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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

BRILHE VOSSA LUZ

(PREFÁCIO)

Meu amigo, no vasto caminho da terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.

A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções, cada espírito exige tipos especiais.

Há os sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem.

Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.

Observemos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.

Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.

Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...

O discípulo de Jesus, porém – aquele homem que se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória-, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...

Para os companheiros que esperam ávida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.

Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.

Traduz, simplesmente, um esforço para que nos interemos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.

Não é exortação, nem profecia.

É apenas um convite.

Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.

Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.

O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o espírito reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.

Brilhe vossa luz! – proclamou o Mestre.

Procuremos brilhar! – repetimos nós

Livro: Vinha de Luz, Prefácio – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 27.01.23

 “Quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta”.


 Autor: desconhecido.

Prece: Oração Pela Proteção

Meu Deus, eu venho a Ti nesta hora, pedir libertação e proteção contra todo poder do mal que venha contra mim. Guarda o meu coração de todo o pecado, guarda a minha mente de pensamentos impuros. Sei que o poder do maligno é grande, mas o Poder do Senhor é maior, pois está escrito na Tua palavra: “Maior é aquele que está em mim do que o que está no mundo”...
 
Senhor; envia os teus anjos para me livrarem de todas as ciladas que o mal intenta contra a minha vida; e que toda palavra maligna falada contra mim, caia por terra, pois Tu és a minha segurança e fortaleza, hoje e para sempre. 

Obrigado Senhor, porque o Senhor é aquele que protege toda a minha vida espiritual, física, sentimental e profissional.

Debaixo da Tua mão me sinto seguro e abençoado.

Em nome de Jesus, 

Amém.

Autor: José dos Reis de Macedo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 26.01.23

“Aprecie as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e perceber que elas eram grandes coisas”.


Autor: Robert Brault 

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 24.01.23

“A melhor religião é o amor; a melhor filosofia, a caridade; e a melhor ciência, o discernimento”.


Autor: João Nunes Maia

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Estória: Respeito às Coisas Alheias

Paulinho era um menino que fora criado com todo amor e carinho pelos seus pais.

Estudava numa escola boa e confortável, tinha professora dedicada e amigos com quem se divertia nas horas de folga. Enfim, era um bom aluno.

Contudo, certa vez entrou na sua classe um garoto maior que veio transferido de outra escola. De personalidade envolvente, Roberto começou a dominar Paulinho, que passou a ver no novo amigo um líder.

Desse dia em diante, Paulinho mostrou fraco rendimento escolar, não fazia mais os deveres de casa, tornou-se malcriado e saía sempre à noite voltando tarde ao lar, sem que sua mãe soubesse onde tinha estado.

Não valeram conselhos e recomendações dos pais e da professora; o garoto cada vez mais mostrava indisciplina, desrespeito e desinteresse por tudo o que lhe fora ensinado até então.

Seus pais, muito preocupados, não sabiam mais o que fazer.

Nessa época, o pai de Paulinho começou a ter problemas de saúde. O coração estava seriamente comprometido e era necessário um tratamento rigoroso e muito cuidado.

Certo dia, Paulinho chegou tarde da noite e encontrou tudo fechado e silencioso. Ninguém em casa.

Sem saber o que fazer, procurou informações com um vizinho. Assim, recebeu a notícia de que seu pai passara mal e fora levado às pressas para o hospital.

Com o coração angustiado, correu até o hospital e encontrou sua mãe em prantos.

— Graças a Deus que você chegou, meu filho — disse ela.

— Como está papai? — perguntou, aflito.

— Está sendo atendido pelo médico, Paulinho, mas demoramos muito para vir e temo que o socorro chegue tarde.

— Mas, por que, mamãe? Por que não pediu para Aninha ligar logo de um telefone público?

— Eu pedi, meu filho, mas o telefone está quebrado.

Muito desapontado, o garoto lembrou-se de que fora ele mesmo e seu bando quem destruíra o aparelho por brincadeira. Gaguejando, insistiu:

— Mas tem um pronto-socorro próximo de nossa casa. Por que a senhora não solicitou uma ambulância?

Meneando a cabeça, a mãe informou algo desalentada:

— Tentamos, Paulinho... Mas a ambulância, infelizmente, estava com os quatro pneus cortados, serviço de um bando de garotos desocupados que andam por aí, segundo informaram.

