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domingo, 18 de dezembro de 2011

O PROBLEMA DIFÍCIL


Entre os comentários da noite, um dos companheiros mostrou-se interessado em conhecer a questão mais difícil de resolver, nos serviços referentes à procura da Luz Divina.


Em que setor da luta espiritual se colocaria o mais complicado problema? Depois de assinalar variadas considerações, ao redor do assunto, o Mestre fixou no semblante uma atitude profundamente compreensiva e contou: — Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.


Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil de vencer no grande caminho da vida.


No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.


Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.


O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.


O segundo levaria uma corça rara.


O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.


O trio fraterno recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, a meio do caminho, principiaram a discutir.


O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.


O pequeno séquito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajor permanecia atento a obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes.


Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho poeirento.


Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado, abrigando-se em floresta próxima.


O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, internando-se pelo mato a dentro, e o conteúdo de prateada bandeja se perde totalmente no chão.


Desapontados e irritadiços, os três rapazes tornam à presença paterna, apresentando cada qual a sua queixa e a sua derrota.


O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes: — Aproveitem o ensinamento da estrada.


Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso.


O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.


Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.


Jesus calou-se, pensativo, e uma prece de amor e reconhecimento completou a lição.


Livro: Jesus no Lar, lição 36 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mãos


Harpas de amor tangendo de mansinho
A musica do bem ditosa e bela
As mãos guardam a luz que te revela
A mensagem de paz e de carinho.


Não te digas inútil ou sozinho...
Na existência mais triste ou mais singela
Nas mãos todo um tesouro se encastela
Derramando-se em bênçãos no caminho.


Ara, semeia, tece, afaga e ajuda...
Mãos no trabalho são a prece muda
De nosso coração, vencendo espaços...


E, aprendendo com Cristo, ante o futuro
Tuas mãos como servas do amor puro
São estrelas fulgindo nos teus braços.


Alta de Souza

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

DIÁLOGO E SEXO


Justo prosseguirmos colaborando nos empreendimentos que visem a preservar o equilíbrio no relacionamento sexual. Liberdade sem compromisso impele a desregramento e desregramento gera destruição.


Entretanto, é preciso acreditar no poder da compreensão e da tolerância, a fim de que venhamos a auxiliar aos nossos companheiros de caminhada evolutiva, através do diálogo fraterno, capaz de banir a condenação dos nossos processos de vivência.


Muito fácil observar negativamente o comportamento alheio, quando esse comportamento deixa; a desejar.


Antes, porém, de estabelecer a censura ao redor de alguém, determina a justiça indaguemos de nós próprios o que teremos feito a fim de amparar esse alguém, para que não caísse ou se transviasse.


Diante de pessoas queridas que te surjam trazendo problemas afetivos, arma-te de paciência e de entendimento, de modo a socorrê-las sem azedume ou reprovação.


Importa considerar que os erros dos outros poderiam ser nossos, reconhecendo-se que ainda não possuímos natureza de ordem superior; que provavelmente amanhã seremos defrontados pelas situações difíceis em que amigos nossos se emaranharam; que ignoramos, de todo, se nos alcançarão em breve as afeições de existências pretéritas, a fim de nos examinarem a capacidade de amar em nível superior; e desconhecemos se pessoas amadas, de futuro, estarão envolvidas em questões sentimentais, dependendo ainda de nosso concurso para se garantirem na precisa sustentação.


Por tudo isso, e muito mais, isto é, em razão dos ditames da lei de amor que nos traça a obrigação do acatamento e do amparo mútuos em nossas dificuldades, compadece-te mais intensamente do próximo, quando o próximo te procure demonstrando questões do sexo doente ou menos feliz. E convence-te de que, por enquanto, não será unicamente enviando os seres queridos a instruções, fora de teu ambiente particular, que lhes solucionarás os problemas.


Ante as inquietações afetivas, naqueles que te compõem a equipe familiar, enternece-te e auxilia-os, pela conversação compreensiva e fraternal de quem se coloca no lugar deles, de modo a apreender-lhes as provações e os sofrimentos.


