Todo conteúdo deste blog é publico.

Todo conteúdo deste blog é publico. Copie, imprima ou poste textos e imagens daqui em outros meios de comunicação. Vamos divulgar a Doutrina Espírita.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ação de Graças Por Um Favor Obtido

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

28. PREFÁCIO. Não se devem considerar como sucessos ditosos apenas o que seja de grande importância. Muitas vezes, coisas aparentemente insignificantes são as que mais influem em nosso destino. O homem facilmente esquece o bem, para, de preferência, lembrar-se do que o aflige. Se registrássemos, dia a dia, os benéficos de que somos objeto, sem os havermos pedido, ficaríamos, com frequência, espantados de termos recebido tantos e tantos que se nos varreram da memória, e nos sentiríamos humilhados com a nossa ingratidão.

Todas as noites, ao elevarmos a Deus a nossa alma, devemos recordar em nosso íntimo os favores que Ele nos fez durante o dia e agradecer-lhos. Sobretudo no momento mesmo em que experimentamos o efeito da sua bondade e da sua proteção, é que nos cumpre, por um movimento espontâneo, testemunhar-lhe a nossa gratidão. Basta, para isso, que lhe dirijamos um pensamento, atribuindo-lhe o benefício, sem que se faça mister interrompamos o nosso trabalho.

Não consistem os benefícios de Deus unicamente em coisas materiais. Devemos também agradecer-lhe as boas ideias, as felizes inspirações que recebemos. Ao passo que o egoísta atribui tudo isso aos seus méritos pessoais e o incrédulo ao acaso; aquele que tem fé rende graças a Deus e aos bons Espíritos. São desnecessárias, para esse efeito, longas frases. "Obrigado, meu Deus, pelo bom pensamento que me foi inspirado", diz mais do que multas palavras.

O impulso espontâneo, que nos faz atribuir a Deus o que de bom nos sucede, dá testemunho de um ato de reconhecimento e de humildade, que nos granjeia a simpatia dos bons Espíritos. (Cap. XXVII, nº 7 e nº 8.)

29. Prece: - Deus infinitamente bom, que o teu nome seja bendito pelos benéficos que me hás concedido. Indigno eu seria, se os atribuísse ao acaso dos acontecimentos, ou ao meu próprio mérito.
Bons Espíritos, que fostes os executores das vontades de Deus, agradeço-vos e especialmente a ti, meu Anjo Guardião. Afastai de mim a ideia de orgulhar-me do que recebi e de não o aproveitar somente para o bem.

Agradeço-vos, em particular,...

Assim seja.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O BONECO

Um dia vovó comentou que os doces feitos por ela e minha mãe naquela manhã haviam desaparecido do armário. E não sabia o que tinha sido feito deles.

Embora nenhuma das duas parecesse de qualquer forma preocupada com a ocorrência, eu imediatamente disse:

- Foram roubados.

Elas me olharam surpreendidas, mas foi vovó quem estabeleceu conversação comigo.

- Você tem certeza? Ela perguntou.

- Tenho! Sustentei. E foi o Pedrinho.

Pedrinho era um dos meus irmãos. Vovó insistiu:

- Você tem certeza?

- Se tenho! Foi o Carlucho quem me contou.

- Minha filha, disse ela tranquila, passando o seu braço pelo meu, venha até o meu quarto. Quero lhe mostrar uma coisa.

No quarto ela abriu a gaveta de uma cômoda e tirou, lá de dentro, um boneco que eu nunca tinha visto.

- Veja como está bem vestido!

Eu não estava entendendo. Aquilo nada tinha a ver com o caso dos doces. Ela prosseguiu:

- Vá dizendo o que mais lhe chama a atenção neste boneco.

- Tem uma bonita roupa, uma camisa linda! Respondi ao observar os punhos, o peitilho e o colarinho impecáveis.

Assim que terminei de falar, minha avó tirou o paletó do boneco. Cai na gargalhada quando vi que da impecável camisa só havia os punhos, o peitilho e o colarinho.

Mas, de súbito, compreendendo, me tornei muito séria.

E vovó, abraçando-me a sorrir, disse concluindo:

- Veja você como são as coisas. A gente só pode crer naquilo que vê. E do que se vê, muitas vezes é preciso acreditar apenas na metade.