Corando até a raiz dos cabelos, Paulinho lembrou-se que, também por divertimento, eles haviam estragado os pneus da ambulância que estava estacionada no pátio defronte o pronto-socorro.

Cheio de vergonha e arrependimento, em lágrimas, Paulinho confessou à sua mãe tudo o que fizera, e concluiu:

— Se o papai morrer, nunca mais vou me perdoar. Por minha culpa ele não recebeu a assistência urgente de que tanto precisava.

A mãezinha que ouvia calada afagou-lhe os cabelos e falou com carinho:

— Sempre é tempo de nos arrependermos de nossas ações más, meu filho. Ore e peça a Deus em favor do seu pai. Ele nunca deixa de nos amparar nas nossas necessidades.

Algum tempo depois, o médico veio avisar que estava tudo correndo bem e que o paciente logo estaria recuperado.

Cheios de alegria, mãe e filho se abraçaram, agradecendo a Deus que atendera às suas súplicas.

E, a partir daquele dia, Paulinho voltou a ser o menino que era antes, reconhecendo que o respeito à propriedade alheia é muito importante, especialmente às coisas públicas que prestam serviço inestimável à população, e que nunca sabemos quando nós também vamos precisar delas.

Que ele, ao invés de transmitir suas boas qualidades aos amigos indisciplinados, se deixara contaminar por eles.

Paulinho prometeu a si mesmo que faria tudo o que pudesse para que seus amigos também compreendessem que somente o respeito e o amor ao próximo poderão nos tornar pessoas melhores e mais felizes.

Fiel às promessas de mudança interior que fizera a si mesmo, Paulinho procurou à companhia telefônica e a direção do pronto-socorro responsabilizando-se pelos estragos verificados e prontificando-se a pagar com seu trabalho os prejuízos que causara.

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 20.01.23

"O amor não prende, liberta! Ame porque isso faz bem a você, não por esperar algo em troca. Criar expectativas demais pode gerar decepções. Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, conquista o carinho verdadeiro das pessoas".


Autor: Chico Xavier

Poesia: Chuvas de Luz

Neste encontro
De almas queridas
Entrelaçadas
Em muitas vidas...

Lábios sorrindo
Mãos se afagando
Preces subindo
Vozes cantando
Salve a fraternidade!

Em nosso lar
Clarins tocando
Em cada olhar
Amor brilhando!

Bênçãos do alto
Chuvas de luz
Sobre o planalto
Glórias a Jesus
Salve a fraternidade!

Quanta harmonia
Quanta emoção
Paz e alegria
Em cada coração...

Quanta felicidade!
Salve a fraternidade!

Autor: João Cabete
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 19.01.23

 “O mistério não é um muro onde a inteligência esbarra, mas um oceano onde ela mergulha".

Autor: Gustav Thibon

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

166 Pelas Pessoas a Quem Tivemos Afeição

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

62. PREFÁCIO. Que horrenda é a ideia do Nada! Quão de lastimar são os que acreditam que no vácuo se perde, sem encontrar eco que lhe responda, a voz do amigo que chora o seu amigo! Jamais conheceram as puras e santas afeiçoes os que pensam que todo morre com o corpo; que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo; é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se extingue para sempre; que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará.

Como pode um homem de coração conservar-se frio a essa ideia? Como não o gela de terror a ideia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissipar toda incerteza com relação ao futuro, por meio das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo. Tanto assim é que por toda a parte essas provas são acolhidas com júbilo; a confiança renasce, pois que o homem doravante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem conducente a melhor vida; que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos e que as mais santas afeições não se despedaçam sem mais esperanças. (Cap. IV, n° 18; Cap. V, n° 21.)

63. Prece. - Digna-te, ó meu Deus, de acolher, benévolo, a prece que te dirijo pelo Espírito N... Faze-lhe entrever as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento.

Tu, que tão caro me eras neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasses antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, porquanto fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.

Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em face da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno.

Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entreluzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.

Que a paz do Senhor seja contigo.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

PENSAMENTO DO DIA 16.01.23

"Se Allan Kardec tivesse escrito que “fora do Espiritismo não há salvação”, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu “Fora da Caridade”, ou seja, fora do Amor não há salvação".

 

Autor: Chico Xavier

Biografia: JOAQUIM ALVES (JÔ)

1911 – 1985

Desencarnou em 31 de julho de 1985, em São Paulo, onde nasceu em 10 de julho de 1911.

