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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ABENÇOA SEMPRE 2


Seja onde for, abençoa para que a benção dos outros te acompanhe.


Todas as criaturas e todas as cousas te respondem, segundo o toque de tuas palavras ou de tuas mãos.


Abençoa teu lar com a luz do amor, em forma de abnegação e trabalho, e o lar abençoar-te-á com gratidão e alegria.


Abençoa a árvore de tua casa com a dádiva e teu carinho e a árvore de tua casa abençoar-te-á com o perfume da flor e com a riqueza do fruto.


Se amaldiçoas, porém, o companheiro de cada dia com o azorrague da censura, dele receberás a mágoa e a desconfiança.


Se condenas o animal que te partilha o clima doméstico à fome e à flagelação, dele obterá rebeldia e aspereza.


Em verdade, não podes abençoar o mal, a exprimir-se na crueldade, mas deves abençoar-lhe as vítimas para que se refaçam, de modo a extinguí-lo.


Não será justo abençoes a enfermidade que te aflige, mas é indispensável abençoes o teu órgão doente, para que com mais segurança se reajuste, expulsando a moléstia que, às vezes, te impõe amargura e desequilíbrio.


Não amaldiçoes nem mesmo por pensamento.


A idéia agressiva ou destruidora é corrosivo em nossa boca, sombra em nossos olhos, alucinação em nossos braços e infortúnio em nossa vida.


Abençoa a mão que te fere e a mão que te fere aprenderá como eximir-se da delinqüência.


Abençoa o verbo que te insulta e evitarás a extensão do revide.


Abençoa a dificuldade e a dificuldade revelar-te-á preciosas lições.


Abençoa o sofrimento e o sofrimento regenerar-te-á.


Abençoa a pedra e a pedra servirá na construção.


Não olvides o Divino Mestre da Bênção.


Jesus abençoou a Manjedoura e dela fez o berço luminoso do Evangelho nascente; abençoou a Pedro, enfraquecido e vacilante, transformando-o em vigoroso pescador de almas; abençoou a Madalena obsidiada e nela plasmou o sinal da sublimação humana; abençoou Lázaro, cadaverizado, e devolveu-lhe a vida; e, por fim, abençoou a própria cruz, nela esculpindo a vitória da ressurreição imperecível.


Abençoa a Terra, por onde passes, e a Terra abençoara a tua passagem para sempre.


Livro: Visão Nova – Médium: Chico Xavier – Espírito: Sheilla.
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domingo, 4 de setembro de 2011

O CULTO CRISTÃO NO LAR


Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade: — Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia? O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante: — Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores.


Ninguém compra os resíduos da pesca.


Jesus sorriu e perguntou de novo: — E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe? — Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo- lhe a forma que deseja.


O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu: — E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende? O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar: — Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão.


De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.


Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu: — Assim, também, é o lar diante do mundo.


O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma.


A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum.


Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos.


Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante? Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou: — Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova.


A mesa de tua casa é o lar de teu pão.


Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia.


Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu.


Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão.


Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.


Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou tímido: — Mestre, seja feito como desejas.


Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.


Livro: Jesus no Lar - Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
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sábado, 3 de setembro de 2011

AMPARO OCULTO


Não lamentes, alma boa


Contratempo que aconteça


Que a luta não te esmoreça


Nada existe sem valor.




Aquilo que te parece


Um desencanto de vulto


É sempre socorro oculto


Que desponta em teu favor.




Uma viagem frustrada


Uma festa que se adia


Uma palavra sombria


Que encerra uma diversão.




O desajuste num carro


Um desgosto pequenino


Alteram qualquer destino


Em forma de salvação.




Não chores por bagatelas


Guarda a fé por agasalho


Deus te defende o trabalho


Atuando em derredor.




Contrariedades no tempo


Quase sempre, em maioria


É amparo que o Céu te envia


Por bênção do mal menor.


Livro: Antologia da Criança – Médium: Chico Xavier – Espírito: Maria Dolores.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ANTE O SUBLIME


“Não faças tu comum o que Deus purificou”.- ATOS, 10:15.


