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terça-feira, 15 de abril de 2014

AMOR VERDADEIRO

Pobre borboletinha! Vivia a sonhar em ser um dia a Grande Rainha, sonho esse acalentado desde seus tempos de lagarta.

Quando, em sua metamorfose, fez-se linda, tomou-se de cores vivas e tornou-se brilhante.

Brilhante?... Era bonita, quase aveludada.

Nossa irmãzinha viajava muito! Não tinha pouso fixo. Um dia, porém, cansada, resolveu alojar-se em um lindo roseiral.

Ali passou a viver conformada com seu destino. Porém, indagava-se:

- Senhor, porque tão bonita e tão sozinha? Ninguém para admirar minha beleza! E meus sonhos? Nunca serão realizados? Onde irei arrumar um príncipe?

Através de um único amigo, o Besouro, conheceu o lindo e charmoso Borbolosal, vindo de fina família, que se enamorou de nossa amiguinha, levando-a para morar em seu jardim de margaridas.

No início, tudo era festa! Mas, Borbolosal começou a se decepcionar com a companheira, que reclamava atenções só para ela. E o ciúme? Era um horror! Até mesmo do compadre Besouro, que não podia conversar com o amigo Borbolosal.

Assim, tornou-se possessiva e autoritária. No reinado, todos a respeitavam e temiam pela sua autoridade; até alguns companheiros serviçais foram maltratados.

Borbolosal cada dia tornava-se mais triste, sem esperança; saia sem destino e alojava-se em lindo girassol.

Um dia, apareceu por lá uma linda borboletinha amarela, que vendo-o tão triste, perguntou:

- Que se passa, meu amigo? Perdeste algo?

Fitando aquela criaturinha tão humilde, o coraçãozinho de Borbosal encheu-se de esperança.

- Vivo a fugir da realidade! Aqui venho para sonhar.

- Amigo, é necessário que sonhes, mas o Criador deseja que possas viver a vida que pediste.

Nesse momento, Borbolosal responde:

- Pensei que havia morrido minha esperança, mas percebo que você, irmãzinha, a trouxe de volta.

E pôs-se a contar sua história.

Depois de grande relato, a borboletinha Amarela quis conhecer Brilhante, sua esposa. E qual não foi a surpresa de Borbolosal, ao notar que Brilhante gostou muito de Amarelinha e que as duas tornaram-se boas amigas.

Assim, Borbolosal continuava vivo, com o conforto do amor impossível, e suportando todas as suas dificuldades com mais resignação.

A borboletinha Amarela ensinou a humildade e a resignação à irmãzinha Brilhante, que ouvia seus conselhos, mas os seguia muito pouco.

Mas Borbolosal e Amarelinha conseguiram algumas mudanças em Brilhante, porém, à causa de muito sacrifício.

Um dia, Amarelinha pediu ao Criador que a levasse para as montanhas, pois estava sentindo que aquele sentimento pelo Borbolosal crescia de maneira estranha.

Então o Criador fez a sua vontade. Amarelinha partiu para sempre, com a esperança de um dia se reencontrarem, pois o amor era recíproco.

Desde então, o casal viveu bem muito anos.

Conta a lenda que, quando da morte de Borbolosal, Amarelinha apareceu, e ambos, se reencontrando, foram felizes para sempre no céu.

“Crianças, o amor verdadeiro é renúncia, tolerância e confiança no Pai Criador”.

Tiamara


Fonte do texto e imagem: Internet Google.

domingo, 13 de abril de 2014

O Que São Estrelas

À noite, olhando as estrelas,
Como quem sonda um abismo:
Meu Deus! O que serão elas?
Almas gentis de crianças,
Voando as plagas serenas,
Como um bando de esperanças.


Cheias de amor e de encantos,
Hóstias formosas, nevadas,
Eucaristia dos santos,
Desilusões de poetas,
Raios de luz desprendidos,
Das asas das borboletas.


Para uma encantada horta,
Sorrisos tristes, magoados,
De uns lábios de noiva morta,
Formados da luz serena,
Que aureolava os cabelos,
Tão loiros de Magdalena.


Uma alma branca de rosa,
Que os anjos levam da terra
Para a Santa mais formosa,
O manto azul de Maria,
E cada estrela um diamante
Que neste manto irradia.


