Todo conteúdo deste blog é publico.

Todo conteúdo deste blog é publico. Copie, imprima ou poste textos e imagens daqui em outros meios de comunicação. Vamos divulgar a Doutrina Espírita.

domingo, 12 de outubro de 2014

A Lenda da Rosa

Dizem que quando a Terra começava
A ser habitação de forças vivas,
Nas telas primitivas,
Tudo passara a ser agitação de festa;
As cidades nasciam
Em singelas aldeias na floresta...

A beleza imperava,
O verde resplendia,
Toda a vegetação se espalhava e crescia,
Dando refúgio e proteção
Aos animais,
Do mais fraco ao mais forte...

O progresso ganhava as marcas de alto porte.
No campo, as plantas todas,
Respiravam felizes,
Da folhagem no vento à calma das raízes;
Era um mundo de belos resplendores,
Adornado de flores,
Com uma estranha exceção...

Tão-somente, o espinheiro,
Era triste e sozinho
Uma espécie de monstro no caminho,
De que ninguém se aproximava,
Todo feito de pontas agressivas,
Recordando punhais de traiçoeiro corte,
Que anunciavam dor e feridas de morte...

De tanto padecer desprezo e solidão,
Um dia, o espinheiral,
Fitou o Azul Imenso e disse em oração:
- Senhor, que fiz de mal,
Para ser espancado e escarnecido,
Todos me evitam cautelosamente
Como se eu não devesse haver nascido...

Compadece-te, oh! Pai, da penúria que trago,
Terei culpa das garras que me deste?
Acendes astros mil para a noite celeste,
Vestes a madrugada em mantilhas vermelhas,
Dás lã para as ovelhas,
Inteligência aos cães, cântico às neves...

Estendeste no chão a bondade das fontes
Que deslizam suaves
Na força universal com que desdobras,
A amplitude sem fim dos horizontes,
Em cujo místico esplendor
Falas de majestade, paz e amor...

Não me abandones, Pai, às pedras dos caminhos,
Se posso, não desejo
Oferecer somente espinhos...

Quero servir-te à obra; aspiro a ser perfume,
Inspiração e cor, harmonia e beleza,
Para falar de ti nas leis da Natureza...

Dizem que Deus ouviu a inesperada prece
E notando a humildade e a contrição do espinheiral,
Mandou que, à noite, o orvalho lhe trouxesse,
Um prodígio imortal.

Na seguinte manhã, logo após a alvorada,
Por entre exalações maravilhosas,
O homem descobriu, de alma encantada,
Que Deus para mostrar-se o Pai e o Companheiro,
Atendendo a oração, pusera no espinheiro,
A primeira das rosas.

Autora: Maria Dolores


Fonte do texto: Internet Google.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Por Alguém Que Acaba de Morrer

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

59. PREFÁCIO. As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não objetivam, unicamente, dar-lhes um testemunho de simpatia: também têm por efeito auxiliar lhes o desprendimento e, desse modo, abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar. Ainda aí, porém, como em qualquer outra circunstância, a eficácia está na sinceridade do pensamento e não na quantidade das palavras que se profiram mais ou menos pomposamente e em que, amiúde, nenhuma parte toma o coração.

As preces que deste se elevam ressoam em torno do Espírito, cujas idéias ainda estão confusas, como as vozes amigas que nos fazem despertar do sono. (Cap. XXVII, n° l0.)

Prece: - Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de N..., a quem acabaste de chamar da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!

Bons Espíritos que o viestes receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia presto da perturbação inerente à passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para as reparar, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada.

N..., acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, presente aqui te achas entre nós; tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.

Despiste o envoltório grosseiro, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.

Já não tens diante de ti o véu que às nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.

Vais, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.

Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.

A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.

Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.

Nesse, onde te encontras, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.

Nota. - Podem acrescentar-se a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais, conforme as circunstâncias particulares de família ou de relações, bem como a posição social que ocupava o defunto.

