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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Jesus Hoje


Alguns conseguem vê-lO apenas como a figura histórica, quase mítica, a surgir na Palestina, em meio à subjugação que Roma impunha.

Outros não vão além do que tê-lO como um personagem folclórico, próprio para a Sua época, cheia de profetas e superstições.

Muitos O consideram uma figura mítica, a ser adorada, quando não aprisionada em templos, pouco tendo a contribuir com as nossas tarefas comezinhas.

Poucos conseguem entender em profundidade o significado de Jesus para todos nós.

Espírito puro, nunca antes nem depois d’Ele, alguém conseguiu cantar as glórias de Deus com tal profundidade e clareza.

Conhecedor de todos nós, desde há muito, ofereceu-nos as lições mais apropriadas para a construção de nossa felicidade e plenitude.

Conjugou o verbo amar nas suas mais variadas expressões, deixando Seu legado para que, ao longo dos séculos, pudéssemos interiorizar Seus ensinamentos.

Sua proposta era de tal maneira desafiadora, que os poderosos e também o populacho, sentiram-se incomodados por Ele, a tal ponto que O preferiram crucificar.

E, ainda hoje, Ele se mostra desafiador.

Quantos de nós temos coragem de viver sua mensagem nos dias que vivemos?

Embora nos afirme que a Terra está destinada aos mansos, insistimos em ser violentos.

Se bem-aventurados são os que têm sede e fome de justiça, preferimos, não raro, fazer justiça com as próprias mãos, em mecanismos de vingança que articulamos aqui e ali.

E embora a Sua promessa de felicidade seja para os pacificadores, ainda somos daqueles a fomentar discórdia e empreender batalhas diárias contra nosso próximo.

Fácil é de se perceber que ainda temos muito pouco do Cristo em nossa intimidade.

Dizemo-nos cristãos, mas pouco d’Ele e da Sua mensagem expressamos em nosso falar e agir.

Para muitos de nós o Cristo ainda é figura a se viver nos ritos, cultos e aparências externas.

Tal qual faziam os que viviam a Seu tempo, quando buscavam cultuar a Deus.

Ele, porém, nos convida a vivê-lO na essência.

Alerta-nos para não sermos sepulcros, caiados por fora e cheios de podridão por dentro.

Nunca o mundo precisou tanto de Jesus como nos dias de hoje.

Por não seguir Suas lições, trazemos a alma em desalinho, com dificuldades múltiplas.

Vivemos ansiosos, porque não cultivamos a fé como Ele nos ensinou.

Somos violentos, porque não aprendemos a nos pacificarmos com Ele.

Somos egoístas porque não nos dispusemos a amar o próximo e até mesmo o inimigo, como Ele nos convida.

E somos orgulhosos porque dispensamos as lições da humildade que Ele nos exemplificou.

Assim, nestes dias tumultuosos que enfrentamos, busquemos novamente Jesus.

Não mais a figura crucificada, distante, envolta nos ritos e tradições que não nos preenchem a alma.

Busquemos o Bom Pastor, que está sempre pronto a nos amparar, nós, as ovelhas de seu rebanho.

Fonte do texto: Momento Espírita – Imagem: Internet Google.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Jesus e Nós


É inegável que a História do Cristianismo confunde-se em muito com a da civilização ocidental.

É impossível rememorar esses dois mil anos passados, sem percorrer acontecimentos do Cristianismo.

Afinal, é o próprio Cristo quem divide a contagem do tempo, em antes e depois de Sua vinda.

E é de tal forma contundente Sua vinda e Sua passagem entre nós, é de tal força a Sua mensagem, que Ele não apenas conseguiu dividir o calendário terreno, mas dividiu também a vida de muitos, em antes e depois do encontro que tiveram com Ele.

Para alguns, esse encontro foi pessoal, direto. Após isso, nunca mais foram os mesmos.

Pedro foi capaz de largar suas redes para se tornar pescador de almas, como Jesus lhe propôs.

Mateus, coletor de impostos, voltou as costas ao mundo para contabilizar as riquezas celestes.

