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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Estória: A Existência de Deus

Certa professora estava tendo problemas em sua classe com os alunos.

Um deles, Luizinho, de família afastada da religião e de ideias profundamente negativas, começou a passar essas mesmas ideias para as outras crianças.

Afirmava, esse menino, que Deus não existia e que tudo era uma invenção do homem.

As outras crianças, surpresas e inquietas, não sabiam como refutar as palavras do colega e começaram a se sentir inseguras.

Chegando ao conhecimento da professora, preocupada com o problema, ela pensou como poderia modificar aquela situação, resolvendo a questão.

Pensou... pensou... e, afinal, teve uma ideia.

Certo dia avisou aos alunos que, na manhã seguinte, iriam fazer uma experiência. Deveriam trazer todas as peças de um relógio, um rádio, um toca-fitas, ou qualquer outro objeto que estivesse quebrado. E deveriam trazer também uma caixa que coubesse esse objeto.

Os alunos estavam cheios de curiosidade, mas a professora não quis adiantar nada, afirmando sorridente:

— Amanhã vocês ficarão sabendo.

No dia seguinte, compareceram todos os alunos, sob intensa expectativa, portando o material solicitado.

A aula transcorreu normalmente. No final do período, a professora pediu que colocassem o material para a experiência sobre a carteira.

Em seguida, mandou que cada um colocasse o objeto quebrado dentro da caixa, com todas as peças, e tampasse bem.

Eles assim o fizeram, sem entender o propósito a que a professora queria chegar.

— Muito bem! Agora, agitem a caixa com força, tentando fazer com que as peças todas se encaixem em seus lugares e os maquinismos voltem a funcionar.

— Mas, professora!... — gaguejou uma das crianças.

— Não discutam. Façam o que estou mandando.

As crianças agitaram as caixas durante um minuto, cinco minutos, dez minutos, quinze minutos...

Já não aguentavam mais. Estavam exaustas!

Após esse tempo, a professora pediu que abrissem as caixas e verificassem o resultado do esforço despendido.

— Como estão os aparelhos?

Desanimadas, as crianças olharam o conteúdo de suas caixas e uma delas respondeu:

— Continuam quebrados, professora.

Fingindo surpresa, ela perguntou à classe:

— NINGUÉM? — disse, frisando bem a palavra. — Ninguém conseguiu consertar a sua máquina?!...

Todos responderam negativamente balançando a cabeça.

Um deles afirmou, convicto:

— Claro, professora! Nem que ficássemos aqui o dia inteiro, o mês inteiro ou o ano inteiro, conseguiríamos consertá-las desta maneira!

— Ah! — exclamou a professora. — E por quê?

— Porque para que alguma coisa funcione é preciso que “alguém” coloque as peças no lugar, ajuste os parafusos etc. Enfim, é preciso a mão de uma pessoa que conheça aquele mecanismo e saiba fazer o serviço.

Os outros alunos foram unânimes em concordar com o colega.

Satisfeita, a professora questionou:

— Muito bem. Então todos concordam que para que alguma coisa funcione é preciso o esforço de alguém?

Fez uma pausa, passando o olhar lentamente pela sala, depois continuou:

— Ótimo! E o Universo, que é tão imenso? Quem pode me dizer quem é que faz com que o Sol nasça todas as manhãs? Ou que faz as plantinhas brotarem? Ou que as estações aconteçam sempre em épocas certas?

Percebendo, afinal, onde a professora pretendia chegar, as crianças sorriram satisfeitas.

O garoto que afirmara que Deus não existia, baixou a cabeça, envergonhado.

A professora aproveitou o momento para fixar a lição, perguntando a todos:

— Então, quem faz todas estas coisas maravilhosas?

E todos responderam em uníssono:

— DEUS!

— Alguém tem alguma dúvida?

Luizinho levantou a cabeça e respondeu:

— Não, professora!

