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quarta-feira, 1 de abril de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
Jesus Em Minha Vida
Em todas as
religiões cristãs, Jesus é o Modelo de conduta, é o grande Mestre que ensina a
viver melhor, é o Modelo e Guia.
Jesus nada
escreveu, mas falou a todos aqueles que O quiseram escutar fosse por
necessidade, por curiosidade ou, até mesmo, por desejo de combatê-Lo.
Suas ideias
e ensinamentos disseminaram-se rapidamente, pois aqueles que O ouviam
comentavam, encantados, Suas palavras com outrem.
Depois de
Sua morte física, os apóstolos levaram Seus ensinos a lugares distantes,
aumentando o número daqueles que os conheceriam.
Alguns dos
seguidores escreveram a respeito do que viram e ouviram de Jesus, e esses
textos formaram os Evangelhos.
Sua vida e
Sua obra, eternizadas por esses textos, são as mais comentadas e discutidas pelas
civilizações da Terra, através dos tempos.
Em todas as
religiões cristãs o Evangelho é a base dos estudos e das pregações
possibilitando, a todos, reflexão.
O Evangelho
pode ser considerado como um testamento que Jesus deixou para a Humanidade, sendo
o mais belo poema de esperanças e consolações a que podemos ter acesso.
Ainda hoje,
Sua voz alcança os ouvidos de todos aqueles que O buscam, com lições de beleza
e de felicidade, dando oportunidade de esperar por melhores dias à medida que
nos ensina a auto superação.
Nos dias
atuais, conhecer e estudar o Evangelho está ao alcance de todos, diferentemente
do que acontecia quando isso era reservado apenas aos líderes espirituais de
algumas religiões.
Mas, será
que o conhecimento do que disse Jesus, dos Seus exemplos, das Suas ideias nos
serve para realmente modificar nossas vidas?
Será que
procuramos ser simples e humildes como Ele nos ensinou?
Será que,
diante de um ato violento seja físico ou moral, feito contra nós, sabemos
mostrar a outra face ao agressor, dando-lhe um exemplo de brandura e não de
revide?
Será que, ao
nos sentirmos ofendidos, sabemos perdoar, da mesma maneira que, quando
ofendemos queremos ser perdoados?
Será que
somos capazes de dialogar com todos, a despeito de quaisquer diferenças,
mantendo-nos calmos e pacíficos?
Somos
capazes de tratar com amor alguém, cujas atitudes não estejam de acordo com
nosso padrão moral, sem fazer julgamentos?
Somos
capazes de refletir sobre aquilo que nos faz sofrer, sem nos julgarmos vítimas,
mas sim responsáveis, e, dessa maneira, conseguirmos usar este sofrimento para
nos modificarmos interiormente?
Será que
temos, realmente, ouvidos de ouvir, ou decoramos as passagens dos Evangelhos e
as repetimos superficialmente sem nada colocar em prática?
Nosso
querido Mestre Jesus esteve entre nós porque desejava deixar um caminho a
seguir.
Se queremos
realmente conhecê-Lo não basta apenas ler ou ouvir o que Ele falou, mas sim
experimentar, em nossa vida, Seus ensinamentos, colocando-os em prática.
Como nosso
amigo e terapeuta, Ele espera que possamos abrir coração e mente para as
reflexões que há dois mil anos estão espargidas no ar que respiramos, esperando
solo fértil para germinar e florescer.
Fonte do texto: Momento Espírita – Imagem:
Internet Google.
segunda-feira, 30 de março de 2015
SERIA INÚTIL
“Respondeu-lhes: – Já vo-lo disse e não
ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir?” – João, 9:27.
É muito
frequente a preocupação de muitos religiosos, no sentido de transformarem os
amigos compulsoriamente, conclamando-os às suas convicções particularistas.
Quase sempre se empenham em longas e fastidiosas discussões, em contínuos jogos
de palavras, sem uma realização sadia ou edificante.
O coração
sinceramente renovado na fé, entretanto, jamais procede assim.
É
indispensável diluir o prurido de superioridade que infesta o sentimento de
grande parte dos aprendizes, tão logo se deixam conduzir a novos portos de
conhecimento, nas revelações gradativas da sabedoria divina, porque os
discutidores das más inclinações se incubem de interceptar lhes a marcha.
A resposta
do cego de nascença aos judeus argutos e inquiridores é padrão ativo para os
discípulos sinceros.
Lógico que o
seguidor de Jesus não negará em esclarecimento acerca do Mestre, mas se já
explicou o assunto, se já tentou beneficiar o irmão mais próximo com os valores
que o felicitam, sem atingir o alheio entendimento, para que discutir?
Se um homem
ouviu a verdade e não a compreendeu, fornece evidentes sinais de paralisia
espiritual. Ser-lhe-á inútil, portanto, escutar repetições imediatas, porque
ninguém enganará o tempo, e o sábio que desafiasse o ignorante rebaixar-se-ia
ao título de insensato.
