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domingo, 21 de junho de 2009
CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO - 2º ANO - Terça Feira 23.06.2009
9ª Aula - Lei Do Progresso
a) Estado Natural - Marcha do Progresso
b) Povos Degenerados - Civilização
c) Ajuda-te que o Céu te Ajudará
Livro Jesus no Lar - lição 45: O Imperativo da Ação
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PALESTRA NO EXPEDIÇÃO CARIDADE - Quarta Feira 24.06.2009
ÁRVORE DA AMIZADE
Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, Paz, Luz, Saúde, Sucesso, Prosperidade e Amor... Hoje e Sempre...
Simplesmente porque: Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
Amigos distantes
Ter um bom amigo é um dos maiores prazeres da vida. Contudo, ser bom amigo é um dos mais nobres e mais difíceis compromissos.
Nos dias que vivemos, parece que esse compromisso vai se tornando mais raro.
Crescemos ao lado de alguém, ou nos conhecemos no decorrer da vida, parecendo às vezes que esta amizade vem de outras vidas.
Então, um dia, motivos profissionais, familiares ou outros, nos remetem a outras paragens, muito distantes dos amigos.
Os anos passam, as tarefas se multiplicam, a vida nos envolve com tantas coisas, e o tempo vai se tornando sempre mais curto para os amigos... Tão distantes.
Por isso, algumas dicas podem ser colocadas em prática, a fim de não se perder essa preciosidade que se chama amizade.
Primeiro: marque encontros.
A freqüência com que você poderá fazer isso dependerá de tempo, distância, finanças e muitos outros fatores.
Contudo, se não for possível sempre, procure estar pessoalmente presente ao menos de vez em quando.
Segundo: invista na empresa de telefonia.
O telefone pode se tornar uma linha viva de comunicação entre amigos que estão longe um do outro.
Terceiro: use a tecnologia.
Utilize o SMS, o computador para enviar mensagens. Mande e-mails, mas não fique copiando e-mails enormes da internet, mensagens de outros.
Escreva você mesmo, com suas palavras. Isso vale muito mais.
Mensagens retiradas da internet são recebidas às dezenas, duplicadas ou triplicadas. Não têm o mesmo valor.
O seu e-mail será único e é isso que importa para a amizade.
Quarto: envie fotos
.
Este é um modo excelente do amigo saber como estamos. Faça cópias de fotos suas, em diferentes lugares, em diversas situações e mande, vez ou outra, aos amigos.
Não esqueça de escrever uma notinha no verso. Reconhecer sua letra será sempre emocionante.
Quinto: combinem para encontrar-se.
Encontrem-se em algum lugar, marque um almoço, um breve café, mesmo que seja rápido; renovará a amizade.
Coloquem o papo em dia. Recordem bons momentos e produzam outros tantos para recordar no futuro.
Sexto: pelo menos diga “oi”.
Se você estiver muito ocupado, atolado em papéis e obrigações, sem tempo para respirar;
Se achar que não tem condições de escrever ou telefonar, mesmo assim separe cinco minutos para escrever num cartão postal “oi, tudo bem?”.
Ou então, apanhe o telefone e pergunte: “tudo bem, aí? Estou com saudades!”
Mantenha as linhas de comunicação abertas.
Sétimo: ore pelos seus amigos.
A oração estabelece linhas de comunicação invisíveis, ao tempo em que, igualmente, estará rogando a proteção dos céus ao amigo que, por vezes, está passando por situação dolorosa.
Ore sempre e com fidelidade. Recomende seus amigos a Deus, aos bons espíritos.
É possível que você não consiga seguir todos esses itens, mas tente, começando ao menos com um deles.
Porque o único meio de conservar um amigo é ser amigo.
Invista na bolsa de valores da amizade, todos os dias. Os lucros sempre serão compensadores.
Lembre-se: amigo verdadeiro é aquele que compartilha todas as tristezas e as alegrias.
Seja amigo!
O amigo alegre é como um dia de sol, que lança seu brilho em tudo à volta.
Seja um dia de sol, todos os dias.
ORAÇÃO DA AMIZADE
Agradeço Senhor,
Cada afeição querida
Com que me deste a vida
Alegria, esperança, entendimento, amor!
Enaltece, por mim, a amizade que vem
Resguardar-me a fraqueza em caridade infinda,
Sem perguntar porque não posso ainda
Entregar-me de todo a prática do bem.
Sê louvado Jesus, pela criatura boa
Que me escora no caminho.
Estendendo-me paz, reconforto e carinho
Toda vez que me encontra, auxilia ou perdoa.
Faze brilhar, no mundo, o olhar brando e perfeito
Que me tolera as faltas, de hora a hora
Que me percebe o anseio de melhora
E me ensina a servir sem notar meu defeito...
Santifica, na terra, o ouvido que me escuta,
Sem espalhar a queixa e as aflições que faço,
Nos erros que cometo, passo a passo,
Nos meus dias de mágoa, sombra e luta!...
Abrilhanta, onde esteja, aquele coração.
Que me acolhe nos dons da palavra serena
E nunca me censura e nem condena,
Quando me vejo em treva e irritação.
Reclama de esplendor para a Glória Celeste
A mão, cuja bondade, em júbilo, proclamo,
Que me socorre e ampara aqueles que mais amo
No refúgio do lar que me fizeste
A Ti, Jesus, meu pálido louvor!...
Pelo gesto mais leve e pequenino
Das santas afeições que me deste ao destino.
Agradeço Senhor!....
Maria Dolores
POESIA
UNIÃO E AMIZADE
Carmen Cinira
União e Amizade,
Azas da luz da paz e da alegria,
Com que nossa alma voa, cada dia,
Ao reino augusto da fraternidade!...
Da união nasce a fonte soberana
Do poder que redime
Pelo amor milagroso, amplo e sublime,
De que todo o universo se engalana.
Da amizade provém
A santa vibração
Das aleluias de renovação,
Das claridades do infinito bem.
Sem que a luta nos uma, passo a passo,
E sem que nos amemos,
Dormirão nossos sonhos nos extremos
Da aflição, da amargura e do cansaço.
União e Amizade –
Fadas celestes da felicidade...
Quem ouvi-las submisso,
Agindo para honrá-las e atendê-las,
Guarda os braços nas Bênçãos do serviço
E o coração no brilho das estrelas.
Livro “Marcas do Caminho” - Psicografia: Francisco Cândido Xavier
VINHA DE LUZ
121 - AMIZADE E COMPREENSÃO
Com leite vos criei, e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem ainda agora podeis. " - Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:2.)
Muitos companheiros de luta exigem cooperadores esclarecidos para as tarefas que lhes dizem respeito, amigos valiosos que lhes entendam os propósitos e valorizem os trabalhos, esquecidos de que as afeições, quanto as plantas, reclamam cultivo adequado.
Compreensão não se improvisa.
É obra de tempo, colaboração, harmonia.
O próprio Cristo, primeiramente, semeou o ideal divino no coração dos continuadores, antes de recolher-lhes o entendimento.
Sofreu-lhes as negações, tolerou-lhes as fraquezas e desculpou-lhes as exigências para formar, por fim, o colégio apostólico.
Nesse particular, Paulo de Tarso fornece-nos judiciosa lição, declarando aos Coríntios que os criara "com leite".
Tão pequena afirmativa transborda sabedoria vastíssima.
O apóstolo generoso, gigante no conhecimento e na fé viva, edificara os companheiros de sua missão evangélica em Corinto, não com o alimento complexo das teses difíceis, mas com os ensinamentos simples da verdade e as puras demonstrações de amor em Cristo Jesus.
Não lhes conquistara a confiança e a estima exibindo cultura ou impondo princípios, mas, sim, orando e servindo, trabalhando e amando.
Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento.
Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear.
Examina, pois, diariamente, a tua lavoura afetiva.
Observa se estás exigindo flores prematuras ou frutos antecipados.
Não te esqueças da atenção, do adubo, do irrigador.
Coloca-te na posição da planta em jardim alheio e, reparando os cuidados que exiges, não desdenhes resgatar as tuas dívidas de amor para com os outros.
Imita o lavrador prudente e devotado, se desejas atingir a colheita de grandes e precisos resultados.
Livro: Vinha de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 14 – Honra A Teu Pai e A Tua Mãe
Quem É Minha Mãe e Quem São Meus Irmãos?
5 – E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso. E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.— E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50).
6 – Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo. Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade. Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta conseqüência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.
7 – Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tenta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele. (Ver cap. VII)
Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma idéia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista. A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe. É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.
Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Curso Básico de Espiritismo - 2º ano, terça 16.06.2009
8ª Aula: Lei de Sociedade
a) Necessidade da Vida Social - Vida de Isolamento - Voto de Silêncio
b) Laços de Família
c) Piedade Filial
Livro Jesus no Lar - lição nº 44: A Lição do Essencial
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PALESTRA NO EXPEDIÇÃO CARIDADE, quarta 17.06.2009
AMOR EM AÇÃO
Você Pode
Carregando nos próprios ombros as aflições que fustigam a Terra, o Senhor acreditou nas promessas de fidelidade que você lhe fez, enviando-lhe ao caminho aqueles irmãos necessitados de mais amor.
Chegam eles de todas as procedências...
É a esposa fatigada esperando carinho; é o companheiro abatido implorando, em silêncio, esperança e consolo.
De outras vezes, é o filho desorientado suplicando compreensão ou o parente, na hora difícil, aguardando braços fraternos.
Agora é o amigo transviado, esmolando compaixão e ternura, depois, talvez, será o vizinho atormentado em problemas esfogueantes, pedindo bondade e cooperação.
Isso acontece, porquanto você pode compartilhar com Ele a tarefa do auxílio.
Não desdenhe, desse modo, apoiar o bem.
Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a paz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor...
Deixe que Ele, o Mestre, se revele por sua palavra e por suas mãos. Não impeça a divina presença, através de seu passo, no amparo às humanas dores.
E, nessa estrada bendita, depois da luta cotidiana, sentirá você no imo da própria alma, o sol da alegria perfeita repetindo, de coração erguido à verdadeira felicidade.
- Obrigado Jesus, porque na força de Tua bênção, consegui esquecer-me, procurando servir.
ANDRÉ LUIZ
Do livro Ideal Espírita.
Fonte Viva
136 - VIVAMOS CALMAMENTE
“Que procureis viver sossegados.”
- Paulo. (I Tessalonicenses, 4:11)
Viver sossegado não é apodrecer na preguiça.
Há pessoas, cujo corpo permanece em decúbito dorsal, agasalhadas, contra o frio da dificuldade, por excelentes cobertores da facilidade econômica, mas torturadas mentalmente por indefiníveis aflições.
Viver calmamente, pois, não é dormir na estagnação.
A paz decorre da quitação de nossa consciência para com a vida, e o trabalho reside na base de semelhante equilíbrio.
Se desejamos saúde, é necessário lutar pela harmonia do corpo.
Se esperamos colheita farta, é indispensável plantar com esforço e defender a lavoura com perseverança e carinho.
Para garantir a fortaleza do nosso coração, contra o assédio do mal, é imprescindível saibamos viver dentro da serenidade do trabalho fiel aos compromissos assumidos com a ordem e com o bem.
O progresso dos ímpios e o descanso dos delinqüentes são paradas de introdução à porta do inferno criado por eles mesmos.
Não queiras, assim, estar sossegado, sem esforço, sem luta, sem trabalho, sem problemas...
Todavia, consoante a advertência do apóstolo, vivamos calmamente, cumprindo com valor, boa-vontade e espírito de sacrifício, as obrigações edificantes que o mundo nos impõe cada dia, em favor de nós mesmos.
Livro “Fonte Viva”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.