Você percebeu por quê?

Já se passaram muitos anos... Mas, sempre que sou levada, por certa irreflexão tão comum nos seres humanos, a julgar fatos ou pessoas pelas aparências, vem-me à lembrança a impecável camisa daquele boneco da vovó...

História Infantil - Wallace Leal V. Rodrigues

Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 9 de agosto de 2014

A Escola de Jesus Convida

Se desejas luz e paz,
Eis, meu amigo, que insisto,
Na tua vinda, hoje mesmo,
A Escola de Jesus Cristo.

Ruge ainda a tempestade?
Não te perturbes, não temas.
O Evangelho é o templo vivo
Que nos resolve os problemas.

Perdeste tudo em derrotas
Da ambição arrasadora?
Vem renovar teus caminhos,
Partindo da Manjedoura.

Tens aflições, amargura,
Tristezas, enfermidade?
Vem ouvir os pareceres
Do Médico de Verdade.

O sofrimento, o cansaço,
Parecem longos, sem fim?
Escuta o convite eterno,
Repetindo: – “Vinde a Mim!...”

Tens sede de compreensão
Carinhosa e compassiva?
Recorda que, há dois mil anos,
Corre a Fonte da Água Viva.

Queres a vida risonha
Num mar de alegria e flores?
Procura a simplicidade
Dos filhos dos Pescadores.

Sentes dúvidas, anseias,
Quanto à luz dos fins supremos?
Volve ao Messias, embora
No impulso de Nicodemos.

Caíste? Esquece a mentira
Com que ainda te aconselhas.
Coloca os pés noutro rumo,
Busca a Porta das Ovelhas.

Se te envolve a sombra extensa
Da lágrima tormentosa,
Lembra os bens que floresceram
Sobre a Via Dolorosa.

Se padeces a tortura
Do espírito solitário,
Console-te a glória eterna
Que resplendeu no Calvário.

A luta tem sido um fardo
Para a tua alma oprimida?
Atende a Cristo e acharás
Caminho, Verdade e Vida.

Vem à Escola do Evangelho
Da caridade e da luz,
O livro é teu coração,
O Mestre Amado é Jesus.

Apenas recomendamos
Que, antes de entrar, meu irmão,
Deixes, lá fora, as sandálias
Com que adoraste a ilusão.

Autor: Casimiro Cunha


Fonte do texto: Internet Google.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

CURA DO ÓDIO

“Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça” – Paulo. (romanos, 12:20.)

O homem, geralmente, quando decidido ao serviço do bem, encontra fileiras de adversários gratuitos por onde passe, qual ocorre à claridade invariavelmente assediada pelo antagonismo das sombras.

As vezes, porém, seja por equívocos do passado ou por incompreensões do presente, é defrontado por inimigos mais fortes que se transformam em constante ameaça à sua tranqüilidade.

Contar com inimigo desse jaez é padecer dolorosa enfermidade no íntimo, quando a criatura ainda não se afeiçoou a experiências vivas no Evangelho.

Quase sempre, o aprendiz de boa-vontade desenvolve o máximo das próprias forças a favor da reconciliação; no entanto, o mais amplo esforço parece baldado. A impenetrabilidade caracteriza o coração do outro e os melhores gestos de Amor passam por ele despercebidos.

Contra essa situação, todavia, o Livro Divino oferece receita salutar. Não convém agravar atritos, desenvolver discussões e muito menos desfazer-se a criatura bem-intencionada em gestos bajulatórios. Espere-se pela oportunidade de manifestar o bem.

Desde o minuto em que o ofendido esquece a dissensão e volta ao Amor, o serviço de Jesus é reatado; entretanto, a visão do ofensor é mais tardia e, em muitas ocasiões, somente compreende a nova luz, quando essa se lhe converte em vantagem ao círculo pessoal.

Um discípulo sincero do Cristo liberta-se facilmente dos laços inferiores, mas o antagonista de ontem pode persistir muito tempo, no endurecimento do coração. Eis o motivo pelo qual dar-lhe todo o bem, no momento oportuno, é amontoar o fogo renovador sobre a sua cabeça, curando-lhe o ódio cheio de expressões infernais.

