Vai Morrer do Mesmo Jeito
Muita gente anda dizendo:
- Nem de Longe eu penso em morte
Eu quero é gozar a vida
Ser feliz, ter muita sorte!
Esquece que ao nascimento
Sucede o falecimento
E este é o grande preceito
Pois o corpo envelhecendo
Mesmo o “cabra” maldizendo
Vai morrer do mesmo jeito!
Aqui ninguém é poupado
Sendo rico, ou sendo pobre,
Homem, mulher, branco, negro
A lei a ninguém encobre
Ignorante, cientista,
Analfabeto, artista...
Aqui não há preconceito
Ninguém se ache no cúmulo
De querer fugir do túmulo
Vai morrer do mesmo jeito!
Tem gente tão apegada
Que não quer envelhecer
Quando nasce uma ruguinha
Apressado vai fazer
Uma cirurgia plástica
Sua atitude é tão drástica
É “lipo” esticando o peito
Mas quando a hora é chegada
A máquina dá uma parada
Morre-se do mesmo jeito!
Caboclo que teme a morte
De tanto pensar nos erros
Não faz visita a doente,
Nem a velório ou enterros...
Mas só basta um desarranjo
Pra este sonhar com os anjos
Com os querubins e os eleitos
No seu velório é o assunto:
- Mesmo sem ver um defunto
Se esticou do mesmo jeito.
Agora eu fico olhando
E penso sem nenhum erro:
- Será que vai demorar
O dia do seu enterro?
Quem sabe a hora "malsã"?
Será hoje ou amanhã?
E imaginando direito
Já vejo um cacho de flores
Pois tendo ou não tendo dores
Vai morrer do mesmo Jeito!
Você aí, como vai?
Nunca esqueça neste plano
De que a morte é a certeza
Na existência do ser humano
Faça mais caridade
Aumente a sua bondade
Mude de valor e conceito
Que a vida é uma viagem
Que tendo ou sem ter bagagem
Vai morrer do mesmo jeito!
Merlânio Maia
Todo conteúdo deste blog é publico.
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sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
LEVANTAI OS OLHOS
"Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa." - Jesus. (JOÃO, 4:35).
O mundo está cheio de trabalhos ligados ao estômago.
A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo.
Ninguém contesta o fundamento sagrado de ambos, entretanto, não podemos estacionar numa ou noutra expressão.
Há que levantar os olhos e devassar zonas mais altas.
É preciso cogitar da colheita de valores novos, atendendo ao nosso próprio celeiro.
Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade da espécie.
Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.
Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.
Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios.
É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras.
Irmão muito amado, que te conservas sob a divina árvore da vida, não te fixes tão somente nos frutos da oportunidade perdida que deixaste apodrecer, ao abandono...
Não te encarceres no campo inferior, a contemplar tristezas, fracassos, desenganos!...
Olha para o alto! ...
Repara as frondes imortais, balouçando-se ao sopro da Providência Divina!
Dá-te aos labores da ceifa e observa que, se as raízes ainda se demoram presas ao solo, os ramos viridentes, cheios de frutos substanciosos, avançam no Infinito, na direção dos Céus.
Livro: Vinha de Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
"Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa." - Jesus. (JOÃO, 4:35).
O mundo está cheio de trabalhos ligados ao estômago.
A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo.
Ninguém contesta o fundamento sagrado de ambos, entretanto, não podemos estacionar numa ou noutra expressão.
Há que levantar os olhos e devassar zonas mais altas.
É preciso cogitar da colheita de valores novos, atendendo ao nosso próprio celeiro.
Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade da espécie.
Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.
Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.
Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios.
É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras.
Irmão muito amado, que te conservas sob a divina árvore da vida, não te fixes tão somente nos frutos da oportunidade perdida que deixaste apodrecer, ao abandono...
Não te encarceres no campo inferior, a contemplar tristezas, fracassos, desenganos!...
Olha para o alto! ...
Repara as frondes imortais, balouçando-se ao sopro da Providência Divina!
Dá-te aos labores da ceifa e observa que, se as raízes ainda se demoram presas ao solo, os ramos viridentes, cheios de frutos substanciosos, avançam no Infinito, na direção dos Céus.
Livro: Vinha de Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
NA EXECUÇÃO DA DIVINA LEI
Amemos a Deus sobre todas as cousas, procurando-lhe o Reino do Amor, em cuja edificação devemos contribuir.
Auxiliemos ao próximo, tanto quanto desejamos ser auxiliados.
Cumpramos, de boa vontade os deveres de cada dia.
Honremos os familiares amparando-nos, quanto nos seja possível.
Procuremos não prejudicar a ninguém.
Trabalhemos com alegria servindo a todos, em favor de nós mesmos.
Desculpemos as faltas alheias, compreendendo quanto temos errado por nossa vez.
Não cobicemos dos outros senão a virtudes e as qualidades respeitáveis que nos compete imitar na experiência comum.
Busquemos não realizar despesas além das nossas possibilidades, ainda mesmo que essa medida nos custe sacrifícios ingentes.
Conservemos a saúde, através de hábitos dignos, espalhando, em torno de nós, a alegria e a fé, o otimismo e a confiança.
Não nos cansemos de aprender, entendendo que o progresso da alma é infinito, no espaço e no tempo.
Vivamos cada dia as bênçãos do serviço e do estudo, da prática do bem e do concurso fraterno, com paciência e compreensão, à frente de todas as situações, de todas as pessoas e de todas as coisas, na certeza de que poderemos ser convidados à prestação de contas da própria vida, a qualquer momento, e assim estaremos habilitados a viver diante do Senhor e diante das criaturas, cumprindo fielmente a Divina Lei.
Livro: Assim Vencerás – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
Amemos a Deus sobre todas as cousas, procurando-lhe o Reino do Amor, em cuja edificação devemos contribuir.