Lindos Casos de Chico Xavier
SURRA DE BIBLIA
"Lutando no tratamento de 4 irmãs obsidiadas, José Xavier e seu irmão Chico Xavier gastaram alguns meses até que surgisse a cura completa. No princípio, porém, da tarefa assistencial houve uma noite em que José foi obrigado a viajar em serviço da sua profissão de seleiro. Mudara-se para Pedro Leopoldo um homem bom e rústico, de nome Manuel, que o povo dizia muito experimentado em doutrinar espíritos das trevas. O irmão do Chico não hesitou e resolveu visitá-lo, pedindo cooperação. Necessitava ausentar-se, mas o socorro às doentes não deveria ser interrompido. "Seu" Manoel aceitou o convite e, na hora aprazada, compareceu ao "Centro Espírita Luiz Gonzaga", com uma Bíblia antiga sob o braço direito. A sessão começou eficiente e pacífica. Como de outras vezes, depois das preces e instruções de abertura, o Chico seria o médium para a doutrinação dos obsessores. Um dos espíritos amigos incorporou-se, por intermédio dele, fornecendo a precisa orientação e disse ao "seu" Manuel entre outras coisas: - Meu amigo, quando o perseguidor infeliz apossar-se do médium, aplique o Evangelho com veemência. - Pois não, - respondeu o diretor muito calmo, - a vossa ordem será obedecida. E quando a primeira das entidades perturbadas assenhoreou o aparelho mediúnico, exigindo assistência evangelizante, "seu" Manuel tomou a Bíblia de grande formato e bateu, com ela, muitas vezes, sobre o crânio do Chico, exclamando, irritadiço: - Tome Evangelho! Tome Evangelho!... O obsessor, sob a influência de benfeitores espirituais da casa, afastou-se, de imediato, e a sessão foi encerrada. Mas o Chico sofreu intensa torção no pescoço e esteve seis dias de cama para curar o torcicolo doloroso. E, Chico sempre afirma que será talvez das poucas pessoas do mundo que terão tomado "uma surra de Bíblia"...
Poesia
Bem melhor é o amor
Eu tenho te procurado por todos os cantos,
Com todos os prantos e, todavia,
Continuo não te encontrando e, na agonia,
Enfrento a tormenta da minha solidão.
Eu tenho sofrido o tempo perdido
No qual reneguei o teu coração
E no meu ouvido, o choro incontido
Me diz, comovido: - “ vá até lá e peça perdão!”
O meu preconceito e orgulho ferido
Já foram por terra, se desvaneceram.
O arrependimento chegou, decidido
E por ti, meus defeitos desapareceram.
Ah! que saudade dos tempos vividos
Onde o amor era puro e a tudo vencia...
Hoje, lamento os momentos sofridos...
Bem melhor é o amor, ao invés da agonia.
Deixei de te amar e seguir teu caminho
Quando há dois mil anos estendeste-me a mão.
Vivi quantas vidas seguindo sozinho...
Esqueci que um dia chamaste-me ”irmão” !
Se tivesse te ouvido, te acompanhado
Quando me chamaste pra seguir contigo,
Estaria hoje mais iluminado
E não teria a agonia morando comigo.
Quanto ranger de dentes eu teria poupado,
Sem ter que chorar no muro das lamentações.
Se eu tivesse te ouvido, tivesse te amado,
Reduzido teria minhas decepções.
Porém, sou ovelha do teu grande rebanho
Que ontem, perdida, hoje volta ao teu seio...
Não sou mais o lobo dos tempos de antanho
E em teus braços, sorrindo, encontrei meu esteio.
Poesia inspirada ao médium Roberto Ferreira (sem autor espiritual)
Prece
Não recebi nada do que pedi
Pedi a DEUS para ser forte, a fim
de executar projetos grandiosos;
E Ele me fez fraco, para conservar-me
humilde. Pedia a DEUS que me desse
saúde para realizar grandes empresas;
E Ele deu-me a doença, para compreendê-lo
melhor. Pedi a DEUS a riqueza para tudo ter;
E Ele deixou-me pobre para não ser egoísta.
Pedi a DEUS poder para os homens
precisarem de mim;
E Ele deu-me a humildade para que
dele precisasse.
Pedia a DEUS tudo para gozar a vida;
E Ele deu-me a vida para gozar de tudo.
Senhor, não recebi nada do que pedi,
mas deste-me tudo o que eu precisava.
E quase contra a minha vontade,
as preces que não fiz foram ouvidas.
Louvado seja, meu Deus!
Dentre todos os homens,
ninguém tem mais do que eu!
(Autor desconhecido)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 20 – Trabalhadores da Ultima Hora
- Missão dos espíritas
4. Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniqüidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.
Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!... sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados. Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!
Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo infinito!... lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.
Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.
Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz.
Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios do Sol nascente.
A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Partí, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniqüidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.
Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.
Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.
Pergunta. - Se, entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho?
Resposta. - Reconhecê-los-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-los-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-los-eis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-los-eis, finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição. - Erasto, anjo da guarda do médium. (Paris, 1863).
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
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VOCÊ E OS OUTROS
Amigos, atendamos ao apelo da fraternidade.
Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre das falsas situações perante o mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos semelhantes.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, tendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa ou da profissão.
Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem-posta.
Não crie exceções na gentileza para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe correr meses sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos ignorando a dor.
Não condicione as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes que possam mostrar.
Não se escravize ao título convencional e nem exagere as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lhe peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos sem qualquer solenidade.
Faça amizade desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço também sem pensar em remunerações.
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.
Saiba, pois, viver com todos para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela no próprio espírito é assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas, e a felicidade que você fizer para os outros será luz da felicidade sempre maior brilhando em você.
ANDRÉ LUIZ
Amigos, atendamos ao apelo da fraternidade.
Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre das falsas situações perante o mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos semelhantes.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, tendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa ou da profissão.
Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem-posta.
Não crie exceções na gentileza para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe correr meses sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos ignorando a dor.
Não condicione as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes que possam mostrar.
Não se escravize ao título convencional e nem exagere as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lhe peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos sem qualquer solenidade.
Faça amizade desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço também sem pensar em remunerações.
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.
Saiba, pois, viver com todos para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela no próprio espírito é assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas, e a felicidade que você fizer para os outros será luz da felicidade sempre maior brilhando em você.
ANDRÉ LUIZ
sábado, 6 de junho de 2009
CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO 2º ANO
Terça feira, 09.06.2009
7ª aula: Lei da Destruição
a) Destruição Necessária e Abusiva - Flagelos Destruidores
b) Guerras - Assassínio - Crueldade - Pena de Morte
c) Não Vim Trazer a Paz, Porém a Divisão
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PALESTRA NO EXPEDIÇÃO CARIDADE
Quarta feira, 10.06.2009 às 19:oo horas
PARA REFLETIR
Certezas e Dúvidas
Fernando Pessoa, o poeta português, escreveu em um dos seus livros: "Quanto mais medito na capacidade que temos de nos enganar, mais se esvai entre os dedos lassos, a areia fina das certezas desfeitas".
Quantas vezes nos surpreendemos ao constatar que determinados fatos não se deram ou não aconteceram exatamente da forma como os lembramos. É como se em nossas mentes houvesse um caldeirão onde as nossas lembranças se misturam e, quando algumas vêm à tona, nem sempre são as verdadeiras; muitas vezes juntamos idéias ou fatos diferentes em um só acontecimento.
Mais grave ainda são as nossas certezas resultantes das nossas interpretações, das nossas conclusões, partindo de premissas falsas, que nos parecem verdadeiras, estamos convictos, certos apenas porque os raciocínios elaborados estão corretos.
Quantas vezes dizemos: "Mas, como não percebi tal coisa!", "Que burrice a minha!"
Jorge Luís Borges, escritor argentino, escreveu: "Talvez haja inimigos de minhas opiniões, mas eu mesmo, se espero um pouco, posso ser também inimigo de minhas opiniões".
Este pensamento evidencia bem as mudanças de opiniões que fazemos no decorrer de nossa existência.
Conceitos, valores, idéias, atitudes que nos parecem tão verdadeiros, tão corretos, num dado momento, não mais nos satisfazem: mudanças no entendimento, na interpretação.
Se analisarmo-nos com objetividade, percebemos o quanto mudamos em nossa maneira de sentir, de perceber, de reagir.
Por quê isto acontece? Por quê somos hoje contra idéias, opiniões que aceitamos ou defendemos no passado?
A nosso ver, essas experiências vividas por quaisquer pessoas nos mostram que somos seres em desenvolvimento, em processo de auto-educação. O homem não é obra acabada. Está se desenvolvendo durante suas existências na Terra e nos planos espirituais, nos intervalos das mesmas. Para isso, Deus nos fez perfectíveis e, enquanto não atingirmos um grau evolutivo que não mais nos permita enganos e erros, vamos mudando nossos sentimentos, nossas percepções, nossas idéias e comportamentos.
Assim, estamos sujeitos a erros e equívocos, dos quais devemos ressaltar as lições, aprendê-las para continuarmos nosso desenvolvimento.
Essa possibilidade de sempre o homem poder mudar-se, transformar-se é não só correta e normal, como sobretudo, necessária. Pobre da pessoa que diz: "Eu sou assim, serei sempre assim!"
Outro raciocínio que podemos fazer sobre esses dois pensamentos é que nossos enganos e equívocos constantes nos devem indicar a necessidade de sermos mais cautelosos em nossas certezas, em nossas verdades para não cairmos na radicalização ou na teimosia.
Mas, não podemos, então, ter certezas na vida? Temos de estar sempre em dúvida, mesmo diante do que nos parece certo?
Se assim fora, o homem jamais poderia adquirir segurança no seu viver, na sua maneira de ser. E ninguém pode desenvolver-se, crescer, realizar-se na dúvida constante.
Nossa segurança íntima decorre dos nossos valores, dos nossos princípios filosóficos, da maneira como encaramos o existir, a nós próprios e aos outros. Precisamos, portanto, ter algumas certezas sobre as quais determinamos nossas aspirações, nossos sonhos e nossos esforços nas conquistas dos mesmos.
Na medida do seu desenvolvimento, o Espírito vai percebendo facetas da verdade e são essas verdades percebidas que lhe auxiliam no seu processo evolutivo.
Nós, espíritas aceitamos determinados princípios que norteiam nosso viver. Quando essa aceitação é fruto de estudos, de reflexão e análise, transforma-se numa convicção interna, a que Kardec chamou fé raciocinada. E uma vez que nossa inteligência e sensibilidade sejam capazes de perceber e aceitar esses princípios, eles se constituem uma verdade. Por exemplo: Continuamos sendo nós mesmos após a morte do corpo? Se estamos convictos desta verdade, não precisamos mais continuar nos questionando. Precisamos sim, continuar estudando a teoria e a prática, não mais para adquirir convicção, mas para que esta verdade se amplie, trazendo novos e melhores conhecimentos das leis divinas. Só assim vamos reforçando nossa capacidade de aprendizado, de aquisições, conquistando mais apoio, mais segurança em nosso viver cotidiano, na educação (transformação interna) de nossos sentimentos, emoções, raciocínios, tornando-nos pessoas mais equilibradas, mais seguras e mais úteis a nós e à comunidade.
Se temos a certeza de que somente o amor incondicional leva o homem à felicidade, por quê não priorizarmos o desenvolvimento desse sentimento em nós, envidando todos os esforços e utilizando todos os recursos e oportunidades que a vida na Terra nos proporciona?
Se podemos e devemos transformarmo-nos continuamente, por quê não esforçarmo-nos mais em vivenciar a verdade que conseguimos compreender e aceitar, em nosso viver cotidiano? Pensemos nisso!
Texto de Leda de Almeida Rezende Ebner
CONDUTA
Considerações sobre a sabedoria e o amor
Temos sido diariamente alertados pelos imortais da vida maior, de que necessitamos desenvolver as duas asas que nos levarão à sublimação como seres eternos da criação que somos do nosso Pai Celestial, que são: a asa do amor e a asa da sabedoria, para planarmos em esferas mais elevadas do que a que ora nos movimentamos em termos de moralidade.
Ensinam-nos eles que: “A sabedoria sem amor, é campo aberto ao materialismo, ao passo que o amor sem sabedoria, se constitui portas abertas ao fanatismo”.
A sabedoria sem o amor, é como marco no deserto escaldante, que aponta o caminho de saída ao viajante exausto, mas não lhe retira a sede do momento, ao passo que o amor sem a sabedoria poderia se transformar em água cristalina em lugar escuro, que retira a sede do viajante, mas não lhe dá o caminho de saída.
Temos pois, necessidade de amor e sabedoria em perfeito equilíbrio. Daí a necessidade de um Amor que saiba e de uma Sabedoria que ame.
Pois só com o correto equilíbrio entre o amor e a sabedoria, em igualdade de desenvolvimento, seríamos capazes de nos harmonizar com as Leis universais da criação, e para justificar esse raciocínio, verificaremos a seguir algumas ocorrências que bem nos dão uma pequena amostra de como procedemos normalmente, em decorrência da desigualdade de proporção entre a nossa maneira de saber e de amar.