Foi um grande colaborador do Anuário Espírita, tendo feito as capas de 1964 até 1970, quando se transferiu para a Capital, passando a colaborar, ativamente na Federação de São Paulo, com sede na Rua Maria Paula.

Era o abnegado Plantonista no "Plantão de Orientação e Encaminhamento".

Foi conselheiro da FEESP. Foi um grande amigo de Francisco Cândido Xavier.

Com a sua sensibilidade artística, muito ajudado pelos amigos espirituais, escolheu e elaborou inúmeras capas para as obras de Chico Xavier. Foi uma grande perda para o movimento espírita de São Paulo.

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

sábado, 24 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 17: AMANHECEU O DIA

O dia apenas amanhecera... 

Mas aquele não era um dia comum. Era o primeiro dia de uma Nova Era que ali se iniciava para a humanidade inteira... 

A partir daquele acontecimento, o mundo jamais seria o mesmo. Um acontecimento que constituiria um novo marco na história... 

Amanheceu o dia... E as luzes daquele amanhecer se espalharam lentamente sobre Israel para, logo mais, pairar soberanas por sobre toda a Terra... 

As almas se aquietaram ante a mensagem silenciosa que envolvia o Oriente... 

Os sofredores sentiram que um novo alento chegava para balsamizar seus corações em brasa... 

Os cegos vislumbraram uma chama que despontava além da escuridão... E os pobres desprezados ouviram, naquele amanhecer, uma canção de esperança a ecoar por todos os rincões da Terra... 

O dia apenas amanhecera...

E os equivocados, que se julgavam donos absolutos do poder, sentiram suas bases tremerem diante Daquele que viera investido de todos os poderes e glórias, em nome do Pai... 

Os hipócritas se confundiram, e os ricos de alma pobre perceberam a fragilidade de suas posses temporárias... 

É noite em Belém... E ele chega silencioso, puro, soberano, e fica... 

Ele reúne os aflitos e os agasalha junto ao próprio peito... 

Nada solicita, não exige coisa alguma..., apenas ampara. 

Libertador por excelência, canta o hino da verdadeira liberdade, ensinando a destruir os grilhões da inferioridade que prende o homem às mais cruéis cadeias... 

Sol de primeira grandeza, espanca com a Sua claridade as sombras dos milênios... 

A suavidade da Sua voz mansa acorda as esperanças adormecidas e faz que se levantem os ideais esquecidos... 

Ao forte clamor do seu verbo erguem-se os dias, e as horas do futuro vibram, aprofundando na alma do mundo os alicerces da humanidade feliz do porvir... 

Jesus, Rei celeste, aceita como berço a manjedoura de uma estrebaria singela, deixando para a humanidade a profunda lição de humildade, inaugurando um reinado diferente entre as criaturas.
 
Senhor do mundo, deixa-se confundir com a multidão esfarrapada, espalhando Seu suave perfume entre os sofredores. 

Troca as glórias dos Céus pelas tardes quentes de Jericó... 

Deixa a companhia dos Espíritos puros para caminhar entre os miseráveis de toda sorte... 

Aceita o pó das estradas e enfrenta fome e frio para acalentar os infelizes sem esperanças que se arrastavam sobre a terra. 
Abandona os esplendores da Via Láctea para pregar a Boa Nova nas madrugadas mornas de Cafarnaum... 

Deixa as melodias celestes para cantar a esperança embalada pela orquestra espontânea da natureza, no cenário das primaveras e verões, entre as aldeias e o lago. 

É traído, desprezado e pregado numa cruz... 

Mas ressurge numa tranqüila e luminosa manhã para dizer que a vida não cessa e reafirmar que estaria conosco para todo o sempre... 

O dia apenas amanhece... 

E hoje é um dia especial. 

Que as luzes desse amanhecer se espalhem lentamente sobre seu coração, sobre o seu lar, sobre a Terra inteira... 

E que o suave perfume de Jesus penetre na intimidade do seu coração, discreto, silencioso e aí permaneça para sempre.

Autor desconhecido.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 16: NA BARCA DO CORAÇÃO

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - que dia!

Lembra-te...

Caía a tarde e a multidão ainda estava reunida na praia.

Desde que o Sol surgira, Jesus atendera as incontáveis súplicas daqueles que o buscavam. Mãos e lágrimas roçavam-lhe o rosto e a túnica - antes tão limpa e alva - e agora, toda manchada de lamentos.