Sem apoiar o desequilíbrio, mas sem fugir ao apreço que nos devemos uns aos outros, saibamos raciocinar com todos eles, mostrando-lhes o impositivo da disciplina a que todos somos obrigados no espaço e no tempo, se quisermos ser realmente felizes; destaquemos a dignidade do trabalho por base do respeito que nos cabe tributar à própria consciência; mostremos que a independência só existe pelo dever nobremente cumprido; e exaltemos a lealdade por fator indispensável da paz e da alegria, ante os princípios de causa e efeito que, a todo instante, nos restituem aquilo que damos de nós no campo do destino.


E, usando o diálogo amigo e edificante por terapêutica de que todos somos necessitados, compreendamos que os desajustes do sentimento, acima de tudo, unicamente desaparecem, de todo, quando tratados pelos recursos do coração.


Livro: Caminhos de Volta – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

EM TORNO DA LIBERDADE


“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne; antes, pelo amor, servi-vos uns aos outros”. – PAULO. (Gálatas, 5:13.)


Quanto mais se agiganta a evolução intelectual da Terra, mais se propalam reclamos em torno da Liberdade.


Há povos que se batem por Liberdade mais ampla.


Aparecem os chamados campeões da liberdade, levantando quartéis de opressão e esfogueadas legendas de rebeldia.


Fala-se em mais Liberdade para a juventude.


No entanto, basta uma vista de olhos, nas máquinas aperfeiçoadas do mundo moderno, para que se reconheça o impositivo inevitável da disciplina.


O automóvel chispa, vencendo barreiras, mas, se o motorista foge do equilíbrio ao volante ou se desobedece aos sinais do trânsito, o acidente sobrevém.


O avião devora distâncias, transportando o homem, através de todos os continentes, no espaço de poucas horas; todavia, se o piloto não atende aos planos traçados na direção, o desastre não se faz retardio.


Louvemos a liberdade, sim, mas a liberdade de construir, melhorar, auxiliar, elevar...


Ninguém, na Terra, foi mais livre que o Divino Mestre. Livre até mesmo da posse, da tradição, da parentela, da autoridade. Entretanto, ninguém mais do que ele se fez escravo dos Desígnios Superiores, para beneficiar e iluminar a comunidade.


Eis porque nos adverte o apóstolo Paulo, sensatamente: “fostes chamados à liberdade, mas não useis a liberdade, favorecendo a devassidão; ao invés disso, santifiquemos a liberdade, através do amor, procurando servir.”


Livro: Palavras de Vida Eterna – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 18 - MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS


Dar-se-á Àquele Que Tem


13. Aproximando-se dele, seus discípulos lhe disseram: Por que lhes falas por parábolas? Respondendo, disse-lhes ele: É porque, a vós outros, vos foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus, ao passo que a eles isso não foi dado. - Porque, àquele que já tem, mais se lhe dará e ele ficará na abundância; àquele, entretanto, que não tem, mesmo o que tem se lhe tirará. - Por isso é que lhes falo por parábolas: porque, vendo, nada vêem e, ouvindo, nada entendem, nem compreendem. - Neles se cumpre a profecia de Isaías, quando diz: Ouvireis com os vossos ouvidos e nada entendereis, olhareis com os vossos olhos e nada vereis. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 10 a 14.)


14. Tende muito cuidado com o que ouvis, porquanto usarão para convosco da mesma medida de que vos houverdes servido para medir os outros, e ainda se vos acrescentará; - pois, ao que já tem, dar-se-á, e, ao que não tem, até o que tem se lhe tirará. (S. MARCOS, cap. IV. vv. 24 e 25.)