Temos inteligência, mas não possuímos amor, por isso somos perversos; nossa noção de justiça não leva em conta o amor, por causa disso somos implacáveis; nossa interpretação para a diplomacia não se baseia no amor, por conta disso nos tornamos hipócritas; o êxito que alcançamos em qualquer atividade que exerçamos não considera o amor, e por essa razão somos arrogantes; a riqueza da qual desfrutamos não contém nenhuma dose de amor, é então que nos tornamos avarentos; a nossa externa docilidade não contém amor, por isso nos tornamos servis; a pobreza que nos visita não é recebida com amor, por isso nos torna orgulhosos; a autoridade que nos foi confiada não é exercida com amor, por isso nos tornamos tiranos; o trabalho desmedido a que nos entregamos não contém a dosagem equilibrada do amor, por isso nos faz gananciosos; a simplicidade que ostentamos sem a devida dosagem de amor, nos deprecia; a Lei exercida sem o equilíbrio do amor, nos escraviza; a política exercida sem a presença do amor, nos faz egoístas.
E para que bem compreendamos o valor da sabedoria exercida com amor os espíritos superiores nos esclarecem que a nossa vida “sem a bênção do amor não faz sentido”.
No Capítulo VI do Evangelho Segundo o Espiritismo, o Espírito de Verdade nos alerta para que observemos estes dois ensinamentos: “Espíritas amai-vos, este o primeiro ensinamento; Espírita instruí-vos este o segundo”, que não deveremos jamais negligenciar sob pena de não alcançarmos o esperado êxito na nossa passagem por este planeta que nos abriga e nos concede a grande oportunidade de crescimento e desenvolvimento tendo como roteiro para nosso triunfo os ensinamentos contidos no evangelho de Jesus Cristo.
Cabe-nos, portanto, levar em consideração que precisamos imediatamente despertar para a prática das lições que a doutrina espírita nos fornece, e fazer uso de nossa força de vontade para empreendermos o quanto antes a tão necessária modificação de comportamento, abandonando em definitivo o procedimento milenar do homem velho que sempre fomos, e buscarmos agir o quanto antes com os ensinamentos contidos nas mensagens de Jesus, se pretendemos atingir a nossa finalidade maior que é sem dúvida, o progresso do ser espiritual que somos.
Texto de José Francisco Costa Rebouças
POESIA
CANÇÃO DO TEMPO
Francisca Clotilde Barbosa Lima
Ouve a esperança que te fala ao peito :
– “Hoje é o dia
De lavrar o coração
E plantar a alegria.”
No relógio da Terra, o tempo é curto...
Estende, agora, as mãos, enquanto é cedo.
Sê mais feliz, fazendo almas felizes,
Sem repouso e sem medo.
Assevera o minuto: “faze logo.”
Diz a vida : “não temas.”
À plena luta, a chave da bondade
É solução em todos os problemas.
Não mostres rosto triste.
Toda mágoa entorpece...
Conserva no semblante o riso que há no sol
E o louvor que há na prece.
Se podes trabalhar,
Reflete na semente
Que, lançada no solo,
É o pão de tanta gente!...
Procura no perdão a paz de novo,
Não te abandones à ilusão da ira.
Desculpa, de alma limpa, tantas vezes
Quantas vezes alguém te bata ou fira.
Não te prendas a dores de passagem,
Nem a posses terrenas...
Demoras-te no mundo
Por instantes apenas.
Todo mal que pratiques
É sombra a segregar-te em cativeiro;
Mas todo bem que faças
É amor vibrando no Universo inteiro...
Hoje é o dia de ajudar e abençoar, de entender e construir,
Segundo a fé que, em ti, refulge e arde.
Amanhã, outro dia talvez diga :
– “Não prossigas além, que é muito tarde...”
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
CONVITE
O Amar e o Saber
Caríssimos!
Amai-vos, eis o primeiro mandamento. Instruí-vos, eis o segundo. Esse foi o ensinamento principal e mais precioso que o Irmão Maior veio trazer para todos os que empunham a bandeira do Espiritismo. O amor, entretanto, não pode vir dissociado da instrução pois ela é a mola mestra de todo o progresso que o Espírito realiza.
A instrução é esse esforço contínuo que todos fazem em busca da iluminação interior. Ninguém poderá alcançá-lo se não tiver dentro de si a determinação e a disciplina para fazer do estudo sua prioridade, mesmo nesse mundo onde as ocupações cotidianas tiram quase todas as possibilidades de horas vagas.
Alertai-vos quanto à necessidade santa de instruir-vos. Nenhum dentre os que se encontram auxiliando o Mestre nesta tarefa abençoada de espargir luzes para a humanidade prescindiu desse esforço. Todos indistintamente dedicaram-se por horas, meses, anos e encarnações a fio a instruir-se intelectualmente. O homem não avança sem essa importante ferramenta. Sem alcançar o saber intelectual ele pouco pode realizar no campo do saber moral. Claro, pois é através da intelectualidade que ele poderá descobrir sua pequenez diante da criação.
Mas quantos há que ao se deparar com o “desconhecido” preferem atribuir o fato ao fantasioso ou, pior, quando defrontam-se com as “descobertas” dedicam o feito a si mesmo, orgulhoso dos dons que possui, que lhe foram dados pela misericórdia de Deus para seu adiantamento e de muitos sob sua responsabilidade neste planeta. Os homens de saber, portanto, têm uma missão de que foram incumbidos, mas frequentemente esquecem-se e se envolvem com os acenos do mundo que lhes oferece glória e satisfação pessoal.
O amor não pode ser bem compreendido sem que a criatura entre no entendimento das coisas divinas através do desenvolvimento da intelectualidade. Os que dizem amar e recusam a instrução são como flores sem cheiro em um jardim: servem apenas para enfeitar a paisagem. Não a modificam, não exigem da terra renovação, pois têm vida efêmera, logo estará morta e ninguém mais se lembrará dela. Todos os grandes homens que deixaram suas marcas na humanidade, amaram verdadeiramente seu semelhante e tinham em seu patrimônio espiritual o avanço do lado intelectual, conseguido em muitas existências pregressas.
Caros amigos, instruí-vos nesta sã doutrina que vos abre os horizontes, que vos faz melhores, que vos mostra a vida por um ponto de vista da eternidade espiritual. Agradecei a Deus, Pai bom e misericordioso, essa oportunidade bendita de reajustamento que estais tendo com a prática do amor e com o exercício disciplinado do estudo da Doutrina dos Espíritos.
Irmãos, sejais cautelosos em tudo. O estudo será para vós a redenção e terá o peso certo na hora certa, pois deixará em vós a marca dos que lutam pelo seu próprio engrandecimento e, consequentemente, pelo melhoramento dos que marcham convosco na caminhada terrena, quer familiares ou não.
Espírito: Um Espírito Protetor
PRECE
Lições de vida
Pai, em Vossa sabedoria infinita,
deixastes-nos as lições da felicidade.
Mas, nossas fraquezas, nosso orgulho
e vaidade, não nos permitem enxergá-las.
Nossos problemas, dívidas e a ganância
de acumular bens materiais afastam-nos
de Vós, de Vossas lições e de nossos
semelhantes. Conhecendo a realidade
de nossos irmãos, amando-os,
auxiliando-os, tentando sempre
pôr um sorriso em seus lábios,
uma esperança em seus corações,
estaremos sorrindo e confiando também.
Ensina-nos Pai, a ver que, tudo que fizermos
por nossos irmãos, a nós mesmos estaremos
fazendo. Pois, estaremos praticando o
Vosso amor. Pai amado dai-nos a sabedoria
e a força para fazer esta, a realidade de
nossa trajetória na Terra.
Somente seguindo Vossas lições, seremos
felizes. Senhor, que Vossa luz nos ilumine,
para que possamos ver a grandiosidade do
Vosso amor; para que saibamos entender a
bênção da reencarnação, oportunidade que
nos foi dada para progredirmos na escalada espiritual,
e um dia estarmos mais próximos a Vós.
Assim seja
Marina C. Cruz
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 6: O cristo Consolador
Advento do Espírito da Verdade
ESPÍRITO DE VERDADE
Paris, 1860
5 – Venho, como outrora, entre os filhos desgarrados de Israel, trazer a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como outrora a minha palavra, deve lembrar os incrédulos que acima deles reina a verdade imutável: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinar as plantas e que levanta as ondas. Eu revelei a doutrina divina; e, como um segador, liguei em feixes o bem esparso pela humanidade, e disse: “Vinde a mim, todos vós que sofreis!”
Mas os homens ingratos se desviaram da estrada larga e reta que conduz ao Reino de meu Pai, perdendo-se nas ásperas veredas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana. Ele quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, ou seja, mortos segundo a carne, porque a morte não existe, sejais socorridos, e que não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a voz dos que se foram, faça-se ouvir para vos gritar: Crede e orai! Porque a morte é a ressurreição, e a vida é a prova escolhida, durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e desenvolver-se como o cedro.
Homens fracos, que vos limitais às trevas de vossa inteligência, não afasteis a tocha que a clemência divina vos coloca nas mãos, para iluminar vossa rota e vos reconduzir, crianças perdidas, ao regaço de vosso Pai.
Estou demasiado tocado de compaixão pelas vossas misérias, por vossa imensa fraqueza, para não estender a mão em socorro aos infelizes extraviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai todas as coisas que vos são reveladas; não misturem o joio ao bom grão, as utopias com as verdades.
Espíritas; amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana; e eis que, de além túmulo, que acreditáveis vazios, vozes vos clamam: Irmãos! Nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal; sede os vencedores da impiedade!
ESPÍRITO DE VERDADE
Paris, 1861
6 – Venho ensinar e consolar os pobres deserdados. Venho dizer-lhes que elevem sua resignação ao nível de suas provas; que chorem, porque a dor foi consagrada no Jardim das Oliveiras, mas que esperem, porque os anjos consoladores virão enxugar as suas lágrimas.
Trabalhadores, traçai o vosso sulco. Recomeçai no dia seguinte a rude jornada da véspera. O trabalho de vossas mãos fornece o pão terreno aos vossos corpos, mas vossas almas não estão esquecidas: eu, o Divino Jardineiro, as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso, quando a trama escapar de vossas mãos, e vossos olhos se fecharem para a luz, sentireis surgir e germinar em vós a minha preciosa semente. Nada se perde no Reino de nosso Pai. Vossos suores e vossas misérias formam um tesouro, que vos tornará ricos nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas, e onde o mais desnudo entre vós será talvez o mais resplandecente.
Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são os meus bem-amados. Instrui-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos ensina o objetivo sublime da prova humana. Como o vento varre a poeira, que o sopro dos Espíritos dissipe a vossa inveja dos ricos do mundo, que são freqüentemente os mais miseráveis, porque suas provas são mais perigosas que as vossas. Estou convosco, e meu apóstolo vos ensina. Bebei na fonte viva do amor, e preparai-vos, cativos da vida, para vos lançardes um dia, livres e alegres, no seio daquele que vos criou fracos para vos tornar perfeitos, e deseja que modeleis vós mesmos a vossa dócil argila, para serdes os artífices da vossa imortalidade.
ESPÍRITO DE VERDADE
Bordeaux, 1861
7 – Eu sou o grande médico das almas, e venho trazer-vos o remédio que vos deve curar. Os débeis, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos, e venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, todos vós que sofreis e que estais carregados, e sereis aliviados e consolados. Não procureis alhures a força e a consolação, porque o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige aos vossos corações um apelo supremo através do Espiritismo: escutai-o. Que a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade, sejam extirpados de vossas almas doloridas. São esses os monstros que sugam o mais puro do vosso sangue, e vos produzem chagas quase sempre mortais. Que no futuro, humildes e submissos ao Criador, pratiqueis sua divina lei. Amai e orai. Sede dócil aos Espíritos do Senhor. Invocai-o do fundo do coração. Então, Ele vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e vos dizer estas boas palavras: “Eis-me aqui; venho a vós, porque me chamastes”.
ESPÍRITO DE VERDADE
Havre, 1863
8 – Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que a suplicam. Seu poder cobre a Terra, e por toda parte, ao lado de cada lágrima, põe o bálsamo que consola. O devotamento e a abnegação são uma prece contínua e encerram profundo ensinamento: a sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender estas verdades, em vez de reclamar contra as dores, os sofrimentos mortais, que são aqui na Terra o vosso quinhão. Tomai, pois, por divisa, essas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará a tranqüilidade de espírito e a resignação. O coração bate melhor, a alma se acalma, e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente abalado estiver o espírito.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
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MAIS AMOR
Ama sempre para que possas compreender sempre mais.