Livro: Pão Nosso, lição 166 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ENTENDIMENTO

“Transformai-vos pela renovação do vosso entendimento.” – Paulo. (Romanos, 12:2).

Quando nos reportamos ao problema da transformação espiritual, a comunidade dos discípulos do Evangelho concorda conosco, quanto a semelhante necessidade, mas nem todos demonstram perfeita compreensão do assunto.

No fundo, todos anelam a modificação, no entanto, a maioria não aspira senão à mudança de classificação convencional.

Os menos favorecidos pelo dinheiro buscam escalar o domínio das possibilidades materiais, os detentores de tarefas humildes pleiteiam as grandes posições e, num crescendo desconcertante, quase todos pretendem a transformação indébita das oportunidades a que se ajustam, mergulhando na desordem inquietante.

A renovação indispensável não é de plano exterior flutuante.

Transformar-se-á o cristão devotado, não pelos sinais externos, e sim pelo entendimento, dotando a própria mente de nova luz, em novas concepções.

Assim como qualquer trabalho terrestre pede a sincera aplicação dos aprendizes que a ele se dedicam, o serviço de aprimoramento mental exige constância de esforço no bem e o conhecimento.

Ainda aqui, é forçoso reconhecer que a disciplina entrará com fatores decisivos.

Não te cristalizes, pois, em falsas noções que já te prejudicaram o dia de ontem.

Repara a estrutura dos teus raciocínios de agora, ante as circunstâncias que te rodeiam.

Pergunta a ti próprio quanto ganhaste no Evangelho para analisar retamente esse ou aquele acontecimento de teu caminho.

Faze isto e a Bondade do Senhor te auxiliará na esclarecedora resposta a ti mesmo.

Livro: Pão Nosso, lição 167 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 2 de agosto de 2014

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Agosto de 2014 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a PAULO ALVES GODOY.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ÊXITOS E INSUCESSOS

"Sei viver em penúria e sei também viver em abundância." – Paulo. (Filipenses, 4:12)

Em cada comunidade social, existem pessoas numerosas, demasiadamente preocupadas quanto aos sucessos particularistas, afirmando-se ansiosas pelo ensejo de evidência. São justamente as que menos se fixam nas posições de destaque, quando convidadas aos postos mais altos do mundo, estragando, desastradamente, as oportunidades de elevação que a vida lhes confere.

Quase sempre, os que aprenderam a suportar a pobreza é que sabem administrar, com mais propriedade, os recursos materiais.

Por esta razão, um tesouro amontoado para quem não trabalhou em sua posse é, muitas vezes, causa de crime, separatividade e perturbação.

Pais trabalhadores e honestos formarão nos filhos a mentalidade do esforço próprio e da cooperação afetiva, ao passo que os progenitores egoístas e descuidados favorecerão nos descendentes a inutilidade e a preguiça.

Paulo de Tarso, na lição à igreja de Filipos, refere-se ao precioso imperativo do caminho no que se reporta ao equilíbrio, demonstrando a necessidade do discípulo, quanto à valorização da pobreza e da fortuna, da escassez e da abundância.

O êxito e o insucesso são duas taças guardando elementos diversos que, contudo, se adaptam às mesmas finalidades sublimes.

A ignorância humana, entretanto, encontra no primeiro o licor da embriaguez e no segundo identifica o fel para a desesperação. Nisto reside o erro profundo, porque o sábio extrairá da alegria e da dor, da fartura ou da escassez, o conteúdo divino.

Livro: Pão Nosso, lição 56 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Nas Aflições da Vida

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

26. PREFÁCIO. Podemos pedir a Deus favores terrenos e Ele no-los pode conceder, quando tenham um fim útil e sério. Mas, como a utilidade das coisas sempre a julgamos do nosso ponto de vista e como as nossas vistas se circunscrevem ao presente, nem sempre vemos o lado mau do que desejamos. Deus, que vê muito melhor do que nós e que só o nosso bem quer, pode recusar o que peçamos como um pai nega ao filho o que lhe seja prejudicial. Se não nos é concedido o que pedimos, não devemos por isso entregar-nos ao desânimo; devemos pensar, ao contrário, que a privação do que desejamos nos é imposta como prova, ou como expiação, e que a nossa recompensa será proporcionada à resignação com que a houvermos suportado. (Cap. XXVII, nº 6; cap. II, nº 5 a nº 7.)