De um’asa nívea de arcanjo...
Pupilas em luz imersas
Dos olhos castos de um anjo...
No Azul imenso e sem véu...
Ninhos de ouro pequeninos
Dos beija-flores do Céu...


Os astros, brancos arminhos:
Nós somos berços que escondem,
As almas dos passarinhos.

Auta de Souza

Fonte do texto e imagem: Internet Google.

terça-feira, 8 de abril de 2014

SEMPRE VIVOS

“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. Por isso, vós errais muito.” – Jesus. (Marcos, 12:27).

Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos encarnados, de quando em quanto nos referimos à vida espiritual utilizando a palavra “morte” nessa ou naquela sentença da conversação usual. No entanto, é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade transformadora da vida.

Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte – a da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime.

É chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna.

Em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se verificam grandes erros. Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros, violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.

Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe desordem para o desordeiro. Na Crosta da Terra ou além de seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente.

Não te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem adivinhos. São irmãos que continuam na luta de aprimoramento.

Encontramos a morte tão somente nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão gloriosa da vida.

Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é Deus dos vivos imortais.

Livro: Pão Nosso, lição 42 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

domingo, 6 de abril de 2014

TUA FÉ

“E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” – Lucas, 8:48.

É importante observar que o Divino Mestre, após o benefício dispensado, sempre se reporta ao prodígio da fé, patrimônio sublime daqueles que O procuram.

Diversas vezes, ouvimo-lo na expressão: – “A tua fé te salvou”.

Doentes do corpo e da alma, depois do alívio ou da cura, escutam a frase generosa. É que a vontade e a confiança do homem são poderosos fatores no desenvolvimento e iluminação da vida.

O enfermo, descrente da ação de todos os remédios, é o primeiro a trabalhar contra a própria segurança.

O homem que se mostra desalentado em todas as coisas, não deverá aguardar a cooperação útil de coisa alguma.

As almas vazias embalde reclamam o quinhão de felicidade que o mundo lhes deve.

As negações, em que perambulam, transformam-nas, perante a vida, em zonas de amortecimento, quais isoladores em eletricidade. Passa a corrente vitalizante, mas permanecem insensíveis.

Nos empreendimentos e necessidades de teu caminho, não te isoles nas posições negativas.

Jesus pode tudo, teus amigos verdadeiros farão o possível por ti; contudo, nem o Mestre e nem os companheiros realizarão em sentido integral a felicidade que ambicionas, sem o concurso de tua fé, porque também tu és filho do mesmo Deus, com as mesmas possibilidades de elevação.

Livro: Pão Nosso, lição 113 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Para Afastar os Maus Espíritos

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

15. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais por fora o copo e o prato e estais, por dentro, cheios de rapinas e impurezas.
- Fariseus cegos, limpai primeiramente o interior do copo e do prato, a fim de que também o exterior fique limpo. - Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que vos assemelhais a sepulcros branqueados, que por fora parecem belos aos olhos dos homens, mas que, por dentro, estão cheios de toda espécie de podridões. - Assim, pelo exterior, pareceis justos aos olhos dos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidades. (S. MATEUS, cap. XXIII, vv. 25 a 28.)

16. PREFÁCIO. Os maus Espíritos somente procuram os lugares onde encontrem possibilidades de dar expansão à sua perversidade.

Para os afastar, não basta pedir-lhes, nem mesmo ordenar-lhes que se vão; é preciso que o homem elimine de si o que os atrai. Os Espíritos maus farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo. Assim como se limpa o corpo, para evitar a bicheira, também se deve limpar de suas impurezas a alma, para evitar os maus Espíritos. Vivendo num mundo onde estes pululam, nem sempre as boas qualidades do coração nos põem a salvo de suas tentativas; dão, entretanto, forças para que lhes resistamos.

17. Prece: - Em nome de Deus Todo-Poderoso, afastem-se de mim os maus Espíritos, servindo-me os bons de antemural contra eles.
Espíritos malfazejos, que inspirais maus pensamentos aos homens; Espíritos velhacos e mentirosos, que os enganais; Espíritos zombeteiros, que vos divertis com a credulidade deles, eu vos repilo com todas as forças de minha alma e fecho os ouvidos às vossas sugestões; mas, imploro para vós a misericórdia de Deus.

Bons Espíritos que vos dignais de assistir-me, dai-me a força de resistir à influência dos Espíritos maus e as luzes de que necessito para não ser vítima de suas tramas. Preservai-me do orgulho e da presunção; isentai o meu coração do ciúme, do ódio, da malevolência, de todo sentimento contrário à caridade, que são outras tantas portas abertas ao Espírito do mal.