15. "Dá-se ao que já tem e tira-se ao que não tem." Meditai esses grandes ensinamentos que se vos hão por vezes afigurado paradoxais. Aquele que recebeu é o que possui o sentido da palavra divina; recebeu unicamente porque tentou tornar-se digno dela e porque o Senhor, em seu amor misericordioso, anima os esforços que tendem para o bem. Aturados, perseverantes, esses esforços contínuos atraem as graças do Senhor; são um ímã que chama a si o que é progressivamente melhor, as graças copiosas que vos fazem fortes para galgar a montanha santa, em cujo cume está o repouso após o labor.


"Tira-se ao que não tem, ou tem pouco." Tomai isso como uma antítese figurada. Deus não retira das suas criaturas o bem que se haja dignado de fazer-lhes. Homens cegos e surdos! - abri as vossas inteligências e os vossos corações; vede pelo vosso espírito; ouvi pela vossa alma e não interpreteis de modo tão grosseiramente injusto as palavras daquele que fez resplandecesse aos vossos olhos a justiça do Senhor.


Não é Deus quem retira daquele que pouco recebera: é o próprio Espírito que, por pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem e aumentar, fecundando-o, o óbolo que lhe caiu no coração.


Aquele que não cultiva o campo que o trabalho de seu pai lhe granjeou, e que lhe coube em herança, o vê cobrir-se de ervas parasitas. Será seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não quis preparar? Se a falta de cuidado, deixou fenecessem as sementes destinadas a produzir nesse campo, é a seu pai que lhe cabe acusar por nada produzirem elas? Não e não. Em vez de acusar aquele que tudo lhe preparara, de criticar as doações que recebera, queixe-se do verdadeiro autor de suas misérias e, arrependido e operoso, meta, corajoso, mãos à obra; arroteie o solo ingrato com o esforço de sua vontade; lavre-o fundo com auxílio do arrependimento e da esperança; lance nele, confiante, a semente que haja separado, por boa, dentre as más; regue-o com o seu amor e a sua caridade, e Deus, o Deus de amor e de caridade, dará àquele que já recebera.


Verá ele, então, coroados de êxito os seus esforços e um grão produzir cem e outro mil. Animo, trabalhadores! Tomai dos vossos arados e das vossas charruas; lavrai os vossos corações; arrancai deles o joio; semeai a boa semente que o Senhor vos confia e o orvalho do amor lhe fará produzir frutos de caridade.


Um Espírito amigo. (Bordéus, 1862.)
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

AO CLARÃO DA VERDADE


“Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz do Senhor; andai como filhos da luz.” – Paulo (Efésios, 5:8).


Curiosas estatísticas mencionam aproximadamente as quotas de tempo que a criatura humana despende com a vigília e com o sono, com o trabalho e com o entretenimento.


Muito importante para cada um de nós, porém, um balanço pessoal, de quando em quando, acerca das horas gastas com lamentações prejudiciais.


Óbvio que quase todos nós atravessamos obscuros labirintos, antes de atingirmos adequado roteiro espiritual.


Em múltiplas circunstâncias, erros e enganos povoaram-nos a mente com remorsos e arrependimentos tardios.


Isso, todavia, não justifica o choro estanque.


Motorista sensato não larga um carro, atravancando a pista, porque haja perdido os freios ou sofrido desajustes. O desleixo deporia contra ele, acrescentando-se, ainda, a circunstância de criar, com isso, perigoso empeço ao trânsito.


É possível tenhamos estado em treva até ontem...


Provavelmente, quedas temerosas ter-nos-ão assinalado experiências transcorridas...


Achávamos, contudo, na condição de viajor que jornadeia circulado de sombras, tropeçando aqui e além, sem o precioso discernimento. Hoje, no entanto, que tudo se faz claro em derredor, fujamos de dramatizar desencantos ou fixar desacertos, através de queixas e recriminações que complicam e desajudam, ao invés de simplificar e auxiliar.


Assevera Paulo, refletidamente: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois a luz do Senhor; andai como filhos da luz.”.


Raras pessoas conseguirão afirmar que desconhecem as tentações e os riscos do nevoeiro, mas todos nós, presentemente transformados ao clarão da verdade, podemos caminhar trilha adiante, renascidos na alvorada do conhecimento superior para o trabalho da luz.


Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 143 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

SINAIS DE ALARME


Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:


Quando entramos na faixa da impaciência;


Quando acreditamos que a nossa dor é a maior;


Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;


Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;


Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;


Quando reclamamos apreço e reconhecimento;


Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;


Quando passamos o dia a exigir esforço, sem prestar o mais leve serviço;


Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através da gota de álcool ou da pitada de entorpecente;


Quando julgamos que o dever é apenas dos outros;


Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos, a prudência de parar no socorro da prece ou na luz do discernimento.


Livro: Ideal Espírita – Médium: Chico Xavier – Espírito: Scheilla.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A NECESSIDADE DE ENTENDIMENTO


Um dos companheiros trazia ao culto evangélico enorme expressão de abatimento.


Ante as indagações fraternas do Senhor, esclareceu que fora rudemente tratado na via pública.


Vários devedores, por ele convidados a pagamento, responderam com ingratidão e grosseria.


Não se internou o Cristo através da consolação individual, mas, exortando evidentemente todos os companheiros, narrou, benevolente:


— Um grande explicador dos textos de Job possuía singulares disposições para os serviços da compreensão e da bondade, e, talvez por isso, organizou uma escola em que pontificava com indiscutível sabedoria.


Amparando, certa ocasião, um aprendiz irrequieto que freqüentes vezes se lamuriava de maus tratos que recebia na praça pública, saiu pacientemente em companhia do discípulo, pelas ruas de Jerusalém, implorando esmolas para determinados serviços do Templo.


A maioria dos transeuntes dava ou negava, com indiferença, mas, numa esquina movimentada, um homem vigoroso respondeu-lhes à rogativa com aspereza e zombaria.


O mestre tomou o aprendiz pela mão e ambos o seguiram, cuidadosos.


Não andaram muito tempo e viram-no cair ao solo, ralado de dor violenta, provocando o socorro geral.


Verificaram, em breve, que o irmão irritado sofria de cólicas mortais.


Demandaram adiante, quando foram defrontados por um cavalheiro que nem se dignou responder-lhes à súplica, endereçando-lhes tão-somente um olhar rancoroso e duro.


Orientador e tutelado acompanharam-lhe os passos, e, quando a estranha personagem alcançou o domicílio que lhe era próprio, repararam que compacto grupo de pessoas chorosas o aguardava, grupo esse ao qual se uniu em copioso pranto, informando-se os dois de que o infeliz retinha no lar uma filha morta.


Prosseguiram esmolando na via pública e, a estreito passo, receberam fortes palavrões de um rapaz a quem se haviam dirigido.


Retraíram-se ambos, em expectativa, verificando, depois de meia hora de observação, que o mísero não passava de um louco.


Em seguida, ouviram atrevidas frases de um velho que lhes prometia prisão e pedradas; mas, decorridas algumas horas, souberam que o infortunado era simplesmente um negociante falido, que se convertera de senhor em escravo, em razão de débitos enormes.


Como o dia declinasse, o respeitável instrutor convocou o discípulo ao regresso e ponderou: — Guardaste a lição? Aceita a necessidade do entendimento por sagrado imperativo da vida.


Nunca mais te queixes daqueles que exibem expressões de revolta ou desespero nas ruas.


O primeiro que nos surgiu à frente era enfermo vulgar; o segundo guardava a morte em casa; o terceiro padecia loucura e o quarto experimentava a falência.


Na maioria dos casos, quem nos recebe de mau-humor permanece em estrada muito mais escura e mais espinhosa que a nossa.


E, completando o ensinamento, terminou o Senhor, diante dos companheiros espantados: — Quando encontrarmos os portadores da aflição, tenhamos piedade e auxiliemo-los na reconquista da paz íntima.


O touro retém os chifres, por não haver atingido, ainda, o dom das asas.


Reclamamos, comumente, contra a ovelha que nos perturba o repouso, balindo, atormentada; todavia, raramente nos lembramos de que o pobre animal vai seguindo, sob laço pesado, a caminho do matadouro.