Auxiliemos ao próximo, tanto quanto desejamos ser auxiliados.
Cumpramos, de boa vontade os deveres de cada dia.
Honremos os familiares amparando-nos, quanto nos seja possível.
Procuremos não prejudicar a ninguém.
Trabalhemos com alegria servindo a todos, em favor de nós mesmos.
Desculpemos as faltas alheias, compreendendo quanto temos errado por nossa vez.
Não cobicemos dos outros senão a virtudes e as qualidades respeitáveis que nos compete imitar na experiência comum.
Busquemos não realizar despesas além das nossas possibilidades, ainda mesmo que essa medida nos custe sacrifícios ingentes.
Conservemos a saúde, através de hábitos dignos, espalhando, em torno de nós, a alegria e a fé, o otimismo e a confiança.
Não nos cansemos de aprender, entendendo que o progresso da alma é infinito, no espaço e no tempo.
Vivamos cada dia as bênçãos do serviço e do estudo, da prática do bem e do concurso fraterno, com paciência e compreensão, à frente de todas as situações, de todas as pessoas e de todas as coisas, na certeza de que poderemos ser convidados à prestação de contas da própria vida, a qualquer momento, e assim estaremos habilitados a viver diante do Senhor e diante das criaturas, cumprindo fielmente a Divina Lei.
Livro: Assim Vencerás – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 16 - SERVIR A DEUS E A MAMON
A Verdadeira Propriedade
PASCAL - Genebra, 1860
9 – O homem não possui como seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e o que deixa ao partir; goza durante sua permanência na Terra; mas, desde que é forçado a deixá-los, é claro que só tem o usufruto, e não a posse real. O que é, então, que ele possui? Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Eis o que ele traz e leva consigo, o que ninguém tem o poder de tirar-lhe, e o que ainda mais lhe servirá no outro mundo do que neste.
Dele depende estar mais rico ao partir do que ao chegar neste mundo, porque a sua posição futura depende do que ele houver adquirido no bem. Quando um homem parte para um país longínquo, arruma a sua bagagem com objetos de uso nesse país e não se carrega de coisas que lhe seriam inúteis. Fazei, pois, o mesmo, em relação à vida futura, aprovisionando-vos de tudo o que nela vos poderá servir.
Ao viajante que chega a uma estalagem, se ele pode pagar, é dado um bom alojamento; ao que pode menos, é dado um pior; e ao que nada tem, é deixado ao relento. Assim acontece com o homem, quando chega ao mundo dos Espíritos: sua posição depende de suas posses, com a diferença de que não pode pagar em ouro. Não se lhe perguntará: Quanto tínheis na Terra? Que posição ocupáveis? Éreis príncipe ou operário? Mas lhe será perguntado: O que trazeis? Não será computado o valor de seus bens, nem dos seus títulos, mas serão contadas as suas virtudes, e nesse cálculo o operário talvez seja considerado mais rico do que o príncipe.
Em vão alegará o homem que, antes de partir, pagou em ouro a sua entrada no céu, pois terá como resposta: as posições daqui não são compradas, mas ganhas pela prática do bem; com o dinheiro podeis comprar terras, casas, palácios; mas aqui só valem a qualidades do coração. Sois rico dessas qualidades? Então, sejas bem vindo, e teu é o primeiro lugar, onde todas as venturas vos esperam. Sois pobre? Ide para o último, onde sereis tratado na razão de vossas posses.
M., Espírito Protetor - Bruxelas, 1861
10 – Os bens da Terra pertencem a Deus, que os dispensa de acordo com a sua vontade. O homem é apenas o seu usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente. Pertencem tão pouco ao homem, como propriedade individual, que Deus freqüentemente frustra todas as suas previsões, fazendo a fortuna escapar daqueles mesmos que julgam possuí-la com os melhores títulos.
Direis talvez que isso se compreende em relação à fortuna hereditária, mas não aquela que o homem adquiriu pelo seu trabalho.
Não há dúvida que, se há uma fortuna legítima, é a que foi adquirida honestamente, porque uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, para conquistá-la, não se prejudicou a ninguém. Pedir-se-á conta de um centavo mal adquirido, em prejuízo de alguém. Mas por que um homem conquistou por si mesmo a sua fortuna, terá alguma vantagem ao morrer? Não são freqüentemente inúteis os cuidados que ele toma para transmiti-la aos descendentes? Pois se Deus não quiser que estes a recebam, nada prevalecerá sobre a sua vontade.
Poderá ele usar e abusar de sua fortuna, impunemente, durante a vida, sem ter de prestar contas? Não, pois ao lhe permitir adquiri-la, Deus pode ter querido recompensar, durante esta vida, os seus esforços, a sua coragem, a sua perseverança; mas se ele somente a empregou para a satisfação dos seus sentidos e do seu orgulho, se ela se tornou para ele uma causa de queda, melhor seria não a ter possuído. Nesse caso, ele perde de um lado o que ganhou de outro, anulando por si mesmo o mérito do seu trabalho, e quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu a sua recompensa.
Fonte da imagem: Internet Google.
Cap. 16 - SERVIR A DEUS E A MAMON
A Verdadeira Propriedade
PASCAL - Genebra, 1860
9 – O homem não possui como seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e o que deixa ao partir; goza durante sua permanência na Terra; mas, desde que é forçado a deixá-los, é claro que só tem o usufruto, e não a posse real. O que é, então, que ele possui? Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Eis o que ele traz e leva consigo, o que ninguém tem o poder de tirar-lhe, e o que ainda mais lhe servirá no outro mundo do que neste.
Dele depende estar mais rico ao partir do que ao chegar neste mundo, porque a sua posição futura depende do que ele houver adquirido no bem. Quando um homem parte para um país longínquo, arruma a sua bagagem com objetos de uso nesse país e não se carrega de coisas que lhe seriam inúteis. Fazei, pois, o mesmo, em relação à vida futura, aprovisionando-vos de tudo o que nela vos poderá servir.