Não percas,
pois, as tuas horas através de elucidações minuciosas e repetidas para quem não
as pode entender, antes que lhe sobrevenham no caminho o sol e a chuva, o fogo
e a água da experiência.
Tens mil
recursos de trabalhar em favor de teu amigo, sem provocá-lo ao teu modo de ser
e à tua fé.
Livro: Pão
Nosso, lição 37 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sábado, 28 de março de 2015
Alguém Convida
A fim de não
descermos, alma boa,
A
considerações frias e cegas,
Lembra, no
culto da beneficência,
O tesouro de
bênçãos que carregas.
Usando as
mãos tão ágeis quanto livres,
Sem
quaisquer embaraços,
Pensa na
provação dos companheiros
Que caminham
sem braços.
Em
contemplando céus, estrelas, flores,
Sem notar
que a visão é um dom de luz que levas,
Fita os
irmãos que trazem sobre os olhos
Duas vendas
de trevas.
Manejando a
palavra que te exprime
E com que
prendes tanto quanto estudas,
Medita na
extensão das outras vozes
Inibidas ou
mudas.
Ante os
seres queridos
Que te
ofertam amor e que estimas amar,
Anota,
coração, os que varam a vida
Sem um pouso
por lar.
Envolvendo
em conforto um filho amado
Que recolhes
por laço predileto,
Reflete nos pequenos
desprezados
Que padecem
na rua a carência de afeto.
Enquanto a
fé te ampara e abençoa a alegria,
Lutes, de
estrada a estrada, muito embora,
Encontras
tanta gente arrasada de angústia,
Tanta gente
que chora!...
Enumera as
vantagens que desfrutas
E escuta,
alma querida, o convite de alguém
É o Cristo
que aguarda o concurso fraterno
Para
estender no Mundo a construção do Bem.
Autor: Maria
Dolores
sexta-feira, 27 de março de 2015
O TRABALHADOR DIVINO
“Ele tem a pá na sua mão; limpará a sua eira
e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com o fogo que nunca se
apaga.”
- João Batista. (Lucas, 3:17).
Apóstolos e
seguidores do Cristo, desde as organizações primitivas do movimento evangélico,
designaram-no através de nomes diversos.
Jesus foi
chamado, o Mestre, o Pastor, o Messias, o Salvador, o Príncipe da Paz; todos
esses títulos são justos e veneráveis; entretanto, não podemos esquecer, ao
lado dessas evocações sublimes, aquela inesperada apresentação do Batista. O
Precursor designa-o por trabalhador atento que tem a pá nas mãos, que limpará o
chão duro e inculto, que recolherá o trigo na ocasião adequada e que purificará
os detritos com a chama da justiça e do amor que nunca se apaga.
Interessante
notar que João não apresenta o Senhor empunhando leis, cheio de ordenações e
pergaminhos, nem se refere a Ele, de acordo com as velhas tradições judaicas,
que aguardavam o Divino Mensageiro num carro de glórias magnificentes.
Refere-se ao trabalhador abnegado e otimista. A pá rústica não descansará ao
seu lado, mas permanece vigilante em suas mãos e em seu espírito reina a
esperança de limpar a terra que lhe foi confiada às salvadoras diretrizes.
Todos vós
que viveis empenhados nos serviços terrestres, por uma era melhor, mantende
aceso no coração o devotamento à causa do Evangelho do Cristo. Não nos cerceiem
dificuldades ou ingratidões. Desdobremos nossas atividades sob o precioso
estimulo da fé, porque conosco vai à frente, abençoando-nos a humildade
cooperação, aquele trabalhador divino que limpará a eira do mundo.
Livro: Pão
Nosso, lição 90 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Pelos Obsidiados
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS
81.
PREFÁCIO. A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um
indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência
moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do
organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas;
traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se
manifestar, com exclusão de todos os outros.
Os Espíritos
maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus
habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com
que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, como as enfermidades e
todas as tribulações da vida, deve ser considerada prova ou expiação e como tal
aceita..
Do mesmo
modo que as doenças resultam das imperfeições físicas, que tornam o corpo
acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o
resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um Espírito mau. As causas
físicas se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força
moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo
da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o
obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta
para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz
indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque
aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.
Quase
sempre, a obsessão exprime a vingança que um Espírito tira e que com frequência
se radica nas relações que o obsidiado manteve com ele em precedente
existência. (Veja-se: Cap. X, n° 6; cap. XII, n° 5 e n° 6.)
Nos casos de
obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um
fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É
desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser
eliminado por outro fluido mau. Mediante ação idêntica à do médium curador nos
casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido
melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação
mecânica, mas que não basta; necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser
inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde
há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a
autoridade.
E não é
tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a
renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e
o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações
particulares, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla
satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.
A tarefa se
apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o
concurso da sua vontade e da sua prece. O mesmo não se dá, quando, seduzido
pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o
domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe
de secundar, repele toda assistência, É o caso da fascinação, infinitamente
mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O Livro aos Médiuns, 2ª Parte,
cap. XXIII.)