Livro: Jesus no Lar, lição 35 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 10 de dezembro de 2011

CONTRASTE


Existe tanta dor desconhecida


Ferindo as almas pelo mundo afora


Tanto amargor de espírito que chora


Em cansaços nas lutas pela vida.




E há também os reflexos a aurora


De ventura, que torna a alma florida


A alegria fulgente e estremecida


Aureolada de luz confortadora.




Há, porém, tanta dor em demasia


Sobrepujando instantes de alegria


Tal desalento e tantas desventuras




Que o coração dormente, a pleno gozo


Deve fugir das horas de repouso


Minorando as alheias amarguras.

Espírito: Auta de Souza
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

DIANTE DA LEI 2


O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega à condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama.


À vista disso, é natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece determinada posição para cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma a situação em que se coloca.


Possuis o que deste.


Granjearás o que vens dando.


Conheces o que aprendeste.


Saberás o que estudas.


Encontraste o que buscavas.


Acharás o que procuras.


Obtiveste o que pediste.


Alcançarás o que almejas.


És hoje o que fizeste contigo ontem.


Serás amanhã o que fazes contigo hoje.


Chegamos, no dia claro da razão, simples e ignorantes diante do aprimoramento e do progresso, mas com liberdade interior de escolher o próprio caminho.


Todos temos, assim, na vontade a alavanca da vida, com infinitas possibilidades de mentalizar e realizar.


O governo do Universo é a justiça que define, em toda parte, a responsabilidade de cada um.


A glória do Universo é a sabedoria, expressando luz nas consciências.


O sustento do Universo é o trabalho que situa cada inteligência no lugar que lhe compete.


A felicidade do Universo é o trabalho que situa cada inteligência no lugar que lhe compete.


O Criador concede às criaturas, no espaço e no tempo, as experiências que desejem, para que se ajustem, por fim, às leis de bondade e equilíbrio que O manifestam. Eis por que, permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós.


Livro: Justiça Divina – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Cap. 16 - SERVIR A DEUS E A MAMON


Parábola dos Talentos


6 – Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens. E deu a um cinco talentos, e a outro dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo.


O que recebera, pois cinco talentos, foi-se, e entrou a negociar com eles e ganhou outros cinco. Da mesma sorte também o que recebera dois, ganhou outros dois. Mas o que havia recebido um, indo-se com ele, cavou na Terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor.


E passando muito tempo, veio o senhor daqueles servos, e chamou-os a contas. E chegando-se a ele o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, tu me entregastes cinco talentos; eis aqui tens outros cinco mais que lucrei. Seu senhor lhe disse: Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo do teu senhor. Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, e eis aqui tens outros dois que ganhei com eles. Seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel, já que fostes fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.


E chegando também o que havia recebido um talento, disse: Senhor, sei que és homem de rija condição; segas onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste; e temendo me fui, e escondi o teu talento na Terra; eis aqui tens o que é teu. E respondendo o seu senhor, lhe disse: Servo mau e preguiçoso, sabia que sego onde não semeei, e que recolho onde não tenho espalhado. Devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e, vindo eu, teria recebido certamente com juro o que era meu. Tirai-lhe, pois, o talento, e dai ao que tem dez talentos.


Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; e ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem. E ao servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes. (Mateus, XXV: 14-30).
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ABENÇOEMOS A LUTA


Meus amigos, abençoemos a luta.


O facão da poda aumenta a produção das árvores.


O bisturi determina a extinção da enfermidade.


A ostra importunada reage, fabricando a pérola.


Aos estorcegões da dificuldade, encontra o espírito valiosa transformação.


O trabalho é grão no celeiro.


O repouso é ferrugem na enxada.


A pedra recolhida serve à construção.


O espinho desinfetado cura tumores.


O suor é pão que alimenta.


A ociosidade é estagnação que corrompe.


A inércia é paz dos cadáveres.