Assim seja.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 1 de abril de 2014

MEU QUERIDO VOVOZINHO

Todas as tardes após a escola eu e meus amigos, íamos jogar bola no campinho que ficava ao lado da casa de seu Antenor.

Seu Antenor é um homem de meia idade que sempre implicava com os vizinhos, com o calor, com as crianças, nada servia para ele.

E os meninos por sua vez, não deixavam o pobre velho em paz.

Um belo dia ao voltar para casa, Pedrinho passou em frente a casa de seu Antenor e o viu chorando abraçado a um retrato. Quando chegou em casa contou à dona Helena.

- Mamãe, ao passar pela casa de seu Antenor o vi chorando junto a um retrato. Pensei que ele não chorava mais, pois ele é sempre tão ranzinza.

- Ora Pedrinho, foi o meio que ele encontrou para esconder seus verdadeiros sentimentos.

- Não entendi mamãe?

- Algumas pessoas como seu Antenor que já sofreram muito na vida, com a perda da família; esposa, seu único filho, usam agressividade para se defender. Acreditam que assim não vão sofrer mais.

- Isso é um engano, pois, acabam sofrendo mais. Ninguém vive sem amor. Você meu filho que é um menino bom, deve sempre que tiver oportunidade, ajudá-lo com muito carinho.

Seu Antenor é muito só, e o evangelho sempre nos ensina a amar e a respeitar os mais velhos.

À noite Pedrinho sonhou com seu querido vovozinho, pedindo para que ele tratasse seu Antenor como seu avô e que o amasse muito.

Pela manhã na escola contou aos seus amiguinhos a conversa com sua mãe e o sonho com seu avô, então resolveram pedir desculpas a seu Antenor e para que ele aceitasse ser o avô deles, já que muitos não tinham avô e outros o avô morava muito longe.

Seu Antenor ficou muito contente, e disse emocionado:

- Eu serei o melhor avô do mundo.

"Essa história nos faz lembrar quantos vizinhos idosos nós temos, e, quantos velhinhos nos asilos estão esperando apenas um abraço, um beijo, uma palavra amiga".

Nós nunca devemos desrespeitar os mais velhos, pois são pessoas que já viveram muito e merecem todo nosso carinho e respeito.

Fonte do Texto: Revista Consciência Espírita - Fevereiro/2000

Imagem: Internet Google.

sábado, 29 de março de 2014

JESUS! MARIA!

Meu coração guarda escritos
E canta em doce harmonia
Estes dois nomes benditos:
Jesus! Maria!


Se o dia nasce e, na altura,
O sol formoso irradia,
Minh’alma acorda e murmura:
Jesus! Maria!


Se a noite desce e, tão brando,
O Sonho azul me inebria,
Sempre adormeço cantando:
Jesus! Maria!


Da ilusão se o sopro lindo
Todo o meu ser extasia,
Alegre digo, sorrindo:
Jesus! Maria!


Meu coração, quando pulsa,
Louco de dor e agonia,
Ainda grito convulsa:
Jesus! Maria!


Jesus! Maria! Invocando
Em vós o sol que alumia,
Quero morrer soluçando:
Jesus! Maria!


Auta de Souza

quinta-feira, 27 de março de 2014

CONTA PARTICULAR

“Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence!” – Jesus. (Lucas, 19:42).

A exclamação de Jesus, junto de Jerusalém, aplica-se muito mais ao coração do homem – templo vivo do Senhor – que à cidade de ordem material, destinada à ruína e à desagregação nos setores da experiência.

Imaginemos o que seria o mundo, se cada criatura conhecesse o que lhe pertence à paz íntima.

Em virtude da quase geral desatenção a esse imperativo da vida, é que os homens se empenham em dolorosos atritos, assumindo escabrosos débitos.

Atentemos para a assertiva do Mestre – “ao menos neste teu dia”.

Estas palavras convidam-nos a pensar na oportunidade de serviço de que dispomos presentemente e a refletir nos séculos que perdemos; compelem-nos a meditar quanto aos ensejo de trabalho, sempre aberto aos espíritos diligentes.

O homem encarnado dispõe dum tempo glorioso que é provisoriamente dele, que lhe foi proporcionado pelo Altíssimo em favor de sua própria renovação.