Ao viajante que chega a uma estalagem, se ele pode pagar, é dado um bom alojamento; ao que pode menos, é dado um pior; e ao que nada tem, é deixado ao relento. Assim acontece com o homem, quando chega ao mundo dos Espíritos: sua posição depende de suas posses, com a diferença de que não pode pagar em ouro. Não se lhe perguntará: Quanto tínheis na Terra? Que posição ocupáveis? Éreis príncipe ou operário? Mas lhe será perguntado: O que trazeis? Não será computado o valor de seus bens, nem dos seus títulos, mas serão contadas as suas virtudes, e nesse cálculo o operário talvez seja considerado mais rico do que o príncipe.
Em vão alegará o homem que, antes de partir, pagou em ouro a sua entrada no céu, pois terá como resposta: as posições daqui não são compradas, mas ganhas pela prática do bem; com o dinheiro podeis comprar terras, casas, palácios; mas aqui só valem a qualidades do coração. Sois rico dessas qualidades? Então, sejas bem vindo, e teu é o primeiro lugar, onde todas as venturas vos esperam. Sois pobre? Ide para o último, onde sereis tratado na razão de vossas posses.
M., Espírito Protetor - Bruxelas, 1861
10 – Os bens da Terra pertencem a Deus, que os dispensa de acordo com a sua vontade. O homem é apenas o seu usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente. Pertencem tão pouco ao homem, como propriedade individual, que Deus freqüentemente frustra todas as suas previsões, fazendo a fortuna escapar daqueles mesmos que julgam possuí-la com os melhores títulos.
Direis talvez que isso se compreende em relação à fortuna hereditária, mas não aquela que o homem adquiriu pelo seu trabalho.
Não há dúvida que, se há uma fortuna legítima, é a que foi adquirida honestamente, porque uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, para conquistá-la, não se prejudicou a ninguém. Pedir-se-á conta de um centavo mal adquirido, em prejuízo de alguém. Mas por que um homem conquistou por si mesmo a sua fortuna, terá alguma vantagem ao morrer? Não são freqüentemente inúteis os cuidados que ele toma para transmiti-la aos descendentes? Pois se Deus não quiser que estes a recebam, nada prevalecerá sobre a sua vontade.
Poderá ele usar e abusar de sua fortuna, impunemente, durante a vida, sem ter de prestar contas? Não, pois ao lhe permitir adquiri-la, Deus pode ter querido recompensar, durante esta vida, os seus esforços, a sua coragem, a sua perseverança; mas se ele somente a empregou para a satisfação dos seus sentidos e do seu orgulho, se ela se tornou para ele uma causa de queda, melhor seria não a ter possuído. Nesse caso, ele perde de um lado o que ganhou de outro, anulando por si mesmo o mérito do seu trabalho, e quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu a sua recompensa.
Fonte da imagem: Internet Google.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
SONHOS VIVOS
A semente no celeiro é sonho vivo; transportada, à lavoura, transforma-se em árvore que produz. Sem isso murcharia no silêncio.
O minério no solo é sonho vivo; conduzido à atividade é matéria prima. Sem isso, por tempo indeterminado, estaria na condição de mero calhau.
O plano de uma construção é sonho vivo; concretizado, porém, é obra de utilidade apreciável. Sem isso seria mera figuração entregue à poeira.
A escola de pé é um sonho vivo; movimentada pelos obreiros da instrução é oficina de luz. Sem isso não passaria de promessas distantes.
O livro na cabeça do escritor é sonho vivo; carregado ao campo das letras é usina de sugestão. Sem isso desapareceria por visão mental entrevista de longe.
A convicção espírita é também sonho vivo; mas trazida à realidade prática é tarefa para edificação do mundo melhor. Sem isso não passará de clarão escondido.
É por essa razão que todos podemos crer e aprender, discutir e apregoar, consolados, entretanto, no terreno da verdadeira ascensão do espírito nada conseguiremos sem trabalhar.
Livro: Ideal Espírita – Médium: Chico Xavier – Espírito: Albino Teixeira.
Fonte da imagem: Internet Google.
A semente no celeiro é sonho vivo; transportada, à lavoura, transforma-se em árvore que produz. Sem isso murcharia no silêncio.
O minério no solo é sonho vivo; conduzido à atividade é matéria prima. Sem isso, por tempo indeterminado, estaria na condição de mero calhau.
O plano de uma construção é sonho vivo; concretizado, porém, é obra de utilidade apreciável. Sem isso seria mera figuração entregue à poeira.
A escola de pé é um sonho vivo; movimentada pelos obreiros da instrução é oficina de luz. Sem isso não passaria de promessas distantes.
O livro na cabeça do escritor é sonho vivo; carregado ao campo das letras é usina de sugestão. Sem isso desapareceria por visão mental entrevista de longe.
A convicção espírita é também sonho vivo; mas trazida à realidade prática é tarefa para edificação do mundo melhor. Sem isso não passará de clarão escondido.
É por essa razão que todos podemos crer e aprender, discutir e apregoar, consolados, entretanto, no terreno da verdadeira ascensão do espírito nada conseguiremos sem trabalhar.
Livro: Ideal Espírita – Médium: Chico Xavier – Espírito: Albino Teixeira.
Fonte da imagem: Internet Google.
domingo, 15 de janeiro de 2012
O FILHO OCIOSO
Reportava-se a pequena assembléia a variados problemas da fé em Deus, quando Jesus, tomando a palavra, narrou, complacente: — Um grande Soberano possuía vastos domínios.
Terras, rios, fazendas, pomares e rebanhos eram incontáveis em seu reino prodigioso.
Vassalos inúmeros serviam-lhe a casa, em todas as direções.
Alguns deles nunca se perdiam dos olhos do Senhor, de maneira absoluta.