Muitas vezes, no mundo, ensandecemos o cérebro e envenenamos o coração, indagando sem proveito quanto aos problemas que afligem os grandes e os pequenos, os felizes e os infelizes. Entretanto, bastaria um raio de amor no imo d'alma para entendermos a profunda união em que nos irmanizamos uns aos outros.
Ajuda antes de qualquer indagação.
Não peças diretrizes à Vida Superior, antes de haver praticado a fraternidade no círculo de criaturas em que te encontras. A Terra é a nossa escola multimilenária, onde o amor é o Sol para as mínimas lições.
Descerra o espírito à claridade dessa luz e perceberás a dor que, muitas vezes, se agita sob vestes douradas e observarás o brilho da vida que, em muitas ocasiões, se destaca sob andrajos e sombras. Oferece-lhe a mente e aprenderás que alegria e sofrimento, escassez e abastança, segurança e instabilidade na Terra não passam de oportunidades preciosas para a nossa elevação espiritual.
Não te esqueças de que somente aquele que se faz irmão do próximo pode soerguê-lo a mais altos destinos.
O nosso verbo pronunciará eloqüentes discursos.
A nossa pena escreverá páginas comovedoras.
A nossa influência social assegurar-nos-á subido destaque na vida pública.
As nossas facilidades econômicas garantir-nos-ão transitório respeito entre as criaturas.
Todavia, que será de nós sem o tesouro da compreensão que apenas o amor nos pode conferir?
Mais amor em nossas atividades de cada dia é solução gradativa a todos os enigmas que nos cercam.
Só a luz é capaz de extinguir a sombra.
Só a sabedoria aniquila a ignorância.
Só o amor redime, vitoriosamente, a miséria.
Não nos abeiremos da revelação, simplesmente indagando, pedindo, reclamando. Aprendamos a trabalhar e servir.
Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade, que decorre de nosso ajustamento às Leis Celestiais.
O momento é de prova? Ergue-te e aceita a vida.
Fonte: XAVIER Francisco Cândido. Assim vencerás. Pelo Espírito Emmanuel.
Ama sempre para que possas compreender sempre mais.
Muitas vezes, no mundo, ensandecemos o cérebro e envenenamos o coração, indagando sem proveito quanto aos problemas que afligem os grandes e os pequenos, os felizes e os infelizes. Entretanto, bastaria um raio de amor no imo d'alma para entendermos a profunda união em que nos irmanizamos uns aos outros.
Ajuda antes de qualquer indagação.
Não peças diretrizes à Vida Superior, antes de haver praticado a fraternidade no círculo de criaturas em que te encontras. A Terra é a nossa escola multimilenária, onde o amor é o Sol para as mínimas lições.
Descerra o espírito à claridade dessa luz e perceberás a dor que, muitas vezes, se agita sob vestes douradas e observarás o brilho da vida que, em muitas ocasiões, se destaca sob andrajos e sombras. Oferece-lhe a mente e aprenderás que alegria e sofrimento, escassez e abastança, segurança e instabilidade na Terra não passam de oportunidades preciosas para a nossa elevação espiritual.
Não te esqueças de que somente aquele que se faz irmão do próximo pode soerguê-lo a mais altos destinos.
O nosso verbo pronunciará eloqüentes discursos.
A nossa pena escreverá páginas comovedoras.
A nossa influência social assegurar-nos-á subido destaque na vida pública.
As nossas facilidades econômicas garantir-nos-ão transitório respeito entre as criaturas.
Todavia, que será de nós sem o tesouro da compreensão que apenas o amor nos pode conferir?
Mais amor em nossas atividades de cada dia é solução gradativa a todos os enigmas que nos cercam.
Só a luz é capaz de extinguir a sombra.
Só a sabedoria aniquila a ignorância.
Só o amor redime, vitoriosamente, a miséria.
Não nos abeiremos da revelação, simplesmente indagando, pedindo, reclamando. Aprendamos a trabalhar e servir.
Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade, que decorre de nosso ajustamento às Leis Celestiais.
O momento é de prova? Ergue-te e aceita a vida.
Fonte: XAVIER Francisco Cândido. Assim vencerás. Pelo Espírito Emmanuel.
sábado, 30 de maio de 2009
CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO - 2 ANO
Terça feira, 02.06.2009.
6ª Aula - Lei de Conservação
a) Instinto de Conservação - Meios de Conservação
b) Necessário e Supérfluo - Privações Voluntárias - Mortificações
c) Provas Voluntárias - Verdadeiro Cilício
==========================================
PALESTRA NO EXPEDIÇÃO CARIDADE
Quarta feira, 03.06.2009
MENSAGEM
AMA E SERVE
Emmanuel
A grandeza do amor repousa invariavelmente na conjugação do verbo servir.
Sem atividade incessante no bem, não conseguiremos derramar os valores do coração.
A própria natureza é um livro aberto nesse sentido.
Tudo, em torno de nós, é um cântico de trabalho em doações da Eterna Bondade que se evidencia no mundo, de mil modos diferentes em cada instante de nossa vida...
Por amar, em nome do Pai Misericordioso,
serve o sol, sustentando todas as criaturas;
serve o chão, nutrindo a sementeira;
serve a nuvem, criando a chuva benéfica;
serve o vento, a serviço de abençoadas fecundações;
serve a árvore, para que o bem-estar do homem se consolide;
serve a flor, preparando a colheita;
serve a fonte, socorrendo a terra necessitada;
serve a pedra, garantindo a segurança do lar;
serve o pássaro, cooperando com o lavrador;
serve o mar, serve o rio, serve o adubo, serve o fogo...
Forças de Deus amparando a Humanidade ajudam em silêncio, sem retribuição e sem queixa...
Tudo porque o Divino Amor é devotamento, carinho, providência, abnegação...
Se desejas partilhar o concerto das bênçãos divinas, ama e serve, sem cogitar de ser amado e sem a expectação de ver-se servido...
Quem ama realmente nada pede, nada reclama, nada exige e nada procura senão a alegria do objeto amado, para que o amor se estenda, a multiplicar-se, soberano e sem fim.
Enquanto esperas o manto ilusório das considerações humanas, teu amor sofre a vizinhança da vaidade.
Enquanto aguardas a compreensão dos outros, o teu amor experimenta a inquietante aproximação do egoísmo...
Ama simplesmente.
Ajuda sem paga.
Dá sem reclamação.
Auxilia sem exigência.
E, servindo cada vez mais, serás um dia surpreendido, em pleno campo de trabalho, pelo Divino Servidor que te converterá com a sua luz em nova luz para a Terra e para os Céus.
Do livro Instrumentos do Tempo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
POEMA
ALMA GÊMEA
Emmanuel
Alma Gêmea da Minh'alma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão !...
Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração :
Vinhas na benção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor !...
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Por que sou tua esperança,
Como és todo o meu amor !!
Alma Gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Ei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...
Do livro Há dois Mil Anos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
PRECE
Oração da Manhã
Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te a Paz, a Sabedoria, a Força. Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de Amor. Ser paciente, compreensivo, manso e prudente, ver além das aparências teus filhos como Tu mesmo os vês,e assim, não ver, senão o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda maldade. Que eu seja tão bondoso e alegre que todos quantos se achegarem a mim, sintam a Tua presença. Reveste-me de Tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia, eu Te revele a todos. E que assim seja, sempre...
CONDUTA
O Bem: A Subida Que Não Cansa
Aprendi, há muito tempo, que o bem é uma subida que não cansa.
Para o espírita, está máxima apresenta infinitos valores filosóficos, porque, na verdade, ele sabe que – Fora da caridade não há salvação, como bem asseverou Allan Kardec.
Sabe mais o espírita: sabe que não existe sofrimento sem a sua razão de ser, visto Deus ser Pai de amor e bondade, justiça e misericórdia. Significa isto que ninguém sofre sem merecer a dor que purifica.
No caminho do bem, ou seja, da caridade, é preciso não desprezar o uso da razão, que esclarece, ao lado do amor, que consola. O amor deve andar de mão dadas com o esclarecimento, que instrui. Daí a asserção da Doutrina Espírita, conforme instrução do Espírito de Verdade: “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”.
Na prática da caridade, junto do pão, que alimenta, do remédio, que cura, da roupa, que protege e do aluguel que alivia, é preciso não menosprezar a palavra e o gesto de benevolência e indulgência, que consola e encoraja o socorrido, nosso irmão, animando-o na sua prova e na sua expiação, de modo que ele possa levar de vencida suas dificuldades e suas dores, sabendo que Deus é Pai de amor e bondade.
Foi por conhecer tão bem a Deus, que Jesus disse aos sofredores: “Bem aventurados sois, vós os que sofreis, por que sereis consolados”.
Pela lei de causa e efeito, a criatura sempre colhe o que semeia. “É dando que se recebe”. O receber é efeito como o dar é causa. Todo efeito justifica uma causa; toda causa gera um efeito. Em razão disto, fácil nos é entender o ensino de Jesus quando ele afirma que “cada qual receberá conforme suas próprias obras”.
A pessoa esclarecida sobre a razão de ser dos seus infortúnios – é óbvio – sentir-se-á mais fortalecida e mais encorajada a suportar, com humildade, os reveses da vida, compreendendo que nada acontece por acaso. Assim, sejam quais forem as vicissitudes que a estejam flagelando, ela se esforçará para superar tudo, escudada na certeza de que Deus, na sua sabedoria, permitindo que tudo aconteça – é porque está lhe guardando o melhor.
Busquemos, pois, com seriedade, o estudo da Doutrina Espírita, certos de que ela é a verdade da sentença de Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Ela será a força propulsora a impelir-nos na árdua escalada do nosso aperfeiçoamento.
A Flama Espírita - De A. Corrêa de Paiva - Uberaba, junho de 2001
Mensagem Fraterna
Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos
1. Disciplinar os próprios impulsos.
2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.
5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6. Evitar as conversações inúteis.
7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.
8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.
André Luiz
VINHA DE LUZ
162 - A LUZ INEXTINGUÍVEL
"A caridade jamais se acaba." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 13:8.)
Permaneces no campo da experiência humana, em plena atividade transformadora.
Todas as situações de que te envaideces, comumente, são apenas ângulos necessários, mas instáveis de tua luta.
A fortuna material, se não a fundamentas no trabalho edificante e continuo, é patrimônio inseguro.
A família humana, sem laços de verdadeira afinidade espiritual, é ajuntamento de almas, em experimentação de fraternidade, da qual te afastarás, um dia, com extremas desilusões.
A eminência diretiva, quando não solidificada em alicerces robustos de justiça e sabedoria, de trabalho e consagração ao bem, é antecâmara do desencanto.
A posição social é sempre um jogo transitório.
As emoções da esfera física, em sua maior parte, apagam-se como a chama duma vela.
A mocidade do corpo denso é floração passageira.
A fama e a popularidade costumam ser processos de tortura incessante.
A tranqüilidade mentirosa é introdução a tormentos morais.
A festa desequilibrante é véspera de laborioso reparo.
O abuso de qualquer natureza compele ao reajustamento apressado.
Tudo, ao redor de teus passos, na vida exterior, é obscuro e problemático.
O amor, porém, é a luz inextinguível.
A caridade jamais se acaba.
O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte.
Através do amor que nos eleva, o mundo se aprimora.
Ama, pois, em Cristo, e alcançarás a glória eterna.
Livro Vinha de Luz. Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 27 - Pedi e Obtereis
2 - Eficácia da prece
Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (S. MARCOS, cap. XI, v. 24.)
Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas. E acrescentam os que assim pensam que, achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas, não podem as nossas súplicas mudar os decretos de Deus.
Sem dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que não podem ser modificadas ao capricho de cada um; mas, daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim fosse, nada mais seria o homem do que instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe caberia curvar a cabeça ao jugo dos acontecimentos, sem cogitar de evitá-los; não devera ter procurado desviar o raio. Deus não lhe outorgou a razão e a inteligência, para que ele as deixasse sem serventia; a vontade, para não querer; a atividade, para ficar inativo. Sendo livre o homem de agir num sentido ou noutro, seus atos lhe acarretam, e aos demais, conseqüências subordinadas ao que ele faz ou não. Há, pois, devidos à sua iniciativa, sucessos que forçosamente escapam à fatalidade e que não quebram a harmonia das leis universais, do mesmo modo que o avanço ou o atraso do ponteiro de um relógio não anula a lei do movimento sobre a qual se funda o mecanismo. Possível é, portanto, que Deus conceda certos pedidos, sem perturbar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, subordinada sempre essa anuência à sua vontade.