Outros, encontraram-no na intimidade da visão psíquica, com os olhos da alma, como Saulo de Tarso, na estrada de Damasco.

Após o encontro com Jesus, entregou-se à Sua causa, não olhando para trás, para sua vida antes d’Ele.

Francisco, da bucólica Assis, conquistou o mundo tornando-se o irmão menor de todos.

Teresa de Jesus, em Ávila, ganhou as estradas a fim de fundar casas de assistência em nome d’Ele.

Juana Inés de La Cruz, no México, abandonou seus estudos, a imensa biblioteca, para atender aos pobres e miseráveis, em nome do amor a Jesus.

Teresa de Calcutá, na Índia, ergueu mais de quatrocentas casas, em nome da causa de Jesus, em nome do amor ao próximo.

O musicista Albert Schweitzer abandonou sua carreira musical e de orador religioso, tornando-se médico, partindo para a África Equatorial Francesa, a fim de vivenciar o amor, junto aos irmãos esquecidos.

Chico Xavier, da singela Pedro Leopoldo, foi capaz de reestruturar vidas e ensinar a seguir Jesus, na proposta de amar ao próximo.

Sem dúvida, todos esses, e tantos mais, entregaram-se e entregaram suas vidas à proposta do Cristo.
Após encontrá-lo, já não mais pensaram em si, não mais tiveram preocupação consigo, mas, plenos do mais sublime amor, viveram a Sua mensagem.

*   *   *

É bem verdade que não temos ainda os recursos emocionais e a grandeza moral desses que fazem de sua vida um hino de louvor a Deus.

Porém, nada impede que possamos, aos poucos, iniciar nosso caminho nessa direção.

Todas as vezes que deixarmos de pensar em nós e pensarmos no próximo; quando usarmos da humildade, da benevolência, da compreensão, ao invés da arrogância, da crítica e da prepotência, estaremos dando os primeiros passos nesse rumo.

Começando assim, dia virá em que, à semelhança de Paulo de Tarso, também perceberemos que Cristo vive em nós, pois estaremos vivendo em abundância o amor que rege todo o Universo.

Fonte do texto: Momento Espírita – Imagem: Internet Google.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Jesus o Bom Pastor


Desde muito Ele era esperado. Cantado pelas bocas proféticas de Israel, todo aquele povo aguardava Sua vinda.

Na imaginação daquele povo sofrido, Ele seria o herói do mundo, o guerreiro da grande nação.

Retomaria o que se havia perdido, e reposicionaria Israel nas glórias do mundo.

No entanto, Ele preferiu vir ao mundo no anonimato de uma estrebaria.

Por trinta anos, Seu cotidiano foi a simplicidade da casa paterna, no burgo quase esquecido de Nazaré.

O Rei Solar fez-se carpinteiro, homem comum, entretido com as coisas comezinhas daquela gente simples e humilde, esperando Sua hora chegar.

E quando saiu ao mundo para pregar as coisas de Deus, nunca mais a Humanidade foi a mesma.

Conhecedor da alma humana, foi capaz de revelar os segredos profundos da Lei de Deus na linguagem simples daqueles que O ouviam.

Se as meretrizes, leprosos, cegos e coxos eram Sua companhia, e os amava em intensidade, também sabia conviver com as autoridades, os sábios e os amoedados.

Ele veio para os doentes pois, conforme Ele mesmo afirmou, os sãos não precisam de médico. E os doentes da alma estão em todo lugar.

Fez-se o médico de todos, a oferecer do Seu remédio para curar os males da alma.

Para tanto, exemplificou e vivenciou à exaustão o amor ao próximo e o amor a Deus sobre todas as coisas, como Ele bem lembrara, ser o maior mandamento da Lei do Pai.

Entendendo as dores da alma, posicionou-se como o Bom Pastor, prometendo cuidar de cada um de nós, as ovelhas de Seu rebanho.

Vinde a mim todos vós que vos encontrais cansados e aflitos e eu vos aliviarei.

Eis a promessa que todo coração sedento de paz desejava ouvir.