Finalmente, chegara às margens do lago, vencendo a dor e as tristezas dos sofredores. Aqueles que O viram deixando atrás de si um rastro confortador de estrelas, perguntavam-se: - quem será este homem, a quem as dores obedecem?

O céu acendia as cores da noite quando a barca de Pedro recolheu a preciosa carga.

Jamais Jesus mostrara na face sinais tão evidentes de cansaço. Acomodado sobre uma almofada de couro, sua majestosa cabeça pendeu sobre o peito, como um girassol real despedindo-se ao poente.

Seus lábios deixaram escapar um longo suspiro antes de adormecer. Seus amigos pescadores não ousaram perturbar-lhe o merecido sono, manejando remos com cuidado, auxiliados pelos sussurros de doce brisa.

O lago de Genesaré assemelhava-se a gigantesco espelho de prata ao luar, tranqüilo e sereno como o Mestre adormecido.

Faltava pouco para completar a travessia, quando tudo transformou-se.
O tempo irou-se, sem aviso. Adensadas, as nuvens de gaze leve tornaram-se tenebrosa tempestade, e o lago esqueceu a calmaria, encrespando-se, açoitado pelo vento.

Para a barca, vencer a tormenta era como lutar contra vigoroso e invencível Titã.
Pedro usou toda a sua força e sabedoria nos remos, gritando ordens que se perdiam entre as gargalhadas dos trovões e dos relâmpagos.

Os discípulos assustados correram a acordar Jesus que ainda dormia.
- Mestre! - exclamaram em coro desesperado - pereceremos!

Jesus, assim desperto, levantou-se prontamente, equilibrando o corpo cansado muito ereto, apesar da barca que por pouco não naufragava.

Sua majestosa silhueta parecia estar envolta em misteriosa luz, quando ergueu os braços, ordenando à tempestade:
- Calai-vos! E voltando-se para os amigos:- acalmai-vos! Homens, onde está a vossa fé?

Os ventos emudeceram e o lago baixou suas ondas, aplacado por misterioso imperativo.

Os discípulos olhavam-se, num misto de surpresa e alívio.
Envergonhados, voltaram-se para os remos. No compasso ritmado avançava a barca, ao compasso do coração daqueles homens que se perguntavam: quem será este homem, a quem os ventos obedecem?

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - que dia!

Lembra-te... Acorda a mensagem do Cristo adormecida em ti e... Acalma-te!

Autor do Texto Desconhecido.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 15: Jesus de Nazaré

Aqueles eram dias em que Roma dominava o mundo...

Sua águia sedenta de poder sobrevoava os escombros das civilizações e povos vencidos.

Os valores éticos eram esquecidos...

A desconsideração moral permitia que os ideais da humanidade fossem manipulados pelas estruturas políticas odientas que levavam por terra as construções filosóficas e espirituais do passado.

Foi nessa paisagem que Jesus veio apresentar a doutrina de amor, propondo uma nova ordem fundamentada na solidariedade fraternal.

Surgiu na Terra o Homem-Luz para modificar a arcaica estrutura do homem-fera.

Tratava-se de Personalidade inconfundível e única. Deixava transparecer nos olhos, profundamente misericordiosos, uma beleza suave e indefinível.

Longos e sedosos cabelos molduravam-Lhe o semblante compassivo, como se fossem fios castanhos, levemente dourados por luz desconhecida.

Sorriso divino, revelando ao mesmo tempo bondade imensa e singular energia.

Irradiava da Sua melancólica e majestosa figura uma fascinação irresistível.

Sua palavra, Seus feitos, Seus silêncios estóicos dividiram os tempos e os fatos da história.

Conviveu com a ralé, e, trabalhando-a, logrou fazer heróis e santos, servidores incansáveis e ases da abnegação...

Utilizando-se do cenário da natureza, compôs a mais comovedora sinfonia de esperança. Na cátedra natural de um monte, apresentou a regra áurea para a humanidade, através dos robustos e desafiadores conceitos contidos nas bem-aventuranças.

Dignificou um estábulo e sublimou uma cruz...

Exaltou um grão pequenino de mostarda e repudiou a hipocrisia dourada dos poderosos em trânsito para o túmulo; quanto a covardia mofa, embora disfarçada, dos déspotas da ilusão mentirosa.

Levantou paralíticos.

Limpou leprosos.

Restituiu a visão a cegos.

Reabilitou mulheres infelizes.

Curou loucos.