Satisfeita, a professora concluiu o assunto:

— Muito bem. Deus criou tudo o que existe, inclusive nós mesmos. Por isso é NOSSO PAI. O Universo é regido por leis sábias e justas, perfeitas e imutáveis, e todos estamos sujeitos a elas. Mas, sobretudo, devemos nos lembrar que Deus nos ama a todos, porque é profundamente bom e misericordioso.

Luizinho, afinal, disse para alegria de todos:

— Vou passar a lição para meus pais, professora. Acho que eles nunca pensaram nisso que a senhora explicou!

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 17 de maio de 2024

PENSAMENTO DO DIA 17.05.24

“Ninguém é digno do oásis se não aprender a atravessar seus desertos”.

 

Autor: Augusto Cury

Poesia: Três Trovas

Quem procura ultrapassar 
A inteligência Divina 
Acaba em cansaço inútil,
Titubeia e desatina.

Vida, amor, lar, alegria
São da Divina Graça,
Deus entrega tudo ao Tempo, 
Age o Tempo e tudo passa...


De energias que conheço
Aquela que mais domina
É a fé sincera e constante
Na Providência Divina.

Médium: Chico Xavier – Espírito: Cornélio Pires.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 15 de maio de 2024

PENSAMENTO DO DIA 15.05.24

"Não trate com prioridade quem te trata como uma simples opção".

    

Autor: Aldo Novak

22 Missão do Homem Inteligente na Terra

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 7 - Bem Aventurados os Pobres de Espírito

13 – Não vos orgulheis por aquilo que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos, no mundo que habitais. Mesmo supondo que sejais uma das sumidades desse globo, não tendes nenhuma razão para vos envaidecer. 

Se Deus, nos seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, foi por querer que a usásseis em benefício de todos. Porque é uma missão que Ele vos dá, pondo em vossas mãos o instrumento com o qual podeis desenvolver, ao vosso redor, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Deus. 

A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro põe nas mãos do seu ajudante não indica que ele deve cavar? E o que diríeis se o trabalhador, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu senhor? Diríeis que isso é horroroso, e que ele deve ser expulso. 

Pois bem, não se passa o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir, entre os seus irmãos, a idéia da Providência? Não ergue contra o seu Senhor a enxada que lhe foi dada para preparar o terreno? Terá ele direito ao salário prometido, ou merece, pelo contrário, ser expulso do jardim? Pois o será, não o duvideis, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhação, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada. Se todos os homens bem dotados se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, ao fazerem progredir a humanidade. 

Muitos, infelizmente a transformaram em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa de sua inteligência, como de todas as suas faculdades, mas não lhe faltam lições, advertindo-o de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 13 de maio de 2024

PENSAMENTO DO DIA 13.05.24

“O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre”.

 

Autor: Waldemar Valle Martins

Prece: POR RENÚNCIA

Auxilia-nos, Senhor, a renunciar ao homem-velho que ainda somos...

A esquecermos a nós e aos nossos caprichos, a fim de que possamos atender-Te a vontade, augusta e soberana;

A não temermos o sacrifício pessoal que nos propiciará verdadeira felicidade;

A deixarmos de lado erros e vícios, aos quais nos escravizamos já a contragosto;

A não nos apegarmos ao que sabemos ser transitório, principalmente às sensações de natureza material que sempre nos empolgaram;

A concedermos a Ti espaço cada vez maior em nossas vidas...

Auxilia-nos a vencer as tendências infelizes que nos fazem sofrer.

Liberta-nos, Senhor, do que não mais queremos ser!

Assim seja.

Livro: Preces e Orações – Médium: Carlos A. Baccelli - Espírito: Irmão José.
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 10 de maio de 2024

PENSAMENTO DO DIA 10.05.24

“Não existe inferno maior do que ser prisioneiro do medo”.

 

Autor: Ben Johnson

Poesia: Verbos de Luz

Sofreste, de inesperado,
O estranho golpe da ofensa
Que te envolve em dor imensa
No espinheiro de pesar,
Mas o remédio mais puro
Que restaura a alma ferida
Vem da farmácia da vida:
Esquecer e perdoar...

