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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Recado da Esperança

Nas provações que te surjam,
Ergue a fronte e segue à frente,
Aceita, firme e contente,
O caminho tal qual é...
De pensamento tranquilo,
Não pares. Segue e não temas,
Sem crises e sem problemas
Ninguém sabe se tem fé.

Contratempo, desencanto,
Infortúnio, prejuízo,
Tribulações de improviso,
Dificuldades no lar...
Tudo isso se resume
Na escola que nos ensina
A entender a Lei Divina
Que nos impele a marchar.

Esquece os males do mundo,
Mesmo os mais rudes e amargos,
Abraço os próprios encargos
Por íntimos cireneus;
Onde estiveres, relembra
Que o mérito vem da prova,
Que o sofrimento renova
E a dor é bênção de Deus.


Autor: Maria Dolores

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

13 Limites da Encarnação

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 4 – Ninguém Pode Ver o Reino de Deus, Se Não Nascer de Novo


SÃO LUIS                                                                  Paris, 1859

24 – Quais são os limites da encarnação?

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se por isto se entende o envoltório que constitui o corpo do Espírito, pois a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Em certos mundos, mais avançados que a Terra, ele já se apresenta menos compacto, menos pesado e menos grosseiro, e consequentemente menos sujeito a vicissitudes. Num grau mais elevado, desmaterializa-se e acaba por se confundir com o perispírito. De acordo com o mundo a que o Espírito é chamado a viver, ele se reveste do envoltório apropriado à natureza desse mundo.

O perispírito mesmo sofre transformações sucessivas. Eteriza-se mais e mais, até a purificação completa, que constitui a natureza dos Espíritos puros. Se mundos especiais estão destinados, como estações aos Espíritos mais avançados, estes não ficam sujeitos a eles, como nos mundos inferiores: o estado de libertação que já atingiram permite-lhes viajar para toda parte, onde quer que sejam chamados pelas missões que lhes foram confiadas.

Se considerarmos a encarnação do ponto de vista material, tal como a vemos na Terra, podemos dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende do Espírito, portanto, libertar-se mais ou menos rapidamente da encarnação, trabalhando pela sua purificação.

Temos ainda a considerar que, no estado de erraticidade, ou seja, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito está em relação com a natureza do mundo a que o liga o seu grau de adiantamento. Assim, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, segundo for mais ou menos desmaterializado.


Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Frederico Reencarna

Frederico era um garoto feliz. Adorava o lugar onde vivia e os amigos que com ele partilhavam das muitas brincadeiras em meio às árvores e lindos jardins.

Além das brincadeiras, à tarde, todos iam às salas de estudo e lá aprendiam com os queridos tios e tias as lições de amor, de caridade e humildade, ensinadas pelo Mestre Maior: Jesus.

Certo dia, Saulo, seu grande amigo, trouxe-lhe uma notícia que o deixou meio triste. Era necessário que ele aprendesse algumas coisas, adquirisse umas tantas experiências, mas isto não poderia ser feito ali, nas escolas da Colônia.

Frederico teria que se mudar temporariamente para uma grande escola, um planeta chamado Terra.

Assustado Frederico chorou muito. Logo depois foi para um lugar sossegado no bosque, buscando pensar no que estava para acontecer com ele.

Ana, uma amiga muito querida, encontrou Frederico, sentou-se ao seu lado e esperou que seu choro se acalmasse. Frederico perguntou a Ana:

- Ana, por que eu tenho de ir embora? Eu sou tão feliz aqui. Terei feito algo de errado?

- Não, meu querido. Você nada fez de errado. O que está acontecendo chama-se Lei de Evolução

- Lei de Evolução? O que vem a ser?

- Lei de Evolução é a que dá a todos nós, filhos de Deus, oportunidades de, aos poucos, irmos eliminando os nossos defeitos e desenvolvendo as nossas virtudes, até atingirmos o maior grau possível de aperfeiçoamento. Para que isso ocorra; todos temos que nos submeter à experiência da reencarnação.

- Desculpe Ana, mas ainda não consegui entender por que é que eu tenho de ir.