Reanimou desalentados e sofredores.

Em troca do amor que dedicou foi alçado à cruz...

Seus pés, que tanto haviam caminhado para a semeadura do bem, estavam ensangüentados.

Suas mãos generosas e acariciadoras eram duas rosas vermelhas, gotejando o sangue do suplício.

Sua fronte, em que se haviam abrigado os pensamentos mais puros do mundo, se mostrava aureolada de espinhos.

O Mestre, todavia, que vivera e falara da Boa Nova que é toda uma cascata de luz e de alegria, prenunciando a vitória da vida sobre a morte, do bem sobre o mal, da bondade sobre a perversidade, roga a Deus com extrema sinceridade:

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!..."


O amor é o perene amanhecer, após as sombras ameaçadoras.

A palavra de Jesus, na tônica do amor, é a canção sublime que embalou Sua época e até hoje constitui o apoio e a segurança das vidas que se Lhe entregam em totalidade.

Autor desconhecido
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 14: Perfil de Jesus

Toda especial foi a Sua vida.

Anunciado por profecias, sonhos e anjos, Ele esteve aguardado pela ansiedade do povo, pelo orgulho nacional de raça e o despotismo dos dominadores políticos que O desejavam guerreiro arbitrário e apaixonado.

Quando o silêncio espiritual pairava em Israel, Ele nasceu no anonimato de uma noite gentil, numa manjedoura, cercado por animais domésticos e assistido pelo amor dos pais humildes, sem outras testemunhas.

Seus primeiros visitadores eram amantes da natureza, pastores simples, logo seguidos por magos poderosos, num contraste característico, que sempre assinalaria a Sua jornada entre os homens.

Nas paisagens de Nazaré Ele cresceria desconhecido, movimentando-se entre a carpintaria do pai e as meditações nas campinas verdejantes, confundido com outros jovens sem qualquer destaque portador de conflitos antes da hora.

Amadureceu no lar como o trigo bom no solo generoso, e, quando chegou a hora, agigantou-Se na sinagoga, desvelando-Se e anunciando-Se.

Incompreendido, como era de esperar-se, saiu na busca daqueles que iriam segui-Lo e ficariam como pilotis da Nova Era que Ele iniciava.

No bucolismo da Galiléia, pobre e sonhadora, fértil e rica de beleza, Ele começou o ministério que um dia se alargaria por quase toda a Terra, apresentando o programa de felicidade que faltava às criaturas.

Jamais igualado, Sua voz possuía a mágica entonação do amor que penetra e dulcifica, ensinando como ninguém mais conseguiu fazê-lo.

A majestade do Seu porte confundia os hipócritas e desarmava os adversários gratuitos, pela serena inocência, profunda sabedoria e invulgar personalidade.

Nunca Se perturbou diante das conjunturas humanas, sobre as quais pairava, embora convivendo com gente de má vida, pecadores e perversos, pobres desesperados e ricos desalmados, vítimas morais de si mesmos no vício e perseguidores contumazes...

Ele compreendia a pequenez humana e impulsionava os indivíduos ao crescimento interior, às conquistas maiores.

Penetrando o futuro referiu-Se às hecatombes que a insânia humana provocaria, mas apresentou também a realidade do bem como coroamento dos esforços e sacrifícios gerais.

Poeta, fez-Se cantor.

Príncipe, tornou-Se vassalo.

Senhor, converteu-Se em servo.

Nobre de origem celeste, transformou-Se em escravo por amor.

Ninguém disse o que Ele disse, conforme O fez e O viveu.

Jesus é a síntese histórica da ascensão humana.

Demarcando as épocas, assinalou-as com o Estatuto da Montanha, em bem-aventuranças eternas.

Nem a morte O diminuiu. Pelo contrário, antecipou-Lhe a luminosa ressurreição, que permanece como vida de sabor eterno, varando as Eras.

Grandioso, hoje como ontem, é o amanhã dos que choram, sofrem, aguardam e amam.

Sua veneranda Presença paira dominadora sobre a humanidade, que n’Ele encontra o Alfa e o Ômega das suas aspirações.

Jesus é a Vida em representação máxima do Criador, como modelo para a humanidade de todos os tempos.

Unamo-nos a Ele e vivamo-Lo.

Autor desconhecido.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 13: Nasce Jesus

Filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, dos céus, de Deus, nasceu o Filho do Homem.