27. Prece: - Deus Onipotente, que vês as nossas misérias, digna-te de escutar, benevolente, a súplica que neste momento te dirijo. Se é desarrazoado o meu pedido, perdoa-me; se é justo e conveniente segundo as tuas vistas, que os bons Espíritos, executores das tuas vontades, venham em meu auxílio para que ele seja satisfeito.

Como quer que seja, meu Deus, faça-se a tua vontade. Se os meus desejos não forem atendidos, é que está nos teus desígnios experimentar-me e eu me submeto sem me queixar.

Faze que por isso nenhum desânimo me assalte e que nem a minha fé nem a minha resignação sofram qualquer abalo.

(Formular o pedido)...

Assim seja.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

SE EU NÃO FOSSE

Pedro foi à praia passear na casa de sua tia Sebastiana e logo saiu para conhecer as redondezas.

Voltou desanimado: como iria passar quinze dias sem amigos, sem vizinhos, sem brinquedos?!

Tia Sebastiana, notando a tristeza do sobrinho, sugeriu:

- Pedrinho, amanhã vá até o final da praia e ande por lá... Quem sabe encontrará um amigo para brincar.

No dia seguinte, Pedrinho, no final da praia, encontrou um barraco, ao lado de um velho barco.

Aproximando-se, vê Joãozinho, que voltava do serviço de engraxate, e com ele puxa conversa:

- Você mora aí?

- Moro. E você? É dessas bandas?

- Não, sou de São Paulo, da Capital. Estou passeando na casa de minha tia. Vamos brincar um pouco?

- Num dá!

- E amanhã!

- Só depois das quatro, pois estudo e trabalho.

- Então fica combinado, amanhã à tarde.

Seu Ferreira, velho pescador, cansado pela idade e pelo trabalho, ouvia a conversa de dentro do barco que lhe servia de morada, e falou consigo mesmo:

- Parece que o meu pequeno vizinho arrumou um novo amigo.

Na tarde seguinte, à hora combinada, chega Pedrinho.

- Joãozinho, de que vamos brincar?

- Você que sabe!

- Vamos catar conchinhas?

- Não quero não! Andei o dia inteiro por aí engraxando e carregando a caixa. Estou cansado.

- Então não sei.

- Vamos brincar de escolher o que queremos ser?

- Bom – disse Pedrinho -, em vez de criança, quero ser toda a areia da praia.

- Que bobo! Ser grãozinho de areia! Ninguém liga para areia, trazem até toalha para sentar em cima.

- Então quero ser o sol.

- Mais bobo ainda! O sol só aparece de dia e as pessoas se escondem dele embaixo do guarda sol.

Então quero ser a lua.

- Mas a lua é como o sol! É chato. Quando o sol vem ninguém se lembra da lua, e quando é noite ninguém lembra do sol.

- Ei, está difícil! Ah! Já sei. Quero ser Jesus!

Levando as mãos à cabeça, Joãozinho se espantou:

- Jesus! Mas tem que ser bom.

Quando bater numa face, tem que dar a outra também e, depois, ainda vem uns homens ruins e batem e te pregam numa cruz!

- Você tem razão! Pensando melhor... Quero ser... Deus!

- Deus!!!... – exclamou Joãozinho, não fala nada? Acho que te peguei!

Nesse instante, sai do barco o velho Ferreira.

- Quem quer ser Deus aí?

- Eu. Meu nome é Pedrinho.

- Olha, você ia trabalhar tanto.

Não ia ser fácil. Veja este mar, você deveria enchê-lo de peixes; olhe a natureza, os pássaros, as flores, quanto você teria que trabalhar.

- Quer dizer que Deus não tem descanso? Nem final de semana?

Nem feriado? Nem férias?

- Isso mesmo! Ele trabalha sem cessar, mantendo a vida e o universo.

Coçando a cabeça, Pedrinho concluiu:

- Pensando bem, acho que prefiro ser menino e criança.