Em todos os
casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar
sobre o Espírito obsessor.
82. Prece. (Para ser dita pelo obsidiado.) - Meu Deus; permite que os bons
Espíritos me livrem do Espírito malfazejo que se ligou a mim. Se é uma vingança
que toma dos agravos que eu lhe haja feito outrora, tu a consentes, meu Deus,
para minha punição e eu sofro a consequência da minha falta. Que o meu
arrependimento me granjeie o teu perdão e a minha liberdade! Mas, seja qual for
o motivo, imploro para o meu perseguidor a tua misericórdia. Digna-te de lhe
mostrar o caminho do progresso, que o desviará do pensamento de praticar o mal.
Possa eu, de meu lado, retribuindo-lhe com o bem o mal, induzi-lo a melhores
sentimentos.
Mas, também
sei, ó meu Deus, que são as minhas imperfeições que me tornam passível das
influências dos Espíritos imperfeitos. Dá-me a luz de que necessito para as
reconhecer; combate, sobretudo, em mim o orgulho que me cega com relação aos
meus defeitos.
Qual não
será a minha indignidade, pois que um ser malfazejo me pode subjugar!
Faze, ó meu
Deus, que me sirva de lição para o futuro este golpe desferido na minha
vaidade; que ele fortifique a resolução que tomo de me depurar pela prática do
bem, da caridade e da humildade, a fim de opor, daqui por diante, uma barreira
às más influências.
Senhor,
dá-me forças para suportar com paciência e resignação esta prova. Compreendo
que, como todas as outras, há de ela concorrer para o meu adiantamento, se eu
não lhe estragar o fruto com os meus queixumes, pois me proporciona ensejo de
mostrar a minha submissão e de exercitar minha caridade para com um irmão
infeliz, perdoando-lhe o mal que me fez. (Cap. XII, nº 5 e nº 6; Cap. XXVIII,
nº 15 e seguintes, 46 e 47.)
83. Prece. (Pelo obsidiado.) - Deus Onipotente, digna-te de me dar o poder de
libertar N... da influência do Espírito que o obsidia. Se está nos teus
desígnios pôr termo a essa prova, concede-me a graça de falar com autoridade a
esse Espírito.
Bons
Espíritos que me assistis e tu, seu anjo guardião, dai-me o vosso concurso;
ajudai-me a livrá-lo do fluido impuro em que se acha envolvido.
Em nome de
Deus Onipotente, adjuro o Espírito malfazejo que o atormenta a que se retire.
84. Prece. (Pelo Espírito obsessor.) - Deus infinitamente bom, a tua
misericórdia imploro para o Espírito que obsidia N... Faze-lhe entrever as
divinas claridades, a fim de que reconheça falso o caminho por onde enveredou.
Bons Espíritos, ajudai-me a fazer-lhe compreender que ele tudo tem a perder,
praticando o mal, e tudo a ganhar, fazendo o bem.
Espírito que
te comprazes em atormentar N..., escuta-me, pois que te falo em nome de Deus.
Se quiseres
refletir, compreenderás que o mal nunca sobrepujará o bem e que não podes ser
mais forte do que Deus e os bons Espíritos. Possível lhes fora preservar N...
dos teus ataques; se não o fizeram, foi porque ele (ou ela) tinha de passar por
uma prova. Mas, quando essa prova chegar a seu termo, toda ação sobre tua
vitima te será vedada. O mal que lhe houveres feito, em vez de prejudicá-lo,
terá contribuído para o seu adiantamento e para torná-lo por isso mais feliz.
Assim, a tua maldade tê-la-ás empregado em pura perda e se voltará contra ti.
Deus, que é
Todo-Poderoso, e os Espíritos superiores, seus delegados, mais poderosos do que
tu, serão capazes de pôr fim a essa obsessão e a tua tenacidade se quebrará de
encontro a essa autoridade suprema. Mas, por isso mesmo que é bom, quer Deus
deixar-te o mérito de fazeres que ela cesse pela tua própria vontade. E uma
mora que te concede; se não a aproveitares, sofrer-lhe-ás as deploráveis consequências.
Grandes castigos e cruéis sofrimentos te esperarão. Serás forçado a suplicar a
piedade e as preces da tua vítima, que já te perdoa e ora por ti, o que
constitui grande merecimento aos olhos de Deus e apressará a libertação dela.
Reflete,
pois, enquanto ainda é tempo, visto que a justiça de Deus cairá sobre ti, como
sobre todos os Espíritos rebeldes. Pondera que o mal que neste momento praticas
terá forçosamente um limite, ao passo que, se persistires na tua obstinação,
aumentarão de contínuo os teus sofrimentos.
Quando
estavas na Terra, não terias considerado estúpido sacrificar um grande bem por
uma pequena satisfação de momento? O mesmo acontece agora, quando és Espírito.