De tempos a tempos, visitavam-lhe a residência, ofereciam-lhe préstimos ou traziam-lhe flores de ternura, recebendo novos roteiros de trabalho edificante.
Outros, porém, viviam a bel-prazer nas florestas imensas.
Estimavam a liberdade plena com declarada indisciplina.
Eram verdadeiros perturbadores do vasto império, porquanto, ao invés de ajudarem a Natureza, desprezavam- na sem comiseração.
Matavam animais pelo simples gosto da caça, envenenavam as águas para assassinarem os peixes em massa, perseguiam as aves ou queimavam as plantações dos servos fiéis, não obstante saberem, no íntimo, que deviam obediência ao Poderoso Senhor.
Um desses servidores levianos e ociosos não regateava sua crença na existência e na bondade do Rei.
Depois de longas aventuras na mata, exterminando aves indefesas, quando o estômago jazia farto, costumava comentar a fé que depositava no rico Proprietário de extenso e valioso domínio.
Um Soberano tão previdente quanto aquele que soubera dispor das águas e das terras, das árvores e dos rebanhos, devia ser muito sábio e justiceiro — explanava consciente.
Sutilmente, todavia, escapava-lhe a todos os decretos.
Pretendia viver a seu modo, sem qualquer imposição, mesmo daquele que lhe confiara o vale em que consumia a existência regalada e feliz.
Decorridos muitos anos, quando as suas mãos já não conseguiam erguer a menor das armas para perturbar a Natureza, quando os olhos embaciados não mais enxergavam a paisagem com a mesma clareza da juventude, inclinando-se-lhe o corpo, cansado e triste, para o solo, resolveu procurar o Senhor, a fim de pedir-lhe proteção e arrimo.
Atravessou lindos campos, nos quais os servos leais, operosos e felizes, cultivavam o chão da propriedade imensa e chegou ao iluminado domicílio do Soberano.
Experimentando aflitivo assombro, reparou que os guardas do limiar não lhe permitiam o suspirado ingresso, porque seu nome não constava no livro de servidores ativos.
Implorou, rogou, gemeu; no entanto, uma das sentinelas lhe observou:
— O tempo disponível do Rei é consagrado aos cooperadores.
— Como assim? — bradou o trabalhador imprevidente.
— Eu sempre acreditei na soberania e na bondade do nosso glorioso ordenador...
O guarda, contudo, redargüiu, sem pestanejar:
— Que te adiantava semelhante convicção, se fugiste aos decretos de nosso Soberano, gastando precioso tempo em perturbar-lhe as obras? O teu passado está vivo em tua própria condição...
Em que te servia a confiança no Senhor, se nunca vieste a Ele, trazendo um minuto de colaboração a benefício de todos? Observa-se, logo, que a tua crença era simples meio de acomodar a consciência com os próprios desvarios do coração.
E o servo, já comprometido pelos atos menos dignos, e de saúde arruinada, foi constrangido a começar toda a sua tarefa, de novo, de maneira a regenerar-se.
O Mestre calou-se, durante alguns momentos, e concluiu:
— Aqui temos a imagem de todo ocioso filho de Deus.
O homem válido e inteligente que admite a existência do Eterno Pai, que lhe conhece o poder, a justiça e a bondade, através da própria expressão física da Natureza, e que não o visita em simples oração, de quando em quando, nem lhe honra as leis com o mínimo gesto de amparo aos semelhantes, sem o mais leve traço de interesse nos propósitos do Grande Soberano, poderá retirar alguma vantagem de suas convicções inúteis e mortas?
Com essa indagação que calou nos ouvidos dos presentes, o culto evangélico da noite foi expressivamente encerrado.
Livro: Jesus no Lar, lição 37 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
Reportava-se a pequena assembléia a variados problemas da fé em Deus, quando Jesus, tomando a palavra, narrou, complacente: — Um grande Soberano possuía vastos domínios.
Terras, rios, fazendas, pomares e rebanhos eram incontáveis em seu reino prodigioso.
Vassalos inúmeros serviam-lhe a casa, em todas as direções.
Alguns deles nunca se perdiam dos olhos do Senhor, de maneira absoluta.
De tempos a tempos, visitavam-lhe a residência, ofereciam-lhe préstimos ou traziam-lhe flores de ternura, recebendo novos roteiros de trabalho edificante.
Outros, porém, viviam a bel-prazer nas florestas imensas.
Estimavam a liberdade plena com declarada indisciplina.
Eram verdadeiros perturbadores do vasto império, porquanto, ao invés de ajudarem a Natureza, desprezavam- na sem comiseração.
Matavam animais pelo simples gosto da caça, envenenavam as águas para assassinarem os peixes em massa, perseguiam as aves ou queimavam as plantações dos servos fiéis, não obstante saberem, no íntimo, que deviam obediência ao Poderoso Senhor.
Um desses servidores levianos e ociosos não regateava sua crença na existência e na bondade do Rei.
Depois de longas aventuras na mata, exterminando aves indefesas, quando o estômago jazia farto, costumava comentar a fé que depositava no rico Proprietário de extenso e valioso domínio.
Um Soberano tão previdente quanto aquele que soubera dispor das águas e das terras, das árvores e dos rebanhos, devia ser muito sábio e justiceiro — explanava consciente.
Sutilmente, todavia, escapava-lhe a todos os decretos.
Pretendia viver a seu modo, sem qualquer imposição, mesmo daquele que lhe confiara o vale em que consumia a existência regalada e feliz.
Decorridos muitos anos, quando as suas mãos já não conseguiam erguer a menor das armas para perturbar a Natureza, quando os olhos embaciados não mais enxergavam a paisagem com a mesma clareza da juventude, inclinando-se-lhe o corpo, cansado e triste, para o solo, resolveu procurar o Senhor, a fim de pedir-lhe proteção e arrimo.