Se se trata de uma criança, ensina-nos o Espiritismo que não está ali um Espírito de criação recente, mas um que já viveu e que pode, mesmo, já ser muito adiantado. Se foi curta a sua última existência, é que não devia passar de uma completação de prova, ou constituir uma prova para os pais. (Cap.V, n° 21.)

Prece (2) - Senhor onipotente, que a tua misericórdia se estenda sobre os nossos irmãos que acabam de deixar a Terra! Que a tua luz brilhe para eles! Tira-os das trevas; abre-lhes os olhos e os ouvidos! Que os bons Espíritos os cerquem e lhes façam ouvir palavras de paz e de esperança!
(1) Esta prece foi ditada a um médium de Bordéus, na ocasião em que passava pela sua casa o féretro de um desconhecido.

Senhor, ainda que muito indignos, ousamos implorar a tua misericordiosa indulgencia para este irmão nosso que acaba de ser chamado do exílio. Faze que o seu regresso seja o do filho pródigo.

Esquece, ó meu Deus, as faltas que haja cometido, para te lembrares somente do bem que haja praticado. Imutável é a tua justiça, nós o sabemos; mas, imenso é o teu amor. Suplicamos-te que abrandes aquela, na fonte de bondade que emana do teu seio.
Brilhe a luz para os teus olhos, irmão que vens de deixar a Terra!

Que os bons Espíritos de ti se aproximem, te cerquem e ajudem a romper as cadeias terrenas! Compreende e vê a grandeza do nosso Senhor: submete-te, sem queixumes, à sua justiça, porém, não desesperes nunca da sua misericórdia.

Irmão! que um sério retrospecto do teu passado te abra as portas do futuro, fazendo-te perceber as faltas que deixas para trás e o trabalho cuja execução te incumbe para as reparares!

Que Deus te perdoe e que os bons Espíritos te amparem e animem.

Por ti orarão os teus irmãos da Terra e pedem que por eles ores.

Assim seja.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A OSTRINHA PERSISTENTE

Era uma vez, uma ostrinha que morava dentro de uma concha, presa a um rochedo nas encostas do mar.

Um dia se formou um grande temporal, com muito vento, e o vento fez com que se formassem ondas muito grandes, que batiam no rochedo com grande violência, pondo em perigo a segurança da ostrinha.

E a ostrinha lutava muito para continuar firme no rochedo; porque as ostras ficam presas no rochedo por fiozinhos que são criados pela própria natureza.

As ondas eram muito violentas, batiam com muita força ocasionando o desprendimento de um pedaço de rocha indo atingir a concha; causando um pequeno ferimento na ostrinha.

A ostrinha chorou de dor, vertendo uma pequena lágrima, que ficou “guardada” dentro da concha.

Apesar da dor, a ostrinha não desanimou, não perdeu a fé, continuou a segurar-se na rocha, até que o temporal passou e o mar se acalmou.

E o tempo foi passando.

E aquela lágrima, que ficou guardada na sua concha, foi se transformando, até ficar uma linda pérola, perfeita e brilhante!

Se a ostrinha, tivesse perdido a fé, ela teria se desprendido da rocha e teria morrido no fundo do mar.

Mas sua coragem foi maior, e hoje ela é a ostrinha mais feliz daquela rocha, porque traz dentro de si uma pérola maravilhosa como prêmio de seu esforço, de sua luta para vencer.

Assim a ostrinha nos mostrou que a persistência nos faz vencer as dificuldades, e que a dor é o remédio que muitas vezes necessitamos para vencer. Que se não fosse aquele pequeno ferimento que lhe deu ocasião de verter uma lágrima, hoje ela não teria aquela pérola valiosa fruto de sua dor e de sua persistência.

Autora: Anna Vello Gaviolle.


Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Outubro de 2014 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a PITÁGORAS DE SAMOS.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A PORTA

“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.” – João, 10:7.

Não basta alcançar as qualidades da ovelha, quanto à mansidão e ternura, para atingir o Reino Divino.

É necessário que a ovelha reconheça a porta da redenção, com o discernimento imprescindível, e lhe guarde o rumo, despreocupando-se dos apelos de ordem inferior, a eclodirem das margens do caminho.

