente um hemisfério, mas sim toda a Terra, assim o Divino Pastor apascenta com igual carinho todas as ovelhas do Seu redil.


O Espírito do Cristo vela sobre as Índias, a China e o Japão, como sobre a Europa e a América.


Não importa que O desconheçam quanto à denominação. Ele inspira aos homens a revelação divina, o evangelho do amor.


Aqui Lhe dão um nome, ali um outro título.


O que importa é que Ele é o mediador de Deus para os homens, e intérprete da Sua Lei.


Onde reside o Espírito do Cristo, aí há liberdade. Jesus jamais obrigou ninguém a crer desta ou daquela forma.


Sábio educador, sabia falar ao íntimo da criatura, despertar as energias latentes que ali dormiam.


Esta a Sua obra: de educação. Porque educar é pôr em ação, é agitar os poderes anímicos, dirigindo-os ao bem e ao belo, ao justo e ao verdadeiro.


Este é o ideal de perfeição pelo qual anseia a alma prisioneira da carne.


Jesus nasceu há mais de vinte séculos...


Mas o Seu natalício, como tudo o que Dele provém, reveste-se de perpetuidade.


O Natal do Divino Enviado é um fato que se repete todos os dias. Foi de ontem, é de hoje, será de amanhã e de sempre.


Os que ainda não sentiram em seu interior a influência do Espírito do Cristo, ignoram que Ele nasceu.


Só se sabe das coisas de Jesus por experiência própria. Só após Ele haver nascido na palha humilde do nosso coração é que chegamos a entendê-Lo, assimilando em Espírito e Verdade os Seus ensinos.


Neste Natal lhe desejamos muita paz. Em nome do Celeste Menino, o abraçamos.


Jesus lhe abençoe a vida e lhe confira redobradas oportunidades de servir no bem.


Que Sua mensagem de amor lhe penetre a alma em profundidade e que juntos possamos, em nome Dele, espalhar sementes de bondade, pela terra árida e sofrida dos que não crêem, porque ainda não O conhecem.


Feliz Natal!


Fonte - Momento Espírita - Baseada no livro: Na Seara do Mestre – Autor: Vinícius.
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