Atravessou lindos campos, nos quais os servos leais, operosos e felizes, cultivavam o chão da propriedade imensa e chegou ao iluminado domicílio do Soberano.
Experimentando aflitivo assombro, reparou que os guardas do limiar não lhe permitiam o suspirado ingresso, porque seu nome não constava no livro de servidores ativos.
Implorou, rogou, gemeu; no entanto, uma das sentinelas lhe observou:
— O tempo disponível do Rei é consagrado aos cooperadores.
— Como assim? — bradou o trabalhador imprevidente.
— Eu sempre acreditei na soberania e na bondade do nosso glorioso ordenador...
O guarda, contudo, redargüiu, sem pestanejar:
— Que te adiantava semelhante convicção, se fugiste aos decretos de nosso Soberano, gastando precioso tempo em perturbar-lhe as obras? O teu passado está vivo em tua própria condição...
Em que te servia a confiança no Senhor, se nunca vieste a Ele, trazendo um minuto de colaboração a benefício de todos? Observa-se, logo, que a tua crença era simples meio de acomodar a consciência com os próprios desvarios do coração.
E o servo, já comprometido pelos atos menos dignos, e de saúde arruinada, foi constrangido a começar toda a sua tarefa, de novo, de maneira a regenerar-se.
O Mestre calou-se, durante alguns momentos, e concluiu:
— Aqui temos a imagem de todo ocioso filho de Deus.
O homem válido e inteligente que admite a existência do Eterno Pai, que lhe conhece o poder, a justiça e a bondade, através da própria expressão física da Natureza, e que não o visita em simples oração, de quando em quando, nem lhe honra as leis com o mínimo gesto de amparo aos semelhantes, sem o mais leve traço de interesse nos propósitos do Grande Soberano, poderá retirar alguma vantagem de suas convicções inúteis e mortas?
Com essa indagação que calou nos ouvidos dos presentes, o culto evangélico da noite foi expressivamente encerrado.
Livro: Jesus no Lar, lição 37 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sábado, 14 de janeiro de 2012
O Amor Sempre Há de Vencer
Quando a dor te alcançar
E o teu peito se encharcar
Te fazendo esmorecer
Olha as estrelas e vai
Lembra-te do eterno Pai
O amor sempre há de vencer.
Se a saúde te falta
Se a dor moral de assalta
E a sombra te envolver
Te entrega em vibrante prece
Pois Deus jamais te esquece
O amor sempre há de vencer.
Se alguém te ferir a alma
Perdoa, segue e te acalma
Não te permitas descer
Segue sem olhar para trás
Servindo andarás em paz
O amor sempre há de vencer.
Mesmo na treva mais densa
Aumenta mais tua crença
Faz a luz da fé arder
Vê que após a tempestade
Há mais fartura e bondade
O amor sempre há de vencer.
No mais terrível degredo
Permanece sem ter medo
Há sempre um alvorecer
Se a dor te joga na cama
Escuta o Pai que te ama
O amor sempre há de vencer.
Se te sentes fraquejar
Ora e espera o Sol raiar
Ilumina mais o teu ser
Nada temas, segue adiante
Qual fonte tonificante
O amor sempre há de vencer
Se ao norte há perseguição
Ao sul há desilusão
No leste o abismo crescer
Se a Oeste vem o assalto
O amparo virá do alto
O amor sempre há de vencer.
És herdeiro do universo
Um nobre ainda disperso
Buscando se conhecer
Filho do eterno reinado
E com Deus sempre ao teu lado
O amor sempre há de vencer.
Poema de Merlânio Maia
Quando a dor te alcançar
E o teu peito se encharcar
Te fazendo esmorecer
Olha as estrelas e vai
Lembra-te do eterno Pai
O amor sempre há de vencer.
Se a saúde te falta
Se a dor moral de assalta
E a sombra te envolver
Te entrega em vibrante prece
Pois Deus jamais te esquece
O amor sempre há de vencer.
Se alguém te ferir a alma
Perdoa, segue e te acalma
Não te permitas descer
Segue sem olhar para trás
Servindo andarás em paz
O amor sempre há de vencer.
Mesmo na treva mais densa
Aumenta mais tua crença
Faz a luz da fé arder
Vê que após a tempestade
Há mais fartura e bondade
O amor sempre há de vencer.
No mais terrível degredo
Permanece sem ter medo
Há sempre um alvorecer
Se a dor te joga na cama
Escuta o Pai que te ama
O amor sempre há de vencer.
Se te sentes fraquejar
Ora e espera o Sol raiar
Ilumina mais o teu ser
Nada temas, segue adiante
Qual fonte tonificante
O amor sempre há de vencer
Se ao norte há perseguição
Ao sul há desilusão
No leste o abismo crescer
Se a Oeste vem o assalto
O amparo virá do alto
O amor sempre há de vencer.
És herdeiro do universo
Um nobre ainda disperso
Buscando se conhecer
Filho do eterno reinado
E com Deus sempre ao teu lado
O amor sempre há de vencer.
Poema de Merlânio Maia
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
AUTO LIBERTAÇÃO 2
"... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele." Paulo. (I Timóteo, 6:7).
Se deseja emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de auto libertação, aprendendo a viver "Como possuindo tudo e nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próximo bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem.
Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas.
Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".
Livro: Fonte Viva – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
"... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele." Paulo. (I Timóteo, 6:7).
Se deseja emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de auto libertação, aprendendo a viver "Como possuindo tudo e nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próximo bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem.
Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas.
Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".
Livro: Fonte Viva – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 14 – Honra a Teu Pai e A Tua Mãe
Quem É Minha Mãe e Quem São Meus Irmãos?
5 – E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso. E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.— E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50).
6 – Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo.
Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade.
Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta conseqüência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.
7 – Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tanta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele. (Ver cap. VII)
Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma idéia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista.