E foram-se os dois pela praia dando gargalhadas.

Então, seu Ferreira, com os olhos em lágrimas, falou:

- Sabe, Deus? O Senhor é o único mesmo, sempre.

HISTORIAS DE TIAMARA.


Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 26 de julho de 2014

De Almas Sinceras

De almas sinceras a união sincera,

nada há que impeça: Amor não é amor

se quando encontra obstáculos se altera,

ou se vacila ao mínimo temor.


Amor é um marco eterno, dominante,

que encara a tempestade com bravura;

é astro que norteia a vela errante,

cujo valor se ignora, lá na altura.


Amor não teme o tempo, muito embora

seu alfange não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de hora em hora,

antes se afirma para a eternidade.


Se isso é falso, e que é falso alguém provou,

eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

William Shakespeare

segunda-feira, 21 de julho de 2014

COURAÇA DA CARIDADE

"Sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade," - Paulo. 1 TESSALONICENSES, 5:8.

Paulo foi infinitamente sábio quando aconselhou a couraça da caridade aos trabalhadores da luz.

Em favor do êxito desejável na missão de amor a que nos propomos, em companhia do Cristo, antes de tudo é indispensável preservar o coração.

E se não agasalharmos a fonte do sentimento nas vibrações do ardente amor, servidos por uma compreensão elevada nos círculos da experiência santificante em que nos debatemos na arena terrestre, é muito difícil vencer na tarefa que o Senhor nos confia.

A irritação permanente, diante da ignorância, adia as vantagens do ensino benéfico.

A indignação excessiva, perante a fraqueza, extermina os germes frágeis da virtude.

A ira frequente, no campo da luta, pode multiplicar-nos os inimigos sem qualquer proveito para a obra a que nos devotamos.

A severidade demasiada, à frente de pessoas ainda estranhas aos benefícios da disciplina, faz-se acompanhar de efeitos contraproducentes por escassez de educação do meio em que se manifesta.

Compreendendo, assim, que o cristão se acha num verdadeiro estado de luta, em que, por vezes, somos defrontados por sugestões da irritação intemperante, da indignação inoportuna, da ira injustificada ou da severidade destrutiva, o apóstolo dos gentios receitou-nos a couraça da caridade, por sentinela defensiva dos órgãos centrais de expressão da vida.

É indispensável armar o coração de infinito entendimento fraterno para atender ao ministério em que nos empenhamos.

A convicção e o entusiasmo da fé bastam para começar honrosamente, mas para continuar o serviço, e terminá-lo com êxito, ninguém poderá prescindir da caridade paciente, benigna e invencível.

Livro: Fonte Viva, lição 98 – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

IMPEDIMENTOS

"Deixemos todo impedimento e pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta".- Paulo. HEBREUS, 12:1.

O grande apóstolo da gentilidade figura o trabalho cristão como sendo uma carreira da alma, no estádio largo da vida.

Paulo, naturalmente, em recorrendo a essa imagem, pensava-nos jogos gregos de sua época, e, sem nos referirmos ao entusiasmo e à
emulação benéfica que devem presidir semelhante esforço recordemos tão somente o ato inicial dos competidores.

Cada participante do prélio despia a roupagem exterior para disputar
a partida com indumentária tão leve quanto possível.

Assim, também, na aquisição de vida eterna, é imprescindível nos
desfaçamos da indumentária asfixiante do espírito.

É necessário que o coração se faça leve, alijando todo fardo inútil.

Na claridade da Boa Nova, o discípulo encontra-se à frente do Mestre,
investido de obrigações santificantes para com todas as criaturas.

As inibições contra a carreira vitoriosa costumam aparecer todos os
dias. Temo-las, com frequência, nos mais insignificantes passos do
caminho.

A cada hora surge o impedimento inesperado;

É o parente frio e incompreensivo.

A secura dos corações ao redor de nós.

O companheiro que desertou.

A mulher que desapareceu, perseguindo objetivos inferiores.

O amigo que se iludiu nas ilhas de repouso, deliberando atrasar a jornada.

O cooperador que a morte levou consigo.

O ódio gratuito.

A indiferença aos apelos do bem.

A perseguição da maldade.

A tormenta da discórdia.