Honrando o cérebro eleito
A Ciência alteia a voz,
Expõe o carro veloz,
A nave aérea, o radar...
Além da luz da ciência,
Pede a dupla providência:
Esquecer e perdoar...

No livro da Natureza,
Solo que aceite o trator,
Garante com mais amor
A semente, o pão e o lar;
Da fornalha desumana,
Vem a fina porcelana...

A ostra desconhecida
Cede ao mundo, sem protesto,
A pérola em plena vida,
Ensinando-nos, vencida:
Esquecer e perdoar...

Assim também, alma irmã,
Nos dias de dor e luta,
Acalma-te, espera, escuta,
Sem tristeza a reclamar
E ouvirás a voz dos Céus,
Em meio da própria ação,
A dizer-te ao coração:
Esquecer e perdoar!...

Autora: Maria Dolores

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 8 de maio de 2024

PENSAMENTO DO DIA 08.05.24

“Nunca houve uma noite ou um problema que pudesse derrotar o nascer do sol ou a esperança”.

 

Autoria: Bern William

21 O Orgulho e a Humildade

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 7 – Bem Aventurados Os Pobres De Espírito

LACORDAIRE - Constantina, 1863

11 – Que a paz do senhor esteja convosco, meus queridos amigos! Venho até vós para encorajar-vos a seguir o bom caminho.

Aos pobres de Espíritos que outrora viveram na Terra, Deus concede a missão de vir esclarecer-vos. Bendito seja pela graça que nos dá, de podermos ajudar o vosso adiantamento. Que o Espírito Santo me ilumine, me ajude a tornar compreensível a minha palavra, e me conceda a graça de pô-la ao alcance de todos. Todos vós, encarnados, que estais sob a pena e procurais a luz, que a vontade de Deus venha em minha ajuda, para fazê-la brilhar aos vossos olhos!

A humildade é uma virtude bem esquecida, entre vós. Os grandes exemplos que vos foram dados são tão poucos seguidos. E, no entanto, sem humildade, podeis ser caridosos para o vosso próximo?

Oh!, não, porque esse sentimento nivela os homens, mostra-lhes que são irmãos, que devem ajudar-se mutuamente, e os encaminha ao bem. Sem a humildade, enfeitai-vos de virtudes que não possuis, como se vestísseis um hábito para ocultar as deformidades do corpo.

Lembrai-vos daquele que nos salva; lembrai-vos da sua humildade, que o fez tão grande e o elevou acima de todos os profetas.

O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometeu o Reino dos Céus aos mais pobres, foi porque os grandes da Terra imaginavam que os títulos e as riquezas eram a recompensa de seus méritos, e que a sua essência era mais pura que a do pobre.

Acreditavam que essas coisas lhes eram devidas, e por isso, quando Deus as retira, acusam-no de injustiça. Oh, irrisão e cegueira! Deus, acaso, estabeleceu entre vós alguma distinção pelos corpos? O invólucro do pobre não é o mesmo do rico? O Criador fez duas espécies de homens? Tudo quanto Deus fez é grande e sábio. Não lhe atribuais as idéias concebidas por vossos cérebros orgulhosos.

Oh!, rico! Enquanto dormes em teus aposentos suntuosos, ao abrigo do frio, não sabes quantos milhares de irmãos, iguais a ti, jazem na miséria? O desgraçado faminto não é teu igual? Bem sei que o teu orgulho se revolta com estas palavras. Concordarás em lhe dar uma esmola; nunca, porém, em lhe apertar fraternalmente a mão. Que! exclamarás: Eu, nascido de sangue nobre, um dos grandes da Terra, ser igual a esse miserável estropiado? Vã utopia de pretensos filósofos! Se fôssemos iguais, porque Deus o teria colocado tão baixo e a mim tão alto? É verdade que vossas roupas não são nada iguais, mas, se vos despirdes a ambos, qual a diferença que então haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás. Mas a química não encontrou diferenças entre o sangue do nobre e do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem te diz que também não foste miserável como ele? Que não pediste esmolas? Que não a pedirás um dia a esse mesmo que hoje desprezas? As riquezas são por acaso eternas? Não acabam com o corpo, invólucro perecível do Espírito? Oh, debruça-te humildemente sobre ti mesmo! Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que constitui a grandeza e a humilhação no outro; pensa que a morte não te poupará mais do que aos outros; que os teus títulos não te preservarão dela; que te pode ferir amanhã, hoje, dentro de uma hora; e se ainda te sepultas no teu orgulho, oh! Então, eu te lamento, porque serás digno de piedade!

