Hoje
foi postada a biografia do mês de Novembro de 2015 na coluna "Grandes
Nomes do Espiritismo" em homenagem a ROMEU DO AMARAL CAMARGO.
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domingo, 1 de novembro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
AJUDA SEMPRE
“Mas Paulo respondeu: que fazeis vós, chorando
e magoando-me o coração?” – Atos, 21:13.
Constitui
passagem das mais dramáticas nos Atos dos Apóstolos aquela em que Paulo de
Tarso se prepara, à frente dos testemunhos que o aguardavam em Jerusalém.
Na alma heroica
do lutador não paira qualquer sombra de hesitação.
Seu
espírito, com sempre, está pronto. Mas, os companheiros choram e se lastimam;
e, do coração sensível e valoroso do batalhador do Evangelho, flui a indagação
dolorosa.
Não obstante
a energia serena que lhe domina a organização vigorosa, Paulo sentia falta de
amigos tão corajosos quanto ele mesmo.
Os
companheiros que o seguiam estavam sinceramente dispostos ao sacrifício,
entretanto, não sabiam manifestar os sentimentos da alma fiel.
É que o
pranto ou a lamentação jamais ajudam nos instantes de testemunho difícil. Quem
chora, ao lado de um amigo em posição perigosa, desorganiza lhe a resistência.
Jesus chorou
no Horto, quando sozinho, mas, em Jerusalém, sob o peso da cruz, roga às
mulheres generosas que O amparavam a cessação das lágrimas angustiosas. Na
alvorada da Ressurreição, pede a Madalena esclareça o motivo do pranto, junto
ao sepulcro.
A lição é
significativa para todo o aprendiz.
Se um ente
amado permanece mais tempo sob a tempestade necessária, não te entregues a
desesperos inúteis. A queixa não soluciona problemas.
Ao invés de
magoá-lo com soluços, aproxima-te dele e estende-lhe as mãos.
Livro: Pão
Nosso, lição 119 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
RESPONDER
"A vossa palavra seja sempre agradável,
temperada com sal, para que saibas como responder a cada um." - Paulo
(COLOSSENSES, 4:6).
O ato de
responder proveitosamente a inteligências heterogêneas exige qualidades
superiores que o homem deve esforçar-se por adquirir.
Nem todos os
argumentos podem ser endereçados, indistintamente, à coletividade dos
companheiros que lutam entre si, nas tarefas evolutivas e redentoras.
Necessário redarguir, com acerto, a cada um. Ao que lida no campo, não devemos
retrucar mencionando espetáculos da cidade; ao que comenta dificuldades ásperas
do caminho individualista, não se replicará com informações científicas de alta
envergadura.
Primeiramente,
é imprescindível não desagradar a quem ouve, temperando a atitude verbal com a
legítima compreensão dos problemas da vida, constituindo-nos um dever
contribuir para que os desviados da simplicidade e da utilidade se reajustem.
Toda
resposta em assunto importante é remédio. É indispensável saber dosá-lo, com
vista aos efeitos. Cada criatura tolerará, com benefício, determinada
dinamização. As próprias soluções da verdade e do amor não devem ser
administradas sem esse critério. Aplicada em porções inadequadas, a verdade
poderá destruir, tanto quanto o amor costuma perder...
Ainda que
sejas interpelado pelo maior malfeitor do mundo, deves guardar uma atitude
agradável e digna para informar ou esclarecer.
Saber
responder é virtude do quadro da sabedoria celestial. Em favor de ti mesmo, não
olvides o melhor modo de atender a cada um.
Livro: Pão
Nosso, lição 77 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
O SENHOR DÁ SEMPRE
“Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas
dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Celestial o Espírito-Santo
àqueles que lho pedirem?” – Jesus. (Lucas, 11:13).
Um pai
terrestre, não obstante o carinho cego com que muitas vezes envolve o coração,
sempre sabe cercar o filho de dádivas proveitosas.
Por que
motivo o Pai Celestial, cheio de sabedoria e amor, permaneceria surdo e imóvel
perante as nossas súplicas?
O
devotamento paternal do Supremo Senhor nos rodeia em toda a parte. Importa,
contudo, não viciarmos o entendimento.
Lembremo-nos
de que a Providência Divina opera invariavelmente para o bem infinito.
Liberta a
atmosfera asfixiante com os recursos da tempestade.