Tomai sobre vós o meu fardo que é leve e meu jugo que é suave.

Falava Ele da Sua proposta de convencer-nos a nos deixar arrastar pelo amor.

Nunca antes, e nem depois d’Ele, alguém vivenciou o amor ao próximo em tão elevada pureza.

E amava com tal intensidade que curava leprosos com Seu toque, estancava hemorragias com Suas virtudes, e processos obsessivos intensos se desfaziam sob o Seu comando.

Na Sua pureza incomparável legou-nos as lições mais belas que a Humanidade jamais houvera tido, muito embora ainda incompreendidas, quando não esquecidas, por nós.

Mas, eis que nestes dias de aflição e angústia, de transição e tumulto pelos quais passa a Terra, novamente a voz d’Ele ecoa em nossos corações.

Vinde a mim todos vós que vos encontrais cansados e aflitos...

Somos todos nós, os cansados e aflitos, necessitados do Seu regaço amoroso a amparar nossas dificuldades, a nos sustentar o caminhar, a nos encorajar a seguir em frente.

Não nos esqueçamos, então, de que Ele será sempre o Bom Pastor, a cuidar de cada um de nós, as Suas ovelhas.

Permitamo-nos adentrar no Seu redil, seguir a Sua voz, o Seu comando.

Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá. Eu sou o Bom Pastor. Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem a minha voz.

Sigamos com Ele. Sintamos e vivamos a Sua paz.

Fonte do texto: Momento Espírita – Imagem: Internet Google.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O Homem Jesus


Dezembro é um mês muito especial. Como são todos os meses de dezembro.

As casas, as ruas, as avenidas se enchem de luzes. Cantos, cantigas, dramatizações do nascimento de uma criança singular se reprisam em escolas, templos e associações.

Em nome de um menino, os corações se sensibilizam e cada qual procura tornar muito bom o dia do Natal.

Eclodem emoções. E ante tanta sensibilidade que desfila ao longo desses dias, é de nos indagarmos:

Quem é Essa criança cujo nascimento é evocado, mesmo após decorridos vinte séculos da Sua morte?

Porque afinal, costumamos comemorar o aniversário, na Terra, dos que estão conosco. Depois que realizam a grande viagem, rumo ao invisível, nós lembramos outras datas.

Mas ninguém pensa em realizar festa de aniversário para aquele que já se foi.

E outro detalhe muito significativo. No dia em que se comemora o aniversário d’Essa criança, quem recebe os presentes são os que promovem a festa, numa alegre troca de embrulhos, lembranças e mimos.

Só mesmo um Espírito tão grande quanto o do Cristo poderia atravessar os séculos e prosseguir lembrado.

Foi tal a revolução que promoveu no espírito humano que a Terra O recorda, ano após ano.

Sua revolução não utilizou armas de fogo, ferro ou aço. Foram, no entanto, as mais invencíveis armas do amor e da bondade.

Desde o nascimento, exemplificou. Rei das estrelas, Senhor dos Espíritos, tornou-se criança, adolescente, homem e viveu com os homens, demonstrando, através de pouco mais de três décadas, que não importam as circunstâncias, quem deseja ser bom pode sê-lo.

Viveu em período em que a política romana comandava o mundo, em que a hipocrisia farisaica imperava e, no entanto, manteve-se puro.

Lecionando humildade ao nascer em um berço de palha, traduziu a lição do trabalho na carpintaria de Seu pai José.

Ele, que moldara, junto com o Pai Supremo as formas da Terra que habitamos, não Se envergonhou de domar a madeira e transformá-la em bancos, mesas, utensílios domésticos outros.

Senhor e Mestre, em cada momento de Sua vida, ensinou pelo exemplo, testificando que o bem vence o mal, a luz vence a treva.

Mais de dois mil anos são passados, desde Sua vinda à Terra. Quando nos decidiremos por lhe seguir a Excelsa Doutrina, que conjuga o verbo amar e que utiliza os substantivos doação, renúncia, abnegação?

Você sabia...

...que Jesus é nosso Modelo e Guia?