A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe.
É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.
Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual.
Fonte da imagem: Internet Google.
Cap. 14 – Honra a Teu Pai e A Tua Mãe
Quem É Minha Mãe e Quem São Meus Irmãos?
5 – E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso. E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.— E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50).
6 – Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo.
Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade.
Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta conseqüência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.
7 – Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tanta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele. (Ver cap. VII)
Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma idéia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista.
A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe.
É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.
Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual.
Fonte da imagem: Internet Google.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
OLVIDEMOS O MAL
Cada criatura, segundo sente, lança de si mesma as idéias com que plasma as próprias obras.
Se estamos informados de que os pensamentos se atraem, conforme a natureza em que se expressam, urge fugir à corrente sombria em que as inteligências transviadas deitam os resíduos dos empreendimentos infelizes a que se afeiçoam.
Não bastará, por isso, ignorar-lhes o assédio, nem desculpar-lhes sempre a inesperada intromissão.
Imprescindível esquecer-lhes os golpes, prosseguindo, sem mágoa, no culto do dever.
O tempo guarda consigo a função de incessante renovador e o tempo, que converte o carbono em diamante, saberá transformar os caracteres que o lodo desfigura em vãos de eleição para a Vida.
Para isso, no entanto, o ofensor requisita o grande esquecimento, qual o carvão amorfo que exige largo tempo de olvido em serro bruto a fim de enobrecer-se.
Se a ingratidão te busca e apedreja o caminho, refugia-te em paz no serviço do bem, porque todo o Universo pertence em tudo a Deus, que a tudo atenderá no momento oportuno, sem que te caiba na vida interferir de leve nos ajustes da Lei.
Livro: Reconforto Psicografia – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
Cada criatura, segundo sente, lança de si mesma as idéias com que plasma as próprias obras.
Se estamos informados de que os pensamentos se atraem, conforme a natureza em que se expressam, urge fugir à corrente sombria em que as inteligências transviadas deitam os resíduos dos empreendimentos infelizes a que se afeiçoam.
Não bastará, por isso, ignorar-lhes o assédio, nem desculpar-lhes sempre a inesperada intromissão.
Imprescindível esquecer-lhes os golpes, prosseguindo, sem mágoa, no culto do dever.
O tempo guarda consigo a função de incessante renovador e o tempo, que converte o carbono em diamante, saberá transformar os caracteres que o lodo desfigura em vãos de eleição para a Vida.
Para isso, no entanto, o ofensor requisita o grande esquecimento, qual o carvão amorfo que exige largo tempo de olvido em serro bruto a fim de enobrecer-se.
Se a ingratidão te busca e apedreja o caminho, refugia-te em paz no serviço do bem, porque todo o Universo pertence em tudo a Deus, que a tudo atenderá no momento oportuno, sem que te caiba na vida interferir de leve nos ajustes da Lei.
Livro: Reconforto Psicografia – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
LÊ E MEDITA
O corpo sem alimento desce à desnutrição e à enfermidade.
O motor sem força que o acione volve à inércia.
A mente sem estudo que a renove padece retardamento.
Recorda a eternidade da vida e não desistas de aprender.
Abre um parêntese no turbilhão das atividades em que te agitas e consagra alguns instantes de cada dia à leitura e à reflexão.
O livro nobre é uma lâmpada que o Senhor determinou brilhasse em teu caminho.
Ensina sem exigência, corrige sem alarde, transforma sem ruído e ajuda sem paga.
Lê e medita...
No silêncio do espírito, os pensamentos do Céu iluminam os pensamentos da Terra e vozes benevolentes e sábias nos falam aos ouvidos, através do verbo inarticulado da inspiração.
Não menosprezes a página que constrói, auxilia, esclarece e melhora...
Realmente a educação legítima é obra de elevação moral, todavia, tanto quanto a árvore não se equilibra sem raízes, a perfeição interior não surge sem o conhecimento.
A sublimação exclui não apenas o egoísmo, mas também a ignorância...
Amar e saber, ajudar e discernir, eis alguns dos característicos das almas que se aproximam da residência dos anjos,
Disse-nos o Espírito da Verdade:
Amai-vos! – eis o primeiro ensino.
Instruí-vos! – eis o segundo.
Por isso mesmo, podemos acrescentar que amando-nos uns aos outros e instruindo-nos sempre, entraremos com Jesus na posse da Luz Eterna.
Livro: Intervalos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
O corpo sem alimento desce à desnutrição e à enfermidade.
O motor sem força que o acione volve à inércia.
A mente sem estudo que a renove padece retardamento.
Recorda a eternidade da vida e não desistas de aprender.
Abre um parêntese no turbilhão das atividades em que te agitas e consagra alguns instantes de cada dia à leitura e à reflexão.
O livro nobre é uma lâmpada que o Senhor determinou brilhasse em teu caminho.
Ensina sem exigência, corrige sem alarde, transforma sem ruído e ajuda sem paga.
Lê e medita...
No silêncio do espírito, os pensamentos do Céu iluminam os pensamentos da Terra e vozes benevolentes e sábias nos falam aos ouvidos, através do verbo inarticulado da inspiração.
Não menosprezes a página que constrói, auxilia, esclarece e melhora...
Realmente a educação legítima é obra de elevação moral, todavia, tanto quanto a árvore não se equilibra sem raízes, a perfeição interior não surge sem o conhecimento.
A sublimação exclui não apenas o egoísmo, mas também a ignorância...
Amar e saber, ajudar e discernir, eis alguns dos característicos das almas que se aproximam da residência dos anjos,
Disse-nos o Espírito da Verdade:
Amai-vos! – eis o primeiro ensino.
Instruí-vos! – eis o segundo.
Por isso mesmo, podemos acrescentar que amando-nos uns aos outros e instruindo-nos sempre, entraremos com Jesus na posse da Luz Eterna.