Que ganhas com o que fazes? O triste prazer de atormentar alguém, o que não
obsta a que sejas desgraçado, digas o que disseres, e que te tornes ainda mais
desgraçado.
A par disso,
vê o que perdes; observa os bons Espíritos que te cercam e dize se não é
preferível à tua a sorte deles. Da felicidade de que gozam, também tu
partilharás, quando o quiseres. Que é preciso para isso? Implorar a Deus e
fazer, em vez do mal, o bem. Sei que não te podes transformar repentinamente;
mas, Deus não exige o impossível; quer apenas a boa-vontade. Experimenta e nós
te ajudaremos. Faze que em breve possamos dizer em teu favor a prece pelos
Espíritos penitentes (nº 73) e não mais considerar-te entre os maus Espíritos,
enquanto te não contes entre os bons.
(Veja-se
também, atrás, o nº 75: "Preces pelos Espíritos endurecidos".)
Observação.
- A cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e
devotamento. Exige também tato e habilidade, a fim de encaminhar para o bem
Espíritos muitas vezes perversos, endurecidos e astuciosos, porquanto há-os
rebeldes ao extremo. Na maioria dos casos, temos de nos guiar pelas
circunstâncias. Qualquer que seja, porém, o caráter do Espírito, nada se obtém,
é isto um fato incontestável pelo constrangimento ou pela ameaça. Toda
influência reside no ascendente moral. Outra verdade igualmente comprovada pela
experiência tanto quanto pela lógica, é a completa ineficácia dos exorcismos,
fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores, ou
quaisquer sinais materiais.
A obsessão
muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por vezes,
tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para
restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os
efeitos. (Veja-se: O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII - "Da
obsessão". - Revue Spirite, fevereiro e março de 1864; abril de 1865:
exemplos de curas de obsessões.)
Assim seja.
Fonte da
imagem: Internet Google.
segunda-feira, 23 de março de 2015
O ANJO E O MALFEITOR
O Mensageiro
do Céu volveu do Alto a sombrio vale do mundo, em apoio de centenas de
criaturas mergulhadas na enfermidade e no crime, na miséria e na ignorância, e,
necessitando de concurso alheio para estender socorro urgente, começou por
recorrer a publicação de apelos do Próprio Evangelho, induzindo corações, em
nome do Cristo, à compaixão e a caridade.
Entretanto,
porque tardasse qualquer resultado concreto, de vez que todos os habitantes do
vale se comoviam com as legendas, mas não se encorajavam à menor manifestação
de amparo ao próximo, o Enviado Celestial, convicto de que fora recomendado
pelo Senhor a servir e não a questionar, julgou mais acertado assumir a forma
de um homem e solicitar sem delongas o apoio de alguém que lhe pudesse prestar
auxílio.
Materializado
a preceito, procurou pela colaboração dos homens considerados mais
responsáveis. Humilde e resoluto, repetia sempre o mesmo convite à prática
evangélica, registrando respostas que o surpreendiam pela diferença.
O VIRTUOSO –
Não posso manchar meu nome em contato com os viciosos e transviados.
O SÁBIO –
Cada qual está na colheita daquilo que semeou. Falta-me tempo para ajudar
vagabundos, voluntariamente distanciados da própria restauração.
O PRUDENTE –
Não posso arriscar minha posição dificilmente conquistada, na intimidade de
pessoas que me prejudicariam a estima publica.
O FILANTROPO
– Dou o dinheiro que seja necessário, mas de modo algum me animaria a lavar
feridas de quem quer que seja.
O PREGADOR –
Que diriam de mim se me vissem na companhia de criminosos?
O FILÓSOFO –
Nunca desceria a semelhante infantilidade… Aspiro a alcançar as mais altas
revelações do Universo. Devo estudar infinitamente… Além disso, estou cansado
de saber que, se não houvesse sofrimento, ninguém se livraria do mal…
O
PESQUISADOR DA VERDADE – Não sou a pessoa indicada. Caridade é capa de muitas
dobras, que tanto acolhe o altruísmo quanto a fraude. Não me incomode… Procuro
tão somente as realidades essenciais.