Defende a
flor com espinhos.
Protege a
plantação útil com adubos desagradáveis.
Sustenta a
verdura dos vales com a dureza das rochas.
Assim
também, nos círculos de lutas planetárias, acontecimentos que nos parecem
desastrosos à atividade particular, representam escoras ao nosso equilíbrio e
ao nosso êxito, enquanto que fenômenos interpretados como calamidades na ordem
coletiva constituem enormes benefícios públicos.
Roga, pois,
ao Senhor a bênção da Luz Divina para o teu coração e para a tua inteligência,
a fim de que te não percas no labirinto dos problemas; contudo, não te esqueças
de que, na maioria das ocasiões, o socorro inicial do Céu nos vem ao caminho
comum, através de angústias e desenganos.
Aguarda,
porém, confiante, a passagem dos dias. O tempo é o nosso explicador silencioso
e te revelará ao coração a bondade infinita do Pai que nos restaura a saúde da
alma, por intermédio do espinho da desilusão ou do amargoso elixir do
sofrimento.
Livro: Pão
Nosso, lição 63 - Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sábado, 24 de outubro de 2015
A Grande Vitória
Reacendem-se
os fogos da batalha.
Chora de
angústia o mundo miserando,
Caim passa,
de novo, dominando,
A
civilização que se estraçalha...
As bastardas
paixões gritam em bando,
Misturando-se
no coro da metralha,
Tudo pavor e
morte, sem que valha,
A voz da fé
no vórtice nefando.
Sobre as
filosofias dos compêndios.
Há misérias,
canhões, trevas, incêndios,
Desventuras
que o homem não socorre!
Mas o
Cristo, que nunca desespera,
Ama sempre e
elabora a nova era
Na vitória
do bem que nunca morre.
Autor:
Augusto dos Anjos
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
É PARA ISTO
“Não retribuindo mal por mal, nem injúria
por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes
chamados.” – I Pedro, 3:9.
A fileira
dos que reclamam foi sempre numerosa em todas as tarefas do bem.
No
apostolado evangélico, reparamos, igualmente, essa regra geral.
Muitos
aprendizes, em obediência ao pernicioso hábito, preferem o caminho dos atritos
ou das dissidências escandalosas. No entanto, mais algum raciocínio despertaria
a comunidade dos discípulos para a maior compreensão.
Convidar-nos-ia
Jesus a conflitos estéreis, tão só para repetir os quadros do capricho
individual ou da força tiranizante?
Se assim
fora, o ministério do Reino estaria confiado aos teimosos, aos discutidores,
aos gigantes da energia física.
É
contrassenso desfazer-se o servidor da Boa-Nova em lamentações que não
encontram razão de ser.
Amarguras,
perseguições, calúnia, brutalidade, desentendimento?
São velhas
configurações que atormentam as almas na Terra. A fim de contribuir na extinção
delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras. Não as alimentes,
emprestando-lhes excessivo apreço.
O cristão é
um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre.
Pensa nisto
e busca entender a significação do verbo suportar.
Não olvides
a obrigação de servir com Jesus.
É para isto
que fomos chamados.
Livro: Pão
Nosso, lição 118 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da
imagem: Internet Google.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
7 Diferentes Estados da Alma na Erraticidade
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 3 – HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI
1 – Não se turbe o vosso coração. Crede em
Deus, crede também em mim. – Há muitas moradas na casa de meu pai. Se assim não
fosse, eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos o lugar. E depois que eu me
for, e vos aparelhar o lugar, virei outra vez e tomar-vos-ei para mim, para que
lá onde estiver, estejais vós também. (João, XIV:1-3).
2 – A Casa
do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço
infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu
adiantamento.
Independentemente
da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser interpretadas pelo
estado feliz dos Espíritos na erraticidade. Conforme for ele mais ou menos puro
e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver, o aspecto das coisas,
as sensações que experimentar, as percepções que possuir, tudo isso varia ao
infinito.
Enquanto
uns, por exemplo, não podem afastar-se do meio em que viveram, outros se elevam
e percorrem o espaço e os mundos.
Enquanto
certos Espíritos culpados erram nas trevas, os felizes gozam de uma luz
resplandecente e do sublime espetáculo do infinito.