A ferida em bom combate chama-se mérito.


A exigência é débito de amanhã.


A humildade é crédito de hoje.


Privilégio é responsabilidade.


Dever comum é acesso à própria emancipação.


Lágrima é limpeza interior.


Fel é medicamento que remedeia.


Todo progresso é expansão.


Toda expansão é crescimento.


Todo crescimento é esforço.


Todo esforço é sacrifício.


Todo sacrifício é dor.


Toda dor é renovação.


Meus amigos, os olhos foram situados pela Sabedoria Divina na elevada dianteira do corpo.


Saibamos contemplar o horizonte à frente.


Olvidemos as sombras de ontem.


Somos diariamente procurados pelas criaturas, situações e coisas que procuramos.


Busquemos, desse modo, a lição divina, a fim de que sejamos beneficiados pela Divina Lição.


Que o Senhor nos abençoe.


Livro: Instruções Psicofônicas – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 4 de dezembro de 2011

A SERVA ESCANDALIZADA


Ante as exclamações de Dalila, a esposa de Azor, o tecelão, quanto às maldades de alguns publicanos de mau nome que a haviam desrespeitado, em praça pública, justamente quando procurava praticar o bem, relatou Jesus, com simplicidade:


— Piedosa mulher, desejando ser mensageira do Reino Divino na Terra, bateu às portas do Paraíso, rogando trabalho.


Foi atendida, cuidadosamente, por um anjo que lhe recomendou visitasse uma taberna para salvar dois homens bons, desprevenidos, que se haviam deixado embriagar, dominados por insinuações insufladas por Espíritos das trevas.


No dia seguinte, porém, a enviada reapareceu, chorosa, explicando ao Ministro do Eterno que lhe não fora possível satisfazer-lhe à determinação, porque o recanto indicado jazia repleto de jogadores a trocarem palavras obscenas e cruéis.


O anjo, então, mandou-a a um esconderijo em floresta próxima, a fim de socorrer uma criança desamparada.


No outro dia, porém, a emissária regressou, alegando que não lhe fora exeqüível o trabalho porque a furna ocultava vários homens e mulheres seminus a lhe ferirem o pudor feminino.


O Administrador Celeste, sem desanimar, designou-a para auxiliar uma senhora agonizante, mas, decorridas poucas horas, a colaboradora voltou, ruborizada, ao ponto de origem, informando de que não pudera nem mesmo penetrar o quarto da enferma, porque na antecâmara o esposo da doente, palestrando com certa mulher de baixa procedência, projetava um assassínio para a noite próxima.


O prestimoso Ministro do Alto, embora com algum desapontamento, determinou-lhe o auxílio a dois homens dementes situados em extenso vale de imundos.


No dia imediato, a serva escandalizada retornava, célere, esclarecendo que não conseguira alcançar o objetivo, porquanto os loucos viviam impressionados com cenas de vida impura, a lhe causarem extrema repugnância.


O Preposto do Altíssimo, depois de ouvi-la com manifesta estranheza, pediu-lhe amparar uma jovem que se achava em perigo, mas, em breve, regressava a cooperadora sensitiva, exclamando que a criatura mencionada podia ser vista numa festa desregrada, em repulsiva condição moral.


E assim a candidata ao trabalho celeste atravessou a semana, inutilmente, cultivando a ineficiência, sob variados pretextos.


Todavia, procurando de novo o anjo para solicitar-lhe serviço, dele ouviu a exortação de que se fizera merecedora: — Minha irmã, continue, por enquanto, desenvolvendo o seu esforço nas vulgaridades da Terra.


— Oh! e por quê? — indagou, perplexa.


— Não mereço abeirar-me da vida mais alta? — Seus olhos estão cheios de malícia — elucidou o Ministro, tolerante —, e, para servir ao Senhor, o servo do bem retifica o escândalo, com amor e silêncio, sem se escandalizar.


Calou-se o Mestre por minutos longos; depois, concluiu sem afetação: — Quem se demora na contemplação do mal, não está em condições de fazer o bem.