Livro: Intervalos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
domingo, 8 de janeiro de 2012
O Preço de Um Milagre
Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia, cheio de moedas, que estava escondido no armário e derramou- as todas no chão.
Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.
Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.
Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim, tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!
- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos, explicou ele sem esperar uma resposta.
- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão! - respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.
- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.
- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.
- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.
- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.
O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.
- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.
- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.
- Um dólar e onze cêntimos, - respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.
- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!
Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa...
Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.
Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:
- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?
A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.
Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.
Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.
Autor Desconhecido.
Fonte da imagem: Internet Google
Uma Prece Verdadeira
Quando você estiver triste... Vou secar suas lágrimas.
Quando você estiver com medo... Eu lhe darei conforto.
Quando você estiver preocupado... Vou dar-lhe esperança.
Quando você estiver confuso... Vou ajudá-lo a enxergar.
E quando você estiver perdido... E não poder ver a luz,
Vou ser o seu farol... Brilhando cada vez mais.
Este é o Meu juramento... Prometo até o fim...
Por que? Você pode perguntar... Porque você é Meu amigo.
Assinado: DEUS
Autor Desconhecido
Fonte da imagem: Internet Google.
Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia, cheio de moedas, que estava escondido no armário e derramou- as todas no chão.
Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.
Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.
Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim, tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!
- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos, explicou ele sem esperar uma resposta.
- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão! - respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.
- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.
- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.
- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.
- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.
O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.
- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.
- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.
- Um dólar e onze cêntimos, - respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.
- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!
Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa...
Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.
Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:
- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?
A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.
Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.
Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.
Autor Desconhecido.
Fonte da imagem: Internet Google
Uma Prece Verdadeira
Quando você estiver triste... Vou secar suas lágrimas.
Quando você estiver com medo... Eu lhe darei conforto.
Quando você estiver preocupado... Vou dar-lhe esperança.
Quando você estiver confuso... Vou ajudá-lo a enxergar.
E quando você estiver perdido... E não poder ver a luz,
Vou ser o seu farol... Brilhando cada vez mais.
Este é o Meu juramento... Prometo até o fim...
Por que? Você pode perguntar... Porque você é Meu amigo.
Assinado: DEUS
Autor Desconhecido
Fonte da imagem: Internet Google.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Anseio de Amor
Quando me vi, depois da morte
E reclamei contra a fogueira
Em sublime transporte.
Que me havia calcinado a vida inteira
Pela sede de Amor...
Quando aleguei que fora, em toda a estrada.
Folha ao vento.
Andorinha esmagada
Sob o trator do sofrimento.
Quando exaltei a minha dor
Mágoa de quem amará sempre em vão
Farta de incompreensão...
Alguém chegou junto de mim
E disse assim
Tão cansada e infeliz
Que noticias me dá do vale fundo
De provação.
Onde a criatura de tanto padecer
Não consegue saber.
Se sofre ou não?
Você, que diz a seio morto
Que me pode falar
Dos meninos sem pão e sem conforto
Das mulheres sem lar
Dos enfermos sozinhos
Que a febre e a dor
Esmagam nos caminhos.
Sem sequer um lençol
Ou a benção de uma prece.
Dando graças a Deus
quando a morte aparece?
Você, Maria Dolores
Que afirma ter amado tanto
E que deve ter visto
O sacrifício e o pranto
De quem Clama por Cristo.
Suplicando o carinho que não tem
Que me pode contar daquelas outras dores
Daquelas outras aflições
Dos que choram trancados
Em manicômios e prisões.
Buscando amor, pedindo amor
Exaustos de tristeza e amargura
Como feras na grade
morrendo de secura
De solidão, de angustia
E de saudades.
Bem - querer!... Bem - querer!...
Ai de mim, que nada pude responder!
Que tortura, meu Deus a verdade, no Além!
Calei-me, envergonhada...
Eu apenas queria ser amada
nunca amara ninguém...
Maria Dolores
Quando me vi, depois da morte
E reclamei contra a fogueira
Em sublime transporte.
Que me havia calcinado a vida inteira
Pela sede de Amor...
Quando aleguei que fora, em toda a estrada.
Folha ao vento.
Andorinha esmagada
Sob o trator do sofrimento.
Quando exaltei a minha dor
Mágoa de quem amará sempre em vão
Farta de incompreensão...
Alguém chegou junto de mim
E disse assim
Tão cansada e infeliz
Que noticias me dá do vale fundo
De provação.
Onde a criatura de tanto padecer
Não consegue saber.
Se sofre ou não?
Você, que diz a seio morto
Que me pode falar
Dos meninos sem pão e sem conforto
Das mulheres sem lar
Dos enfermos sozinhos
Que a febre e a dor
Esmagam nos caminhos.
Sem sequer um lençol
Ou a benção de uma prece.
Dando graças a Deus
quando a morte aparece?
Você, Maria Dolores
Que afirma ter amado tanto
E que deve ter visto
O sacrifício e o pranto
De quem Clama por Cristo.
Suplicando o carinho que não tem
Que me pode contar daquelas outras dores
Daquelas outras aflições
Dos que choram trancados
Em manicômios e prisões.
Buscando amor, pedindo amor
Exaustos de tristeza e amargura
Como feras na grade
morrendo de secura
De solidão, de angustia
E de saudades.
Bem - querer!... Bem - querer!...
Ai de mim, que nada pude responder!
Que tortura, meu Deus a verdade, no Além!
Calei-me, envergonhada...
Eu apenas queria ser amada
nunca amara ninguém...
Maria Dolores
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
CONCEITO DE SALVAÇÃO
“... Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação”. – Paulo. (II Coríntios, 6:2).
Salvar, em sinonímia correta, não é divinizar, projetar ao céu, conferir santidade a alguém através de magia sublimatória ou fornecer passaporte para a intimidade com Deus.