Orgulhosos! Que fostes, antes de serdes nobres e poderosos? Talvez mais humildes que o último de vossos servos. Curvai, portanto, vossas frontes altivas, que Deus as pode rebaixar, no momento mesmo em que as elevais mais alto. Todos os homens são iguais na balança divina; somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. Todos os Espíritos são da mesma essência, e todos os corpos foram feitos da mesma massa.

Vossos títulos e vossos nomes em nada a modificam; ficam no túmulo; não são eles que dão a felicidade prometida aos eleitos; a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza.

Pobre criatura! És mãe, e teus filhos sofrem. Estão com frio. Têm fome. Vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te para conseguir um pedaço de pão. Oh, eu me inclino diante de ti! Como és nobre, santa e grande aos meus olhos! Espera e ora: a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos, que nele confiam, Deus concede o Reino dos Céus.

E tu, que és moça, pobre filha devotada ao trabalho, entregue às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que chorar? Que teus olhos se voltem, piedosos e serenos, para Deus: às aves do céu ele dá o alimento. Confia nele, que não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres mundanos, te faz bater o coração. Querias também enfeitar de flores a fronte e misturar-te aos felizes da Terra, dizes que poderias, como as mulheres que vês passar, estouvadas e alegres, ser rica também. Oh, cala-te, filha! Se soubesses quantas lágrimas e dores sem conta se ocultam sob esses vestidos bordados, quantos suspiros se asfixiam sob o ruído dessa orquestra feliz, preferirias teu humilde retiro e tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo da guarda volte para Ele, escondendo o rosto sob as asas brancas, e te deixe com os teus remorsos, sem guia, sem apoio, neste mundo em que estarias perdida, esperando a punição no outro. E todos vós que sofreis as injustiças dos homens, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, lembrando que vós mesmos não estais sem manchas: isso é caridade, mas é também humildade. Se suportais calúnias, curvai a fronte diante da prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se vossa conduta é pura, Deus não pode vos recompensar? Suportar corajosamente as humilhações dos homens, é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e todo-poderoso.

Oh!, meu Deus, será preciso que o Cristo volte novamente a Terra, para ensinar aos homens as tuas leis, que eles esquecem? Deverá ele ainda expulsar os vendilhões do templo, que maculam tua casa, esse recinto de orações? E, quem sabe?, oh, homens, se Deus vos concedesse essa graça, se não o renegaríeis de novo, como outrora? Se não o acusaríeis de blasfemo, por vir abater o orgulho dos fariseus modernos? Talvez, mesmo, se não o faríeis seguir de novo o caminho do Gólgota?

Quando Moisés subiu ao Monte Sinai, para receber os mandamentos da Lei de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o verdadeiro Deus. Homens e mulheres entregaram seu ouro, para a fabricação de um ídolo que abandonaram. Homens civilizados fazeis, entretanto, como eles. O Cristo vos deixou a sua doutrina, vos deu o exemplo de todas as virtudes, mas abandonastes exemplos e preceitos. Cada um de vós, carregando as suas paixões, fabricou um deus de acordo com a sua vontade: para uns terrível e sanguinário; para outros, indiferente aos interesses do mundo. O deus que fizestes é ainda o bezerro de ouro, que cada qual apropria aos seus gostos e às suas idéias.

Despertai, meus irmãos, meus amigos! Que a voz dos Espíritos vos toque o coração.

Sede generosos e caridosos, sem ostentação. Quer dizer: fazei o bem com humildade.