Desta máxima: "Concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece", seria ilógico deduzir que basta pedir para obter e seria injusto acusar a Providência se não concede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para nosso bem. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem apenas vê o presente; ora, se o sofrimento é de utilidade para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.
O que Deus lhe concederá sempre, se ele o pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de se tirar por si mesmo das dificuldades, mediante idéias que fará lhe sugiram os bons Espíritos, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação. Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, de conformidade com esta máxima: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, as mais das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem despender o mínimo esforço. Tomemos um exemplo. Um homem se acha perdido no deserto. A sede o martiriza horrivelmente. Desfalecido, cai por terra. Pede a Deus que o assista, e espera. Nenhum anjo lhe virá dar de beber. Contudo, um bom Espírito lhe sugere a idéia de levantar-se e tomar um dos caminhos que tem diante de si. Por um movimento maquinal, reunindo todas as forças que lhe restam, ele se ergue, caminha e descobre ao longe um regato. Ao divisá-lo, ganha coragem. Se tem fé, exclamará: "Obrigado, meu Deus, pela idéia que me inspiraste e pela força que me deste." Se lhe falta a fé, exclamará: "Que boa idéia tive! Que sorte a minha de tomar o caminho da direita, em vez do da esquerda; o acaso, às vezes, nos serve admiravelmente! Quanto me felicito pela minha coragem e por não me ter deixado abater!"
Mas, dirão, por que o bom Espírito não lhe disse claramente: "Segue este caminho, que encontrarás o de que necessitas"? Por que não se lhe mostrou para o guiar e sustentar no seu desfalecimento? Dessa maneira tê-lo-ia convencido da intervenção da Providência. Primeiramente, para lhe ensinar que cada um deve ajudar-se a si mesmo e fazer uso das suas forças. Depois, pela incerteza, Deus põe a prova a confiança que nele deposita a criatura e a submissão desta à sua vontade. Aquele homem estava na situação de uma criança que cai e que, vendo alguém, se põe a gritar e fica à espera de que a venham levantar; se não vê pessoa alguma, faz esforços e se ergue sozinha.
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Terça feira, 02.06.2009.
6ª Aula - Lei de Conservação
a) Instinto de Conservação - Meios de Conservação
b) Necessário e Supérfluo - Privações Voluntárias - Mortificações
c) Provas Voluntárias - Verdadeiro Cilício
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PALESTRA NO EXPEDIÇÃO CARIDADE
Quarta feira, 03.06.2009
MENSAGEM
AMA E SERVE
Emmanuel
A grandeza do amor repousa invariavelmente na conjugação do verbo servir.
Sem atividade incessante no bem, não conseguiremos derramar os valores do coração.
A própria natureza é um livro aberto nesse sentido.
Tudo, em torno de nós, é um cântico de trabalho em doações da Eterna Bondade que se evidencia no mundo, de mil modos diferentes em cada instante de nossa vida...
Por amar, em nome do Pai Misericordioso,
serve o sol, sustentando todas as criaturas;
serve o chão, nutrindo a sementeira;
serve a nuvem, criando a chuva benéfica;
serve o vento, a serviço de abençoadas fecundações;
serve a árvore, para que o bem-estar do homem se consolide;
serve a flor, preparando a colheita;
serve a fonte, socorrendo a terra necessitada;
serve a pedra, garantindo a segurança do lar;
serve o pássaro, cooperando com o lavrador;
serve o mar, serve o rio, serve o adubo, serve o fogo...
Forças de Deus amparando a Humanidade ajudam em silêncio, sem retribuição e sem queixa...
Tudo porque o Divino Amor é devotamento, carinho, providência, abnegação...
Se desejas partilhar o concerto das bênçãos divinas, ama e serve, sem cogitar de ser amado e sem a expectação de ver-se servido...
Quem ama realmente nada pede, nada reclama, nada exige e nada procura senão a alegria do objeto amado, para que o amor se estenda, a multiplicar-se, soberano e sem fim.
Enquanto esperas o manto ilusório das considerações humanas, teu amor sofre a vizinhança da vaidade.
Enquanto aguardas a compreensão dos outros, o teu amor experimenta a inquietante aproximação do egoísmo...
Ama simplesmente.
Ajuda sem paga.
Dá sem reclamação.
Auxilia sem exigência.
E, servindo cada vez mais, serás um dia surpreendido, em pleno campo de trabalho, pelo Divino Servidor que te converterá com a sua luz em nova luz para a Terra e para os Céus.
Do livro Instrumentos do Tempo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
POEMA
ALMA GÊMEA
Emmanuel
Alma Gêmea da Minh'alma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão !...
Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração :
Vinhas na benção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor !...
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Por que sou tua esperança,
Como és todo o meu amor !!
Alma Gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Ei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...
Do livro Há dois Mil Anos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
PRECE
Oração da Manhã
Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-Te a Paz, a Sabedoria, a Força. Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de Amor. Ser paciente, compreensivo, manso e prudente, ver além das aparências teus filhos como Tu mesmo os vês,e assim, não ver, senão o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda maldade. Que eu seja tão bondoso e alegre que todos quantos se achegarem a mim, sintam a Tua presença. Reveste-me de Tua beleza, Senhor, e que no decurso deste dia, eu Te revele a todos. E que assim seja, sempre...
CONDUTA
O Bem: A Subida Que Não Cansa
Aprendi, há muito tempo, que o bem é uma subida que não cansa.
Para o espírita, está máxima apresenta infinitos valores filosóficos, porque, na verdade, ele sabe que – Fora da caridade não há salvação, como bem asseverou Allan Kardec.
Sabe mais o espírita: sabe que não existe sofrimento sem a sua razão de ser, visto Deus ser Pai de amor e bondade, justiça e misericórdia. Significa isto que ninguém sofre sem merecer a dor que purifica.
No caminho do bem, ou seja, da caridade, é preciso não desprezar o uso da razão, que esclarece, ao lado do amor, que consola. O amor deve andar de mão dadas com o esclarecimento, que instrui. Daí a asserção da Doutrina Espírita, conforme instrução do Espírito de Verdade: “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”.
Na prática da caridade, junto do pão, que alimenta, do remédio, que cura, da roupa, que protege e do aluguel que alivia, é preciso não menosprezar a palavra e o gesto de benevolência e indulgência, que consola e encoraja o socorrido, nosso irmão, animando-o na sua prova e na sua expiação, de modo que ele possa levar de vencida suas dificuldades e suas dores, sabendo que Deus é Pai de amor e bondade.
Foi por conhecer tão bem a Deus, que Jesus disse aos sofredores: “Bem aventurados sois, vós os que sofreis, por que sereis consolados”.
Pela lei de causa e efeito, a criatura sempre colhe o que semeia. “É dando que se recebe”. O receber é efeito como o dar é causa. Todo efeito justifica uma causa; toda causa gera um efeito. Em razão disto, fácil nos é entender o ensino de Jesus quando ele afirma que “cada qual receberá conforme suas próprias obras”.
A pessoa esclarecida sobre a razão de ser dos seus infortúnios – é óbvio – sentir-se-á mais fortalecida e mais encorajada a suportar, com humildade, os reveses da vida, compreendendo que nada acontece por acaso. Assim, sejam quais forem as vicissitudes que a estejam flagelando, ela se esforçará para superar tudo, escudada na certeza de que Deus, na sua sabedoria, permitindo que tudo aconteça – é porque está lhe guardando o melhor.
Busquemos, pois, com seriedade, o estudo da Doutrina Espírita, certos de que ela é a verdade da sentença de Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Ela será a força propulsora a impelir-nos na árdua escalada do nosso aperfeiçoamento.
A Flama Espírita - De A. Corrêa de Paiva - Uberaba, junho de 2001
Mensagem Fraterna
Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos
1. Disciplinar os próprios impulsos.
2. Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3. Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4. Aceitar, sem revolta, a crítica e a reprovação.
5. Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6. Evitar as conversações inúteis.
7. Receber no sofrimento o processo de nossa educação.
8. Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9. Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10. Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos, sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.
André Luiz
VINHA DE LUZ
162 - A LUZ INEXTINGUÍVEL
"A caridade jamais se acaba." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 13:8.)
Permaneces no campo da experiência humana, em plena atividade transformadora.
Todas as situações de que te envaideces, comumente, são apenas ângulos necessários, mas instáveis de tua luta.
A fortuna material, se não a fundamentas no trabalho edificante e continuo, é patrimônio inseguro.
A família humana, sem laços de verdadeira afinidade espiritual, é ajuntamento de almas, em experimentação de fraternidade, da qual te afastarás, um dia, com extremas desilusões.
A eminência diretiva, quando não solidificada em alicerces robustos de justiça e sabedoria, de trabalho e consagração ao bem, é antecâmara do desencanto.
A posição social é sempre um jogo transitório.
As emoções da esfera física, em sua maior parte, apagam-se como a chama duma vela.
A mocidade do corpo denso é floração passageira.
A fama e a popularidade costumam ser processos de tortura incessante.
A tranqüilidade mentirosa é introdução a tormentos morais.
A festa desequilibrante é véspera de laborioso reparo.
O abuso de qualquer natureza compele ao reajustamento apressado.
Tudo, ao redor de teus passos, na vida exterior, é obscuro e problemático.
O amor, porém, é a luz inextinguível.
A caridade jamais se acaba.
O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte.
Através do amor que nos eleva, o mundo se aprimora.
Ama, pois, em Cristo, e alcançarás a glória eterna.
Livro Vinha de Luz. Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 27 - Pedi e Obtereis
2 - Eficácia da prece
Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (S. MARCOS, cap. XI, v. 24.)
Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas. E acrescentam os que assim pensam que, achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas, não podem as nossas súplicas mudar os decretos de Deus.
Sem dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que não podem ser modificadas ao capricho de cada um; mas, daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim fosse, nada mais seria o homem do que instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe caberia curvar a cabeça ao jugo dos acontecimentos, sem cogitar de evitá-los; não devera ter procurado desviar o raio. Deus não lhe outorgou a razão e a inteligência, para que ele as deixasse sem serventia; a vontade, para não querer; a atividade, para ficar inativo. Sendo livre o homem de agir num sentido ou noutro, seus atos lhe acarretam, e aos demais, conseqüências subordinadas ao que ele faz ou não. Há, pois, devidos à sua iniciativa, sucessos que forçosamente escapam à fatalidade e que não quebram a harmonia das leis universais, do mesmo modo que o avanço ou o atraso do ponteiro de um relógio não anula a lei do movimento sobre a qual se funda o mecanismo. Possível é, portanto, que Deus conceda certos pedidos, sem perturbar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, subordinada sempre essa anuência à sua vontade.
Desta máxima: "Concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece", seria ilógico deduzir que basta pedir para obter e seria injusto acusar a Providência se não concede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para nosso bem. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem apenas vê o presente; ora, se o sofrimento é de utilidade para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.
O que Deus lhe concederá sempre, se ele o pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de se tirar por si mesmo das dificuldades, mediante idéias que fará lhe sugiram os bons Espíritos, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação. Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, de conformidade com esta máxima: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, as mais das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem despender o mínimo esforço. Tomemos um exemplo. Um homem se acha perdido no deserto. A sede o martiriza horrivelmente. Desfalecido, cai por terra. Pede a Deus que o assista, e espera. Nenhum anjo lhe virá dar de beber. Contudo, um bom Espírito lhe sugere a idéia de levantar-se e tomar um dos caminhos que tem diante de si. Por um movimento maquinal, reunindo todas as forças que lhe restam, ele se ergue, caminha e descobre ao longe um regato. Ao divisá-lo, ganha coragem. Se tem fé, exclamará: "Obrigado, meu Deus, pela idéia que me inspiraste e pela força que me deste." Se lhe falta a fé, exclamará: "Que boa idéia tive! Que sorte a minha de tomar o caminho da direita, em vez do da esquerda; o acaso, às vezes, nos serve admiravelmente! Quanto me felicito pela minha coragem e por não me ter deixado abater!"