Sua mãe, Maria, O envolveu em panos singelos e O colocou em uma manjedoura. A abóboda celeste plenificou-se de estrelas e os mensageiros celestes cantaram: Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.

Na simplicidade da estrebaria de Belém nasceu Jesus.  Nasceu pobre, no seio de um povo cativo.

Homenageado por uma conta infinita de estrelas, o Universo e a eternidade lhe embalaram o sono.

Cresceu na Galileia, numa cidade considerada das menores e de importância alguma. Aguardou que o tempo se fizesse para o início do Seu messianato.

O Embaixador do amor nasceu e viveu entre os pobres, entre os desprezados, os humilhados. Estendeu Sua mão àqueles que a sociedade tornava invisíveis: leprosos, deficientes, famintos, viúvas, órfãos...

Pelas estradas que percorreu, cruzou o caminho de todos os homens. Chegou a corações longínquos e a almas distantes, aproximando-as do Pai.

Peregrinou pela Galileia, Judeia, Pereia, chegando às cidades de Tiro e Sidon.

Não entrou para a História. Ele a dividiu: antes d’Ele, depois d’Ele.

E, para tal, apenas amou e nos ensinou a amar. Não tomou de espadas, não esteve à frente de exércitos, não liderou batalhas, não destronou reis, não conquistou impérios, não ostentou coroas e cetros.

Meu reino não é deste mundo, afirmou.

Dois mil anos se passaram desde o Seu nascimento. É Natal, é data festiva.

Cerremos os olhos e pensemos n’Ele. Pensemos no Cristo Jesus e lhe façamos a nossa rogativa:

Nasce Jesus e transforma os nossos corações em manjedouras verdadeiras para Te acolhermos, neste dia e sempre, em Tua paz, em Tua luz.

Nasce Jesus em nossas imperfeições e pensamentos, em nossas mazelas morais, nas chagas de nossas almas, nos recônditos mais profundos de nossas emoções e sentimentos.

Nasce Jesus em nosso egoísmo e nos faz enxergar os Teus pobres, os Teus solitários, os Teus abandonados, como nossos irmãos.

Que a Teu exemplo, lhes distendamos braços de socorro, colo de proteção, palavras de consolo, mãos de doação.

Nasce Jesus em nosso orgulho, quando marginalizamos o perdão, quando esquecemos a prece reparadora, quando não nos comprometemos com a verdade consoladora, por não nos lembrarmos da gratidão.

Nasce Jesus nos orfanatos e asilos, nos sanatórios, nas casas de recuperação, nos hospitais.

Nasce entre os que sofrem preconceito, entre as religiões, em todos os países, tribos, entre orientais e ocidentais.

Entre os encarcerados, O Mestre, nasce também. Um novo horizonte lhes concede e que seja todo luz, todo recomeço, todo oportunidades, todo bem.

Nasce Jesus. Desperta-nos para o fato de que todo ato tem consequências, de que a lei de Deus reside na consciência, e de que é percorrendo a estrada da eternidade que chegaremos à almejada felicidade.

O Natal, verdadeiro Natal, ocorre quando o Mestre da paz nasce na manjedoura de nossos corações e faz morada na intimidade de nossas almas.

Texto: Momento Espírita – Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 12: SUBLIME ESTRELA

Chegou ao mundo nos braços de uma tecelã e de um modesto carpinteiro, cercado pela moldura da natureza em festa.

A Sua vida se desenvolveu, desde cedo, demonstrando a que viera, quando dialogou com os doutores do templo, aos 12 anos de idade, conforme rezam as tradições.

Conviveu com todos os tipos de criaturas, exaltando a simplicidade e a alegria de viver, a fidelidade ao bem e a fraternidade, a responsabilidade nos atos e o amor.

Falou sobre o bem, sentindo-o.

Ensinou o bem, vivenciando-o e a ele se entregando.

Passou pela Terra como a brisa que sopra na primavera, deixando o aroma da Sua passagem, numa verdadeira floração de bênçãos variadas.

Esteve no mundo como um marco de permanente esperança, insuflando coragem nas almas aterradas de pavor ante as próprias deficiências.

Viveu no planeta entre a luz do Céu e as almas nebulosas da Terra, buscando levantar o coração humano para as altitudes felizes, onde vibram os seres angélicos dos quais Ele fazia parte.

Aquilo que afirmou como fundamental à alegria e à paz tratou de expressar em sua vida, na condição de modelo e guia de todos nós, por isso nos amou e por nós deu a própria vida.