Necessário é que cada um conheça o que lhe toca à tranquilidade individual. Guarde cada homem digna atitude de compreensão dos deveres próprios e os fantasmas da inquietude estarão afastados.

Cuide cada pessoa do que se lhe refira à conta particular e dois terços dos problemas sociais do mundo surgirão naturalmente resolvidos.

Repara as pequeninas exigências de teu círculo e atende-as, em favor de ti mesmo.

Não caminharás entre as estrelas, antes de trilhares as sendas humildes que te competem.

Livro: Pão Nosso, lição 38 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 25 de março de 2014

AFIRMAÇÃO ESCLARECEDORA

“E não quereis vir a mim para terdes vida”. JESUS, (João, 5:40).

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.

Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.

Creem e descreem, ajudam e desajudam, organizam e permutam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança...

É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.

Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes.

Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos.

Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem. 

Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão desvairada e enferma.

Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.

Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.

Clamam por luz, divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.

Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.

Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.

Livro Fonte Viva, lição 36 – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 22 de março de 2014

GUARDENOS O CUIDADO

...Mas nada é puro para os contaminados e infiéis. (Paulo. Tito, 1:15)

O homem enxerga sempre, através da visão interior.

Com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora.

Pelo que sente, examina os sentimentos alheios.

Na conduta dos outros, supõe encontrar os meios e fins das ações que lhe são peculiares.

Daí, o imperativo de grande vigilância para que a nossa consciência não se contamine pelo mal.

Quando a sombra vagueia em nossa mente, não vislumbramos senão sombras em toda parte.

Junto das manifestações do amor mais puro, imaginamos alucinações carnais.

Se encontramos um companheiro trajado com louvável apuro, pensamos em vaidade.

Ante o amigo chamado á carreira pública, mentalizamos a tirania política.

Se o vizinho sabe economizar com perfeito aproveitamento da oportunidade, fixamo-lo com desconfiança e costumamos tecer longas reflexões em torno de apropriações indébitas.

Quando ouvimos um amigo na defesa justa, usando a energia que lhe compete, relegamo-lo, de imediato, à categoria dos intratáveis.

Quando a treva se estende, na intimidade de nossa vida, deploráveis alterações nos atingem os pensamentos.

Virtudes, nessas circunstâncias, jamais são vistas.

Os males, contudo, sobram sempre.

Os mais largos gestos de bênção recebem lastimáveis interpretações.

Guardemos cuidado toda vez que formos visitados pela inveja, pelo ciúme, pela suspeita ou pela maledicência.

Casos intrincados existem nos quais o silêncio é o remédio bendito e eficaz, porque, sem dúvida, cada espírito observa o caminho ou o caminheiro, segundo a visão clara ou escura de que dispõe.

Livro Fonte Viva, lição 34 – Médium: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quinta-feira, 20 de março de 2014

PARA OS MÉDIUNS

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS
  
8. Nos últimos tempos, diz o Senhor, difundirei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos velhos, sonhos. Nesses dias, difundirei do meu Espírito sobre os meus servidores e servidoras, e eles profetizarão.
(Atos, cap. II, vv. 17 e 18.) (1)

(1) Confrontando o v. 18 de Atos, cap. II com o correspondente de Joel, II, 29, notamos que, na transcrição da profecia para o Novo Testamento, há uma diferença: Pela profecia, trata-se de servos e servas (escravos e escravas) dos homens e não de Deus, como se acha na transcrição. Eis o texto dos versículos, nas duas traduções mais modernas e fiéis: a Brasileira e a do Esperanto, as quais estão de acordo também com a Inglesa:

Joel, II, 29: "Também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito"- Atos, II, 18: "E, sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão."

Na tradução em Esperanto ainda está mais claro que se trata até dos escravos e escravas dos homens, e não de servos de Deus. Ei-la:

"Joel, II, 29: Ec sur la sklavojn kaj sur la sklavinoju Mi en tiutempo el versos Mian Spiriton!" - Atos, II, 18: "Kaj eê sur Miajn sklavojn kaj Miajn sklavinojn en tiutempo Mi elversos Mian spiriton, kaj ili profetos."

Até os escravos e escravas (dos homens) receberão o Espírito, não somente os servos e servas de Deus (sacerdotes e sacerdotisas). A profecia em sua forma original está-se cumprindo em nossos dias porque a mediunidade brota em todas as classes, até nas pessoas mais humildes e obscuras, e não somente, como faz supor o texto de Atos, entre os sacerdotes (servos de Deus). - Nota da Editora da FEB, em 1947.