Mas, dirão, por que o bom Espírito não lhe disse claramente: "Segue este caminho, que encontrarás o de que necessitas"? Por que não se lhe mostrou para o guiar e sustentar no seu desfalecimento? Dessa maneira tê-lo-ia convencido da intervenção da Providência. Primeiramente, para lhe ensinar que cada um deve ajudar-se a si mesmo e fazer uso das suas forças. Depois, pela incerteza, Deus põe a prova a confiança que nele deposita a criatura e a submissão desta à sua vontade. Aquele homem estava na situação de uma criança que cai e que, vendo alguém, se põe a gritar e fica à espera de que a venham levantar; se não vê pessoa alguma, faz esforços e se ergue sozinha.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
DEUS NUNCA ERRA !
Um rei que não acreditava na bondade de DEUS, tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito , Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo . Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu -o muito afetuosamente. Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens , justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito
Ele nunca erra!Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito.
Um rei que não acreditava na bondade de DEUS, tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito , Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo . Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu -o muito afetuosamente. Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens , justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito
Ele nunca erra!Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
CURSO BASICO DE ESPIRITISMO
Terça Feira, 26 de Maio de 2009
5ª Aula: Lei de Reprodução
a) População do Globo - Sucessão e Aperfeiçoamento da Raças - Obstáculos à Reprodução
b) Casamento e Celibato - Poligamia
c) Indissolubilidade do Casamento - Divórcio
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Palestra no Expedição Caridade
quarta feira, 27 de Maio de 2009
POESIA
ANSEIO
Iveta Ribeiro
Admiro, Senhor,
As cataratas imponentes
Acionando turbinas,
De cuja força e majestade
O progresso desponta;
Se permites, porém,
Que algo te rogue a mais no que me concedeste,
Dê-me a simplicidade
Que puseste na fonte.
Admiro, Senhor,
O tronco alto e robusto
Que domina a montanha
E enfrenta sem receio
A tempestade, face a face;
Mas, se posso escolher,
Viverei feliz, anônima no vale,
Na condição da erva que se inclina
Para que o vento passe.
Admiro, Senhor,
A seara no campo,
Em plena afirmação de vitória e fartura,
Recordando um céu verde
Que em pepitas douradas se constela;
No entanto, se consentes
Que me externe, mostrando o meu desejo,
Quisera ter o encargo pequenino
Da semente singela.
Admiro, Senhor,
Todas as maravilhas que criaste,
O firmamento, os sóis, os continentes,
As rochas entre as quais talhaste a Terra
Sobre imenso maciço;
Dá-me, porém, a graça da humildade,
Que eu venha a ser, no mar de Tua Glória,
Uma gota sem nome,
Ocupada em serviço.
Da Obra “Vereda De Luz” – Espíritos Diversos – Médium: Francisco C. Xavier
PRECE
Prece de alguém que sofre
Senhor, meu Deus, Pai bondoso, busco-O com esperança
de que o seu amor seja capaz de acalmar-me agora.
Busco o colo e o aconchego de quem me conhece
desde sempre e sabe bem os motivos das minhas
dores e do meu desespero.
Pai de justiça e de amor envolva meu coração
dolorido em Seu afeto infinito, para que meu
desânimo arrefeça e que eu não desista da luta.
Ampare-me em seus braços, dando-me a certeza
de que jamais estarei sozinho, mesmo quando o
silêncio for meu único companheiro e a estrada
da vida me parecer deserta.
Dá-me forças e coragem para seguir meu caminho,
por mais duras que sejam as provas e por mais
distante que meu amor possa estar de meus olhos.
Peço, Senhor, que suas palavras ecoem em minha intimidade, guiando meus passos e curando as
feridas que sangram em minha alma.
Feridas causadas por minha incúria, por meu egoísmo
e pela minha falta de capacidade de perdoar.
Envolva-me em um abraço afetuoso, capaz de estancar essas lágrimas que insistem em rolar de meus olhos e de molhar minha face.
Não pretendo que o sofrimento que ora vivo seja simplesmente arrancado de meus dias.
Se ele está presente em mim hoje é porque
o semeei no passado, bem sei.
Peço apenas humildemente, Senhor,
para suportá-lo com dignidade.
Peço que me auxilie a me manter em pé, nesses
momentos tão duros, em que sinto os joelhos
cedendo ao peso do cansaço e do desalento.
Não permita, pai, que a tristeza tome, de vez,
conta de meu pensamento, impedindo-me de
ver com clareza e de acreditar no amanhã.
Não deixe, Senhor, que o remorso
e o arrependimento pelos meus erros sejam
desculpa para novos deslizes e maiores enganos.
Fortaleça meu desejo de suportar as dificuldades
que me possibilitarão ser uma criatura melhor.
Que a paixão seja alavanca de progresso e
não mais motivação para novos equívocos.
Ajude-me, Senhor, a trilhar o caminho do bem,
por mais estreita que seja a sua porta,
por mais pesado que seja o meu fardo.
Que a revolta e o desespero não preencham
meus dias e nem povoem minhas noites.
Ilumine, com a sua verdade, Senhor,
meus atos e minhas palavras.
Pois, sinto-me tão só e tão perdido, nesse mundo
de desterro e de exílio, onde a felicidade
é fugaz e passageira.
Somente a certeza da sua presença constante em
minha existência pode me trazer a paz e o conforto
que meu espírito infeliz tanto almeja.
Abra meus olhos para as verdades eternas da vida
e conceda-me a graça de confiar sempre,
sem hesitação e sem esmorecimento.
Auxilia-me, Pai bondoso, para que eu possa seguir
em frente, de uma vez por todas, deixando para trás meu passado equivocado, construindo,
a partir de hoje, bases de amor e de felicidade
para o futuro. Que assim seja...
DECISÃO
De hoje em diante
Você já traçou, alguma vez, um plano de felicidade ainda que por apenas um dia?
Pois uma pessoa nos enviou um plano que trará dias muito felizes para quem o seguir.
Ela se propôs ao seguinte:
De hoje em diante, todos os dias, ao acordar, direi: eu hoje vou ser feliz!
Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade. Sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza, gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de observar a beleza das árvores, das flores, da relva, da natureza em geral.
Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes e vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém só para dizer que estou com saudades.
Reservarei alguns minutos de silêncio para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças, mas vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que o tempo passado não volta mais e vou aproveitar bem todos os minutos.
Não vou sofrer por antecipação, prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não posso fazer nada.
Não vou sofrer pelo que não tenho e que gostaria de ter, e buscarei ser feliz com o que possuo. E o maior bem que tenho é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia, ouvir uma canção e dedicá-las a alguém.
Vou fazer algo por alguma pessoa sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de vê-la sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, e dedicar uns minutos para pensar em Deus, assim ele saberá que está sempre em meu coração.
Vou procurar transmitir um pouco de alegria aos outros, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E, quando a noite chegar, eu vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer aos anjos e a Deus, porque hoje eu fui feliz!
Sem dúvida esse é um roteiro traçado por alguém que deseja realmente conquistar a paz de consciência e, por conseqüência, a felicidade.
E nós podemos até dizer que tudo isso é muito difícil de alcançar, mas uma coisa é certa: é bem simples.
A única coisa que precisamos, é ter vontade. E para acionar a vontade, basta querer.
***
Existe uma pessoa, e somente uma, capaz de fazer você feliz.
Se você deseja conhecê-la, fique em frente ao espelho e diga: olá!
No espelho você verá a pessoa responsável pelo seu destino.
Você é herdeiro de si mesmo.
Seus atos lhe pertencem.
E a sua felicidade espera pela sua decisão.
FONTE VIVA
96 - ALEM DOS OUTROS
"Não fazem os Publicanos também o mesmo?"
- Jesus. MATEUS, 5:46.
Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas peculiares a crentes e descrentes na senda diária.
Jesus, contudo, espera algo mais do discípulo.
Correspondes aos impositivos do trabalho diuturno, criando coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?
Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostraram infrutíferas?
Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?
Aguardas, com paciência, onde outros desesperaram?
Na posição de crente, conservas o espírito de serviço, onde o descrente congelou o espírito de ação?
Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme, e participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?
Que dás de ti mesmo no ministério da caridade?
Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.
O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças fundamentais, na ordem coletiva. De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz resplandece na Terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a percebem, ainda, não obstante envolver a todos. Mas.. para quantos se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.
Livro Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia Francisco C. Xavier
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita
Os Infortúnios Ocultos
4 – Nas grades calamidades, a caridade se agita, e vêem-se generosos impulsos para reparar os desastres. Mas, ao lado desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam desapercebidos, de pessoas que jazem num miserável catre, sem se queixarem. São esses os infortúnios discretos e ocultos, que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que venham pedir assistência.
Quem é aquela senhora de ar distinto, de trajes simples, mas bem cuidados, seguida de uma jovem que também se veste modestamente? Entra numa casa de aspecto miserável, onde sem dúvida é conhecida, pois à porta é saudada com respeito. Para onde vai? Sobe até a água furtada: lá vive uma mãe de família, rodeada pelos filhos pequenos. À sua chegada, a alegria brilha naqueles rostos emagrecidos. É que ela vem acalmar todas as suas dores. Traz o necessário, acompanhado de suaves e consoladoras palavras, que fazem aceitar a ajuda sem constrangimentos, pois esses infortunados não são profissionais de mendicância. O pai se encontra no hospital, e durante esse tempo à mãe não pode suprir as necessidades.
Graças a ela, essas pobres crianças não sofrerão nem frio nem fome; irão à escola suficientemente agasalhados e no seio da mãe não faltará o leite para os menorzinhos. Se uma entre elas adoece, não lhe repugnará prestar-lhe os cuidados materiais. Dali seguirá para o hospital, levará ao pai algum consolo e tranqüilizá-lo quanto à sorte da família. Na esquina, uma carruagem a espera, verdadeiro depósito de tudo o que vai levar aos protegidos, que visita sucessivamente. Não lhes pergunta pela crença nem pelas opiniões, porque, para ela, todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Finda a visita, ela diz a si mesma: Comecei bem o meu dia. Qual é o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, tem um nome que não revela a ninguém, mas é o anjo da consolação. E, à noite, um concerto de bênçãos se eleva por ela ao Criador: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que se veste tão simplesmente? Para não ferir a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha adolescente? Para lhe ensinar como se deve praticar a beneficência. A filha também quer fazer a caridade, mas a mãe lhe diz: “Que podes dar, minha filha, se nada tens de teu? Se te entrego alguma coisa para dares aos outros, que mérito terás? Serei eu, na verdade, quem farei a caridade, e tu quem terás o mérito? Isso não é justo. Quando formos visitar os doentes, ajudar-me as a cuidar deles, pois dar-lhes cuidados é dar alguma coisa. Isso não te parece suficiente? Nada mais simples: aprende a fazer costuras úteis, e assim confeccionarás roupinhas para essas crianças, podendo dar-lhes alguma coisa de ti mesma”. É assim que esta mãe verdadeiramente cristã vai formando sua filha das virtudes ensinadas pelo Cristo. É espírita? Que importa?
Para o meio em que vive, é a mulher do mundo, pois sua posição o exige; mas ignoram o que ela faz, mesmo porque não lhe interessa outra aprovação que a de Deus e da sua própria consciência. Um dia, porém, uma circunstância imprevista leva à sua casa uma de suas protegidas, para lhe oferecer trabalhos manuais. “Psiu! — diz-lhe ela. Não contes a ninguém!” Assim falava Jesus.
Terça Feira, 26 de Maio de 2009
5ª Aula: Lei de Reprodução
a) População do Globo - Sucessão e Aperfeiçoamento da Raças - Obstáculos à Reprodução
b) Casamento e Celibato - Poligamia
c) Indissolubilidade do Casamento - Divórcio
=======================================
Palestra no Expedição Caridade
quarta feira, 27 de Maio de 2009
POESIA
ANSEIO
Iveta Ribeiro
Admiro, Senhor,
As cataratas imponentes
Acionando turbinas,
De cuja força e majestade
O progresso desponta;
Se permites, porém,
Que algo te rogue a mais no que me concedeste,
Dê-me a simplicidade
Que puseste na fonte.
Admiro, Senhor,
O tronco alto e robusto
Que domina a montanha
E enfrenta sem receio
A tempestade, face a face;
Mas, se posso escolher,
Viverei feliz, anônima no vale,
Na condição da erva que se inclina
Para que o vento passe.
Admiro, Senhor,
A seara no campo,
Em plena afirmação de vitória e fartura,
Recordando um céu verde
Que em pepitas douradas se constela;
No entanto, se consentes
Que me externe, mostrando o meu desejo,
Quisera ter o encargo pequenino
Da semente singela.