Que cada um vá demolindo aos poucos os altares elevados ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos, e atingireis o reino da verdade. Não duvideis mais da bondade de Deus, agora que Ele vos envia tantas provas. Viemos preparar o caminho para o cumprimento das profecias. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais esplendente da sua clemência, que o enviado celeste vos encontre reunidos numa grande família; que os vossos corações, brandos e humildes, sejam dignos de receber a palavra divina que Ele vos trará; que o eleito não encontre em seu caminho senão as palmas dispostas pelo vosso retorno ao bem, à caridade, à fraternidade; e então o vosso mundo se tornará um paraíso terreno. 

Mas se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos, enviados para purificar e renovar as vossas sociedades civilizadas, ricas em conhecimentos e não obstante tão pobre de bons sentimentos, ah! nada mais nos restarás do que chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não acontecerá. Voltai-vos para Deus, vosso pai, e então nós todos, que trabalhamos para o cumprimento da sua vontade, entoaremos o cântico de agradecimento ao Senhor, por sua inesgotável bondade, e para o glorificar por todos os séculos. 

Assim seja.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 6 de maio de 2024

PENSAMENTO DO DIA 06.05.24

“O passado serve para evidenciar as nossas falhas e dar-nos indicações para o progresso do futuro”.

 

Autor: Henry Ford

Estória: A Girafinha Gina

Gina era uma pequena girafa, linda e de coração bondoso. Seu corpo, coberto por um pelo curto e sedoso, tinha belas manchas cor de mel que reluziam ao sol.

Todavia, apesar de ser novinha, seu pescoço já era muito longo!

Isso lhe causava problemas com os outros animais da floresta, e encontrava dificuldade em fazer amigos.

Por ser muito grande, os outros bichos menores a discriminavam. Ninguém queria brincar com ela.

Quando ela convidava o coelho para passear, ele dava uma desculpa:

— Agora não posso, Gina. Preciso limpar minha toca.

Se ela ia à casa do esquilo chamá-lo para brincar, ele respondia:

— Agora não dá, Gina. Tenho que procurar comida. Quem sabe mais tarde?

E assim acontecia com todos que procurava. Depois, andando pela mata, ela os encontrava juntos, brincando de esconder. Então, parou de procurá-los, entendendo que não gostavam dela.

Sentia-se triste e sozinha, mas o que fazer?

Sua mãe, vendo-a tristonha, a consolava:

— Minha filha, se seus amigos não gostam de você pelo seu tamanho, então não merecem sua amizade.

Certo dia, passeando pela floresta, Gina ouviu um alarido estranho. Andou até descobrir de onde vinha aquele barulho.

Sabem o que era? Eram seus amigos que estavam chorando, desesperados. Ali estava o coelho, o esquilo, a raposa, o sapo, a garça.

Arregalando os olhos de espanto, Gina perguntou:

— Por que vocês estão chorando? O que aconteceu?

Quando eles a viram ficaram muito felizes.

— Ah, Gina! Ainda bem que você apareceu! Só você para poder nos ajudar! — exclamou o esquilo, aliviado.

E o coelho completou:

— Estamos perdidos! Saímos para passear e não sabemos mais voltar para casa. Acho que estamos rodando em círculos! Será que você pode nos indicar o rumo que devemos tomar?

Gina sorriu, satisfeita pela oportunidade de ajudar.

— Claro!

Então, a girafinha esticou seu longo pescoço, olhando em torno, por cima das árvores, e afirmou:

— Vocês devem ir para o norte. Por aqui! — e mostrou com uma das patas dianteiras o rumo que deveriam seguir. Mas, também preciso voltar para casa. Irei com vocês.

Contentes e aliviados, alegremente todo o grupo fez o caminho de volta. Alguns bichinhos estavam cansados e Gina levou-os nas costas.

Eles adoraram passear no lombo da girafinha. E todos queriam, por sua vez, experimentar.

Quando chegaram perto de casa se despediram de Gina, agradecidos.

— Gina, você é muito legal! Obrigado — disse o coelho.

— É. Apesar do seu tamanho, você é uma boa companheira — reconheceu a raposinha.

Tinham aprendido a conhecê-la e agora já gostavam dela.