- Meu querido é preciso nascer de novo, junto a aqueles que amamos ou junto daqueles que não amamos tanto assim, mas é preciso vencer as dificuldades, praticar o perdão e aprender sempre, desenvolvendo assim o amor no nosso coração.

- Ana; como vou viver sozinho, num lugar estranho, longe dos amigos que tenho aqui.

- Frederico, ninguém jamais está só. Você terá pais que o amarão muito e até irmãozinhos que o ajudarão no aprendizado.

Além do mais, nós estaremos te acompanhando de perto, em todos os momentos da sua vida terrena.

Frederico confiava em Ana, amava a Deus, conformou-se, na certeza de que Deus sempre faz o melhor para os Seus filhos.

Começou, então, uma nova fase na vida de Frederico. Todos os dias ele ia junto com o seu guardião Saulo, ao Departamento de Reencarnação, a fim de ser preparado para a nova tarefa. Isso incluía a escolha, pelos responsáveis, das características físico-biológicas do corpo carnal que ele iria receber, bem como o preparo para a miniaturização do seu perispírito, a fim de se adequar à forma do bebê.

Frederico, junto com seus amigos espirituais, foi levado em visita ao Planeta Terra para conhecer o lugar e as pessoas com quem passaria a viver.

Chegando numa casa simples, mas muito bonita, foram recebidos pelos Amigos Espirituais que protegiam aquele lar.

- Que bom vê-los. Já os esperávamos.

Na sala um casal ainda jovem sentava-se ao redor de uma mesa e realizavam o culto do evangelho no Lar. Do outro lado da mesa uma menina e um menino conversavam animadamente.

Frederico percebeu a luz que existia naquele lar e sentiu-se muito feliz.

Após a leitura do Evangelho a jovem senhora fez sentida prece, rogando as bênçãos de Jesus para sua família e para todos os necessitados.

Nesse momento, toda a casa iluminou-se.

Mais tarde, após acomodar as crianças em seus leitos, marido e mulher também se recolheram para o merecido descanso.

Conversaram um pouco e logo adormeceram.

Frederico aproximou-se daqueles que viriam a ser seus pais, olhou com simpatia e logo estremeceu. De onde os conhecia?

Pareciam-lhe tão familiares...

Sem entender porque, de repente sentiu uma enorme saudade de sua mãe. Onde estaria ela?

Aproximou-se, então daquela mulher e tocou-lhe os cabelos, sentiu que uma força maior o impelia para ela, ao mesmo tempo em que um sono irresistível fechava-lhe os olhos, sem que ele pudesse controlar-se. Aconchegou-se naqueles braços macios e caiu num profundo sono, perdendo a noção de si mesmo.

Saulo aproximou-se, beijou-lhe os cabelos e depois agradecendo a Jesus numa prece, retirou-se, voltando para a colônia. O casal que receberia Frederico reunia todas as condições morais para orientá-lo nessa nova existência. Além do mais, havia entre eles fortes laços afetivos, trazidos de várias vivências anteriores. Parte da sua missão, portanto, estava cumprida.

Os meses se passaram e numa linda manhã de primavera Frederico desperta frágil e assustado, numa sala de hospital, chorando muito, enquanto seus pais o amparam em seus braços sorrindo, felizes...

Ao redor do berço, Saulo e os amigos da Colônia entoam uma canção rogando a Deus que lhe dê as forças necessárias para o cumprimento da sua tarefa terrena.

Como resposta, uma intensa luz ilumina todo o quarto e Frederico, devagarzinho, vai parando de chorar e adormece com um sorriso nos lábios...
Livro: Frederico Reencarna – Autor: Rute Villas Boas e Ellen Pestili

Fonte da imagem e texto: Internet Google.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Fevereiro de 2016 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a ROLANDO MÁRIO RAMACCIOTTI.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

AO PARTIR O PÃO

“E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido ao partir do pão.” – Lucas, 24:35.

Muito importante o episódio em que o Mestre é reconhecido pelos discípulos que se dirigiam para Emaús, em desesperação.

Jesus seguira-os, qual amigo oculto, fixando-lhes a verdade no coração com as fórmulas verbais, carinhosas e doces.