Enquanto,
enfim, o malvado, cheio de remorsos e pesares, frequentemente só, sem
consolações, separado dos objetos da sua afeição, geme sob a opressão dos sofrimentos
morais, o justo, junto aos que ama, goza de uma indizível felicidade.
Essas também
são, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas.
Fonte da imagem:
Internet Google.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
ESTRELA DE CINCO RAIOS
Quando
psicografava o livro Paulo e Estevão, do Espírito Emmanuel, Francisco Cândido
Xavier via, ao seu lado, um sapo feio, gorduchão, que o amedrontava muito…
No
princípio, distava-lhe alguns metros. Depois, à proporção que a grande obra
chegava ao fim, o sapo estava quase aos pés do médium.
Isto lhe
dava um mal-estar intraduzível.
Emmanuel,
observando-lhe o receio, diz-lhe:
– O sapo é
um animal inofensivo, um abnegado jardineiro, que limpa os jardins dos insetos
perniciosos. Não compreendo, pois, sua antipatia pelo pobre batráquio… Procure
observá-lo mais de perto, com simpatia, e acabará sentindo-lhe estima.
Após
ponderação justa de seu Guia, o Chico começou a ter simpatia pelo sapo, e
achar-lhe até certa beleza, particular utilidade, um verdadeiro servidor.
Terminou a
recepção do formoso livro e Emmanuel, completando o asserto, pondera-lhe,
bondoso:
– O homem,
Chico, será um dia, uma Estrela de Cinco Raios, quando possuir os pés, as mãos,
e a cabeça alevantados, liberados.
Já possui
três raios: as mãos e a cabeça, faltando-lhes os dois pés, os quais serão
libertados quando perder a atração da Terra.
Existem, no
entanto, germes, animais, seres outros, com os cinco raios voltados para baixo,
para a Terra, sugando-lhe o seio, vivendo de sua vida.
Assim é o
sapo, coitado, que luta intensamente para levantar um raio, pelo menos a
cabeça. O boi já possui a cabeça alevantada, já que progrediu um pouco.
É preciso,
pois, que o Homem sinta a graça que já guarda e lute, através dos três raios já
suspensos, pela aquisição dos outros dois.
Que saiba
sofrer, amar, perdoar, renunciar, até libertar-se do erro, dos vícios, das
paixões, e, desta forma, terá livres os pés para transformar-se numa Estrela de
Cinco Raios e participar da vida de outras Constelações, em meio das quais
brilha uma Estrela Maior, que é Jesus.
Livro: Na
Intimidade – Médium: Chico Xavier – Espírito: Ramiro Gama
Fonte da imagem: Internet Google.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
EM FAMÍLIA
“Aprendam primeiro a exercer piedade para
com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isto é bom e
agradável diante de Deus.” – Paulo (I Timóteo, 5:4)
A luta em
família é problema fundamental da redenção do homem na Terra. Como seremos
benfeitores de cem ou mil pessoas, se ainda não aprendemos a servir cinco ou
dez criaturas? Esta é indagação lógica que se estende a todos os discípulos
sinceros do Cristianismo.
Bom pregador
e mau servidor são dois títulos que se não coadunam.
O apóstolo
aconselha o exercício da piedade no centro das atividades domésticas,
entretanto, não alude à piedade que chora sem coragem ante os enigmas
aflitivos, mas àquela que conhece as zonas nevrálgicas da casa e se esforça por
eliminá-las, aguardando a decisão divina a seu tempo.
Conhecemos
numerosos irmãos que se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os que se lhes
agregaram ao círculo pessoal, através dos laços consanguíneos, entregando-se,
por isso, a lamentável desânimo.
É
imprescindível, contudo, examinar a transitoriedade das ligações corpóreas,
ponderando que não existem uniões casuais no lar terreno. Preponderam aí, por
enquanto, as provas salvadoras ou regenerativas. Ninguém despreze, portanto,
esse campo sagrado de serviço por mais se sinta acabrunhado na incompreensão.
Constituiria falta grave esquecer-lhes as infinitas possibilidades de trabalho
iluminativo.
É impossível
auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma casa
pequena – aquela em que a Vontade do Pai nos sitiou, a título precário.
Antes da
grande projeção pessoal na obra coletiva, aprenda o discípulo a cooperar, em
favor dos familiares, no dia de hoje, convicto de que semelhante esforço
representa realização essencial.