Daí concluirmos que a cordura, para ser vitoriosa, não dispensa a cautela na orientação a seguir.

Nem sempre a perda do rebanho decorre do ataque de feras, mas sim porque as ovelhas imprevidentes transpõem barreiras naturais, surdas à voz do pastor, ou cegas quanto às saídas justas, em demanda das pastagens que lhes competem.

Quantas são acometidas, de inesperado, pelo lobo terrível, porque, fascinadas pela verdura de pastos vizinhos, se desviam da estrada que lhes é própria, quebrando obstáculos para atender a destrutivos impulsos?

Assim acontece com os homens no curso da experiência.

Quantos espíritos nobres hão perdido oportunidades preciosas pela própria imprudência?

Senhores de admiráveis patrimônios, revelam-se, por vezes, arbitrários e caprichosos.

Na maioria das situações, copiam a ovelha virtuosa e útil que, após a conquista de vários títulos enobrecedores, esquece a porta a ser atingida e quebra as disciplinas benéficas e necessárias, para entregar-se ao lobo devorador.

Livro: Pão Nosso, lição 115 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DIREITO SAGRADO

“Porque a vós foi concedido, em relação ao Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.” – Paulo. (Filipenses, 1:29).

Cooperar pessoalmente com os administradores humanos, em sentido direto, sempre constitui objeto da ambição dos servidores dessa ou daquela organização terrestre.

Ato invariável de confiança, a partilha de responsabilidade, entre o superior que sabe determinar e fazer justiça e o subordinado que sabe servir, institui a base de harmonia para ação diária, realização essa que todas as instituições procuram atingir.

Muitos discípulos do Cristianismo parecem ignorar que, em relação a Jesus, a reciprocidade é a mesma, elevada ao grau máximo, no terreno da fidelidade e da compreensão.

Mais entendimento do programa divino significa maior expressão de testemunho individual nos serviços do Mestre.

Competência dilatada – deveres crescidos.

Mais luz – mais visão.

Muitos homens, naturalmente aproveitáveis em certas características intelectuais, mas ainda enfermos de mente, desejariam aceitar o Salvador e crescer n’Ele, mas não conseguem, de pronto, semelhante edificação íntima. Em vista da ignorância que não removem e dos caprichos que acariciam, falta-lhes a integração no direito de sentir as verdades de Jesus, o que somente conseguirão quando se reajustem, o que se faz indispensável.

Todavia, o discípulo admitido aos benefícios da crença, foi considerado digno de conviver espiritualmente com o Mestre. Entre ele e o Senhor já existe a partilha de confiança e da responsabilidade. Contudo, enquanto perseveram as alegrias de Belém e as glórias de Cafarnaum, o trabalho da fé se desdobra maravilhoso, mas, em sobrevindo a divisão das angústias da cruz, muitos aprendizes fogem receando o sofrimento e revelando-se indignos da escolha. Os que assim procedem, categorizam-se à conta de loucos, porquanto, subtrair-se à colaboração com o Cristo, é menosprezar um direito sagrado.

Livro: Pão Nosso, lição 104 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

NÓS E CÉSAR

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: – Daí, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” – Marcos, 12:17.

Em todo lugar do mundo, o homem encontrará sempre, de acordo com os seus próprios merecimentos, a figura de César, simbolizada no governo estatal.

Maus homens, sem dúvida, produzirão maus estadistas.

Coletividades ociosas e indiferentes receberão administrações desorganizadas.

De qualquer modo, a influência de César cercará a criatura, reclamando-lhe a execução dos compromissos materiais.

É imprescindível dar-lhe o que lhe pertence.

O aprendiz do Evangelho não deve invocar princípios religiosos ou idealismo individual para eximir-se dessas obrigações.

Se há erros nas leis, lembremos a extensão de nossos débitos para com a Providência Divina e colaboremos com a governança humana, oferecendo-lhe o nosso concurso em trabalho e boa vontade, conscientes de que desatenção ou revolta não nos resolvem os problemas.