Salvar, em legítima significação, é “livrar de ruína ou perigo”, “conservar”, “defender”, “abrigar” e nenhum desses termos exime a pessoa da responsabilidade de se conduzir e melhorar-se.
Navio salvo de risco iminente não está exonerado da viagem, na qual enfrentará naturalmente perigos novos, e doente salvo da morte não se forra ao imperativo de continuar nas tarefas da existência, sobrepujando percalços e tentações.
O Evangelho não deixa dúvidas quanto a isso. Pedro, salvo da indecisão, é impelido a sustentar-se em trabalho até a senectude das forças físicas. Paulo, salvo da crueldade, é constrangido a esforço máximo, na própria renovação, até o último sacrifício
Se experimentas o coração chamado à verdade pela Doutrina Espírita, compreendamos que a salvação terá efetivamente chegado até nós. Não aquela que pretende investir-nos, ingenuamente, na posse de títulos angélicos, quando somos criaturas humanas, com necessidade de aprender, evoluir, acertar e retificar-nos, mas sim a salvação no verdadeiro sentido, isto é, como auxílio do Alto para que estejamos no conhecimento de nossas obrigações, diante da Lei, dispostos a esposá-las e a cumpri-las.
Sobretudo, não nos detenhamos em frases choramingueiras, perdendo mais tempo sobre o tempo perdido. Reconheçamos com o apóstolo Paulo: “o tempo sobremodo oportuno” para a salvação ou, melhor, para a corrigenda de nossos erros e aproveitamento da nossa vida, chama-se agora.
Livro: Palavras de Vida Eterna – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
“... Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação”. – Paulo. (II Coríntios, 6:2).
Salvar, em sinonímia correta, não é divinizar, projetar ao céu, conferir santidade a alguém através de magia sublimatória ou fornecer passaporte para a intimidade com Deus.
Salvar, em legítima significação, é “livrar de ruína ou perigo”, “conservar”, “defender”, “abrigar” e nenhum desses termos exime a pessoa da responsabilidade de se conduzir e melhorar-se.
Navio salvo de risco iminente não está exonerado da viagem, na qual enfrentará naturalmente perigos novos, e doente salvo da morte não se forra ao imperativo de continuar nas tarefas da existência, sobrepujando percalços e tentações.
O Evangelho não deixa dúvidas quanto a isso. Pedro, salvo da indecisão, é impelido a sustentar-se em trabalho até a senectude das forças físicas. Paulo, salvo da crueldade, é constrangido a esforço máximo, na própria renovação, até o último sacrifício
Se experimentas o coração chamado à verdade pela Doutrina Espírita, compreendamos que a salvação terá efetivamente chegado até nós. Não aquela que pretende investir-nos, ingenuamente, na posse de títulos angélicos, quando somos criaturas humanas, com necessidade de aprender, evoluir, acertar e retificar-nos, mas sim a salvação no verdadeiro sentido, isto é, como auxílio do Alto para que estejamos no conhecimento de nossas obrigações, diante da Lei, dispostos a esposá-las e a cumpri-las.
Sobretudo, não nos detenhamos em frases choramingueiras, perdendo mais tempo sobre o tempo perdido. Reconheçamos com o apóstolo Paulo: “o tempo sobremodo oportuno” para a salvação ou, melhor, para a corrigenda de nossos erros e aproveitamento da nossa vida, chama-se agora.
Livro: Palavras de Vida Eterna – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 15 - FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
Fora Da Caridade Não Há Salvação
PAULO - Paris, 1860
10 – Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos do homem sobre a Terra e no céu. Sobre a Terra, porque, à sombra desse estandarte, eles viverão em paz; e no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor.
Esta divisa é a flama celeste, coluna luminosa que guia os homens pelo deserto da vida, para conduzi-los à Terra da Promissão. Ela brilha no céu como auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: “Passai à direita, benditos de meu Pai”.
Podeis reconhecê-los pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor. Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem, do que esta máxima de ordem divina.
O Espiritismo não podia provar melhor a sua origem, do que a oferecendo por regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Com essa orientação, o homem jamais se transviará.
Aplicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as conseqüências de sua aplicação, e a procurar por vós mesmos todas as maneiras de aplicá-la.
Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e a vossa consciência vos responderá: não somente ela evitará que façais o mal, mas ainda vos levará a fazer o bem. Porque não basta uma virtude negativa, é necessária uma virtude ativa. Para fazer o bem, é sempre necessária a ação da vontade, mas, para não fazer o mal, bastam freqüentemente à inércia e a negligência.
Meus amigos; agradeçam a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos.
Fazei, pois, que vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.
Fonte da imagem: Internet Google
Cap. 15 - FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
Fora Da Caridade Não Há Salvação
PAULO - Paris, 1860
10 – Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos do homem sobre a Terra e no céu. Sobre a Terra, porque, à sombra desse estandarte, eles viverão em paz; e no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor.
Esta divisa é a flama celeste, coluna luminosa que guia os homens pelo deserto da vida, para conduzi-los à Terra da Promissão. Ela brilha no céu como auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: “Passai à direita, benditos de meu Pai”.
Podeis reconhecê-los pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor. Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem, do que esta máxima de ordem divina.
O Espiritismo não podia provar melhor a sua origem, do que a oferecendo por regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo. Com essa orientação, o homem jamais se transviará.
Aplicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as conseqüências de sua aplicação, e a procurar por vós mesmos todas as maneiras de aplicá-la.
Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e a vossa consciência vos responderá: não somente ela evitará que façais o mal, mas ainda vos levará a fazer o bem. Porque não basta uma virtude negativa, é necessária uma virtude ativa. Para fazer o bem, é sempre necessária a ação da vontade, mas, para não fazer o mal, bastam freqüentemente à inércia e a negligência.
Meus amigos; agradeçam a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos.
Fazei, pois, que vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.
Fonte da imagem: Internet Google
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