Gina agradeceu, satisfeita. Sua boa ação surtira efeito.

No dia seguinte, logo cedo, a girafinha acordou com o chamado de seus novos amigos.

— Gina, quer brincar conosco?

Autoria: Célia Xavier Camargo
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Biografia: Jorge Hessen

O escritor espírita combativo

Jorge Luiz Hessen nasceu no antigo Estado da Guanabara, atual Rio Janeiro, no dia 18 de agosto de 1951. Vive a vida inerente àqueles que vieram ao mundo a fim de despertar para um projeto mais alto, acima dos prazeres da Terra. Teve uma infância pobre, de pais separados, com mais dois irmãos. Na juventude teve seu primeiro contato com fatos da mediunidade através de uma incorporação de seu irmão mais novo. Ficou impressionado, pois sabia que o irmão seria incapaz de dissimular um fenômeno de tal magnitude. Aquele episódio o levaria, mais tarde, a chegar às portas dos princípios codificados por Allan Kardec.

Aos 20 anos de idade ingressou, por concurso, no serviço público, onde até hoje permanece. Foi durante 5 anos diretor do INMETRO no Estado de Mato Grosso. Executou serviços profissionais junto à Universidade de Brasília, durante 4 anos, na condição de coordenador de provas práticas de concursos públicos realizados pelo CESP.
Consorciou-se com Maria Eleusa aos 26 anos de idade. É pai de quatro filhos, sendo uma das filhas (a mais velha) portadora de lesão cerebral. Na maturidade da vida teve oportunidade de fazer cursos superiores. Possui a Licenciatura de História e Geografia pelo UniCEUB (Centro Universitário de Brasília).

Sua vida espírita nesses mais de 30 anos de Doutrina perfez conteúdos de muitas faculdades. Participou da fundação de alguns centros espíritas em Brasília e Cuiabá-MT, onde teve publicado, em 1991, o livro "Praeiro - Peregrino da Terra do Pantanal". Começou seu trabalho de divulgação ainda jovem em todo DF. Engajou como articulista espírita, tornando-se sólido esse fato em Cuiabá, quando publicava "Luz na Mente", um periódico que veio satisfazer o seu ideal na Divulgação Espírita.

Foi redator e diretor do Jornal "União da Federação Espírita" do DF. Vinculado a vários órgãos divulgadores da Doutrina Espírita, a exemplo de "Reformador" da FEB, "O Espírita" do DF, "O Médium" de Juiz de Fora/MG e palestrante nos mais diferentes lugares de DF, tem a oportunidade de levar a mensagem espírita às cidades próximas de Brasília, como Anápolis, Cidade Ocidental e outras.

Sua diretriz inabalável continua sendo o compromisso de fidelidade a Jesus e a Kardec.

Maria Eleusa de Castro (esposa de Jorge Hessen)

Fonte do texto: Biografias Espíritas – Imagem meramente ilustrativa(não tenho como comprovar se a imagem é realmente do homenageado) - Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 29 de abril de 2024

PENSAMENTO DO DIA 29.04.24

“Só são verdadeiramente felizes aqueles que procuram ser úteis aos outros”. 

 

Autor: Albert Schweitzer

FACCIOSISMO

"Mas se tendes amarga inveja e sentimento faccioso, em vosso coração, não vos glorieis nem mintais contra a verdade." - (TIAGO, 3:14.)

Toda escola religiosa apresenta valores inconfundíveis ao homem de boa vontade.

Não obstante os abusos do sacerdócio, a exploração inferior do elemento humano e as fantasias do culto exterior, o coração sincero beneficiar-se-á amplamente, na fonte da fé, iluminando-se para encontrar a Consciência Divina em si mesmo.

Mas, em todo instituto religioso, propriamente humano, há que evitar um perigo - o sentimento faccioso, que adia, indefinidamente, as mais sublimes edificações espirituais.

Católicos, protestantes, espiritistas, todos eles se movimentam, ameaçados pelo monstro da separação, como se o pensamento religioso traduzisse fermento da discórdia.