Preferível é que o discípulo se sacrifique e sofra a demorar-se em atraso, ante as leis respeitáveis que o regem, transitoriamente, no plano físico, seja por indisciplina diante dos princípios estabelecidos ou por doentio entusiasmo que o tente a avançar demasiadamente na sua época.

Há decretos iníquos?

Recorda que já cooperaste com aqueles que te governam a paisagem material.

Vive em harmonia com os teus superiores e não te esqueças de que a melhor posição é a do equilíbrio.

Se pretendes viver retamente, não dês a César o vinagre da crítica acerba. Ajuda-o com o teu trabalho eficiente, no sadio desejo de acertar, convicto de que ele e nós somos filhos do mesmo Deus.

Livro: Pão Nosso, lição 102 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

EVITA CONTENDER

“Ao servo do Senhor não convém contender.” – Paulo. (II Timóteo, 2:24).

Foge aos que buscam demanda no serviço do Senhor.

Não estão eles à procura de claridade divina para o coração. Apenas disputam louvor e destaque no terreno das considerações passageiras.

Analisando as letras sagradas, não atraem recursos necessários à própria iluminação e, sim, os meios de se evidenciarem no personalismo inferior. Combatem os semelhantes que lhes não adotam a cartilha particular, atiram-se contra os serviços que lhes não guardam o controle direto, não colaboram senão do vértice para a base, não enxergam vantagens senão nas tarefas de que eles mesmos se incumbem.

Estimam as longas discussões a propósito da colocação de uma vírgula e perdem dias imensos para descobrir as contradições aparentes dos escritores consagrados ao ideal de Jesus. Jamais dispõem de tempo para os serviços da humildade cristã, interessados que se acham na evidência pessoal.

Encontram sempre grande estranheza na conjugação dos verbos ajudar, perdoar e servir. Fixam-se, invariavelmente, na zona imperfeita da humanidade e trazem azorragues nas mãos pelo mau gosto de vergastar.

Contendem acerca de todas as particularidades da edificação evangélica e, quando surgem perspectivas de acordo construtivo, criam novos motivos de perturbação.

Os que se incorporam ao Evangelho Salvador, por espírito de contenda, são dos maiores e dos mais sutis adversários do Reino de Deus.

É indispensável a vigilância do aprendiz, a fim de que se não perca no desvario das palavras contundentes e inúteis.

Não estamos convocados a querelar e, sim, a servir e a aprender com o Mestre; nem fomos chamados à entronização do “eu”, mas, sim, a cumprir os desígnios superiores na construção do Reino Divino em nós.

Livro: Pão Nosso, lição 98 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 20 de setembro de 2014

Alma das Almas

Há uma radiosa e eterna alma divina,
Que se irradia sobre a imensidade,
Alma da luz puríssima que invade
A cósmica amplidão que se ilumina.

Alma cheia de terna claridade,
Que alegrias dulcíssimas propina,
Espírito do bem que aclara e ensina
O caminho da vida e da verdade.

Alma das almas, cujo pensamento,
É a vibração do eterno movimento
Sem princípio e sem dia derradeiro...

Deus! – alma do amor que a tudo abraça,
Que é ciência, harmonia, aroma e graça,
Alma das almas do universo inteiro.


Autor: Cruz e Souza

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ação de Graças Pelo Bem Concedido aos Nossos Inimigos

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

48. PREFÁCIO. Não desejar mal aos seus inimigos é ser apenas meio caridoso. A verdadeira caridade quer que lhes almejemos o bem e que nos sintamos felizes com o bem que lhes advenha. (Cap. XII, nº 7 e nº 8).

49. Prece - Meu Deus, entendeste em tua justiça encher de júbilo o coração de N... Agradeço-te por ele, sem embargo do mal que me fez ou que tem procurado fazer-me. Se desse bem ele se aproveitasse para me humilhar, eu receberia isso como uma prova para a minha caridade.

Bons Espíritos que me protegeis, não permitais que me sinta pesaroso por isso. Isentai-me da inveja e do ciúme que rebaixam.