Existem expressões no Evangelho que, à maneira de flores a se salientarem num ramo divino, devem ser retiradas do conjunto para que nos deslumbremos ante o seu brilho e perfume peculiares.


A voz celeste, que se dirige a Simão Pedro, nos Atos, abrange horizontes muito mais vastos que o problema individual do apóstolo.


O homem comum está rodeado de glórias na Terra, entretanto, considera-se num campo de vulgaridades, incapaz de valorizar as riquezas que o cercam.


Cego diante do espetáculo soberbo da vida que lhe emoldura o desenvolvimento, tripudia sobre as preciosidades do mundo, sem meditar no paciente esforço dos séculos que a Sabedoria Infinita utilizou no aperfeiçoamento e na seleção dos valores que o rodeiam.


Quantos milênios terá exigido a formação da rocha?


Quantos ingredientes se harmonizam na elaboração de um simples raio de sol?


Quantos óbices foram vencidos para que a flor se materializasse?


Quanto esforço custou a domesticação das árvores e dos animais?


Quantos séculos terá empregado a Paciência do Céu na estruturação complexa da máquina orgânica em que o Espírito encarnado se manifesta.


A razão é luz gradativa, diante do sublime.


Não te esqueças, meu irmão, de que o Senhor te situou a experiência terrestre num verdadeiro paraíso, onde a semente minúscula retribui na média do infinito por um e onde águas e flores, solo e atmosfera te convidam a produzir, em favor da multiplicação dos Tesouros Eternos.


Cada dia, louva o Senhor que te agraciou com as oportunidades valiosas e com os dons divinos...


Pensa, estuda, trabalha e serve.


NÃO SUPONHAS COMUM O QUE DEUS PURIFICOU E ENGRANDECEU.


Livro: Fonte Viva – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Hoje foi postada a interessante biografia do mês de Setembro de 2011 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a Pietro Ubaldi.
LEMBRANÇAS


O mundo em que vivemos é propriedade de Deus.


Devemos agradecer as bênçãos de Nosso Pai Celestial, todos os dias.


O coração agradecido ao Senhor espalha a bondade e a alegria em seu nome.


Jesus rendia graças a Deus, auxiliando o próximo.


A Natureza diariamente glorifica a Divina Bondade, na luz do Sol, na suavidade do vento, no canto das aves e no perfume das flores.


Quem ajuda às plantas e aos animais revela respeito e carinho na Criação de Nosso Pai Celestial.


Devo ser bom para com todos, porque Deus tem sido infinitamente bom para comigo, em todas as ocasiões.


Quem trabalha com alegria mostra reconhecimento ao Céu.


Cooperando de boa-vontade com os outros, estaremos servindo a Deus.


Livro: Pai Nosso – Médium: Chico Xavier – Espírito: Meimei.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 7 - Bem Aventurados os Pobres de Espírito


O Que Se Deve Entender Por Pobres de Espírito


1 – Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus (São Mateus, V: 3)


2 – A incredulidade se diverte com esta máxima: Bem aventurados os pobres de espírito, como com muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito, entretanto, Jesus não entende os tolos, mas os humildes, e diz que o Reino dos Céus é destes e não dos orgulhosos.


Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de sua atenção. Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus. Essa tendência a se acreditarem superiores a tudo leva-os muito freqüentemente a negar o que, sendo-lhes superior, pudesse rebaixá-los, e a negar até mesmo a Divindade. E, se concordam em admiti-la, contestam-lhe um dos seus mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, convencidos de que são suficientes para bem governá-lo.


Tomando sua inteligência como medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem admitir como possível aquilo que não compreendem. Quando se pronunciam sobre alguma coisa, seu julgamento é para eles inapelável.


Se não admitem o mundo invisível e um poder extra humano; não é porque isso esteja fora do seu alcance, mas porque o seu orgulho se revolta à idéia de alguma coisa a que não possam sobrepor-se, e que os faria descer do seu pedestal. Eis porque só tem sorrisos de desdém por tudo o que não seja do mundo visível e tangível.


Atribuem-se demasiada inteligência e muito conhecimento para acreditarem em coisas que, segundo pensam, são boas para os simples, considerando como pobres de espírito os que as levam a sério.