Infelizmente, é muito grande o número de orientadores encarnados que se deixam dominar por suas garras perturbadoras. Espessos obstáculos impedem a visão da maioria.

Querem todos que Deus lhes pertença, mas não cogitam de pertencer a Deus. Que todo aprendiz do Cristo esteja preparado a resistir ao mal; é imprescindível, porém, que compreenda a paternidade divina por sagrada herança de todas as criaturas, reconhecendo que, na Casa do Pai, a única diferença entre os homens é a que se mede pelo esforço nobre de cada um.

Livro: Vinha de Luz – Lição 036 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel.
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.

 

sexta-feira, 26 de abril de 2024

PENSAMENTO DO DIA 26.04.24

“O amor não prende, liberta! Ame porque isso faz bem à você, não por esperar algo em troca. Criar expectativas demais pode gerar decepções. Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, conquista o carinho verdadeiro das pessoas”.

 

Chico Xavier

QUE PEDES?

"Louco, esta noite te pedirão a tua alma." - Jesus. (LUCAS, 12:20.)

Que pedes à vida, amigo?

Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.

Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.

Os arbitrários solicitam atenção exclusiva aos caprichos que lhes são próprios.

Os vaidosos reclamam louvores.

Os invejosos exigem compensações que lhes não cabem.

Os despeitados solicitam considerações indébitas.

Os ociosos pedem prosperidade sem esforço. Os tolos reclamam divertimentos sem preocupação de serviço.

Os revoltados reclamam direitos sem deveres. Os extravagantes exigem saúde sem cuidados.

Os impacientes aguardam realizações sem bases.

Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.

Essencialmente considerando, porém, tudo isto é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das coisas mutáveis.

Vigia, assim, cautelosamente, o plano de teus desejos.

Que pedes à vida?

Não te esqueças de que, talvez nesta noite, pedirá o Senhor a tua alma.

Livro: Vinha de Luz – Lição 035 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel .
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.

 

quarta-feira, 24 de abril de 2024

PENSAMENTO DO DIA 24.04.24

“O carma é a eterna afirmativa da liberdade humana, pois nossos pensamentos, palavras e atos são os fios da rede que lançamos à nossa volta”.

 

Autoria: Suvami Vivekananda

NÃO BASTA VER

"E logo viu, e o foi seguindo, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus." - (LUCAS, 18:43.)

A atitude do cego de Jericó representa padrão elevado a todo discípulo sincero do Evangelho.

O enfermo de boa vontade procura primeiramente o Mestre, diante da multidão. Em seguida à cura, acompanha Jesus, glorificando a Deus. E todo o povo, observando o benefício, a gratidão e a fidelidade reunidos, volta-se para a confiança no Divino Poder.

A maioria dos necessitados, porém, assume posição muito diversa. Quase todos os doentes reclamam a atuação do Cristo, exigindo que a dádiva desça aos caprichos perniciosos que lhes são peculiares, sem qualquer esforço pela elevação de si mesmos à bênção do Mestre.

Raros procuram o Cristo à luz meridiana; e, de quantos lhe recebem os dons, raríssimos são os que lhe seguem os passos no mundo.

Daí procede a ausência da legítima glorificação a Deus e a cura incompleta da cegueira que os obscurecia, antes do primeiro contacto com a fé.

Em razão disso, a Terra está repleta dos que crêem e descrêem, estudam e não aprendem, esperam e desesperam, ensinam e não sabem, confiam e duvidam.

Aquele que recebe dádivas pode ser somente beneficiário.

O que, porém, recebe o favor e agradece-o, vendo a luz e seguindo-a, será redimido.

É óbvio que o mundo inteiro reclama visão com o Cristo, mas não basta ver simplesmente; os que se circunscrevem ao ato de enxergar podem ser bons narradores, excelentes estatísticos, entretanto, para ver e glorificar o Senhor é indispensável marchar nas pegadas do Cristo, escalando, com Ele, a montanha do trabalho e do testemunho.

Livro: Vinha de Luz – Lição 034 – Médium: Chico Xavier – Espirito: Emmanuel.
Imagem Meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.