Inspirai-me, ao contrário, a generosidade que eleva. A humilhação está no mal e não no bem; e sabemos que, cedo ou tarde, justiça será feita a cada um, segundo suas obras.

Assim seja.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O LOBINHO VEGETARIANO

Toni era um Lobinho pertencente a uma família de lobos maus, porém, ele era diferente dos outros de sua espécie. Toni não nutria sentimentos de maldade dentro de si.

Quando todos iam caçar, procurava sempre se esconder, pois adorava admirar a natureza e colher morangos silvestres.

Todas as tardes os lobos se reuniam para contar suas façanhas. Nessa hora, Toni se calava, pois tinha receio de demonstrar seus sentimentos. Seus irmãos diziam orgulhosos:

- Hoje corri atrás de uma família de coelhos e devorei quase todos!

Lobinho ouvia tudo com tristeza. Não conseguia imaginar-se agindo daquela maneira, e pensava:

"Puxa, se eles descobrirem o que realmente eu gosto de comer, vão me expulsar".

Assim o tempo foi passando e Toni foi crescendo, porém magro, e isto preocupava o pai, que dizia, alertando sua companheira:

- Lobinho precisa caçar carne gorda.

- Meu bem - disse a companheira, deixe o Lobinho passar alguns dias com seu irmão, o Lobão, quem sabe ele não volta gordinho e esperto.

- Boa ideia! - concordou o pai.

Então Toni seguiu viagem, mas temeroso, pois não sabia como poderia enganar seu tio Lobão, afinal ele era o melhor dos lobos caçadores.

Durante a viagem, Toni orava e pedia a Deus que o iluminasse para que o tio não descobrisse os seus gostos alimentares.

Já no meio do caminho, Lobinho encontrou uma coelha, que, quando o avistou, saltou assustada para dentro de um buraco de uma árvore.

Lobinho parou diante da árvore e disse a Coelhinha:

- Por que foge de mim? Não vou lhe fazer mal algum.

A Coelha, tremendo de medo, colocou meio focinho para fora do buraco e disse:

- Você deve ser louco! Onde já se viu um lobo não comer coelhos!

Lobinho sorriu e disse:

- Claro que não sou maluco. É que não gosto de caçar e nem de comer carne. Vivo de frutas silvestres... - E começou a contar a sua história.

Foi assim que a Coelha se tornou amiga de Lobinho.

Toni foi seguindo viagem e logo às margens do riacho avistou a casinha de seu tio Lobão. Quando bateu na porta, ouviu uma voz rouca:

- Quem é que ousa perturbar meu descanso?

- Sou eu tio Lobão, Toni.

- Entre sobrinho.

Lobinho viu seu tio Lobão deitado entre os cobertores. Estaria doente? -pensou.

- O quê houve tio?

- Estou doente sobrinho. É que esses dias comi uma coelha que estava prenha.

Quando Lobinho ouviu aquilo, quase desmaiou, mas não podia chamar a atenção, e falou:

- Vou cuidar de você tio. Vou preparar uma boa sopa de legumes e fazer uma vitamina de morangos silvestres.

Lobão quis ficar bravo, mas não conseguiu, de tão fraco que estava.

Assim, durante alguns dias, tio Lobão ficou aos cuidados de seu sobrinho.

Numa linda manhã, Toni teve uma surpresa: nem bem o dia havia amanhecido e seu tio estava curado e bem disposto.

- Sobrinho, hoje vamos caçar!

Lobinho entrou em desespero. O que iria fazer? E se o tio descobrisse o seu segredo!

- Vamos, sobrinho, à caçada!

Já no meio da floresta Lobinho quis despistar o tio, mas não conseguiu. Envolvido em seus pensamentos, ouviu o tio dizer: Olhe Lobinho, uma boa caça!

Toni reconheceu a Coelha sua amiga, e pôs-se a orar.

Quando o tio já ia pulando sobre a caça, Lobinho gritou:

- Tio Lobão, esta deve ser da família daquela, lembra-se... O tio começou a passar mal só de pensar no seu sofrimento, e desistiu.