Grande parte do caminho foi atravessada em companhia daquele homem, amoroso e sábio, que ambos interpretavam por generoso e simpático desconhecido e, somente ao partir do pão, reconhecem o Mestre muito amado.

Os dois aprendizes não conseguiram a identificação nem pelas palavras, nem pelo gesto afetuoso; contudo, tão logo surgiu o pão materializado, dissiparam todas as dúvidas e creram.

Não será o mesmo que vem ocorrendo no mundo há milênios?

Compactas multidões de candidatos à fé se afastam do serviço divino, por não atingirem, depois de certa expectação, as vantagens que aguardavam no imediatismo da luta humana. Sem garantia financeira, sem caprichos satisfeitos, não comungam na crença renovadora, respeitável e fiel.

É necessário combater semelhante miopia da alma.

Louvado seja o Senhor por todas as lições e testemunhos que nos confere, mas continuarás muito longe da verdade se o procuras apenas na divisão dos bens fragmentários e perecíveis.

Livro: Pão Nosso, lição 129 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

LÓGICA DA PROVIDENCIA

“Depois que fostes iluminados, suportastes grande combate de aflições.” – Paulo. (Hebreus, 10:32)

Os cultivadores da fé sincera costumam se indicados, no mundo, à conta de grandes sofredores.

Há mesmo quem afirme afastar-se deliberadamente dos círculos religiosos, temendo o contágio de padecimentos espirituais.

Os ímpios, os ignorantes e os fúteis exibem-se, espetacularmente, na via comum, através de traços bizarros da fantasia exterior; todavia, quando se abeiram das verdades celestes, antes de adquirirem acesso às alegrias permanentes da espiritualidade superior, atravessam grandes túneis de tristeza, abatimento e taciturnidade. O fenômeno, entretanto, é natural, porquanto haverá sempre ponderação após a loucura e remorso depois do desregramento.

O problema, contudo, abrange mais vasto círculo de esclarecimentos.

A misericórdia que se manifesta na justiça de Deus transcende à compreensão humana.

O Pai confere aos filhos ignorantes e transviados o direito às experiências mais fortes somente depois de serem iluminados. Só após aprenderem a ver com o espirito eterno é que a vida lhes oferece valores diferentes. Nascer-lhes-á nos corações, daí em diante, a força indispensável ao triunfo no grande combate das aflições.

Os frívolos e oportunistas, não obstante as aparências, são habitualmente almas frágeis, quais galhos secos que se quebram ao primeiro golpe da ventania. Os espíritos nobres, que suportam as tormentas do caminho terrestre, sabem disto. Só a luz espiritual garante o êxito das provações.

Ninguém concede a responsabilidade de um barco, cheio de preocupações e perigos, a simples crianças.

Livro: Pão Nosso, lição 60 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Bendita Sejas

Bendita sejas; mão piedosa e pura,
Em cujos doces dedos, de mansinho,
A caridade tece o brando arminho
Com que afagas miséria e desventura.

Estrela fulgurante em noite escura,
És a consolação, a paz e o ninho
Dos aflitos, que choram no caminho,
Sob as chagas da sombra e da amargura...

Mão que repartes luz, pão e agasalho,
Coroada na glória do trabalho,
A refulgir em todas as igrejas!...

Por toda a gratidão que te abençoa,
Mão que ajudas, contente, humilde e boa,
Deus te guarde, feliz! Bendita sejas!...


Autor: Auta de Souza

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

É PORQUE IGNORAM

“E isto vos farão, porque não conhecem o Pai, nem a mim”.  – Jesus. (João, 16:3).

Dolorosas perplexidades não raro assaltam os discípulos, inspirando-lhes interrogações.

Porque a desarmonia, em torno do esforço fraterno?

A jornada do bem encontra barreiras sombrias.

Tenta-se o estabelecimento da luz, mas a treva penetra as estradas.

Formulam-se projetos simples para a caridade que a má fé procura perturbar ao primeiro impulso de realização.