Os circunstantes entreolharam-se, espantadiços, e a oração final do culto doméstico foi pronunciada, enquanto, lá fora, a Lua muito alva, desfazendo a treva noturna, simbolizava radioso convite do Céu ao sublime combate pela vitória da luz.


Livro: Jesus no Lar, lição 34 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Néio Lúcio.
Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Lei da Vida


Indagas, muita vez, alma querida e boa,


Como recuperar a fé perdida,


Quando alguém te vergasta o coração e a vida,


A ofender e ferir, a espancar e humilhar. . .




Sai de ti mesmo e fita o mundo em torno,


Todas as forças lutam, entretanto,


A natureza pede em cada canto:


Renovar, renovar. . .




A noite envolve a terra em longa faixa,


Mas a terra em silêncio espera o dia


E o sol dissipa a névoa espessa e fria,


Simplesmente a brilhar. . .




Alteia-se a manhã, o trabalho enxameia. . .


Do pó ao firmamento em novo brilho,


Ouve-se, em toda parte, o sagrado estribilho:


Renovar, renovar. . .




A semente lançada ao barro agreste


Sobre o assalto do lodo que a devora,


Mas o embrião resiste, luta e aflora,


No anseio de ser pão e alegria no lar. . .




A princípio, é um rebento pobre e frágil,


Tolera praga e temporal violento,


Faz-se árvore linda e canta entre as notas do vento:


Renovar, renovar. . .




Arrebatada a pedra ao chão da furna


Quer descanso, sem garbos de obra – prima,


Contudo, o artista chega, corta e lima


A brumir e a sonhar. . .




Ei-la que escala os topos da escultura


E, estátua em que se estampa a essência da beleza,


Diz à vida que a busca, encantada e surpresa:


Renovar, renovar. . .




Assim também, alma querida e boa,


Se alguém te impôs olvido, abandono e amargura,


Segue, serve e perdoa o golpe que te apura,


Esquecendo o desprezo e procurando amar. . .




E ouvirás claramente, entre ascensões mais belas,


Ante a fé no porvir luminoso e risonho,


A própria voz do céu, ao restaurar-te o sonho:


Renovar, renovar. . .


Livro: Encontro de Paz – Médium: Chico Xavier – Espírito: Maria Dolores.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Hoje foi postada a biografia do mês de Dezembro de 2011 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a Santo Agostinho.

CONTROLE SEXUAL


Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem, passo a passo, à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição. (item 4, do Cap. V, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo").


Existe o mundo sexual dos Espíritos de evolução primária, inçado de ligações irresponsáveis, e existe o mundo sexual dos Espíritos conscientes, que já adquiriram conhecimento das obrigações próprias, à frente da vida; o primeiro se constitui de homens e mulheres psiquicamente não muito distantes da selva, remanescentes próximos da convivência com os brutos, enquanto que o segundo é integrado pelas consciências que a verdade já iluminou; estudantes das leis do destino à luz da imortalidade.


O primeiro grupo se mantém fixado à poligamia, às vezes desenfreada, e só, muito pouco a pouco, despertará para as noções da responsabilidade no plano do sexo, através de experiências múltiplas na fieira das reencarnações.


O segundo já se levantou para a visão panorâmica dos deveres que nos competem, diante de nós mesmos, e procura elevar os próprios impulsos sexuais, educando-os pelos mecanismos da contenção.


Falar de governo e administração, no campo sexual, aos que ainda se desvairam em manifestações poligâmicas, seria exigir do silvícolas encargos tão somente atribuíveis ao professor universitário, razão por que será justo deter-se alguém nesse ou naquele estudo alusivo à educação sexual apenas com aqueles que se mostrem suscetíveis de entender as reflexões exatas, nesse particular.


Estabelecida a ressalva, perguntemos a nós mesmos se nos seria lícito abandonar, no mundo, os compromissos de natureza afetiva, assumidos diante uns dos outros.