Lobinho teve que ficar cuidando do tio por mais tempo e, aos poucos, com jeitinho, foi acostumando-o a viver de maneira mais simples e a ter uma alimentação mais natural. É claro que o tio continuou sendo o Lobão mau, mas agora já não comia tanta carne como antes.

Crianças: Muitas vezes, para conseguirmos ajudar ao próximo, é preciso esconder o que realmente somos e as nossas virtudes, para não ofender e nem ser rejeitado. Não é mentir, mas reservar a verdade para a hora certa.

E nem devemos ter medo, pois Jesus ampara e ilumina quem tem fé e deseja ser bom.


Autor: Tia Mara. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

À Hora de Dormir

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 28 - COLETANIA DE PRECES ESPIRITAS

38. PREFÁCIO. O sono tem por fim dar repouso ao corpo; o Espírito, porém, não precisa repousar. Enquanto os sentidos físicos se acham entorpecidos, a alma se desprende, em parte, da matéria e entra no gozo das faculdades do Espírito.

O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai retemperar-se entre os outros Espíritos. Haure, no que vê, no que ouve e nos conselhos que lhe dão, ideias que, ao despertar, lhe surgem em estado de intuição.

É a volta temporária do exilado à sua verdadeira pátria. É o prisioneiro restituído por momentos à liberdade.

Mas, como se dá com o presidiário perverso, acontece que nem sempre o Espírito aproveita dessa hora de liberdade para seu adiantamento. Se conserva instintos maus, em vez de procurar a companhia de Espíritos bons, busca a de seus iguais e vai visitar os lugares onde possa dar livre curso aos seus pendores.

Eleve, pois, aquele que se ache compenetrado desta verdade, o seu pensamento a Deus, quando sinta aproximar-se o sono, e peça o conselho dos bons Espíritos e de todos cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham juntar-se lhe, nos curtos instantes de liberdade que lhe são concedidos, e, ao despertar, sentir-se-á mais forte contra o mal, mais corajoso diante da adversidade.

39. Prece. - Minha alma vai estar por alguns instantes com os outros Espíritos. Venham os bons ajudar-me com seus conselhos.

Faze, meu anjo guardião, que, ao despertar, eu conserve durável e salutar impressão desse convívio.

Assim seja.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A GATINHA EDUCADA

TEMA: BOAS MANEIRAS NO LAR

Mimi era uma linda gatinha que vivia no quintal de uma casa muito grande.

Vivia com sua pequenina família: Mamãe Gata e Papai Gato.

Apesar de pequena ainda, Mimi era uma gatinha muito bem educada.

Quando chegava da escola, guardava seu uniforme, guardava os cadernos, tomava o seu banho, e ia correndo perguntar à Mamãe Gata se ela precisava de alguma ajuda.

Sentava-se junto à mesa e enxugava os talheres; varria a cozinha; comprava o leite e o peixe para o almoço, ajudando assim a mamãe; durante todo o dia.

Fazia as tarefas da escola direitinho, e com muito capricho. Era querida por todos, e sentia-se muito feliz por isso.

Gostava muito da mamãe e do papai. Eram seus amigos e viviam como tal. Aonde um ia, lá se iam os outros. Até os vizinhos falavam:

— Que família bonita! Que gatinha educada eles criam!

Mimi se esforçava sempre por agradar aos pais.

Certo dia, d. Miau, sua vizinha, foi visitar Mamãe Gata. Mamãe Gata não estava, pois fora ao mercado.

Mimi recebeu d. Miau, com muita alegria. Ofereceu-lhe uma cadeira, e pensou, pensou. Uma laranjada!

Pediu licença à d. Miau e foi fazer uma gostosa laranjada. Pegou a laranja e subiu numa cadeira para pegar o copo. Estava alto demais! Ficou na pontinha dos pés e... A cadeira virou!! Pobre Mimi bateu a cabecinha no chão!

Mamãe Gata ia chegando e correu com d. Miau para acudir Mimi. Apesar de machucada. Mimi pensava:

O mais importante é ser educada e servir às pessoas.