Por isso mesmo, nenhum de nós deve se dizer desiludido com essa ou aquela postura equivocada de seguidores de qualquer credo. Porque afinal o que importa mesmo é a conduta do nosso Mestre Jesus que, em nenhum momento, abandonou as linhas do dever e do amor sem limites.

Fonte do texto: Momento Espírita – Imagem: Internet Google.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Um Homem Chamado Jesus


Certa vez, um Espírito Sublime deixou as estrelas, revestiu-Se de um corpo humano e veio habitar entre os homens.

Porque fosse um exímio artista plástico, habituado a modelar as formas celestes, compondo astros e globos planetários, tomou da madeira bruta e deu-lhe formas úteis.

Durante anos, de Suas mãos brotaram mesas e bancos, onde amigos e irmãos se assentavam para repartir o pão.

Para receber os seus corpos cansados, ao final do dia, Ele preparou camas confortáveis e, porque amasse a todos os seres viventes, não esqueceu de providenciar cochos e manjedouras onde os animais pudessem vencer a fome.

Porque fosse artista de outras artes, certo dia deixou as ferramentas com que moldava a madeira e partiu pelas estradas poeirentas.

Tomou do alaúde natural de um lago, em Genesaré, e ali teceu as mais belas canções.

Seu canto atraía crianças, velhos e moços. Vinham de todas as bandas.

A entonação de Sua voz calava o choro dos bebês e as dores arrefeciam nos corações das viúvas e dos desamparados.

As harmonias que compunha tinham o condão de secar lágrimas e sensibilizar corações endurecidos.

Como soubesse compor poemas de rara beleza, subiu a um monte e derramou versos de bem-aventuranças, que enalteciam a misericórdia, a justiça e o perdão.

Porque Sua sensibilidade Se compadecia das dores da multidão, multiplicou pães e peixes, saciando-lhe a fome física.

Delicado na postura, gentil no falar, por onde passava deixava impregnado o perfume de Sua presença.

Possuía tanto amor que exalava de Si aos que O rodeassem. Uma pobre mulher enferma tocou-Lhe a barra do manto e recebeu os fluidos curadores que lhe restituíram a saúde.

Dócil como um cordeiro, abraçou crianças, colocou-as em Seus joelhos e lhes falou do Pai que está nos céus, que veste a erva do campo e providencia alimento às aves cantantes.

Enérgico nos posicionamentos morais, usou da Sua voz para o discurso da honra, defendendo o templo, a casa do Pai, dos que desejavam lesar o povo já por si sofrido e humilhado.

Enalteceu os pequenos e na Sua grandeza, atentava para detalhes mínimos.

Olhou para a figueira e convidou um cobrador de impostos a descer a fim de estar com Ele mais estreitamente.

Acreditavam que Ele tomaria um trono terrestre e governaria por anos, com justiça.

Ele preferiu penetrar os corações dos homens e viver na sua intimidade, para que eles usufruíssem de paz e a tivessem em abundância.

Seu nome é Jesus, o Amigo Divino que permanece de braços abertos, declamando os versos do Seu poema de amor: Vinde a mim, vós todos que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei...

Fonte do texto: Momento Espírita – Imagem: Internet Google.

sábado, 8 de dezembro de 2018

DOMÍNIO ESPIRITUAL


“Não estou só, porque o Pai está comigo.” – Jesus. (João, 16:32)

Nos transes aflitivos a criatura demonstra sempre onde se localizam as forças exteriores que lhe subjugam a alma.

Nas grandes horas de testemunho, no sofrimento ou na morte, os avarentos clamam pelas posses efêmeras, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam credores, os super sentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.

Jesus, todavia, no campo supremo das últimas horas terrestres, mostra-se absoluto senhor de si mesmo, ensinando-nos a sublime identificação com os propósitos do Pai, com o mais avançado recurso de domínio próprio.

Ligado naturalmente às mais diversas forças, no dia do Calvário não se prendeu a nenhuma delas.

Atendia ao governo humano lealmente, mas Pilatos não o atemoriza.