A Boa Nova, porém, oferece ao cristão a conquista da glória divina.

Se quisermos alcançar a meta, ponhamos de lado todo impedimento e corramos, com perseverança, na prova de amor e luz que nos está
proposta.

Livro: Fonte Viva, lição 85 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Num Perigo Iminente

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

34. PREFÁCIO. Pelos perigos que corremos, Deus nos adverte da nossa fraqueza e da fragilidade da nossa existência. Mostra-nos que entre suas mãos está a nossa vida e que ela se acha presa por um fio que Se pode romper no momento em que menos o esperamos. Sob esse aspecto, não há privilégio para ninguém, pois que às mesmas alternativas se encontram sujeitos assim o grande, como o pequeno.
Se examinarmos a natureza e as consequências do perigo, veremos que estas, as mais das vezes, se se verificassem, teriam sido a punição de uma falta cometida, ou da falta do cumprimento de um dever.

35. Prece: - Deus Todo-Poderoso, e tu, meu anjo guardião, socorrei-me! Se tenho de sucumbir, que a vontade de Deus se cumpra. Se devo ser salvo, que o restante da minha vida repare o mal que eu haja feito e do qual me arrependo.

Assim seja.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O MAIOR TESOURO

Ela procurou pelo filho por toda parte. Onde haveria de encontrá-lo? Afinal, era ainda tão pequenino... Como não se preocupar!

Embora às vezes fosse severa demais, nada justificava aquele sumiço.

Procurou, procurou... Foi então que se lembrou de que seu bebê gostava muito de doce.

"Quem sabe ele não estaria a procurar algum?" - pensou ela.

Assim, imediatamente, Dona Abelhinha tomou o primeiro voo com o Senhor Besouro e foi até a Usina de Açúcar, mas infelizmente, tinha se enganado, seu bebê não estava por ali.

Retornou para sua casinha tristonha. Onde mais procurá-lo?

Seu amigo Louva-deus lhe deu uma sugestão:

- Será, Dona Abelha, que seu bebê não se encontra em casa de amiguinhos?

Assim, incansavelmente, se pôs a procurá-lo e somente parou com a chegada da noite, afinal era difícil enxergá-lo.

Deixou a busca para o dia seguinte. Mas como dormir em paz? Onde ele estaria? Como estaria? Com frio? Com fome? Com medo?...

Dona Abelhinha em prece suplicou auxílio ao Pai Criador. Dormiu e sonhou com seu filhinho e com seus primeiros voos, suas primeiras lições ao sabor do néctar das flores. E dormiu...

No dia seguinte, lá estava a pobre mamãezinha disposta a iniciar a sua busca quando o Senhor Besouro lhe disse:

- Dona Abelha, já procurou seu bebê entre os lírios?

- Ainda não!

- Pois deveria!

- Como sabes?

- Tenho lá meus pressentimentos!

Dona Abelha voou entre o lodo, lá estavam os lírios brancos a perfumar e embelezar tudo e todos a sua volta.

Sentiu paz, e qual não foi a sua surpresa quando ouviu uma voz fraquinha a chamar:

- Mamãezinha!...

Sim, era o seu bebê, ele estava atolado no lodo.

Voou para socorrê-lo.

Feliz pela presença da mãe, batia as asinhas, saltitante.

- Meu filho, que susto me deu. O quê fazes aqui, tão longe do nosso lar?

- Desculpe-me mamãezinha, procurava...

- O quê meu filho?

- A flor mais linda para presenteá-la. E quando a encontrei, fiquei tão emocionado que não percebi e me atolei.

Dona Abelha, também emocionada, abraçou seu bebê e falou com carinho:

- Vamos filho, para nossa casa, mamãe não precisa da flor mais linda e mais perfumada, eu já tenho você.

Assim, o filho beijou a sua mãe, confiante e feliz, porque sentiu realmente que era o seu maior tesouro.

Criança:

Acredite; se têm a graça de ter sua mamãezinha junto de você, agradeça a Deus. Valorize-a, respeite- a e ame-a muito. E nunca deixe de lembrar que você é o tesouro mais valioso de sua mãe.

HISTORIAS DE TIAMARA.


Fonte do texto e imagem: Internet Google.