Admiro, Senhor,
Todas as maravilhas que criaste,
O firmamento, os sóis, os continentes,
As rochas entre as quais talhaste a Terra
Sobre imenso maciço;
Dá-me, porém, a graça da humildade,
Que eu venha a ser, no mar de Tua Glória,
Uma gota sem nome,
Ocupada em serviço.
Da Obra “Vereda De Luz” – Espíritos Diversos – Médium: Francisco C. Xavier
PRECE
Prece de alguém que sofre
Senhor, meu Deus, Pai bondoso, busco-O com esperança
de que o seu amor seja capaz de acalmar-me agora.
Busco o colo e o aconchego de quem me conhece
desde sempre e sabe bem os motivos das minhas
dores e do meu desespero.
Pai de justiça e de amor envolva meu coração
dolorido em Seu afeto infinito, para que meu
desânimo arrefeça e que eu não desista da luta.
Ampare-me em seus braços, dando-me a certeza
de que jamais estarei sozinho, mesmo quando o
silêncio for meu único companheiro e a estrada
da vida me parecer deserta.
Dá-me forças e coragem para seguir meu caminho,
por mais duras que sejam as provas e por mais
distante que meu amor possa estar de meus olhos.
Peço, Senhor, que suas palavras ecoem em minha intimidade, guiando meus passos e curando as
feridas que sangram em minha alma.
Feridas causadas por minha incúria, por meu egoísmo
e pela minha falta de capacidade de perdoar.
Envolva-me em um abraço afetuoso, capaz de estancar essas lágrimas que insistem em rolar de meus olhos e de molhar minha face.
Não pretendo que o sofrimento que ora vivo seja simplesmente arrancado de meus dias.
Se ele está presente em mim hoje é porque
o semeei no passado, bem sei.
Peço apenas humildemente, Senhor,
para suportá-lo com dignidade.
Peço que me auxilie a me manter em pé, nesses
momentos tão duros, em que sinto os joelhos
cedendo ao peso do cansaço e do desalento.
Não permita, pai, que a tristeza tome, de vez,
conta de meu pensamento, impedindo-me de
ver com clareza e de acreditar no amanhã.
Não deixe, Senhor, que o remorso
e o arrependimento pelos meus erros sejam
desculpa para novos deslizes e maiores enganos.
Fortaleça meu desejo de suportar as dificuldades
que me possibilitarão ser uma criatura melhor.
Que a paixão seja alavanca de progresso e
não mais motivação para novos equívocos.
Ajude-me, Senhor, a trilhar o caminho do bem,
por mais estreita que seja a sua porta,
por mais pesado que seja o meu fardo.
Que a revolta e o desespero não preencham
meus dias e nem povoem minhas noites.
Ilumine, com a sua verdade, Senhor,
meus atos e minhas palavras.
Pois, sinto-me tão só e tão perdido, nesse mundo
de desterro e de exílio, onde a felicidade
é fugaz e passageira.
Somente a certeza da sua presença constante em
minha existência pode me trazer a paz e o conforto
que meu espírito infeliz tanto almeja.
Abra meus olhos para as verdades eternas da vida
e conceda-me a graça de confiar sempre,
sem hesitação e sem esmorecimento.
Auxilia-me, Pai bondoso, para que eu possa seguir
em frente, de uma vez por todas, deixando para trás meu passado equivocado, construindo,
a partir de hoje, bases de amor e de felicidade
para o futuro. Que assim seja...
DECISÃO
De hoje em diante
Você já traçou, alguma vez, um plano de felicidade ainda que por apenas um dia?
Pois uma pessoa nos enviou um plano que trará dias muito felizes para quem o seguir.
Ela se propôs ao seguinte:
De hoje em diante, todos os dias, ao acordar, direi: eu hoje vou ser feliz!
Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade. Sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza, gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de observar a beleza das árvores, das flores, da relva, da natureza em geral.
Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes e vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém só para dizer que estou com saudades.
Reservarei alguns minutos de silêncio para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças, mas vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que o tempo passado não volta mais e vou aproveitar bem todos os minutos.
Não vou sofrer por antecipação, prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não posso fazer nada.
Não vou sofrer pelo que não tenho e que gostaria de ter, e buscarei ser feliz com o que possuo. E o maior bem que tenho é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia, ouvir uma canção e dedicá-las a alguém.
Vou fazer algo por alguma pessoa sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de vê-la sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, e dedicar uns minutos para pensar em Deus, assim ele saberá que está sempre em meu coração.
Vou procurar transmitir um pouco de alegria aos outros, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E, quando a noite chegar, eu vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer aos anjos e a Deus, porque hoje eu fui feliz!
Sem dúvida esse é um roteiro traçado por alguém que deseja realmente conquistar a paz de consciência e, por conseqüência, a felicidade.
E nós podemos até dizer que tudo isso é muito difícil de alcançar, mas uma coisa é certa: é bem simples.
A única coisa que precisamos, é ter vontade. E para acionar a vontade, basta querer.
***
Existe uma pessoa, e somente uma, capaz de fazer você feliz.
Se você deseja conhecê-la, fique em frente ao espelho e diga: olá!
No espelho você verá a pessoa responsável pelo seu destino.
Você é herdeiro de si mesmo.
Seus atos lhe pertencem.
E a sua felicidade espera pela sua decisão.
FONTE VIVA
96 - ALEM DOS OUTROS
"Não fazem os Publicanos também o mesmo?"
- Jesus. MATEUS, 5:46.
Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas peculiares a crentes e descrentes na senda diária.
Jesus, contudo, espera algo mais do discípulo.
Correspondes aos impositivos do trabalho diuturno, criando coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?
Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostraram infrutíferas?
Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?
Aguardas, com paciência, onde outros desesperaram?
Na posição de crente, conservas o espírito de serviço, onde o descrente congelou o espírito de ação?
Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme, e participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?
Que dás de ti mesmo no ministério da caridade?
Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.
O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças fundamentais, na ordem coletiva. De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz resplandece na Terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a percebem, ainda, não obstante envolver a todos. Mas.. para quantos se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.
Livro Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia Francisco C. Xavier
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 13 – Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita
Os Infortúnios Ocultos
4 – Nas grades calamidades, a caridade se agita, e vêem-se generosos impulsos para reparar os desastres. Mas, ao lado desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam desapercebidos, de pessoas que jazem num miserável catre, sem se queixarem. São esses os infortúnios discretos e ocultos, que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que venham pedir assistência.
Quem é aquela senhora de ar distinto, de trajes simples, mas bem cuidados, seguida de uma jovem que também se veste modestamente? Entra numa casa de aspecto miserável, onde sem dúvida é conhecida, pois à porta é saudada com respeito. Para onde vai? Sobe até a água furtada: lá vive uma mãe de família, rodeada pelos filhos pequenos. À sua chegada, a alegria brilha naqueles rostos emagrecidos. É que ela vem acalmar todas as suas dores. Traz o necessário, acompanhado de suaves e consoladoras palavras, que fazem aceitar a ajuda sem constrangimentos, pois esses infortunados não são profissionais de mendicância. O pai se encontra no hospital, e durante esse tempo à mãe não pode suprir as necessidades.
Graças a ela, essas pobres crianças não sofrerão nem frio nem fome; irão à escola suficientemente agasalhados e no seio da mãe não faltará o leite para os menorzinhos. Se uma entre elas adoece, não lhe repugnará prestar-lhe os cuidados materiais. Dali seguirá para o hospital, levará ao pai algum consolo e tranqüilizá-lo quanto à sorte da família. Na esquina, uma carruagem a espera, verdadeiro depósito de tudo o que vai levar aos protegidos, que visita sucessivamente. Não lhes pergunta pela crença nem pelas opiniões, porque, para ela, todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Finda a visita, ela diz a si mesma: Comecei bem o meu dia. Qual é o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, tem um nome que não revela a ninguém, mas é o anjo da consolação. E, à noite, um concerto de bênçãos se eleva por ela ao Criador: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que se veste tão simplesmente? Para não ferir a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha adolescente? Para lhe ensinar como se deve praticar a beneficência. A filha também quer fazer a caridade, mas a mãe lhe diz: “Que podes dar, minha filha, se nada tens de teu? Se te entrego alguma coisa para dares aos outros, que mérito terás? Serei eu, na verdade, quem farei a caridade, e tu quem terás o mérito? Isso não é justo. Quando formos visitar os doentes, ajudar-me as a cuidar deles, pois dar-lhes cuidados é dar alguma coisa. Isso não te parece suficiente? Nada mais simples: aprende a fazer costuras úteis, e assim confeccionarás roupinhas para essas crianças, podendo dar-lhes alguma coisa de ti mesma”. É assim que esta mãe verdadeiramente cristã vai formando sua filha das virtudes ensinadas pelo Cristo. É espírita? Que importa?
Para o meio em que vive, é a mulher do mundo, pois sua posição o exige; mas ignoram o que ela faz, mesmo porque não lhe interessa outra aprovação que a de Deus e da sua própria consciência. Um dia, porém, uma circunstância imprevista leva à sua casa uma de suas protegidas, para lhe oferecer trabalhos manuais. “Psiu! — diz-lhe ela. Não contes a ninguém!” Assim falava Jesus.
quinta-feira, 21 de maio de 2009

PEGADAS NA AREIA
Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.
Do livro "Pegadas na areia" - Margareth Fishback Powers - Ed.Fundamento
Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.
Do livro "Pegadas na areia" - Margareth Fishback Powers - Ed.Fundamento
sábado, 16 de maio de 2009
CURSO BASICO DE ESPIRITISMO
2º ANO - TERÇA FEIRA, 19.05.2009
4ª Aula: Lei do Trabalho
a) Necessidade do Trabalho
b) Limite do Trabalho - Repouso
c) Cuidar do Corpo e do Espirito
Livro Jesus no Lar - Lição 43: A Gloria do Esforço
===================================== PALESTRA NO EXPEDIÇÃO CARIDADE
QUARTA FEIRA, 20.05.2009
PRECE
ABENÇOA A MINHA ALEGRIA!
Senhor, minha estrada é feita de dias que nem sempre estiveram claros e felizes, e onde horas sombrias turvaram meu coração de aflição e lágrimas...
Experimentei muitas vezes, meu Pai, a solidão, o abandono e a ingratidão... Em minha memória persistem ainda momentos amargos, onde se misturam dor e mágoa, a dizer de almas que passaram por mim quais tormentas humanas deixando para trás um rastro infeliz de dano e destruição... No corpo, meu Pai, a marca do tempo, e em minha alma, a marca dos sentimentos alheios e que nem sempre estiveram de acordo com a Tua Lei de fraternidade, caridade e perdão...
Amei, Senhor, e nem sempre fui amado; reparti, e muitas vezes passei por privações; estendi a mão amiga e tropecei por falta de apoio; abracei e me vi sozinho; sequei lágrimas e chorei a sós minhas dores; ofertei abrigo e caminhei ao desamparo; clareei caminhos e me surpreendi sem rumo na noite da prova; solucionei enigmas e me perdi de mim mesmo; suscitei esperanças e vi meus sonhos se desfazendo sob os pés de ingratos; indiquei o Senhor como remédio adequado a todo sofrimento e me esqueci de Ti na hora de meu martírio por não ouvir da boca dos que beneficiei palavras que me lembrassem de Tua presença ao meu lado...
Mesmo assim, Senhor, não deixei meu sorriso perder-se entre as brumas da aflição e da tristeza. Persisti vida afora, da maneira que me foi possível, preservando dentro de mim o tesouro da confiança e da fé, a se manifestar na tímida alegria com que soube sempre saudar a vida, nas suas mais diversas manifestações!...
Vive em mim a alegria por laço indestrutível a ligar-me à Ti, qual caminho sólido e seguro e no qual Te vislumbro porque és acima de tudo claridade, vida e contentamento! Se é na confiança no amanhã que nasce a força para enfrentar o hoje, por mais difícil, é na luz e na magia de um sorriso abençoado por Ti que esta força torna-se poder irresistível e transformador!
Te rogo, Pai, abençoa sempre este meu estado de alma! Não permita que as provas pelas quais passei e ainda passarei empanem com sua sombra triste os dias que me restam sobre a Terra! Que nem a dor, nem a doença, sequer as perdas me façam deixar de cultivar no rosto o sorriso que desfaz toda melancolia e toda lágrima! Que eu saiba manter no coração a alegria qual facho permanente de luz a unir-me ao teu Amor, e a me falar de alegrias maiores e mais venturosas que reservas a todos os filhos que embora açoitados pelos males do mundo permanecem contigo sem desfalecer, seguindo em frente jubilosos e pacificados desde agora, no rumo do Teu Reino eterno de infinita glória e felicidade!