Desencantado,
o Mensageiro bateu à porta de conhecido malfeitor, aliás, a pessoa menos
categorizada para a tarefa, e reformulou a solicitação. O convidado, embora os
desajustes íntimos, considerou, de imediato, a honra que o Senhor lhe fazia,
propiciando-lhe o ensejo de operar no levantamento do bem geral, e meditou,
agradecido, na Infinita Bondade que o arrancava da condenação para o favor do
serviço. Não vacilou. Seguiu aquele desconhecido de maneiras fraternais que lhe
pedia cooperação e entregou-se decididamente ao trabalho. Em pouco tempo,
conheceu a fundo o martírio das mães desamparadas, entre a doença e a penúria,
carregando órfãos de pais vivos; o pranto das viúvas relegadas à solidão; as
aflições dos enfermos que esperavam a morte nas arcas de ninguém; a tragédia
das crianças abandonadas; o suplício dos caluniados sem defesa; os problemas
terríveis dos obsidiados sem assistência; a mágoa das vítimas dos preconceitos
levados ao exagero pelo orgulho social; a angústia dos sofredores caídos em
desespero pela ausência de fé…
Modificado
nos mais profundos sentimentos, o ex-malfeitor consagrou-se ao alívio e à
felicidade dos outros, e, percebendo necessidades e provações que não conhecia,
procurou instruir-se e aperfeiçoar-se. Com quarenta anos de abnegação, adquiriu
as qualidades básicas do Virtuoso, os recursos primordiais do Sábio, o
equilíbrio do Prudente, as facilidades econômicas do Filantropo, a competência
do Pregador, a acuidade mental do Filósofo e os altos pensamentos do
Pesquisador da Verdade…
Quando
largou o corpo físico, pela desencarnação – Espírito lucificado no cadinho da
própria regeneração, ao calor do devotamento ao próximo -, entrou
vitoriosamente no Céu, para a ascensão a outros Céus…
Um dia,
chegaram ao limiar da Esfera Superior o Virtuoso, o Sábio, o
Prudente, o
Filantropo, o Pregador, o Filósofo e o Pesquisador da Verdade…
Examinados
na Justiça Divina, foram considerados dignos perante as Leis do Senhor;
entretanto, para o mérito de seguirem adiante, luzes acima, faltava-lhes
trabalhar na seara do amor aos semelhantes…
Enquanto na
Terra, não haviam desentranhado os tesouros que Deus lhes havia conferido em benefício
dos outros. Cabia-lhes, assim, o dever de regressar às lides da reencarnação,
mas, porque haviam abraçado conduta respeitável no mundo, o Virtuoso receberia,
na existência vindoura, mais veneração, o Sábio mais apreço, o Prudente mais
serenidade, o Filantropo mais dinheiro, o Pregador mais inspiração, o Filósofo
mais discernimento e o Pesquisador da Verdade mais luz…
Observando,
porém, que o malfeitor, sobejamente conhecido deles todos, vestia alva túnica
resplendente, funcionando entre os agentes da Divina Justiça, começaram a
discutir entre si, incapazes de reconhecer que na obra do amor qualquer filho
de Deus encontra os instrumentos e caminhos da própria renovação. Desalentados,
passaram a reclamar… Em nome dos companheiros, o Virtuoso aproximou-se do
orientador maior que lhes revisava os interesses no Plano Espiritual e indagou:
-Venerável
Juiz, por que motivo um malfeitor atravessou antes de nós, as fronteiras do
Céu?!…
O
magistrado, porém, abençoou lhe a inquietação com um sorriso e informou,
simplesmente.
- Ele
serviu!
Livro:
Estante da Vida – Médium: Chico Xavier – Espírito: Irmão X.
Fonte de
imagem: Internet Google.
sexta-feira, 20 de março de 2015
A SEMENTE
“E, quando semeias, não semeias o corpo que
há de nascer, mas o simples grão de trigo ou de outra qualquer semente.” –
Paulo. (I Coríntios, 15:37).
Nos serviços
da natureza, a semente reveste-se, aos nossos olhos, do sagrado papel de sacerdotisa
do Criador e da Vida.
Gloriosa
herdeira do poder divino; coopera na evolução do mundo e transmite silenciosa e
sublime lição, tocada de valores infinitos, à criatura.
Exemplifica
sabiamente a necessidade dos pontos de partida, as requisições justas de
trabalho, os lugares próprios, os tempos adequados.
Há homens
inquietos e insaciados que ainda não conseguiram compreendê-la. Exigem as
grandes obras de um dia para outro, impõem medidas tirânicas pela força das
ordenações ou das armas ou pretendem trair as leis profundas da Natureza;
aceleram os processos da ambição, estabelecem domínio transitório, alardeiam
mentirosas conquistas, incham-se e caem, sem nenhuma edificação santificadora
para si ou para outrem.
Não souberam
aprender com a semente minúscula que lhes dá trigo ao pão de cada dia e lhes
garante a vida, em todas as regiões de luta planetária.
Saber
começar constitui serviço muito importante.
No esforço
redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades
pequeninas: um gesto, uma palestra, uma hora, uma frase pode representar
sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais
desprezá-las.
Livro: Pão
Nosso, lição 7 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 18 de março de 2015
ISSO É CONTIGO
“E disse: Pequei, traindo o sangue inocente.
Eles, porém, responderam: que nos importa? Isso é contigo.” – Mateus, 27:4.
A palavra da
maldade humana é sempre cruel para quantos lhe ouvem as criminosas insinuações.
O caso de
Judas demonstra a irresponsabilidade e a perversidade de quantos cooperam na
execução dos grandes delitos.
O espírito
imprevidente, se considera os alvitres malévolos, em breve tempo se capacita da
solidão em que se encontra nos círculos das consequências desastrosas.