Entretanto, digam o que quiserem, terão de entrar, como os outros, nesse mundo invisível que tanto ironizam. Então seus olhos se abrirão, e reconhecerão o erro. Mas Deus, que é justo, não pode receber da mesma maneira aquele que desconheceu o seu poder e aquele que humildemente se submeteu às suas leis, nem aquinhoá-los por igual.


Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples, Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito; que o ignorante que possui essas qualidades será preferido ao sábio que acreditar mais em si mesmo do que em Deus.


Em todas as circunstâncias, ele coloca a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus, e o orgulho entre os vícios que dele nos afastam. E isso por uma razão muito natural, pois a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele.


Mais vale, portanto, para a felicidade do homem, ser pobre de espírito, no sentido mundano, e rico de qualidades morais.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

DIÁLOGO NO LAR


Destaca-se na atualidade terrestre a convivência por instrumento de harmonia nas relações humanas.


Entendimento de nação a nação, de grupo a grupo.


Raros companheiros, porém, reconhecem por enquanto a legitimidade da indicação para a segurança doméstica.


Temos no mundo a escola em que se verifica a administração do ensino, entre professores e alunos; o foro para a troca de alvitres, entre magistrados e os que recorrem à justiça; o consultório para o intercâmbio de informações entre o médico e o doente; o mercado destinado aos ajustes recíprocos, nos domínios da oferta e da procura.


Porque não manter no lar o ponto de encontro dos corações que compõem a equipe familiar?


Observa a importância da palavra compreensiva e oportuna, quando funciona em teu benefício, na solução dos empeços da vida, e não sonegues em caso o pagamento do imposto verbal do amor que todos devemos uns aos outros, no instituo da evolução.


Não importa a idade física de teus filhos ou tutelados.


Ausculta-lhes as tendências e aspirações, oferecendo-lhes na frase amiga a luz de tuas próprias experiências, de modo a auxiliá-los, tanto quanto possível, a sentir raciocinando e a discernir o rumo exato que se lhe descerre à frente, nas sendas que lhes caiba trilhar.


Não importa que teus pais ou orientadores, em família, se mostrem nessa ou naquela posição diferente, no calendário que rege a existência corpórea.


Anota-lhes os pontos de vista e dá-lhes no veículo do carinho e do respeito quanto sabes e apenas de melhor, relativamente aos problemas da vida, para que semelhantes valores se lhes incorporem ao patrimônio espiritual.


Todavia, não deixes o diálogo amigo tão-somente para os dias de aflição, quando a crise haja surgido, estabelecendo desastre e sofrimento nos trilhos da experiência doméstica. Mantém o hábito de conversar freqüentemente com os seres amados, praticando a caridade da cortesia e da tolerância, e reconhecerás sem dificuldade que, muitas vezes, alguns simples minutos de diálogo afetuoso, na paz do cotidiano, conseguem realizar verdadeiros prodígios de tranqüilidade e segurança, francamente inabordáveis por longos e longos meses de azedume ou de discussão.


Livro: Vida em Vida – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

COMO LÊS?


“E Ele lhe disse:- Que está escrito na lei? Como lês?” - Lucas, 10:26.


A interrogação do Mestre ao doutor de Jerusalém dá idéia do interesse de Jesus pela nossa maneira de penetração da leitura.


Sem nos referirmos ao círculo vasto de pessoas ainda indiferentes às lições do Evangelho, podemos reconhecer, mesmo entre os aprendizes, as mais diversas tendências no que se refere ao problema dos livros.


Os leitores distanciam-se uns dos outros pelas expressões mais heterogêneas.


Uns pedem consolação, outros procuram recreio.


Há os que buscam motivos tristes por cultivar a dor, tanto quanto os que se arvoram em caçadores de gargalhadas.


Surgem os que reclamam tóxicos intelectuais, os que andam em busca de fantasias, os que insistem por incentivos à polêmica envenenada.


Raros leitores pedem iluminação.


Sem isto, entretanto, podem ler muito, saturando o pensamento de teorias as mais estranhas. Chega ao dia em que reconhecem a pouca substancialidade de seus esforços, porque, sem luz, o conforto pode induzir à preguiça, ao entretenimento, à aventura menos digna, à tristeza, ao isolamento, ao riso e ao deboche.