Respeitava a lei de Moisés; entretanto, Calfás não o impressiona.

Amava enternecidamente os discípulos; contudo, as razões afetivas não lhe dominam o coração.

Cultivava com admirável devotamento o seu trabalho de instruir e socorrer, curar e consolar; no entanto, a possibilidade de permanecer não lhe seduz o espírito.

O ato de Judas não lhe arranca maldições.

A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero.

O pranto das mulheres de Jerusalém não lhe entibia o ânimo firme.

O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio.

A cruz não lhe altera a serenidade.

Suspenso no madeiro, roga desculpas para a ignorância do povo.

Sua lição de domínio espiritual é profunda e imperecível. Revela a necessidade de sermos “nós mesmos”, nos transes mais escabrosos da vida, de consciência tranquila elevada à Divina Justiça e de coração fiel dirigido pela Divina Vontade.

Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 170 - Médium Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da Imagem: Internet Google.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Conversa com Jesus


"Conta-se que, certo, dia, Jesus conversava com Pedro em sua casa (Jesus estava passando uns dias lá) e, segurando em suas mãos as Escrituras Sagradas, indagou:

- Pedro, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O Apóstolo pensou alguns momentos e respondeu:

- Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou de novo:

- E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?

- Modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

Jesus insistiu:

- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

- Usará o serrote, o martelo, o formão, a lixa... De outro modo não aperfeiçoará a madeira.

Jesus pensativo, continuou:

- Assim também é o lar diante do mundo. Assim como o pescador, o oleiro, o carpinteiro e tantos outros trabalhadores preparam o material bruto para poderem oferecer aos outros ou usá-los para suas necessidades, é no lar que nos preparamos para o mundo: como esperar a paz no mundo se não tivermos a paz em nossa própria casa?

Como amar a Deus se não amamos as pessoas com quem convivemos? Em casa, convivendo com os nossos familiares, devemos exercitar o respeito, a colaboração, a conversa construtiva e por que não o estudo de assuntos importantes para o nosso aprimoramento espiritual? Desta forma agiremos assim também no mundo construindo uma sociedade melhor.

Pedro olhou para o Mestre e, concordando com o que Ele acabava de falar, disse:

- Mestre, seja feito como desejas!

Então, Jesus convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar."

A mensagem de Jesus continua muito viva, não é mesmo? Hoje o mundo ainda sofre com tantas guerras e violência. Será que é porque ainda não conquistamos a paz dentro dos nossos lares? Vamos fazer um exercício: em casa vamos observar se estamos tendo atitudes para a paz. Como estamos tratando nossos pais, irmãos e outros familiares que por ventura convivem conosco? Vale a pena observar e procurar mudar de atitude se assim for necessário!

O Evangelho no Lar é assim: você combina com a sua família um dia da semana e um horário. Escolham um lugar da casa: a sala, em volta de uma mesa se preferirem, na cozinha... Neste local é importante não ter televisão ligada ou outras coisas que possam interferir. Façam uma prece de abertura. Uma das pessoas (que pode mudar a cada nova reunião) abre o Evangelho e lê um trecho (pode ser na sequência: a cada nova reunião continua-se de onde parou, ou abrir em qualquer página). Em seguida façam comentários construtivos sobre o que foi lido. Depois façam a prece de encerramento. É uma reunião de uns 15 minutos. Poderão ser lidas também outras mensagens edificantes. Esta prática une a família e proporciona um ambiente de elevação no lar.

Experimentem!

Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Mensagem da Terra


O Homem que esmorecera no trabalho;
Deitando-se no chão por rebeldia,
Ao sentir-se infeliz e descontente,
De ouvido rente ao solo,
Escutou, de repente,
As palavras que a Terra lhe dizia: -

- Sou tua mãe, a Terra! ... Ergue-te e anda! ...
Não te magoes, meu filho, contra a vida,
Tudo o que Deus nos manda
É luz que aperfeiçoa ...
A dor vem dessa luz que nos convida
Ao trabalho do bem que não se cansa
De criar a alegria e gerar a esperança ...
Levanta-te, caminha, ama, serve e perdoa! ...