Quase sempre, a demonstração destrutiva parte de homens assinalados pela posição de evidência, indicados pela força das circunstâncias para exercer a função de orientadores do pensamento geral. São esses que, na maioria das ocasiões, se arvoram em expositores de imposições e exigências descabidas.

O aprendiz sincero de Jesus, todavia, não deve perder tempo com interrogações e ansiedade que se não justificam.

O Mestre Divino esclareceu esse grande problema por antecipação.

A ignorância é a fonte comum do desequilíbrio. E se esse ou aquele grupo de criaturas busca impedir as manifestações do bem, é que desconhece, por enquanto, as bênçãos do Céu.

Nada mais que isto.

É necessário, pois, esquecer as sombras que ainda dominam a maior parte dos setores terrestres, vivendo cada discípulo na luz que palpita no serviço do Senhor.

Livro: Pão Nosso, lição 128 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

12 Progressão dos Mundos

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 3 – HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

SANTO AGOSTINHO
Paris, 1862

19 – O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece, para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada.

Ao mesmo tempo em que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente os progressos do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário na natureza.

Quanto esta ideia é grandiosa e digna da majestade do Criador! E como, ao contrário, é pequena e indigna do seu poder aquela que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia da Terra, e restringe a humanidade a algumas criaturas que o habitam!

A Terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao de hoje, e atingirá; sob esses dois aspectos, um grau mais avançado. Ela chegou a um de seus períodos de transformação, e vai passar de mundo expiatório a mundo regenerador. Então os homens encontrarão nela a felicidade, porque a lei de Deus a governará.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

História sobre o Nascimento de Jesus

As crianças da Escolinha Verde Vida fizeram uma redação, que contava a história do nascimento de Jesus.

Vamos escutar a redação que elas fizeram?

"Há muito tempo, numa cidade chamada Belém, nasceu um menino que recebeu o nome de Jesus”.

Ele era filho de uma mulher chamada Maria e de um homem chamado José. José era carpinteiro e Maria, cuidava do lar.

No dia em que nasceu Jesus, Maria e José estavam viajando e não tinham lugar para dormir. Eles procuraram muito e acabaram achando um local pequeno, nos fundos de uma casa, onde os bois dormiam que se chama estrebaria.

E foi ali, naquele cantinho, que Jesus nasceu e, face ser uma estrebaria, Jesus dormia em uma manjedoura (local onde se coloca comida para os animais).

Jesus foi uma criança muito boa e sabia coisas que nem os adultos mais sábios da época sabiam. Ele ajudava a todos.

Quando ele ficou maior saiu viajando para muitas cidades, sempre ensinando as pessoas a serem bondosas, a serem amigas, a amarem umas às outras e jamais negou ajudar a quem quer que seja; se havia doentes (existiam muitos e muitos) lá estava ele impondo suas mãos e as curando.

Só que os homens do governo da época dele não gostavam muito dos ensinamentos de Jesus não; pois ele ensinava que havia muitas coisas mais além do poder, do ouro, das coisas materiais da vida; e todos os homens poderosos tinham receio de que Jesus tomasse o lugar deles.

Eles não entendiam que Jesus tinha vindo ensinar coisas mais profundas, mais verdadeiras e mais eternas.

Diante desse receio que eles tinham; saíram a perseguir Jesus e a todos aqueles que dele gostava, daqueles que o seguiam (era muita e muita gente que queria estar sempre perto de Jesus).

No final, acabaram prendendo Jesus e, em um julgamento popular, o condenaram a morrer.

E assim Jesus foi crucificado. Mas ele não morreu não, foi só seu corpo de carne, como o nosso, que morreu. Depois de alguns dias, seu espírito apareceu para aqueles seus amigos mais chegados.

Esses mesmos amigos passaram então a seguir os ensinamentos de Jesus e saíram a ensinar toda gente sobre quem foi e o que ensinava Jesus.

São esses ensinamentos que eles escreveram e que existem até hoje, pois são ensinamentos permanentes e verdadeiros.

Autor: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

Fonte do texto e imagem: Internet Google.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Lei de Retorno

“E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação”. – Jesus. (João, 5:29).