Livro: Pão
Nosso, lição 117 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
ATÉ AO FIM
“Mas aquele que perseverar até o fim será
salvo.” – Jesus. (Mateus, 24:13).
Aqui não
vemos Jesus referir-se a um fim que simbolize término e, sim, à finalidade, ao
alvo, ao objetivo.
O Evangelho
será pregado aos povos para que as criaturas compreendam e alcancem os fins
superiores da vida.
Eis porque
apenas conseguem quebrar o casulo da condição de animalidade aqueles Espíritos
encarnados que sabem perseverar.
Quando o
Mestre louvou a persistência, evidenciava a tarefa árdua dos que procuram as
excelências do caminho espiritual.
É necessário
apagar as falsas noções de favores gratuitos da Divindade.
Ninguém se
furtará, impune, à percentagem de esforço que lhe cabe na obra de
aperfeiçoamento próprio.
As portas do
Céu permanecem abertas. Nunca foram cerradas. Todavia, para que o homem se
eleve até lá, precisa asas de amor e sabedoria.
Para isto,
concede o Supremo Senhor extensa cópia do material de misericórdia a todas as
criaturas, conferindo, entretanto, a cada um o dever de talhá-las. Semelhante
tarefa, porém, demanda enorme esforço. A fim de concluí-la, recruta-se a
contribuição dos dias e das existências.
Muita gente
se desanima e prefere estacionar, séculos a fio, nos laboratórios da
inferioridade; todavia, os bons trabalhadores sabem perseverar, até atingirem
as finalidades divinas do caminho terrestre, continuando em trajetória sublime
para a perfeição.
Livro: Pão
Nosso, lição 36 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
OUÇAM-NOS
“Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os
profetas; ouçam-nos”. - Lucas, 16:29.
A resposta
de Abraão ao rico da parábola ainda é ensinamento de todos os dias, no caminho
comum.
Inúmeras
pessoas se aproximam das fontes de revelação espiritual, entretanto, não
conseguem a libertação dos laços egoísticos de modo que vejam e ouçam; qual
lhes convém aos interesses essenciais.
Há
precisamente um século, estabeleceu-se intercâmbio mais intenso entre os dois
planos, na grande movimentação do Cristianismo redivivo; contudo, há aprendizes
que contemplam o céu, angustiados tão só porque nunca receberam a mensagem
direta de um pai ou de um filho na experiência humana.
Alguns
chegam ao disparate de se desviarem da senda alegando tais motivos. Para esses,
o fenômeno e a revelação no Espiritismo evangélico são simples conjunto de
inverdades, porque nada obtiveram de parentes mortos, em consecutivos anos de
observação.
Isso, porém,
não passa de contra–senso.
Quem poderá
garantir a perpetuidade dos elos frágeis das ligações terrestres?
O impulso
animal tem limites.
Ninguém
justifique a própria cegueira com a insatisfação do capricho pessoal.
O mundo está
repleto de mensagens e emissários há milênios. O grande problema, no entanto,
não está em requisitar-se a verdade para atender ao círculo exclusivista da
cada criatura, mas na deliberação de cada homem, quanto a caminhar com o
próprio valor, na direção das realidades eternas.
Livro: Pão
Nosso, lição 116 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
SALÁRIOS
“E contentai-vos com o vosso soldo.” – João
Batista. (Lucas, 3:14).
A resposta
de João Batista aos soldados que lhe rogavam esclarecimentos é modelo de
concisão e bom senso.
Muita gente
se perde através de inextricáveis labirintos, em virtude da compreensão
deficiente acerca dos problemas de remuneração na vida comum.
Operários
existem que reclamam salários devidos a ministros, sem cogitarem das graves
responsabilidades que, não raro, convertem os administradores do mundo em
vítimas de inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de
representações e banquetes.
Há homens
cultos que vendem a paz do lar em troca da dilatação de vencimentos.
Inúmeras
pessoas seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e descrentes, enfermas
e aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais que as
circunstâncias do caminho humano lhes assinalam, dentro dos Imperscrutáveis
Desígnios.
Não é por
demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros divinos.
Se um homem
permanece consciente quanto aos deveres que lhe competem, quanto mais altamente
pago, estará mais intranquilo.
Desde muito,
esclarece a filosofia popular que para a grande nau surgirá a grande tormenta.