Fita-me a pele desolada,
Fiquei ferida assim, ante os golpes da enxada,
Para que tenhas pão à mesa! ...
Sofrer para ajudar é lei da Natureza! ...

Deus pede que eu responda à injúria dos tratores,
Mais frutos produzindo, em braçadas de flores ...
A quem me atire lama, lodo ou estrume
O Senhor determina
Que eu forneça mais verde e mais perfume,
Porque, segundo as leis da Bondade Divina,
De tudo quanto existe, o amor somente
É valor permanente
Do verme que se oculta em baixo nível,
A estrela que parece inatingível! ...

Embora eu tenha o Céu por segurança e escolta,
Tenho milhões de filhos em revolta
E, às vezes, eles mesmos se exterminam
Em conflitos sangrentos,
Mas nunca sabem de meus sofrimentos,
Porque, sou mãe vivendo aos sóis no Espaço,
E a todos acalento em meu regaço.

Deus é Pai que jamais, amaldiçoa,
Por isso, filho meu, ama, serve e perdoa! ...
Um dia, ao ver o mal a envolver-me de todo,
Em torrentes de ódio, sangue e lodo,
Supliquei ao Criador nos mandasse mais luz
E o Céu nos enviou o ensino de Jesus! ...

Jesus veio e entreabriu-se nova aurora,
Amou e fez de si divina doação,
E muito embora
Muita gente buscasse a redenção
É preciso dizer que, até agora,
Quase que ninguém quis
Receber de Jesus o dom de ser feliz.

Notando o orgulho a dominar o mundo,
Nas guerras sem razão sob o ódio iracundo,
Pisando, desprezando ou destruindo,
Tudo aquilo que fiz de mais puro e mais lindo,
Derramo, às vezes, lágrimas ardentes...

O vulcão é meu choro em lavas comburentes! ...
Nunca roguei, porém, compensações nem mimos.
Guarda a fé, filho meu, contempla de altos cimos,
No firmamento azul que nos recobre
A divina grandeza do porvir,
Porque o trabalho, em si, não é triste, nem pobre...
E todos viveremos
Nos triunfos supremos
Do privilégio de servir! ...

Desperta, filho meu, ergue-te e vem,
Trabalhemos com Deus na Seara do Bem! ...
E o homem deslumbrado,
Levantou-se do chão que atravessara a esmo...
- “Servirei, servirei! ...” – prometeu a si mesmo.
Ao erguer-se, sentiu a vida em torno...
Não longe, alguém guardava o pão no forno...
Enxergou renovado,
Árvores, animais, lavradores cantando,
As flores se entreabrindo e as abelhas em bando...
Depois, em oração que a fé viva descerra,
Gritou alçando ao Alto os braços seus:
- “Louvado seja Deus!
Ouvi a voz da Terra,
Obrigado, meu Deus! ...”

Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

77 Emprego da Fortuna


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 16 – Servir a Deus e a MAMOM

CHEVERUS - Bordeaux, 1861

11 – Não podeis servir a Deus e a Mamon; guardai bem isto, vós que sois dominados pelo amor do ouro, vós que venderíeis a alma para enriquecer, porque isso poderia elevar-vos acima dos outros e proporcionar-vos o gozo das paixões. Não, não podeis servir a Deus e a Mamon! Se sentirdes, portanto, vossa alma dominada pelas cobiças da carne, apresse-vos em sacudir o jugo que vos esmaga, pois Deus, justo e severo, vos perguntará: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Empregaste essa poderosa fonte das boas obras unicamente na tua satisfação pessoal?