Quem age
corretamente encontrará nos felizes resultados de suas iniciativas aluviões de
companheiros que lhe desejam partilhar as vitórias; entretanto, muito raramente
sentirá a presença de alguém que lhe comungue as aflições nos dias da derrota
temporária.
Semelhante
realidade induz a criatura à precaução mais insistente.
A
experiência amarga de Judas repete-se com a maioria dos homens, todos os dias,
embora em outros setores.
Há quem ouça
delituosas insinuações da malícia ou da indisciplina, no que concerne à
tranquilidade interior, às questões de família e ao trabalho comum. Por vezes,
o homem respira em paz, desenvolvendo as tarefas que lhe são necessárias;
todavia, é alcançado pelo conselho da inveja ou da desesperação e perturba-se
com falsas perspectivas, penetrando, inadvertidamente, em labirintos escuros e
ingratos. Quando reconhece o equívoco do cérebro ou do coração, volta-se,
ansioso, para os conselheiros da véspera, mas o mundo inferior, refazendo a
observação a Judas, exclama em zombaria: – “Que nos importa? Isso é contigo”.
Livro: Pão
Nosso, lição 91 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sexta-feira, 13 de março de 2015
PONDERA SEMPRE
“E o que de mim, diante de muitas
testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também
ensinarem a outros.” – Paulo. (II Timóteo, 2:20).
Os
discípulos do Evangelho, no Espiritismo cristão, muitas vezes evidenciam
insofreável entusiasmo, ansiosos de estender a fé renovada, contagiosa e
ardente. No entanto, semelhante movimentação mental exige grande cuidado, não
só porque assombro e admiração não significam elevação interior, como também
porque é indispensável conhecer a qualidade do terreno espiritual a que se vai
transmitir o poder do conhecimento.
Claro que
não nos reportamos aqui ao ato de semeadura geral da verdade reveladora, nem à
manifestação da bondade fraterna, que traduzem nossas obrigações naturais na
ação do bem. Encarecemos, sim, a necessidade de cada irmão governar o
patrimônio de dádivas espirituais recebidas do plano superior, a fim de não
relegar valores celestiais ao menosprezo de maldade e da ignorância.
Distribuamos
a luz do amor com os nossos companheiros de jornada; todavia, defendamos o
nosso íntimo santuário contra as arremetidas das trevas.
Lembremo-nos
de que o próprio Mestre reservava lições diferentes para as massas populares e
para a pequena comunidade dos aprendizes; não se fez acompanhar por todos os
discípulos na transfiguração do Tabor; na última ceia, aguarda a ausência de
Judas para comentar as angústias que sobreviriam.
É necessário
atentarmos para essas atividades do Cristo, compreendendo que nem tudo está
destinado a todos. Os espíritos enobrecidos que se comunicam na esfera carnal
adotam sempre o critério seletivo, buscando criaturas idôneas e fiéis,
habilitadas a ensinar aos outros. Se eles, que já podem identificar os
problemas com a visão iluminada, agem com prudência, nesse sentido, como não
deverá vigiar o discípulo que apenas dispõe dos olhos corporais?
Trabalhemos
em benefício de todos, estendamos os laços fraternais, compreendendo, porém,
que cada criatura tem o seu degrau na infinita escala da vida.
Livro: Pão
Nosso, lição 87 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 11 de março de 2015
Pelos Inimigos do Espiritismo
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS
50.
Bem-aventurados os famintos de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados
os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Ditosos
sereis, quando os homens vos carregarem de maldições, vos perseguirem e
falsamente disserem contra vós toda espécie de mal, por minha causa. -
Rejubilai-vos, então, porque grande recompensa vos está reservada nos céus,
pois assim perseguiram eles os profetas enviados antes de vós. (S. MATEUS, cap.
V, vv. 6 e 10 a 12.)
Não temais
os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma; temei, antes, aquele que
pode perder alma e corpo no inferno. (S. MATEUS, cap. X, v. 28.)
51. PREFÁCIO.
De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que abrange a de
consciência. Lançar alguém anátema sobre os que não pensam como ele é reclamar
para si essa liberdade e negá-la aos outros, é violar o primeiro mandamento de
Jesus: a caridade e o amor do próximo. Perseguir os outros, por motivos de suas
crenças, é atentar contra o mais sagrado direito que tem todo homem, o de crer
no que lhe convém e de adorar a Deus como o entenda.
Constrangê-los
a atos exteriores Semelhantes aos nossos é mostrarmos que damos mais valor à
forma do que ao fundo, mais às aparências, do que à convicção. Nunca a
abjuração forçada deu a quem quer que fosse a fé; apenas pode fazer hipócritas.
E um abuso da força material, que não prova a verdade.
A verdade é
senhora de si: convence e não persegue, porque não precisa perseguir.
O
Espiritismo é uma opinião, uma crença; fosse (1) até uma religião, por que se
não teria a liberdade de se dizer espírita, como se tem a de se dizer católico,
protestante, ou judeu, adepto de tal ou qual doutrina filosófica, de tal ou
qual sistema econômico? Essa crença é falsa, ou é verdadeira, se é falsa, cairá
por si mesma, visto que o erro não pode prevalecer contra a verdade, quando se
faz luz nas inteligências. Se é verdadeira, não haverá perseguição que a torne
falsa.