Atendeu às necessidades das almas enfermas que o buscaram; ofereceu a água fresca da sua dedicação, a fim de que quem dela bebesse não mais tivesse sede.

Saciou a fome de entendimento, de conhecimento e de carinho, tudo havendo transformado no sublime pão da vida; apresentou-se atencioso e verdadeiro para com seus discípulos, ajustado à posição de mestre inigualável.

Jesus trouxe os matizes da lei que a todos alcança, sem choques essenciais com as demais vertentes do pensamento humano.

Somente Jesus Cristo conseguiu ensinar e exemplificar com seu viver as lições que nos passou.

E se ainda hoje nos vemos envoltos nessas ondas de felicidade, é porque o Senhor de Nazaré, essa Sublime Estrela, continua a nos mostrar o caminho, a verdade e a vida.

Em Suas doces palavras encontramos alívio para nossa alma dorida, sofrida, desalentada...

Hoje, mesmo tendo se passado mais de dois milênios, ainda buscamos o Seu olhar de ternura, como o fizeram Maria de Magdala, Judas, a mulher samaritana, Pedro; e, sempre encontramos aconchego no Seu abraço de luz.

Afinal, foi Ele mesmo que assegurou: “Aquele que vir a mim, nunca lançarei fora”.

Jesus é o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade.

Como irmão maior, ele assumiu o compromisso, junto ao Pai, de conduzir as ovelhas de volta ao redil, e o fará.

Ainda que passem os séculos, ainda que a esperança esteja distante, ainda que tudo pareça irremediavelmente perdido, Sua voz jamais se cala: “Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.

Jesus é a Sublime Estrela que passou pela Terra como a brisa que sopra na primavera, deixando o aroma da sua passagem numa verdadeira floração de bênçãos variadas.

Não se deixe caminhar na escuridão, busque a Sua luz para lhe orientar os passos, e siga confiante.

Autor desconhecido.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

domingo, 18 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 11: AMOR INSUPERÁVEL

Ele veio à luz numa noite quase fria e para aquecê-Lo, serviram-se os pais de palhas e feno, destinados aos animais do local onde se abrigavam.

Teve Sua vida ameaçada, desde os meses primeiros, por quem temia se ver destituído do trono das vaidades.

Vagou por terras estrangeiras, retornando à cidade de Seus pais, para crescer em graça e vitalidade.

O clima político era de intranqüilidade. O povo a que pertencia era escravo de nação arbitrária e dominadora.

O governo estava centrado no acúmulo das riquezas e na manutenção do poder, pela força, desde que lhe faleciam razões outras.
 
Toda vez que Lhe mencionariam o nome, ao longo dos séculos que viriam empós, seria lembrado como Aquele que viera da cidade das menos expressivas de sua nação.

Seu pai não detinha projeção social. Era carpinteiro e cedo, Suas mãos longas e finas passaram a modelar a madeira.

Quando o tempo se fez próprio, fez-Se conhecer dos  homens, servindo-Se de frases ditas muitos séculos antes de Sua vinda.

Frases de conhecimento popular, repetidas de geração a geração, em cântico de esperança.

Mas aqueles mesmos para quem viera, não O reconheceram.

Esperavam alguém cheio de pompa e Ele fez-Se pequeno, para amar e servir aos homens.

Acusaram-NO de crime de sacrilégio porque ousou afirmar a Sua filiação divina, desvelando-nos o Pai de todos nós.

Chamou os que O seguiam de amigos, patenteando que a amizade é dos mais puros sentimentos.

Afirmou que Se ofereceria em holocausto, no momento oportuno e que pelos Seus amigos, daria a própria vida.

Lecionou a alegria, fazendo-Se presente em momentos de importância da vida de parentes e pessoas que desejavam com Ele partilhar o pão, a mesa, a amizade.

Abençoou com Sua presença um casamento, assinalando a importância do lar.

Chamou a Si os pequenos, afirmando a importância do período infantil e, educador excepcional, disse das graves responsabilidades de se bem conduzir essa quadra da vida.

Esteve com os jovens e idealistas, convidou-os para O seguirem, a fim de que tivessem a Sua juventude abençoada pelo amor imperecível.

Fez da natureza Seu templo e Sua escola, chamando a atenção dos que O ouviam para as coisas pequeninas.

O grão de mostarda, a figueira improdutiva, a sega no momento apropriado, a periodicidade das estações, uma folha de árvore.