Mas qual é, então, o melhor emprego da fortuna? Procurai nestas palavras: “Amai-vos uns aos outros”, a solução desse problema, pois nelas está o segredo da boa aplicação das riquezas. O que ama o seu próximo já tem a sua conduta inteiramente traçada, pois a aplicação que agrada a Deus é a da caridade. Não essa caridade fria e egoísta, que consiste em distribuir ao redor de si o supérfluo de uma existência doirada, mas a caridade plena de amor, que procura a desgraça e a socorre sem humilhá-la. Rico, dá do teu supérfluo; faze ainda mais; dá do teu necessário, porque o teu necessário é também supérfluo, mas dá com sabedoria. Não repelias o pranto, com medo de seres enganado, mas vai à origem do mal; ajuda primeiro; informa-te depois, para ver se o trabalho, os conselhos, a afeição mesmo, não seriam mais eficazes do que a tua esmola. Difunde ao teu redor, com a abastança, o amor do trabalho, o amor do próximo, o amor de Deus. Põe a tua riqueza sobre uma base segura e que te garantirá grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deve servir-te como a de ouro; difunde em teu redor os benefícios da instrução, distribui aos teus irmãos os tesouros do amor, que eles frutificarão.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

NOVA BIOGRAFIA


Hoje foi postada a biografia do mês de Dezembro de 2018 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a IVANDA TELES SANTORO.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

TENDE FÉ EM DEUS


"E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em Deus." - (Marcos, 11:22.)

Bastas vezes, as dificuldades na concretização de um projeto elevado se nos afiguram inamovíveis.

Começamos por reconhecer-lhes o peso inquietante e estimáveis companheiros acabam por destacar-nos a importância delas, como a dizer-nos que é preciso renunciar ao bem que pretendemos fazer.

Tudo, aparentemente, é obstáculo intransponível...

Mas Deus intervém e uma porta aparece.

Há circunstâncias, nas quais o problema com que somos defrontados, numa questão construtiva, é julgado insolúvel.

Passamos a inquietar-nos e, não raro, especialistas no assunto comparecem junto de nós, apontando-nos a impraticabilidade da solução.

As obscuridades crescem por sombras indevassáveis...

Mas Deus interfere e desponta uma luz.

Em certas ocasiões, uma pessoa querida, ao perturbar-se de chofre, fornece a impressão de doente irrecuperável.

Afligimo-nos ao vê-la assim em desequilíbrio e, quase sempre, observadores amigos comentam a inexequibilidade de qualquer melhoria, induzindo-nos a largá-la ao próprio infortúnio.

Avoluma-se a prova que lembra angústia inarredável...

Mas Deus determina e surge um remédio.

Ocorrem-te no mundo as mesmas perplexidades, em matéria de saúde, família, realizações.

Salientam-se fases de trabalho em que a luta é suposta invencível, com absoluto desânimo daqueles que te rodeiam, mas Deus providencia e segues, tranquilo, à frente.

Por mais áspera a crise, por maior a consternação, não percas o otimismo e trabalha, confiante.

Ouçamos, nós todos, a indicação de Jesus: - "Tende fé em Deus".

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 162 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

NOS PADRÕES DE JESUS


"E renovai-vos pelo espírito do vosso sentir" - Paulo. (EFÉSIOS, 4:23)

Transformações ocorrem muitas.

Temos aquelas, devidas às usanças do tempo, em que somos convidados a seguir conforme as prescrições da moda...

Entramos, habitualmente, em algumas, capazes de aprovisionar-nos com facilidades de ordem humana, através de corporações que nos valorizem os interesses...

Conhecemos outras que nos atingem os costumes, por imposição da família terrestre, para que se não percam determinadas conveniências...

Experimentamos várias outras ainda, em que o recurso a certas legendas exteriores nos faculta o apoio de autoridades transitórias do mundo...

Todas essas mudanças são suscetíveis de enriquecer-nos com abençoadas ocasiões de melhorar e reconstruir os valores que nos cercam, com vista ao cultivo do bem e à vitória do bem.

Metamorfose essencial, entretanto, para nós será sempre aquela que nos alcance o imo da alma.

O apóstolo Paulo impele-nos à renovação pelo sentimento, à luz do Evangelho. Isso equivale a dizer que, para renovar-nos, em verdade, no modelo do Cristo, é necessário, acima de tudo, sentir nos padrões do Cristo, para pensar, observar, ouvir, ver e agir com acerto, na realização da tarefa que o Cristo nos reservou.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 161 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.