(1) Ver
"Reformador" de 1946, pág. 253; "Revue Spirite", de
dezembro de 1868; "Allan Kardec", de Zêus Wantuil e Francisco
Thiesen, vol. III, pág. 100. Nota da Editora da FEB.
A
perseguição é o batismo de toda ideia nova, grande e justa e cresce com a
magnitude e a importância da ideia. O furor e o desabrimento dos seus inimigos
são proporcionais ao temor que ela lhes inspira. Tal a razão por que o
Cristianismo foi perseguido outrora e por que o Espiritismo o é hoje, com a diferença,
todavia, de que aquele o foi pelos pagãos, enquanto o segundo o é por cristãos.
Passou o
tempo das perseguições sangrentas. É exato; contudo, se já não matam o corpo,
torturam a alma, atacam-na até nos seus mais íntimos sentimentos, nas suas mais
caras afeições. Lança-se a desunião nas famílias, excita-se a mãe contra a
filha, a mulher contra o marido; investe-se mesmo contra o corpo, agravando-se
lhe as necessidades materiais, tirando-se lhe o ganha-pão, para reduzir pela
fome o crente. (Cap. XXIII, nº 9 e seguintes).
Espíritas,
não vos aflijais com os golpes que vos desfiram, pois eles provam que estais
com a verdade. Se assim não fosse, deixar-vos-iam tranquilos e não vos
procurariam ferir. Constitui uma prova para a vossa fé, porquanto é pela vossa
coragem, pela vossa resignação e pela vossa paciência que Deus vos reconhecerá
entre os seus servidores fiéis, a cuja contagem ele hoje procede, para dar a
cada um a parte que lhe toca, segundo suas obras.
A exemplo
dos primeiros cristãos, carregai com altivez a vossa cruz. Crede na palavra do
Cristo, que disse: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da
justiça, que deles é o reino dos céus. Não temais os que matam o corpo, mas que
não podem matar a alma." Ele também disse: "Amai os vossos inimigos,
fazei bem aos que vos fazem mal e orai pelos que vos perseguem. Mostrai que
sois seus verdadeiros discípulos e que a vossa doutrina é boa, fazendo o que
ele disse e fez.
A
perseguição pouco durará. Aguardai com paciência o romper da aurora, pois que
já rutila no horizonte a estrela d'alva. (Cap. XXIV, nº 13 e seguintes).
52. Prece. - Senhor, tu nos disseste
pela boca de Jesus, o teu Messias: "Bem-aventurados os que sofrem
perseguição por amor da justiça; perdoai aos vossos inimigos; orai pelos que
vos persigam." E ele próprio nos deu o exemplo, orando pelos seus algozes.
Seguindo esse
exemplo, meu Deus, imploramos a tua misericórdia para os que desprezam os teus
sacratíssimos preceitos, únicos capazes de facultar a paz neste mundo e no
outro. Como o Cristo, também nós te dizemos: "Perdoa-lhes, Pai, que eles
não sabem o que fazem."
Dá-nos
forças para suportar com paciência e resignação, como provas para a nossa fé e
a nossa humildade, seus escárnios, injúrias, calúnias e perseguições;
isenta-nos de toda ideia de represálias, visto que para todos soará a hora da
tua justiça, hora que esperamos submissos à tua vontade santa.
Assim seja.
Fonte da
imagem: Internet Google.
segunda-feira, 9 de março de 2015
AS ROSAS DO INFINITO
Em
deslumbrante paisagem da Esfera superior, diversos mensageiros se congregavam
em curioso certame. Procediam de lugares diversos e traziam flores para
importante aferição de mérito.
Na praça
enorme, pavimentada de substância semelhante ao jade, colunas multicores
exibiam guirlandas de soberana beleza.
Rosas de
todos os feitios e cravos soberbos, gerânios e glicínias, lírios e açucenas,
miosótis e crisântemos exaltavam a Sabedoria do Criador em festa espetacular de
cores e perfumes.
Envergando
túnicas resplendentes, servidores espirituais iam a vinham, à espera dos juízes
angélicos.
A exposição
singular destinava-se à verificação da existência de luz divina, nos múltiplos
exemplares que aí se alinhavam, salientando-se que os espécimes com maior teor
de claridade celeste seriam conduzidos ao Trono do Eterno, como preito de amor
e reconhecimento dos trabalhadores do bem.
Os
julgadores não se fizeram esperados.
Quando a
expectação geral se mostrava adiantada, três emissários da Majestade Sublime
atravessaram as portas de dourada filigrana e, depois das saudações afetuosas,
iniciaram o trabalho que lhes competia. Aquele que detinha mais elevada posição
hierárquica trazia nas mãos uma toalha de linho translúcido, o único apetrecho
que certamente utilizaria na tarefa de análise das preciosidades expostas.