9. PREFÁCIO. Quis o Senhor que a luz se fizesse para todos os homens e que em toda a parte penetrasse a voz dos Espíritos, a fim de que cada um pudesse obter a prova da imortalidade. Com esse objetivo é que os Espíritos se manifestam hoje em todos os pontos da Terra e a mediunidade se revela em pessoas de todas as idades e de todas as condições, nos homens como nas mulheres, nas crianças como nos velhos. É um dos sinais de que chegaram os tempos preditos.

Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da Natureza material, outorgou Deus ao homem a vista corpórea, os sentidos e instrumentos especiais. Com o telescópio, ele mergulha o olhar nas profundezas do espaço, e, com o microscópio, descobriu o mundo dos infinitamente pequenos. Para penetrar no mundo invisível, deu-lhe a mediunidade.

Os médiuns são os intérpretes incumbidos de transmitir aos homens os ensinos dos Espíritos; ou, melhor, são os órgãos materiais de que se servem os Espíritos para se expressarem aos homens por maneira inteligível. Santa é a missão que desempenham, visto ter por fim rasgar os horizontes da vida eterna.

Os Espíritos vêm instruir o homem sobre seus destinos, a fim de o reconduzirem à senda do bem, e não para o pouparem ao trabalho material que lhe cumpre executar neste mundo, tendo por meta o seu adiantamento, nem para lhe favorecerem a ambição e a cupidez.

Aí têm os médiuns o de que devem compenetrar-se bem, para não fazerem mau uso de suas faculdades. Aquele que, médium, compreende a gravidade do mandato de que se acha investido, religiosamente o desempenha. Sua consciência lhe profligaria, como ato sacrílego, utilizar por divertimento e distração, para si ou para os outros, faculdades que lhe são concedidas para fins sobremaneira sérios e que o põem em comunicação com os seres de além-túmulo.

Como intérpretes do ensino dos Espíritos, têm os médiuns de desempenhar importante papel na transformação moral que se opera.

Os serviços que podem prestar guardam proporção com a boa diretriz que imprimam às suas faculdades, porquanto os que enveredam por mau caminho são mais nocivos do que úteis à causa do Espiritismo.

Pela má impressão que produzem, mais de uma conversão retardam.

Terão, por isso mesmo, de dar contas do uso que hajam feito de um dom que lhes foi concedido para o bem de seus semelhantes.

O médium que queira gozar sempre da assistência dos bons Espíritos tem de trabalhar por melhorar-se. O que deseja que a sua faculdade se desenvolva e engrandeça tem de se engrandecer moralmente e de se abster de tudo o que possa concorrer para desviá-la do seu fim providencial.

Se, às vezes, os Espíritos bons se servem de médiuns imperfeitos, é para dar bons conselhos, com os quais procuram fazê-los retomar a estrada do bem. Se, porém, topam com corações endurecidos e se suas advertências não são escutadas, afastam-se, ficando livre o campo aos maus. (Cap. XXIV, n° 11 e 12.)

Prova a experiência que, da parte dos que não aproveitam os conselhos que recebem dos bons Espíritos, as comunicações, depois de terem revelado certo brilho durante algum tempo, degeneram pouco a pouco e acabam caindo no erro, na vertigem, ou no ridículo, sinal incontestável do afastamento dos bons Espíritos.

Conseguir a assistência destes, afastar os Espíritos levianos e mentirosos tal deve ser a meta para onde convirjam os esforços constantes de todos os médiuns sérios. Sem isso, a mediunidade se torna uma faculdade estéril, capaz mesmo de redundar em prejuízo daquele que a possua, pois pode degenerar em perigosa obsessão.

O médium que compreende o seu dever, longe de se orgulhar de uma faculdade que não lhe pertence, visto que lhe pode ser retirada, atribui a Deus as boas coisas que obtém. Se as suas comunicações receberem elogios, não se envaidecerá com isso, porque as sabe independentes do seu mérito pessoal; agradece a Deus o haver consentido que por seu intermédio bons Espíritos se manifestassem.

Se dão lugar à crítica, não se ofende, porque não obra do seu próprio Espírito. Ao contrário, reconhece no seu íntimo que não foi um instrumento bom e que não dispõe de todas as qualidades necessárias a obstar a imiscuência dos Espíritos maus. Cuida, então, de adquirir essas qualidades e suplica, por meio da prece, as forças que lhe faltam.