Com a iluminação espiritual, todavia, cada coisa permanece em seu lugar, orientada no sentido de utilidade justa.


Lembra que quando te aproximes de um livro estás sempre pedindo alguma coisa. Repara, com atenção, o que fazes.


Que procuras? Emoções, consolo, entretenimento? Não olvides que o Mestre pode também interrogar-te: “Como lês?”


Livro: Alma e Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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domingo, 28 de agosto de 2011

O RICO VIGILANTE


Tiago, o mais velho, em explanação preciosa, falou sobre as ânsias de riqueza, tão comuns em todos os mortais, e, findo o interessante debate doméstico, Jesus comentou sorridente: — Um homem temente a Deus e consagrado a retidão, leu muitos conselhos alusivos à prudência, e deliberou trabalhar, com afinco, de modo a reter um tesouro com que pudesse beneficiar a família.


Depois de sentidas orações, meteu-se em várias empresas, aflito por alcançar seus fins.


E, por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões.


Quando parou de agir, a fim de apreciar a sua obra, reconheceu, com desapontamento, que todos os quadros da própria vida se haviam alterado, sem que ele mesmo percebesse.


O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria.


A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo; os filhos cochichavam entre si, consultando sobre a herança que a morte do pai lhes reservaria; a amizade fiel desertara; os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia; as autoridades da localidade em que vivia obrigavam-no a dobradas atitudes de artifício, em desacordo com a sinceridade do seu coração.


Os negociantes visitavam-no, a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas; servidores bajulavam-no, com declarado fingimento quando ao lado de seus ouvidos, para lhe amaldiçoarem o nome, por trás de portas semi-cerradas.


Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência numa fortaleza, vigiando-se contra tudo e contra todos.


Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo e raramente passava algum dia sem as irritações do estômago ou sem dores de cabeça.


Em poucas semanas de meticulosa observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de desilusões e arrependimentos sem termo.


Em certa noite, porque não mais tolerasse as preocupações obcecantes do novo estado, orou em lágrimas, suplicando a inspiração do Senhor.


Depois da comovente rogativa, eis que um anjo lhe aparece na tela evanescente do sonho e lhe diz, compadecido: — Toda fortuna que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva, mas toda riqueza, em repouso inútil, é poço venenoso de águas estagnadas...


Por que exigiste um rio, quando o simples copo d’água te sacia a sede? Como te animaste a guardar, ao redor de ti, celeiros tão recheados, quando alguns grãos de trigo te bastam à refeição? Que motivos te induziram a amontoar centenas de peles, em torno do lar, quando alguns fragmentos de lã te aquecem o corpo, em trânsito para o sepulcro?...


Volta e converte a tua arca de moedas em cofre milagroso de salvação! Estende os júbilos do trabalho, cria escolas para a sementeira da luz espiritual e improvisa a alegria a muitos! Somente vale o dinheiro da Terra pelo bem que possa fazer! Sob indizível espanto, o caçador de outro despertou transformado e, do dia seguinte em diante, passou a libertar as suas enormes reservas, para que todos os seus vizinhos tivessem junto dele, as bênçãos do serviço e do bom ânimo...


Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta, os filhos odiaram-no e os seus próprios beneficiados o julgaram louco; todavia, robustecido e feliz, o milionário vigilante voltou a possuir no domicílio um santuário aberto e os gênios da alegria oculta passaram a viver em seu coração.


Silenciando o Mestre, Tiago, que comandava a palestra da noite, exclamou, entusiasta: — Senhor, que ensinamento valioso e sublime!...


Jesus sorriu e respondeu: — Sim, mas apenas para aqueles que tiverem “ouvidos de ouvir” e “olhos de ver”.


Livro: Jesus no Lar - Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
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sábado, 27 de agosto de 2011

A Caridade


É uma estrela de rara beleza
como um farol a nos guiar,
o seu perfume tem a grandeza
como a suave brisa do mar...


A caridade quando posta em ação,
é o alimento que embeleza a alma sob a luz da razão...
Em verdade vos digo,
fora da caridade não há salvação...