Cada ramo
era seguido de pequena comissão representativa do serviço espiritual em que
fora elucidando.
Aproximou-se
o primeiro grupo, trazendo uma braçada de rosas, tecidas com as emoções do
carinho materno que, lançadas à toalha surpreendente, expediram suaves
irradiações em azul indefinível, e os anjos abençoaram o devotamento das mães,
que preservam os tesouros de Deus, na posição de heroínas desconhecidas.
Logo após,
brilhante conjunto de Espíritos jubilosos deitou ao pano singular uma coroa de
lírios, formados pelas vibrações de fervor das almas piedosas que se devotam
nos templos ao culto da fé. Safirinas emanações cruzaram o espaço e os celestes
embaixadores louvaram os santos misteres de todos os religiosos do mundo.
Em seguida,
alegre comissão juvenil trouxe a exame delicado ramalhete de açucenas,
estruturadas nos sonhos e nas esperanças dos noivos que sabem guardar a Bênção
Divina, e raios verdes de brilho intraduzível se projetaram em todas as
direções, enquanto os emissários do Todo-Misericordioso entoaram encômicos aos
afetos santificantes das almas.
Lindas
crianças foram portadoras de formosa auréola de jasmins, nascidos da ternura
infantil, e que, depostos sobre a toalha miraculosa, emitiram alvíssima luz,
semelhante a fios de aurora, incidindo sobre a neve.
Depois,
pequeno agrupamento de criaturas iluminadas colocou, sob os olhos dos anjos,
bela grinalda de cravos rubros, colhidos na renunciação dos sábios e dos heróis,
a serviço da Humanidade, que exteriorizaram vermelhas emanações, quais se
fossem constituídas de eterizados rubis.
E, assim,
cada comissão submeteu ao trabalho seletivo as joias que trazia.
O
devotamento dos pais, os laços esponsalícios, a dedicação dos filhos, o carinho
dos verdadeiros amigos, a devoção de vários matizes ali se achavam
magnificamente representados pelas flores cuja essência lhes correspondia.
Em
derradeiro lugar, compareceu a mais humilde comissão da festa.
Quatro
almas, revelando características de extrema simplicidade, surgiram com um ramo
feio e triste. Eram rosas mirradas, de cor arroxeada, mostrando pontos
esbranquiçados a guisa de manchas, a desabrocharem ao longo de hastes
espinhosas e repelentes. Depostas, no entanto, sobre a mágica toalha,
inflamaram-se de luz solar, a irradiar-se do recinto à imensidão dos Céus.
Os três
anjos puseram-se de joelhos. Inesperada comoção encheu de lágrimas os olhos
espantados da enorme assembleia. E porque alguns dos presentes chorassem, com
interrogações imanifestas, o grande juiz do certame esclareceu, emocionado:
- Estas
flores são as rosas de amor que raros trabalhadores do bem cultivam nas sombras
do inferno. São glórias do sentimento puro, da fraternidade real, da suprema
consagração à virtude, porque somente as almas libertas de todo o egoísmo
conseguem servir a Deus, na escória das trevas. Os acúleos que se destacam nas
hastes agressivas simbolizam as dificuldades superadas, as pétalas roxas
simbolizam o arrependimento e a consolação dos que já se transferiram da
desolação para a esperança, e os pontos alvos expressam o pranto mudo e
aflitivo dos heróis anônimos que sabem servir sem reclamar…
E, entre
cânticos de transbordante alegria, as rosas estranhas subiram rutilantes do Paraíso.
Ó vós, que
lutais no caminho empedrado de cada dia, enxugai as lágrimas e esperai! As
flores mais sublimes para o Céu nascem na Terra, onde os companheiros de boa
vontade sabem viver para a vitória do bem, com o suor do trabalho incessante e
com as lágrimas silenciosas do próprio sacrifício.
Livro:
Contos e Apólogos – Médium: Chico Xavier – Espírito: Irmão X.
Fonte da imagem: Internet Google.
sábado, 7 de março de 2015
À Mocidade
Cantai! Cantai,
ó mocidade! Moira
Encantada
que ri nos prados verdes,
Cantai o
amor que é luz que se entesoira,
Vibrai na
luz da vida em que viverdes.
Glorificai,
ditosa, o sol que doira
O riso que
espalhais sem compreenderdes,
Expandi-vos
na primavera loira,
Nos poemas
de luar que conceberdes!
Ide
cantando, mocidade ardente,
Alvorada em
abril, do sol-nascente,
Clareando o
porvir álamo e risonho;
Marchai
sorrindo, doce juventude,
Na exaltação
do amor e da saúde,
Ébria de
aroma e luz, ébria de sonho!...
Autor:
Antônio Nobre.
segunda-feira, 2 de março de 2015
NOVA BIOGRAFIA
Hoje foi postada a biografia do mês de Março de 2015 na coluna
"Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a PAULO TEREZIANO
BARROS.
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