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quarta-feira, 18 de novembro de 2020
120 Deixar aos Mortos o Cuidado de Enterrar Seus Mortos
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
Fazer o Bem Sem Olhar a Quem
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
POR QUE DORMIS?
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
119 Abandonar Pai, Mãe e Filhos
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
Sophia e Seu Anjo Amigo
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Reencontro no Além
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
NOVA BIOGRAFIA
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
JESUS E OS AMIGOS
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
TESTEMUNHO
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
LEVANTEMO-NOS
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
AFLIÇÕES
“Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições do Cristo.” (I PEDRO, 4: 13)
É inegável que em vosso aprendizado terrestre atravessareis dias de inverno ríspido, em que será indispensável recorrer às provisões armazenadas no íntimo, nas colheitas dos dias de equilíbrio e abundância.
Contemplareis o mundo, na desilusão de amigos muito amados, como templo em ruínas, sob os embates de tormenta cruel.
As esperanças feneceram distantes, os sonhos permanecem pisados pelos ingratos. Os afeiçoados desapareceram, uns pela indiferença, outros porque preferiram a integração no quadro dos interesses fugitivos do plano material.
Quando surgir um dia assim em vossos horizontes, compelindo-vos à inquietação e à amargura, certo não vos será proibido chorar. Entretanto, é necessário não esquecerdes a divina companhia do Senhor Jesus.
Supondes, acaso, que o Mestre dos Mestres habita uma esfera inacessível ao pensamento dos homens? julgais, porventura, não receba o Salvador ingratidões e apodos, por parte das criaturas humanas, diariamente? Antes de conhecermos o alheio mal que nos aflige, Ele conhecia o nosso e sofria pelos nossos erros.
Não olvidemos, portanto, que, nas aflições, é imprescindível tomar-lhe a sublime companhia e prosseguir avante com a sua serenidade e seu bom ânimo.
Livro: Caminho, Verdade e Vida, lição 83 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
118 ABORRECER PAI E MÃE
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
Dar de Si Mesmo
Laurinha, embora contasse apenas oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as outras pessoas.
Certo dia,
na aula de Evangelização Infantil que frequentava, ouvira a professora,
explicando a mensagem de Jesus, falar da importância de se fazer caridade, e
Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom
para alguém.
Pensou...
pensou... e resolveu:
— Já sei!
Vou dar dinheiro a algum necessitado.
Satisfeita
com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.
Vendo
Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis
saber aonde ela ia. Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina
respondeu:
– Vou dar
este dinheiro a um mendigo!
A mãezinha,
contudo, considerou:
– Minha
filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la a ninguém porque não lhe
pertence!
Sem graça, a
garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...
– Bem, se
não posso dar dinheiro, o que poderei dar?
Meditando,
olhou distraída para a estante de livros e uma ideia surgiu:
– Já sei! A
professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios
para quem o lê.
Eufórica por
ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia
saindo da sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida,
a interrogou:
– O que você
vai fazer com esse livro, minha filha?
Laurinha
estufou o peito e informou:
– Vou dá-lo
a alguém!
Com
serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:
– Este livro
não é seu, Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo para ninguém.
Tremendamente
desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta, Estava triste, suas tentativas
para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua,
continha as lágrimas que teimavam em cair.
– Não é
justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam!
Nisso, ela
viu uma colega da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão
triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que tanto a afligia.
Aproximando-se,
perguntou gentil:
– O que você
tem, Raquel?
A outra,
levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:
– Estou
chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a
fazer contas de dividir, não sei tabuadas e tenho ido muito mal nas provas de
matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as
dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo
também.
Laurinha respirou,
aliviada:
– Ah! Bom,
se for por isso, não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não
sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso
ajudá-la. Vamos até a sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.
Mais
animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e
pobre. Ficaram a tarde toda estudando.
Quando
terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.
– Laurinha,
eu aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la
encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha
grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada
disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.
Sentindo
grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem.
Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente tinha
ajudado alguém.
Despediram-se,
prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.
Retornando
para casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:
– A casa de
Raquel é muito pobre, mamãe; acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de
poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me
servem mais? – perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara
algumas horas antes.
A senhora
abraçou a filha, satisfeita:
– Estou
muito orgulhosa de você, Laurinha. Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando
o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar
melhor.
Laurinha
arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da
caridade.
– É verdade,
mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos,
um par de tênis e uns livros de histórias que já li.
Célia Xavier
Camargo
Fonte da imagem: Internet Google.