Que me vale as riquezas do mundo,
se ainda existem lágrimas de dor.
A Caridade é o remédio
ensinada pelo Cristo Consolador...


Para praticá-la não precisa ter dinheiro,
status,nem tão pouco ser Doutor...
Basta apenas ter vontade,
e no peito muito Amor...


Se ainda não sentiste está sensação,
rogue a Deus a Divina inspiração,
praticando e amparando, esta é
a nossa maior lição...


Denílson Ferreira da Silva

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

AOS QUASE SUICIDAS


Sim. É a dor fulminativa, a dor largamente suportada, aquela que se te acumulou no coração, qual represa de fogo e fel, e aquela outra que sempre temeste e que chegou, por fim, à maneira de tempestade, arrasando-te as forças. São elas, essas agonias indizíveis, para as quais os dicionários humanos não te fornecem palavras adequadas à necessária definição, que, muitas vezes, te fazem desejar a morte, antes do momento em que a morte aparece a cada criatura terrestre, à feição de anjo libertador.


Ainda assim, compreendendo-te os ápices de angústia, em nome de todos aqueles que te amam, aquém das fronteiras de cinza, dos quais te despediste na grande separação, rogamos-te paciência e coragem.


Ergue-te, acima dos escombros das próprias ilusões, e contempla os caminhos novos que a Infinita Bondade de Deus te reserva.


Se amarguras te azedaram os sonhos, espera pelo tempo cujos filtros não funcionam debalde; se desenganos te buscaram, observa que ensinamentos te trazem; se dificuldades repontaram da estrada, estuda com elas qual a melhor solução aos teus problemas de paz e segurança; se provações surgiram, atribulando-te as horas, enumera as lições de que se façam portadoras, em teu benefício; se prejuízos te dilapidaram a existência, recorda que o trabalho nunca nos cerra as portas; e se alguém te deixou a alma vazia de afeição, pensa no amor infinito que sustenta o Universo, na certeza de que outras almas te virão ao encontro, abençoando-te o dom de amar e de servir.


Nunca esmoreças, ante as dificuldades que te surjam no caminho para a vanguarda.


Quando estiveres a ponto de ceder à pior rendição de todas - aquela de recusar o dom da vida - detém-te a refletir em Deus que te criou para a Sabedoria e para o Amor. E Ele, cujo poder arranca a erva da semente sepultada no chão para o esplendor solar, te arrebatará igualmente a qualquer tribulação, a fim de que sobrepaires, além de todos os fracassos e de todas as crises, de modo a que brilhes e avances para frente, aprendendo e trabalhando, servindo e amando, em plenitude de vida imperecível.


Livro: Mais Perto – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

LEI E VIDA


“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para Cumprir”. – JESUS. (Mateus, 5:17).


“Não matarás”, diz a Lei.


O texto não se refere, porém, unicamente, à vida dos semelhantes.


Não frustrarás a tarefa dos outros, porque a suponhas inadequada, de vez que toda tarefa promove quem a executa, sempre que nobremente cumprida.


Não dilapidarás a esperança de ninguém, porquanto a felicidade, no fundo, não é a mesma na experiência de cada um.


Não destruirás a coragem daqueles que sonham ou trabalham em teu caminho, considerando que, de criatura para criatura, difere a face do êxito.


Não aniquilarás com inutilidades o tempo de teus irmãos, porque toda hora é agente sagrado nos valores da Criação.


Não extinguirás a afeição na alma alheia, porquanto ignoramos, todos nós, com que instrumento de amor a Sabedoria Divina pretende mover os corações que nos partilham a marcha.


Não exterminarás a fé no espírito dos companheiros que renteiam contigo, observando-se que as estradas para Deus obedecem a estruturas e direções que variam no infinito.


Reflitamos no bem do próximo, respeitando-lhe a forma e a vida. A Lei não traça especificações ou condições dentro do assunto; preceitua, simplesmente: “não matarás”.