Assim nos externamos para considerar que a ligação sexual entre dois seres na Terra envolve a obrigação de proteger a tranqüilidade e o equilíbrio de alguém que, no caso, é o parceiro ou a parceira da experiência "a dois", e, muito comumente, os "dois" se transfiguram em outros mais, na pessoa dos filhos e demais descendentes.


Urge, desse modo, evitar arrastamentos no terreno da aventura, em matéria de sexo, para que a desordem nos ajustes propostos ou aceitos não venha a romper a segurança daquele ou daquela que tomamos sob nossa assistência e cuidado, com reflexos destrutivos sobre todo o grupo, em que nos arraigamos através da afinidade.


Não se trata, em nossas definições, do chamado "vínculo indissolvível" criado por leis humanas, de vez que, em toda parte, encontramos companheiros e companheiras lesados pelo comportamento de parceiros escolhidos para a vivência sexual e que, por isso mesmo, adquirem, depois de prejudicados, o direito natural de se vincularem à outra ligação ou a outras ligações subseqüentes, procurando companhia ao nível de sua confiança e respeitabilidade; reportamo-nos ao impositivo da lealdade que deve ser respondida com lealdade, seja qual for o tipo de união em que os parceiros se comuniquem sexualmente um com o outro, sustentando o equilíbrio recíproco.


Considerado o exposto, os participantes da comunhão afetiva, conscientes dos deveres que assumem, precisam examinar até que ponto terão gerado as causas da indisciplina ou deserção naquele ou naquela que desistiu da própria segurança íntima para se atirar à leviandade.


Justo ponderar quanto a isso, porquanto, em muitas ocorrências dessa espécie, não é somente aquele ou aquela que se revelam desleais, aos próprios compromissos, o culpado pela ruptura na ligação afetiva, mas igualmente o companheiro ou a companheira que, por desídia ou frieza, mesquinhez ou irreflexão nos votos abraçados, induz a parceira ou o parceiro a resvalarem para a insegurança, no campo do afeto, atraindo perturbações de feição e tamanho imprevisíveis.


Livro: Vida e Sexo – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

LEMBRAREMOS


Às vezes, queixas-te da vida, ante os contratempos naturais do cotidiano.


Entretanto, se te lembrares da extensa fila dos companheiros algemados às grandes tribulações da retaguarda, decerto não inclinarias tanto à lamentação estéril e, sim, te engajarias na turma dos irmãos que se consagram à tarefa de aliviar os sofrimentos alheios.


Sai de ti mesmo e conseguiras vê-los com facilidade.


É o homem que perdeu ambas as pernas num acidente do trabalho e passa na rua com o favor de alguém que lhe dirige a cadeira de rodas;


É o jovem paralítico que sobreviveu à própria condição pelo devotamento da mulher que se lhe fez mãe, em nome de Deus;


É o cego que exemplifica serenidade e coragem, seguindo para o trabalho com o apoio da bengala branca que lhe evidencia a presença;


É a irmã em penúria, cercada de crianças andrajosas que vai ao encontro do pão da beneficência, a fim de regressar, logo após, à furna em que reside, sob antiga ponte abandonada;


É o hanseniano esquecido; é o amigo em desespero, prestes a cair nas malhas do suicídio; é o doente imobilizado e sem recursos, na periferia da cidade, à espera de alguém que lhe estenda um copo d’água; é o irmão portador de constrangimentos e inibições, incapaz de mais ampla comunicação com os semelhantes; é a mulher apunhalada de dor que tateia a lousa, tentando inutilmente ouvir algum sinal do filho, cuja voz foi abafada pelo frio da morte...


Pensa nos caminheiros do infortúnio que te partilham a marcha.


Se te lembrares deles, certamente silenciarás toda queixa, porquanto, à frente das vantagens que usufruis, saberás unicamente render graças a Deus.


Livro: Presença de Luz – Médium: Chico Xavier - Espírito: Augusto Cezar.
Fonte da imagem: Internet Google.