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
Pai Sempre
Alguém te disse, alma querida e boa,
Que os
Espíritos Nobres
Nunca se
valem de pessoa
Claramente
imperfeita
Em tarefas
de amor à Humanidade...
Por isso
mesmo o escrúpulo te invade
E, receando
a própria imperfeição,
Foges do
privilégio de servir
Em que o
Senhor te pede trabalhar
A fim de
conquistar
O Celeste
Porvir...
Reflitamos,
no entanto,
Entre
simples lições da Natureza:
A semente
germina em lauréis de esperança,
Muita vez
sob a lama asco rosa e indefesa;
A fonte não
seria exemplo de bondade
Em que a
vida enxameia,
Se recusasse
deslizar
Sobre tratos
de terra e lâminas de areia...
Olha as
flores do charco
Embalsamando
campos e caminhos,
A rosa não
desdenha florescer
Entre
punhais de espinhos...
Pensa ainda
conosco
Nas
fraquezas e lágrimas que levas.
O Sol seria
o Sol
Se fugisse
das trevas?
Esquece
pessimismo, acusação, censura,
Nada te
desanime, ergue-te e vem...
Conquanto
enferma e rude, mesmo assim,
Se te
encontras na sombra, avança para a luz,
Sem
desertar, porém, de servir com Jesus!
Vem cooperar
no amor que devemos ao mundo
E
entenderás, por fim,
Que só se
vence o mal pelo serviço ao Bem
E que a
bênção de Deus jamais nos desampara
Nem despreza
a ninguém.
Autora: Maria Dolores
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
MADEIROS SECOS
“Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?” Jesus (LUCAS, 23: 31)
Jesus é a
videira eterna, cheia de seiva divina, espalhando ramos fartos, perfumes
consoladores e frutos substanciosos entre os homens, e o mundo não lhe ofereceu
senão a cruz da flagelação e da morte infamante.
Desde
milênios remotos é o Salvador, o puro por excelência.
Que não
devemos esperar, por nossa vez, criaturas endividadas que somos, representando
galhos ainda secos na árvore da vida?
Em cada
experiência, necessitamos de processos novos no serviço de reparação e
corrigenda.
Somos
madeiros sem vida própria, que as paixões humanas inutilizaram, em sua fúria
destruidora.
Os homens do
campo metem a vara punitiva nos pessegueiros, quando suas frondes raquíticas
não produzem. O efeito é benéfico e compensador.
O martírio
do Cristo ultrapassou os limites de nossa imaginação. Como tronco sublime da
vida, sofreu por desejar transmitir-nos sua seiva fecundante.
Como lenhos
ressequidos, ao calor do mal, sofremos por necessidade, em favor de nós mesmos.
O mundo
organizou a tragédia da cruz para o Mestre, por espírito de maldade e
ingratidão; mas, nós outros, se temos cruzes na senda redentora, não é porque
Deus seja rigoroso na execução de suas leis, mas por ser Amoroso Pai de nossas
almas, cheio de sabedoria e compaixão nos processos educativos.
Livro: Caminho,
Verdade e Vida, lição 82 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Ouve Coração
Perguntas, coração,
Como sanar
as dores sem medida,
De que modo
enxugar a lágrima incontida
Sob nuvens
de fel e de pesar!...
Recordemos o
chão...
Quando o
lodo ameaça uma estrada indefesa,
Em cada
canto roga a Natureza:
Trabalhar,
trabalhar.
Fita o
aguaceiro que se fez tormenta.
Ao granizo
que estala, o vento insulta;
Seio de
mágoas que se desoculta,
A terra, em
torno, geme a desvairar...
Mas, finda a
longa crise turbulenta,
Sobre teto
quebrado, pedra e lama,
Renasce a
paz do céu que vibra e chama:
Trabalhar,
trabalhar.
Ressurge,
inalterado, o sol risonho,
Não pergunta
se o mal ganhou no mundo
A tudo
abraça em seu amor profundo,
A criar e a
brilhar!
Recebe cada
flor um novo sonho,
Cada tronco
uma bênção, cada ninho
Canta para
quem passa no caminho:
Trabalhar,
trabalhar.
Assim
também, nas horas de amargura,
Enquanto a
sombra ruge ou desgoverna,
Pensa na
glória da Bondade Eterna,
Acende a luz
da prece tutelar!
E vencerás
tristeza e desventura,
Obedecendo à
voz de Deus na vida
Que te pede
em silêncio, à alma ferida:
Trabalhar,
trabalhar.
Autora: Maria Dolores