Livro: Ceifa de Luz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita


Os Órfãos


Um Espírito Protetor - Paris, 1860


18 – Meus irmãos, amai os órfãos! Se soubésseis quanto é triste estar só e abandonado, sobretudo quando criança! Deus permite que existam órfãos, para nos animar a lhes servirmos de pais. Que divina caridade, a de ajudar uma pobre criaturinha abandonada, livrá-la da fome e do frio, orientar sua alma, para que ela não se perca no vicio!


Quem estende a mão a uma criança abandonada é agradável a Deus, porque demonstra compreender e praticar a sua lei. Lembrai-vos também de que, freqüentemente, a criança que agora socorreis vos foi cara numa encarnação anterior, e se o pudésseis recordar, o que fazeis já não seria caridade, mas o cumprimento de um dever.


Assim, portanto, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade. Não a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão que a recebe, pois os vossos óbolos são freqüentemente muito amargos! Quantas vezes eles seriam recusados, se a doença e a privação não os esperassem no casebre! Daí com ternura, juntando ao benefício material o mais precioso de todos: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso amigo.
Evitai esse ar protetoral, que revolve a lâmina no coração que sangra, e pensai que, ao fazer o bem, trabalhais para vós e para os vossos.


Guia Protetor - Sens, 1862


19 – Que pensar das pessoas que, sofrendo ingratidão por benefícios prestados, não querem mais fazer o bem, com medo de encontrar ingratos?
Essas pessoas têm mais egoísmo do que caridade, porque fazer o bem somente para receber provas de reconhecimento, é deixar de lado o desinteresse, e o único bem agradável a Deus é o desinteressado. São ainda orgulhosas, porque se comprazem na humildade do beneficiado, que deve rojar-se aos seus pés para agradecer-lhes. Aquele que busca na Terra a recompensa do bem que faz, não a receberá no céu, mas Deus a reservará para o que assim não procede.


É necessário ajudar sempre aos fracos, mesmo sabendo-se de antemão que os beneficiados não agradecerão. Sabeis que, se aquele a quem ajudais esquecer o benefício, Deus o considerará mais do que se fosseis recompensados pela sua gratidão. Deus permite que às vezes sejais pagos com a ingratidão, para provar a vossa perseverança em fazer o bem.


Como sabeis, aliás, se esse benefício, momentaneamente esquecido, não produzirá mais tarde os seus frutos? Ficai certos, pelo contrário de que é uma semente que germinará com o tempo. Infelizmente, não vedes nunca além do presente, trabalhais para vós, e não tendo em vista os semelhantes.


A benemerência acaba por abrandar os corações mais endurecidos; pode ficar esquecida aqui na Terra, mas quando o Espírito se livrar do corpo, ele se lembrará, e essa lembrança será o seu próprio castigo.


Então, ele lamentará a sua ingratidão, desejará reparar a sua falta, pagar a sua dívida noutra existência, aceitando mesmo, freqüentemente, uma vida de devotamento ao seu benfeitor. É assim que, sem o suspeitares, tereis contribuído para o seu progresso moral, e reconhecereis então toda a verdade desta máxima: um benefício jamais se perde. Mas tereis também trabalhado para vós, pois tereis o mérito de haver feito o bem com desinteresse, sem vos deixar abater pelas decepções.


Ah!, meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que, na vida presente, vos ligam às existências anteriores! Se pudésseis abarcar a multiplicidade das relações que aproximam os seres uns dos outros, para o seu mútuo progresso, admiraríeis muito melhor a sabedoria e a bondade do Criador, que vos permite reviver para chegardes a ele!


SÃO LUIS - Paris, 1860


20 – A beneficência é bem compreendida, quando se limita ao círculo de pessoas da mesma opinião, da mesma crença ou do mesmo partido?