Ensinou a nobreza no sacrifício por amor à verdade. Com Seu sangue regou o ânimo dos que se Lhe tornariam seguidores, no transcorrer dos evos.

Retornando do país do Além, Ele que fora abandonado, traído, apresentou-Se para consolar os amigos.

Atestou a imortalidade com a Sua presença, permitindo-Se tocar, apalpar.

Conhecedor das necessidades humanas mais primárias, não Se pejou em preparar, na praia, o fogo, oferecendo aos amigos pescadores, o alimento, em Seu retorno das lides.

Foi filho amoroso, amigo incondicional, servidor da Humanidade.

Nada exigiu. Exemplificou a perfeição e, num convite veemente, estabeleceu que quem O desejasse imitar, bastava tomar de sua cruz e segui-Lo.

O que Ele fazia, todos o podiam realizar.

Não prometeu recursos amoedados ou situações de privilégio. Ele era o Modelo e Guia, sem sequer possuir uma pedra para repousar a cabeça.

Não era excepcional, afirmava. Filho do Pai Excelso, comungando de Sua vontade, revelou-nos a nossa filiação divina.

E no Seu testamento de amor afirmou que somos os herdeiros das estrelas, os senhores dos astros, viajores do Universo.

Chamam-No Nazareno, Amigo Celeste, Galileu, Filho de Deus. Não importa. Ele é Jesus, o Amor Insuperável. Nosso Mestre, Amigo, Irmão.

Autor Desconhecido.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.
 

sábado, 17 de dezembro de 2022

Homenagem a Jesus 10: A Palavra de Jesus

No Seu semblante havia o resplendor do sol. Algo havia em Sua pessoa que emprestava força às Suas palavras.

Ele falava como quem tinha autoridade. Autoridade sobre todos: Espíritos e homens.

Ninguém que a Ele se comparasse. Os oradores de Roma, de Atenas e de Alexandria eram famosos, mas o jovem Nazareno era diferente de todos eles. E maior.

Aqueles possuíam a arte que encantava os ouvidos. Quando Jesus falava, os que O ouviam deixavam vagar o próprio coração por lugares antes nunca visitados.

Ele sabia falar de forma adequada a cada um. Narrava parábolas e criava histórias como jamais haviam sido narradas ou criadas antes Dele.

O Seu verbo desencadeava-se ora doce, ora enérgico, tal como as estações primaveris e as invernosas sabem se apresentar.

Falava das coisas simples, que todos entendiam, para lecionar as Leis Divinas e arrebanhar os Espíritos ao reino de Deus.

Suas histórias começavam assim: Um semeador saiu a semear... E enquanto discursava, os que O fitavam podiam assistir, à semelhança de prodigiosa tela mental, o homem, em plena madrugada indo ao campo, e espalhando as sementes...

Ou então era assim que falava: Um pastor contou seu rebanho, ao cair da tarde, e descobriu que faltava uma ovelha.

E todos lembravam a figura dedicada do pastor solitário, que passa em torno de nove meses, nos campos, com seu rebanho.

Ao anoitecer, coloca todas as ovelhas no aprisco, um abrigo de pedras, e ele mesmo se transforma em porta viva, deitado atravessado na única saída, protegendo-as.

Em Sua fala havia um poder que faltava aos brilhantes oradores da velha Roma e da Grécia.

Quando eles pronunciavam seus discursos falavam da vida aos seus ouvintes. O Nazareno falava da destinação gloriosa do ser, da vida que não perece nunca.

Eles observavam a vida com olhos humanos apenas. Jesus via a vida à luz de Deus e assim a apresentava.

Ele era como uma montanha que se dirigia às planícies. Conhecia a intimidade de cada um e individualmente atingia as criaturas, falando-lhes do que tinham maior carência.

Ninguém que O igualasse. Isto porque Jesus é maior do que todos os homens. Sua sabedoria vinha diretamente do Pai, com quem comungava ininterruptamente. Por isso mesmo, por mais de uma vez, expressou-Se afirmando: Eu e o Pai somos um.

Se Jesus é tão grande e Sua mensagem tão clara, por que, apesar de mais de dois milênios transcorridos, prosseguimos sem Lhe seguir os ensinos?

De que mais carecemos para que nossas mentes despertem e nossos corações se afeiçoem ao bem?

O tempo urge.

Autor do texto Desconhecido.
Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Internet Google.