Em raras passagens do Evangelho, a lei reencarnacionista permanece tão clara quanto aqui, em que o ensino do Mestre se reporta à ressurreição da condenação.

Como entenderiam estas palavras os teólogos interessados na existência de um inferno ardente e imperecível?

As criaturas dedicadas ao bem encontrarão a fonte da vida em se banhando nas águas da morte corporal. Suas realizações no porvir seguem na ascensão justa, em correspondência direta com o esforço perseverante que desenvolveram no rumo da espiritualidade santificadora, todavia, os que se comprazem no mal cancelam as próprias possibilidades de ressurreição na luz.

Cumpre-lhes a repetição do curso expiatório.

É a volta à lição ou ao remédio.

Não lhes surge diferente alternativa.

A lei de retorno, pois, está contida amplamente nessa síntese de Jesus.

Ressurreição é ressurgimento. E o sentido de renovação não se compadece com a teoria das penas eternas.

Nas sentenças sumárias e definitivas não há recurso salvador.

Através da referencia do Mestre, contudo, observamos que a Providência Divina é muito mais rica e magnânima que parece.

Haverá ressurreição para todos, apenas com a diferença de que os bons tê-la-ão em vida nova e os maus em nova condenação, decorrente da criação reprovável deles mesmos.

Livro: Pão Nosso, lição 127 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da Imagem: Internet

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

JESUS PARA O HOMEM

“E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.” – Paulo. (Filipenses, 2:8).

O Mestre desceu para servir,

Do esplendor à escuridão...                     

Da alvorada eterna à noite plena...

Das estrelas à manjedoura...

Do infinito à limitação...

Da glória à carpintaria...

Da grandeza à abnegação...

Da divindade dos anjos à miséria dos homens...

Da companhia dos gênios sublimes à convivência dos pecadores...

De governador do mundo a servo de todos...

De credor magnânimo a escravo...

De benfeitor a perseguido...

De salvador a desamparado...

De emissário do amor à vítima do ódio...

De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...

De celeste pastor à ovelha oprimida...

De poderoso trono à cruz do martírio...

Do verbo santificante ao angustiado silêncio...

De advogado das criaturas a réu sem defesa...

Dos braços dos amigos ao contato de ladrões...

Do doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...

Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!

Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?

Livro: Pão Nosso, lição 62 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Ama e Espera

Emudece o teu pranto. Cala o grito
De revolta na dor que te encarcera,
Por mais negra, mais rude, mais sincera,
A mágoa estranha de teu peito aflito.

Em toda a Terra há lagrimas e conflito,
Ruínas do mundo que se desespera...
Ama e sofre, trabalha e persevera
Na esperança de paz e de infinito.

Peregrino do campo atormentado,
Rompe os elos e as trevas do passado,
Fita a luz do porvir resplandecente.

Muito além do terrível sorvedouro,
Nas estradas liriais de acanto e louro,
O sol do amor refulge eternamente.


Autor: Cruz e Souza

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O ESPINHO

“E para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, mensageiro de Satanás.” – Paulo. (II Coríntios, 12:7)

Atitude sumamente perigosa louvar o homem a si mesmo, presumindo desconhecer que se encontra em plano de serviço árduo, dentro do qual lhe compete emitir diariamente testemunhos difíceis.

É posição mental, não somente ameaçadora, quanto falsa, porque lá vem um momento inesperado em que o espinho do coração aparece.

O discípulo prudente alimentará a confiança sem bazófia, revelando-se corajoso sem ser metediço. Reconhece a extensão de suas dívidas para com o Mestre e não encontra glória em si mesmo, por verificar que toda glória pertence a Ele mesmo, o Senhor.

Não são poucos os homens do mundo, invigilantes e inquietos, que, após receberem o incenso da multidão, passam a curtir as amarguras da soledade; muitos deles se comprazem nos galarins da fama, qual se estivesse convertidos em ídolos eternos, para chorarem, mais tarde, a sós, com o seu espinho ignorado nos recessos do ser.

Porque assumir posição de mestre infalível, quando não passamos de simples aprendizes?