Não, pois é sobretudo o espírito de seita e de partido que deve ser abolido, porque todos os homens são irmãos. O verdadeiro cristão vê irmãos em todos os seus semelhantes, e para socorrer o necessitado, não procura saber a sua crença, a sua opinião, seja qual for. Seguiria ele o preceito de Jesus Cristo, que manda amar até mesmo os inimigos, se repelisse um infeliz, por ter crença diferente da sua? Que o socorra, pois, sem lhe interpretar a consciência, mesmo porque, se for um inimigo da religião, será esse o meio de fazer que ele a ame. Repelindo-o, só faria que a odiasse.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

NO TEMPLO DO LAR


Indiscutivelmente, o avanço científico do mundo estabelece múltiplos sistemas de cura na atualidade terrestre,


Vitaminas e hormônios, eletricidade e magnetismo, fluidos e melodias são recursos empregados no fortalecimento da saúde humana,


Acreditamos, no entanto, que o culto doméstico do Evangelho é a fonte real da medicina preventiva, sustentando as bases do equilíbrio físio-psíquico,


O centro da vida reside na mente e a mente se nutre de emoções e de idéias,


E quem se coloca sob a orientação do Cristo, aceitando-lhe o governo espiritual no campo íntimo, harmoniza-se com a Boa Lei, purificando propósitos, elevando atitudes e sublimando resoluções que edificam a consciência e o coração para a Vida Superior,


Os princípios evangélicos são elementos de vida e, convenientemente aplicados no recesso do lar, sanam as chagas da maledicência, previnem a cólera destrutiva, curam os efeitos desastrosos da imprudência, afastam os perigos da antipatia gratuita, balsamizam as úlceras da desilusão e favorecem o clima da fraternidade e da confiança, suscetível de criar a felicidade verdadeira para quantos se empenham na evolução, no reajuste, na melhoria e na elevação,


Pensar bem é edificar o que é bom,


E somente Jesus é o Mestre do pensamento reto e purificado, a expressar-se em favor do erguimento comum, no repouso e no trabalho, no silêncio e no ruído, na dor e na alegria, que constituem importantes posições de nossa viagem para os cimos da vida,


Cultivar o Evangelho, no santuário familiar, é nortear a nossa experiência para o Reinado de Deus, em nós e fora de nós,


Criar semelhante serviço, pois, no domicílio de nossas almas, é simples dever, porquanto, pela palavra que ensina e ajuda, aprenderemos a abrir as portas do coração para que, na intimidade de nós mesmos, possamos sentir a Divina Presença de Jesus, nosso Mestre e Senhor,


Livro: Luz no Lar – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ABENÇOEMOS


Não consideres o mal por mal para que o bem não encontre embargos à precisa manifestação em momento oportuno.


A Sabedoria Divina permite que sucessos imaginariamente infelizes se nos entrosem a marcha, a fim de que, por eles, saibamos conquistar defesa e segurança.


É por isso que onde os nossos olhos costumam encontrar desventura e falência, muita vez, aparece o justo benefício, com que não contávamos, a erigir-se em socorro providencial nas sendas do futuro.


Toda perturbação valoriza a força da ordem e toda e qualquer dor ampara o reajuste.


Entretanto, em louvor da paz edificante, é preciso aprender a tudo abençoar, agradecendo aos Céus os bens e os males aparentes da vida a fim de que venhamos a convertê-los todos em luz de experiência.


Recebe, assim, o assalto e as injúrias da treva, abençoando, em silêncio, o quadro em que se expressam, porque insulto e violência apenas denunciam a ignorância, em luta, buscando aglutinar, em derredor de si, as sombras com que plasma desespero e miséria.


À maneira de fogo devorador, pretenderá naturalmente estender-se, consumindo as esperanças do caminho em que segues; contudo, se abençoa o ataque, entregando-lhe os golpes à Harmonia Divina, ele em breve extinguir-se-á, para que o bem eterno esplenda generoso.


Abençoemos, assim, todos os males do mundo, auxiliando em tudo, para que se nos transformem em benefícios, e então compreenderás, ante a luz do Evangelho, que em todo e qualquer tempo, acontece o melhor aos que amam a Deus.


Livro: Abençoa Sempre – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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domingo, 21 de agosto de 2011

O PRÍNCIPE SENSATO


Comentavam os apóstolos, entre si, qual a conduta mais aconselhável diante do Todo- Poderoso, quando o Mestre narrou com brandura: — Certo rei, senhor de imensos domínios, desejando engrandecer o espírito dos filhos para conferir-lhes herança condigna, conduziu-os a extenso vale verdoengo e rico de seu enorme império e confiou a cada um determinada fazenda, que deviam preservar e enriquecer pelo trabalho incessante.