Assim seja!
André Luiz
INSTRUÇÃO
VIVER MELHOR
Todos queremos ser felizes, viver melhor.
Entretanto, ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.
Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.
Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
A vida é dom de Deus em todos.
E quem serve só para si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.
Se aspirarmos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.
Para isso, não precisa você acondicionar-se a alheios pontos de vista.
Engaje-se na fileira dos servidores que se lhe afine com as aptidões.
Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.
É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.
Procure a paz, garantindo a paz onde esteja.
Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.
Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.
Seja feliz, fazendo os outros felizes.
Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar Deus.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, o engano é seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.
ANDRÉ LUIZ
( 4. Respostas da Vida, edição IDEAL)
POESIA
SONETO
RAIMUNDO DA MOTA DE AZEVEDO CORREIA
Tudo passa no mundo. O homem passa
Atrás dos anos sem compreendê-los;
O tempo e a dor alvejam-lhe os cabelos,
À frouxa luz de uma ventura escassa.
Sob o infortúnio, sob os atropelos
Da dor que lhe envenena o sonho e a graça,
Rasga-se a fantasia que o enlaça,
E vê morrer seus ideais mais belos!...
Longe, porém, das ilusões desfeitas,
Mostra-lhe a morte vidas mais perfeitas,
Depois do pesadelo das mãos frias...
E como o anjinho débil que renasce,
Chora, chora e sorri, qual se encontrasse
À luz primeira dos primeiros dias.
Ah!... se a Terra tivesse o amor, se cada
Homem pensasse no tormento alheio,
Se tudo fosse amor, se cada seio
De mãe nutrisse os órfãos... Se na estrada
Do contraste e da dor houvesse o anseio
Do bem, que ampara a vida torturada,
Que jamais viu um raio de alvorada
Dentro da noite eterna que lhe veio
Do sofrimento que ninguém conhece...
Ah! se os homens se amassem nessa estância
A dor então desapareceria...
A existência seria a ardente prece
Erguida a Deus do seio da abundância,
Entre os hinos da paz e da alegria.
Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Mensagem Fraterna
Fazendo Sol
Amanheceste chorando pelos que te não compreendem.
Amigos rixaram contigo.
Nos mais amados, viste o retrato da ingratidão.
Aspiravas a desentranhar o carinho nos corações queridos, com a pureza e a simplicidade da abelha que extrai o néctar das flores sem alterá-las, e, porque não conseguiste, queres morrer...
Não te encarceres, porém, nos laços do desespero.
Afirmas-te à procura do amor, mas não te recordas daqueles para quem o teu simples olhar seria assim como o sorriso da estrela, descerrado nas trevas.
Mostram a cabeça encanecida, à feição de nossos pais, são irmãos semelhantes a nós ou são jovens e crianças que poderiam ser nossos filhos... Contudo, estiram-se em leitos de pedra ou refugiam-se em antros, fincados no solo, quais se fossem proscritos atormentados.
Não te pedem mais que um pão, a fim de que se lhes restaurem as energias do corpo enfermo, ou uma palavra de esperança que lhes console a alma dorida.
Não percas o tesouro das horas, na aflição sem proveito.
Podes ser, ainda hoje o apoio dos que esmorecem desalentados, ou a luz dos que jazem nas sombras; podes estender o cobertor agasalhante sobre aqueles a quem a noite pede perdão por ser fria, aliviar o suplício dos companheiros que a moléstia carcome ou dizer a frase calmante para os que enlouqueceram de sofrimento...
Sai, pois de ti mesmo para conhecer a glória de amar!...
Perceberás, então, que a existência na Terra é apenas um dia na eternidade, aprendendo a iluminá-la de amor, como quem anda fazendo sol, nos caminhos da vida, e encontrarás, mais tarde, em cânticos de alegria, todos aqueles que te não amam agora, amando-te muito mais, por te buscarem a luz no instante do entardecer.
Meimei
Xavier, Francisco Cândido, Vieira, Waldo, O Espírito da Verdade, Por Espíritos Diversos. Brasília, DF, FEB, 1961, cap. 25.
VINHA DE LUZ
75 – ESPERANÇA
Emmanuel
"Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança." - Paulo. (ROMANOS, 15:4.)
A esperança é a luz do cristão.
Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.
Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.
A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança.
A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.
A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.
Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.
Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim ..."
Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.
Livro: Vinha de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 19: A Fé Que Transporta Montanhas
1 - Poder da fé
1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa pouca fé. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)
2. No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças toma o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho de quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, tanto nas pequenas coisas, como nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando estimulada pelo interesse, toma-se furiosa e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
4. Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.
5. O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.
2º ANO - TERÇA FEIRA, 19.05.2009
4ª Aula: Lei do Trabalho
a) Necessidade do Trabalho
b) Limite do Trabalho - Repouso
c) Cuidar do Corpo e do Espirito
Livro Jesus no Lar - Lição 43: A Gloria do Esforço
===================================== PALESTRA NO EXPEDIÇÃO CARIDADE
QUARTA FEIRA, 20.05.2009
PRECE
ABENÇOA A MINHA ALEGRIA!
Senhor, minha estrada é feita de dias que nem sempre estiveram claros e felizes, e onde horas sombrias turvaram meu coração de aflição e lágrimas...
Experimentei muitas vezes, meu Pai, a solidão, o abandono e a ingratidão... Em minha memória persistem ainda momentos amargos, onde se misturam dor e mágoa, a dizer de almas que passaram por mim quais tormentas humanas deixando para trás um rastro infeliz de dano e destruição... No corpo, meu Pai, a marca do tempo, e em minha alma, a marca dos sentimentos alheios e que nem sempre estiveram de acordo com a Tua Lei de fraternidade, caridade e perdão...
Amei, Senhor, e nem sempre fui amado; reparti, e muitas vezes passei por privações; estendi a mão amiga e tropecei por falta de apoio; abracei e me vi sozinho; sequei lágrimas e chorei a sós minhas dores; ofertei abrigo e caminhei ao desamparo; clareei caminhos e me surpreendi sem rumo na noite da prova; solucionei enigmas e me perdi de mim mesmo; suscitei esperanças e vi meus sonhos se desfazendo sob os pés de ingratos; indiquei o Senhor como remédio adequado a todo sofrimento e me esqueci de Ti na hora de meu martírio por não ouvir da boca dos que beneficiei palavras que me lembrassem de Tua presença ao meu lado...
Mesmo assim, Senhor, não deixei meu sorriso perder-se entre as brumas da aflição e da tristeza. Persisti vida afora, da maneira que me foi possível, preservando dentro de mim o tesouro da confiança e da fé, a se manifestar na tímida alegria com que soube sempre saudar a vida, nas suas mais diversas manifestações!...
Vive em mim a alegria por laço indestrutível a ligar-me à Ti, qual caminho sólido e seguro e no qual Te vislumbro porque és acima de tudo claridade, vida e contentamento! Se é na confiança no amanhã que nasce a força para enfrentar o hoje, por mais difícil, é na luz e na magia de um sorriso abençoado por Ti que esta força torna-se poder irresistível e transformador!
Te rogo, Pai, abençoa sempre este meu estado de alma! Não permita que as provas pelas quais passei e ainda passarei empanem com sua sombra triste os dias que me restam sobre a Terra! Que nem a dor, nem a doença, sequer as perdas me façam deixar de cultivar no rosto o sorriso que desfaz toda melancolia e toda lágrima! Que eu saiba manter no coração a alegria qual facho permanente de luz a unir-me ao teu Amor, e a me falar de alegrias maiores e mais venturosas que reservas a todos os filhos que embora açoitados pelos males do mundo permanecem contigo sem desfalecer, seguindo em frente jubilosos e pacificados desde agora, no rumo do Teu Reino eterno de infinita glória e felicidade!
Assim seja!
André Luiz
INSTRUÇÃO
VIVER MELHOR
Todos queremos ser felizes, viver melhor.
Entretanto, ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.
Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.
Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
A vida é dom de Deus em todos.
E quem serve só para si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.
Se aspirarmos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.
Para isso, não precisa você acondicionar-se a alheios pontos de vista.
Engaje-se na fileira dos servidores que se lhe afine com as aptidões.
Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.
É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.
Procure a paz, garantindo a paz onde esteja.
Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.
Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.
Seja feliz, fazendo os outros felizes.
Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar Deus.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, o engano é seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.
ANDRÉ LUIZ
( 4. Respostas da Vida, edição IDEAL)
POESIA
SONETO
RAIMUNDO DA MOTA DE AZEVEDO CORREIA
Tudo passa no mundo. O homem passa
Atrás dos anos sem compreendê-los;
O tempo e a dor alvejam-lhe os cabelos,
À frouxa luz de uma ventura escassa.
Sob o infortúnio, sob os atropelos
Da dor que lhe envenena o sonho e a graça,
Rasga-se a fantasia que o enlaça,
E vê morrer seus ideais mais belos!...
Longe, porém, das ilusões desfeitas,
Mostra-lhe a morte vidas mais perfeitas,
Depois do pesadelo das mãos frias...
E como o anjinho débil que renasce,
Chora, chora e sorri, qual se encontrasse
À luz primeira dos primeiros dias.
Ah!... se a Terra tivesse o amor, se cada
Homem pensasse no tormento alheio,
Se tudo fosse amor, se cada seio
De mãe nutrisse os órfãos... Se na estrada
Do contraste e da dor houvesse o anseio
Do bem, que ampara a vida torturada,
Que jamais viu um raio de alvorada
Dentro da noite eterna que lhe veio
Do sofrimento que ninguém conhece...
Ah! se os homens se amassem nessa estância
A dor então desapareceria...
A existência seria a ardente prece
Erguida a Deus do seio da abundância,
Entre os hinos da paz e da alegria.
Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Mensagem Fraterna
Fazendo Sol
Amanheceste chorando pelos que te não compreendem.
Amigos rixaram contigo.
Nos mais amados, viste o retrato da ingratidão.
Aspiravas a desentranhar o carinho nos corações queridos, com a pureza e a simplicidade da abelha que extrai o néctar das flores sem alterá-las, e, porque não conseguiste, queres morrer...
Não te encarceres, porém, nos laços do desespero.
Afirmas-te à procura do amor, mas não te recordas daqueles para quem o teu simples olhar seria assim como o sorriso da estrela, descerrado nas trevas.
Mostram a cabeça encanecida, à feição de nossos pais, são irmãos semelhantes a nós ou são jovens e crianças que poderiam ser nossos filhos... Contudo, estiram-se em leitos de pedra ou refugiam-se em antros, fincados no solo, quais se fossem proscritos atormentados.
Não te pedem mais que um pão, a fim de que se lhes restaurem as energias do corpo enfermo, ou uma palavra de esperança que lhes console a alma dorida.
Não percas o tesouro das horas, na aflição sem proveito.
Podes ser, ainda hoje o apoio dos que esmorecem desalentados, ou a luz dos que jazem nas sombras; podes estender o cobertor agasalhante sobre aqueles a quem a noite pede perdão por ser fria, aliviar o suplício dos companheiros que a moléstia carcome ou dizer a frase calmante para os que enlouqueceram de sofrimento...
Sai, pois de ti mesmo para conhecer a glória de amar!...
Perceberás, então, que a existência na Terra é apenas um dia na eternidade, aprendendo a iluminá-la de amor, como quem anda fazendo sol, nos caminhos da vida, e encontrarás, mais tarde, em cânticos de alegria, todos aqueles que te não amam agora, amando-te muito mais, por te buscarem a luz no instante do entardecer.
Meimei
Xavier, Francisco Cândido, Vieira, Waldo, O Espírito da Verdade, Por Espíritos Diversos. Brasília, DF, FEB, 1961, cap. 25.
VINHA DE LUZ
75 – ESPERANÇA
Emmanuel
"Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança." - Paulo. (ROMANOS, 15:4.)
A esperança é a luz do cristão.
Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.
Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.
A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança.
A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.
A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.
Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.
Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim ..."
Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.
Livro: Vinha de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. 19: A Fé Que Transporta Montanhas
1 - Poder da fé
1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa pouca fé. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)
2. No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças toma o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho de quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, tanto nas pequenas coisas, como nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando estimulada pelo interesse, toma-se furiosa e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
4. Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.
5. O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.
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