Não será mais justo servir ao Senhor, na mocidade ou na velhice, na abundância ou na escassez, na administração ou da subalternidade, com o espírito de ponderação, observando os nossos pontos vulneráveis, na insuficiência e imperfeição do que temos sido, até agora?

Lembremo-nos de que Paulo de Tarso esteve com Jesus pessoalmente; foi indicado para o serviço divino em Antioquia pelas próprias vozes do Céu; lutou, trabalhou e sofreu pelo Evangelho do Reino e, escrevendo aos coríntios, já envelhecido e cansado, ainda se referiu ao espinho que lhe foi dado para que se não exaltasse no sublime trabalho das revelações.

Livro: Pão Nosso, lição 126 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

11 Mundos Regeneradores

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 3 – HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

SANTO AGOSTINHO

Paris, 1862

16 – Entre essas estrelas que cintilam na abóbada azulada, quantas delas são mundos, como o vosso; designados pelo Senhor para expiação e provas! Mas há também entre elas mundos mais infelizes e melhores, como há mundos transitórios, que podemos chamar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, girando no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo mundos primitivos, de provas, de regeneração e de felicidade. Já ouvistes falar desses mundos em que a alma nascente é colocada, ainda ignorante do bem e do mal, para que possa marchar em direção a Deus, senhora de si mesma, na posse do seu livre-arbítrio. Já ouvistes falar das amplas faculdades de que a alma foi dotada, para praticar o bem. Mas ai!, existem as que sucumbem! Então Deus, que não quer aniquilá-las, permite-lhes ir a esses mundos em que, de encarnações em encarnações podem fazer-se novamente dignas da glória a que foram destinadas.

17 – Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a paz e o descanso, acabando por se purificar. Sem dúvida, mesmo nesses mundos, o homem ainda está sujeito às leis que regem a matéria. A humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas está isenta das paixões desordenadas que vos escravizam. Neles, não há mais o orgulho que emudece o coração, a inveja que o tortura e o ódio que os asfixia. A palavra amor está escrita em todas as frontes; uma perfeita equidade regula as relações sociais; todos manifestam a Deus e procuram elevar-se a Ele, seguindo as suas leis.

Nesses mundos, contudo, ainda não existe a perfeita felicidade, mas a aurora da felicidade. O homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito às vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda tem provas a sofrer, mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação.

Comparados à Terra, esses mundos são mais felizes, e muito de vós gostariam de habitá-los, porque representa a calma após a tempestade, a convalescença após uma doença cruel. Menos absorvido pelas coisas materiais, o homem entrevê melhor o futuro do que vós; compreende que são outras as alegrias prometidas pelo Senhor aos que se tornam dignos, quando a morte ceifar novamente os seus corpos, para lhes dar a verdadeira vida. É então que a alma liberta poderá pairar sobre os horizontes. Não mais os sentidos materiais e grosseiros, mas os sentidos de um perispírito puro e celeste, aspirando às emanações de Deus, sob os aromas do amor e da caridade, que se expandem do seu seio.

18 - Mas, ah!, nesses mundos o homem ainda é falível, e o Espírito do mal ainda não perdeu completamente o seu domínio sobre ele.

Não avançar é recuar, e se ele não estiver firme no caminho do bem, pode cair novamente em mundos de expiação, onde o esperam novas e mais terríveis provas. Contemplai, pois, durante a noite, na hora do repouso e da prece, essa abóbada azulada, e entre as inumeráveis esferas que brilham sobre as vossas cabeças, procurai as que levam a Deus, e pedi que um mundo regenerador vos abrisse o seu seio, após a expiação na Terra.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

CONSCIÊNCIAS

Ao rei Tajuan, do Iémene, numa audiência rotineira, foram trazidos cinco malfeitores que lhe haviam requerido proteção e misericórdia.

Seguido de guardas vigilantes, aproximou-se o primeiro e rogou em lágrimas, após beijar o escabelo em que o soberano punha os pés:

- Perdão, ó rei! Juro pelo Altíssimo que não matei com intenção… Comecei a discutir com o ladrão de meus cavalos e, em certo momento, senti a cabeça turva… Rolei no chão sobre o meu contendor e, quando me dominei, o gatuno estava morto! Piedade! Piedade para mim, que não tive força de governar o coração!… Só agora, na prisão, ouvi a palavra de um homem que repetia as lições do Profeta… Só agora, compreendo que errei!