10. Prece. - Deus onipotente, permite que os bons Espíritos me assistam na comunicação que solicito. Preserva-me da presunção de me julgar resguardado dos Espíritos maus; do orgulho que me induza em erro sobre o valor do que obtenha; de todo sentimento oposto à caridade para com outros médiuns. Se cair em erro, inspira a alguém a ideia de me advertir disso e a mim a humildade que me faça aceitar reconhecido a crítica e tomar como endereçados a mim mesmo, e não aos outros, os conselhos que os bons Espíritos me queiram ditar.

Se for tentado a cometer abuso, no que quer que seja, ou a me envaidecer da faculdade que te aprouve conceder-me, peço que ma retires, de preferência a consentires seja ela desviada do seu objetivo providencial, que é o bem de todos e o meu próprio avanço moral. Assim seja!


Fonte da imagem: Internet Google. 

terça-feira, 18 de março de 2014

A PANELA

A velha empregada de minha família era uma negra.

Chico, o neto dela – como é costume acontecer quando não temos irmãos, era o meu companheiro constante de brincadeiras e folguedos.

Em tudo quanto fazíamos, à parte de Chico era sempre a mais pesada, secundária e passiva.

Ele tinha sempre que dar e, nunca, que receber.

Um dia corri para casa, à saída da escola porque Chico e eu tínhamos projetado construir uma vala que fosse do poço à lavanderia.

Sem darmos por isso, cada um de nós assumiu logo o seu papel, como de costume.

Chico era o “condenado” a trabalhos forçados, suando e repetindo esforços. E eu o implacável guarda, com uma vara na mão!

A maneira como eu estava maltratando aquele menino negro, era quase digna de um adulto imbuído de preconceitos raciais.

Foi quando a nossa preta velha chamou-nos:

- Crianças, venham pôr a minha panela no fogão!

Corremos para a cozinha. A panela estava no chão e nós a agarramos com ambas as mãos. Mas com um grito a largamos, perplexos de que ela nos tivesse mandado pegar uma coisa que, era evidente que sabia, estava extremamente quente.

Em seguida, em graves brandas palavras, tão nítidas e simples que até hoje as posso escutar, partindo do fundo do tempo, disse-nos assim:

- Ora! Vocês dois se queimaram. Que coisa mais engraçada! A cor da pele de vocês é tão diferente, mas a dor que estão sentindo é igual para ambos, não é verdade?

Concordamos que sim.

E nunca mais pude me esquecer desse episódio que sem dúvida alguma, fez de mim uma pessoa diferente.

Da Obra: Para o resto da Vida de Wallace Leal V. Rodrigues.

Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 15 de março de 2014

Círculo Vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:

- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela!

Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!

Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

- Misera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume!

Mas o sol, inclinando a rutila capela:

 - Pesa-me esta brilhante aureola de lume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?


Machado de Assis

quinta-feira, 13 de março de 2014

BOA VONTADE

"Vede prudentemente como andais." Paulo – (Efésios, 5:15)

Boa vontade descobre trabalho.

Trabalho opera a renovação

Renovação encontra o bem.

O bem revela o espírito de serviço.

O espírito de serviço alcança a compreensão.

A compreensão ganha humildade.

A humildade conquista o amor.

O amor gera a renúncia.

A renúncia atinge a luz.

A luz realiza o aprimoramento próprio.

O aprimoramento próprio santifica o homem.

O homem santificado converte o mundo para Deus.

Caminhando prudentemente, pela simples boa vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.

Livro: Pão Nosso, lição 66 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 11 de março de 2014

MÁ VONTADE

"Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas."
– Paulo. (Efésios, 5:11)

Má vontade gera sombra.

A sombra favorece a estagnação.

A estagnação conserva o mal.

O mal entroniza a ociosidade.

A ociosidade cria a discórdia.

A discórdia desperta o orgulho.

O orgulho acorda a vaidade.

A vaidade atiça a paixão inferior.

A paixão inferior provoca a indisciplina.

A indisciplina mantém a dureza de coração.

A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.

A cegueira espiritual conduz ao abismo.

Entregue às obras infrutuosas da incompreensão, pela simples má vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício das trevas.

Livro: Pão Nosso, lição 67 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.