Autor Desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sábado, 6 de setembro de 2014

A Criança e o Bem

Olha a criança e toma-a pela mão,
E a luz do Céu aponta-lhe, em seguida.
Pra que haja claridade pela vida
Que deverá viver com correção.

Que o Evangelho sirva de mediação
Entre o pequeno e a experiência vivida,
Pra que no bem seja a trilha mantida
Gerando amor e paz no coração.

Conduze seguramente a criança,
Pelos rumos da fé e da esperança
Renascida em busca da evolução.

Evita expô-la à sombra, ao vício, ao crime,
Mas, mostra-lhe que é o bem que nos redime,
Nas lidas diárias da renovação.


Mensagem psicografada por Raul Teixeira – Autor Espiritual: Jacy Pacheco.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

NUTRIÇÃO ESPIRITUAL

“Bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram.” – Paulo. (Hebreus, 13:9).

Há vícios de nutrição da alma, tanto quanto existem na alimentação do corpo.

Muitas pessoas trocam a água pura pelas bebidas excitantes, qual ocorre a muita gente que prefere lidar com a ilusão perniciosa, em se tratando dos problemas espirituais.

O alimento do coração, para ser efetivo na vida eterna, há de basear-se nas realidades simples do caminho evolutivo.

É imprescindível estejamos fortificados com os valores iluminativos, sem atender aos deslumbramentos da fantasia que procede do exterior. E justamente na estrada religiosa é que semelhante esforço exige mais amplo aprimoramento.

O crente, de maneira geral, está sempre sequioso de situações que lhe atendam aos caprichos nocivos, quanto o gastrônomo anseia pelos pratos exóticos; entretanto, da mesma sorte que os prazeres da mesa em nada aproveitam nas atividades essenciais, as sensações empolgantes da zona fenomênica se tornam inúteis ao espírito, quando este não possui recursos interiores suficientes para compreender as finalidades.

Inúmeros aprendizes guardam a experiência religiosa, que lhes diz respeito, por questão puramente intelectual. Imperioso, porém, é reconhecer que o alimento da alma para fixar-se, em definitivo, reclama o coração sinceramente interessando nas verdades divinas.

Quando um homem se coloca nessa posição íntima, fortifica-se realmente para a sublimação, porque reconhece tanto material de trabalho digno, em torno dos próprios passos, que qualquer sensação transitória, para ele, passa a localizar-se nos últimos degraus do caminho.

Livro: Pão Nosso, lição 134 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ONDE ESTÃO?

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” – Jesus. (Mateus, 11:29).

Dirigiu-se Jesus à multidão dos aflitos e desalentados proclamando o divino propósito de aliviá-los.

– “Vinde a mim! – clamou o Mestre – tomai sobre ‘vos o meu jugo, e aprendei comigo, que sou manso e humilde de coração!”.

Seu apelo amoroso vibra no mundo, através de todos os séculos do Cristianismo.

Compacta é a turba de desesperados e oprimidos da Terra, não obstante o amorável convite.

É que o Mestre no “Vinde a mim!” espera naturalmente que as almas inquietas e tristes o procurem para a aquisição do ensinamento divino. Mas nem todos os aflitos pretendem renunciar ao objeto de suas desesperações e nem todos os tristes querem fugir à sombra para o encontro com a luz.

A maioria dos desalentados chega a tentar a satisfação de caprichos criminosos com a proteção de Jesus, emitindo rogativas estranhas.

Entretanto, quando os sofredores se dirigirem sinceramente ao Cristo, hão de ouvi-lo, no silêncio do santuário interior, concitando-lhes o espírito a desprezar as disputas reprováveis do campo inferior.

Onde estão os aflitos da Terra que pretendem trocar os cativeiros das próprias paixões pelo suave jugo de Jesus-Cristo?

Para esses foram pronunciadas as santas palavras “Vinde a mim!”, reservando-lhes o Evangelho, poderosa luz para a renovação indispensável.

Livro: Pão Nosso, lição 130 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.