...O soberano chamou o vizir que o acompanha e determinou que entregassem ao réu aos cuidados de um médico, a fim que fosse julgado com indulgência, depois do tratamento preciso.

Adiantou-se o segundo e clamou, submisso:

- Glorificado seja Alá, em vossa presença, ó rei generoso! Compadecei-vos de mim, que sou ignorante e mau! Jamais pude ler uma só frase dos Sagrados Preceitos e somente agora, depois de embriagar-me e espancar meu pai, inconscientemente, é que vim a saber que o homem não deve crescer como as bestas do campo!…

O rei fitou-o, compassivo, e determinou que o denunciado fosse prontamente admitido à escola.

Veio o terceiro e implorou:

- Clemência para mim, ó representante de Alá… Sou analfabeto. Desde a infância, trabalho no mercado para sustentar meus avós paralíticos… Observando que vários negociantes obtinham maiores lucros, roubando nos pesos, não hesitei seguir-lhes os maus exemplos. Juro pela memória de meus pais que não sabia o que andava fazendo…

Tajuan, complacente, recomendou medidas para que o desventurado permanecesse, largo tempo, sob as lições de um guia espiritual.

O quarto réu abeirou-se do estrado real e suplicou:

- Perdão, perdão ó rei justo! Assaltei a casa do avarento Aquibar, porque não mais suportava a penúria… Tenho mulher e nove filhos famintos e enfermos!… Sou um cão batido pelo sofrimento… Cresci na areia, sem ninguém que me quisesse… Sei que Alá existe, porque é impossível haja sol e caia chuva sem um pai que nos olhe do céu, mas nunca aprendi a soletrar o nome do Eterno!…

Extremamente comovido, Tajuan solicitou ao ministro expedisse socorro urgente à choupana do infeliz e ordenou que um mestre o instruísse nos deveres do homem de bem, antes que a falta subisse a mais ampla consideração dos juízes.

Por último, apresentou-se um homem de porte orgulhoso, que fez a reverência de estilo e solicitou:

- Sapientíssimo Rei, peço a vossa benevolência para mim, que tive a desventura de furtar um adereço de brilhantes, na festa de Joanan ben Kisma, judeu rico e preguiçoso, conhecido inimigo de nossa nação… Conheço as leis que nos regem e acato os ensinamentos do Profeta, mas não pude resistir à tentação de levar comigo uma joia do usurário que as possui aos montões…

Benevolência, ó Rei Tajuan! Rogo a vossa benevolência!…

O soberano, porém, franziu a testa, contrariado e, com assombro de todos os circunstantes, determinou que o árabe culto recebesse, atado a um poste, trinta e seis chicotadas, ali mesmo, diante de seus olhos, para, em seguida, ser trancafiado no cárcere por dois anos.

- Pela glória de Alá, ó rei sábio! – exclamou, confundido, o vizir a cuja autoridade se rogara auxílio para o distinto acusado – como interpretar a vossa munificência? Destes medicação a um criminoso, escola a um ébrio e socorro material e moral a dois ladrões, e indicais pena assim tão cruel a um filho de nosso povo que venera o Profeta, unicamente pelo fato de haver desaparecido uma joia dos tesouros de um agiota desprezível?

- Por isso mesmo, ó vizir, por isso mesmo! – falou Tajuan, desencantado – por saber tanto, é mais responsável… Os quatro primeiros eram ignorantes e todos os ignorantes são infelizes, mas o quinto culpado é um homem finamente instruído e sabe perfeitamente o que deve fazer!

“Há quem afirme que nós, os que nos fizemos espíritas, encarnados ou desencarnados, sofremos mais que os nossos semelhantes, carregando aparentemente cruzes mais pesadas; no entanto, nós os espíritas, conhecemos as leis que nos governam os destinos e, por essa razão, mais responsáveis somos pelos nossos atos”.

Livro: Relatos da Vida – Médium: Chico Xavier – Espírito: Irmão X.

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