Contentar-se cada servidor com o próprio salário é prova de elevada
compreensão, ante a justiça do Todo-Poderoso.
Antes, pois,
de analisar o pagamento da Terra, habitua-te a valorizar as concessões do Céu.
Livro: Pão
Nosso, lição 5 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
PENSA UM POUCO
“As obras que eu faço em nome de meu Pai,
essas testificam de mim.” – Jesus. (João, 10:25).
É vulgar a
preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos
institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos
convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto,
na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada
Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras
efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o
enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas
vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é
também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino,
tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor
Eterno.
A afirmativa
de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos
de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-se as
dificuldades e impedimentos?
O Cristo
iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e
pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos
pescadores humildade e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
Que mais
deseja? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do
Mestre e pensa um pouco.
Livro: Pão
Nosso, lição 2 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sábado, 3 de outubro de 2015
Ante o Porvir
Homem,
viajor da Luz, do cimo a que te elevas,
Contempla à
retaguarda o passado profundo,
Os
primórdios da vida e a gênese do Mundo,
Ao hálito
dos Céus nas formações longevas.
Fita o
flâmeo vulcão de que te sobrelevas,
O mar, a
selva, a aldeia e o trabalho fecundo,
Da
Civilização, de segundo a segundo,
Que
arrancaste com Deus às entranhas das trevas!...
Depois,
segue fugindo à guerra que te enliça
Às tragédias
do ódio e às garras da injustiça,
Sublimando a
razão, na faina de esquecê-las!...
E
conquistando a paz, ao brilho do futuro,
Descobrirás,
um dia, o Reino do Amor Puro,
Da escuridão
do charco ao fulgor das estrelas!...
Autor: Cyro
Costa
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
A PORTA
“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em
verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.” – João, 10:7.
Não basta
alcançar as qualidades da ovelha, quanto à mansidão e ternura, para atingir o
Reino Divino.
É necessário
que a ovelha reconheça a porta da redenção, com o discernimento imprescindível,
e lhe guarde o rumo, despreocupando-se dos apelos de ordem inferior, a
eclodirem das margens do caminho.
Daí
concluirmos que a cordura, para ser vitoriosa, não dispensa a cautela na
orientação a seguir.
Nem sempre a
perda do rebanho decorre do ataque de feras, mas sim porque as ovelhas
imprevidentes transpõem barreiras naturais, surdas à voz do pastor, ou cegas
quanto às saídas justas, em demanda das pastagens que lhes competem.
Quantas são
acometidas, de inesperado, pelo lobo terrível, porque, fascinadas pela verdura
de pastos vizinhos, se desviam da estrada que lhes é própria, quebrando
obstáculos para atender a destrutivos impulsos?
Assim
acontece com os homens no curso da experiência.
Quantos espíritos
nobres hão perdido oportunidades preciosas pela própria imprudência?
Senhores de
admiráveis patrimônios, revelam-se, por vezes, arbitrários e caprichosos.
Na maioria
das situações, copiam a ovelha virtuosa e útil que, após a conquista de vários
títulos enobrecedores, esquece a porta a ser atingida e quebra as disciplinas
benéficas e necessárias, para entregar-se ao lobo devorador.
Livro: Pão
Nosso, lição 115 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
NOVA BIOGRAFIA
Hoje
foi postada a biografia do mês de Outubro de 2015 na coluna "Grandes Nomes
do Espiritismo" em homenagem a RAYMOND AUGUSTE QUINSAC MONVOISIN.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
6 UMA REALEZA TERRENA
O
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 2 –
Meu Reino Não É Deste Mundo
Uma
Rainha De França - Havre, 1863
8
– Quem poderia, melhor do que eu compreender a verdade destas palavras de Nosso
Senhor: Meu reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a Terra. Quem,
pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não o compreendesse? O
que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente
nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer
até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no Reino
dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali
recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que
eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue
nobre! Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão
avidamente buscamos sobre a Terra!
Para
preparar um lugar nesse reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade,
a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição
ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.
Oh,
Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer
para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos
mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois o caminho através de
espinhos e abrolhos e não por entre as flores!
Os
homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre.
Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas
sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes
podem abrir as portas dessa morada.
Tende
piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus. Ajudai-os com as vossas preces,
porque a prece aproxima o homem do Altíssimo; é o traço de união entre o Céu e
a Terra.