O Pai desejava deles a coroa da compreensão, do amor e da sabedoria, somente conquistável através da educação e do serviço; e, como devia utilizar material transitório, deu-lhes tempo marcado para as construções que lhes seriam indispensáveis, mais tarde, aos serviços de elevação.


Assim procedia, porque o vale era sujeito a modificações e chegaria um momento em que arrasadora tempestade visitaria a região guardando-se em segurança apenas aqueles que houvessem erguido forte reduto.


Assim que o soberano se retirou, os filhos jovens, seguidos pelas numerosas tribos que os acompanhavam, descansaram, longamente, deslumbrados com a beleza das planícies banhadas de sol.


Quando se levantaram para a tarefa, entraram em compridas conversações, com respeito às leis de solidariedade, justiça e defesa, cada qual a exigir especiais deferências dos outros.


Quase ninguém cuidava da aplicação dos regulamentos estabelecidos pelo governo central.


Os príncipes e seus afeiçoados, em maioria, por questões de conforto pessoal, esmeravam-se em procurar recursos sutis com que pudessem sonegar, sem escândalos visíveis entre si, os princípios a que haviam jurado obediência e respeito.


E tentando enganar o Magnânimo Pai, por meio da bajulação, ao invés de honrá-lo com o trabalho sadio, internaram-se em complicadas contendas, em torno de problemas íntimos do soberano.


Gastaram anos a fio, discutindo-lhe a apresentação pessoal.


Insistiam alguns que ele revelava no rosto a brancura do lírio, enquanto outros perseveravam em proclamar-lhe a cor bronzeada, idêntica à de muitos cativos de Sídon.


Muitos afirmavam que ele possuía um corpo de gigante e não poucos exigiam fosse ele um anjo coroado de estrela.


Ao passo que as rixas verbais se multiplicavam, o tempo ia-se esgotando e os insetos destruidores, infinitamente reproduzidos, invadiram as terras, aniquilando grande parte dos recursos preciosos.


Detritos desceram de serras próximas e fizeram compacto acervo de monturo naquelas regiões, enquanto os príncipes levianos, inteiramente distraídos das obrigações fundamentais que lhes cabiam, se engalfinhavam, a todo instante, a propósito de ninharias.


Houve, porém, um filho bem-avisado que anotou os decretos paternais e cumpriu-os.


Jamais esqueceu os conselhos do rei e, quanto lhe era possível, os estendia aos companheiros mais próximos.


Utilizou grande número de horas que as leis vigentes lhe concediam ao repouso e construiu sólido abrigo que lhe garantiria a tranqüilidade no futuro, semeando beleza e alegria em toda a fazenda que o genitor lhe cedera por empréstimo.


E assim, quando a tormenta surgiu, renovadora e violenta, o príncipe sensato que amara o monarca e servira-o, desvelado e carinhoso, estendendo-lhe as lições libertadoras, pela fraternidade pura, e cumprindo-lhe a vontade justa e bondosa, pelo trabalho de cada dia, com as aflições construtivas da alma e com o suor do rosto, foi naturalmente amparado num santuário de paz e segurança que os seus irmãos discutidores não encontraram.


Doce silêncio pairou na sala singela...


Decorridos alguns minutos, o Mestre fixou os olhos lúcidos na pequena assembléia e concluiu: — Quem muito analisa, sem espírito de serviço, pode viciar-se facilmente nos abusos da palavra, mas ninguém se arrependerá de haver ensinado o bem e trabalhado com as próprias forças em nome do Pai Celestial, no bendito caminho da vida.


Livro: Jesus no Lar - Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
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sábado, 20 de agosto de 2011

Argumentos


Decida-se no bem a fazer.
Complemente a tua vida.
As razões do teu viver
É estar com Deus na saída.


Arranje os argumentos.
Fale com eloqüência.
Nos teus divinos momentos,
Proteja-te com a paciência.


Assim caminha a Humanidade
Na carência do saber,
Espelhando em Jesus
O seu melhor proceder.


Assentado com a verdade,
Encontra o seu prazer
Com Deus a resplandecer.


Jardel
Fonte da imagem: Internet