Não
o esqueçais!
Fonte da imagem:
Internet Google.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
O HOMEM BOM
Conta-se que
Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo
doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição,
perguntou, sutil:
- Mestre,
que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando
paciência admirável, o Senhor respondeu:
- Imagina-te
vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão
grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na
boca.
Imagina-te
de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada,
ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
Imagina-te
caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te
oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
Imagina-te
tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o
coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de
solidariedade.
Imagina-te
no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o
gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
Imagina-te
sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade
que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de
auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de
consciência.
Imagina-te
em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te aclamarias,
diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
Imagina-te
fatigado e intemperante observa quão reconhecido ficarias para com todos os que
te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida
ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
- Em teu
parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
- Os que
usassem de compreensão e misericórdia para comigo – explicou o interlocutor.
- Então –
repetiu Jesus com bondade – segue adiante e faze também o mesmo.
Médium: Chico
Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
NOVOS ATENIENSES
“Mas quando ouviram falar da ressurreição
dos mortos, uns escarneciam e outros diziam: acerca disso te ouviremos outra
vez.” – Atos, 17:32.
O contato de
Paulo com os atenienses, no areópago, apresenta lição interessante aos
discípulos novos.
Enquanto o
apóstolo comentava as suas impressões da cidade célebre, aguçando talvez a
vaidade dos circunstantes, pelas referências aos santuários e pelo jogo sutil
dos raciocínios, foi atentamente ouvido. É possível que a assembleia o
aclamasse com fervor, se sua palavra se detivesse no quadro filosófico das
primeiras exposições. Atenas reverenciá-lo-ia, então, por sábio,
apresentando-o, ao mundo, na moldura especial de seus nomes inesquecíveis.
Paulo,
todavia, refere-se à ressurreição dos mortos, deixando entrever a gloriosa
continuação da vida, além das ninharias terrestres. Desde esse instante, os
ouvintes sentiram-se menos bem e chegaram a escarnecer-lhe a palavra amorosa e
sincera, deixando-o quase só.
O
ensinamento enquadra-se perfeitamente nos dias que correm.
Numerosos
trabalhadores do Cristo, nos diversos setores da cultura moderna, são
atenciosamente ouvidos e respeitados por autoridades nos assuntos em que se
especializaram; contudo, ao declararem sua crença na vida além do corpo, em
afirmando a lei da responsabilidade, para lá do sepulcro, recebe de imediato, o
riso escarninho dos admiradores de minutos antes, que os deixam sozinhos,
proporcionando-lhes a impressão de verdadeiro deserto.
Livro: Pão
Nosso, lição 114 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
O CRISTO OPERANTE
“Porque aquele que operou eficazmente em
Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia
para com os gentios.” – Paulo. (Gálatas, 2:8).
A vaidade
humana sempre guardou a pretensão de manter o Cristo nos círculos do sectarismo
religioso, mas Jesus prossegue operando em toda parte onde medre o princípio do
bem.
Dentro de
todas as linhas de evolução terrestre, entre santuários e academias,
movimentam-se os adventícios inquietos, os falsos crentes e os fanáticos
infelizes que acendem a fogueira da opinião e sustentam-na. Entre eles,
todavia, surgem os homens de fé viva, que se convertem nos sagrados veículos do
Cristo operante.
Simão Pedro
centralizou todos os trabalhos de Evangelho nascente, reajustando aspirações de
povo escolhido.
Paulo de
Tarso foi poderoso imã para a renovação da gentilidade.
Através de
ambos expressava-se o mesmo Mestre, com um só objetivo – o aperfeiçoamento do
homem para o Reino Divino.
É tempo de
reconhecer-se a luz dessas eternas verdades.
Jesus
permanece trabalhando e sua bondade infinita se revela em todos os setores em
que o amor esteja erguido à conta do supremo ideal.
Ninguém se
prenda ao domínio das queixas injustas, encarando os discípulos sinceros e
devotados por detentores de privilégios divinos.
Cada
aprendiz se esforce por criar no coração a atmosfera propícia às manifestações
do Senhor e de seus emissários, em busca das esferas superiores, e sentirás o
Cristo operante ao teu lado, nas relações de cada dia.
Livro: Pão
Nosso, lição 35 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
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